Jabes quer ser Catalão. Imagens: blogs Agravo e Rumas em Notícias.

Por Emilio Gusmão.

Nunca esteve nos planos da dupla Rui Costa e Jaques Wagner a indicação do ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, como candidato a suplente de senador.

O governador sabe que Jabes, discretamente, tentou fazer uma ponte do PP com ACM Neto. Rui também não esquece que em 2014, JR se esforçou pouco para elegê-lo.

Por outro lado, nos corredores do poder, o ex-prefeito – político ciumento – tem se queixado de que Rui não o ajudou com a saúde, da mesma forma que tenta ajudar o atual prefeito Marão.

O passado e esse “disse me disse” inviabilizam o nome do ex-prefeito.

No momento, Jabes atravessa o deserto da política. Deixou a prefeitura de Ilhéus com 90% de desaprovação. Se fosse tão forte politicamente, ele mesmo seria candidato. Trata-se de uma liderança de pouca expressão eleitoral, que necessita de tempo para se recuperar.

De sua resiliência poucos duvidam (é mestre nisso), mas no quadro atual dificilmente Jabes consegue transferir 6 mil votos a algum candidato, situação que o coloca, no máximo, como um bom cabo eleitoral.

Mas o secretário geral do PP é habilidoso. Trata os caciques do partido com carinho visando preencher alguns cargos no SAC de Ilhéus e outras repartições estaduais.

Quando prefeito cultivou boas relações com a imprensa de Salvador, principalmente com Samuel Celestino (a vedete do jornalismo soteropolitano), que foi agraciado com alguns títulos, honrarias e palestras em Ilhéus.

Dessa forma, Jabes espalha por meio do site Bahia Noticias, de Celestino, o factoide sobre sua candidatura, a suplente, e jabistas credores de favores pessoais disseminam a “informação”.

Para encerrar esse texto, cito a ironia de uma das fontes ouvidas: “Ilhéus já teve senador [Eduardo Catalão de 1963 a 1968] construtor e nome de viaduto. No máximo, Jabes fez apenas uma passarela que sequer leva o nome dele”.

Atualizado às 12h47min.

Em contato com o blog, o ex-prefeito Jabes Ribeiro escreveu:

“Você está completamente errado. Não sou candidato a nenhum cargo, já disse ao Governador e ao meu Partido. No mais, prefiro ser julgado pelos ilheenses que me elegeram quatro vezes prefeito”.