Ana Maria Braga. Imagem: GLOBO/MAURICIO FIDALGO.

Golden Trip de Brasília, manhã de um dia de trabalho qualquer.

O secretário de administração de uma bela cidade litorânea chega ao hotel para conversar com dois representantes de uma empresa pública. A dupla estava hospedada no mesmo apartamento.

Depois de falar com os recepcionistas, o secretário recebe autorização para subir até o leito 606, no sexto andar.

Após usar o elevador e bater três vezes, a porta do apartamento é aberta.

Saudações cordiais e costumeiras, os três decidem sentar nas duas camas ainda desforradas.

– Preciso que vocês dois gravem meu contato no Whatsaap. Pode ser? –

– É claro! – Responde um e o outro balança a cabeça positivamente.

Ao perceber que cada um manuseava celular, o secretário pediu os aparelhos abruptamente, levantou-se e foi em direção ao aparelho de TV ligado na Globo. Ana Maria Braga brincava com o Louro José e o som não incomodava.

Depois que localizou o controle remoto, no móvel abaixo da tela, o secretário de administração aumentou o volume no nível máximo, posicionou os celulares próximos à TV, se aproximou bem dos representantes da empresa – já surpresos – e disse, – Nosso governo está disposto a buscar esse recurso. Vamos entregar tudo que for necessário, mas queremos 15% do bruto. Sem isso, vamos deixar pra lá -.

Ana Maria Braga, após degustar um prato qualquer, gritou “Hum”. O Louro José, alegre, começou o balanço limitado de fantoche.

O texto acima é ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.