Bento e Marão: desorganização e baixo investimento em saúde e educação.

Em primeira mão.

A gestão do prefeito Mario Alexandre (PSD) tem três meses para cumprir os percentuais obrigatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nas áreas de saúde e de educação.

O governo comandado pelo secretário de administração Bento Lima terá que gastar apressadamente cerca de R$ 9 milhões na educação, para atingir 25%, e cerca de R$ 6 milhões na saúde para chegar nos 15% exigidos pela LRF. Os montantes que faltam devem sair da receita “corrente líquida do município”, ou seja, recursos próprios.

O problema é que não há licitações prontas para gastar, não há perspectiva do erário municipal arrecadar em três meses a grana que falta e o governo deve R$ 10 milhões a fornecedores de materiais e prestadores de serviços.

Em 2017, o governo desorganizado de Marão passou pela mesma dificuldade. De última hora, o secretário Bento Lima providenciou uma licitação para a reforma de 10 escolas. Cerca de R$ 2,5 milhões foram gastos. A empresa contratada recebeu em dezembro, mas o serviço só foi concluído em fevereiro.

As contas de Marão (de 2018) poderão ser rejeitadas pelo TCM, e mais do que isso, o descumprimento dos índices provam o fracasso do governo no planejamento das políticas públicas de saúde e de educação.