Delegada Andréa Oliveira. Imagem de arquivo: Emílio Gusmão.

Em entrevista ao Blog do Gusmão, a delegada Andrea Oliveira, da 7ª Coorpin (Ilhéus), trouxe alguns esclarecimentos sobre o caso bárbaro que culminou na morte de um bebê recém-nascido, supostamente a facadas, no último sábado, 03.  A mãe, Lidiane Bruna Sales, 22 anos, é acusada de tirar a vida da criança.

Segundo Andrea Oliveira, a mãe foi liberada após audiência de custódia. Ela apresenta sinais comportamentais de depressão pós-parto e não consegue se comunicar. Não emite sequer uma palavra.

A delegada explica que o laudo com a causa da morte não está pronto, sendo assim, é impossível afirmar que a criança recebeu “15 facadas” conforme tem sido divulgado pela imprensa.

“O médico legista disse que a análise é complexa, tanto o laudo da mãe, como do corpo do bebê. Há sinais visíveis de perfurações na criança, mas também trabalhamos com a hipótese do bebê ter sido furado após um aborto”.

De acordo com a delegada, só o laudo poderá indicar se a morte ocorreu devido às perfurações, ou, se o corpo foi perfurado após um aborto, com o bebê sem vida.

O medico legista tem 30 dias para apresentar o laudo. Só com o documento o inquérito será finalizado.