Marão e o calçadão: primeiro “mainha”, depois o comércio.

Em agosto deste ano, a Embasa solicitou que a Prefeitura de Ilhéus liberasse o inicio de uma obra de drenagem no Calçadão da Rua Marquês de Paranaguá, principal entreposto comercial da cidade.

Segundo relatos de comerciantes, funcionários da Embasa e membros do governo municipal, que pediram sigilo dos seus nomes, os secretários de planejamento e infraestrutura, Átila Dócio e Alisson Mendonça, impediram que o obra fosse iniciada antes das eleições.

Os dois secretários teriam cumprido determinação do prefeito Mário Alexandre. O gestor temia que os transtornos provocados pela obra se transformassem num fator prejudicial à reeleição de sua mãe (Ângela Sousa, deputada estadual não reeleita).

A intervenção na Rua Marquês de Paranaguá será iniciada nos próximos dias, justamente no período de maior movimento do comércio, fomentado pelas festas de final de ano e pagamento do 13º salário dos trabalhadores. Vale lembrar que comércio e prestação de serviços sustentam a economia de Ilhéus.

A protelação a pedido do prefeito revoltou vários comerciantes, membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial. “Isso é uma vergonha! Mário prejudicou o comércio para beneficiar a mãe. Esse governo não tem planejamento e só olha para o próprio umbigo. Ainda bem que Ângela perdeu”, disse um dos comerciantes, que teme perseguição do governo caso seu nome seja divulgado.

Ao ser indagado pelo blog, às 17h25min., desta sexta-feira, 09, o secretário Átila Dócio desmentiu a versão, “Nunca houve isso. De forma nenhuma. Essa demanda veio conforme o pedido da Embasa. Te ligo em 30 minutos”. Até o fechamento desta matéria (19h52min.), Dócio não havia ligado.

Não conseguimos contato com Alisson Mendonça. O espaço está disponível para esclarecimentos.