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:: ‘Artigos’

A INCLUSÃO DOS SURDOS NA EDUCAÇÃO REGULAR ACONTECE SATISFATORIAMENTE?

HelleniPor Helleni Priscille de Souza Ferreira Oliveira

No decorrer da história da humanidade encontramos registros de que durante muitos anos as pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência eram afastadas do convívio social. Na história da educação do surdo, desde seus primórdios, havia pouca compreensão da psicologia acerca dos problemas cognitivos apresentados pelos surdos, além disso, esses indivíduos eram colocados em asilos e afastados da sociedade da qual faziam parte.

Atualmente, como a inclusão é um movimento mundial, as pessoas estão vivendo no campo da educação mudanças nas qual a inclusão envolve um processo de reforma e reestruturação das escolas como um todo.

O ensino de libras vem sendo reconhecido como caminho necessário para uma efetiva mudança nas condições oferecidas pela escola no atendimento escolar desses alunos, por ser uma língua viva, produto de interação das pessoas que se comunicam.

Tal inclusão escolar deve ter um sentido amplo, não incluindo apenas por incluir um aluno com necessidades educativas especiais na sala de aula regular, mas sim adaptar a escola às necessidades dos estudantes.

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ADEUS, MEU MESTRE!

Roberto Rabat e o prêmio Jornalista Octávio Moura de 2012. Imagem: R2CPress.

Roberto Rabat e o prêmio Jornalista Octávio Moura de 2012. Imagem: R2CPress.

Por Marcos Pennha

marcos pennha foto 2E nessa quinta-feira, tarde do dia 14 de setembro, partiu para outra dimensão nosso amigo Roberto Rabat. Conheço o Roberto desde a época de “O Marimbondo”, jornal que ele editava. Ele usava o humor cáustico, deixando o político com a cabeça inchada, devido às ‘ferroadas’. Nessa mesma época, eu editava o jornal “Ponta de Humor”. Eu admirava sua forma bem-humorada, inteligente, de abordar as diversas questões. Aprendi um pouco do muito que ele ensinava, espontaneamente, na prática. Por isso, eu o chamava, carinhosamente, de “meu mestre”.

Algum tempo depois, atendendo ao seu convite, escrevi artigo semanal com temas variados, durante aproximadamente dois anos, no R2CPRESS, o primeiro site jornalístico da região sul da Bahia. Nunca sofri nenhuma restrição por parte dele, pois era extremamente democrático.

São tantas histórias desse bom jornalista, bom radialista, ótimo ser humano.

Quando criança, fui aluno de matemática de Seu Tuffy, pai de Roberto, às quartas e quintas, das 7 h às 8 h da noite. Contei-lhe que gostava daquele cheiro de sopa que vinha da cozinha. Ele, com o riso de menino ‘malino’ característico, falou: “É, mamãe fazia sopa toda noite!”

Inúmeras foram as minhas visitas ao seu apartamento – o mesmo do “cheiro da sopa” da Bento Berilo, no Centro.

Certa vez, falei com Roberto que evitava visitá-lo, porque algumas pessoas não me entendiam e maldavam. Ele, sem entender, quis saber o porquê. Eu expliquei: “É que, quando estou vindo para cá, alguém me pergunta: “Para onde está indo, Marcos?”. Eu respondia: “Tô indo ali em Rabat”

Continue com Deus no novo tempo, meu eterno mestre Roberto Rabat Chame!

Marcos Pennha é jornalista e assessor de comunicação autônomo.

MARCOS PENNHA: MORADORES DE RUA CARECEM DE ATENÇÃO

Sem casa, sem educação, sem trabalho, … sem dignidade*

Marcos PennhaPor Marcos Pennha

Cresce assustadoramente o número de moradores de rua e pedintes no Brasil. Isso devido ao crescimento populacional desordenado, o que produz os mais diversos males humanos.

Crianças são postas no mundo sem o mínimo de planejamento familiar. Daí a formação desse amontoado de gente sem nenhuma perspectiva de vida digna. Gente que se aventura no mundo perigoso do uso das drogas ilícitas. Tudo isso aliado à negligência dos governos com as políticas públicas de saúde, educação, habitação e tudo mais.

Em Ilhéus, não é diferente. Moradores de rua afligem a população. Incomodam pedindo alimentos, produtos – às vezes, para vender – e dinheiro, certamente para comprar a ‘porcaria’.

Recentemente, um jovem que perambula pelo centro da cidade bagunçou numa lanchonete localizada na rua Jorge Amado.  Chegou, inclusive, a agredir funcionários e clientes, de acordo com a declaração da funcionária em vídeo espalhado nas redes sociais.

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CESAR BENJAMIN CRITICA ALARDE SOBRE RECURSOS DA BIENAL

cesar benjaminPor Cesar Benjamin

O lobby de uma empresa gananciosa, a irresponsabilidade editorial de um jornal que faz oposição sistemática e o oportunismo do sindicato se juntaram para produzir um factoide contra a SME [Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro]: os alunos da rede municipal não irão à Bienal e não terão acesso à compra de livros neste ano.

A empresa gananciosa é a Fagga, que organiza a Bienal. O jornal é O Globo, que não gosta do prefeito Marcelo Crivella. O sindicato é o Sepe, sempre de prontidão para dizer qualquer bobagem contra a SME.

Essa aliança espúria armou um tempestade com uma gota d’água.

A Bienal é um evento meramente comercial, cada vez mais dominado por celebridades instantâneas, em que “livro” é apenas um pretexto secundário. Muito mais importante que ela, do ponto de vista da SME, é o Salão do Livro Para Crianças e Jovens, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

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MAS AS INSTITUIÇÕES ESTÃO FUNCIONANDO…

wilson gomes foto artigoPor Wilson Gomes/publicado no Facebook

O jornalismo brasileiro vai sair desta crise muito menor que quando nela entrou. O jornalismo podia ter ficado no seu papel, já bem amesquinhado, de atiçar brigas entre políticos, mas o gozo do regicídio foi uma tentação forte demais. E agora não tem a menor ideia de como vamos sair do atoleiro em que nos puseram nem onde foram parar aqueles cenários de saída que pareciam tão cristalinos em 2015. Naturalmente, o jornalismo brasileiro passará o resto do milênio explicando que nada teve a ver com os eventos, que só estava presente na hora em que eles aconteceram e que ninguém deve culpar o pobre do mensageiro, embora as suas digitais estejam tão presentes em tudo o que se passou de 2015 pra cá quanto as de Geddel estavam nas malas de dinheiro que duendes colocaram para ele em um apartamento vazio.

Os economistas-que-estão-todo-dia-na-mídia-disputando-a-interpretação saem bem menores desta crise, em grande parte construída por profecias autorrealizáveis cheias de intenções políticas. A este ponto, já é claro para todo mundo que Economia “de circunstâncias” é tão útil para prever saídas de políticas econômicas quanto jogar uma moeda para o alto e tomar decisões com base nisto.

Por fim, o Judiciário e o Ministério Público vão desmilinguindo sua reputação e credibilidade em velocidade assustadora. Já foi triste o bastante o espetáculo triste de o STF ter-se autocontido, durante o impeachment, ao papel de mestre de cerimônias do rito, quando a sociedade esperava uma arbitragem justa e acima da vil briga de foices do Congresso. Se isso não bastasse, ainda temos o assombroso e sinistro “efeito Gilmar”, a percepção pública de que as decisões judiciais não são feitas para corrigir a colisão dos Poderes e em nome da Constituição, mas se orientam principalmente por cálculos arbitrários do que o magistrado considera “o melhor para o país”, segundo, naturalmente, o seu repertório subjetivo de preferências, concepções e visões de mundo.

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VITÓRIA FEMINISTA

Hélio SchwartsmanPor Hélio Schwartsman/publicado na Folha de S. Paulo

Num mundo onde exista correspondência entre palavras e coisas, não dá para chamar de cultura do estupro a cultura que lincha seus estupradores. O sinal que a sociedade passa aqui não é o de que é OK estuprar uma mulher.

Faço essas observações por causa de mensagens que recebi de leitores indignados com a coluna de terça-feira (5), em que lancei dúvidas sobre a cultura do estupro. Cuidado, em nenhum momento disse que não há machismo no Brasil. Ao contrário, afirmei-o na primeira linha do texto.

E é claro que dá para listar o machismo —notadamente a ideia que alguns homens têm de que não precisam da autorização da mulher para ter acesso ao corpo dela— entre as muitas causas distais que afetam as estatísticas de estupro. Mas me parece complicado apontá-lo como a principal razão. Estupros têm etiologia multifatorial e me parece temerário afirmar, sem base em estudos empíricos, que o machismo seja mais relevante do que a ineficiência da polícia ou o nível geral de violência experimentado na sociedade.

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DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA AO CÁRCERE DA DESESPERANÇA

Caio Pinheiro

O que comemorar no 7 de Setembro?

Por Caio Pinheiro

A desesperança domina as reflexões deste que escreve essas desesperançadas palavras de esperança. O Brasil se tornou terra de ninguém. De promissora potência emergente, nossa pátria amada afunda-se nas suas próprias contradições.

Mingua o número de brasileiros dispostos a prognosticar um amanhã melhor. É como se estivéssemos vivendo num estado de perplexidade generalizada. Não se trata apenas de enfrentar a crise econômica que insiste em muscularizar-se, tampouco substituir velhos políticos por velhos-novos políticos; mas, acima de qualquer medida objetiva, faz-se necessário redescobrir nossa cidadania.

Nos últimos tempos, passamos a instituir heróis e convertê-los em demônios obedecendo ao ritmo acusatório da Operação Lava-Jato. Aprendemos política lendo os títulos das matérias, as quais colocam sob suspeição, quase que diuturnamente, novos políticos. No entanto, poucos sabem acerca da estrutura sistêmica que permitiu a apropriação de bilhões do erário público por políticos de moral midiaticamente ilibada.

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MEU AMIGO CONSERVADOR DE DIREITA

wilson gomes foto artigoPor Wilson Gomes/publicado na Facebook

Conversei, neste final de semana, com um sujeito que se autodefinia como conservador de direita. Está feliz e animado com a candidatura de Bolsonaro, não acredita em Temer e admite tranquilamente que toda aquela mobilização de 2015-2016 não teve qualquer coisa a ver com corrupção. Acha que a candidatura de Bolsonaro está crescendo e que isso está deixando a elite, inclusive a elite midiática, furiosa. O que é muito bom e um sinal de que “o mito” está no caminho certo. Acha que assim que a candidatura de Lula for definitivamente impedida, não haverá outra força política a conter o seu candidato. Quando lhe contestei que, a rigor, Bolsonaro não tem muita coisa da direita republicana, como o antiestatismo, políticas de austeridade fiscal e ênfase na liberdade dos mercados, chegamos à conclusão de que o que lhe interessa é o conservadorismo moral e a sua posição autoritária sobre lei & ordem. A pauta eleitoral do meu coleguinha da direita conservadora é segurança pública, a certeza de que uma mão forte do Estado pode resolver o problema e a convicção de que apenas Bolsonaro pode prometer uma alternativa crível neste sentido.

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O ILUSTRE NELSON

antonio lopesPor Antônio Lopes   

Eis que as autoridades baianas resolveram prestar homenagem ao professor Nelson Schaun, pondo no Colégio Estadual de Ilhéus o nome do renomado mestre. Num tempo em que os espaços de mídia são ocupados, basicamente, por chefes do tráfico, políticos inescrupulosos, cantores de arrocha e outras aberrações, ter Nelson Schaun transformado em notícia é algo estranho e, ao mesmo tempo, animador: mostra que o reino das decisões políticas, apesar dos pessimistas, não está de todo podre.

Conheci Nelson Schaun (1901-1968) em 1960, ao vir de Buerarema para o I. M. E. De sua família (d. Vanja, Nicolau, Simone e Socorro), minha relação próxima era com Nicolau, meu colega de sala, falecido no ano passado. Nicolau, Hermano Penalva, Sandoval Alves e este locutor que lhes fala se reuniam ao pé de mangueira famosa na casa da Rua do Dendê, para encontrar meios e modos de derrubar o governo. Na opinião de Nicolau (um libertário, com forte conteúdo anarquista), bom mesmo seria levar ao Paredón os governos todos, constituídos ou por constituir. Não derrubamos ninguém, mas muito tentamos.

Éramos, eu (adolescente, querendo consertar o mundo) e o velho mestre (no outono da luta política, recém-saído do PCB, rompido com o stalinismo imperante), separados por oceanos de idade e saber: deste lado, um curioso; do outro, ele, autodidata, que conhecia, além de marxismo, português, latim, sociologia, filosofia e literatura. Especialista em Alexandre Herculano. Pouco antes (1959), idealizara (com reuniões à sombra da referida mangueira), com Abel Pereira e outros, a Academia de Letras de Ilhéus, sendo fundador da Cadeira nº 12 e secretário-geral da instituição.

Verdadeiro professor, ensinava com prazer a quem o procurasse, de maneira informal, conversando, sem esnobismo, sem permitir que o peso de seu conhecimento dificultasse a comunicação com as pessoas. Subia ou descia o nível, de acordo com o interlocutor, fazendo-se compreender por todos.

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ARGUMENTOS MENTIROSOS PARA PRIVATIZAR A ELETROBRAS

HeitorScalambrini

 Por Heitor Scalambrini Costa

A palavra privatizar é definida como: “realizar a aquisição ou incorporação de (empresa do setor público) por empresa privada”, “colocar sob o controle de empresa particular a gestão de (bem público)”.

Foi  anunciada  recentemente pelo atual governo golpista (sem voto, sem credibilidade popular) a aceleração do processo de depredação e entrega do patrimônio público com um amplo programa de privatizações, que pretende transferir áreas de mineração e exploração de petróleo e gás (incluindo o pré-sal), usinas e empresas de energia, portos, ferrovias e outros.

O que teria então demais que uma empresa pública (de todos) fosse adquirida por uma empresa privada (de alguns)?

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A MASSA IMÓVEL

Lula. Imagem: Ricardo Stuckert.

Lula. Imagem: Ricardo Stuckert.

Por Wilson Gomes/publicado no Facebook do autor

Do que logro a compreender sobre o Brasil contemporâneo, parece certo que para se conseguir demonstrar que as pessoas estão a favor ou contra alguma coisa você precisa colocar 1 milhão de pessoas na Av. Paulista, outro milhão na Candelária ou na Cinelândia e algum número acima de 500 mil na Esplanada dos Ministérios. Essas multidões deveriam ser replicadas, não importa se com números menores, umas três vezes pelo menos. Seria aconselhável também que houvesse multidões, por uns poucos dias, reunidas em Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Belém. Pronto, seguindo esta receita, você terá uma “voz das ruas” para chamar de sua e um argumento “o povo brasileiro exige que…” cheio de razões para esfregar na cara dos adversários.

Foi assim em 2013, naquilo que os tiozinhos de esquerda se regozijava em chamar de Jornadas de Junho, quando a esquerda começou a suicidar as suas chances de governar. E foi assim em 2016, no Grande Movimento Cívico pelo impeachment, também conhecido como a Revolução dos Patos. Entretanto, mais importante do que as ocorrências das multidões reunidas por demandas políticas foram as AUSÊNCIAS das multidões em momentos ainda mais cruciais. As multidões não apareceram para defender o mandato da presidente recém-eleita, quando este lhe foi arrancado para dar início a “isso tudo que está aí”. Nem apareceram para produzir o empurrãozinho popular necessário para que Temer fosse processado pelo STF. Nem aparecerão agora quando a 55ª Legislatura funciona basicamente como a oficina do capeta e quando a Orcrim a quem os patos entregaram o Executivo desmantela o país.

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TUCANATO NAMORA REGIME PARA VOLTAR AO PODER SEM VOTO

Elio GaspariPor Elio Gaspari/publicado hoje na Folha de S. Paulo

Estranho partido o PSDB, não consegue decidir se fica na base de apoio do governo (seja lá o que for o que isso quer dizer), mas um pedaço do seu cardinalato começou a fazer campanha pelo parlamentarismo ou pela sua versão diet, chamando-o de semipresidencialismo.

À frente da charanga está o senador José Serra, duas vezes derrotado em disputas presidenciais. Michel Temer teria aderido à ideia, mas, como o presidente já aderiu a muitas ideias, resta saber se irá na bola.

O parlamentarismo já foi submetido ao julgamento popular em dois plebiscitos e nunca chegou à marca de 25% dos votos. Nunca será demais repetir que em 1888 a escravidão foi abolida por meio de uma lei ordinária. O plebiscito de 1963 rejeitou um parlamentarismo mambembe, porém vigente. O de 1993 confirmou a opção presidencialista de 1963.

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DEFESA DE JAMIL PODE REVERTER CASSAÇÃO DO MANDATO NA JUSTIÇA

Vereador Jamil Ocké.

Vereador Jamil Ocké.

Por Thiago Dias

Ontem (8), o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lukas Paiva (PSB), acolheu parecer que recomenda a cassação do mandato do vereador Jamil Ocké (PP).

A decisão foi monocrática, ou seja, o presidente não a submeteu ao plenário nem à mesa diretora.

Conforme o parecer do procurador jurídico da Câmara, Daniel Mendes Mendonça, a perda do mandato se justifica pelo afastamento de mais de 120 dias do vereador, que está preso desde o último dia 21 de março.

É muito provável que a defesa de Jamil Ocké recorra à Justiça para anular a decisão do presidente da Câmara.

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UNIVERSIDADE PÚBLICA E AS COTAS

cerqueira leitePor Rogério Cezar de Cerqueira Leite/publicado hoje na Folha de S. Paulo

Aproveitando-se da corajosa, porém controversa, iniciativa da USP de estabelecer cotas de ingresso a estudantes socialmente carentes, as mesmas carpideiras de sempre do defunto “ensino pago” retomam sua irracional e obsoleta cantilena demagógica pelo pagamento de mensalidades à universidade pública.

Aqueles que vociferam contra a gratuidade da universidade são exatamente os mesmos que praguejam contra as cotas, o que torna óbvia a natureza de sua intolerância de elitistas sociais.

Para os cotistas, a universidade será uma ferramenta de ascensão social, e é isso o que incomoda a muita gente.

Pois bem, vejamos para que serve uma universidade. Escolas públicas de medicina são criadas por governos porque as suas comunidades precisam de médicos e não porque os futuros médicos precisem de empregos. Para estes últimos são criadas as faculdades privadas.

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O SILÊNCIO

vladimir-safatleVladimir Safatle/publicado hoje na Folha de S. Paulo

Há algo de instrutivo no ritual que o Congresso Nacional ofereceu ao país na última quarta-feira, quando um ocupante do cargo da Presidência, gravado em situação flagrante de prevaricação e corrupção passiva, formalmente denunciado pela Procuradoria Geral da União, foi poupado.

É difícil imaginar algum país no mundo que chegaria a um espetáculo tamanho de degradação comandado por uma casta de políticos dignos de filmes de gângsteres série B. Ao menos, depois dessa confissão de desprezo oligárquico pela opinião pública, quem sabe agora parem de falar que estamos em uma “democracia”.

Enquanto o país assiste a universidades públicas suspenderem as aulas por se encontrarem em situação falimentar, serviços públicos entrarem em deterioração, agências de pesquisa decretarem estado de calamidade e 3,6 milhões de pessoas saírem da classe média baixa em direção à pobreza, o ocupante do trono da Presidência, único presidente da história brasileira a ser denunciado pela Justiça no cargo, gastava milhões de reais em suborno explícito de deputados, uso de cargos públicos para aliciamento de votos e liberação de emendas escusas a fim de garantir sua sobrevida.

Ou seja, bem-vindos a uma cleptocracia que agora não faz nem sequer questão de conservar as aparências. Há algo de terminal quando até mesmo as aparências já não são mais conservadas. Tudo isso com o beneplácito daqueles que dizem que o país precisa, afinal, de “estabilidade”.

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CHAPECOENSE EXPLORA TRAGÉDIA, E VÍTIMAS ENTRAM EM DESESPERO

juca-kfouriPor Juca Kfouri/publicado hoje (3) na Folha de S.Paulo

Desagradável ter de informar, mas obrigatório: enquanto a solidariedade mundial continua a se manifestar em torno da tragédia que matou 71 pessoas no voo da Chapecoense para Medellín, as vítimas que perderam seus filhos, maridos, pais e irmãos não encontram o mesmo respaldo nem do clube, nem da CBF, nem da Conmebol.

A maior revista esportiva do mundo, a americana “Sports Illustrated”, acaba de publicar tocante reportagem sobre o pesadelo vivido na madrugada de 29 de novembro passado, o Barcelona receberá a equipe catarinense na próxima segunda-feira (7), o Papa vai abençoar o time que jogará com a Roma no dia 1º de setembro, mas quem ficou, as maiores vítimas, estão a cada dia mais desamparadas.

A ponto de terem criado uma Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C) e constituído advogados cíveis e trabalhistas para lutar pelos seus direitos mal atendidos até aqui.

Não se trata de vitimismo, diferentemente do marketing feito pelos cartolas do clube.

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