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JUIZ DE ILHÉUS APONTA MITOS E VERDADES SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO

José Cairo Júnior. Imagem: Reprodução/Facebook.

José Cairo Júnior. Imagem: Reprodução/Facebook.

O juiz José Cairo Júnior, titular da 3ª Vara da Justiça do Trabalho de Ilhéus e professor da UESC, publicou hoje (23) no Facebook bons esclarecimentos sobre a lei da terceirização aprovada ontem (22) na Câmara dos Deputados. Reproduzimos a publicação abaixo. Leia.

MITOS E VERDADES SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO: Uma análise racional

Por José Cairo Júnior

1 – A terceirização extingue os direitos trabalhistas, precariza a relação de emprego e põe fim à CLT. MITO. Os terceirizados têm os mesmos direitos dos empregados diretamente contratados, inclusive isonomia salarial (OJ nº 383, da SDI-1, do TST). Além disso, o Brasil recebe três milhões de ações trabalhistas por ano em média, o que demonstra que já há precarização do trabalho.

2 – A terceirização vai aumentar os postos de trabalho. MITO. Postos de trabalho são criados com crescimento econômico e não por meio de lei.

3 – A terceirização cria duas ou mais categorias de trabalhadores que executam a mesma atividade. VERDADE. Isso, de certa forma, desagrega a categoria. Mas isso pode ser resolvido por meio da reforma sindical, com o fim da unicidade sindical, as entidades de classe podem ser criadas observando outros critérios. Inclusive isso já deveria ter ocorrido há muito tempo, mas não se efetivou por conta do lobby dos sindicatos que não querem perder a receita do imposto sindical.

4 – A legalização vai aumentar a quantidade de empregados terceirizados. VERDADE, uma vez que as empresas que receavam contratar terceirizados para a atividade-fim, o farão a partir de agora, se assim for do seu interesse, ou seja, se esse procedimento implicar crescimento lucrativo, o que nem sempre acontece. Mas esse número não vai aumentar demasiadamente, considerando que no Brasil já existem 15 milhões de empregados terceirizados, ¼ da mão de obra total no país.

5 – As empresas prestadoras de serviços não possuem capital e, por conta disso, os empregados não receberão seus direitos trabalhistas. MITO. O projeto de lei aprovado prevê a responsabilidade subsidiária da tomadora de serviços, ou seja, se a empregadora não paga, quem responde é que se beneficia da prestação de serviços (tomadora). Ressalte-se ainda que existem várias empresas que contratam diretamente e não possuem capital suficiente para garantir o pagamento das verbas trabalhistas dos empregados. Resultado: o trabalhador vai à Justiça do Trabalho, obtém êxito na ação, mas não recebe o valor correspondente por falta de bens para serem penhorados. Os terceirizados da administração pública serão beneficiados, pois ela responderá de forma subsidiária de forma objetiva, o que não ocorre atualmente, conforme decisão do STF na ADC 16.

6 – A lei da terceirização cria segurança jurídica. VERDADE. Bom ou ruim, pelo menos haverá uma legislação regulamentando um fenômeno que ocorria há décadas do Brasil. O direito não poderia ignorar essa realidade. E foi por conta dessa omissão que o TST editou inicialmente a Súmula nº 256, que vedava totalmente a terceirização geral (excetuando-se o trabalho temporário e dos vigilantes, por expressa autorização legal), depois substituída pela de nº 331, que admitia a terceirização na atividade meio, flexibilizando o entendimento anterior. 7 – Haverá mais risco de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais com os terceirizados. MITO: O PL prevê que a responsabilidade direta pelo cumprimento das normas de segurança, higiene e medicina do trabalho é da empresa tomadora dos serviços. Isso significa que empregado direto e terceirizados tem o mesmo risco de acidente ou de adquirir doença ocupacional.

OS JUÍZES NOS PROTEGEM DO ARBÍTRIO, MAS QUEM NOS PROTEGE DO ARBÍTRIO DOS JUÍZES?

Juiz Sérgio Moro. Imagem: Alan Marques/Folhapress.

Juiz Sérgio Moro. Imagem: Alan Marques/Folhapress.

Por Wilson Gomes

wilson gomesA Nota da Justiça Federal do Paraná sobre o caso da condução “sob vara” do blogueiro Eduardo Guimarães é um primor.

“Pelas informações disponíveis, o Blog da Cidadania é veículo de propaganda política, ilustrado pela informação em destaque de que o titular seria candidato a vereador pelo PCdoB pela a cidade de São Paulo. (…) Não é necessário diploma para ser jornalista, mas também não é suficiente ter um blog para sê-lo”.

Ninguém no campo acadêmico sério é hoje capaz de sustentar distinções tão cristalinas sobre o que é e o que deixa de ser jornalismo, principalmente depois que as mídias digitais produziram novos gêneros e novos artefatos. Mas o Comitê Central de Taxonomias da Justiça Federal do Paraná não hesita: “pelas informações disponíveis” (quer dizer, nós demos uma olhada e inferimos que…) “é veículo de propaganda”. A prova cabal disso: é candidato a vereador pelo PCdoB. Ora, “pelas informações disponíveis” metade das estrelinhas do jornalismo 2.0 faz ativismo político: de Mainardi a Felipe Moura Brasil, passando por Noblat, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino e Villa. O Instituto de Acreditação da Justiça Federal do Paraná vai negar aos veículos em que esses blogueiros publicam a denominação de jornalismo, ou isso vale apenas para os jornalativistas de esquerda?

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BLAIRO MAGGI REPRESENTA COMO NINGUÉM O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

Temer e Blairo Maggi. Imagem: Beto Barata/Presidência da República.

Temer e Blairo Maggi. Imagem: Beto Barata/Presidência da República.

Por Elio Gaspari/publicado hoje na Folha de S. Paulo

O ministro da Agricultura, doutor Blairo Maggi, chamou de “idiotice” a acusação, apresentada pela Polícia Federal, de que um frigorífico do grupo BRF estivesse usando papelão nas suas salsichas. Faz sentido.

Maggi bate duro. É um bilionário do agronegócio, já foi chamado de Rei da Soja (título que herdou do pai) e a ONG Greenpeace presenteou-o com a “Motosserra de Ouro”. Conhece o mundo dos negócios e o da política. Chegou ao Senado pela gambiarra da suplência e ao governo de Mato Grosso pelo voto popular.

Representa como ninguém o agronegócio brasileiro com seu efeito modernizador do campo e sua importância para a economia. Quando estourou a Operação Carne Fraca, ele era o homem certo no lugar certo. Em poucos dias, verificou-se que adulterara o próprio produto.

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AUTORITARISMO DA “ESCOLA SEM PARTIDO” RONDA ACM NETO

Alexandre Aleluia e ACM Neto.

Alexandre Aleluia e ACM Neto.

Por Thiago Dias

A versão soteropolitana do projeto “Escola Sem Partido” é do vereador Alexandre Aleluia (DEM). A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou a indicação dele para que a rede municipal de ensino ganhe cartazes instrutivos. Os informes devem incluir esclarecimentos sobre “os deveres dos professores”.

“É uma proposta que defende o resgate da família na formação educacional dos estudantes; o pluralismo de ideias e o foco na transmissão de conhecimentos nas escolas da rede municipal. O projeto combate a doutrinação ideológica e partidária praticada atualmente nas salas de aula”, explica o autor.

Como se sabe, o prefeito ACM Neto (DEM) pode acatar ou não a proposta. Eventual dúvida talvez o lance numa conta eleitoreira.

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BANCOS TÊM DÍVIDA ANTIGA COM A ZONA SUL DE ILHÉUS

A zona sul de Ilhéus tem quase tudo. Falta uma agência bancária. Imagens: Google e José Nazal.

A zona sul de Ilhéus tem quase tudo. Falta uma agência bancária. Imagens: Google e José Nazal.

Por Thiago Dias

Entre outras coisas, a zona sul de Ilhéus tem escolas, aeroporto, restaurantes, bares, supermercados, barracas de praia e um forte comércio. Falta-lhe uma agência bancária, dívida antiga das instituições financeiras.

Prestadores de serviços, comerciantes e consumidores dessa região manifestam a demanda. Muitos deles são obrigados a cruzar a cidade diariamente apenas para ir ao banco. Mesmo com muitos serviços bancários disponíveis na internet, as operações a distância ainda não dão conta de todas as necessidades dos clientes.

Ir ao banco consome mais tempo quando se tem de atravessar um percurso congestionado, a coisa mais comum no trânsito entre a zona sul e o Centro de Ilhéus. O prejuízo sobra para os clientes dessa região, que abrange bairros com comércio pujante, como o Nelson Costa e o Pontal.

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PROFESSORES PROTAGONISTAS, NÃO COVARDES PESSIMISTAS

Caio Pinheiro

Por Caio Pinheiro Oliveira

Aos Professores

Não adianta nos omitirmos nesse momento em que conquistas históricas da classe trabalhadora são ceifadas por frações da classe política comprometidas com o agigantamento dos ganhos patronais. Ter nojo dos políticos e da política, mas, optar por se omitir enquanto cidadão e cidadã não irá resolver nossos problemas enquanto categoria.

O Brasil é uma República Presidencialista, situação que nos faz reféns da classe política no que tange à resolução de nossos problemas dentro de uma normalidade institucional. Por isso, afora todas as críticas deferidas aos nossos sindicatos (aparelhamento partidário, omissão, peleguismo, centralismo, etc), nesse momento, nossas indagações devem ir além. A pressão da classe trabalhadora unida é o único caminho possível para reversão desse quadro de retrocessos no qual estamos diabolicamente mergulhados.

Não precisa ser um PhD em ciência política para reconhecer o ideologismo por trás desse processo de precarização das relações trabalhistas, ratificado diuturnamente pela grande imprensa. Os algozes da classe trabalhadora agem com muita organização e disciplina. Cada passo é meticulosamente pensado e apresentado como um pacote de bondades (PEC 55, Reforma da Previdência, Reforma do Ensino Médio, Reforma Trabalhista e outras maldades). O papel dos grandes veículos de comunicação na eliminação dos direitos da classe trabalhadora é algo irrefutável e condenável, a não ser que entre nós exista aquele (a) que esteja feliz com a possibilidade de ter que trabalhar até morrer, situação que legitimaria os argumentos do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM), ou de algum economista midiático (Global) em favor dos 65 anos como idade mínima para se aposentar.

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TRABALHO SEM JUSTIÇA?

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defende o fim da Justiça do Trabalho.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defende o fim da Justiça do Trabalho.

Por Bernardo Mello Franco/publicado hoje na Folha de S. Paulo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, costuma se dizer um político pró-mercado. Nesta semana, ele radicalizou. Defendeu a extinção da Justiça do Trabalho, sem explicar o que ficaria no lugar.

O deputado do DEM acusou os juízes da área de atuarem de forma “irresponsável”. Ele alegou que decisões favoráveis aos trabalhadores teriam provocado a falência de bares e restaurantes no Rio de Janeiro.

“Foi quebrando todo mundo pela irresponsabilidade da Justiça brasileira, da Justiça do Trabalho, que não deveria nem existir”, atacou.

A ofensiva não parou por aí. Maia culpou as leis trabalhistas pelo aumento do desemprego: “O excesso de regras no mercado de trabalho gerou 14 milhões de desempregados”.

Não é preciso simpatizar com sindicalistas para perceber que o deputado exagerou. A velha CLT tem problemas, mas está longe de ser a maior culpada pelo desemprego.

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A REAÇÃO INFANTIL AO BEIJO DE CHICO ALENCAR EM AÉCIO

Chico Alencar e Aécio Neves.

Chico Alencar e Aécio Neves.

Por Luis Felipe Miguel/publicado no Facebook

Sobre o beijo de Chico Alencar em Aécio: sim, foi feio. Um deputado de esquerda não devia ficar de afagos com um líder golpista, adversário histórico de todas as causas populares. Nem devia, aliás, ter ido ao jantar em homenagem a Ricardo Noblat, que é um dos exemplos maiores da podridão moral do jornalismo brasileiro, um sujeito que, toda vez que surgia alguma chance do golpe não se concretizar, não hesitava em clamar por uma intervenção militar.

Mas o que se viu no Piantella é um resultado esperado do regime representativo, um dos mecanismos que faz com que ele trabalhe muito mais contra do que a favor da transformação social.

É comum pensar que a democracia representativa surgiu como uma meia sola: já que temos territórios e populações grandes demais para uma democracia direta, vamos fazer o povo governar por meio de representantes. Na verdade, como mostraram Ellen Meiksins Wood, Bernard Manin e outros, a lógica foi a inversa: era preciso ter territórios e populações grandes para afastar o risco da democracia direta.

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DISCURSO DE TEMER NO DIA DA MULHER NOS LEVA AO SÉCULO XII

wilson gomesPor Wilson Gomes/publicado no Facebook

“Tenho absoluta convicção (…) do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher”, declarou o presidente em seu discurso de pouco mais de dez minutos no Palácio do Planalto. O peemedebista ainda disse que a mulher tem uma grande participação na economia do país porque é “capaz de indicar os desajustes de preços em supermercados” e “identificar flutuações econômicas no orçamento doméstico”. “Na economia, também, a mulher tem uma grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados mais do que a mulher. Ninguém é capaz melhor de identificar eventuais flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico maior ou menor”, afirmou.

Então, ficamos combinados assim: Lula, o apedeuta, falava de improviso e desacertava a gramática. Dilma, a confusa, a balbuciante, acertava a gramática, mas desconcertava a lógica. Horríveis. Enfim, felizmente,temos um presidente de que nos orgulhar, em gramática e oratória. Já a sua compreensão de mundo é desconcertante e o seu sentido da realidade é de um desacerto desalentador. Eis aí, em poucas linhas e em rebuscada retórica, o que ser mulher no século XXI significa para Temer. Em suma, descritas em pensamento cristalino e gramática consistente, as mulheres são importantes para o mundo porque nos lavam as cuecas, economizam na feira, deixam-nos a casa asseada e a mesa posta, e, depois de nos deixar fazer nelas os nosso filhos, ainda se ocupam dos nossos petizes que, se a fortuna nos sorrir, serão varões pimpantes que sairão a dominar o mundo. É isso. Fora o presidente ignorantão que nos envergonhava! Abaixo a presidente balbuciante, que nos dava nos nervos! Vida longa ao presidente de mentalidade troglodita que nos governa com fala clara e mentalidade obscurantista. Bem-vindos ao século XII, meus amigos.

Wilson Gomes é professor da Universidade Federal da Bahia. Coordena pesquisas sobre comunicação e política.

A APOSENTADORIA E O GOVERNO GOLPISTA

heitor Scalambrini CostaPor Heitor Scalambrini Costa

No Brasil atual, onde os golpistas de plantão dão as ordens, a mentira repetida muitas vezes tenta se tornar uma verdade absoluta. Nada mais esclarecedor desta afirmativa do que a discussão hoje travada sobre o “rombo da Previdência”, e a consequente mudança nas regras da aposentadoria.

Amplos interesses econômicos convergem para o discurso de que a reforma da Previdência é necessária e inevitável. E a partir daí tudo é válido. O terrorismo midiático é aplicado para vencer a batalha da comunicação. Manchetes como “Aposentadoria sob risco”, “Desequilíbrio nas contas da Previdência”, “Déficit compromete aposentadorias”, “Fatal rombo na Previdência” são diárias nos grandes jornalões, nas TV´s e nas rádios.

Afirmações bombásticas, verdadeiro terrorismo previdenciário, de setores do governo federal, verdadeiros operadores do capital, e dos interesses das empresas (sistema financeiro à frente), asseguram que caso a reforma não seja aprovada, isso comprometerá o pagamento da aposentadoria dos nossos “velhinhos” e “velhinhas”. E aí o mote é a retirada de direitos, o sacrifício da população trabalhadora. O que acontecerá, caso prevaleça a legislação sugerida autocraticamente pelos golpistas (PEC287/16).

Não há dúvida de que o mundo atual, com um sistema produtivo e de consumo que tem levado a população mundial a discutir a própria existência do planeta, tem provocado mudanças nos contratos de trabalho, principalmente com a introdução da tecnologia, e consequentemente a redução drástica da oferta de empregos. E assim, a participação das empresas como fonte de financiamento para pagar as aposentadorias.

A discussão atual está contaminada pelos interesses envolvidos, principalmente do sistema financeiro, operadores dos fundos de capitalização, sistema por meio do qual cada trabalhador tem uma conta que contribui em um determinado fundo, assim como a empresa em que estiver trabalhando. Este dinheiro é aplicado no mercado, e o que for recapitalizado será sua aposentadoria futura. O risco é grande.

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BARBEIRAGENS DE DILMA PREJUDICARAM A ECONOMIA

cesar benjaminPor Cesar Benjamin

Há alguns anos eu estava no carro com Lilian, quando ouvimos no rádio que a então presidente Dilma havia determinado uma queda de 18% nas tarifas de energia elétrica. Comentei na hora, sem ter feito nenhum estudo específico: “É uma barbeiragem. Vai estimular o consumo, sem que o sistema esteja preparado para isso, e vai quebrar a Eletrobras.”

Hoje sabemos que a medida estressou o sistema e quebrou a Eletrobras. A conta é multibilionária e se arrastará por muitos anos.

Não tenho nenhuma simpatia pelo governo Temer, muito ao contrário. Mas o governo Dilma permanece sendo indefensável, pelo grotesco amadorismo que mostrou em todas as áreas. A presidente tomava decisões desconexas e incoerentes, sem fazer contas simples. Não tinha a menor ideia do que estava fazendo. Preparou assim a volta triunfal da direita, na condição de salvadora da economia brasileira.

* * *

Observação adicional: a crise da Previdência Social foi, em larga medida, determinada pelo festival de desonerações tributárias determinado por Dilma, especialmente nas contribuições sociais (que financiam a Previdência). Coisa de centenas de bilhões de reais por ano. Também aqui, ela preparou a cama para a agenda da direita.

Cesar Benjamin é jornalista e analista político.

ILHÉUS EM TRANSE: TEMPO, ESPAÇO E PERCEPÇÃO

Imagem registrada por José Nazal nessa quinta-feira (2).

Imagem registrada por José Nazal nessa quinta-feira (2).

Por Thiago Dias

O Blog do Gusmão publicou ontem (2) matéria sobre a abertura do caminho das pistas de acesso da nova ponte Ilhéus-Pontal – veja aqui.

No mesmo dia, o vice-prefeito José Nazal (Rede Sustentabilidade) voltou a sobrevoar a cidade para registrar imagens aéreas. Uma delas (acima) mostra o traçado das vias que darão acesso à ponte a partir do Centro. A perspectiva proporciona visão ampla do local. A vegetação ajuda a visualizar a linha que ganha forma com o trabalho do rolo compressor.

Nazal gosta de contar uma história para ilustrar o modo como não nos damos conta das mudanças que acontecem diante dos nossos olhos. Com 61 anos, ele sempre morou na Avenida Soares Lopes. Ao longo das últimas cinco décadas, os impactos ambientais da construção do Porto do Malhado transformaram a paisagem à frente da sua casa. “E eu não vi!”, exclama, quando lembra do “recuo” do mar. Antes do porto, as ondas da praia da Avenida beiravam o terreno onde a Catedral de São Sebastião foi erguida.

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UMA GRANDE SAPUCAÍ

A ex-presidente Dilma Roussef e o atual presidente, Michel Temer, durante a campanha de 2014. Imagem: Daniel Marenco/Folhapress.

A ex-presidente Dilma Roussef e o atual presidente, Michel Temer, durante a campanha de 2014. Imagem: Daniel Marenco/Folhapress.

Por Bernardo Mello Franco/publicado hoje na Folha de S. Paulo

O ministro Herman Benjamin começou a ouvir os executivos da Odebrecht sobre o financiamento da campanha vitoriosa em 2014. Se eles confirmarem as suspeitas da Lava Jato, o relator deverá pedir a cassação da chapa Dilma-Temer. É por isso que o governo está botando o bloco na rua para melar o processo no Tribunal Superior Eleitoral.

O Planalto opera em três frentes para estancar a sangria na corte. Na primeira, articula novas chicanas para protelar ainda mais a investigação. Na segunda, prepara a troca de três ministros antes do julgamento. Na terceira, aposta na pressão política para convencer o TSE a poupar o presidente da guilhotina.

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A VANTAGEM ACADÊMICA DE CUBA

cesar benjaminPor César Benjamin/publicado no Facebook

Acabo de ler “A vantagem acadêmica de Cuba” (Ediouro, 268 páginas). Não fiquem chateados os meus amigos conservadores: é o resultado de uma extensa pesquisa liderada por Martin Carnoy, da Universidade Stanford (EUA), que comparou os sistemas educacionais do Brasil, do Chile e de Cuba. Foi publicado aqui com o patrocínio da Fundação Lemann, do nosso maior bilionário.

É um livro impressionante.

O bloqueio americano a Cuba é, sem dúvida, um fator importante nas dificuldades econômicas do país, pois dificulta e encarece muito o comércio exterior de uma pequena nação que não é autossuficiente nem em energia nem em alimentos. Mas, a meu ver, o bloqueio não é a única causa das dificuldades. Eu não saberia dizer sequer se é a principal. A economia cubana tem dificuldades intrínsecas para elevar sua produtividade. Disso resultam uma ineficiência notória, no nível das empresas, e uma escassez crônica, no nível da sociedade. É o que ressaltam os críticos, não sem razão.

Justo por isso, é curioso constatar que o sistema cubano de ensino está entre os mais eficientes do mundo (o de saúde, também). Sua “produtividade” é espetacular: os alunos cubanos do nível médio resolvem equações matemáticas que nossos universitários não conseguem resolver. A pesquisa de Stanford usou todo tipo de medida, aplicou questionários e provas, fez entrevistas, filmou aulas etc. para tentar entender esse paradoxo aparente.

Eis o que os americanos dizem: “As crianças cubanas frequentam escolas intensamente focadas no ensino, que possuem equipes de professores bem capacitados e regularmente supervisionados, em um ambiente social dedicado ao alto desempenho acadêmico para todos os grupos. A combinação de ensino de qualidade com altas expectativas acadêmicas e uma gestão escolar rigidamente controlada, com objetivos bem definidos, tornam o sistema cubano muito confiável, o que o distingue dos outros sistemas latino-americanos. Cuba oferece aos seus alunos uma educação básica que somente crianças de classe média alta recebem em outros países da América Latina. […] Os rígidos controles sociais do governo não são bons para as liberdades individuais dos adultos, mas garantem que as crianças vivam em ambientes sem violência, estudem em salas de aula com poucos distúrbios e frequentem escolas com maior diversidade. Os direitos das crianças estão muito mais protegidos do que em outros países latino-americanos.”

Não há, como se vê, um caminho simplório para entender Cuba, na base do tudo ou nada. Porém, confesso: depois de me reunir, há poucos dias, com nossos 45 diretores de escolas do complexo da Maré – que dão aulas no meio de uma guerra civil, em salas cheias de perfurações causadas por balas de fuzil –, invejo ainda mais a proteção da infância cubana.

Fico por aqui. Abraços.

César Benjamin é jornalista.

NO CARNAVAL DO “FORA, TEMER!”, ACM NETO SUBVERTE LEGADO DO AVÔ

Prefeito repudia veto contra banda que puxou "Fora, Temer!". Imagem mostra ACM Neto com o avô.

Prefeito repudia veto contra banda que puxou “Fora, Temer!”. Imagem mostra ACM Neto com o avô.

Por Thiago Dias

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não vê “sentido nenhum” em punir a banda Baiana System por causa da manifestação política contra o presidente Michel Temer (PMDB). O quase sempre silencioso Conselho Municipal do Carnaval cogitou a punição

“Uma bobagem se querer censurar ou vetar, se for assim o artista não poderia chegar e elogiar a mim ou ao governador [Rui Costa, do PT]. Pode elogiar, pode criticar. É a liberdade mesmo. No que se refere a mim, tem que deixar cada um fazer o que quer fazer”, afirmou o neto de Antônio Carlos Magalhães. 

A declaração do prefeito nem de longe lembra as práticas consagradas por seu avô.

O autoritarismo patriarcal de ACM vai permanecer por muito tempo na imaginação do povo baiano. É uma das imagens mais difundidas entre as memórias da nossa política. Esse tipo de presença não se propaga apenas como folclore. O seu dono fez por onde.

Em tempos bicudos, de rara coerência política e desorientação dos setores de esquerda, ACM Neto desponta como liderança conservadora.

A sua postura no caso Baiana System mostrou habilidade. Ao menos neste episódio, subverteu o legado do avô. Mais que isso: indicou disposição para fazer concessões necessárias ao convencimento de amplas camadas do eleitorado. Com o Carnaval 2017 perto do fim, 2018 é ali.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão.

ANTÔNIO, RUY E COLÓ

José Nazal FacebookPor José Nazal

Em Ilhéus há duas antigas praças, muito próximas, margeando a avenida beira-mar, onde tudo acontece, denominada de Soares Lopes. São as praças dedicadas a dois ilustres baianos, o poeta Castro Alves e o jurista Ruy Barbosa.

Um velho frequentador das praças, o bancário Coló, apreciador de uma boa pinga e fumante inveterado, era apaixonado pelo “Poeta dos Escravos” e adversário número um do “Águia de Haia”. Coló, no auge do seu ‘’porre”, era o mensageiro, o pombo correio que levava e trazia os recados entre os bustos dos ilustres homenageados. Na maioria, recados desaforados.

Coló morava mais próximo da praça de Antônio, nome pelo qual ele se dirigia ao ídolo e amigo íntimo, o poeta baiano Antônio Frederico Castro Alves. Diante do busto deste, bradava em alto e bom som: “Antônio, vim lhe dizer que o tal do Ruy desafiou você. Acabou de me dizer que encontrou erros de português em seus versos! Vim aqui te dizer isso e pedir permissão para voltar lá e dizer uns desaforos a ele. Tá pensando o quê, o tal jurista? Que é mais importante que você? Vou lá e volto já”.

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