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Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018
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PARODIANDO O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, (OBRA PRIMA DE ALDOUS LEONARD HUXLEY). VOCÊ LEU?

Por Mohammad Jamal.

Maquiavelismo-oportunismo. Quando o Estado se sobrepõe à vida das pessoas, certo grau de corrupção exerce um efeito benéfico sobre o caráter das mesmas. Mas, apenas quando até determinado ponto, é claro; uma vez que o estado se torne o todo-poderoso e a corrupção oficial também se torne total como assistimos, ambos sufocarão a criação de riquezas, e haverá um empobrecimento generalizado. No final desse processo, será constatada uma desmonetarização aguda da economia, tal como se deu no comunismo e socialismos.

Eu quero mamar. O Brasil, não obstante sua aparente pujança, está chegando a esse estágio, economia e finanças enfraquecidas, governo débil, ordem social vulnerável, justiça lenta, gigantismo dos delitos contra o patrimônio da nação e aceleração da corrupção em todas as frentes delegadas por critérios meramente políticos a agentes incompetentes.  O país agoniza, seu povo sofre e morre de inanição, carentes ante as privações impostas pelo estado via omissões, incompetências, desvios e corrupções praticadas sistematicamente por entes investidos no Estado e dos altíssimos custos para a manutenção dessa máquina pública sequiosa e servil que sustenta luxos e mimos nababescos aos três poderes da nação, cuja conta bancamos em lágrimas secas.

Votos de safra. Mas nossos políticos, especialistas do agronegócio eleitoral, sempre se mostram espertos o suficiente para não necessitar abater sua fonte produtora, matar a galinha dos ovos de ouro, de onde os preciosos zigotos albuminados são pontual e sistematicamente extraídos sem anestésicos; do ovopositor do povo, sem gemidos ou reclamações pontuais.

Cevando o porquinho. Quanto mais a sociedade enriquece, mais se pode extrair dela na forma de impostos. Nesse sentido, o que é bom para os negócios é bom para eles, os políticos corruptos. Nessas circunstâncias, o uso da influência pessoal e do suborno praticados por um ente público no balcão da corrupção para locupletamento pessoal e/ou do seu grupo político pode representar um valioso incremento e prova de eficiência no fortalecimento do capital político concomitantemente à discreta evolução nos negócios e meios circulantes financeiros do país, sem evidências, alardes ou estrelismos que caracterizam os repentinos novos ricos de primeiro mandato.

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A NÊMESE DEVIDA

Por Mohammad Jamal.

Vão “veno”. Há no horizonte político brasileiro, não mais a miragem do abstrato utópico que sempre norteou e iludiu as aspirações da massa nesses últimos trinta anos. Com quase certeza da concretude sonhada, já simulamos próximo o vislumbre previsível do descortinar de situações onde a tão ansiada nêmesis se corporificará impávida e dolorosa sobre realidade sobre nossos representantes políticos, os lordes da Corte de São Saruê onde fazemos figurações humilhantes como bobos da corte. A justa administração de uma retaliação manifestada por um agente apropriado, personificada, nesse caso, por um sujeito horroroso: o eleitor revoltado.

O Gabinete do Dr. Caligari. Dr. Caligari chega com seu assessor, Cesare, a um pequeno vilarejo, Holstenwall, mas poderia ser Ilhéus; numa região quente e úmida, tipo Sul da Bahia; e logo vai à administração palaciana pedir autorização para apresentar o seu show de palavras eufêmicas na feira da cidade, com seu partner, Cesare, o qual assegura estar dormindo a 25 anos. O Show não passa de um tedioso e ambíguo jogo de palavras com as quais submete a complacente assistência à mais ridícula demonstração de humilde subserviência; algo massivo-coletivo entre afásico e autismo idiótico hipnoticamente induzidos. E Quando perguntado sobre o tipo de apresentação que faria ele afirma “Sonambulismo” … Sonambulismo Político.

Dados viciados, cartas marcadas, consultórios, consistórios fechados… O jogo patológico é um transtorno que possui grande impacto na sociedade, responsável por prejuízo social, financeiro e emocional para os indivíduos. Tal transtorno pode ser definido como o comportamento recorrente de apostar em jogos de azar, apesar das consequências negativas, onde a vítima perde o controle do tempo e dinheiro gastos; dos desperdícios, da boa-fé. Legal e compulsoriamente somos forçados a praticar o jogo do “voto cidadão”; expomo-nos tal e qual o dependente químico a essa mazela.

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A ALFACE OCULTA E O NABO EXPOSTO

Por Mohammad Jamal.

Seria Papai Noel? Ah… Aqueles olhos azuis encravados naquele rosto angelical coberto em pele de nenê, rosa avermelhada. Aqueles dentes alvos, facetados em madrepérola, emoldurando sorrisos parcimoniosos. Uma voz profunda que oscilava métrica e tons entre o arpejo bravíssimo maestoso da veemência e o Allegro ma non troppo da coerência harmônica para a conformidade entre seus pares. O cabelo branco imaculados lembrava as neves perenes nos picos do Himalaia, inspirava-nos respeito e admiração! O seu porte físico imponente e elegante lembrava-nos o Encouraçado Potemkin navegando os mares bravios do Atlântico Norte nos corredores do congresso nacional. Sorria, o resgate e a salvação estão a caminho! Mas para a tristeza de todos, pior ainda, dos seus pares, quem poderia imaginar? Esse homem carregava uma enorme alface fálico-ofensiva sob seu elegante vestuário Black tié.  Ele era o homem da alface oculto, e ninguém sabia!

Judas oportuno. Amigos parceiros, inimigos parceiros no crime, inimigos utilitários, ferramentas. Essa é a sequência da lógica instrumental que integra o senso aglutinador que harmoniza parcerias ambivalentes entre indivíduos falso divergentes, mas, no entanto, convergentes nas metas, na maioria das vezes, grosseiras derivações da ética, tripudiada descaradamente. A moral é achacada e corrompida para favorecer a obtenção de bens financeiros e a patrimoniais próprios por meios capitulados como criminosos.

Fala pelos cotovelos. Nada pior que um “amigo” boquirroto, daqueles sem modos ao meter a mão no alheio. Um novo-rico-espalhafatoso e, pra completar, medroso à cana. Como Narciso, ele teme ao ver à própria imagem refletida nas telas da tensão superficial dos líquidos em poças de esgotos; comentada nas reuniões do condomínio; na Feira de Carangola. Tem medo de algemas, treme e se borra todo só de ouvir falar Ministério Público; ainda bem não se falou em pau-de-arara, e ele já vai rasgando o verbo, contando tudo, melando todo mundo, “ate quem nada tem a ver com as suas ruidosas defecadas”. O Tomás de Torquemada ainda que se encontre a léguas de distância da fortaleza carcerária em que está claustrofóbico, detido a pão e água. Más o frouxo e medroso-infrator a essa altura já redigiu voluntariamente seu libelo confessional sem esquecer mínimos detalhes; contou ate sobre aquelas moedas que surrupiou da Caixinha da Abadia, exagerando em minudências desimportantes.

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O CAMINHONEIRO DA BOLEIA DO SEU CAMINHÃO DISSE: O BRASIL DE TEMER EU QUERO NÃO!

Por Caio Pinheiro.

Seria o roteiro de uma conspiração meticulosamente arquitetada sendo encenado?  Estaria o Brasil entrando em convulsão social? Bem, apesar de serem apenas indagações de um cidadão preocupado com a situação do seu país, não seria razoável desconsiderar como “sim” a resposta aos dois questionamentos acima. Os passos desacertados do governo Temer, somados à inesperada mobilização política dos caminhoneiros(as), são sintomas de “desgovernabilidade” ou “esquizofrenia administrativa”, portanto, elementos possivelmente responsáveis por catalisar a queda de um governo precariamente mantido pelo fisiologismo e inepto na percepção do clamor popular.

O feitiço voltar-se-ia contra o feiticeiro? Temer e seus asseclas correram desesperadamente para evitar que “o povo gigante acordasse”. Era preciso impedir a substanciação das condições passíveis de lhe destituir da presidência. Perder governabilidade seria pena de morte, já que legitimidade social os temistas nunca tiveram, afora o apoio casuístico emanado dos segmentos sociais ideologicamente antipáticas à equidade social como eixo da gestão pública.

Temer foi hábil em catalisar a insatisfação popular. Conseguiu, com o apoio da mídia corporativa, desvincular-se dos desacertos administrativos de Dilma. Até o episódio do impeachment, acusações contra Temer e seus lacaios eram tomadas por ilações, ou, enquanto ações perpetradas pela sanha vingadora de Rodrigo Janot, então Procurador Geral da República. A corrupção foi publicizada como um modus operandi exclusivo do PT, instado como único responsável pela crise, mesmo tendo governado o país de 2002 a 2016 sob um pacto de coalizão, do qual o PMDB – hoje MDB – ocupou vários ministérios, e vale dizer: com muita autonomia administrativa e financeira.

Observem! Não se trata aqui de minimizar responsabilidades em função de preferências políticas, mas, sim, descortinar verdades retoricamente camufladas. Num país onde 70% da população é constituída por analfabetos funcionais, a imprensa corporativa exerce inegável centralidade no jogo político. Porém, muitas vezes os barões da mídia não conseguem arbitrar a direção tomada pela massa dos indignados que, movida pelo instinto de sobrevivência, acaba congraçando-se em favor da sua autopreservação.

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CADEIAS DE ABASTECIMENTO E A ARTIFICIALIDADE DA VIDA NO ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO CAPITALISTA

Por Elisabeth Zorgetz.

A última semana no Brasil se revelou uma experiência de muitas faces. A classe política alternadamente acuada e debochada, grupos à esquerda do debate atônitos, organizações sindicais respondendo lentamente à realidade, a mídia hegemônica convulsiva na prescrição do apocalipse e as pessoas em suas casas poupando as cebolas ou se encaixando no transporte coletivo após horas de espera, para variar. Deste momento que já chega ao seu poente, alguns comentaram que o mundo parecia melhor na quietude, na reclusão doméstica tão cara ao trabalhador, na justa e obrigatória paciência do “não ter” o que nem o dinheiro pagaria.

Do outro lado da tela, a maioria das emissoras de televisão abertas apresentava a perspectiva de uma sociedade colapsada entre a desintegração da humanidade e o barbarismo diante da escassez de mercadorias e insumos energéticos. No tom mais vulgar dos thrillers apocalípticos dos anos oitenta, a greve dos caminhoneiros foi transmitida para o grande público numa ameaça velada de intervenções violentas e despolitização mal intencionada do debate em torno da paralisação, as faixas de frequência se comportando mais do que nunca como um verme corruptor da capacidade de reflexão e organização popular. A breve interrupção do abastecimento expôs, na verdade, o divórcio entre o processo e condições de trabalho promovido pelo desenvolvimento do capitalismo. Dependemos de toda a cadeia de mercadorias. Em três dias o abastecimento de água tratada em Itabuna estaria comprometido. Medicamentos desaparecendo em Porto Alegre. Gás de cozinha em falta ou comercializado clandestinamente em preços vertiginosos.

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BRASIL S.A. QUEBROU JUNTO AO CRASH DA BOLSA MORAL

Por Mohammad Jamal.

”Do mesmo modo que a oxidação no caso do ferro e o caruncho e as cracas no caso da madeira são pragas ínsitas a esses materiais, e eles, embora escapem dos agentes destruidores externos, são desfeitos por elementos nocivos presentes em si mesmos, cada Constituição sofre de um mal congênito e inseparável de si mesma; na monarquia esse mal é a tendência ao despotismo, na aristocracia é a tendência à oligarquia, e na democracia é a tendência à selvageria e ao império da violência; e como foi dito há pouco, é impossível que cada um desses tipos de Constituição não tenda com o tempo a converter-se na sua forma degenerada”. (Políbio).

Superficial. Tem gente que costuma atribuir culpa ao eleitor pela débâcle política brasileira; vota errado, superficial e levianamente. Acho que nem Freud explica. Vivemos uma casmurra e resignada realidade política e constitucional lateralmente imoral, anacrônica e adversa… Numa boa! Que reação pode esboçar o eleitor brasileiro diante da coercitiva e constrangedora obrigatoriedade de votar? E o que é pior: nos mesmos? E, diante de um sistema eleitoral viciado que nos remete aos ideais das “pirâmides financeiras”, nesse caso, pirâmide eleitoral, comandada dos seus tronos partidários por oligarcas que se perpetuam por décadas no poder e, quando morrem, ainda assim deixam o feudo político por herança cabedal à sua genealogia sucessória? Fazer o quê? Aqui não cabem ideias ou ideais do anarquista Mikhail Bakunin. Há um resignado conformismo ante um fatalismo pragmático para com o destino do povo.

A Chibata. E olha que ainda carregamos históricas cicatrizes dos látegos dos pelourinhos dos nossos governantes; do liberalíssimo Fernandinho H. C., das empobrecedoras privatizações; dos anos “quentinha azeda” dos governos petistas do padrasto tio Lula – que quer ressurgir do cárcere, ignorar a Lei da Ficha Limpa e voltar, imagina? Dos governos edipianos da não menos inesquecível tia Dilma, apeada pelo impeachment urdido por sua própria base aliada, o famigerado PMDB, contraditoriamente, também em desfavor do povão que, de tão ideológica e politicamente perdido nos meandros da pirâmide eleitoral brasileira, nem teve tempo de comemorar, pois o fumo “temer’oso” do faustoso presidente veio impávido e brutal nos atos, PECs, MPs e projetos, supostamente salvadores da pátria, sopesados como a Reforma Trabalhista, da Previdência, etc. etc. essa última, ainda pendente de negociações e beatificação pelo Congresso. No prelo, com ínfimas possibilidades de publicação.

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PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES

Por Julio Cesar de Sá da Rocha.

Nasci 22:10h do dia 13 de dezembro de 1968. No dia anterior era decretado o AI-5, o mais duro golpe do regime civil-militar. “O Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, foi a expressão mais acabada da ditadura civil-militar brasileira”.

Para afirmar de forma categórica, não esquecemos o que aconteceu, a tortura, os assassinatos, a quebra institucional, o desrespeito a direitos civis e políticos. Tenho resistência histórica a arbitrariedade e mandonismo.

A Comissão Nacional da Verdade revelou a história e suas graves nuances sob o argumento e justificativa de ordem e progresso. Portanto, nosso maior desafio é manter, aprofundar e radicalizar a democracia brasileira. Papel de forças armadas é cumprir a Constituição. 

E o momento é propício, em plena paralisação da categoria dos caminhoneiros há quem clame por intervenção militar. Esquecem das recentes revelações de documentos da CIA sobre o Governo Geisel em plena fase da Abertura democrática e seletividade do aparato estatal na execução de oponentes do Regime.

Como professor de história do direito não posso deixar de dizer aos mais jovens que “a construção de caminhos para a sociedade brasileira passa em não esquecermos o que aconteceu, afirmar a relevância do direito constitucional à memória e verdade. Por fim, é preciso alimentar sonhos e utopias  pra não dizer que não falei das flores”.

Julio Cesar de Sa da Rocha é professor da Faculdade de Direito da UFBA e diretor da FDUFBA  (2017-2021).

A REFORMA

Por Mohammad Jamal.

O país passou por muitas Reformas desde Brasil colônia até atingir seu atual estado democrático neoliberal e superar a frustrada tentativa de levar o país para um socialismo de centro-esquerda, numa decadente reforma para um sindical socialismo que foi à bancarrota com o advento da Judicialização, não confundir com ativismo judicial, não obstante, ambos serem constitucionalistas.

Tivemos as Reformas Pombalinas. A reforma Pombalina é um importante marco na Historiografia da Educação Brasileira. Por ser contextual, não é possível compreendê-la senão por meio da própria História do Brasil enquanto Colônia de Portugal, espaço temporal onde foi criada. Pombal também visou ampliar os lucros com o empreendimento colonial e racionalizar o Estado Português.

A Reforma protestante. Impossível ignorar a importância e a disseminação do protestantismo evangelista em todos os rincões do Brasil. Em pouco mais de 15 anos tivemos o advento e a abertura de milhares de templos ditos cristão-evangélicos e às centenas de milhares de eloquentes e destacados oradores pregando o Reino e salvando agnósticos das chamas do inferno de Dante, o latino. A Reforma que começou em 31 de outubro de 1517. Esta data marca o aniversário de 500 anos das “95 teses” escritas pelo teólogo Martinho Lutero (1483-1546), que deram origem à Reforma Protestante. A Reforma Protestante iniciada por Martinho, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas, também foi impulsionada por razões políticas e sociais a exemplo do que ocorre hoje em nossos meios políticos onde a bancada evangélica pesa como fiel da balança nas mais importantes votações plenárias e na ocupação maciça de cargos representativos no executivo.

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QUEM TEM MEDO DO JAPONÊS DA FEDERAL? E DE VIRGÍNIA WOOLF? (EDWARD ALBEE)

Um breve ensaio sobre os medos

Por Mohammad Jamal.

No livro, Virginia acorda de mau humor, sentindo-se triste e “indócil como um lobo” (p. 2); a irmã, Vanessa, faz de tudo para alegrá-la, sem sucesso, até que tem uma ideia: dar vida ao desejo de Virginia de ter um lugar perfeito para onde voar quando tudo parece ruim e sombrio. Entra em cena, assim, o poder da arte e o da imaginação criativa, capazes de amenizar a tristeza e ajudar no enfrentamento dos humores e sentimentos mais difíceis. A história de Kyo Maclear possui diferentes camadas de significado, que podem ser lidas de modo independente, mas que se complementam, contribuindo para a compreensão geral, sobretudo do medo atávico.

Falar sobre medo é algo muito complexo e paradoxal, tendo em vista as singularidades do ser humano e as infinidades de fatores psicológicos capazes de desencadeá-lo. Medo de dirigir, medo de morrer, medo de baratas, medo de assombração, medo de envelhecer, medo de não se reeleger ou de ser investigado pela PF, medo da opinião pública, da imprensa, etc. São tantos que elencá-los seria impossível.

Além do sofrimento psíquico vivenciado pelo indivíduo fóbico, junto com o medo e a fobia, vem o sofrimento físico, as reações orgânicas e fisiológicas alteradas por conta de um estado de forte emoção e angústia. Gastrites, diarreias, alopecia, perda da libido, distúrbios do humor, alterações oníricas, pesadelos vívidos.

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COMO BOM FELINO, O TIGRE CAIU DE PÉ

Campanha de recuperação do Colo-Colo serve de alento, após eliminação na Série B do Campeonato Baiano 2018.

Por Thiago Dias.

O Colo-Colo lutou até a última rodada por uma vaga na final da Série B do Campeonato Baiano 2018. Não deu. Apesar da goleada aplicada no Galícia, sábado (12), em Salvador, o empate entre Atlético de Alagoinhas e PFC Cajazeiras eliminou a equipe ilheense.

A eliminação frustra, certamente, porque avançar no campeonato é sempre o objetivo de qualquer time. Nesse caso, a frustração deve ser maior porque o Tigre chegou muito perto da final da Série B.

A derrota é dolorida, mas, a campanha de recuperação do Colo-Colo alenta. Como bom felino, o Tigre caiu de pé.

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O BOLSONARISMO ME ENVERGONHA COMO BRASILEIRO

Por Wilson Gomes.

Ter como um dos candidatos presidenciais mais fortes hoje no Brasil um fã de torturadores e um apaixonado pela ditadura militar é comparável a ter um adorador de Hitler e apreciador do nazismo como favorito a chanceler da Alemanha.* Bolsonaro e os bolsonaristas não são só um insulto à esquerda, como eles gostam de imaginar, assim como um hitlerista e os neonazistas não seriam apenas uma ofensa aos judeus. São um ultraje à democracia, aos valores liberais, ao Humanismo.

Na Alemanha, entretanto, não há qualquer candidato neonazista, revisionista e negador do Holocausto com possibilidade de ganhar uma eleição, enquanto no Brasil o nosso principal revisionista histórico e neo-militarista é chamado de mito e lacrador, carregado nos braços pelas multidões e considerado por pessoas jovens e educadas como o novo Messias da política brasileira.

Bolsonaro é uma excrescência política, sim, mas é só mais uma das que se encontram em toda parte. O bolsonarismo, contudo, é fenômeno singular e um sintoma inquietante de como evoluímos tão pouco como humanidade neste nosso país. Bolsonaro me desgosta e nada mais; o bolsonarismo, por sua vez, me envergonha como brasileiro e como ser humano.

Wilson Gomes é professor da Faculdade de Comunicação da UFBA.

*Comentário publicado no Facebook.

CENÁRIOS POLÍTICOS PARA A ESQUERDA EM 2018

Por Wilson Gomes.

Vamos brincar um pouco de cenário? Desde 1989 não tivemos um cenário eleitoral com tantos candidatos “médios” na intenção de voto. Em 89 Collor “disparou” no 1º turno com menos de 1/3 dos votos (30,5%), enquanto atrás deles disputaram, com forças semelhantes, Lula (17,2), Brizola (16,5) e Covas (11,5), 45% dos votos. Lula foi ao 2º turno com apenas 17% dos votos, tendo vencido surpreendentemente Brizola, por muito pouco*.

1994 e 1998 foram eleições em que uma grande força (FHC) derrotou facilmente uma força secundária (Lula). 2006, ao contrário, foi uma eleição em primeiro turno em que duas grandes forças polarizou a eleição: 48,6 para Lula, 41,6 para Alckmin.

Cenários muito diferentes do que pode acontecer este ano.

Em 2002, 2010 e 2014 houve uma terceira força, secundária, que opôs considerável resistência. Na mais disputada, 2002 Serra ganhou de Garotinho um lugar no segundo turno com 23,2 contra 17,9. Em 2010 e 2014 houve uma disputa de três forças, com Marina representando a 3ª força (19,3) e (21,3) contra PT e PSDB. Nestes anos, o percentual que credenciou a segunda força a ir ao segundo turno esteve acima de 30%: 32,6 de Serra em 2010 e 33,5 de Aécio em 2014.

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A GUERRA DE EGOS É GÓTICA!

Por Mohammad Jamal.

Para escrever sobre o que pretendo, “o caso Licitação Gate do Pó de Carrara”. Aquele do cimento tipo Portland supostamente cotado a preço de mármore de Carrara pela PMI, que o Legislativo tentou apurar, necessito fazer um breve preâmbulo, um mergulho raso nas relações sociopolíticas e interpessoais através dos tempos para fazer-me entender em algo esquisito.

Digo isso, porque cimento a preço do mármore de Carrara é algo espantoso, para não dizer alegórico, grandioso demais, em se tratando de um substrato mineral rochoso e comuníssimo, aquecido e moído a pó, usado até na construção das unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Mais comum e prosaico impossível, mas a 25 pilas a saca com 50 kg, assustou e pegou ruim.

Mas esse episódio não é de todo tão bizarro quanto os casais de três constituídos pelas mais nobres e destacadas famílias de senadores e burgueses ricos no extinto Império Romano. Explico: ao cônjuge masculino, por imperativo dos costumes familiares e status à época, era imprescindível que, além da esposa, houvesse o terceiro componente do “casal”, o Adônis. Personagem “masculino” atlético, musculoso, viril, gentil e carinhoso, para cobrir de dengos e mimos o varão chefe da família! E ai de quem não tivesse o seu Adônis, era pé-de-chinelo, pobretão, fora de moda. Deixo, no entanto, o lapso no âmbito da curiosidade não esclarecida: o campo das relações de alcova. Dê margens à sua intuitiva imaginação.

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MOHAMMAD JAMAL E AS TIPOLOGIAS PARLAMENTARES

Com muita alegria, voltamos a contar com a presença de Mohammad Jamal no Blog do Gusmão. Nesta coluna de reestreia, o articulista apresenta uma visão crítica sobre os vícios da atuação parlamentar. Vale a leitura!

SEU VEREADOR, MEU DEPUTADO, NOSSOS REPRESENTANTES NO LEGISLATIVO. UMA VISÃO CRÍTICA

Por Mohammad Jamal.

Se você olhou muito condescendentemente, cheio de esperanças, confiança e credulidade o seu representante político; aquele que você elegeu e que talvez até tenha pedido votos pra ele; calma, seja mais parcimonioso e tolerante com o coitado. Querer não é poder no ambiente político.

As funções de um vereador compreendem: as fiscalizadoras; legislativas; o assessoramento do executivo; as funções julgadoras, dentre outras em caráter excepcional. Como vocês podem observar, o vereador é a pessoa eleita pelo povo para vigiar, ou cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis (normas) necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de ingerência na execução administrativa. Salvo, claro, aqueles da base aliada; que compartilharam palanques; que celebraram acordos prévios; que possuem amigos e parentes ocupando cargos por si indicados nalguns dos três escalões da esfera executiva. Esses, de alguma forma, podem prometer obras ou benfeitorias em seus redutos eleitorais haja vista ser detentor do cheque pré-datado das acomodações e acordos político-eleitorais. Mas às vezes e, ainda assim, não raro costumam dar chabu… Cheque sem fundos também.

Vou elencar uma tipificação muito pessoal de legisladores com mandatos – alguns pífios – que se descabelam por aí para aparecerem nas mídias, mesmo que só fazendo figuração ou, como papagaio-de-pirata, porque de concreto no histórico legislativo nada fez a não ser usufruir das delícias parlamentares. Mas segundo imaginam; aparecer na mídia isso dá votos. Quem não é visto, não é lembrado… Baco, (mitologia grega) porque bebia muito vinho; Gargântua e Pantagruel, (François Rebelais), porque comiam tudo em demasia; Ebenezer Scrooge, (Charles Dickens) ganancioso e avarento; Macunaíma, (Mário de Andrade) porque era preguiçoso e trambiqueiro.  

As tipologias das personagens legislativas e suas bombásticas chamadas eleitoreiras nas mídias:

Os cobradores: vereador/deputado cobra ação contra a pesca predatória de lambaris. Cobram ações contra o fechamento dos bares e restaurantes veganos que estão perto dos açougues. Etc.

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O PT NÃO QUER ENCARAR OS PRÓPRIOS ERROS

Por Wilson Gomes.

Tenho muitas razões para não gostar de Marina. Nenhuma delas tem a ver com o fato de no dia X ela ter condenado Lula, falado mal do PT ou criticado Dilma Rousseff. Ué? O que tem de errado nisso? Lula nunca foi santo. O PT, desde que assumiu a presidência, demonstrou uma baixíssima convicção republicana. E a Dilma deve ser creditada boa parte do desastre político em que nos encontramos.

Faz anos que muitos votavam no PT apenas por desconfiar que as alternativas eleitoralmente mais viáveis iriam aprontar o que, efetivamente, estão aprontando com o país. Não porque o partido e os seus líderes exalassem fumos de santidade.

Aliás, o PT já deveria ter passado, faz tempo, da denegação à autocrítica, da autocrítica à contrição, da contrição à refundação, mas continua visivelmente estagnado na primeira fase deste processo, protegendo o ninho e culpando basicamente o universo e os seus seres pelas desditas em que se meteu e nos meteu.

Ah, por favor, não me venham dizer que, tudo bem, chegará a hora em que julgar e condenar Lula, Dilma e o PT será conveniente e adequado, mas que agora não é o momento, que Lula está vulnerável às forças sombrias da sociedade, que o lado sombrio da Força já arrombou as nossas portas e nos estão dizimando. Ouço isso desde o Mensalão. “Se não agora, quando?” Me perguntava à época e me pergunto agora. “Nunca!”, seria a resposta sincera, que nunca será dada. O PT não quer ser refundado, não quer encarar os próprios e tantos erros, quer é acumular o máximo possível de indulgência e complacência, que usará para não afogar no mar revolto de ódio e retaliações em que se transformou a vida política nacional.

Wilson Gomes é professor da Faculdade de Comunicação da UFBA.*

*Comentário publicado originalmente no Facebook do autor.

REQUALIFICAÇÃO DA SOARES LOPES DEVE COMEÇAR POR BAIXO

A Soares Lopes num dia de chuva forte. Imagem de arquivo: Danilo Matos/Facebook.

Por Thiago Dias.

Na última terça-feira (10), a prefeitura apresentou o projeto de requalificação da Avenida Soares Lopes. O planejamento dialoga com as obras da nova ponte Ilhéus-Pontal.

A notícia de que o município vai utilizar recursos próprios para complementar o investimento de 90 milhões do Governo da Bahia é animadora. Entretanto, tenho uma opinião óbvia a manifestar sobre o assunto. Para ser completa, a recuperação da Soares Lopes deve enfrentar uma questão subterrânea: a funcionalidade da rede pluvial.

Esse é um problema antigo da avenida, cartão postal de Ilhéus. Em meia hora de chuva forte, a questão subterrânea emerge, e a Soares Lopes ganha poças enormes. A rede pluvial não dá vazão à água, porque as manilhas viraram receptáculos para o lixo jogado nas ruas. Também acumulam areia e folhas.

O trabalho de manutenção do sistema não tem sido suficiente para evitar os alagamentos. Isso significa que é necessário melhorá-lo.

Em algumas partes da avenida, a deficiência do sistema de escoamento gera transtornos para atividades econômicas. Nos dias de chuva forte, a calçada da Pizzaria Avenida e do Cine Santa Clara vira uma “lagoa”. Para entrar nesses estabelecimentos, o público conta com o suporte de “pontes” improvisadas pelos empreendedores.

A prefeitura também vai requalificar vias que ficam no entorno da Soares Lopes, como a Avenida Vereador Marcus Paiva, que também sofre com o entupimento da sua rede pluvial. Na “Avenida” e nos arredores, uma coisa é certa: o trabalho deve começar por baixo.

Thiago Dias é repórter e articulista do Blog do Gusmão desde 2013.

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