EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 34 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Pós-graduando em artes visuais pelo SENAC. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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março 2010
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Artigos

ÁGUA ‘DURA’ É DOSE

Por Marcos Pennha.

No dia 26 de fevereiro último, escrevi um artigo afirmando que o Colo Colo já se encontrava no “quadrangular da morte” do campeonato baiano de 2010 (Confira aqui: http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/02/26/e-agora-jose/#more-10731 ). Ainda havia chance de classificação, caso vencesse os jogos contra Ipitanga e Bahia. Não sou pessimista, mas, modéstia à parte, caminho bem nesse campo, conhecendo inclusive um pouco dos meandros dos bastidores. Senti fraqueza da equipe para a disputa da primeira divisão. Assisti ao jogo contra o Ipitanga no Mário Pessoa, o qual resultou num mixuruca empate (1 X 1). Logo na entrada do estádio, três mulheres distribuíam cartelas de camisinhas. Teve gente que ficou alegre, imaginando que haveria bacanal. Mas, enfim, o que houve mesmo foi o de sempre: o Colo Colo fu%#*%@&ndo com a paciência do torcedor.

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MULHERES À LUZ DA LEI

Por Elias Reis.

A presença massiva das mulheres nos variados setores da economia não aboliu a discriminação contra elas no mercado de trabalho. Os salários costumeiramente são menores, embora as funções sejam as mesmas. Exigências de exames de gravidez ou esterilização e até mesmo a não contratação de mulheres casadas – pelo “risco” da gravidez – ainda são práticas freqüentes com alguns empregadores aqui do sul da Bahia. Outro exemplo clássico de atitude errônea do patronato foi visto recentemente aqui em Ilhéus, quando as concursadas/convocadas da Prefeitura Municipal, foram exigidas que providenciassem o exame médico admissional por sua conta. Erro primário, já que a obrigação do custeio do exame é de competência do contratante. Só falta agora a PMI exigir que os próprios servidores paguem os seus exames periódicos. Temos certeza que o sindicalista competente e Presidente do Sinsepi, Luís Claúdio, irá buscar o ressarcimento dos exames admissionais, como também forçará a criação do Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho e a aplicação da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho.

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REALITY NA DELEGACIA: REPÓRTER E POLICIAL NA MESMA FUNÇÃO

Teleanálise por Malu Fontes.

A multiplicação recente dos programas de TV locais voltados para a abordagem da violência, do mundo cão e dos dramas da vida privada dos miseráveis gerou uma atividade nova nas delegacias de Polícia e incorporou uma tarefa nova à rotina dos policiais. Para quem não sabe, alguns delegados e policiais, interessados em colaborar como produtores de conteúdo desses programas, e claro, sempre muito mais interessados em ficar bem na fita com os apresentadores e em evidência sob os holofotes, sobretudo no caso de delegados em busca de um mandato de deputado estadual nas eleições de outubro, incorporaram a câmera filmadora a suas rotinas de trabalho.

CAMERAMAN – Para integrantes da Polícia deslumbrados com a possibilidade de produzir imagens “exclusivas” para o programa A ou B, ter uma câmara de vídeo na delegacia ou carregar uma na viatura passou a ser tão comum quanto o uso da farda e da arma. Alguns delegados de subúrbio mais vanguardistas já se tornaram experts em captação de imagens e contam, em suas equipes, com o talento de dedicados servidores para registrar os casos mais grotescos e depois encaminhá-los à TV. Sempre que há uma diligência ou prisão, o agente treinado nas funções de cameraman é convocado para registrar o flagrante. O resultado, seja qual for, vai parar em um dos programas do meio dia da programação local.

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TURISMO NÁUTICO

Por Ariel Figueroa.

A construção de um Turismo profissional, sustentável, maduro, perpassa por todos nós. Todos somos responsáveis de acordo as nossas atribuições, sejam estas de caráter de nível de atuação ou de nível de conhecimentos.

Precisamos estar juntos e com metas comuns a todos. O Turismo Náutico esta sendo hoje em Ilhéus o segundo maior vetor de indução para atrair turistas. O Turismo de Sol & Praia é o primeiro, entretanto, vem decrescendo e o Náutico vem crescendo. Trata-se de uma tendência mundial, não é uma pontualização ilheense ou baiana. Justamente por esta causa que devemos estar muito atentos e não cometer erros estratégicos. Afinal estamos acompanhando uma tendência mundial, é preciso não errar.

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ZONA COSTEIRA – UM ECOSSISTEMA VALIOSO

“Tendo-se esta visão, destaco a importância da presença da ferrovia e do porto Sul na região cacaueira, sem perder de vista o desenvolvimento sustentável, para que a presente e as futuras gerações possam se utilizar dos recursos naturais”.

Por Ronaldo Lavigne.

Os ambientes marinhos e costeiros do Brasil vêm sofrendo nos últimos anos um considerável processo de degradação ambiental gerado pela crescente pressão sobre os recursos naturais marinhos e continentais e pela capacidade limitada desses ecossistemas absorverem os impactos resultantes.

Esses ambientes, em função de suas características e atributos, são utilizados para a atividade petrolífera, portuária, agricultura e agroindústria, aqüicultura, carcinicultura, extração mineral, extração vegetal, extrativismo, pecuária, pesca, reflorestamento, salinas, recreação, urbanização e zonas de conservação dos ecossistemas.

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TOTALFLEX RELIGIOSO

Por Otávio Filho.

O mundo em que vivemos é de uma riqueza e variedades sem fim. Existe de tudo para todos os gostos e bolsos. Bolsas Prada ou perfumes de Salvatore Ferragano estão disponíveis para aqueles que integram o seleto clube de privilegiados consumidores. O consumo de luxo alcançou, em nosso tempo de tecnológicas revoluções, a categoria de “espiritual”. Pelo menos, é assim que renomados estudiosos tratam a questão. Basta ver, por exemplo, o que dizem Gilles Lipovetsky e Elyette Roux na obra intitulada O Luxo Eterno – da idade do sagrado ao tempo das marcas, editado no Brasil pela Companhia das Letras: “No começo era o “espírito”. Sem dúvida causará um pouco de surpresa encontrar semelhante proposição “espiritualista” como abertura de uma reflexão cujo objeto é comumente associado a um maior capitalismo”.

A cidade de Itabuna, que fica a vinte e poucos quilômetros de Ilhéus, viveu durante muitos anos o esplendor da riqueza produzida pelo cacau, uma commodity que alcançou preços estratosféricos no mercado mundial. Jorge Amado, nascido aqui, e um dos seus filhos mais ilustres, em sua obra literária, fez o mundo conhecer as delícias, agruras e loucuras produzidas nas matas úmidas deste pedaço de Brasil.

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HIENAS TRAVESTIDAS DE OVELHAS

Texto do blog Conselho de Cidadania que contesta os métodos da empresa Bahia Mineração (BAMIN).

Conhecem aquela história de lobos vestidos de cordeiros? Existe outra, ainda mais cruel, são as das hienas travestidas de ovelhas. Podemos traduzi-las assim: Grandes empresas ou grandes projetos (mineradoras, empresas plantadoras de eucaliptos, de soja, de cana de acuçar, hidrelétricas, etc) chegam em comunidade previamente escolhidas, principalmente rurais com o discurso já pronto e bem articulado e muito bem elaborado, mas sempre o mesmo discurso, de que, aquele determinado projeto que elas representam e trazem para aquela determinada região, trará progresso, benefícios, empregos, desenvolvimento.

E como muitos políticos, prometem justamente aquilo que devido a omissão e a falta de responsabilidade do poder público é carente naquela região; geração de empregos (e geralmente prometem muito), construção de hospitais, estradas, colégios. Com estes investimentos elas tentam iludir as comunidades para que estas aceitem o empreendimento. Em todo caso, quando estas estratégias não funcionam, apela-se para a velha e tradicional forma do uso da força, da violência física, da expulsão por meio de recursos econômicos, políticos e jurídicos.

CHEGA DE HUMILHAÇÃO

Por Elias Reis.

Há meses venho recebendo reclamações e denúncias contra a Agência da Previdência Social em Ilhéus, pelo desrespeito com os contribuintes, vítimas da morosidade, da falta de bom senso e critérios estabelecidos no tocante aos resultados de perícias médicas. Absurdos vêm acontecendo no setor de perícia neste posto do antigo INPS, que impõe normas duras e até mesmo perseguição. Além do mais, muitos esperam até quatro meses para se fazer uma pericia. São quatro meses sem dinheiro e muita expectativa negativa. Além da espera, alguns começam a ficar tensos ao pensar em enfrentar os peritos adeptos do indeferimento.

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FUNDAÇÃO NACIONAL DOS INSENSATOS

Por Daniel Thame.

A culpa pelo conflito entre supostos índios tupinambás e pequenos produtores rurais, que se instalou na região da Serra do Padeiro em Buerarema e ameaça se estender a áreas rurais de Ilhéus e Una pode ser debitada única e exclusivamente na FUNAI, a Fundação Nacional do Índio.

Que, no caso em questão, pode ser chamada da Fundação Nacional dos Insensatos.

A partir de um inacreditável relatório elaborado por técnicos da FUNAI, conferindo aos tupinambás uma extensa área de 35 mil hectares nos três municípios sulbaianos, o que era apenas reivindicação se transformou numa espécie de lei, pelo menos para os supostos índios;

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TELEANÁLISE: DETERMINISMO SOCIAL

Por Malu Fontes.

Durante a semana, uma série de fatos distintos entre si e transformados em notícias nos telejornais apontava, em seu conjunto, para um mesmo fenômeno assustador: o determinismo social que parece soar inexorável e inclemente sobre uma população de crianças e jovens cujo diagnóstico de futuro aparenta ser mais claro que as previsões dos cartomantes xexelentos que se auto-anunciam nos postes e muros da cidade. Um grupo de mais de 70 homens jovens foi preso em uma única batida policial durante a festa de aniversário de um traficante que comemorava 25 anos, numa casa de eventos, em Feira de Santana. Pertinho dali, em Santo Estêvão, autoridades do Judiciário anunciavam a criação de penalidades em dinheiro contra os pais cujos filhos não freqüentem assiduamente a escola. Um dono de Lan House na cidade lamentava o prejuízo que isso gerará em seu comércio.

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E AGORA, JOSÉ?

Por Marcos Pennha.

Enfim, o Colo Colo no quadrangular da morte do Campeonato Baiano de 2010. Não foi por falta do incentivo incansável da torcida, que acreditou e apoiou. O torcedor, aquele da geral, em especial, pagou R$ 10 por partida e ainda levou o sol escaldante na moleira nos jogos aos domingos. Enfrentou fila para comprar o ingresso, levou empurrões, pulou, gritou, agitou, embalou a bandeira, aplaudiu, e o time … NADA. Se ainda fosse o time paulista Santos, todo mundo entenderia, porque peixe nada. Na maioria dos jogos do Colo Colo, o que se viu foi um tigre sem a menor expressão de rugido.

Não demorou para a crise instalar-se no clube. Os membros da diretoria, inclusive conselheiros, abandonaram o barco. Também, pra que conselheiro, quando não se encontra alguém predisposto a ouvir conselho? Lamentável! O que não dá para entender é como e onde o Colo Colo descobriu, e trouxe, jogadores de tão baixa qualidade técnica, com raríssimas exceções, claro.

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A CASA DO ESPANTO

Questionamentos sobre a reforma da câmara de vereadores de Ilhéus.

Por Marcos Pennha.

Eu, bem como dezenas da gente ilheense, estive presente na cerimônia de reinauguração do prédio da Câmara de Vereadores de Ilhéus. Um espanto de suntuosidade do Palácio Monsenhor Teodolindo Ferreira! A reforma foi acompanhada de ampliação, inclusive, do plenário Gilberto Fialho, agora com capacidade para cento e vinte pessoas sentadas.

O evento contou, também, com a presença, além de vereadores e funcionários da Casa, do prefeito Newton Lima (PSB), secretários municipais, representantes da sociedade civil organizada, presidentes de partidos da cidade, sindicalistas, autoridades civis, militares e religiosas e a imprensa regional.

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TELEANÁLISE: EM CADA DIFERENCIADO VIVE UM BORIS

Por Malu Fontes.

A crônica da vida pública brasileira ensina todos os dias aos cidadãos que se um fato não foi veiculado na TV, na verdade é como se não tivesse acontecido, exceto para as poucas pessoas a quem o mesmo se refere diretamente. Exemplos de episódios recentes no País provam o quanto aquilo que é e aquilo que deixa de ser capturado por uma câmera de TV adquire e perde, respectivamente, toda a dimensão. No final do ano, a sociedade brasileira lambeu os lábios de contentamento com a oportunidade que teve de julgar e condenar moralmente e no grau máximo o jornalista e apresentador Boris Casoy, por seus comentários elitistas, emitidos nacionalmente por descuido, após a apresentação de uma matéria em que garis, entrevistados durante sua jornada de trabalho, desejavam feliz ano novo aos telespectadores.

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JORNALISTAS VIVEM SITUAÇÃO ESQUIZOFRÊNICA NA TRANSIÇÃO PARA A ERA DIGITAL

Por Carlos Castilho para o Observatório da Imprensa.

Nós jornalistas vivemos hoje uma situação quase esquizofrênica. Quando pensamos no futuro, somos contagiados por um otimismo eufórico diante das fascinantes perspectivas abertas pela tecnologia digital para a atividade informativa. Mas quando olhamos para o presente, mergulhamos no pessimismo porque a saída mais provável para a crise na imprensa é o desemprego.

Ora descobrimos como o jornalismo pode ser fascinante  ao nos permitir acessar qualquer jornal do mundo ou entrevistar qualquer personalidade mundial via correio eletrônico, blog ou twitter.  Mas no minuto seguinte levamos um choque de realismo ao verificar que não temos uma fórmula que nos garanta a sobrevivência neste paraíso informativo.

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DEUS PERDOA. O TRÁFICO NÃO!

Por Daniel Thame.

Danilo Mota Silva, morador do bairro Jardim Primavera, na periferia de Itabuna, imaginou ter encontrado na religião o caminho de volta que muitos tentam e não conseguem encontrar.

Aos 19 anos, colocara um ponto final numa adolescência marcada pelo consumo de drogas, essa praga de dimensões bíblicas que mergulha tantas e tantas pessoas, a maioria jovens, num abismo profundo.

Danilo estava freqüentando uma igreja evangélica e recompondo o círculo de amizades. Seus planos incluíam um curso superior e um trabalho decente, além de constituir família.

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MORTES PREMATURAS

Por José Luiz Teixeira para o Terra Magazine.

Impressionante como depois de completar cinquenta anos comecei a receber notícias periódicas da morte de conhecidos meus. Quase todas as semanas fico sabendo que mais um bateu as botas.

Imaginava que só viveria essa realidade lá pelos 70, quando, aí sim, minha geração estaria no bico do corvo. Qual o quê! Pelo que tenho observado, o pessoal está indo embora mais cedo, ao redor dos 60.

Provavelmente, isso se deve ao fato de que a maioria das pessoas que conheci é composta de jornalistas, ofício que na minha juventude era um dos campeões de mortes prematuras – tanto é que nossos coleguinhas de outrora tinham aposentadoria especial.

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BIG BROTHER LOURENCINHO

Por Marcos Pennha.

Próximo sábado, 20 de fevereiro, é um dia especial para os frequentadores assíduos do Zequito’s Bar. Todos os olhares estarão voltados para o big brother Lourencinho, que comemora mais um aniversário. Ele, que em 2009, ‘sessentou’ (sem trocadilho), esse ano parte para se tornar sexagenário pela segunda vez. Será uma missão um tanto fácil, já que ele é fumante inveterado e bebedor contumaz. A bebida alcoólica e o cigarro matam aos pouquinhos. Conclusão: quem bebe e fuma, demasiadamente, não tem pressa de morrer.

Lourencinho, conforme eu falara no aniversário em que se tornou sexagenário, é uma figura emblemática, carismática, boêmia. Não faz mal a ninguém, inclusive, por força da idade e dos vícios, às mulheres. Lourencinho é o tipo do sujeito que vive cada dia como se fosse o último. Por isso que bebe e fuma com sofreguidão.

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QUE “CARNAVALZINHO” FULEIRO!

Moro em Ilhéus desde 1982, e de lá pra cá, nunca vi um carnaval tão fuleiro como o deste ano. É um simulacro! Falta tudo: atrações, alegria, bom humor, rei momo, rainha, prefeito. Para mim é um total desrespeito com a nossa cidade.

O carnaval de Ilhéus vem sendo descaracterizado desde o início da década de oitenta. Esse problema aconteceu por toda a Bahia, depois que o trio elétrico se tornou um elemento massificador e único, assumindo a posição de símbolo maior da folia baiana.

Por aqui, percebe-se que os danos foram muito piores. Onde estão os blocos de arrasto (Tengão, A Zorra, Arrastão, Só o Amor Constrói, Cachambi, 56, Os Sonecas, Bloco dos 30). As Escolas de Samba onde estão?

Perdemos até os bailes do Clube Social, que hoje, permanece decrépito, abandonado pela “nova elite emergente” que só enxerga o Iate Clube.

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RABUGICE

Por Elias Reis.

Você já carregou uma mala sem alça? Se não, experimente conviver ao lado de pessoas de mau humor, amargas. Pessoas criticas de senso destruidor, pessoas que só buscam ver os defeitos dos outros, pessoas intoleráveis, pessoas não sociáveis, pessoas criadoras de caso e sempre do contra. Normalmente essas pessoas são frustradas na vida e, com certeza, mal amadas. Garanto que a mala é mais fácil de conduzir.

Conviver com uma pessoa cronicamente doente, que só vive a resmungar e criar barraco aonde chega, é penoso. Haja paciência dos colegas de trabalho e até mesmo de membros da família. Viver assim é não ter uma boa qualidade de vida. Aliás, esse tipo de gente deveríamos ter piedade.

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SÓ A DROGA NÃO EXPLICA O AUMENTO DA VIOLÊNCIA NA BAHIA

Por Suzane Santana para o Terra Magazine.

Houve um aumento crescente da violência na Bahia, nos últimos três anos, período em que estou nos Estados Unidos, mas pude acompanhar os acontecimentos em tempo real, pela internet. Considero equivocada a explicação que vincula o fenômeno específico, diretamente, ao tráfico de droga e à falta de uma política de Segurança Pública para o Estado.

Ressalte-se que o governo Wagner manteve intocável a cúpula da Polícia Militar do Estado, como o fez Obama, em nível mais amplo, com as autoridades de Segurança dos EUA, para não provocar interrupções que seriam prejudiciais ao trabalho policial, na visão de estrategistas. Aqui, apesar do atentado terrorista frustado no Natal de 2009, não houve solução de continuidade na área, mas na Província da Bahia, sim, com os chefões envolvidos em tenebrosas transações.

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SOBRE AS PROSTITUTAS E OS “POLITIQUEIROS”

Para mim, as prostitutas merecem mais respeito do que os “politiqueiros”.

Os que se aproveitam do poder para enriquecer, que patrocinam fantasmas no serviço público, que empregam parentes para apenas receber o salário, sem despender trabalho, os que recebem mesadas, mensalinhos e mensalões, na verdade prejudicam o estado. A corrupção é o principal “inimigo” do nosso país. Esta conclusão pude tirar do livro do filósofo Renato Janine Ribeiro, A República.

As prostitutas, coitadas, utilizam do “extremo” para sobreviver. Certa vez, uma me confidenciou que precisava juntar uma grana alta para ajudar a mãe, que havia feito uma cirurgia muito complicada no fígado. Isto me cortou o coração.

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COLO COLO, BAMIN E A PRINCESA

Por Marcos Pennha.

Se há uma coisa que ninguém pode acusar-me é de intransigência. Dia desses, 21 de janeiro último, escrevi um texto falando sobre o estado deplorável em que se encontra o Colo Colo (Confira: http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/01/21/o-miado-do-tigre/#more-8633 ). Antes de lançá-lo no ar, ouvi opinião de algumas pessoas do meu convívio social. Foram contrárias a publicação, alegando que o time estava apenas na segunda rodada do campeonato. Ainda segundo essa gente, minhas colocações contundentes soariam como um balde de água fria. Discordei dessa opinião, visto que, no meu texto, considerei as a duas derrotas sofridas Vitória da Conquista (3 X 1 e 0 X 4), em amistosos realizados duas semanas antes da rodada inicial dos jogos oficiais. Além do mais, a minha análise partiu do pós campeão baiano de 2006.

Bom, enfim, depois das duas derrotas iniciais, contra Bahia e Ipitanga, respectivamente 5 X 1 e 2 X 1, a vitória em casa contra o Itabuna pelo placar de 2 X 1. Fora um alento, uma levantada no astral do time e da torcida colocolense. O que parecia começo de embalo, configurou-se série de 2 X 1 com a derrota, no jogo seguinte, para o Camaçari, fora de casa. O ato contínuo seguiu com Feirense 4 X 0 Colo Colo, Colo Colo 2 X 5 Fluminense de Feira, Fluminense de Feira 2 X 1 Colo Colo.

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A RELAÇÃO CONTRADITÓRIA DE MASSAROLLO COM O “TEMPLO DA PERDIÇÃO”

Massarollo e o "templo da perdição": sedução e raiva.

No dia 20 de janeiro, o blog Agravo, do observador privilegiado Jamesson Araújo, publicou um direito de resposta do presidente do PMN de Ilhéus, Carlos Massarollo, que causou grande rebuliço  (clique aqui).

Extremamente aborrecido, devido ao cancelamento (sem aviso prévio) de duas reuniões com o prefeito Newton Lima, o “mobilizador nacional” fez duras críticas ao chefe do executivo, chegando a afirmar que ele “não está à altura da honraria de dirigir o município”. Causticamente, também fez uso de uma metáfora desnecessária, agredindo o simbolismo do nosso mais importante e belo prédio, chamando o Palácio Paranaguá de “templo da perdição”.

No mesmo texto, Massarollo propõe uma forma de condução política ideal: “o que defendemos desde o inicio do governo foi a proposição de um projeto político-administrativo para Ilhéus, não a ocupação de cargos. Partido político não é agencia de empregos nem banca de negócios”.

Amigos visitantes preparem-se para ficar boquiabertos.

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O HOMEM, O TEMPO E A RAZÃO

Por Elias Reis.

Nos últimos dias parte da imprensa regional vem abordando tudo o que acontece no futebol ilheense, analisando e tecendo comentários diversos: Posição complicada do Colo Colo na tabela do Baianão; esquema tático 3×5x2 do técnico Ferreira; da suposta demissão coletiva de alguns diretores e, principalmente da saída do vice-presidente, Paulo Moreira, e suas recentes e infelizes declarações.

Há 40 dias, quando da apresentação do elenco do time à imprensa, Paulo Moreira, que também fazia o papel de mestre de cerimônia do Colo Colo, mostrou-se bastante feliz pelo cargo e dizia que agora era uma nova etapa do clube e, com a capacidade de Zé Maria, teríamos um time competitivo na busca do bi-campeonato. Dizia ainda Paulo Moreira: “Precisamos do apoio de todos. Confiamos no potencial dos nossos atletas, na seriedade dos nossos diretores, como também na postura séria e ética do presidente Zé Maria, que a mais de dez anos vem conduzindo o destino vitorioso deste time, que é nosso, que é do povo ilheense. Estaremos com Zé até o fim!”, afirmava.

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POLÍTICA TAMBÉM É CULTURA

Por Daniel Thame.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?

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