Artigos
PINHEIRINHO E O ALÇAPÃO DE POBRES
Por Malu Fontes
No mês em que a cidade de São Paulo comemorou 458 anos, as cenas vistas na TV associadas à mais rica metrópole brasileira não foram de festa. As imagens vinculadas a São Paulo em janeiro, nos telejornais, foram as dos rotos e esfarrapados em confronto com a Polícia na Cracolândia, região Central da cidade, e as cenas de guerrilha urbana de milhares de famílias na favela de Pinheirinho, na Grande São Paulo, embora já em São José dos Campos. Sim, também houve imagens da chuva de ovos atirados contra o prefeito, Gilberto Kassab, na ida à missa de aniversário da cidade.
Pinheirinho abrigava cerca de 6.000 pessoas em um terreno de 1,3 milhão de metros quadrados, pertencente à massa falida de Naji Najas e invadida em 2004. Independemente das questões de justiça e injustiça que podem ser invocadas em relação à decisão judicial de reintegrar a posse do terreno, expulsando os moradores e destruindo absolutamente todas as moradias, três aspectos chamaram àtenção na cobertura telejornalística durante a semana. Uma delas é repetida à exaustação sempre que uma calamidade atinge contingentes populacionais pobres no Brasil, o que equivale a dizer que é algo rotineiro nas manchetes jornalísticas: o que acontece com o exército de gente pobre 24h após as hecatombes que acontecem em suas vidas?
PERIPÉCIAS DOS 80
Por Marcos Pennha
Parece que foi ontem, mas não é. São oitenta artigos escritos aqui no Blog do Gusmão. Gosto muito do feed back, o retorno que os internautas dão ao expressarem seus pareceres sobre o que escrevo. Nós vivemos num país democrático, por isso as opiniões, mesmo que contrárias, devem ser respeitadas.
Confesso, no entanto, que não me sinto bem no momento em que algumas pessoas afirmam que eu nunca trato os assuntos com seriedade. Ora, foram tantos temas relevantes aqui levantados, que geraram debates saudáveis. Eu sou sério. Aliás, quase sério. Bom, ás vezes faço algumas gozações, assumo. Contudo, revelo que a culpa não é minha. É de Tássia. Tássia leva tudo na brincadeira. Desculpem-me por eu falar assim de alguém que vocês nem conhecem. Tássia é uma mulher a qual eu mantive um curto e tórrido relacionamento. Uma amizade colorida, que, aos poucos, foi perdendo as cores, esmaecendo, culminando no preto e branco. Nada mal para quem é vascaíno, como sou. Pela cor clara de Tássia, podemos concluir que nossa relação foi preto no branco, se é que vocês me entendem. Ela é de família pouco conhecida, a família Xando.
PROFESSORES DA UESC APONTAM FALHAS NO EIA/RIMA DO PORTO SUL
Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.
Professores e pós-graduados da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, ligados ao Departamento de Ciências Agrárias e ao Programa de Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente -PRODEMA, protocolaram no IBAMA documento com dúvidas, considerações e questionamentos a respeito do Estudo de Impacto Ambiental, e de seu respectivo relatório público, o RIMA, elaborados pelas empresas consultoras Hydros e Orienta.
As observações foram encaminhadas dentro do prazo regulamentar pós-audiência pública, em nome de Célio Costa Pinto e Mariana Graciosa Pereira, respectivamente, Presidente e Secretária Executiva da Audiência Pública do Porto Sul, realizada em Ilhéus em 29 de outubro de 2010, e foi subscrito pelos doutores Gil Marcelo Reuss, Francisco de Paula Fernandes, José Adolfo de Almeida Neto e Daniel Mauro Souza Lemos.

















