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QUAS-QUAS-QUAS-QUAS
Por Marcos Pennha.
Num hotel localizado na estrada Pontal/ Olivença, em Ilhéus, o Conselho Gestor da APA da Lagoa Encantada e Rio Almada reuniu-se para a leitura da ata e discussão em torno das compensações pela eventual implantação do complexo intermodal porto sul, no sábado, dia 28 de agosto último. A ata acima citada refere-se ao encontro dos conselheiros, dia 21 de agosto, em Itajuípe, quando foram consultados a respeito do complexo tema.
Há muita confusão de informações. Alguns meios de comunicação informaram que o Conselho concedeu a anuência, quando se sabe que o mesmo é consultivo, não deliberativo. Quem concede, ou não, a anuência é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O que se nota é que a grande massa, incluindo parte dos conselheiros, desconhece os trâmites do processo e o significado dos termos. O diretor-executivo do Instituto Floresta Viva (IFV), professor Rui Rocha, esclarece que mitigação é o ato de diminuir o impacto. Para explicar sobre condicionantes, Rui exemplificou: “Você entra na minha casa, desde que esteja limpo …” A compensação vem como forma de proporcionar benefício, noutro lugar, em troca do dano irreversível provocado ao meio ambiente. Ainda segundo Rui, “é prematuro discutir condicionantes, considerando que o local é protegido e habitat de espécies em extinção, além de possuir valor paisagístico”. Com isso, ele conclui que os conselheiros podem ser responsabilizados por emitir opinião favorável a implantação do empreendimento sem, contudo, discutir a questão, minuciosamente.
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AGENTES DA SUBSERVIÊNCIA
Texto recebido por e-mail. O autor preferiu não se identificar.
Absurdos imorais aconteceram na sessão da Câmara Municipal de Ilhéus, nesta última 3ª feira, dia 31 de agosto. A tarde era de expectativa para a votação da Mensagem de Veto nº 001/2010, de 21 de julho de 2010, enviada ao Legislativo Municipal para discussão e votação do Projeto de Lei nº 022/2010, que Dispõe sobre o Regimento Interno da Guarda Civil do Município de Ilhéus.
Aliás, a imoralidade já começava no dia anterior, 30/08, quando o secretário de governo do município, conhecido como Pai Cidão, numa articulação maquiavélica com o sindico da cidade, também apelidado de Nilton Boneca, esquematizaram uma exoneração num sentido diabólico de manter os vetos do executivo, assim, prejudicando os interesses da Guarda Municipal. Além da falta de respeito com a sociedade, zombaram do vereador-suplente Francisco Sampaio, que foi forçado a deixar a tribuna da Câmara. Regimentalmente pode ser legal, mas, o ato da indecência é totalmente imoral.
Muitos absurdos foram vistos pelos presentes, a exemplo da falta de conhecimento e pulso do Presidente da Câmara, Jailson Nascimento, que gaguejava na leitura da mensagem, na falta de objetivos nos momentos de pedir votação e muita indecisão de como deveria se proceder as votações dos artigos e razões dos vetos. Muito fraca a condução da sessão. Jailson e os demais edis foram salvos pelas brilhantes intervenções de pé-de-ouvido do procurador jurídico de fato e de direito daquela casa, Jobs Ribeiro. Aliás, houve momentos que o próprio Pai Cidão orientava Jailson Nascimento. Uma vergonha.
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CENTENÁRIO DO CORINTHIANS: MEMÓRIAS DE UM MENINO QUE DECALCAVA O ESCUDO DO “TIMÃO”
Atenção! Postagem Fixa. Atualizações abaixo.
Por Emílio Gusmão.
Nasci em São Paulo, mas moro em Ilhéus desde os seis anos de idade.
Quando cheguei nesta terra, em 1982, apesar de menino, percebi que pouquíssimos se interessavam pelo alvinegro do parque São Jorge. Os times do Rio de Janeiro já eram os de maior preferência.
As informações sobre o dia-a-dia do meu “TIME” eram escassas. Era outra cultura, pouco se falava no futebol paulista por aqui. Foi difícil me adaptar, pois em São Paulo, a pronúncia da palavra “TIMÃO” é tão frequente quanto “bom dia”, “Deus” ou “Nossa Senhora”.
O Globo Esporte Nacional trazia notícias e me deixava saudoso. O menino nem sempre interpretava corretamente, cada jogo decisivo representava a final de um campeonato. Ansioso diante das expectativas, eu me dedicava a uma tarefa complicada para quem nunca teve habilidade com o desenho, decalcar o escudo do Timão, estampado em uma camisa surrada.
Com isso, mantive a minha paixão, o meu amor pelo Sport Club Corinthians Paulista, não me converti, não passei a gostar de nenhum clube do Rio, permaneci “colorido em preto e branco”.
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TELEANÁLISE: POBREZA ELEITORAL OBRIGATÓRIA
Por Malu Fontes.
Se há um elemento que parece ter se tornado obrigatório a todo e qualquer candidato, a qualquer mandato, é a condição de pobre. Muito pobre. Quanto mais, melhor. Basta uma edição do Horário Eleitoral para que fique claríssimo para o eleitor que a principal virtude de todos esses homens e todas essas mulheres, todos cheios de boas intenções, que lhe pedem o voto não é outra senão a pobreza extrema, vinda não do berço, pois pobre não tem berço, mas de todas as gerações anteriores. Ninguém escapa da síndrome. Seja nos debates, seja nas peças de campanha, ela, a pobreza, está lá, como o principal traço biográfico de candidatos ao governo federal, estadual, ao Senado, à Câmara Federal ou à Assembléia Legislativa. E este é um traço das candidaturas que, em maior ou menor grau, se verifica em todos os estados brasileiros.
O páreo para disputar o trono do vencedor do posto de pobreza máxima é duro. No caso da Bahia, um candidato ao governo do estado diz que sua santa mãezinha só pôde comprar a tão sonhada casa própria, e com muito sacrifício, após os setenta anos. Um candidato ao Senado diz que é filho de retirantes da seca e um terceiro chega ao cúmulo de até pronunciar o próprio nome errado, substituindo o L pelo R, para, assim, reproduzir à perfeição a pobreza e o analfabetismo da mãe, pobre e lavadeira, quando invocava a necessidade do filho estudar para ser gente. Sim, a síndrome da pobreza desejável tem disso, faz com que os pobres de verdade, embora tenham vivido sob essa condição num passado para lá de remoto, quando misturados ao discurso coletivo do elogio vulgarizado da pobreza, também se tornem aparentes canastrões num set de TV.
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MJM ACREDITA NOS CANDIDATOS DE RUY CARVALHO
Por Maria José Moreno.
Os candidatos de Dr. Ruy merecem confiança
Olha Gusmão, eu nunca falei sobre política aqui e faz um bom tempo que escrevi pela última vez, mas não posso me privar de emitir essa sincera opinião. Publique se achar que deve.
Nesse ano eleitoral, ficamos desfalcados nas opções para candidatos a deputado federal e estadual, de Ilhéus, deixando um grande espaço para políticos que não têm compromissos com nossa cidade e que priorizam sua “Eu’quipe” e interesses pessoais.
Com a decisão de não se lançar candidato, um dos nossos maiores valores humanos, Ruy Carvalho, recomenda o voto a dois candidatos de fora. Tenho certeza de que ele não fechou acordo em troca de favores, ou de dinheiro. Ruy é sério e só escolhe gente direita e honesta.
Acredito em Rui Costa e Bete Vagner, pois são da confiança de Dr. Ruy, e se ele assina embaixo, eu assino também, pois Ruy é um guardião da nossa cidade e do nosso povo. Sei que as pessoas que ele escolheu serão cobradas, caso sejam eleitas, pois esse padrinho não admite oportunismo e picaretagem. Eu gostaria de poder votar nele, mas se não foi dessa vez, será na próxima, e para prefeito.
RESENHA LITERÁRIA: PAULO COELHO; GÊNIO OU EMBUSTE?
Por Evorah Landi.
Ora, estava eu a andar, – digo navegar pela internet – quando avistei um blog com uma lista de discussão imensa; falando sobre que? Agora é que vocês não adivinham mesmo! Bem, vamos lá, que se diga logo; falando sobre o nosso maior vendedor de livros: o mágico Paulo Coelho.
E explico este titulo que estou dando a ele, pela proeza que tem realizado em sua caminhada literária, que, não é pequena, digna de um grande bruxo mesmo; como diz esta informação que peguei lá no tal blog: Em 2003, Paulo Coelho entrou para o Guinness Book of Record como o autor que mais assinou livros em edições diferentes. Cinco anos depois, apareceu pela segunda vez no Guinness, por conta de “O Alquimista”, como o livro mais traduzido do mundo – 67 idiomas! Ele tem 20 livros publicados e já vendeu mais de 100 milhões de exemplares.
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UMA DOUTRINA POR TRÁS DA CENSURA
Por Eugênio Bucci. Republicado do Estado de São Paulo.
Na semana passada, um tribunal venezuelano proibiu os jornais do país de publicarem fotografias de vítimas de assassinatos. O fato foi noticiado no Brasil com bastante destaque, mas os fundamentos que estão por trás da medida não foram bem explicados. O assunto merece menos alarmismo e um pouco mais de atenção.
O episódio é sintoma da precoce degeneração de uma doutrina que subordinou a comunicação social aos ditames da segurança da pátria e que, levada ao extremo, vem conferindo ao Estado a função de zelar pela qualidade do jornalismo. A censura às fotos, em si, é patética e caricata, mas a doutrina que a inspira ainda preocupa.
Por certo, já se tornou ocioso protestar contra o autoritarismo de Hugo Chávez, que sucumbe aos seus defeitos ao ritmo que se distancia de suas promessas; em nome de aspirações coletivas, muitas delas legítimas, o governante montou para si mesmo um regime avesso às críticas e à renovação, adepto de militarismos e do culto à personalidade, que vai gerando infelicidade, medo e fracassos. Não há muito que fazer em relação a isso, a não ser lamentar. Mas a origem e os desdobramentos daquela doutrina autoritária, que ainda ilude entusiastas em todo o continente, isso é preciso entender com mais profundidade. É preciso aprender com a experiência, enfim.
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DESAFIOS DA INCLUSÃO PLENA
Estamos vivendo a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. Marcos como este têm como objetivo fazer com que a sociedade efetivamente enxergue este público e que analise criticamente seu comportamento e faça os ajustes necessários. O tema é tão relevante, que organismos internacionais de defesa dos direitos humanos vêm atuando cada vez mais no sentido de reconhecer, ampliar e garantir direitos às pessoas portadoras de deficiência.
Infelizmente ainda se veem pessoas agindo como se os plenos direitos que são assegurados às pessoas com deficiência fossem meras concessões, quase caridade. Nada mais equivocado! Pessoas com necessidades especiais são titulares de direitos, o que significa dizer que o tratamento muitas vezes diferenciado que recebem por força de suas peculiaridades é algo a ser respeitado pelos demais como meio de garantir igualdade e, por consequência, dignidade.
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PORQUE VOTO EM MARINA SILVA
Por Fabricio KC
O OkCupid Blog realizou uma ampla análise estatística a partir de informações de seus bancos de dados, buscando diagnosticar aspectos da política interna norte-americana. Entretanto, o cenário político dos EUA resultou menos interessante do que observação dos gráficos e dados aos quais a OkCupid recorre para sustentar suas conclusões: a OkCupid, parece, encontrou a prova estatística da veracidade da máxima atribuída a Winston Churchill, que diz “Se aos 18 não eras de esquerda, não tinhas coração; Se aos 60 não és de direita, não tens cérebro”. Com base nos resultados da análise, ser de direita ou de esquerda é mesmo uma questão de… idade!
Ou não. Penso que há gente que envelhece precocemente, bem como os que, jovens, morrem de velhice. Penso que nossas escolhas políticas deviam ser sempre um produto de nossa sensibilidade e de nossas experiências de vida. Porém, uma vez mais percebo que as manifestações de opiniões sobre as eleições e candidatos são automáticas e carentes de reflexão – e isso é patente desde o Twitter até a grande mídia.
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TELEANÁLISE: A MÃE DO POVO, ZÉ DO MUTIRÃO E O APOCALIPSE
Por Malu Fontes.
Como o nível de politização e informação da media da população brasileira é baixíssimo e boa parte do repertório compartilhado socialmente chega através da televisão, considera-se que a campanha eleitoral só começa, de verdade, quando estreia o horário eleitoral no radio e na TV. A estreia se deu na tarde desta terça-feira e, emulando a teledramaturgia nacional, o gênero mais consolidado da TV brasileira, os marqueteiros dos candidatos investiram, já no primeiro programa, em três personagens que reivindicam nada menos do que o ingresso na antologia definitiva dos tipos políticos brasileiros: a mãe do povo, Zé do mutirão na Portelinha e a Santa Guerreira contra o Apocalipse.
No primeiro programa, veiculado à tarde (na versão noturna todos exibiram outro conteúdo), os três tipos, representados pelos três principais candidatos, apareceram nítidos na tela. O PSDB, depois do fracasso de “Geraldo”, o Alckmin, criou “Zé”, o Serra, e o obrigou a sorrir muito, a sentar-se à mesa de pobres, deficientes e velhinhas chorosas salvas da cegueira nos dois olhos pelos mutirões de cirurgias de cataratas promovidos por José Serra, quando ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso. Como se fosse pouco para um homem com a sisudez de Serra, as imagens tinham como jingle versos que, inacreditavelmente, traziam o nome de Lula da Silva. A musiquinha dizia que, depois de Lula, fica Zé, um homem sorridente que dialoga com o Brasil doente, pois tem Idea fixa em mutirão de tratamento médico e só fala em remédios e patologias. Não foi à toa que no primeiro debate televisivo o candidato do PSOL à Presidência e franco atirador, Plínio de Arruda Sampaio, chamou Serra de hipocondríaco, por só falar em doença.
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PETELECADAS
Por Marcos Pennha.
Bom, comentarei sobre “The Terminator” (O Exterminador do Futuro). Fiquem tranquilos que não diz respeito ao complexo intermodal Porto Sul. Nada a ver com aquele filme em que o Mister Agarwal veio do futuro para anunciar o fim de parte do sul da Bahia. Particularmente, não gosto quando os profissionais da Biodinâmica e da COPPE são tachados, pelos favoráveis ao complexo, de ecoterroristas ou apocalípticos. Os estudiosos só explicitam, em relatório, o que aconteceria caso se concretizasse a insustentável insensatez do ser.
Poxa, incrível como os interessados nessa empreitada agem como os antigos censores, que vigiavam de perto os passos das pessoas, com o fim de fazerem prevalecer suas determinações.
Sábado, dia 14 de agosto, os diretores da empresa interessada em enfiar ferro na princesinha, que recebe a todos de pernas abertas, fizeram uma marcação cerrada contra os conselheiros do conselho ora desregulamentado. Alguns desses conselheiros foram aconselhados a dizer SIM, em troca de favores pessoais atendidos, enquanto outros fizeram-se presentes, enganados a respeito do que se tratava. Ei, não é sobre isso que falarei. Esse tema é da alçada da Justiça.
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UMA SOLUÇÃO PARA UM PROBLEMA INSOLÚVEL
Por Daniel Thame.
Que o município de Itabuna não reúne condições de gerir de forma satisfatória o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães, é fato que pode ser facilmente constatado.
E isso independe do prefeito ser o Capitão Azevedo, Zé da Silva ou João das Botas. O problema é que o poder público municipal é absolutamente incapaz de administrar uma unidade médico-hospitalar que atende (ou deveria atender) pacientes de mais de 100 cidades e cuja demanda não para de aumentar.
Some-se a essa absoluta falta de capacidade de gestão, a incontrolável vocação que alguns dirigentes do hospital têm para desviar recursos que deveriam ser aplicados exclusivamente na saúde pública. Os recursos já não são suficientes e o quadro se agrava quando parte deles escorre pelo ralo insaciável da corrupção.
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TELEANÁLISE: AS VOZES, OS RUÍDOS E AS BARRACAS DE PRAIA
Por Malu Fontes.
A situação, o impasse, os protesto, os personagens e, principalmente, o tom da cobertura jornalística da demolição das mais de 350 barracas de praia de Salvador, adquiriram novos contornos e tons nos últimos dias. As idas e vindas entre Prefeitura, Poder Judiciário e barraqueiros chegaram, finalmente, às tendas rústicas e aos sobreiros coloridos das barracas bacanas da parte rica da orla. Se há um cenário em que tudo parece ter sido feito errado desde o começo, este é o do imbróglio em torno dos equipamentos de lazer e serviços instalados nas praias que margeiam Salvador.
Depois de décadas de improviso, desordenamento, ilegalidade, bagunça, assombro estético, conivência silenciosa e vista grossa do poder público, além, é bom não esquecer, das quase sempre péssimas condições sanitárias e higiênicas da maioria das barracas de praia de Salvador, a Prefeitura e o Poder Judiciário resolveram, em nome da instauração da legalidade ambiental, territorial e do projeto ‘Choque de Ordem’ (qualquer semelhança com o Rio de Janeiro não terá sido mera coincidência), que a solução estava mesmo era na medida ‘não deixar pedra sobre pedra’, ou seja, derrubar tudo, literalmente.
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RESENHA LITERÁRIA: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS
Por Evorah Landi.
Cada dia que passa fico mais propenso a crer que a vida realmente imita a ficção, e esta também à vida; relembro um parente meu, que apesar de nascido de família ilustre, jamais fez algo de importante; uma pessoa sem projetos que passou pela existência sem construir qualquer realização efetiva; não se casou, nem teve filhos, tampouco trabalhou, vivendo sempre do sustento da sua família. E, até o momento que escrevo, permanece com setenta anos neste mesmo labor; bebendo, comendo e dormindo! Uma vida inteiramente desperdiçada, vazia, sem conhecer vitórias nem derrotas!
Este é a vida e cópia fiel de Brás Cubas, personagem da ficção classificado pelos críticos como o grande hipócrita da literatura brasileira, criação de Machado de Assis (1839-1908) em seu livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”,
Se José de Alencar foi o grande expoente do romance, Machado colocou a prosa brasileira no mais alto nível mundial do seu tempo. Sua obra não apenas divertia, moralizava os costumes ou os valores nacionais, mas a sua pena esmiuçava o espírito humano, a realidade psicológica dos personagens, desviando o foco de espaços externos e investindo no interior das pessoas, expondo-as em suas contradições e problemáticas existenciais.
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SUL DA BAHIA EM DEBATE
Por Marcos Pennha.
A Bahia é um dos estados mais ricos do Brasil. Em boa parte dos seus 411 municípios, a natureza foi pródiga, apresentando extenso litoral, rios, lagos, lagoas, cachoeiras, manguezais, mata atlântica e terras férteis. Somando-se a tudo isso, conta com sua riqueza cultural, bem representada pela arte trazida pelos negros africanos: capoeira, maculelê, candomblé, a atraente culinária, além da música e da literatura.
Sem querer desmerecer a capital, Salvador, e outras regiões, não podemos deixar de colocar em destaque o nosso sul da Bahia. Essa região, notadamente as cidades Ilhéus e Itabuna, na época áurea do cacau, muito contribuiu com a Bahia em termos de arrecadação. Só que os olhos dos governantes pouco se voltaram para essas bandas, que continuam com seus problemas alastrados, dia a dia.
Na centenária Itabuna, cresce vertiginosamente os casos de violência, a maioria relacionada ao uso de droga, em especial o crack. Centenas de vidas ceifadas anualmente, devido a falta de políticas públicas implementadas ou pouco eficientes. Um dos problemas históricos da cidade é a poluição do rio. Praticamente seco, exala um mau cheiro insuportável, além de sua sujeira ser o fator de proliferação de doenças dos moradores.
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SEGUNDO MAIEROVITCH, STF VAI LIVRAR OS “FICHAS SUJAS”
Por Wálter Maierovitch.
1. Ontem ocorreu a cerimônia de posse dos membros da Academia Paulista de Letras Jurídicas, com coquetel e salgadinhos.
Como dizem os meus dois filhos bacharéis em Direito, em coquetel de juristas e operadores, a conversa que predomina (os jovens bacharéis falam em “papo que rola”) diz respeito às futuras e relevantes decisões de cortes de Justiça.
Na cerimônia de ontem o “papo que rolou” foi sobre “Ficha Limpa”, nas próximas eleições.
Um dos confrades da Academia Paulista de Letras Jurídicas é o ministro Ricardo Lewandowski. Além de membro do Supremo Tribunal Federal (STJ), Lewandowski preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ministro Lewandowsky não pôde comparecer à solenidade da Academia em razão de sessão na Corte eleitoral. No entanto, a sua posição a respeito do tema “ficha limpa” é conhecida.
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