﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>BLOG DO GUSMÃO :: Multimídias, polêmica e reflexão &#187; Artigos</title>
	<atom:link href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/category/artigos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1</link>
	<description>www.blogdogusmao.com.br</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 17:45:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>NASCIDA EM 28 DE JULHO</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/27/nascida-em-28-de-julho/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/27/nascida-em-28-de-julho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mara Thais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Thame]]></category>
		<category><![CDATA[Itabuna]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17528</guid>
		<description><![CDATA[Por Daniel Thame. E já se passaram 100 anos, desde aquele dia histórico em que a então promissora Vila de Tabocas, emancipada de Ilhéus, se tornou a cidade de Itabuna. Dez décadas, tanto tempo e ao mesmo tempo tão pouco tempo. Cidade centenária e ainda cidade menina, despertando para um futuro que às vezes parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Por Daniel Thame.</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/daniel2.jpg" rel="lightbox[17528]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17402" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="daniel2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/daniel2-150x150.jpg" alt="" width="135" height="135" /></a>E já se passaram 100 anos, desde aquele dia histórico em que a então promissora Vila de Tabocas, emancipada de Ilhéus, se tornou a cidade de Itabuna.</p>
<p>Dez décadas, tanto tempo e ao mesmo tempo tão pouco tempo.</p>
<p>Cidade centenária e ainda cidade menina, despertando para um futuro que às vezes parece fugir, mas que está ao alcance das mãos.</p>
<p>As mãos que fazem de Itabuna uma cidade única.</p>
<p>Mãos de uma gente diferenciada, porque Itabuna é uma cidade diferenciada.</p>
<p><span id="more-17528"></span>Quando a palavra empreendedorismo nem estava na moda, os itabunenses já eram, desde e todo o sempre, empreendedores.</p>
<p>Que inicialmente fizeram de um arraialzinho nascido às margens de um rio de pedras pretas e águas caudalosas uma pequena vila.</p>
<p>E de uma pequena vila, fizeram uma cidade que é construída dia após dia, ano após ano, num processo continuo.</p>
<p>Itabuna, terra de uma gente capaz de superar qualquer crise, dar a volta por cima e exibir uma pujança que impressiona.</p>
<p>Itabuna que cresceu em torno do cacau e que sobreviveu para ressurgir ainda mais forte quando a região mergulhou na pior de todas crises da lavoura cacaueira.</p>
<p>Itabuna que se redescobriu como pólo comercial, prestador de serviços, lazer e entretenimento e que se firmou com centro de excelência nas áreas de saúde privada e de ensino superior.</p>
<p>Itabuna que pulsa a cada amanhecer, escrevendo e reescrevendo a sua história, feita das histórias de seus mais de 200 mil habitantes.</p>
<p>Itabuna, que a despeito de tantas carências no setor público, é uma cidade que orgulha quem aqui mora, trabalha e toca a vida com dignidade.</p>
<p>Itabunenses que aqui nasceram ou que aqui foram acolhidos como seus filhos, cidade hospitaleira que é, outra de suas características marcantes.</p>
<p>Se é verdade que cada cidade tem uma marca que lhe confere uma característica especial, a marca de Itabuna é a sua gente.</p>
<p>É a essa gente que merece ser festejada no centenário de Itabuna.</p>
<p>Porque é essa fantástica gente grapiuna quem dá continuidade e transforma em realidade aquilo que 100 anos atrás, era apenas um sonho.</p>
<p>Um sonho que sonhado junto, fez brotar a semente plantada pelos pioneiros e que regada com as águas sacrossantas do Rio Cachoeira, gera os frutos dessa cidade que é nossa e que cabe a cada um de nós torná-la cada vez melhor para se viver.</p>
<p>E viva a Itabuna que em que vivemos!</p>
<p></span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/27/nascida-em-28-de-julho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>TELEANÁLISE: TOMBAMENTOS LITERAIS</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/26/teleanalise-tombamentos-literais/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/26/teleanalise-tombamentos-literais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mara Thais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Malu Fontes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17448</guid>
		<description><![CDATA[Por Malu Fontes. Em uma cidade com um sítio histórico tão amplo como Salvador, literalmente narrado em prosa, verso e imagens na tela, o telespectador tem todos os motivos do mundo para supor que o tombamento desse patrimônio arquitetônico pelos órgãos competentes é algo positivo, bom, e que, portanto, deveria ser comemorado e tido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Malu Fontes.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/malu-fontes.jpg" rel="lightbox[17448]"><img class="alignleft size-medium wp-image-2929" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="malu fontes" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/malu-fontes-221x300.jpg" alt="" width="92" height="122" /></a>Em uma cidade com um sítio histórico tão amplo como Salvador, literalmente narrado em prosa, verso e imagens na tela, o telespectador tem todos os motivos do mundo para supor que o tombamento desse patrimônio arquitetônico pelos órgãos competentes é algo positivo, bom, e que, portanto, deveria ser comemorado e tido como garantia de manutenção e preservação. Se há entidades públicas, movidas à custa do santo e árduo dinheirinho do contribuinte, voltadas para a garantia de preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, como, então, os governantes querem que o senso comum acredite que essas instituições não passam de estruturas de nomes pomposos, mas ineficientes?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A semana começou com mais um desabamento de um casarão no Centro Histórico de Salvador. Dezenas semelhantes já caíram e outros cairão. Desta vez, no entanto, o assunto rendeu mais tempo em imagens e páginas porque uma mulher morreu sob os escombros e o Corpo de Bombeiros levou mais de 20 horas para resgatar um sobrevivente. Para exacerbar a tragédia, foi preciso, para resgatá-lo com vida, que um dos seus braços fosse amputado. Uma estrutura de madeira sobre o membro ameaçava desmoronar o resto dos escombros, caso fosse tocada, fazendo com que a amputação fosse a única forma de retirar a vítima com vida.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span id="more-17448"></span>SEXO</strong> &#8211; Sim, o casarão que caiu era tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Isso convida ao humor trágico: o termo tombamento, em boa parte dos sítios históricos de Salvador, está tornando-se cada vez mais um trocadilho infame. Ou seja, tombamento na capital baiana é literal: torna-se ruína até tombar e deixar de existir. O discurso sobre a preservação, como todos sabem, é belíssimo. Diante de tragédias anunciadas desta natureza, beira o canalhice a retórica em torno do que se chama de revitalização do Centro de Salvador. A poucos metros de onde se pretende construir um hotel de luxo, escombros de pedra e cal se desmancham sob a chuva esmagando escombros humanos. Sim, as autoridades parecem fingir não se dar conta das narrativas jornalísticas que repetiam a todo instante que, o escombro condenado, embora tombado pelo Iphan, nunca é demais lembrar, era usado sistematicamente, com ou sem chuvas, por homens e mulheres que negociavam encontros sexuais.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ah, e nem precisa perguntar às autoridades de saúde que atuam no campo das Doenças Sexualmente Transmissíveis o tamanho da colaboração dos escombros urbanos e humanos para a disseminação de tudo quanto é patologia. Não há Programa de Saúde da Família e de DST que seja capaz de dar conta da realidade que circunda o Pelourinho, esse cartão postal envolto por uma sombra indisfarçável de decadência. As Artemísias que circundam o Pelourinho (chamava-se Artemísia a mulher que morreu soterrada no casarão) são tantas, tantos são os discursos e tantos são os projetos governamentais e acadêmicos voltados para a dita inclusão dos vulneráveis&#8230; No entanto, sabe-se que estes só são vistos de verdade quando exigem que o Corpo de Bombeiros ocupe-se em remover suas versões definitivas de escombro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>DEDO DURO</strong> &#8211; No mesmo fim de semana, um edifício de sete andares em fase final de construção ‘tombou’ e soterrou uma casa vizinha, matando três pessoas, no bairro de Pernambués, onde algo semelhante aconteceu há um ano. O inacreditável: a obra não tinha Alvará dos órgãos competentes da Prefeitura. Esta, no entanto, admite que foi ao local três vezes ao longo de um ano. Mas por que não impediu a continuidade da obra? E essa vista grossa não combina em nada, é bom lembrar, com a imagem recente do prefeito da cidade, João Henrique Carneiro, que vive em frente às câmeras, vociferando contra motoristas de caminhão que ousem descarregar uma grade de cerveja num boteco fora do período das 21h às 6h ou fechando agências bancárias que ousem deixar clientes na fila por mais de 15 minutos. O melhor do discurso das autoridades é a contradição que ninguém aponta. Ou seja, como uma Prefeitura tão zelosa quando se trata de impedir caminhão de descarregar cerveja, de defender a classe média das filas de banco em tempos eleitorais não impede que um prédio absolutamente irregular seja erguido com sete andares?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A azeitona da empada do rigor tipo dois pesos e duas medidas da Prefeitura foi ilustrada em cores humorísticas em uma entrevista do superintendente da Sucom (Superintendência de Controle, Uso e Ordenamento do Solo), Cláudio Silva. Questionado sobre a não proibição de uma obra irregular, a saída retórica foi um primor: Salvador é uma cidade de três milhões de habitantes. A Sucom não pode ter um fiscal para cada obra. Portanto, cabe à população fazer à sua parte. Ou seja, se há uma obra ilegal ao lado de sua casa, denuncie que a Prefeitura tomará as providências (sim, mas o órgão não sabia do caso e inclusive não havia ido lá três vezes e nada fez com sua própria informação?). Está anunciada a mais nova estratégia oficial contra as obras irregulares na terceira capital do país: o vizinho dedo duro. Mas, como este vai saber se uma obra ao lado é irregular? Com a resposta, a Sucom.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Malu Fontes </strong>é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado em 25 de julho de 2010 no jornal A Tarde, Salvador/BA. <a href="mailto:maluzes@gmail.com" target="_blank">maluzes@gmail.com</a></span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/26/teleanalise-tombamentos-literais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CRISE DE VALORES</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/25/crise-de-valores/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/25/crise-de-valores/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 13:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhéus]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Porto da BAMIN]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17423</guid>
		<description><![CDATA[O jornalista Paulo Paiva escreveu um artigo lúcido e perspicaz sobre o comportamento de alguns setores da imprensa regional, dirigido às pessoas que são contrárias ao Porto da Bamin. Do blog Acorda Meu Povo. O país que cresce e oferece novas oportunidades de desenvolvimento regional, redescobre regiões esquecidas e mergulhadas em crises de identidade. Chegou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O jornalista Paulo Paiva escreveu um artigo lúcido e perspicaz sobre o comportamento de alguns setores da imprensa regional, dirigido às pessoas que são contrárias ao Porto da Bamin.</strong></span></h4>
<h4><span style="color: #000000;"><strong>Do blog <a href="http://acordameupovo.blogspot.com" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Acorda Meu Povo</span></a>.</strong><br />
</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O país que cresce e oferece novas oportunidades de desenvolvimento regional, redescobre regiões esquecidas e mergulhadas em crises de identidade. Chegou a vez do sul da Bahia também receber tais investimentos, através do desenvolvimento de projetos muito reivindicados como a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna e um novo aeroporto. Mas esses projetos vêm acompanhados de outros, que nunca pensamos, e isto tem nos provocado uma crise ainda mais profunda, a crise de valores.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia desses entrevistei o jornalista Vilmar Berna, uma autoridade e referência quando o assunto é a democratização da informação, e pelo seus serviços à causa foi contemplado com diversos prêmios internacionais,como o Prêmio Global 500 da ONU.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vilmar me dizia que Ilhéus ainda não definiu qual é a sua vocação, qual é a sua identidade. Segundo ele, a informação é fundamental nesse processo, e ela precisa vir aliada a valores, valores esses, que são construídos através da educação. Assim, cada um toma as suas decisões em função dos valores que possui, sejam eles positivos para a coletividade, como os valores da solidariedade e da democracia, ou negativos, como os valores associados ao egoismo e a ganância.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;"><a href="http://acordameupovo.blogspot.com/2010/07/crise-de-valores.html" target="_blank">Leia mais.</a></span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/25/crise-de-valores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O BISPO, O FOGO DO INFERNO E UMA TAL DE MEDICILÂNDIA</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/24/o-bispo-o-fogo-do-inferno-e-uma-tal-de-medicilandia/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/24/o-bispo-o-fogo-do-inferno-e-uma-tal-de-medicilandia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 14:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mara Thais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assistência Social]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Thame]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17401</guid>
		<description><![CDATA[Por Daniel Thame Vejo no Jornal Nacional uma reportagem mostrando que policiais do Corpo de Bombeiros desviaram donativos destinados às vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, uma tragédia de proporções bíblicas. É preciso ser desumano para surrupiar coisas que serviriam de alento a quem perdeu tudo e que só sobrevive da solidariedade alheia. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Daniel Thame</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/daniel2.jpg" rel="lightbox[17401]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17402" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="daniel2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/daniel2-150x150.jpg" alt="" width="135" height="135" /></a><span style="color: #000000;">Vejo no Jornal Nacional uma reportagem mostrando que policiais do Corpo de Bombeiros desviaram donativos destinados às vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, uma tragédia de proporções bíblicas. É preciso ser desumano para surrupiar coisas que serviriam de alento a quem perdeu tudo e que só sobrevive da solidariedade alheia.</span></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desvio de donativos me remete a um fato ocorrido no início da década de 90. Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a TV Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Cabrália, da qual era diretor de jornalismo, entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas de donativos, que seriam enviados a Santa Catarina. Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de generosidade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa dos apresentadores. De repente, veio o estalo. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17401"></span><br />
Naquele mesmo ano, moradores da Bananeira, do Gogó da Ema e de Nova Ferradas estavam sofrendo com as cheias do Rio Cachoeira. Nada que se comparasse à tragédia de Santa Catarina e nem de longe se equipare ao atual drama dos nossos irmãos nordestinos, mas centenas de famílias perderam seus modestos pertences e muitas estavam desabrigadas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O raciocínio foi óbvio. Se a gente pedisse donativos pras vítimas das enchentes em Itabuna, é provável que o retorno fosse quase nenhum. Já para os catarinenses, em função da comoção nacional que se criou, mal havia espaço para armazenar tantas doações. Com a cumplicidade do então bispo diocesano de Itabuna, o saudoso Dom Paulo Lopes de Faria, uma parte dos donativos foi entregue para uma igreja e dali seguiu para os flagelados das enchentes em Itabuna, que deles fizeram ótimo proveito. A outra parte, é bom que se diga, foi entregue aos catarinenses, que sem saber e por águas tortas, haviam proporcionado um gesto de solidariedade aos itabunenses, irmãos de pátria e de infortúnio.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Paulo, nosso querido bispo, depois sagrado arcebispo, por esse e por outros gestos de uma grandeza divina, hoje com certeza habita um local idêntico ao que se convencionou chamar de Reino dos Céus.  Já  esses bombeiros que envergonham uma profissão tão digna e todos aqueles  insensíveis que desviam donativos que em alguns casos podem salvar  vidas, merecem mesmo é arder no fogo do inferno.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Aliás, o noticiário da semana foi farto. Além da novela do goleiro suspeito de mandar resolver um problema com a amante (e que seus amigos parecem ter resolvido da maneira mais radical e monstruosa possível) e do advogado suspeito de matar ex-namorada e jogar o corpo numa represa porque ela não queria retomar o romance; tivemos ainda a história do filho adotivo que mandou matar o pai, dono de uma rede de restaurantes, para receber uma bolada de 8 milhões de reais, e numa sequência macabra, mandou matar outras seis pessoas, do pistoleiro ao advogado e ao pai de santo a quem ele confessou o crime.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Do jeito que esse mundo anda, vai ter liquidação por excesso de vagas no céu. E reserva com antecedência para uma vaga no inferno.</span></p>
<p>Pelo Jornal Nacional fica se sabendo também que o município que mais produz cacau no Brasil é Medicilândia. Antes que alguém corra ao mapa do Sul da Bahia para descobrir onde fica essa tal de Medicilândia, aconselha-se recorrer ao mapa do Pará. Sim, Medicilândia, nome que é uma homenagem ao ditador Emílio Garrastarazu Médici, fica lá nos confins do Pará.</p>
<p>Pode<em> pará</em>, pode <em>pará</em>&#8230;</p>
<p></span><span style="color: #000000;"> </span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/24/o-bispo-o-fogo-do-inferno-e-uma-tal-de-medicilandia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PINGO NO &#8220;I&#8221;</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/22/pingo-no-i/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/22/pingo-no-i/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mara Thais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Pennha]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17312</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcos Pennha No último domingo (18), deu na coluna Radar, de Lauro Jardim, na revista Veja, publicação semanal da Editora Abril: “Guilherme Leal não cometeu crime ambiental”. A garantia da afirmação é do presidente do Ibama, Abelardo Bayma. Confira aqui: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/guilherme-leal/ A denúncia foi feita pelo fotógrafo Ed Ferreira ao Ibama e Ministério Público/ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Marcos Pennha</strong> </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/Marcos_Pennha1.JPG" rel="lightbox[17312]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3661" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="Marcos_Pennha[1]" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/Marcos_Pennha1-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a>No último domingo (18), deu na coluna Radar, de Lauro Jardim, na revista Veja, publicação semanal da Editora Abril: “Guilherme Leal não cometeu crime ambiental”. A garantia da afirmação é do presidente do Ibama, Abelardo Bayma. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confira aqui: <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/guilherme-leal/" target="_blank">http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/guilherme-leal/</a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A denúncia foi feita pelo fotógrafo Ed Ferreira ao Ibama e Ministério Público/ BA. Segundo Ed, ele denunciou como cidadão, sem acusar ninguém. Atitude sensata. A insensatez reside no fato de ter levado ao conhecimento público, através de alguns meios de comunicação, provocando tempestade em copo d’água. Deu a entender que a intenção da ação denunciatória era a de ‘tisnar’ a imagem de Guilherme, de acordo com a definição apropriada da candidata a presidente Marina Silva (PV). Guilherme, por ser candidato a vice de Marina e defensor do desenvolvimento sustentável, como fator de geração de emprego e renda, provavelmente, continuará sendo alvo de ataques insanos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o alarde, o acusado terminou sendo julgado e condenado, injustamente, pela opinião pública, quando na verdade o parecer técnico válido é o expedido pelo órgão competente, no caso o Ibama. Como se pôde constatar, prevaleceu a verdade. Mentira tem perna curta e se derrete facilmente no tempo, tal qual o picolé.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17312"></span></span><span style="color: #000000;">Esse episódio leva a reflexão sobre o papel preponderante da imprensa na sociedade. O Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 de junho de 2009, anulou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. A princípio, uma decisão acertada, considerando que existe gente nascida com o dom da escrita jornalística; que, no entanto, não possui o título acadêmico. Só que os que se encaixam nesse exemplo representam a minoria. Alguns dos jornalistas, detentores do DRT (sigla derivada de Delegacia Regional do Trabalho), alegam que os acadêmicos do jornalismo aprendem o sentido da palavra ética. O mundo tá cheio dos que aprendem, mas não aplicam na prática. Sem contar com aqueles saídos da faculdade que mal sabem formular uma frase concisa.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Voltando ao caso da denúncia contra o empresário Guilherme Leal, podemos dizer que o jornal A Tarde, da Bahia, não confiou nas informações e fotos passadas para publicação. Como um veículo sério, considerado o maior do Norte e Nordeste, preferiu conferir de perto, no local. Constatou a improcedência da denúncia. O jornalista Lauro Jardim, da Veja, noticiou com base em provas documentais expedidas pelo Ibama.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os verdadeiros profissionais do jornalismo de Ilhéus precisam atentar para fatos dessa natureza. O cumprimento da ética independe do grau de escolaridade da pessoa. Uma atitude antiética do pseudo jornalista pode prejudicar a imagem de toda a classe.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ilhéus possui jornalistas competentes, muitos dos quais fora do mercado, por falta de veículos suficientes que os absorvam.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ilheense é carente de informações aprofundadas a respeito do que acontece na cidade. O complexo porto sul, por exemplo, não é bem explicado, e o povo continua titubeante. É preciso esclarecer muita coisa. O terminal de embarque do ferro oriundo de Caetité é exclusivo da Bahia Mineração (Bamin), previsto para gerar apenas 160 (cento e sessenta) empregos. O porto público, para exportar outros produtos, é de responsabilidade do governo do Estado. Ainda não aconteceu a audiência pública. A pressa foi para atender o interesse privado. O aeroporto não tem a mínima possibilidade de sair do papel, por falta de dinheiro. A prioridade do governo é promover a reforma dos aeroportos componentes do circuito da Copa 2014, prevista para a realização no Brasil. Os recursos disponíveis são insuficientes para atender esse objetivo específico. Contra a ferrovia, o governo e os investidores terão muito trabalho com tantas denúncias procedentes movidas por entidades diversas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bom, sei que vão resmungar, porque eu voltei a falar nesse assunto. Enquanto não houver explicação convincente, para a população, haverá questionamento. Pela sinalização, o assunto complexo terá seu fim no início de outubro. Coincidentemente, no dia das eleições.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contatos com o autor: <a href="mailto:marcospennha@gmail.com">marcospennha@gmail.com</a></span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/22/pingo-no-i/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A PROVA DE QUE O PIB PODE ENGANAR</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/a-prova-de-que-o-pib-pode-enganar/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/a-prova-de-que-o-pib-pode-enganar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 19:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17223</guid>
		<description><![CDATA[Por José Eli da Veiga para o Valor, em 20/07/2010. Quem teima em defender o obsoleto PIB precisa dar atenção ao caso da Irlanda, que realça como seria muito melhor avaliar o desempenho econômico das nações por alguma medida da renda domiciliar disponível para consumo. O PIB per capita irlandês disparou nos anos 1990, ultrapassando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por José Eli da Veiga para o Valor, em 20/07/2010.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem teima em defender o obsoleto PIB precisa dar atenção ao caso da Irlanda, que realça como seria muito melhor avaliar o desempenho econômico das nações por alguma medida da renda domiciliar disponível para consumo. O PIB per capita irlandês disparou nos anos 1990, ultrapassando o japonês e os das maiores economias européias em 1998, e quase igualando o dos EUA em 2007. Todavia, tanto seu consumo final efetivo, quanto as várias medidas possíveis de renda domiciliar disponível permaneceram em níveis 40% abaixo das americanas, bem próximas das da Itália.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou seja: em 2007 a situação econômica da Irlanda era muito pior do que as do Reino Unido, França e Alemanha, embora seu PIB per capita indicasse exatamente o inverso: um desempenho próximo ao da economia americana, muito acima dos exibidos pelas outras cinco grandes economias citadas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17223"></span>Essa é uma das evidências apresentadas em dossiê de 30 páginas com 15 gráficos esclarecedores das recomendações do relatório coordenado por Joseph Stiglitz, Amartya Sen, e Jean-Paul Fitoussi sobre a mensuração do desempenho econômico e do progresso social (www.stiglitz-sen-fitoussi). Obra de três técnicos do INSEE &#8211; Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos &#8211; a agência estatística da França: Marie Clerc, Mathilde Gaini e Didier Blanchet (*). Eles usaram o relatório para comparar as evoluções de seis países: Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Em alguns casos de sete, quando também obtiveram dados sobre o caso da Irlanda.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o primeiro sinal de que começa a ser rompido o soturno silêncio de dez meses em torno do relatório. Um fenômeno que certamente resulta do despreparo das agências de estatística, tanto as nacionais quanto as que são mantidas por poderosas organizações internacionais. No geral, elas são incapazes de medir o desempenho econômico pela renda disponível para consumo e compará-la ao vetusto produto bruto, interno ou nacional. Menos ainda dispõem dos meios necessários a avaliações de qualidade de vida que combinem critérios consagrados (como a esperança de vida) a critérios hedônicos (como a satisfação). E nem sequer começaram a elaborar indicadores físicos de sustentabilidade ambiental.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inteiramente impotente diante desses desafios, a comunidade estatística prefere ficar calada, contribuindo para reforçar a opção preferencial dos economistas por convenções que ignoram a obsolescência do PIB, a extrema precariedade do IDH, e a completa ausência de medidas consensuais de sustentabilidade.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Daí o imenso valor das pérolas exibidas nesse dossiê do INSEE. Chega a arriscar, por exemplo, duas ilustrações sobre a sustentabilidade. A primeira, preponderantemente econômica, na linha da “poupança genuína” do Banco Mundial, indica que os seis países decaíram muito mais do que se pensa nas três últimas décadas do século passado. Tendência que parecia estar começando a ser revertida a partir de 2003 somente na Alemanha e no Japão.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seguida, sobre a contribuição de cada país à insustentabilidade ambiental global – mais na linha do relatório – surge uma comparação entre as respectivas “pegadas carbono”, em toneladas de CO2 por habitante e por ano. Desnecessário dizer que as dos EUA são quase o dobro das dos outros seis países, tanto sob ótica da produção, como &#8211; ainda mais &#8211; sob a do consumo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No que se refere à necessidade de melhores indicadores de qualidade de vida, o maior destaque foi dado à saúde. Tem sido unânime a idéia de que nessa área não existiria melhor critério objetivo do que a esperança de vida ao nascer. Porém, em países que já atingiram elevada longevidade, o que mais passa a interessar é a esperança de vida “em boa saúde”. Na Alemanha, enquanto a primeira se aproxima dos 80 anos, a segunda nem chega aos 60. Em forte contraste com o Reino Unido, onde a esperança de vida “em boa saúde” supera os 65 anos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora a educação também receba grande destaque no âmbito da qualidade de vida, o dossiê não vai além de uma apresentação das porcentagens de diplomados do ensino superior na faixa etária 25-54 anos. Enquanto EUA e Japão lideram com mais de 40%, França,</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alemanha e Reino Unido ficam no meio, entre 25% e 35%, seguidos bem de longe pela Itália que mal alcançou os 15%.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os autores preferiram dar mais ênfase à insegurança econômica, ilustrada simultaneamente pelos irmãos siameses desemprego e pobreza. Surgem dois grupos conforme os pesos relativos dos desempregados de longa duração na população ativa. Do lado melhor, EUA, Reino Unido e Japão, com taxas inferiores a 1,5%. Do pior, França, Alemanha e Itália com taxas superiores a 3%.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todavia, esse panorama praticamente se inverte quando se considera uma linha de pobreza de renda correspondente a 60% do nível de vida mediano, após transferências sociais e impostos. Por tal critério, há vinte anos permanece na pobreza um quarto dos domicílios americanos. No Japão e na Itália eles se aproximam de um quinto. São apenas 16% na Alemanha e Reino Unido, e 15% na França.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(*) <a href="http://www.insee.fr/fr/ffc/docs_ffc/ref/ecofra10d.PDF" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>http://www.insee.fr/fr/ffc/docs_ffc/ref/ecofra10d.PDF</strong></span></a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>JOSÉ ELI DA VEIGA, professor titular da USP (FEA e IRI), escreve mensalmente às terças. Página web: www.zeeli.pro.br</strong></span></h4>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 1092px; width: 1px; height: 1px; text-align: justify;">
<h4><span style="color: #000000;">Quem teima em defender o obsoleto PIB precisa dar atenção ao caso da Irlanda, que realça como seria muito melhor avaliar o desempenho econômico das nações por alguma medida da renda domiciliar disponível para consumo. O PIB per capita irlandês disparou nos anos 1990, ultrapassando o japonês e os das maiores economias européias em 1998, e quase igualando o dos EUA em 2007. Todavia, tanto seu consumo final efetivo, quanto as várias medidas possíveis de renda domiciliar disponível permaneceram em níveis 40% abaixo das americanas, bem próximas das da Itália.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Ou seja: em 2007 a situação econômica da Irlanda era muito pior do que as do Reino Unido, França e Alemanha, embora seu PIB per capita indicasse exatamente o inverso: um desempenho próximo ao da economia americana, muito acima dos exibidos pelas outras cinco grandes economias citadas.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Essa é uma das evidências apresentadas em dossiê de 30 páginas com 15 gráficos esclarecedores das recomendações do relatório coordenado por Joseph Stiglitz, Amartya Sen, e Jean-Paul Fitoussi sobre a mensuração do desempenho econômico e do progresso social (www.stiglitz-sen-fitoussi). Obra de três técnicos do INSEE &#8211; Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos &#8211; a agência estatística</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">2</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">da França: Marie Clerc, Mathilde Gaini e Didier Blanchet (*). Eles usaram o relatório para comparar as evoluções de seis países: Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Em alguns casos de sete, quando também obtiveram dados sobre o caso da Irlanda.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">É o primeiro sinal de que começa a ser rompido o soturno silêncio de dez meses em torno do relatório. Um fenômeno que certamente resulta do despreparo das agências de estatística, tanto as nacionais quanto as que são mantidas por poderosas organizações internacionais. No geral, elas são incapazes de medir o desempenho econômico pela renda disponível para consumo e compará-la ao vetusto produto bruto, interno ou nacional. Menos ainda dispõem dos meios necessários a avaliações de qualidade de vida que combinem critérios consagrados (como a esperança de vida) a critérios hedônicos (como a satisfação). E nem sequer começaram a elaborar indicadores físicos de sustentabilidade ambiental.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Inteiramente impotente diante desses desafios, a comunidade estatística prefere ficar calada, contribuindo para reforçar a opção preferencial dos economistas por convenções que ignoram a obsolescência do PIB, a extrema precariedade do IDH, e a completa ausência de medidas consensuais de sustentabilidade.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Daí o imenso valor das pérolas exibidas nesse dossiê do INSEE. Chega a arriscar, por exemplo, duas ilustrações sobre a sustentabilidade. A primeira, preponderantemente econômica, na linha da “poupança</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">3</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">genuína” do Banco Mundial, indica que os seis países decaíram muito mais do que se pensa nas três últimas décadas do século passado. Tendência que parecia estar começando a ser revertida a partir de 2003 somente na Alemanha e no Japão.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Em seguida, sobre a contribuição de cada país à insustentabilidade ambiental global – mais na linha do relatório – surge uma comparação entre as respectivas “pegadas carbono”, em toneladas de CO2 por habitante e por ano. Desnecessário dizer que as dos EUA são quase o dobro das dos outros seis países, tanto sob ótica da produção, como &#8211; ainda mais &#8211; sob a do consumo.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">No que se refere à necessidade de melhores indicadores de qualidade de vida, o maior destaque foi dado à saúde. Tem sido unânime a idéia de que nessa área não existiria melhor critério objetivo do que a esperança de vida ao nascer. Porém, em países que já atingiram elevada longevidade, o que mais passa a interessar é a esperança de vida “em boa saúde”. Na Alemanha, enquanto a primeira se aproxima dos 80 anos, a segunda nem chega aos 60. Em forte contraste com o Reino Unido, onde a esperança de vida “em boa saúde” supera os 65 anos.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Embora a educação também receba grande destaque no âmbito da qualidade de vida, o dossiê não vai além de uma apresentação das porcentagens de diplomados do ensino superior na faixa etária 25-54 anos. Enquanto EUA e Japão lideram com mais de 40%, França,</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">4</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Alemanha e Reino Unido ficam no meio, entre 25% e 35%, seguidos bem de longe pela Itália que mal alcançou os 15%.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Os autores preferiram dar mais ênfase à insegurança econômica, ilustrada simultaneamente pelos irmãos siameses desemprego e pobreza. Surgem dois grupos conforme os pesos relativos dos desempregados de longa duração na população ativa. Do lado melhor, EUA, Reino Unido e Japão, com taxas inferiores a 1,5%. Do pior, França, Alemanha e Itália com taxas superiores a 3%.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Todavia, esse panorama praticamente se inverte quando se considera uma linha de pobreza de renda correspondente a 60% do nível de vida mediano, após transferências sociais e impostos. Por tal critério, há vinte anos permanece na pobreza um quarto dos domicílios americanos. No Japão e na Itália eles se aproximam de um quinto. São apenas 16% na Alemanha e Reino Unido, e 15% na França.</span></h4>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/a-prova-de-que-o-pib-pode-enganar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>OCASO BRUNO</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/ocaso-bruno/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/ocaso-bruno/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 13:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno (goleiro do Flamengo)]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17168</guid>
		<description><![CDATA[Por Daniel Thame. Há duas semanas, desde que os holandeses encerraram o sonho do hexa, o Brasil acompanha mesmerizado uma história que se fosse novela exigiria uma exagerada dose de imaginação de seu autor. O provável assassinado, com requintes de perversidade, da jovem Elisa Samudio, colocou no olho do furacão o goleiro do time mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/bruno.jpg" rel="lightbox[17168]"><img class="aligncenter size-medium wp-image-17169" style="border: 1px solid black;" title="bruno" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/bruno-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Daniel Thame.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há duas semanas, desde que os holandeses encerraram o sonho do hexa, o Brasil acompanha mesmerizado uma história que se fosse novela exigiria uma exagerada dose de imaginação de seu autor.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O provável assassinado, com requintes de perversidade, da jovem Elisa Samudio, colocou no olho do furacão o goleiro do time mais popular do Brasil, campeão brasileiro e candidato a uma milionária transferência para o Exterior e a um lugar na Seleção Brasileira que vai disputar a Copa do Mundo de 2014.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O destino, feito uma jabulani tresloucada, fez uma curva imponderável e Bruno saltou da glória à tragédia, do pódio iluminado a uma cela obscura.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A julgar pelo que a polícia apurou, mesmo que não tenha sido diretamente responsável, ele teve participação ativa na trama que resultou num crime que chocou o país.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17168"></span>Mãe de um filho de Bruno, fruto de uma aventura típica entre moçoilas disponíveis e jogadores famosos, Elisa estava exigindo o reconhecimento da paternidade e, obviamente, uma pensão generosa por conta dos gordos vencimentos do goleiro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O restante da história, que parece longe do final, visto que o corpo não foi encontrado e os depoimentos pouco contribuem para definir o papel de cada peça nesse jogo macabro, todos já conhecem.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que chama a atenção no “ocaso” Bruno é a repetição da clássica história do menino pobre que abre as portas da fortuna graças a seu talento para o futebol e não tem estrutura para conviver com a fama e o dinheiro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Felizmente raras são as histórias com um final tão trágico, mas não são raros os casos de atletas que mantém laços com a criminalidade e menos ainda os casos em que, encerrada a carreira, torrado o dinheiro em farras, carrões e outros luxos, voltam para a miséria e o limbo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Verdadeiros fantasmas arrastando as correntes de seu infortúnio.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os clubes de futebol encaram os jogadores como mera mercadoria (o que, na prática eles não deixam de ser), sem se preocupar em prepará-los para essa transposição, às vezes rápida demais, entre a miséria absoluta e a opulência.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É humanamente impossível que um garoto sem escolaridade, que em pouco tempo troca a favela por um condomínio de luxo, o dinheiro contado por cifras siderais e a solidão por mulheres de sonho, não vá ter a cabeça virada. Sem contar os incontáveis “amigos” que gravitam em torno de sua fama e seu dinheiro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Feito Macarrão, que parece ter enrolado de vez a vida de Bruno, ao livrar o amigo de um “problema indesejável”.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As desventuras de Bruno, irremediavelmente morto para o futebol, devem servir de alerta a milhões de meninos que, embalados pela magia de bola, dormem e acordam sonhando em ser jogador de futebol.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fama, ainda que momentânea, cega.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E quando isso acontece&#8230;</span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/20/ocaso-bruno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>TELEANÁLISE: OS BASTIDORES POLÍTICOS NÃO CABEM NA TV</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/19/teleanalise-os-bastidores-politicos-nao-cabem-na-tv/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/19/teleanalise-os-bastidores-politicos-nao-cabem-na-tv/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 14:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mara Thais</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Malu Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17123</guid>
		<description><![CDATA[Por Malu Fontes. A campanha eleitoral há muito tempo está no ar, nas páginas, nas telas, embora a burocracia diga que ela só vai começar para valer após a estréia do Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na TV. No entanto, os guapos e guapas candidatos à hospedagem, durante um mínimo de quatro anos no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Por Malu Fontes.</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/malu-fontes.jpg" rel="lightbox[17123]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2929" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="malu fontes" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/malu-fontes-150x150.jpg" alt="" width="105" height="105" /></a>A campanha eleitoral há muito tempo está no ar, nas páginas, nas telas, embora a burocracia diga que ela só vai começar para valer após a estréia do Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na TV. No entanto, os guapos e guapas candidatos à hospedagem, durante um mínimo de quatro anos no Palácio do Planalto e no Alvorada, não têm dado muita sorte em termos de mídia espontânea no telejornalismo, a cereja do bolo dos presidenciáveis. Afinal, uma matéria positiva a seu favor, ou uma negativa contra os adversário no horário nobre, em espaços como o Jornal da Band, da Record, o Nacional ou o Fantástico, literalmente não tem preço.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, desde o início do ano, o desfile de tragédias,  os casos escabrosos de violência, terremotos no exterior, alagamentos aqui, desabamentos e soterramentos ali, é bom combinar, têm, sim, roubado preciosas fatias de tempo midiático e de atenção do telespectador. Tempo e espaço que, uma vez perdidos, são como a perda de faturamento do comércio durante greves do sistema de transporte: da ordem do irrecuperável, quantitativamente. E isso sem falar que a cada um desses episódios, dependendo de onde e como eles aconteçam, sempre cai um estilhaço da responsabilidade pelo estrago no colo de um ou outro entre os candidatos com alguma chance de vitória. Sim, pois uma meia dúzia deles, os chamados nanicos, além de caricatos ou caducos, pode ser classificada, na novelinha eleitoral brasileira, como aquele que, na teledramaturgia, é chamado de apoio, figuração ou de núcleo pobre.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17123"></span>CANALHICE &#8211; Embora se diga, e os marqueteiros apostem todas as fichas nisso, de que a campanha eleitoral é decidida mesmo é na TV, durante o Horário Eleitoral, entre os veículos de comunicação é a televisão o mais incapaz de dar ao telespectador um volume de informações suficientes para que ele, como eleitor, faça escolhas mais sensatas, já que baseadas em dados concretos. Na TV, seja nos telejornais, nos programas de entrevistas ou de entretenimento, o discurso político é de um vazio absoluto em termos de conteúdo de informação nas falas. Na TV, todo e qualquer candidato não tem qualquer compromisso com verdade,projetos ou clareza. Todos têm uma ideia fixa: seduzir o eleitor com frases feitas, de efeito, visando destruir o máximo que puder a imagem e o discurso do adversário, mesmo sem xingá-lo de forma explicita, já que a hipocrisia dá o tom, travestindo as ofensas de metáforas, trocadilhos e perguntas que estão acima da canalhice retórica.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há tempos que os marqueteiros avisam: quem bate, perde votos. Acabou-se o tempo dos destemperados, a la Collor, que, com uma delicadeza assombrosa, falava até da tonalidade arroxeada de sua bolsa escrotal. Ciro Gomes, também dado a algumas doses a mais de destempero, “segue”,  como gostam de conjugar os jornalistas para economizar caracteres nos textos, envelhecendo e vendo distanciar-se o sonho de candidatar-se, com chances, ao Planalto. Nas eleições locais, alguns candidatos um tanto dados a falas tão amplas quanto seu porte físico devem desacelerar o destempero verbal se não quiserem sair das urnas com um percentual de votos menor do que aquele que as pesquisas lhe atribuem antes do pleito.  E o pior: os grosseiros acham-se engraçados e fazem trocadilhos tão infames contra os adversários que causam vergonha alheia aos alfabetizados.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">GAY &#8211; Mas, voltando à TV e seu calibre de difundir informação política ampla, comparada ao jornalismo impresso e, sobretudo, em tempos de portais, sites, blogs e da instantaneidade do twitter, pode-se dizer que esse calibre é limitado. Quem acompanha o noticiário político exclusivamente tendo a TV como fonte, pode corticalizar: não sabe de absolutamente nada do mundo político e muito menos de seus bastidores, que é onde as coisas de fato importantes acontecem.  Ainda é no jornalismo impresso e agora nos blogs, sites de relacionamento e afins onde a banda, sobretudo a podre, toca para valer.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando, por exemplo, um telespectador que consome fatos políticos apenas pela TV vai ficar sabendo que a candidata ao Senado na chapa governista, Lídice da Mata, ameaçou descer do barco porque seu nome não estava pintado num tal muro ao lado do nome do governador Jaques Wagner e do outro candidato ao Senado, Walter Pinheiro? E os desdobramentos da irritação da candidata? Em evento público, o governador recompôs os ânimos com a aliada e, numa brincadeira tipicamente masculina, ironizou-a, dizendo que ainda bem que era um caso de ciúmes de mulher, pois algo terrível é ciúmes de um homem. Para quê foi brincar com temas caros ao movimento gay? O antropólogo Luiz Mott, do Grupo Gay da Bahia, soltou o verbo argumentando que essa brincadeirinha do governador era tipicamente homofóbica. Por que o ciúme masculino, entre dois homens, tem que ser algo ruim? Isso é preconceito e do grande,disse Mott. E ser acusado de preconceituoso hoje, para um candidato, é mais grave que ter um diagnóstico de morte.  Mas numa campanha, essas sutilezas não cabem na TV.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado em 18 de julho de 2010 no jornal A Tarde, Salvador/BA. maluzes@gmail.com  Texto publicado originalmente no jornal A Tarde/SSa-BA, em 18 de julho de 2010.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/19/teleanalise-os-bastidores-politicos-nao-cabem-na-tv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MOBILIZA POVO</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/17/mobiliza-povo/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/17/mobiliza-povo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 22:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Casa dos Artistas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Pennha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17097</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcos Pennha. A hora é agora. Novas eleições para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Os eleitores terão a oportunidade de escolher os reais “fichas limpas”, visto que alguns dos ‘sujas’ conseguirão concorrer no pleito, graças a brechas oferecidas pela lei. Agora é o momento de decidir, sem essa de festa da democracia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Marcos Pennha.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/Marcos_Pennha1.JPG" rel="lightbox[17097]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3661" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="Marcos_Pennha[1]" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/Marcos_Pennha1-150x150.jpg" alt="" width="135" height="135" /></a>A hora é agora. Novas eleições para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Os eleitores terão a oportunidade de escolher os reais “fichas limpas”, visto que alguns dos ‘sujas’ conseguirão concorrer no pleito, graças a brechas oferecidas pela lei. Agora é o momento de decidir, sem essa de festa da democracia. O negócio é sério.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As eleições são apenas o começo do processo de democratização. O trabalho não acaba com o término das eleições. Nós, brasileiros, temos que nos manter vigilantes durante o mandato dos eleitos. Não devemos deixar de fiscalizar aqueles que gerenciam, temporariamente, nosso suado dinheiro gerado pela arrecadação de impostos. Para tal, faz-se necessário que saibamos como proceder.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Casa dos Artistas de Ilhéus realiza o “Improviso Oxente”. O Improviso é uma programação na qual se discute um tema de importância, tendo a intervenção de apresentações teatrais e musicais. O (s) convidado (s) discorre (m) sobre o assunto da noite. Em seguida, abre-se espaço para perguntas e colocações das pessoas que compõem a plateia. <span id="more-17097"></span>Contando com o apoio da Associação Ação Ilhéus, essa edição, iniciada no dia 7 de julho, aborda a “mobilização social”. No primeiro dia, os convidados foram os professores Jorge Chiapetti e Ramayana Vargens. Tema debatido: “Mobilização Social – construindo a democratização”. Ramayana iniciou falando sobre o ontem, ao passo que Chiapetti falou sobre o hoje e as perspectivas do amanhã da mobilização social. Na quarta-feira (14), os professores Guilhardes Junior e Wagner Rodrigues discorreram a respeito de “Sujeito cidadão – direitos e deveres”. Na próxima quarta (21), os agentes comunitários Barreto, Corsário, Paulo Emílio e Vandilson abordam “Os sujeitos e as organizações sociais – experiências”. No último dia (28) será a vez de José Nazal, José Vivaldo e Maurício Corso debaterem “Relação com o poder público – conselhos, foruns e conferências”. Vale a pena comparecer, sempre às quartas-feiras, 7 h da noite. A Casa dos Artistas localiza-se na rua Jorge Amado, 39 Centro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os membros da sociedade civil organizada precisam assimilar a importância de suas participações maciças nas decisões de governantes e parlamentares, através de conselhos, foruns e conferências. Os agentes comunitários são responsáveis pelo acompanhamento das decisões políticas e pela mobilização da massa desinformada. É imperioso que as organizações diversas da sociedade estejam desatreladas de agremiações político-partidárias. É preciso que se separe a simpatia pessoal ao político de sua ação profissional. Negócios, negócios, amizade à parte. O detentor de mandato é um serviçal do cidadão, pagador de impostos, e exerce suas funções por tempo determinado.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada vez mais nota-se a necessidade de cobrança, aos governantes e parlamentares, relacionada a lisura nas ações administrativas. Os males sociais grassam, por causa da falta de cumprimento dos deveres de cada de nós cidadãos. Faltam escolas, espaços culturais, ginásios de esportes, postos médicos e hospitais públicos, além de saneamento básico (o qual contribui com a proliferação de doenças). Os equipamentos existentes são mal aparelhados, e os profissionais remunerados indignamente. O dinheiro subtraído do erário, indevidamente, seria para retornar ao cidadão em forma de serviços essenciais.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tá mais do que na hora dos atores sociais mobilizarem-se em prol do objetivo comum, que é o de diminuir as desigualdades na distribuição de renda. Quem fecha os olhos para a corrupção dos políticos, não fiscalizando, nem exigindo punição a quem comete atos de improbidade, torna-se cúmplice e, por isso, também, culpado pelas mazelas ocorridas na sociedade. Quando o bandido sequestra ou mete o revólver na cabeça do cidadão para lhe tomar o dinheiro, é como se o delinquente agressor estivesse dizendo: “Passa aí um pouco da grana que você me tirou”.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contatos com o autor: marcospennha@gmail.com</span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/17/mobiliza-povo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO ALGUÉM LHE AMA!</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/16/como-alguem-lhe-ama/</link>
		<comments>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/16/como-alguem-lhe-ama/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 17:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Flávia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdogusmao.com.br/v1/?p=17057</guid>
		<description><![CDATA[Por: Gustavo Pestana. Um dos sentimentos que mais influenciam nossa vida é o amor. Buscamos diariamente amar e ser amado. Nos lançamos como objeto amoroso, como explica a psicanálise, e buscamos a reciprocidade a tal ato. Pelo fato do ser humano, sempre faltar algo em sua vida, o amor se manifesta na pessoa amada, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por: Gustavo Pestana.</strong><strong> </strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/03/FOTO-04-.jpg" rel="lightbox[17057]"><img class="alignleft size-medium wp-image-11694" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="Gustavo Pestana" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/03/FOTO-04--300x287.jpg" alt="" width="126" height="120" /></a>Um dos sentimentos que mais influenciam nossa vida é o amor. Buscamos diariamente amar e ser amado. Nos lançamos como objeto amoroso, como explica a psicanálise, e buscamos a reciprocidade a tal ato. Pelo fato do ser humano, sempre faltar algo em sua vida, o amor se manifesta na pessoa amada, pois está expressa à falta que se busca.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos acostumados, e isso é uma tendência carnal, a amar uma pessoa “se”, “quando” ou “porque”. Pergunte a um casal qual o motivo deles se amarem! A resposta será algo assim: Eu amo ela(e) porque&#8230;, Eu amo quando fulana faz&#8230; percebe-se que há um enredo condicional, ou seja, se não houver uma resposta adequada a oferta proposta por um dos pares, a sensação é falta ou um quase amor. Então podemos afirmar que condicionamos o nosso amor para podermos viver com uma pessoa, pois nem sempre ele nos responderá como esperamos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-17057"></span>Todavia, quero lhe apresentar agora um amor diferente. Um amor incondicional. Onde quem ama, lhe ama porque quer lhe amar e não importa o que você faça lhe amará pra sempre.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Certa vez numa estrada um trem percorria sua rota normal ruma à cidade vizinha, cerca de 50 km de distância. Este trem tinha cerca de 100 passageiros, sendo 8 (oito) velhinhos cheios de rugas, 12 (doze) bebês, 1 (um) casal indo para a lua-de-mel, 6 (seis) casais divorciados, 27 (vinte e sete) famílias. Nessas famílias tinham alguns adolescentes, crianças de pré-escola e alguns universitários. Os pais trabalhavam como advogados, médicos, construtores e alguns estavam desempregados. Isso também era semelhante às mulheres.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Algumas pessoas se prostituiam, outras eram arrogantes e humilhavam os outros em seus respectivos trabalhos, outras agressivas com os pais. Tinha cerca 5 (cinco) drogados ali também, que planejavam roubar os velhinhos. Poucas pessoas eram de boa conduta.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Restando cerca de 5 km pra o final da viagem, a ponte levadiça que separa as cidades ainda estava de pé, pois o responsável em baixar estava dando atenção ao seu único filho. Ao perceber que o trem se aproximava, ele foi rapidamente pra a torre a fim de baixar a alavanca, e assim fazer com que a ponte descesse e o trem chegasse ao seu trajeto final.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O trem se aproximava rapidamente e as pessoas estavam tão distraídas que não percebiam que ali exista um abismo. O Senhor apertou o botão pra a ponte baixar, mas nada aconteceu, pois naquele momento a trava manual, que ficava entre o eixo da ponte precisava ser ajustada. O pai quando olhou ao seu redor pra procurar o seu filho percebeu que ele não estava mais ali. O filho sabia que a única solução para a ponte baixar era reparar a falha. Ele correu e foi até o local.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Naquele instante o pai olhou para o filho e o filho chorou, pois no momento do conserto a ponte o esmagaria. Ele precisa escolher em dar a sua vida para salvar todos os passageiros ou salvar a sua vida. O filho tinha 33 anos naquela época, ele conhecia as pessoas do trem, pois sempre a lista dos passageiros lhe era entregue antes de cada viagem.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Naquele dia o Pai e o Filho se olharam e o filho se sacrificou, pois tanto Pai como Filho, amavam as pessoas do trem e sabiam que valia a pena morrer pra salvar muitos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa história parece ser mentira algumas vezes, pois ela é muito forte, mas quando você lê na Bíblia em João 3.16:</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Por que Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nEle crê não perece, mas tenha a vida eterna.”</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Você perceberá que o amor de Deus por você não depende de quem você é ou de sua condição. Depende dEle. Ele quis dar a vida pra que você possa chegar ao final da estrada. Ter vida Eterna. Cabe somente a você agora dar a sua vida pra Ele. Se entregar totalmente a aquele que lhe ama com toda intensidade. Jesus te ama e sempre te amou. Busque-o enquanto você ainda pode, enquanto você tem vida.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Que a graça e Paz de Nosso Senhor e Salvador os guarde em Cristo Jesus.</span></h4>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/07/16/como-alguem-lhe-ama/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
			<div id="jquery_pagebar">
		
			<div id="pages">  <span id="number"> Navigation</span> <a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/category/artigos/feed/page/2/" title="Older Entries" >&raquo;</a></div>
			<div id="slider"></div>
		</div>
		
		</channel>
</rss>
