Acabou. O Brasil tá fora da Copa do Mundo de Futebol 2010, depois de ser mandado embora pela Holanda, ao ser derrotado por dois a um, de virada. O time ficou tonto, em campo, como se tivesse rodado durante horas no carrossel da laranja mecânica de 1974. A seleção brasileira foi a única que não deu trabalho aos editores de imagem, que produzem aquelas em câmera lenta. A lentidão fora a sua marca. Não foi a toa que o ex-craque holandês Cruyff declarou que não pagaria para assistir a seleção de Dunga.
O Brasil fez o melhor primeiro tempo e o pior segundo tempo da Copa. No primeiro, poderia ter feito mais de um gol. No segundo, quando perdia por 2 a 1, foi todo para frente, e a Holanda teve mais chances de fazer o terceiro, que o Brasil de empatar.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.
A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.
Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.
Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno vôo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.
Trouxe dois livros para reler, durante a Copa, nos intervalos entre um jogo e outro, um treino e outro, uma refeição e outra, uma conversa e outra e um devaneio e outro. Desassossego, de Fernando Pessoa, e Veneno Remédio, do ensaísta, músico, compositor, professor de literatura e amante do futebol, José Miguel Wisnik, um dos mais belos sobre este esporte.
Diante das diversas abordagens em decorrência dos meus textos aqui publicados, e consequentes comentários, vi-me na obrigação de fazer algumas colocações. Afinal, tenho mais de cinco mil contatos de e-mails de internautas, que tomam conhecimento de tudo que exponho na rede mundial de computadores. Essas pessoas estão espalhadas em toda parte do globo terrestre, não só em Ilhéus; inclusive ilheenses que moram em cidades do exterior. A maioria, para a minha honra e glória, inteligente.
Nunca foi tão evidente na esfera eleitoral a diferença entre teoria e prática. Em teoria, uma batelada de brasileiros não poderá pleitear mandatos na eleição de outubro próximo em razão da recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que candidatos com ficha suja, tanto os condenados por um colegiado antes da sanção da Lei da Ficha Limpa quanto os que vierem a ser condenados depois, estarão impedidos de buscar o voto. Na prática, muitos tentarão driblar a disposição legal, dentre eles os quase 5 mil agentes públicos que o Tribunal de Contas da União (TCU) tornou inelegíveis. Na teoria, o sonho acalentado por brasileiros de todas as classes está prestes a se realizar com a aplicação rigorosa da importante lei encaminhada ao Congresso Nacional com o endosso de 1,6 milhão de assinaturas. Na prática, o sonho poderá não resistir às peripécias de uma turma que, inconformada, dará plantão nos sinuosos corredores da Justiça. A teoria segue a pista fornecida pelo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, cuja expressão é firme: “Não temo enxurrada de recursos no STF porque a lei é bastante clara. Dificilmente algum recurso chegará ao Supremo, notadamente agora, em função da chamada repercussão geral.” A prática segue a baliza de outro experiente ministro, ex-presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, que garante: “Essa matéria vai bater no Supremo.”
Entre a cobertura onipresente da Copa do Mundo e seus bastidores e a mobilização da população das capitais do nordeste para as comemorações do São João, o telespectador foi surpreendido por uma tragédia traduzida em imagens apocalípticas só comparáveis em dimensão às cenas do terremoto do Haiti e do soterramento dos moradores do Morro do Bumba, em Niterói, no Rio de Janeiro. Pelo menos 17 cidades dos estados de Alagoas e Pernambuco foram quase que completamente destruídas por enchentes desde o início desta semana. Em Branquinha, Alagoas, mais de 90% de toda a estrutura urbana, incluídas residências, ruas e todos os órgãos administrativos, foram destruídas, numa escala jamais vista no Brasil.
Muitas de nós, mulheres, podem dizer categoricamente que odeiam futebol, e, na maioria das vezes, têm motivos para tanto. São os abusados pileques dos companheiros, os palavrões, a algazarra desmedida, gritaria, brigas e confusões frequentes. Algumas até sofrem com violências domésticas após jogos mal-sucedidos. Para essas existe a lei Maria da Penha e agora o disque Mulher – 180 – que é sempre bom divulgar.
* Gostaria de externar meus sinceros agradecimentos a este site, por estar dando oportunidade de expressão da verdade sobre temas de relevância. Não fosse esse espaço valioso, diversas pessoas deixariam de tomar conhecimento das conseqüências danosas com a eventual concretização do complexo intermodal na zona norte de Ilhéus. Agradeço, também, às pessoas que manifestam seus pareceres, através de comentários aqui, e-mail e telefone, além de, pessoalmente, quando me encontram na rua. Os agradecimentos, também, são para os que não defendem o meu ideal, mas que debatem no campo das ideias, sem partir para o comportamento baixo, agredindo, levianamente, pessoas de bem.
Qual é o comportamento de um atleta antes de um jogo importante? É variável. Cada um tem seu jeito. Garrincha não sabia nem o nome da outra seleção. Eu, pelo contrário, ficava tenso, pensava no jogo e não dormia bem.
Costa do Marfim e Portugal têm boas chances de vencer a Coreia do Norte pela diferença de mais de um gol. Por isso, empatar amanhã com a Costa do Marfim é um resultado ruim, perigoso. O Brasil teria de ganhar de Portugal.
A Copa do Mundo de Futebol 2010 começou. O brasileiro, com a camisa pintada nas cores do país, já se travestiu de patriota. Utilizando a linguagem africana, a Copa é a ‘jabulani’ da vez. Todavia, em meio ao estridente som das vuvuzelas, não devemos desplugar dos assuntos, de interesse maior, que representam um mundo melhor para todos.
Como se sabe, todos os gêneros televisivos e jornalísticos, em temporada de Copa do Mundo de Futebol, curvam-se ao tema da bola. Nesse contexto, é impossível que as informações que passam completamente ao largo disso não fiquem submetidas a um escamoteamento. Mas, mesmo nesse período, em que a impressão que se tem é a de que o controle remoto conduz o telespectador sempre para um mesmo canal (tente passar um dia sem ouvir na TV as palavras vuvuzela, Soweto, Bafana Bafana e uma dúzia de outros termos e tire suas conclusões), tamanha a semelhança das pautas, o gosto pela informação é amigo íntimo de um eterno pendor pelo susto e pela infindável capacidade de surpreender-se.
Hoje estaremos discorrendo sobre a diferença entre luto e melancolia, sob a ótica da psicanálise. Nesta condição buscaremos esclarecer também a diferença entre algumas classificações entre as ciências médicas e as de senso comum.
-Filho, vai ali no mercadinho comprar um pacote de sal…
Antigamente se dava muito valor à palavra empenhada. Com assinatura ou sem assinatura, o que valia era o acordo pré-eleitoral, verbal, em que um político dava a um cabo eleitoral. A sua palavra! Tudo aconteceria conforme havia sido combinado. Hoje não é mais o que acontece. Hoje as coisas estão muito diferentes.