EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Artigos

PT JOVEM DA BAHIA: GARANTIA DE FUTURO

Por Josias Gomes

É gratificante observar a juventude participando da política. Afinal de contas, é na atividade política onde é possível promover transformações, ou mesmo, encaminhar soluções a problemas do dia a dia da vida nacional e local. Qualquer partido que se preze e que deseje continuar exercendo o seu papel de agente transformador da realidade não pode deixar de estimular a organização interna da juventude. Os jovens representam o sopro permanente da atualização dialética do partido frente à realidade na qual ele (o partido) se inscreve.

Neste sábado, 05, participei, ao lado de companheiros como o ex-ministro José Dirceu, o deputado federal Zezéu Ribeiro, e o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, de um dos momentos do II Congresso Estadual da Juventude do PT da Bahia, que termina neste domingo, 06, na cidade de Camaçari. Pelo número de militantes (o mais expressivo do país) e pelo grau de entusiasmo dos jovens petistas no evento, saímos, todos, com a certeza de que o PT baiano não apenas tem passado e presente, mas, também, muito futuro.

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COR DE ROSA PARA QUEM?

Por Malu Fontes

Se até bem pouco tempo o câncer era uma doença cujo nome jamais se ousava pronunciar, a verdade é que hoje se perdeu o medo, se não da doença, pelo menos da palavra. Recentemente, todos os telejornais têm falado e muito da doença. Casos de personalidades e autoridades têm contribuído incessantemente para que o assunto tenha passado a ser abordado sem o tom de estigma que até bem pouco tempo marcava a patologia. No campo da política brasileira, os casos emblemáticos do ex-vice presidente José de Alencar e da presidente Dilma Roussef serviram como última fronteira para a abordagem sem tabus pela imprensa, mesmo porque o câncer que Dilma enfrentou tornou-se, de forma direta e indireta, assunto até mesmo de campanha eleitoral.  

Nos últimos meses, os casos do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, do ator Reinaldo Gianecchini e a morte de Steve Jobs ocuparam páginas e páginas, telas e telas na imprensa. Boa parte do mundo, aliás, só descobriu que tinha um pâncreas quando o mago da Apple morreu com um câncer no órgão. Entretanto, foi com o diagnóstico do câncer de laringe do ex-presidente Lula que o assunto foi parar nos assuntos mais citados na imprensa e mais comentado nas redes sociais. Como todo bom assunto que hoje se preza, o diagnóstico do presidente ganhou fertilidade e amplitude máxima de comentários foi mesmo nas redes sociais, onde a censura é frouxa ou inexistente e onde ninguém se sente constrangido de mostrar o pior de si quando se trata de manifestar as paixões e os ódios pessoais.

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INFOILHÉUS E OS PROBLEMAS DO NOSSO PÓLO

Por Carlos Mascarenhas

Teremos no período de 03 a 05.11.2011 a realização da Feira de Informática e Tecnologia – INFOILHÉUS 6. Acredito ser este um bom momento para, além de conhecermos novos produtos e serviços e realizarmos negócios e acordos comerciais, discutirmos os problemas que afligem nosso Distrito Industrial e especialmente o nosso Pólo de Informática, e que a cada dia se avolumam. Não vi ainda a programação da INFOILHÉUS, mas acredito que seria muito interessante que tivéssemos um painel de debates com o seguinte tema: O Pólo de Informática de Ilhéus, e o que deveremos fazer para que ele não sucumba de uma vez.

Quero aqui registrar que na INFOILHÉUS 5, realizada no período de 20 a 23.10.2011, recebemos a visita do Governador Wagner. Na oportunidade o R2CPRESS publicou a seguinte nota:

WAGNER GARANTE APOIO AO PÓLO DE INFORMÁTICA DE ILHÉUS

O governador da Bahia, Jaques Wagner, prometeu interceder na agenda de trabalho que visa o fortalecimento do Pólo de Informática de Ilhéus, criado há 15 anos. Ele visitou, no sábado, a Infoilheus 5.0, a Feira de Informática e Tecnologia promovida na cidade, de 20 a 23 deste mês, e conversou com a diretoria do Sindicato das Indústrias do Pólo de Informática de Ilhéus (Sinec), que tem feito várias reivindicações ao Governo do Estado. O governador percorreu todos os 33 estandes da feira e cumprimentou populares. Dois estandes eram do próprio governo, um da Secretaria de Trabalho e Bem Estar Social e outro da Desenbahia.

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AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PORTO SUL APRESENTA UM TSUNAMI DE IMPACTOS

Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.

A primeira coisa que precisamos separar, antes de falar de uma audiência pública de meio ambiente, é os que defendem o projeto para obtenção de benefícios pessoais, sem preocupar-se com os danos à coletividade, dos que realmente se preocupam com a sua viabilidade. 

A mobilização de pessoas e entidades que acompanham o estudo dos impactos ambientais do Porto Sul cresceu muito. O que se percebe logo, é que os princípios democráticos de fiscalização pública, transparência da informação e da liberdade de imprensa, têm garantido maior visibilisade sobre o que está em jogo nesse licenciamento.

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AFINAL, NO QUÊ O PC DO B SE TRANSFORMOU?

Por Gustavo Felicíssimo

Li recentemente, e com muita atenção, o artigo intitulado À moda stalinista, de Roberto Pompeu de Toledo, em que julga ser o PCdoB um partido em busca de reinventar seu passado, pouco antes de jogar a toalha e entregar a cabeça do ministro do Esporte, Orlando Silva. Tratou-se, evidentemente, de uma jogada do partido na tentativa de mascarar seu mais recente fiasco político.

No programa de propaganda obrigatória que foi ao ar no dia 20, o PCdoB apresentou como emblemas do partido, figuras como Luís Carlos Prestes, Olga Benário, Jorge Amado, Cândido Portinari, Patrícia Galvão (a Pagu), Oscar Niemeyer e Carlos Drummond de Andrade. Trata-se de uma fraude similar às operações do programa Segundo Tempo, diz Toledo, pois dos sete, os seis primeiros pertenceram ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), arquirrival do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). O sétimo, o poeta Carlos Drummond de Andrade, não foi nem de um nem de outro. O partido tentava, num programa de TV em que jogava as últimas fichas para safar-se do escândalo no Ministério do Esporte, pegar carona num casal de ícones da história brasileira (Prestes e Olga) e em algumas das mais queridas figuras da cultura do país.

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AGONIZANDO NA PRAÇA ELETRÔNICA

Por Malu Fontes

No final da década de 80, a revista Veja conseguiu uma unanimidade em rejeição do público ao estampar em sua capa uma fotografia do cantor Cazuza, extremamente magro, tendo como legenda a seguinte frase: uma vítima da Aids agoniza em praça pública. Eram os tempos em que o diagnóstico de Aids equivalia praticamente a uma sentença de morte e um dos maiores artistas da música pop brasileira experimentava todas as conseqüências clínicas que o HIV então representava para o organismo, já que as pesquisas que levariam aos medicamentos que hoje garantem uma vida de qualidade aos HIV positivos estavam engatinhando. 

Embora a comparação pareça grosseira, e sobretudo injusta quando se leva em conta o tipo de tratamento então dado pela Veja a Cazuza, não deve ser pecado pegar a frase emprestada para aplicá-la aos pedaços ao que aconteceu nas duas últimas semanas ao agora ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva. Durante 12 dias, o telespectador brasileiro, seja ele de qual matriz ou matiz ideológico for, assistiu diuturnamente, como diria a presidente, até a noite da última quarta-feira (26 de outubro), e pela sexta vez consecutiva em 10 meses, mais uma via crucis, de mais um ministro do Governo Dilma, agonizando não na praça pública material, de pedra e cal, mas na praça pública eletrônica, a televisão, e nos conjuntos dos outros meios de comunicação que lhe fazem companhia no entorno.

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AUDIÊNCIA PÚBLICA PORTO SUL (2): RIMA AFIRMA QUE IMPACTOS NA PESCA SÃO IMITIGÁVEIS

Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.

O Porto Sul é uma obra de tão grande complexidade, que nem a sociedade regional, nem o próprio governo consegue dimensionar e explicar os seus impactos com clareza. É como se fosse uma aposta que tudo vai funcionar direitinho na administração e política brasileira.

Para muitos dos impactos, não temos sequer uma resposta científica, um conhecimento adequado, seja sobre a estrutura da cidade de Ilhéus, dos impactos nas comunidades tradicionais e na vida silvestre. Algumas vezes, a notícia dos impactos negativos, não aparece, apenas para encobrir a própria dúvida dos empreendedores sobre os riscos que o projeto anuncia.

Entender, estudar e divulgar os estudos ambientais para toda a sociedade com total transparência, sobretudo, para as comunidades localizadas na área de influência direta ou indireta do empreendimento é um compromisso legal, um direito legítimo e um dever do estado nesse momento.
A defesa do meio ambiente é um dever ético, que demanda valores individuais, como diz o jornalista Vilmar Berna, mas, ainda que você entenda que um impacto ambiental não vai lhe prejudicar, não se pode fechar os olhos aos interesses da coletividade.

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A POLÍTICA COMO ELA É

Por Carlos Pereira Neto

Fiquei em com muitas dúvidas sobre o título deste artigo. Queria um que sintetizasse ao máximo os temas abordados, que são conexos mas não são únicos, são mesmo complexos e quase impossíveis de abordagem em um pequeno espaço (processo histórico, formação democrática, vida local e universal,etc). Pensei em vida, democracia, (como ela é). Vida considerei amplo demais. Democracia, que é o cerne do tema e em verdade é o continente da atividade política,   talvez devesse ser, mas intuí que a política é parte da vida  e o combustível do sistema que deveria ser o controle do povo sobre a polis, ou seja, o controle de todos sobre as atividades econômicas e financeiras ( a realidade é o contrário). Portanto, a política como ela é…

Deixo claro que quero chegar a Ilhéus partindo do geral, do Brasil e da democracia como processos históricos ao local. A nossa independência política de Portugal foi um negócio promovido pela dinastia dos Orleãns e Bragança.O Brasil foi a última nação do ocidente a deslegitimar a escravidão, por meio de pressões econômicas do império inglês e por ato de uma princesa; a nossa República foi uma quartelada comandada por um Marechal. Portanto se observa, que o “progresso” e a “civilização”sempre chegam na Terra de Pindorama através das mãos dos que mandam. Não é que não exista muita luta e rebelião dos oprimidos, existiu e existe sim, mas não o suficiente para ser o determinante no processo.

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POLÍTICO X POVO

Por Marcos Pennha

Sei que alguém pode grugunar, mas tenho que falar sobre a questão porto sul, até porque está próximo do dia da audiência pública a ser realizada no Centro de Convenções Luiz Eduardo Magalhães, em Ilhéus. É um assunto que diz respeito a todos os residentes em Ilhéus. É o futuro da cidade que está em jogo.

Em primeiro lugar, penso que não existe ninguém contra esse projeto do político, o porto sul. Os tachados de ‘contra’ em verdade são questionadores. Os questionamentos são pertinentes, baseados no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) apresentado pelo governo do Estado da Bahia. Até hoje, encontram-se sem respostas convincentes. Tanto governo, quanto a mineradora interessada, não divulga os inúmeros pontos negativos. Eles preferem passar a ideia, através da mídia, que esse borogodó vai acontecer de qualquer jeito, porque é um projeto nacional do governo federal. Pressionam de toda forma, utilizando inclusive, através de seus serviçais, palavras de ameaça e a força bruta, invadindo e depredando propriedades particulares.

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AUDIÊNCIA PÚBLICA PORTO SUL (3): TUDO É MUITO GRANDE, MENOS A FLORESTA

Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.

Como o relatório de Impacto Ambiental nos mostra, tudo é muito grande no projeto Porto Sul, e os impactos também, envolvendo uma alta complexidade ecológica e socioambiental que não dominamos em sabedoria. Uma complexidade que o tempo apressado não permite aprofundar os riscos, e nem mesmo o diálogo com os atores envolvidos consegue fluir adequadamente. 

Tudo é grande em números também para o meio ambiente, como está no RIMA que será apresentado dia 29 de outubro. O desmatamento previsto atinge quase dois mil hectares, o recuo da praia sob a Mata Alta de Restinga da Fazenda Juerana e Condomínio Jóia do Atlântico alcançará até cem metros em dez ou quinze anos, o impacto sobre o estoque pesqueiro é inimaginável, sobretudo durante os longos, e possivelmente, intermináveis anos de obras, etc.

Indaguei aos consultores e ao Secretário de Meio Ambiente do Estado, sobre uma questão central que preocupa a todos: os riscos e probabilidades de contaminação e poluição com o minério de ferro.  Aproveitei para recordar a reunião de março de 2010, no Sindicato Rural de Ilhéus, quando o presidente da Associação Brasileira dos Cacauicultores, Henrique Almeida, ao ser informado pela VALEC que os vagões viriam abertos, dizia não acreditar, que em pleno século XXI, ainda não existisse uma tecnologia para fechar vagões de minério.

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PARA OS PAIS REPROVADOS EM EDUCAÇÃO

O mais grave é que grande parcela dos devedores aparenta ter plenas condições de manter as mensalidades em dia. São notórios os caloteiros que ostentam hábitos sociais e padrões de consumo que demonstram como seria possível pagar regularmente o colégio de seus filhos. Por que não o fazem?

Por Ramayana Vargens

Há muito tempo, as escolas particulares de Ilhéus convivem com o corrosivo problema da inadimplência. Neste ano, o volume de atrasos e calotes em inúmeros colégios da rede privada assume proporções inaceitáveis. Parece que um grande número de famílias, em Ilhéus, esqueceu que a escola particular é bancada pelas parcelas mensais dos alunos. É esse o dinheiro que mantém a educação na instituição privada. O não pagamento das mensalidades estrangula o sistema. A falta de dinheiro no caixa desestrutura estratégias e planejamentos. Compromete o funcionamento.

Os números não são revelados. As escolas preferem não expor o buraco financeiro. Tentam proteger a imagem de solidez com que sustentam suas relações com o mercado, a clientela e os fornecedores. Mas, seguramente, só os débitos acumulados em 2011 devem ultrapassar (em muito) a casa de um milhão de reais.

Receita insuficiente e déficit crescente levam a um ciclo de extremo sufoco, obrigando algumas escolas a:

- Atrasar salários de professores e funcionários;

- Cortar investimentos pedagógicos;

- Interromper programas de atualização;

- Recorrer a empréstimos bancários (juros absurdos) para cobrir a folha e custear a manutenção.

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ILHÉUS: PT NO PODER, RUMO À VITÓRIA EM 2012

Por Josias Gomes

Nesta segunda-feira, 24,  o PT de Ilhéus tem um motivo a mais para festejar: o partido consagra a incorporação recente do prefeito Newton Lima aos quadros da legenda. Na mesma oportunidade, novos petistas assumem a condição de secretários da administração. Sem qualquer sombra de dúvida um momento de grande reflexão para os que militam na legenda, no município e na região.

Importante citar na seqüência, os nomes dos companheiros e respectivos cargos que eles assumirão no governo municipal ilheense. Alexandre Simões representará o partido na Secretaria de Saúde; Ari Silva Santos fará o mesmo na Secretaria de Ação Social e Trabalho; Alysson Mendonça, idem, na Secretaria de Governo; Gerson Marques, na Secretaria de Desenvolvimento Urbano; e, enfim, Murilo Matos, na Secretaria do Interior.

É, portanto, muito grande a responsabilidade do partido, ora em diante. Fica evidente que houve uma mudança qualitativa da maior relevância na administração pública de Ilhéus, mudança esta que deve ser defendida com elevado grau de entusiasmo pelos militantes do partido no município. Afinal de contas, quanto maior o envolvimento de todos, mais transformações positivas serão observadas pelos ilheenses, a partir do governo municipal.

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GLOBO, RECORD E O COMÉRCIO DE FLUIDOS E SECREÇÕES

Por Malu Fontes

Recentemente, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse em público aquilo que muitas autoridades e poderosos vivem dizendo longe das câmeras e microfones. Referindo-se a matérias feitas pela Rede Record sobre acusações contra ele, Teixeira disse à entrevistadora, na revista Piauí, algo do tipo: “só vou ficar preocupado, ‘meu amor’, quando sair no Jornal Nacional”. No início da última semana, a Folha de S. Paulo, referindo-se à forma como a emissora dos irmãos Marinho está se comportando em relação aos jogos Pan-Americanos, fez uma pergunta que tem tudo a ver com a resposta de Teixeira: se uma árvore cai na floresta e a Globo não mostra, será que ela caiu? E se a principal rede de televisão do país dá mais espaço para a Stock Car e o showbol é porque esses “esportes” são mais importantes que o Pan?

O fato de a Rede Record deter os direitos de transmissão dos jogos e o modo como a Globo vem se referindo ao evento diz muito sobre o que leva o jornalismo e o telejornalismo a dar um maior, menor ou nenhum destaque à cobertura de um determinado assunto. Não, não é o interesse público e nem mesmo o interesse ‘do’ público que leva uma emissora a centrar fogo na cobertura de um assunto. É, e sempre será, é bom acostumar-se, o interesse comercial da emissora. Como não tem os direitos de transmissão do Pan, a Globo praticamente o ignora.

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O ‘X’ DA QUESTÃO

Por Marcos Pennha

O povo brasileiro anda piripicado da vida – como se diz popularmente – com as frequentes notícias de indícios de atos de corrupção. O pior é que hoje, no país democrático que vivemos, temos o direito apenas de tomar conhecimento, e pronto. Não se ver nada concluído. Tudo termina caindo no esquecimento. Ninguém é preso, nem tampouco condenado a devolver o que subtraiu do erário. Os larápios ficam a debochar da gente brasileira simples.

A corrupção parece que já faz parte da cultura brasileira como são o futebol e o carnaval. Nota-se que os governos não têm a mínima preocupação com a eficiente gerência dos negócios públicos como fazem os administradores da iniciativa privada. O dinheiro público é gasto aleatoriamente sem planejamento, ao bel prazer de alguns poucos privilegiados.

Veja, por exemplo, o que acontece com a nossa princesinha do sul da Bahia Ilhéus, que viveu a época áurea do cacau. Sua arrecadação de impostos, nesse período, foi extraordinária. Pode-se dizer que a capital baiana e outras regiões beneficiaram-se com a pujança das cidades da região cacaueira, em especial Ilhéus.

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A NOVA ERA DAS COMUNICAÇÕES, OS SITES E BLOGS NA BAHIA

Por Tasso Franco 

Estamos vivendo, literalmente, uma revolução nas comunicações e os sites e blogs, a midia da web (internet) são meios cada vez mais populares para expressar opiniões que não têm ressonância na midia tradicional.

Evidente que ningúem substitui ninguém, um meio é complementar do outro desde quando Gutemberg inventou a tipologia gráfica e reduziu o poder dos monges copistas até então donos do saber.

A imprensa escrita surgiu e foi complementada pelo rádio, o primeiro veículo de massa e que parecia sepultar o meio escrito, depois superado pela televisão, mas ainda hoje cumprindo seu papel e até vivendo um novo dinamismo.

E desponta, recentemente, essa nova era da internet que chegou com toda força, que une, agrega, desafia, admoesta, revoluciona, populariza a produção e reúne tudo num mesmo veículo de informação, a escrita, a voz (o rádio) e a voz/imagem (TV) com os complementos adicionais que nenhum outro veículo possui como a interatividade e a acessibilidade onde quer que se esteja.

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ENGODO, ENGANO, PORTO SUL E CIA

Por Marcos Pennha

Tá cada vez mais próximo o dia da audiência, convocada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para discutir o porto sul. O evento acontecerá no Centro de Convenções Luiz Eduardo Magalhães, num sábado, dia 29 de outubro próximo, a partir das 2 h da tarde. O governo baiano e a empresa do Cazaquistão interessada na exportação do minério de ferro para a China intensificam a propaganda de que “o porto é uma realidade”. Na segunda-feira, 10 de outubro último, na Câmara Municipal de Ilhéus, membros do governo e dirigentes da mineradora em questão fizeram a propaganda ‘institucional’ do empreendimento por eles pretendido. Como sempre, um show de imagens em 3D que levam a falsa verdade – se é que pode existir isso – de que o complexo porto sul trará progresso para a região sul da Bahia. Tudo muito bonitinho. As palavras proferidas por secretários municipais e empresários interessados no imbróglio são meticulosamente articuladas, ótimas para fazerem cosquinha no ego de seus chefes e indignar aos que têm visão mais aprofundada do projeto.

O secretário estadual da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, saudou as autoridades presentes, bem como ao professor universitário Rui Rocha, o qual ele colocou na condição de representante dos defensores da ecologia. O secretário fez essa declaração debochada com a clara intenção de classificar o professor Rui como um dos poucos que defendem o mico leão da cara dourada, os corais e outros bichinhos, tão somente. Confundir a opinião pública e motejo são práticas comuns dos entusiasta$ do porto sul. Para os leigos, ecologia significa apenas a defesa dos bichinhos e da natureza. Ainda que fosse só isso, é bom que se esclareça que tudo que existe no Universo é importante, senão não haveria razão da existência. Convém esclarecer que a definição exata de ecologia é “estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem, bem como as suas influências; estudo dos ecossistemas, estudo do desenvolvimento das comunidades humanas em suas relações com o meio ambiente”.

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REDES E RUAS

Por Malu Fontes

As marchas e os protestos estão na ordem do dia em diversos países do mundo, do Oriente Médio aos quintais brasileiros, mesmo que, entre si, guardem diferenças motivacionais e de escala e etmologia abissais. Antes, muito antes, que o telejornalismo internacional corresse com suas câmeras para mostrar ao mundo o povo revolvendo-se nas ruas contra as décadas de ditadura no Egito e na Tunísia, por exemplo, no início deste ano, outra esfera midiática, as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, e dispositivos móveis como os smartphones e os tablets, já haviam se tornado os protagonistas da chamada Primavera Árabe.

Protestos de pessoas nas ruas, longe de serem tímidos ou tranquilos, também foram registrados nas redes sociais na Espanha, um dos primeiros países da Europa cuja população esperneou contra a crise econômica e o consequente desemprego. Como aconteceu no mundo Árabe, na Grécia e viria a acontecer depois nos tumultos nas ruas de Londres, os manifestantes espanhóis utilizaram toda a potencialidade das redes sociais para amplificar os ecos das queixas contra o poder instituído ou o estado de coisas que contestavam. As estratégias de repercussão nas redes não se equivalem aos métodos correntes de uso dos meios de comunicação convencionais, como se dá, por exemplo, com os movimentos sociais que lançam mão de assessorias de imprensa e envios de releases para as redações da imprensa tradicional para divulgar suas causas e reivindicações.

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MEIA-ENTRADA E UMA VERDADE INTEIRA

Por Manuela D’Ávila

Em primeiro lugar, a lei estabelece meia-entrada tão somente para os jovens estudantes até 29 anos, e não para todos os jovens, como muitos editoriais de imprensa fazem parecer ser. Cerca de 88% dos jovens que frequentam a escola em algum nível pertencem às classes C, D e E. 

Em segundo lugar, o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil e, mais do que isso, sem limite de idade. Ou seja, esse direito já existe e a economia brasileira já o subsidia. O estatuto simplesmente regulamenta nacionalmente a lei, estabelecendo, inclusive, um limite de idade. 

Na prática, a lei não implica nenhuma “conta a mais” para o consumidor, mas o inverso. A cultura é um direito básico e um bem que tem de ser acessível a todos, a eles também.

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O DESENVOLVIMENTO REGIONAL BRASILEIRO

Por Paulo Daniel

No decorrer do século XX, o Brasil vivenciou um rápido processo de crescimento econômico, notadamente a partir da década de 30, em plena crise mundial. Esse crescimento foi mais acentuado em determinadas regiões do país do que em outras e, como consequência, as disparidades inter-regionais aumentaram.

Nesse período de início do processo de industrialização brasileira, o crescimento econômico no País ocorreu com profundas desigualdades regionais, concentrando-se a atividade econômica nas regiões sudeste e sul.

Essa discrepância entre crescimento das diversas regiões brasileiras resultou em debates políticos e acadêmicos sobre a necessidade de se criar políticas públicas adequadas. Esse debate começou a ter maior repercussão em meados da década de 50, quando ao lado de políticas governamentais de desenvolvimento, persistia grande desnível entre crescimento econômico das diversas regiões brasileiras e de conjuntura adversa no nordeste. Especialmente no governo JK, quando foi instituído o grupo de estudos GTDN (Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste), sob o comando de Celso Furtado e, posteriormente, foi criada a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), iniciando uma fase de maior coordenação das políticas regionais. Esse modelo foi estendido para a região norte, com o Polo Industrial de Manaus e foram criadas agências específicas como a SUDAM e a SUDECO, sendo esta orientada para o desenvolvimento da região centro-oeste.

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TV E MONOPÓLIO DA MORBIDEZ

Por Malu Fontes

Começo de tarde em Salvador. Na tela da TV, ágil como um urubu eletrônico programado, um helicóptero da TV Record ronda, aproxima-se, sobrevoa, plaina, durante minutos que parecem eternos, sobre um corpo masculino morto, esfacelado sob o sol no asfalto de uma rodovia, após um acidente de trânsito recém-ocorrido. No estúdio, o apresentador Zé Eduardo, o Bocão, narra a tragédia ao mesmo tempo em que faz as vezes de diretor de imagem, pedindo para a câmera ir para lá, para cá, pedindo para granular a imagem aqui ou acolá. Estendido no solo, visto de cima, sob a perspectiva do olhar de gavião eletronicamente potencializado das câmeras de TV atrepadas no helicóptero, um motociclista morto, mutilado, num nível tal de desconfiguração corporal, decorrente do porte do acidente, que equivalia a cenas de filmes B de terror. Manchas vermelhas e brancas espalhadas em raios que o apresentador dizia equivaler a 30 metros. Não era ketchup.

LONA - O fato: um motociclista desequilibrara-se, caíra do veículo e, em seguida, fora atropelado, segundo a emissora, por um, dois ou mais caminhões, que seguiram viagem sem parar, sem prestar socorro. A vítima, a imprensa identificaria depois como sendo um jovem de apenas 19 anos que, no instante do acidente, dirigia-se no sentido Simões Filho-Salvador para encontrar a mulher, que lhe telefonara convidando-o para uma surpresa: acabara de descobrir que estava grávida. Enfim, uma história com todos os contornos de um drama capaz de mobilizar os telejornais populares à exaustão. No entanto, embora em meio a esse cenário macabro, dois elementos chamavam atenção para além do corpo: a insistência com que o repórter e apresentador reclamavam da presença de curiosos e o fato de praticamente todos esses ‘curiosos’ não se contentarem em ver a cena a olho nu, pois empunhavam também um telefone celular gravando a cena.

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A INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNO

Por Marcos Pennha

Não é de hoje que a imponente cidade baiana Ilhéus vem sofrendo com o declínio das suas fontes de geração de emprego e renda. Depois do apogeu do ciclo do cacau, procura-se outras formas de atividade, contudo a cidade, que tem aproximados 185 mil habitantes, parece que perdeu a identidade econômica. Isso tudo acontece logo com Ilhéus, um município, à beira de completar 500 anos, detentor de riquezas naturais que podem ser aproveitadas em prol da população.

O que se ver, no entanto, é o caos nos serviços públicos, a exemplo da saúde, da educação e do desleixo no que diz respeito ao cumprimento do dever dos serviços básicos. Por outro lado, ouve-se à boca graúda o zumzumzum de agentes públicos que se enriqueceram rapidamente, levando a crer que foi à custa do erário. Os governos nada fazem para, ao menos, minorar o sofrimento do povo.

Desde 2007 que o governo do Estado apareceu com a história do complexo intermodal porto sul. A empreitada promete agregar porto, aeroporto e ferrovia. O porto público prometido propõe exportar grãos e outros produtos, acompanhado do terminal de uso privativo (tup) para exportação do minério de ferro oriundo da baiana cidade Caetité. A mina é de propriedade da mineradora do Cazaquistão Bahia Mineração. A ferrovia Oeste Leste (FIOL) pretende interligar Ilhéus a Figueirópolis no estado de Tocantins, sendo obra da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, uma empresa do governo federal. O aeroporto não passa de quimera maior, pois se sabe que a prioridade do governo é a reforma dos aeroportos do circuito da Copa do Mundo 2014, a ser realizada no Brasil.

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COMUNIDADES ATINGIDAS PELO PROJETO DA BAMIN RECLAMAM DO DESCASO DO GOVERNO

Por Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo.

Há 45 dias da audiência pública para apresentação do Relatório dos Impactos Ambientais da nova localização para um novo porto em Ilhéus, pequenos agricultores atingidos pela nova poligonal e desapropriação, sentem-se ignorados, e inseguros. Afirmam, que não possuem as mínimas informações sobre o que pode acontecer com eles.

Formaram uma comissão, e foram à luta para entender os acontecimentos repentinos que podem mudar radicalmente suas vidas. Reclamam que não receberam a devida atenção do governo, e que não foi realizado um diagnóstico adequado sobre o impacto em suas comunidades.

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