Corrupção
SAÚDE PÚBLICA DE ILHÉUS À BEIRA DE UM COLAPSO
O novo secretário de saúde de Ilhéus, Antônio Carlos Rabat, tem um grande desafio pela frente.
O estado financeiro da secretaria é caótico. Neste momento, o governo se esforça para explicar um déficit no orçamento, equivalente a 2 milhões de reais (desvio, rombo ou débito?).
Em contato com o Blog do Gusmão, um especialista em gestão dos recursos do SUS fez a seguinte pergunta: “como pode uma secretaria gerida principalmente por verbas carimbadas, oriundas do governo federal, que trabalha com previsões orçamentárias que não falham, ficar devendo 2 milhões de reais?”
Por telefone, conversamos com o secretário Rabat, na manhã desta quarta-feira (20). Fizemos a mesma indagação dita pelo especialista em administração do SUS. O médico nos respondeu que não tinha condições de explicar, pois ainda estava tomando conhecimento da situação, e que, posteriormente, prestará esclarecimentos à imprensa. Ele admitiu não estar devidamente seguro para falar sobre o problema.
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ESCÂNDALO EM ILHÉUS: DOIS MILHÕES FORAM DESVIADOS NA SECRETARIA DE SAÚDE
Na manhã desta terça-feira (19), ao se reunir com o novo secretário de saúde, Antônio Carlos Rabat, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, teve acesso a um relatório que aponta o desvio de dois milhões de reais dos cofres da saúde pública. O vice-prefeito Mário Alexandre e o controlador geral do município, Edson silva, também participaram da reunião.
Clínicas ligadas a um grupo político local teriam sido beneficiadas com repasses superfaturados, gerando um déficit nas contas e a conseqüente suspensão do pagamento de vários fornecedores.
Fontes palacianas garantem: quando tomou conhecimento da situação, o prefeito teve uma crise nervosa, chegando a passar mal. O vice Mário Alexandre amenizou a exaltação de Newton com um tranqüilizante.
A verdade é que o chefe do executivo deixou o Palácio Paranaguá cabisbaixo, profundamente entristecido.
O Blog do Gusmão permanecerá atento sobre o assunto.
POR FALAR EM FÁBIO SOUTO…
Do Blog de Israel Nunes.
Olha que (i)legal as informações extraídas do Projeto Excelências, sobre este Deputado que andou comparecendo à Rainha do Sul em busca de apoio político do Prefeito Municipal, ao que parece.
Segura, que lá vai:
“Seu ex-assessor André Cleiton Fernandes de Souza foi preso em 2004 pela Operação Pororoca. A operação prendeu indivíduos acusados de excluir dívidas municipais do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi), a que gabinetes de deputados têm acesso. Com a exclusão de dívidas, municípios podem receber recursos. A PF apurava se André Cleiton usou a infra-estrutura do gabinete e do Congresso para cometer os crimes. O deputado afirmou não ter conhecimento do esquema (Correio Braziliense, 10.jan.2005).
Em junho, gastou R$ 18,8 mil em verbas indenizatórias para alugar um avião (Correio Braziliense, 30.jul.2006).
Leia mais.
TCM MULTA PEDRÃO
Do blog do Professor Israel Nunes.
Publicado no site do Tribunal de Contas dos Municípios:
“O conselheiro Raimundo Moreira, relator, aplicou ao ex-prefeito de Itapé, Paulo Jackson Brandão Almeida, multa no valor de R$ 2 mil, em decorrência das irregularidades remanescentes no parecer, entre elas: descumprimento do artigo 42 da LRF, ausência de celebração de instrumento contratual, reincidência quanto a ausência de processo licitatório em casos cabíveis, fuga do processo licitatório mediante o fracionamento da despesa e reincidência quanto ao desvio de finalidade na aplicação dos recursos do FUNDEB”.
Confira a íntegra da notícia clicando aqui.
ARRUDA: A FASE DO AUTISMO
Por Leandro Fortes.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.
Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.











Imagens não falam por si. Estas foram as primeiras palavras do presidente Lula diante das cenas de raposas no galinheiro exibidas reiteradamente em todas as emissoras de televisão do país mostrando bastidores de um poleiro no Palácio do Buriti, a sede do governo do Distrito Federal (Brasília). Se imagens não falam por si, nos domínios infindáveis da corrupção nacional o dinheiro não fala: grita. As imagens predominantes na TV foram as do governador José Roberto Arruda, o único eleito pelo DEM nas últimas eleições, e seu séquito de comparsas governamentais enfiando dinheiro em sacos, bolsas, cuecas e meias. Nunca na história desse país se viu um escândalo político tão bem documentado, com imagens, áudio e trocas, ao vivo, de acusações entre políticos, delatores premiados e empresários corruptores achacados pelo Executivo e Legislativo.











