Que o município de Itabuna não reúne condições de gerir de forma satisfatória o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães, é fato que pode ser facilmente constatado.
Por Daniel Thame.Não virou camiseta nem bandeira de protesto ou time de futebol, como Che Guevara, certamente porque não teve a morte heróica e precoce do revolucionário argentino-cubano.
Mas é protagonista de um momento épico, do sonho quase sempre irrealizável do fraco que desafia e derrota o poderoso.
Longa vida (e longos discursos) a Fidelito!
Utilizar o motel como pousada, principalmente quando é apenas pra passar a noite, não chega a ser novidade. É mais prático e quase sempre mais barato.
Mas pousada e motel funcionando no mesmo lugar, isso este rodado blogueiro nunca tinha visto. Pois em Wenceslau Guimarães, cidadezinha sul-baiana às margens da BR 101, existe um estabelecimento desse tipo.
E não se trata do motel de um lado e a pousada do outro lado, separado por um muro.
É motel e pousada lado a lado.
De um lado do corredor, o ambiente familiar.
Do outro, bem do outro, é putaria mesmo, a menos que alguém vá ao motel para assistir desenho do picapau (ops!) ou aqueles programas religiosos que inundam as madrugadas da tevê.
A situação produz cenas inusitadas.
Um hospede que lá se hospedou com a família, sem saber das peculariadades da casa, dirigiu-se à recepcionista, todo preocupado:
- Acho que tinha uma mulher passando mal no quarto ao lado, ela gemia a noite toda…
Quem passou mal foi a recepcionista.
De tanto rir.
E já se passaram 100 anos, desde aquele dia histórico em que a então promissora Vila de Tabocas, emancipada de Ilhéus, se tornou a cidade de Itabuna.
Dez décadas, tanto tempo e ao mesmo tempo tão pouco tempo.
Cidade centenária e ainda cidade menina, despertando para um futuro que às vezes parece fugir, mas que está ao alcance das mãos.
As mãos que fazem de Itabuna uma cidade única.
Mãos de uma gente diferenciada, porque Itabuna é uma cidade diferenciada.
Vejo no Jornal Nacional uma reportagem mostrando que policiais do Corpo de Bombeiros desviaram donativos destinados às vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, uma tragédia de proporções bíblicas. É preciso ser desumano para surrupiar coisas que serviriam de alento a quem perdeu tudo e que só sobrevive da solidariedade alheia.
São 14 horas e 10 minutos de uma tarde abafada em Itabuna, agravada pela sujeira que emana de uma avenida do Cinqüentenário em obras, com a poeira invadindo as lojas, verdadeiro desafio ao bom senso.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.
A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.
Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.
Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno vôo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.
-Filho, vai ali no mercadinho comprar um pacote de sal…
O espírito empreendedor é uma das marcas do Sul da Bahia. Desde os tempos imemoráveis, crises foram superadas com trabalho e espírito inovador.
É verdade que, durante muito tempo, o excesso de individualismo atrapalhou e retardou o desenvolvimento regional, mas é verdade também que os cidadãos grapiúnas, como são chamados os habitantes da Região Cacaueira, jamais deixaram de fazer da adversidade o trampolim para o salto adiante.
Tanto é que, a despeito de uma hiper-crise que já dura duas décadas, provocada pela vassoura-de-bruxa, o Sul da Bahia encontrou alternativas como o turismo, a prestação de serviços, o comércio, os pólos de informática, ensino superior e de saúde.
O ´esquema´ é sempre o mesmo: a revista Veja fabrica uma denuncia supostamente bombástica a partir de uma bobagem e a Rede Globo repercute em seus telejornais.
Bingo! Está armado mais um escândalo, com vistas a prejudicar o PT. Mesmo que a denuncia seja vazia, que os fatos não se sustentem, a revista publica e a tevê reverbera, dando ares de gravidade a algo que não faça de um factóide.
A tática se repete naquele que já está ficando conhecido como o “escândalo” dos Aloprados 2, referência aos petistas que na campanha de 2006 tentaram comprar de uns picaretas um dossiê com supostas denuncias contra José Serra, então candidato ao Governo de São Paulo.
Depois de uma semana concentrados na Vila Militar, perdão, no campo de treinamento do Atlético Paranaense em Curitiba, e de uma rápida passagem por Brasília, onde fizeram cena e posaram para fotos ao lado do presidente Lula, os soldados do capitão Dunga desembarcaram na África do Sul, onde daqui a alguns dias começa a Copa do Mundo, maior evento esportivo do planeta.
A Seleção Brasileira, que não é necessariamente a seleção dos sonhos dos brasileiros, tentará nos gramados africanos o seu sexto título mundial, distanciando-se da Itália, detentora de quatro copas e da Alemanha, com três conquistas.
Batemos um papo com o jornalista e escritor Daniel Thame, que lançou na noite desta terça-feira (18), o livro “Vassoura”, da editora Via Litterarum, sua primeira incursão pela literatura. O evento aconteceu no Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna).
Será lançado no próximo dia 18 de maio, em Itabuna, o livro “Vassoura”, do jornalista Daniel Thame. A obra retrata em uma série de contos e crônicas sobre a vassoura-de-bruxa na região cacaueira da Bahia.
18 de Maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes.
Em todo o Brasil, instituições públicas e setores da sociedade civil organizada estarão mobilizados para chamar a atenção para este crime que é o abuso contra pessoas indefesas, que são covardemente exploradas e muitas vezes ficam com marcas e traumas que carregam por toda a vida.
A campanha inclui a distribuição de folhetos com orientação e telefones para denuncias de abusos e adesivos para automóveis, além de palestras em escolas, entidades e clubes de serviço.
É absolutamente compreensível que, diante de acidentes terríveis como o que ocorreu na tarde de sexta-feira na rodovia Ilhéus-Itabuna, em que um casal e o filho recém-nascido morreram presos entre as ferragens de um carro atingido de frente por um caminhão-guincho; a indignação das pessoas se volte contra as autoridades.