Daniel Thame
DANIEL THAME LANÇA “A MULHER DO LOBISOMEM”
O jornalista Daniel Thame lança, no dia 8 de dezembro, seu novo livro, “A Mulher do Lobisomem”, depois do sucesso de Vassoura.
Na nova publicação, Thame traz uma série de contos com foco central no mundo feminino, em textos que falam de romance, sexo, poesia, crítica social, violência, e uma boa dose de humor e ironia fina.
O conto A Mulher do Lobisomem mostra a história de um homem que se apaixona por uma linda mulher e de repente se descobre lobisomem, sem se dar conta que o amor será seu prazer e sua perdição, tendo a lua cheia como testemunha nem tão inocente assim.
O livro traz outros vinte poemas, como “Amor em Havana”, “A mulher que andava na linha” e “500 anos numa noite”. A publicação será lançado na Livraria Nobel, no Shopping Jequitibá, em Itabuna.
EDITORIAL: ESSA LUTA NÃO É DE TODOS NÓS
O debate sobre o Porto Sul, protagonizado por quem o defende, acontece à margem da lucidez, com discursos, textos e argumentos apaixonados, que escondem a verdade.
O jornalista Daniel Thame, profissional capaz de articular vocábulos com perfeição e arte, está desinformado, não sabe o que diz (clique aqui) quando de maneira apaixonada, defende o discurso do governador Jaques Wagner (o insensato timoneiro do complexo intermodal).
Ao classificar o Porto Sul como um empreendimento adequado ao desenvolvimento sustentável, Daniel ignora o conceito, demonstra não estar preparado para discutir o tema.
Estes são os princípios da sustentabilidade:
1- Integração entre conservação e desenvolvimento;
2- Satisfação das necessidades básicas humanas;
3- Alcance da equidade e justiça social;
4- Autodeterminação social e diversidade cultural;
5- Preservação ecológica.
Um parecer técnico emitido pelo IBAMA, em novembro de 2010, aponta falhas grotescas no projeto da empresa do Cazaquistão, camuflada com o nome BAMIN. Dentre elas, há uma constatação de que a área de 70 hectares, situada em Ponta da Tulha, onde a empresa deseja construir o terminal privativo, é composta por Mata Atlântica, em estágios médio e avançado de regeneração.
De acordo com a lei 11.428/06, no artigo 14: A supressão de vegetação primária e secundária, do Bioma Mata Atlântica, no estágio avançado de regeneração, somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.
O projeto da empresa do Cazaquistão não pode ser considerado sustentável, uma vez que não pretende conservar a Mata Atlântica, e sim, devastar 70 ha.
Não é de utilidade pública, já que pertence a um modelo econômico que privilegia a concentração de renda, através da mera exportação de uma commodity, riqueza que sairá do Brasil sem valor agregado.
Os dólares arrecadados com a extração do minério de ferro (da mina de Caetité) ficarão nas mãos de poucos, sendo assim, o projeto não promoverá equidade social. Sobre commodities e concentração de renda, vale a pena assistir a entrevista do editor da revista The Economist (clique aqui).
O nível de empregabilidade será baixo, pois na fase de operação do Porto, a empresa Cazaque afirma que vai gerar apenas 450 empregos. As redes de atacado: Makro, Atacadão, Maxxi e GBarbosa, juntas, vão gerar uma quantidade bem maior de vagas.
O relatório do IBAMA é contundente ao alertar sobre a expectativa ludibriosa que o projeto exerce na população: “por outro lado, a expectativa de geração de empregos vem influenciando, sobremaneira, o grau de aceitação do empreendimento por parte da população. Neste sentido, torna-se necessário que a população local seja informada sobre as reais possibilidades de contratação de mão de obra (quantitativo, qualificação necessária, duração da obra, postos temporários e permanentes, etc)”.
O debate sobre o Porto Sul, protagonizado por quem o defende, acontece à margem da lucidez, com discursos, textos e argumentos apaixonados, que escondem a verdade.
O governador Jaques Wagner tem consciência de que se comprometeu com um projeto repleto de erros, ofensivo à legislação que ele mesmo ajudou a redigir (lei de proteção à mata atlântica).
É inadmissível que Jaques Wagner, uma liderança política consubstanciada na luta pela democracia, e no confronto direto ao “carlismo”, e todo mal que ele representou, encaminhe este debate para o sensacionalismo.
Quais são as “forças ocultas” contrárias?
Ao invés de criar inimigos imaginários, não seria melhor explicar o projeto e expor todas as implicações que começam a surgir?
Por que a empresa do Cazaquistão e o governo do estado consideram a divulgação do parecer técnico do IBAMA, uma ação temerária?
Informações de interesse público que deveriam ser levadas à população, são encaradas como documentos ultra-secretos.
Manter as pessoas fora da discussão lúcida, através de apelos sensacionalistas, não é, e nunca será, um componente da “revolução democrática” que Jaques Wagner tanto apregoa.
Sobre Daniel Thame, merecedor do meu respeito, penso que não lhe é digno o título “desinformado útil”.
CACARECO, TIÃO E TIRIRICA
Por Daniel Thame.
Poderia ser a escalação do ataque de um timinho mulambento de uma cidade poeirenta do interior do Brasil, desses que perdem até para o time dos postes.
Ou então um trio musical semi-anônimo, que defende uns trocados se apresentando em cirquinhos mambembes. em vilarejos que nem aparecem no mapa.
Não é.
Cacareco foi um rinoceronte do zoológico de São Paulo que lá pelos idos de 1959 ficou famoso ao receber uma votação espantosa para deputado federal. Teve votos suficientes para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Cacareco foi um rinoceronte do zoológico de São Paulo que lá pelos idos de 1959 ficou famoso ao receber uma votação espantosa para deputado federal. Teve votos suficientes para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.















