EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Marcelo Guerra
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Sandro Andrade

Daniel Thame

FRASES QUE DONA IZA NÃO VAI OUVIR

Por Daniel Thame.

“Eu não queria matar”.

“Não sei como o revólver disparou”.

“Fiz uma roleta russa”.

“Na hora que eu vi, ela já estava caída”

“Estou arrependido”.

“Meu destino só é a morte”

As frases acima, gravadas pelo jornalista Emilio Gusmão e exibidas em vídeo em seu site na internet, foram ditas por João Leonardo Santos Silva, o Leo, de 20 anos.

Ele é o assassino confesso da comerciante Iza Novaes de Andrade, de 64 anos, que fornecia marmitas em Ilhéus e era uma pessoa muito querida na cidade. O crime chocou e indignou os ilheenses, demonstrando que ainda se choca e se indigna diante da brutalidade, mesmo com a rotina de assassinatos no Sul da Bahia.

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PAPO CABEÇA

Por Daniel Thame.

- Os traficantes aí de carro, de moto, na boa e a gente aqui fodido…

- Você é otário, que dá dinheiro pra eles…

- Então você também é otário, porque também compra as pedras na mão deles…

E os dois “otários” flagrados nessa conversa deitados numa calçada no centro de Itabuna, visivelmente sob o efeito do crack, foram vistos logo depois perambulando pelas ruas, como dois zumbis, pedindo alguns trocados a quem encontravam pela frente.

Um aparenta 12 anos, outro 14. Adolescentes, como dezenas de outros adolescentes que podem ser encontrados pelas ruas ou então reunidos numa área próxima ao Centro Comercial de Itabuna, muito apropriadamente apelidada de “Cracolândia”.

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CEM ANOS. SEM TIME!

Por Daniel Thame.

O que no domingo de Páscoa parecia ser o testemunho de uma ressurreição revelou-se uma espécie de suspiro de moribundo, aquela falsa sensação de recuperação que antecede a morte.

E o Itabuna morreu, ao menos no que tange à 1ª. Divisão do Campeonato Baiano.

Ainda no início de abril, encerra de forma melancólica o ano de 2010, condenado ao pântano da 2ª. Divisão em 2011.

Isso, justamente no ano do primeiro centenário da cidade que empresta o nome ao time.

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LIÇÕES DE IMPRUDÊNCIA E DESPREPARO

Por Daniel Thame.

Maysa Cordeiro Macedo, de 18 anos, estudante, moradora de Ibicui, pequena cidade encravada entre o Sul e Sudoeste da Bahia, é mais uma vítima da violência.

Na madrugada do último sábado, Maysa levou um tiro de escopeta, quando viajava de carona numa moto.

Ao contrário do que é praxe nessa escalada de violência insana e sem limites, a jovem não foi morta durante uma tentativa de assalto, por um desses marginais para quem a vida não tem valor algum.

Maysa foi vítima de um misto de imprudência e despreparo, baleada mortalmente por um policial que, em tese, deveria justamente protege-la e proteger os demais cidadãos de bem.

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DE VOLTA PARA O FUTURO

Por Daniel Thame.

Em alguns momentos ao longo do século passado, com o cacau gerando riquezas que ultrapassavam a barreira do bilhão de reais em safras maravilhosas, teve-se a nítida impressão de que o Sul da Bahia havia encontrado o seu destino glorioso, o seu futuro promissor.

Crises cíclicas, visão equivocada de que aquela riqueza duraria para sempre e uma doença devastadora que atende pelo nome quase obsceno de vassoura-de-bruxa, entre outros fatores, fizeram com que esse futuro nunca chegasse.

Ao contrário, nas últimas duas décadas, o Sul da Bahia mergulhou num abismo que parecia não ter fim, com uma queda de cerca de 90% na produção de cacau.

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FOI BOM, MAS FOI RUIM

Por Daniel Thame.

Quem assistiu ao Jornal Nacional da última quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma notícia evidentemente boa, a retração do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um século, em algo não tão bom assim.

Em meio a números expressivos no último trimestre de 2009, com a recuperação da indústria e da agricultura e a expansão do comércio, serviços e construção civil, foi feita exposição de percentuais negativos propositadamente fora de contexto. A um economista respeitado que previu crescimento robusto em 2010, contrapôs-se o inevitável senador José Agripino Maia, do DEM, que obviamente viu o apocalipse na economia brasileira.

Diante de números que apontam que o Brasil sentiu menos os impactos da crise do que potências econômicas como os EUA, Alemanha, Itália, Japão e França, que tiveram quedas expressivas, o JN forçou uma comparação quase hilária com republiquetas como Panamá e Honduras, onde a produção de alguns cachos de bananas a mais já provoca a elevação do PIB.

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A BAHIA NÃO PRECISA DE MÁRTIRES

Por Daniel Thame.

O assassinato do secretario de Economia Solidária de Camamu, Fabrício Matogrosso, exige uma posição rigorosa do governador Jaques Wagner no sentido de se promover uma apuração rápida e eficiente, que leve aos que atiraram e eventualmente aos que mandaram atirar.

Os cinco tiros que mataram Fabrício tem todas as características de um crime de mando, hipótese reforçada pela conhecida atuação dele em favor de assentados e agricultores familiares na região do Baixo Sul da Bahia; embora também se trabalhe com a possibilidade de uma reles briga de trânsito, o que torna o crime ainda mais tolo.

Uma atuação que certamente gerou descontentamento a muita gente, que ainda se julga nos tempos do coronelismo, da truculência e impunidade.

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FUNDAÇÃO NACIONAL DOS INSENSATOS

Por Daniel Thame.

A culpa pelo conflito entre supostos índios tupinambás e pequenos produtores rurais, que se instalou na região da Serra do Padeiro em Buerarema e ameaça se estender a áreas rurais de Ilhéus e Una pode ser debitada única e exclusivamente na FUNAI, a Fundação Nacional do Índio.

Que, no caso em questão, pode ser chamada da Fundação Nacional dos Insensatos.

A partir de um inacreditável relatório elaborado por técnicos da FUNAI, conferindo aos tupinambás uma extensa área de 35 mil hectares nos três municípios sulbaianos, o que era apenas reivindicação se transformou numa espécie de lei, pelo menos para os supostos índios;

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DEUS PERDOA. O TRÁFICO NÃO!

Por Daniel Thame.

Danilo Mota Silva, morador do bairro Jardim Primavera, na periferia de Itabuna, imaginou ter encontrado na religião o caminho de volta que muitos tentam e não conseguem encontrar.

Aos 19 anos, colocara um ponto final numa adolescência marcada pelo consumo de drogas, essa praga de dimensões bíblicas que mergulha tantas e tantas pessoas, a maioria jovens, num abismo profundo.

Danilo estava freqüentando uma igreja evangélica e recompondo o círculo de amizades. Seus planos incluíam um curso superior e um trabalho decente, além de constituir família.

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POLÍTICA TAMBÉM É CULTURA

Por Daniel Thame.

Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:

- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?

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PROCURADO

Por Daniel Thame.

A morte, especialmente a morte trágica, tem o dom de sepultar junto com o corpo físico os defeitos de algumas pessoas.

É como se a dor do instante final tivesse uma espécie de condão redentor, capaz de transformar em pó maldades e pecados cometidos em vida.

Esse não era -e pode-se afirmar aqui com absoluta certeza- de Eliane Almeida de Oliveira, a Liu.

Liu era essencialmente uma pessoa boa, batalhadora, que irradiava simpatia e que ajudava, sem esperar nada em troca, as pessoas que enfrentavam dificuldades.

Era, enfim, uma mulher a quem os parentes e amigos admiravam e sentiam-se felizes quando desfrutavam de sua presença.

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PAR PERFEITO

Por Daniel Thame.

Depois de dois relacionamentos mal sucedidos, Eliane Almeida de Oliveira era, enfim, o que se poderia chamar, sem o risco dos exageros da paixão, de uma mulher feliz.

Encontrara o amor de sua vida, o que nestes tempos conturbados, equivale a achar na rua um bilhete premiado de loteria.

Aos 42 anos, o caminho de Eliane, então funcionária da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e dona de uma empresa de telemensagens (dessas que abarcam de aniversários a casamentos, passando por formaturas, promoções no emprego e outras datas especiais), cruzou com o de Francisco Paulo Lins da Silva, o Chico, de 46 anos.

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UM REVÓLVER PARA A NOIVA

Por Daniel Thame.

Maria da Silva (nome fictício) tinha todos os motivos do mundo para estar feliz. Na terça-feira de sol, por volta das 8 horas da manhã, seguia tranqüila para o trabalho, num hospital no centro de Itabuna.

Mas não era o trabalho, ainda que um trabalho que ajuda a salvar vidas, que fazia de Maria uma mulher feliz.

Era a concretização de um sonho: o casamento, marcado para o dia seguinte, com aquele que Maria considera sua cara-metade, o seu par perfeito num mundo de tantas uniões imperfeitas.

Nesse misto de expectativa e divagação, Maria caminhava pelas ruas que dão acesso ao hospital.

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RETRATO MAGNIFICO DE UMA CIVILIZAÇÃO

Por Daniel Thame.

A história da chamada Civilização Cacaueira, onde opulência e decadência não são apenas uma rima, envolve personagens e fatos que soariam inverossímeis até na ficção. Mas são incrivelmente reais.

Pouquíssimas regiões no planeta pularam da riqueza extrema para a pobreza franciscana em tão curto espaço de tempo, assistindo, impotente, ao ouro que tudo permitia se transformar no pó que nada valia.

O salto (no abismo) da riqueza para a pobreza, provocado pela vassoura-de-bruxa, que mudou radicalmente a vida de milhares de pessoas, dos mais ricos aos mais pobres, tornou-se uma espécie de tabu no Sul da Bahia, como algo a ser esquecido.

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DONA ZILDA, QUEM DIRIA, FOI MORRER/VIVER NO HAITI


Por Daniel Thame.

O Haiti, que ocupa metade da ilha de Hispaniola, no paradisíaco mar do Caribe, nasceu como nação há cerca de 200 anos, destinada a ser um exemplo para o mundo.

Uma república forjada na luta de escravos libertos, num tempo em que a escravidão, aberta ou disfarçada, ainda era regra no continente e que outras ilhas e ilhotas ao seu redor ainda penavam como colônias dos países da Europa, antes de serem submetidas a ditaduras brutais.

Dona Zilda Arns, uma catarinense de fala suave e de gestos comedidos, criada na parte rica do Brasil desigual, nasceu para servir, para ser a estrada que pavimenta o acesso de milhares, talvez milhões, de pessoas à inclusão social.

Uma mulher assentada na fé católica, mas que entendeu que a fé necessita estar aliada à ação para quem pretende fazer valer a mensagem de Deus. E que, lançadas as bases da Pastoral da Criança, desenvolveu um trabalho que atingiu todas as partes do Brasil e foi adotado em outros países do mundo.

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O CACAU É UM SHOW. PARA ELES…

Por Daniel Thame.

O cacau, essa planta quase mítica que fincou raízes no Sul da Bahia, forjou uma civilização, fez brotar cidades com feições de metrópoles, gerou riquezas incalculáveis e nas últimas décadas foi abatido por uma doença terrível que atende pelo nome de vassoura-de-bruxa; virou enredo de escola de samba no carnaval de São Paulo.

Com o tema “o Cacau é Show”, durante cerca de uma hora, a história do cacau e a delícia que dele se produz, o chocolate, serão exibidos para todo o Brasil (o desfile é transmitido ao vivo para todo o Brasil), na música e nas coreografias da Escola de Samba Rosas de Ouro, uma das principais agremiações do carnaval paulista, daquelas que sempre entram na passarela para disputar o título.

A letra de autoria do carnavalesco Jorge Freitas, conta a história do cacau desde os maias e os astecas, quando foi considerado o manjar dos deuses, o fascínio que o chocolate despertou na nobreza européia e as delícias de um produto apontado como rei entre os presentes que traduzem o sentimento paixão.

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A PENINSULA DO PARAÍSO

Por Daniel Thame.

A luz da lua cheia se estende sobre o mar, como um tapete dourado a dar boas vindas aos visitantes.

A licença poética faz todo o sentido para se referir à praia de Saquaira, um dos muitos recantos ao longo da Península de Maraú, que se tornou mais acessível a partir da inauguração da estrada que liga Itacaré a Camamu.

Agora, são “apenas” 40 quilômetros de estrada de terra, até atingir praias como Algodões, Taipu de Fora, Barra Grande e a já citada Saquaira.

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NEM PEDRAS NEM CANHÕES

Por Daniel Thame.

No mundo real, Golias sempre massacra Davi. Pela força econômica, pelo poderio bélico, pelo domínio tecnológico.

Com seus canhões de verdade e de simbologia.
Todos eles capazes de provocar destruição e/ou exclusão.

Entra ano, sai ano, as esperanças se renovam, mas os Golias continuam massacrando os Davis.

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É NATAL. E DAÍ?

Por Daniel Thame.

Um menino chamado Jesus passou pelo centro da cidade, entre calçadas, lojas e gente, muita gente.

Olhou vitrines, sonhou com brinquedos que provavelmente nunca terá.

Disputou restos de comida com cachorros em latas de lixo espalhadas pelas esquinas.

Dormiu sob marquises de lojas recém-inauguradas, com o luxo refletindo em seu corpo coberto com pedaços de jornais que anunciam escândalos políticos que não vão dar em nada, violência e mais violência e veleidades nas colunas sociais.

Um menino chamado Jesus pediu esmolas nas sinaleiras, uma camisa velha nas casas de família.

Não pediu, porque já não espera receber, gestos de carinho e atenção.

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E DONA MARIA ANTONIA VIROU SEM-TERRA…

Por Daniel Thame

daniel2Nos últimos dez anos, dona Maria Antonia Conceição, o marido José Antonio Felipe Santos e os oito filhos do casal levaram uma vida sofrida, mas digna, de agricultores na região da Sapucaieira, em Olivença, no Sul da Bahia.

A família cultivava cacau, mandioca, feijão, melancia, cana de açúcar e piaçava numa propriedade de 40 hectares.

Há vinte dias, dona Maria Antonia e sua família foram transformadas, técnica e literalmente, em sem-terras.

Para não ficar na rua, estão morando na casa de parentes.

A família de dona Maria Antonia é um dos muitos exemplos produzidos pelo absurdo perpetrado pelos burocratas da Fundação Nacional do Índio, que sob a justificativa de reparar erros históricos criou um monstrengo jurídico que colocou indígenas e agricultores familiares sob um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento, tamanho o nível de tensão reinante na área em disputa.

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PAPAI NOEL E POLÍTICOS HONESTOS EXISTEM?

Por Daniel Thame.

daniel2Quando a gente pensa que já viu tudo na política, sempre aparece mais alguma coisa para ser vista,

Quando se acha que chegamos ao limite do lamaçal, aparece ainda mais lama.

As cenas do governador de Brasília, José Roberto Arruada, do DEM, recebendo dinheiro desviado dos cofres públicos são uma daquelas coisas que causam asco.

Nas imagens, Arruda recebe um pacote de notas que somam cerca de 100 mil reais. Gato escaldado, diz ao homem que lhe entregara o dinheiro que era melhor que o pacote fosse entregue em outro local.

Sabe como é, alguém poderia estranhar vê-lo saindo com aquele embrulho e…

Depois, escaldado, mas faminto, pede que o assessor arrume uma sacola de compras para colocar o dinheiro.

Gatuno, chega a se afundar no sofá, enquanto espera a sacola providencial, que segundos depois a imagem flagra sendo discretamente levada por outro assessor.

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EM NOME DE DEUS, PAREM!

Por Daniel Thame.

Padre José Carlos

Padre José Carlos

O padre José Carlos Lima dedicou boa parte de sua vida a um trabalho edificante: recuperar e ressocializar adolescentes que cometeram ato infracional.

Através da Fundação Reconto, semente plantada em Canavieiras e que frutificou em unidades em Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Porto Seguro e Teixeira de Freitas; permitiu que centenas de adolescentes deixassem de ser encaminhados para instituições em Salvador, que em vez de recuperar, funcionavam quase como escolas do crime.

A aplicação das chamadas medidas socioeducativas, determinadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, tiveram no padre José Carlos um entusiasta incansável, a ponto da experiência da Fundação Reconto ser levada a outras regiões do Estado.

São inúmeros os casos de adolescentes que, atendidos pela Fundação Reconto, voltaram aos estudos, aprenderam uma profissão e hoje estão inseridos no convívio social.

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