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	<title>BLOG DO GUSMÃO :: Multimídias, polêmica e reflexão &#187; Desenvolvimento sustentável</title>
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		<title>RUI ROCHA: &#8220;MUITOS PROBLEMAS NOVOS SURGIRÃO COM O PORTO SUL&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 02:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Porto da BAMIN]]></category>
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		<category><![CDATA[Rui Rocha]]></category>
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		<category><![CDATA[Prêmio Muriqui]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva da Biosfera da Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[O professor Rui Barbosa da Rocha, 45 anos, é um homem tranquilo de hábitos simples. Sua cordialidade e polidez são traços característicos de sua personalidade. Sempre compreensivo, costuma dizer: &#8220;o homem como ser humano é intocável&#8221;, frase que demonstra seu humanismo cristão, ligado ao protestantismo da Igreja Batista Lindinópolis. Esse engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O professor Rui Barbosa da Rocha, 45 anos, é um homem tranquilo de hábitos simples. Sua cordialidade e polidez são traços característicos de sua personalidade.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre compreensivo, costuma dizer: &#8220;o homem como ser humano é intocável&#8221;, frase que demonstra seu humanismo cristão, ligado ao protestantismo da Igreja Batista Lindinópolis.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento e agricultura pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fugiu à regra dos acadêmicos escondidos nos ambientes confortáveis das universidades. Professor da UESC, Rui decidiu lutar contra um projeto do governo baiano, que se for implantado, vai causar diversos problemas ao Sul da Bahia. Mesmo discreto, naturalmente assumiu a liderança do movimento contrário, e por isso, constantemente é vítima de calúnias e leviandades. Mesmo assim, jamais respondeu com agressões. É um homem do conhecimento, do debate civilizado. Suas explicações, sempre lúcidas, ultrapassam a barreira da ignorância e estremecem os argumentos nada confiáveis de muitos defensores do projeto.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessa entrevista ao Blog do Gusmão, Rui Rocha esclarece pontos obscuros do projeto Porto Sul, munido de um prêmio recente concedido pela UNESCO, por sua luta em defesa da Mata Atlântica.</span></h4>
<div id="attachment_52813" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/P1220863.jpg" rel="lightbox[52800]"><img class="size-large wp-image-52813  " title="P1220863" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/P1220863-1024x921.jpg" alt="" width="368" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Rui Rocha com o troféu Muriqui, concedido pela UNESCO no dia 06 de outubro desse ano, em São Paulo.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, fala que o Relatório de Impacto Ambiental do Porto Sul, no que diz respeito à geração de empregos, segue exemplos de sucesso, de outros portos já construídos. Você concorda com essa comparação feita pela secretária?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu não concordo. As experiências que temos com esses portos de escoamento de minério de ferro não geram desenvolvimento como o governo tem dito. A estrutura portuária e ferroviária presta basicamente aos interesses de um setor, que é o mineral. Ele não transforma a economia regional, como se diz, de um porto de uso múltiplo, que vai alavancar muitos negócios e indústrias. Isso não acontece. Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou. Poderíamos imaginar que toda a estrutura produtiva da Amazônia, em torno dessa logística, poderia fazer e atrair pra essa região uma base industrial. Isso não aconteceu.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Eraci Lafuentes, assessor da Casa Civil, afirma que as políticas de compensação ambiental serão prioridades do governo do estado. Ele também garante que as famílias do assentamento Bom Gosto (situado na área destinada ao Porto) serão reassentadas para melhor. Dá para confiar?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Primeiro, temos que imaginar o que o Estado está fazendo para melhorar as condições de vida da população do Sul Bahia. Acreditar que o governo vai fazer uma série de coisas no futuro, quando o porto vier, nos deixa numa situação muito vulnerável. A sociedade regional tem que solicitar do governo uma ação imediata de qualificação dessa região. Temos vários investimentos, super necessários, colocados o tempo todo na ordem do dia, nos jornais e nos rádios. Os investimentos que a nossa região precisa, não devem ser associados ao porto, devem ser associados ao passivo que a região já tem, de 40 ou 50 anos. Precisamos melhorar a rodovia Ilhéus-Itabuna, os sistemas de educação e de saúde são precários e a nova ponte Ilhéus-Pontal, prometida há muito tempo, não se vê nenhum passo nessa direção. Precisamos da qualificação urbana de Ilhéus e das outras cidades da região cacaueira e também do saneamento básico. Esses investimentos, que são obrigação do estado, deveriam estar sendo feitos agora, ou ontem, ou anteontem.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Isto significa que o Porto, com os novos moradores que aqui chegarão, vai aumentar a demanda por serviços públicos?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Exatamente. Temos um conjunto de necessidades que não foram atendidas até hoje, e o porto e a ferrovia, por tudo que vão acarretar com a expectativa de novos empregos, e o grande fluxo migratório que será gerado, vão exercer uma forte pressão na cidade. Muitos problemas novos surgirão com o porto. E os problemas velhos que não foram resolvidos ainda? Não podemos receber essa mensagem, de que um paraíso vai descer sobre Ilhéus, com o Porto, na medida em que hoje, não temos provas contundentes de que o governo vai fazer a sua parte, ou já fez a sua parte.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-52800"></span>BG- O estado, neste caso, está investindo apenas no setor produtivo, deixando de lado o investimento na melhoria da qualidade de vida das pessoas?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Existe um discurso do governo e dos teóricos que estão propagando essa idéia, de que o desenvolvimento acontece quando se traz investimento produtivo. Eles acreditam que uma ferrovia construída, empresas, o porto da Bamin e o porto público vão trazer o desenvolvimento. Precisamos mudar essa visão. Essas estruturas produtivas acontecem no Brasil há séculos. A BR-101, por exemplo, corta essa região, entretanto, como estão as pessoas que vivem no entorno da BR-101? Todos esses municípios que estão na margem da BR-101 vivem uma vida precaríssima. Não sou contra as rodovias e ferrovias. Apenas quero dizer que o surgimento delas, não significa, obrigatoriamente, que a vida das pessoas vai melhorar como prega o governo. A gente precisa de investimento real na vida das pessoas. Isso significa investimento em saúde, em saneamento básico, em boas ruas, praças e jardins, na qualidade de vida. O que vemos hoje em Ilhéus é a negação disso, são ruas esburacadas, hospitais precários e salários ruins para os prestadores de serviços públicos. A vida da cidade é precaríssima! Então, não posso acreditar que a construção de um porto no litoral norte de Ilhéus vai desenvolver essa região. Na verdade, vai desenvolver os negócios de quem vai usar essa estrutura portuária. A vida das pessoas pode piorar depois que esse projeto vir pra cá.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Muitos problemas novos surgirão com o porto. E os problemas velhos que não foram resolvidos ainda? Não podemos receber essa mensagem, de que um paraíso vai descer sobre Ilhéus, com o Porto, na medida em que hoje, não temos provas contundentes de que o governo vai fazer a sua parte, ou já fez a sua parte.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- O governador Jaques Wagner tem afirmado, insistentemente, que poucas pessoas da região são contra o projeto. Segundo ele, grupos do sul do país tramam contra o Porto Sul. Essa afirmação subentende que os ambientalistas grapiúnas estão a serviço de grupos do sul. Como você responde ao governador?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu respondo que na verdade o governo não tem debatido o assunto do porto, de uma forma transparente com a sociedade. O que o governo tem feito é empurrar, nessa região, um conjunto de propagandas gigantesco, dizendo que esse projeto é bom. Ele não abre esse assunto pra debate com a sociedade. Agora por exemplo, o que temos visto antes da audiência pública, é um conjunto de reuniões públicas, onde o governo simplesmente fala, e a sociedade não tem nenhum espaço para ser ouvida. Nós fomos convidados, na câmara de vereadores de Ilhéus, para um diálogo, em que simplesmente ouvimos a secretária Eva Chiavon e seus secretários. Nós entramos calados e saímos mudos. Os interesses da nossa sociedade não estão sendo analisados pelo governo. Essa estória de dizer que o sul do Brasil é contra o projeto é um absurdo. Nós da sociedade regional, que temos um pouco de conhecimento sobre esse projeto, não temos tido a oportunidade de colocar isso na imprensa regional, muito menos num debate com o governo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Então esses grupos de fora não existem?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Existe sim no Brasil, uma preocupação sobre a utilização dos recursos públicos, e sobre qual a visão de desenvolvimento que o governo federal tem pra Bahia. Se o governo federal apresenta pra essa região um projeto de desenvolvimento equivocado, obviamente que nós que temos aliança com a sociedade civil brasileira, vamos provocar esses grupos para discutir esse assunto no nível federal. Eu considero esse projeto uma negação dos interesses do Brasil, da Bahia e dessa região. É uma empresa do Cazaquistão que impôs sobre o estado uma agenda dela. Dizer que são interesses do sul do Brasil contra interesses regionais é um absurdo. São interesses do Brasil contra uma empresa do Cazaquistão que deseja consumir os nossos recursos minerais, passando por cima das nossas cabeças.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Pesquisas indicam que a maioria esmagadora da população de Ilhéus é favorável ao projeto. Como fica a posição dos ambientalistas?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- O que a população quer nós queremos também. Ela quer emprego, desenvolvimento e melhoria de vida. Quer a região fora de uma situação de crise. Nós, por uma questão óbvia, queremos o mesmo. Nós temos, inclusive, uma pauta de desenvolvimento que realmente trabalha a questão do emprego e da qualidade de vida. O que aconteceu nesses últimos anos foi uma propaganda violenta do governo, que colocou outdoors afirmando que a região terá dezenas de milhares de empregos, que vai ter capacitação pra todo mundo, que vai sair do marasmo e que esse projeto vai ser a salvação da lavoura. A gente observa que isso não é verdade.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Não posso acreditar que a construção de um porto no litoral norte de Ilhéus vai desenvolver essa região. Na verdade, vai desenvolver os negócios de quem vai usar essa estrutura portuária. A vida das pessoas pode piorar depois que esse projeto vir pra cá.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Então a população foi mal informada?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- A população não teve acesso às informações desse projeto. O que existe é a propaganda, inclusive com mentiras, afirmando, por exemplo, que pescadores vão ser beneficiados com esse projeto. O próprio estudo da Bahia Mineração e do Porto Sul afirma que os pescadores serão prejudicados. A propaganda coloca o pescador como beneficiário do projeto. Então existe realmente, não só omissão de informações importantes pra sociedade, como existem mentiras que estão sendo veiculadas pela propaganda do governo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Recentemente, você recebeu o troféu Muriqui, um prêmio que tem a participação da UNESCO, devido à sua luta em defesa da Mata Atlântica. Contextualize essa premiação.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu fico muito feliz por ter esse reconhecimento nacional, de uma entidade de relevância internacional, que é a UNESCO. Todo ano ela concede esse prêmio, a pessoas que tiveram papel destacado na luta pela conservação da Mata Atlântica. Esse é um prêmio da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, programa ligado a UNESCO. É um reconhecimento ao meu trabalho durante os últimos 20 anos, especialmente aqui no Sul da Bahia. Nós atuamos não só pela preservação da Mata Atlântica, como também, pelo desenvolvimento humano. A intenção da UNESCO, nesse programa, é valorizar pessoas que tenham uma visão integrada, entre meio ambiente e desenvolvimento social. Eu tenho feito isso, desde que cheguei ao Sul da Bahia, em 1996, trabalhando não somente com colegas daqui, mas com pessoas de todo o Brasil. Eu fico muito feliz e vejo isso como um sinal da credibilidade que nós temos, na sociedade brasileira, pelo trabalho que nós fazemos aqui em Ilhéus.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">O que aconteceu nesses últimos anos foi uma propaganda violenta do governo, que colocou outdoors afirmando que a região terá dezenas de milhares de empregos, que vai ter capacitação pra todo mundo, que vai sair do marasmo e que esse projeto vai ser a salvação da lavoura. A gente observa que isso não é verdade.</span></h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Como é pra você viver numa atmosfera tão adversa às suas convicções?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Não é fácil Gusmão. Muitas vezes aquilo que acreditamos e as informações que temos relacionadas a outros lugares do mundo, não estão disponíveis para a maioria da população. Então, o desafio que temos é comunicar,  saber explicar o que nos preocupa. Ser capaz de discutir ideias e sair do embate pessoal, pois não existe inimizade com pessoas que tenham opiniões diferentes. Precisamos valorizar, respeitar as pessoas e discutir as idéias. Respeito o governo e o governador Jaques Wagner, mas o que está sendo analisado é um projeto colocado como política pública. Nós da sociedade civil ambientalista questionamos exatamente isso, pois esse projeto não tem caráter de política pública. É um projeto privado, viabilizado pela máquina pública, para defender interesses privados. Não existirão ganhos para a sociedade como um todo. O número de empregos que será gerado é muito pequeno. A sociedade regional tem um milhão de habitantes, o número de pessoas que precisam de trabalho são centenas de milhares. Um projeto de dois, três, ou seis bilhões, que vai gerar dois mil empregos, é um investimento público de altíssimo custo para a sociedade, com pouquíssimo benefício. Se o governo quer realmente transformar a economia regional, precisa falar na geração de centenas de milhares de empregos provocados por investimentos dessa ordem. Isso é possível! Coloca 100 milhões para melhorar Ilhéus, que você vai ver quantos empregos serão gerados com a qualidade de vida que a cidade vai ter. Investe em saúde e educação. Hoje, a maior parte dos investimentos de qualidade, na área produtiva, está relacionada com a qualidade de vida do lugar. Com esse projeto, o que vai acontecer, é a deterioração da cidade de Ilhéus, e com isso, nós teremos fuga de investimentos, um efeito inverso. Se você quer melhorar e desenvolver a cidade, invista na vida das pessoas. Se Ilhéus tiver um bom sistema de saúde e de educação, virão pessoas do mundo todo morar aqui. Isso já acontece, em pequena monta, com a universidade. A UESC hoje atrai muita gente do Brasil e do mundo. A qualidade de vida em Ilhéus, que ainda existe, por ter um litoral, um teatro, um pequeno cinema e etc, já confere a cidade um poder de atração. Se nós melhorarmos ainda mais, incluindo os bairros em situação precária, desenvolvendo a cidade como um todo, não apenas no centro, imagine o desenvolvimento que isso pode trazer para a região.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;A NATUREZA É UM SUJEITO DE DIREITO&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 17:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
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		<category><![CDATA[A NATUREZA É UM SUJEITO DE DIREITO]]></category>
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		<category><![CDATA[Democráticas e Sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[Iara Pietricovsky]]></category>
		<category><![CDATA[II Encontro Nacional por Cidades Justas]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC)]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante o II Encontro Nacional por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, realizado em Salvador no final de agosto, este blogueiro teve a oportunidade de bater um papo com Iara Pietricovsky. Antropóloga, atriz, intelectual e ativista das causas sociais, Iara Pietricovsky viaja pelo mundo defendendo questões relacionadas aos direitos humanos e às políticas públicas. Ela coordena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_49207" class="wp-caption alignleft" style="width: 180px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/Iara-Pietri.jpg" rel="lightbox[49204]"><img class="size-medium wp-image-49207   " title="Iara Pietri" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/Iara-Pietri-300x240.jpg" alt="" width="170" height="136" /></a><p class="wp-caption-text">Iara Pietricovsky.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante o II Encontro Nacional por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, realizado em Salvador no final de agosto, este blogueiro teve a oportunidade de bater um papo com Iara Pietricovsky.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antropóloga, atriz, intelectual e ativista das causas sociais, Iara Pietricovsky viaja pelo mundo defendendo questões relacionadas aos direitos humanos e às políticas públicas. Ela coordena o Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessa entrevista, ela questiona com muita propriedade a maneira como os desenvolvimentistas encaram a natureza, um ser passivo, cuja importância é secundária nos processos que buscam o crescimento econômico.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O assunto se encaixa perfeitamente na pauta do Blog do Gusmão, já que somos um dos poucos canais contrários ao modelo de desenvolvimento do projeto Porto Sul.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carinhosamente, dedicamos esse post aos professores Álvaro Degas e Carlos Pereira Neto, comentaristas frequentes deste blog, defensores fiéis do empreendimento da Bamin.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outros temas: ética e estética, jornalismo e corrupção, desilusão e utopia, também foram discutidos. A entrevista proporciona grandes reflexões.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Façam bom proveito. Basta ouvir!</span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" rel="lightbox[49204]"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="203" height="36" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="200" height="30" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/787210502/3eabc39e" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="200" height="30" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/787210502/3eabc39e" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>NATURA VAI AMPLIAR DEMANDA POR CACAU EM ILHÉUS</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 20:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhéus]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Natura Cosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[Região Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Bahia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Gente e Mercado. A empresa de cosméticos Natura ampliará de 20 toneladas para 29 toneladas a demanda por cacau da Bahia para a fabricação de cosméticos até o final do ano. O crescimento representa uma alta de 45% nas compras de matéria-prima produzida por uma cooperativa de pequenos produtores de Ilhéus. No sul da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Do <a href="http://genteemercado.com.br/ilheus-natura-vai-ampliar-demanda-por-cacau/#.Tihnqm_8DHM.twitter" target="_blank"><span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><strong>Gente e Mercado</strong></span></a>.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/07/cacau.jpg" rel="lightbox[43476]"><img class="alignleft size-full wp-image-43477" style="margin: 10px;" title="Sierra Exif JPEG" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/07/cacau.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a>A empresa de cosméticos Natura ampliará de 20 toneladas para 29 toneladas a demanda por cacau da Bahia para a fabricação de cosméticos até o final do ano. O crescimento representa uma alta de 45% nas compras de matéria-prima produzida por uma cooperativa de pequenos produtores de Ilhéus. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No sul da Bahia, a Natura mantém parceria com a cooperativa Cabruca em ilhéus. O trabalho permite a repartição de benefícios e a compra de parte da produção pela empresa. Os recursos são utilizados no desenvolvimento e qualidade de vida de 140 famílias que produzem em uma área de três mil hectares de mata atlântica. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Natura não fala em números de investimentos para esta nova linha. A informação é de que 3% do faturamento anual é destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Para 2011, a projeção de crescimento gira em torno de 13% em relação ao ano passado. Puxando este crescimento aparece a região Nordeste, que além da melhora no poder de consumo, é destaque no interesse por produtos de perfumaria.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>MPE QUESTIONA CONCESSÃO DO PORTO SUL</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 18:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou ao Departamento de Infra-Estrutura de Transportes do Estado da Bahia (Derba), na última quarta-feira (1), que não conceda gratuitamente a área onde será construído o Porto Sul e o Pólo Industrial de Serviços do Município de Ilhéus, no distrito de Aritaguá. O documento assinado pelas promotoras de justiça Heliete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;padding-left: 60px"><span style="color: #000000"> </span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou ao Departamento de Infra-Estrutura de Transportes do Estado da Bahia (Derba), na última quarta-feira (1), que não conceda gratuitamente a área onde será construído o Porto Sul e o Pólo Industrial de Serviços do Município de Ilhéus, no distrito de Aritaguá.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O documento assinado pelas promotoras de justiça Heliete Viana e Rita Tourinho, diz que o contrato não pode ser feito sem que as formalidades legais sejam cumpridas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Elas se baseiam num documento da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, que fala de possíveis ilegalidades administrativas, como a dispensa indevida de licitação, no acordo firmado entre o Derba e a Bahia Mineração.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O contrato concede à Bamin uma área pública de quase cinco milhões de metros quadrados, em Ilhéus, onde será construído o porto, que terá uso exclusivo da empresa do Cazaquistão por 30 anos, para a exportação de minério de ferro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Ainda segundo Heliete Viana e Rita Tourinho, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) demonstrou preocupação com o real interesse público na utilização das terras pela Bamin, e com o modelo de gestão que será usado no terminal de exportação.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000">Com informações da <span style="text-decoration: underline;color: #808080"><a href="http://www.mp.ba.gov.br/visualizar.asp?cont=3129&amp;" target="_blank">ASCOM</a></span> do MPE.<br />
</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>A ENTREVISTA DE RUI ROCHA NO PROGRAMA DO JÔ</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 14:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta entrevista, o professor Rui Rocha, diretor do Instituto Floresta Viva, comenta a situação da Mata Atlântica, por sinal, em franca recuperação e com o desmatamento estagnado. Ruy fala sobre o Porto Sul, projeto que não se encaixa no perfil do Sul da Bahia, por ameaçar a rica biodiversidade e as vocações naturais da região. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta entrevista, o professor Rui Rocha, diretor do Instituto Floresta Viva, comenta a situação da Mata Atlântica, por sinal, em franca recuperação e com o desmatamento estagnado.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ruy fala sobre o Porto Sul, projeto que não se encaixa no perfil do Sul da Bahia, por ameaçar a rica biodiversidade e as vocações naturais da região.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O bate-papo foi direcionado a quem não vive diariamente o ritmo incessante do debate. É evidente que para as pessoas da região, muitos dos tópicos abordados já foram explicitados e discutidos, porém, o restante do país pouco conhece do assunto.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do mais, a entrevista seguiu o controle do tempo, sendo impossível a produção de um tratado detalhado. Quando Rui Rocha tentou explicar a atual situação do projeto, previsto agora para Aritaguá, o apresentador o interrompeu para saber se já havia contratos assinados.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rui caminhou no seu ritmo habitual, sempre cortês, sem citar nomes e fazer ataques diretos a ninguém. Ao contrário de muitos adeptos da empresa do Cazaquistão, que trilham sempre a superficialidade, fazem uso de rótulos, acusações descabidas e preconceituosas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rui falou sobre a pelotização, intenção velada dos empreendedores, mas não teve tempo de criticar as &#8220;intenções siderúrgicas&#8221; de alguns grupos, a exemplo do Votorantim.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Confira a entrevista e deixe sua opinião.</span></h4>
<p><span style="color: #000000;"><object width="480" height="392"><param name="movie" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1511185&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1511185&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>CÓDIGO FLORESTAL NO SUL DA BAHIA</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 22:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo de Paulo Paiva, editor do blog Acorda Meu Povo. A ciência e a política precisam caminhar de mãos dadas para construirmos um futuro melhor para o Brasil. Não é o que está acontecendo na precipitada votação de mudanças no Código Florestal Brasileiro. O polêmico relatório de Aldo Rebelo tem sido criticado, e apelos tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><strong><span style="color: #000000;">Artigo de Paulo Paiva, editor </span><strong><span style="color: #000000;">do blog</span> <span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><a href="http://acordameupovo.blogspot.com/" target="_blank">A</a><a href="http://acordameupovo.blogspot.com/" target="_blank">corda Meu Povo</a></span>.</strong></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/03/Paulo-Sergio-Paiva.jpg" rel="lightbox[36372]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-31312" style="margin: 10px;" title="Paulo Sergio Paiva" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/03/Paulo-Sergio-Paiva-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a>A ciência e a política precisam caminhar de mãos dadas para construirmos um futuro melhor para o Brasil. Não é o que está acontecendo na precipitada votação de mudanças no Código Florestal Brasileiro. O polêmico relatório de Aldo Rebelo tem sido criticado, e apelos tem sido feitos em todas as instâncias da sociedade para que ele possa ser mais bem discutido e avaliado.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O relatório olha a agricultura e se esquece do meio ambiente e da biodiversidade. Quer isentar os pequenos proprietários do dever de proteger os ecossistemas, abençoar os que cometeram crime ambiental e perdoar a recomposição das áreas desmatadas. Também quer respaldar juridicamente todos os cultivos que estão consolidados em áreas de preservação permanente como o café, o arroz, a uva, e também o cacau.</span></h4>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: center; padding-left: 60px;"><span style="font-weight: bold;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-2.jpg" rel="lightbox[36372]"><img class="aligncenter size-full wp-image-36374" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-2.jpg" alt="" width="320" height="217" /></a></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-36372"></span>Tempo para o aprofundamento é o que pede a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, lideranças do Partido Verde e do PSOL, e mudanças no texto são defendidas por políticos de todos os partidos, inclusive do PT e da base governista. A pressa é sintomática de um processo que ainda está obscuro, que deixa brechas enormes para a degradação e que afasta, equivocadamente, o desenvolvimento agrícola da proteção ambiental.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que fica claro nesse embate, assim como nas discussões de Belo Monte, do Complexo Porto Sul e das Usinas Nucleares, é o renascimento de uma oposição, um novo discurso e um projeto alternativo de desenvolvimento. Uma oposição que não se pretende apenas partidária, mas, sobretudo ideológica.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto o Brasil chora as consequências das chuvas, também causado pela subtração florestal e ocupação de áreas de risco, deveriamos estar desengatilhando um grande plano de recuperação das bacias hidrográficas e áreas degradadas. Ao invés disto, na contra-mão das prioridades, insistimos na radicalização, e perdemos a oportunidade de sensibiliar a sociedade brasileira para a educação ambiental.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Remendos têm sido feitos para melhorar um texto que apresenta muitos problemas. O mais recente deles, o conceito de que a produção de alimentos é de interesse público, que pode ser traduzido como um atestado de que o meio ambiente está em segundo plano, ou seja, se for para produzir alimentos, pode desmatar.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify; padding-left: 60px;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-3.jpg" rel="lightbox[36372]"><img class="aligncenter size-full wp-image-36376" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-3.jpg" alt="" width="270" height="360" /></a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O CASO DO CACAU</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O estudo de caso do cacau é muito didático para entender alguns pontos polêmicos do relatório do deputado Aldo Rebelo, já que o cacau está consolidado em áreas de preservação permanente, margens dos rios e encostas com declividade superior a 45 graus.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ouvimos, reiteradamente, nos mais diversos fóruns e reuniões envolvendo os agricultores do sul da Bahia, o apelo para que as matas ciliares possam ser utilizadas de forma produtiva através de sistemas agroflorestais. O relatório de Aldo Rebelo concorda com isso, determinando que todas as culturas já consolidadas em áreas de preservação permanente passem a ter respaldo jurídico.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify; padding-left: 60px;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-4.jpg" rel="lightbox[36372]"><img class="aligncenter size-full wp-image-36379" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/sul-da-bahia-4.jpg" alt="" width="360" height="159" /></a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É pragmático afirmar que não podemos retaliar, e exigir que proprietários nessa situação em vários estados, produtores de café, de arroz, de uva ou de cacau, abandonem seus cultivos para recuperar florestas. Mas também não podemos incentivar essa prática, tornando-se necessário desestimular sua ampliação, e coordenar, atendendo as peculiaridades de cada estado, uma série de condicionantes para minimizar os impactos, bem como um plano de médio e longo prazo para adequação ao código nacional.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabemos que a maioria dos morros e serras do sul da Bahia são fazendas de cacau, como também os principais rios estão margeados por sistemas agroflorestais. Com a aprovação do relatório proposto, todas essas áreas estariam consolidadas como área agrícola. Sendo assim, nada impediria o agricultor de não favorecer a conservação dos sistemas agroflorestais, e adotar os preceitos técnicos de que a produtividade do cacau está intrinsicamente relacionada com aumento da exposição ao sol e irrigação.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao invés de mudar o código de forma genérica, reduzindo sua eficácia na proteção da biodiversidade, clima, solos, ciclo hídrico e bacias hidrográficas, os conflitos existentes deveriam ser estudados caso a caso, buscando um pragmatismo de conceitos não excludentes, que aproxime cada vez mais o agricultor da proteção ambiental, fatores inerentes da sustentabilidade no campo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Paulo Paiva é jornalista e ambientalista (e-mail: </strong>psergiopaiva@hotmail).</span></h4>
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		<title>INFORMAÇÃO PARA CONTRAPOR A MENTIRA</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 18:37:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de &#8220;projetos&#8221; a partir de propagandas mentirosas. Pessoas que respeito sonham com a instalação de várias siderúrgicas em Ilhéus. A falta de informação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h4><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/emilio11.JPG" rel="lightbox[35951]"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3469" style="border: 0pt none; margin: 1px 10px;" title="emilio1" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/10/emilio11-150x150.jpg" alt="" width="105" height="105" /></a><span style="color: #000000;">O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de &#8220;projetos&#8221; a partir de propagandas mentirosas.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pessoas que respeito sonham com a instalação de várias siderúrgicas em Ilhéus.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A falta de informação, somada à natureza de certas convicções (prisões), impede figuras inteligentes de enxergar a um passo à frente.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A lógica do &#8220;é necessário pra agora&#8221; permanece rígida diante de fatos inquestionáveis.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O modelo industrial convencional não é capaz de garantir o bem-estar das populações pelo mundo afora. O exemplo abaixo merece destaque.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;A siderurgia brasileira destruiu o Vale do Rio Doce. Para a recuperação de uma pequena parte, se estima que vai custar mais de 1 bilhão de dólares. Muitas das empresas que arruinaram o Rio Doce não existem mais, são de 80 anos atrás. Então, quem acaba pagando a conta é o cidadão comum&#8221;. Rubens Ricupero (</span><a href="http://g1.globo.com/platb/globo-news-cidades-e-solucoes/2011/04/28/na-integra-rubens-ricupero/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><strong>clique aqui</strong></span></a><span style="color: #000000;">).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um argumento como esse, normalmente se defronta com respostas tacanhas, do tipo &#8220;paisagem não enche barriga&#8221;. O problema é que a maioria das comunidades vítimas de problemas ambientais pensa diferente.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste caso, para romper as barreiras da ignorância, só resta um caminho. Levar informação às pessoas, a partir de exemplos muito próximos. Mostrar que o caminho proposto pelo governo do estado para o Sul da Bahia, guarda pelo país afora, casos diversos de muita destruição e impactos negativos ao meio ambiente, acompanhados da exploração de uma classe trabalhadora pouco qualificada (<a href="http://emiliogusmao.blogspot.com/2009/05/maria-aparecida-biologa-de-7-lagoas.html" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #808080;"><strong>clique aqui</strong></span></span></a>).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As autoridades garantem que os projetos relacionados ao minério de ferro têm grande aceitação entre os grapiúnas, sobretudo os ilheenses.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O número grandioso de &#8220;equivocados&#8221; sugere ausência quase absoluta de informação honesta. Poucas são as pessoas dispostas a acabar com essa cortina de fumaça. Alguns abnegados, como este blog, insistem diante de surdos, e de uma ressonância insatisfatória, que esbarra no acesso restrito à internet e sua banda larga.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de &#8220;projetos&#8221; a partir de propagandas mentirosas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os enganados carecem de boa informação. Lamentavelmente poucos falam a verdade simples, capaz de esclarecer.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>DELFIM, RICUPERO E FRAGA FALAM DA RELAÇÃO ENTRE ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 18:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Delfim Neto e Rubens Ricupero (ex-ministros da economia) e Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) falam sobre economia sustentável como um novo modelo de desenvolvimento possível e acima de tudo necessário. O respeitado Delfim Neto afirma que no tempo dele, o desenvolvimento a todo custo o levou a importar poluição. Hoje, a realidade é diferente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Delfim Neto e Rubens Ricupero (ex-ministros da economia) e Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central) falam sobre economia sustentável como um novo modelo de desenvolvimento possível e acima de tudo necessário.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O respeitado Delfim Neto afirma que no tempo dele, o desenvolvimento a todo custo o levou a importar poluição. Hoje, a realidade é diferente.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assista o programa Cidades e Soluções.</span></h4>
<p><object width="380" height="244"><param name="movie" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1495710&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="380" height="244" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1495710&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object></p>
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		<title>REPOVOAMENTO DE CARANGUEJOS EM SANTO AMARO</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 13:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia Pesca]]></category>
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		<category><![CDATA[megalopas]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Amaro da Purificação]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudantes, professores, marisqueiros e vários outros segmentos da comunidade participaram ontem (terça-feira, 27), do repovoamento de um milhão e quinhentos mil megalopas (pequenos caranguejos na segunda fase de desenvolvimento, medindo apenas meio centímetro) no manguezal de Porto de Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação. A iniciativa é da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/repovoamento_caranguejo.jpg" rel="lightbox[35634]"><img class="alignright size-full wp-image-35635" style="margin: 10px;border: 1px solid black" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/repovoamento_caranguejo.jpg" alt="" width="320" height="240" /></a>Estudantes, professores, marisqueiros e vários outros segmentos da comunidade participaram ontem (terça-feira, 27), do repovoamento de um milhão e quinhentos mil megalopas (pequenos caranguejos na segunda fase de desenvolvimento, medindo apenas meio centímetro) no manguezal de Porto de Acupe, distrito de Santo Amaro da Purificação.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">A iniciativa é da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, e faz parte  do projeto Puçá-Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-uçá. As megalopas são cultivadas no laboratório da Bahia Pesca na Fazenda Oruabo em Santo Amaro, onde a comitiva também visitou e recebeu informações sobre os trabalhos desenvolvidos naquele local.</span></h4>
<p><span style="color: #000000"><span id="more-35634"></span></span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O principal objetivo do repovoamento é a defesa do meio ambiente já que “eles crescem, se tornam reprodutores, mantendo o ciclo e conseqüentemente o equilíbrio ambiental” explica o presidente da Bahia Pesca Isaac Albagli. Ele lembra que em 1997 a DLC- Doença Letárgica do Caranguejo matou milhões destes crustáceos em vários estados do Brasil.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">“Porém  o que mais dizima é o ser humano, que captura sem os critérios determinados pelos órgãos ambientais, desmata e polui os manguezais” , acrescenta o gerente da Fazenda Oruabo, Jerônimo Souza Filho . Ele destaca que a Bahia Pesca promove palestras orientando a população a preservar o meio ambiente, não capturar caranguejos com tamanho inferior a cinco centímetros, fêmeas ovadas ou no período das andadas. A cada ano o crustáceo cresce apenas um centímetro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O primeiro repovoamento promovido pela Bahia Pesca foi em 2007 no manguezal de Acupe. Os resultados já são visíveis atualmente, é o que relata a marisqueira (catadora de caranguejo) Vera Lúcia Bispo, 30 anos: “Cato caranguejo desde criança. Antes existiam muitos, depois desapareceram. Agora, depois do repovoamento, estão voltando”. Ela diz ainda que os catadores estão se conscientizando com relação à  preservação ambiental.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Assessoria de Comunicação da Bahia Pesca- Marival Guedes DRT-BA 108</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Fones: 73-9109-8678 /71-3116-7113/ 73-8828-7797</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Eliane Hollunder-Responsável pelo laboratório</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Estudante, pescador e professor</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">DIA 27/04/2011</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">08:00 h – SAÍDA DE SALVADOR</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">09:45 h – PREVISÃO DE CHEGADA EM ACUPE</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">10:00 h – VISITA AO LABORATÓRIO DE CARANGUEJO DA BAHIA PESCA</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">11:00 h – POVOAMENTO DE CARANGUEJOS NO MANGUEZAL (PORTO DE ACUPE)</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">12:00 h – RETORNO PARA SALVADOR</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Marival Guedes DRT/BA 108</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>O CACAU DO SUL DA BAHIA</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 18:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhéus]]></category>
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		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[Chocolate de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[do Festival do Chocolate de Gramado ou]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Salão do Chocolate de Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Bahia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Paulo Paiva O chocolate é um produto globalizado há bastante tempo, mas a sua história pouco reconhece a importância dos agricultores do sul da Bahia, e nós mesmos, ainda precisamos de muita conscientização para não desistirmos do cacau e de suas possibilidades.&#160; Temos grande mérito não apenas pelo que já fomos no seu mercado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000000">Por Paulo Paiva</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/ceplac.jpg" rel="lightbox[35433]"><img class="alignleft size-medium wp-image-35434" style="margin: 10px;border: 1px solid black" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/ceplac-300x199.jpg" alt="" width="270" height="179" /></a>O chocolate é um produto globalizado há bastante tempo, mas a sua história pouco reconhece a importância dos agricultores do sul da Bahia, e nós mesmos, ainda precisamos de muita conscientização para não desistirmos do cacau e de suas possibilidades.</span>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000"> Temos grande mérito não apenas pelo que já fomos no seu mercado, mas pelo que devemos ser. Nós criamos o <em>boon</em> dessa lavoura com uma monocultura que nasceu ecológica, imitando a floresta. Depois, ela migrou para outras terras da Venezuela, Porto Príncipe, Equador, Gana, Nigéria, Indonesia, Malásia e Costa do Marfim. Mas em nenhum desses lugares o cacau agregou tanto valor para a ecologia e a biodiversidade como no sul da Bahia.</span></h4>
<p><span style="color: #000000"><span id="more-35433"></span></span></p>
<h4 style="text-align: justify;padding-left: 90px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cacau-da-mata-atlântica.jpg" rel="lightbox[35433]"><img class="aligncenter size-full wp-image-35435" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cacau-da-mata-atlântica.jpg" alt="" width="330" height="295" /></a></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">É verdade que nesses países, o “fruto dos deuses” cumpre seu papel social num sistema altamente cooperativado, sustentando milhares de famílias pobres, enquanto por aqui, concentrou riquezas durante muito tempo. Mas essa realidade mudou, e o cacau do sul da Bahia é produzido, atualmente, em uma maioria de pequenas e médias propriedades, muitas delas obtidas pelo movimento da reforma agrária.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Com isso, a produção do sul da Bahia passou a agregar, além dos valores da biodiversidade, os valores da inclusão social e do fortalecimento das comunidades tradicionais de pequenos agricultores dessa região.</span><br />
<span style="color: #000000"> Mas a importância do cacau para nós deve ir além da economia e da ecologia. O cacau precisa ser culturalmente reconhecido como história, tradição, memória e identidade, e com esse sentimento de pertencimento, precisamos renovar nossa simbologia, valorizando as fazendas, o cacau e o chocolate do sul Bahia, de olho no futuro.</span></h4>
<p style="padding-left: 90px"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cantagalo_gl.jpg" rel="lightbox[35433]"><img class="aligncenter size-full wp-image-35436" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cantagalo_gl.jpg" alt="" width="247" height="113" /></a><br />
</span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Nos dias atuais, os produtores de cacau precisam, antes de mais nada, serem também, amantes e idealistas, para voltarem a acreditar que vamos vencer a batalha contra a ignorância governamental e o mercado cruel. Seguimos teimosos, alimentados pelos sonhos de várias gerações, e acreditando em dias melhores onde teremos nossos méritos reconhecidos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Enquanto produtores, temos consciência que também somos protetores de um grande patrimônio ambiental e ecológico; também sabemos que nosso produto é o melhor do mundo, como comprovou </span><span style="text-decoration: underline;color: #808080"><a href="http://www.acaoilheus.org/news/2497-o-melhor-cacau-do-mundo">as sementes de João Tavares</a></span><span style="color: #000000">, as melhores em Paris, concorrendo com 150 produtores de 20 países.</span></h4>
<p style="padding-left: 90px"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/produtores.png" rel="lightbox[35433]"><img class="aligncenter size-full wp-image-35437" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/produtores.png" alt="" width="224" height="231" /></a><br />
</span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Temos muito que fazer, e a primeira coisa é obter o apoio do governo federal, que precisa ser mais sensato com a gigantesca dívida acumulada, e acreditar junto com a gente, unindo todos os esforços para que as sementes de cacau do sul da Bahia não sejam vendidas a 70 reais por arroba, um custo que não paga a produção.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Os filhos do cacau não abandonam essa causa, mas precisam de reconhecimento. O cacau precisa ser reconhecido como patrimônio cultural do Brasil e do Bahia, e precisa de suporte e propaganda para ser reconhecido no mercado internacional como produto da floresta, com seu devido valor socioambiental agregado.</span></h4>
<p style="padding-left: 60px"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/nugat.jpg" rel="lightbox[35433]"><img class="aligncenter size-full wp-image-35438" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/nugat.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a><br />
</span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Se continuamos endividados, enquanto o mercado do chocolate gera divisas bilionárias, temos que arregaçar as mangas e apostar que somos inovadores para superar as pragas e se reerguer com novas tecnologias. Seguiremos o caminho do cacau orgânico de alta qualidade, da certificação, do beneficiamento, da industrialização e da propaganda, incorporando as fazendas de cacau no melhor roteiro de negócios e visitação do sul da Bahia.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Não há nada que possa nos impedir de acreditar em beneficiar o cacau aqui mesmo, e gerar um novo ciclo de industrialização, um grande polo chocolateiro e de derivados. Assim seguindo, cremos que ainda ocuparemos o nosso devido lugar no mundo do Cacau Show, do Festival do Chocolate de Gramado ou no Salão do Chocolate de Paris.</span></h4>
<p style="padding-left: 60px;text-align: center"><span style="color: #000000"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cacau-de-novo.jpg" rel="lightbox[35433]"><img class="aligncenter size-full wp-image-35439" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/04/cacau-de-novo.jpg" alt="" width="280" height="210" /></a><br />
</span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline;color: #808080"><a href="http://www.blogger.com/Cacau%20baiano%20%C3%A9%20premiado%20em%20sal%C3%A3o%20de%20Paris">Cacau baiano é premiado em salão de Paris<br />
</a></span><br />
<span style="text-decoration: underline;color: #808080"><a href="http://www.blogger.com/O">O MELHOR CACAU DO MUNDO</a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><strong>Paulo Paiva é jornalista, ambientalista e editor do blog <span style="text-decoration: underline;color: #888888"><a href="http://acordameupovo.blogspot.com/" target="_blank">Acorda Meu povo.</a></span></strong></span></h4>
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