EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Sandro Andrade

Dilma Rousseff

ARTIGO DE FHC: A HORA DA UNIÃO

Artigo de Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da república, publicado neste domingo (04 de abril).

A visão de futuro mostra quem é verdadeiramente líder. No auge das lutas pela volta às eleições diretas e pelo fim do autoritarismo, três personagens, cada qual à sua maneira, foram decisivos para que conseguíssemos mudar o rumo do país. Não foram os únicos. Muita gente se empenhou desde a campanha das Diretas Já com o mesmo propósito. Nem se deve esquecer o papel desempenhado pelas grandes greves do ABC e por seus líderes. Mas, a partir da derrota da emenda Dante de Oliveira, quando se colocou a possibilidade de derrotar o candidato do Sistema utilizando-se o próprio Colégio Eleitoral, a condução do processo passou a depender de Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Tancredo Neves.

Houve hesitação sobre o que fazer. Fiz um discurso no Senado trocando o lema Diretas Já por Mudanças Já, com a convicção de que poderíamos derrotar os donos do poder. Foi difícil para Ulysses Guimarães tragar a dose e aceitar as eleições indiretas, ele que fora o anticandidato em 1974 e cujo nome se identificava com as eleições diretas. Foi mais difícil ainda, uma vez deslanchado o processo de conquista de votos no Congresso, unir a oposição em torno de um nome.

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O PASSADO “NEBULOSO” DO PROVÁVEL VICE DE DILMA

Michel Temer

O deputado federal Michel Temer (PMDB) foi secretário de segurança pública de São Paulo, no governo de Luís Antônio Fleury Filho, nomeado após o massacre do Carandiru, em outubro de 1992. Sobre ele, assim escreveu um excelente jornalista:

“Os admiradores e eleitores sabem que, paradoxalmente, ao mesmo tempo em que conteve o crime organizado, foi a época de melhor coexistência pacífica entre o jogo do bicho e cassinos clandestinos de um lado, e de outro lado o alto comando da polícia. Não se sabe de escândalo em sua gestão, mas não há quem não saiba em São Paulo que o comando da jogatina organizada e o impoluto jurista encarregado de reprimi-Ia se davam às mil maravilhas”.

Palmério Dória, no livro: Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, editora: Geração Editorial.

PARA ONDE VAI O LULA E O BRASIL? O FERRO SUBSIDIADO PARA A CHINA PELA FERROVIA OESTE LESTE

Por Rui Rocha.

Lula esteve em Ilhéus no dia 26 de março, sexta feira passada. O prato principal era o Gasoduto, ou Gasene, uma obra que conduzirá gás natural da região Sudeste para a Bahia, passando por muitos municípios da região cacaueira. Mas, o que mais chamou a atenção do ato político foi o edital para a Ferrovia Oeste Leste, no meio de um sistema que se convencionou chamar Porto Sul.

As 17 horas Lula chegou, junto com políticos como Geddel, Cézar Borges, Dilma e mesmo o prefeito de Ilhéus, que falaram na abertura do evento. Não mais do que hum mil pessoas estavam no Centro de Convenções, muitos dos quais curiosos, querendo ver o presidente. Lula estava visivelmente cansado por uma agenda pesada de inaugurações e anúncios de obras, nem sempre sinalizadoras de sustentabilidade.  A ferrovia Oeste Leste é uma destas obras que acontecem cheias de polêmicas e perguntas não respondidas. Vai terminar aonde ? Vai transportar o que ? Quais os impactos sobre Ilhéus e região ? E o porto da BAMIN, é ou não o fim de linha da ferrovia ? Como se combina turismo com porto de minério de ferro ?

Foi-se o tempo que Ilhéus tinha uma ferrovia que atendia a sua própria economia, a do cacau. Agora, segundo a Valec, empresa estatal responsável pela obra, 90 % da sua carga será  do minério de ferro da Bahia Mineração, aquela empresa que pertence a Zamin Ferrous, do Pramod Agarval e Cia. Isso faz lembrar o livro de Eduardo Galeano – As Veias Abertas da América Latina. Uma empresa estrangeira explora nossos recursos minerais e a exporta, com o mínimo de beneficiamento, para clientes chineses, que industrializarão o aço e outros produtos finais com tecnologia embutida, para o Brasil. Nós exportamos a matéria prima e compramos produtos transformados. Para não ficar só nisso, vamos comprometer o nosso litoral norte, tão apreciado por centenas de milhares de pessoas que visitam Ilhéus todo o ano.

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LULA, ENTRE APLAUSOS E APUPOS

Por Marcos Pennha.

Conforme já fora alardeado, exaustivamente, nos diversos meios de comunicação, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o sul da Bahia. Ele esteve acompanhado de comitiva que incluía a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, o governador Jaques Wagner (PT) e secretários, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), dentre outras autoridades.

Em Itabuna, aconteceu a inauguração do gasoduto do Nordeste, o Gasene. O evento, ocorrido pela manhã no parque de exposições Antonio Setenta, na rodovia para Ibicaraí, contou com a participação de funcionários da Petrobrás e populares.

Em Ilhéus, com a presença do presidente da CAIXA, Jorge Hereda, foi assinado o projeto habitacional do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”. Na oportunidade, também, o lançamento da publicação do edital da ferrovia Oeste Leste.

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CAIXA EXPLICA ADESÃO “DEMORADA” DE ILHÉUS AO MINHA CASA, MINHA VIDA

Paulo Nery.

Em Itabuna, graças a Deus, o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida (ou Minha Dilma, rsrsrs), do governo federal está bem adiantado.

Em Ilhéus, a situação é outra, pois não há nenhuma previsão para o início das construções.

Na tarde desta quinta-feira (25), o Blog do Gusmão perguntou ao superintendente da Caixa Econômica, no Sul da Bahia, Paulo Nery, sobre os motivos que deixaram a cidade fora da primeira etapa.

Segundo Nery, a escassez de áreas em condições de receber as moradias prejudicou o município, mas, felizmente, até que enfim Ilhéus receberá 496 unidades.

Ouça a resposta do superintendente da CEF.

Duração 10 minutos.

FOI BOM, MAS FOI RUIM

Por Daniel Thame.

Quem assistiu ao Jornal Nacional da última quinta-feira deve ter ficado sem entender o contorcionismo para tentar transformar uma notícia evidentemente boa, a retração do PIB brasileiro em apenas 0,21% em 2009, ocorrido em meio a maior crise do capitalismo em quase um século, em algo não tão bom assim.

Em meio a números expressivos no último trimestre de 2009, com a recuperação da indústria e da agricultura e a expansão do comércio, serviços e construção civil, foi feita exposição de percentuais negativos propositadamente fora de contexto. A um economista respeitado que previu crescimento robusto em 2010, contrapôs-se o inevitável senador José Agripino Maia, do DEM, que obviamente viu o apocalipse na economia brasileira.

Diante de números que apontam que o Brasil sentiu menos os impactos da crise do que potências econômicas como os EUA, Alemanha, Itália, Japão e França, que tiveram quedas expressivas, o JN forçou uma comparação quase hilária com republiquetas como Panamá e Honduras, onde a produção de alguns cachos de bananas a mais já provoca a elevação do PIB.

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CHARGE DO AMORIM

CHARGE DO SPONHOLZ

CHARGE DO ALECRIM

MARINA SILVA CRITICA PARTICIPAÇÃO DE DILMA NA COP-15

Do Abril Notícias.

A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República Marina Silva (AC) classificou hoje de contraditória a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, potencial candidata do PT às eleições presidenciais de 2010, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague. A senadora referiu-se ao fato de o Brasil não ter se comprometido com o aporte de recursos para o fundo global de combate às mudanças climáticas e com a declaração de Dilma, chefe da delegação brasileira neste fórum, de que a contribuição de US$ 1 bilhão que o Brasil poderia dar não fazia “nem cosquinha”.

Para Marina, independentemente do valor, a iniciativa brasileira serviria como exemplo ético para os países desenvolvidos reunidos na Conferência do clima. E lamentou: “Nunca vi uma situação tão desamparadora, os homens mais poderosos do planeta sem uma solução.” A senadora fez, ainda, questão de lembrar: “Um País (Brasil) que empresta US$ 10 bilhões ao FMI e o BNDES que empresta R$ 3 bilhões para a pecuária insustentável (frigoríficos) tem condições sim de emprestar recursos para um fundo global de combate às mudanças climáticas.”

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