Drogas
EUA: OAKLAND APROVA CULTIVO DE MACONHA EM LARGA ESCALA
Do Portal Terra, em 21/07/2010.
OAKLAND – O Conselho Municipal de Oakland, na Califórnia (EUA), aprovou um projeto de cultivo da maconha em larga escala. Com isso, Oakland seria a primeira cidade americana a ter licença para o cultivo, processamento, embalagem e venda por atacado da droga.
Em novembro, os eleitores da Califórnia vão às urnas para decidir sobre a legalização do uso recreativo da maconha.
Os integrantes do Conselho Municipal de Oakland dizem que a medida vai possibilitar a geração de centenas de postos de trabalho, além da arrecadação de milhões de dólares em impostos.
CIENTISTAS DEFENDEM PLANTIO DE MACONHA
Com informações do Estadão.
Um grupo de neurocientistas renomados como Stevens Rehen, Sidarta Ribeiro e Cecília Hedin, diretores da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), defenderam a descriminalização do uso da maconha e a permissão para o plantio de pequenas quantidades da planta para consumo próprio.
Ribeiro afirmou que “A legislação atual não pune o usuário. Mas, se ele não pode plantar, acaba tendo de recorrer ao tráfico. Aí, sim, estará cometendo um crime. Queríamos usar nossa influência como cientistas para apontar esse paradoxo”.
A prisão do músico Pedro Caetano, da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, acusado de tráfico por cultivar dez pés de maconha em casa, foi uma das motivações para a elaboração do documento, conta Rehen. Segundo o cientista, a droga pode ser usada de forma terapêutica em doenças como câncer e esclerose múltipla.
O psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, se mostra contrário a flexibilização do uso da planta. “Qualquer medida liberalizadora aumenta o uso”, disse. “Há outros medicamentos que podem ser usados no lugar da maconha, sem risco de uso abusivo.”
O presidente da SBNeC, Marcus Vinícius Baldo, diz que a entidade ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto, mas que ele será discutido em congresso que será realizado em setembro.
TELEANÁLISE: DO BICHO AOS BICHOS
Por Malu Fontes.
O tema local preponderante nos telejornais foi o desdobramento do caso do bebê Rickelmy, encontrado sozinho, abandonado dentro de um carro num condomínio na Paralela, recentemente. Desde as primeiras notícias sobre o assunto, o bom senso do consumidor de informação lhe advertia que o anúncio, pela Polícia, do encontro do corpo da mãe ou da sua morte era tão somente uma questão de tempo. E assim foi. O episódio Camila Frias, a mãe do bebê, geraria mais repercussão no noticiário policial baiano do que se poderia imaginar, com desdobramentos, no mundo do crime, para bem além das fronteiras da Bahia. A morte da moça tem potencial de nitroglicerina suficiente para gerar expectativas de que as conseqüências do fato estejam apenas começando.
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CAIC DE ILHÉUS JOGADO AS TRAÇAS
O CAIC, localizado no bairro Hernani Sá, em Ilhéus está passando por grandes dificuldades. Segundo a administração, está faltando material e equipamento para a manutenção da escola.
Uma solicitação para a compra de botas, facões, lâmpadas, tintas e fios foi feita, mas até agora a prefeitura não liberou.
A secretaria de serviços urbanos alega que não tem condições financeiras para arcar com as despesas e por conseqüência transfere o problema para a secretaria de educação, que também não se responsabiliza por nada.
FHC DEFENDE DESCRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA
Este blog concorda com o ex-presidente, mas, pensa que seria de grande valia ler a posição do blog O Sarrafo sobre o assunto.
PAPO CABEÇA
Por Daniel Thame.
- Os traficantes aí de carro, de moto, na boa e a gente aqui fodido…
- Você é otário, que dá dinheiro pra eles…
- Então você também é otário, porque também compra as pedras na mão deles…
E os dois “otários” flagrados nessa conversa deitados numa calçada no centro de Itabuna, visivelmente sob o efeito do crack, foram vistos logo depois perambulando pelas ruas, como dois zumbis, pedindo alguns trocados a quem encontravam pela frente.
Um aparenta 12 anos, outro 14. Adolescentes, como dezenas de outros adolescentes que podem ser encontrados pelas ruas ou então reunidos numa área próxima ao Centro Comercial de Itabuna, muito apropriadamente apelidada de “Cracolândia”.
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COMO SERÁ O AMANHÃ?
Por Marcos Pennha.
Com bastante alarde, de 22 (segunda-feira) a 26 de março (sexta-feira) de 2010, aconteceu o julgamento de Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, acusados de cometer homicídio, dia 29 de março de 2008, contra a menina Isabella Nardoni, de cinco anos, filha do acusado. Aos 20 minutos do dia 27 de março último, o Juiz de Direito Maurício Fossen, depois do parecer do júri popular, sentenciou que Alexandre está condenado a 31 anos, um mês e 10 dias de reclusão; enquanto Anna sofrerá a pena de 26 anos e oito meses. Pela lei penal, cada um dos condenados cumprirá apenas parte da pena em regime fechado. Aproximadamente, 14 anos para Alexandre, e 10 para Anna.
Bem, mudando de assunto, um dia desses, assisti uma matéria sobre a cracolândia que funciona em volta do Congresso Nacional. Crianças e adolescentes, misturados aos traficantes de drogas, consomem o crack numa boa no local. Cena deprimente.
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DEUS PERDOA. O TRÁFICO NÃO!
Por Daniel Thame.
Danilo Mota Silva, morador do bairro Jardim Primavera, na periferia de Itabuna, imaginou ter encontrado na religião o caminho de volta que muitos tentam e não conseguem encontrar.
Aos 19 anos, colocara um ponto final numa adolescência marcada pelo consumo de drogas, essa praga de dimensões bíblicas que mergulha tantas e tantas pessoas, a maioria jovens, num abismo profundo.
Danilo estava freqüentando uma igreja evangélica e recompondo o círculo de amizades. Seus planos incluíam um curso superior e um trabalho decente, além de constituir família.
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POLÍCIA ESTOURA BOCA DE FUMO NA PRÓA
Segundo o radialista Raimundo Jackson, apresentador do programa Patrulhando a Cidade (Rádio Santa AM, 1090 KHz, com início às 16:00 h), uma denúncia levou a polícia, no dia 15 de fevereiro, a um ponto onde eram comercializadas drogas de variados tipos em Ilhéus. A boca estava situada no Beco do Sucupira, na Próa, bairro do São Francisco.
Ao chegar ao local indicado, foram encontrados três jovens, conhecidos como “Tcheca”, “Silvio Carioca” e “Paulista”, sendo o primeiro menor de idade. No citado lugar foi encontrado uma grande quantidade de cocaína, crack e maconha, além de aparelhos para medição das drogas.
Os conduzidos foram levados a delegacia, sendo as substâncias encaminhadas para a perícia.
WAGNER PEDE AJUDA A POPULAÇÃO PARA COMBATER O CRACK
Em seu programa de rádio “Conversa com o governador”, Jaques Wagner pediu a população maior engajamento no combate ao tráfico de drogas, principalmente contra o uso do crack, na Bahia. “É um mundo que eu só conheço duas portas de saída: ou a cadeia ou o cemitério”, afirmou o governador.
Segundo ele, de cada 10 assassinatos de jovens, oito são por envolvimento no tráfico.
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WAGNER FALA SOBRE VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO NA BAHIA
No primeiro programa “Conversa com o governador” de 2010, Jaques Wagner abordou temas como segurança pública e educação.
Com relação à violência, o governador acredita que o estado está batalhando para diminuir o número de casos. Segundo ele, foram contratados 3,2 mil soldados da Polícia Militar e mais 3,2 mil começam o curso para trabalhar no patrulhamento ostensivo.
Wagner alegou ainda que a Bahia foi o primeiro estado a fazer convênio com o Ministério da Justiça e já implantou a carteira de identidade informatizada e digitalizada, que ajuda no combate à emissão de documentos falsos por bandidos.
“Nós estamos trabalhando muito, mas cada vida que é perdida dentro do mundo do tráfico de drogas é sentida pelos familiares. E não pense que o governador não sente, sente muito, porque eu acompanho todo o desenrolar dos fatos aqui na Bahia”.
Já sobre a educação, o governador comemora ao dizer que houve um aumento na verba das universidades estaduais e um crescimento do número de alunos nas escolas profissionalizantes.
“Está sendo montada uma rede para melhorar a qualificação dos professores – nesse momento há 18 mil professores se qualificando, a maioria deles do ensino municipal, para que eles possam ter também o terceiro grau e, portanto, um desempenho melhor”.
TELEANÁLISE: VINDE A MIM OS DESVENTURADOS
Por Malu Fontes.
A televisão adora uma tragédia e mais ainda transformá-la em melodrama. Nesta época do ano, juntando-se os fatos estarrecedores que nunca param de acontecer aqui e no mundo ao espírito de porco daqueles que mal podem esperar o Natal para levar a alma a uma lavanderia de consciências sujinhas, tem-se a receita ideal para os corvos existentes tanto do lado de cá da tela da TV quanto dentro dela. Pródiga em tragédias, a realidade brasileira deu neste Natal um combustível e tanto para os corvos televisivos: o drama do menino cujo padrasto, o tipo mais lombrosiano visto na TV nos últimos tempos, enfiou-lhe dezenas de agulhas. Apelidado dramaticamente por segmentos da imprensa baiana de ‘o soldado Márcio’, pode-se dizer que o menino e seu drama não foram objeto de cobertura por parte do telejornalismo, mas de uma transmissão quase ininterrupta.
Transmite-se tudo. Repórteres gravam na brinquedoteca do hospital com informações imprescindíveis: ali é o lugar onde a mãe do menino vai várias vezes por dia pegar um carrinho. Narra-se que dezenas de pessoas já fizeram romaria ao hospital para deixar presentes. Mostra-se um berço hospitalar vazio e ao lado uma poltrona e explica-se para o telespectador demente que o garotinho, todo o tempo assim, no diminutivo, está numa UTI pediátrica num berço exatamente igual àquele mostrado pela repórter. E que a mãe fica o tempo inteiro numa poltrona amarela também igual àquela.
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PAI DÁ DINHEIRO A TRAFICANTES PARA QUE NÃO VENDAM CRACK A SEU FILHO
Do Extra Online.
Um empresário de 52 anos, do Rio Grande do Sul, decidiu pagar a traficantes para que não vendam crack ao filho. Oferece o mesmo valor da “pedra”, desde que eles não coloquem o produto na mão do jovem, um universitário de 21 anos, estudante de Direito. E eles aceitam. Cada vez que o garoto vai em busca de droga, o traficante liga para o pai dele. O empresário vai até a boca de fumo, arrasta o filho pelo braço e, com o outro, paga pela droga não usada. O valor varia – R$ 20, R$ 50, conforme o traficante e conforme a fissura do filho. O traficante também denuncia quando o rapaz está na boca de fumo rival, na mesma vila.
POLÍCIA INVADE BOCA DE FUMO NO MAMBAPE
Ontem (17) pela manhã, o policial de nome José Cláudio encontrou, junto com a sua guarnição, um rapaz chamado Israel Santana que já havia sido preso por tráfico de drogas. Ao abordar o jovem, foram encontrados quase 1.500 reais e pertences diversos que seriam vendidos para comprar Crack.
Israel afirmou que iria comprar a droga a mando de Jorge, traficante que mora no Alto do Mambape, zona sul de Ilhéus. Ao chegar à “Boca de Fumo”, a polícia apreendeu vários tipos de substâncias, uma balança de precisão, três cartuchos de balas, entre outros.
O citado traficante não estava no local na hora da invasão. Somente a sua namorada de nome Jéssica encontrava-se lá.
A menina e Israel foram levados até a delegacia para prestar esclarecimentos.
FUMAR MACONHA É O CAMINHO MAIS VIÁVEL PARA SE LIVRAR DO CRACK
Da revista Superinteressante.
CRACK
Uma das raras notícias boas sobre o crack foi um teste brasileiro que curou dependentes usando a maconha como degrau para chegar à abstenção
O modelo atual de combate às drogas busca nada mais nada menos que a abstinência completa das substâncias ilegais. Qualquer outro resultado que não passe pelo abandono dessas substâncias de uma vez por todas é considerado um fracasso. O argumento para chegar lá é forte: quem não largar o baseado ou a seringa vai para a cadeia.
MACONHA
Uma das razões para a criminalização da maconha foi o lobby da indústria farmacêutica, cujos produtos concorriam com a erva.
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