O tema local preponderante nos telejornais foi o desdobramento do caso do bebê Rickelmy, encontrado sozinho, abandonado dentro de um carro num condomínio na Paralela, recentemente. Desde as primeiras notícias sobre o assunto, o bom senso do consumidor de informação lhe advertia que o anúncio, pela Polícia, do encontro do corpo da mãe ou da sua morte era tão somente uma questão de tempo. E assim foi. O episódio Camila Frias, a mãe do bebê, geraria mais repercussão no noticiário policial baiano do que se poderia imaginar, com desdobramentos, no mundo do crime, para bem além das fronteiras da Bahia. A morte da moça tem potencial de nitroglicerina suficiente para gerar expectativas de que as conseqüências do fato estejam apenas começando.
O CAIC, localizado no bairro Hernani Sá, em Ilhéus está passando por grandes dificuldades. Segundo a administração, está faltando material e equipamento para a manutenção da escola.
- Os traficantes aí de carro, de moto, na boa e a gente aqui fodido…
Com bastante alarde, de 22 (segunda-feira) a 26 de março (sexta-feira) de 2010, aconteceu o julgamento de Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, acusados de cometer homicídio, dia 29 de março de 2008, contra a menina Isabella Nardoni, de cinco anos, filha do acusado. Aos 20 minutos do dia 27 de março último, o Juiz de Direito Maurício Fossen, depois do parecer do júri popular, sentenciou que Alexandre está condenado a 31 anos, um mês e 10 dias de reclusão; enquanto Anna sofrerá a pena de 26 anos e oito meses. Pela lei penal, cada um dos condenados cumprirá apenas parte da pena em regime fechado. Aproximadamente, 14 anos para Alexandre, e 10 para Anna.
Danilo Mota Silva, morador do bairro Jardim Primavera, na periferia de Itabuna, imaginou ter encontrado na religião o caminho de volta que muitos tentam e não conseguem encontrar.
Em seu programa de rádio “Conversa com o governador”, Jaques Wagner pediu a população maior engajamento no combate ao tráfico de drogas, principalmente contra o uso do crack, na Bahia. “É um mundo que eu só conheço duas portas de saída: ou a cadeia ou o cemitério”, afirmou o governador.
No primeiro programa “Conversa com o governador” de 2010, Jaques Wagner abordou temas como segurança pública e educação.
A televisão adora uma tragédia e mais ainda transformá-la em melodrama. Nesta época do ano, juntando-se os fatos estarrecedores que nunca param de acontecer aqui e no mundo ao espírito de porco daqueles que mal podem esperar o Natal para levar a alma a uma lavanderia de consciências sujinhas, tem-se a receita ideal para os corvos existentes tanto do lado de cá da tela da TV quanto dentro dela. Pródiga em tragédias, a realidade brasileira deu neste Natal um combustível e tanto para os corvos televisivos: o drama do menino cujo padrasto, o tipo mais lombrosiano visto na TV nos últimos tempos, enfiou-lhe dezenas de agulhas. Apelidado dramaticamente por segmentos da imprensa baiana de ‘o soldado Márcio’, pode-se dizer que o menino e seu drama não foram objeto de cobertura por parte do telejornalismo, mas de uma transmissão quase ininterrupta.
Wagner demonstrou preocupação com o tema e descreveu todos os investimentos que tem feito na segurança pública. Ressaltou que o tráfico de drogas é um problema mundial que na Bahia é combatido com rigor, porém, admitiu que o tratamento dos viciados ainda não faz parte da política pública de saúde, mas, demonstrou interesse e se comprometeu em estudar o assunto com o secretário de saúde Jorge Solla.