EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Entrevistas

BRASIL DESMATA 20 MIL KM² POR ANO

Washington Novaes.

O Blog do Gusmão recomenda.

Vale a pena assistir a entrevista do jornalista e ambientalista Washington Novaes, ao programa Milênio, da Globo News, exibida no dia 30 de abril. Novaes é um dos pioneiros na produção de jornalismo ambiental no país.

Principais destaques.

“O Brasil perde mais de 17% da energia que passa pelas linhas de transmissão. O Japão perde 1%”.

O Brasil, em 1985, tinha 1,5% do comércio mundial, hoje tem menos de 1,2%. As exportações cresceram, mas o país não controla o valor das matérias-primas.

O Brasil exporta commodities que hoje valem menos do que valiam na depressão econômica de 1930.

“Se você ocupar um quarto da área que é ocupada hoje pelo reservatório da hidrelétrica de Itaipu com painéis solares, você gera tanta energia quanto a hidrelétrica de Itaipu”.

Se quiser assistir o vídeo, clique aqui.

Se quiser ler, clique abaixo, em leia mais.

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ENTREVISTA COM JOAQUIM BASTOS: DA TORRE DA UESC AO PALÁCIO PARANAGUÁ

Joaquim Bastos.

Joaquim Bastos, ex-reitor da UESC, deseja ser prefeito de Ilhéus. “Quincas” também quer ser “magnífico” no Palácio Paranaguá, mas tem obstáculos difíceis pela frente.

Ele quer romper com a politicagem dominante. Não quer comprar lideranças, pagar contas de energia, bancar feijoadas, times de futebol e etc. Afirma que não tem dinheiro para gastar.

A postura do professor Joaquim tem desagradado alguns correligionários do PDT, mesmo assim, ele colocou a pré-candidatura na rua, com prazo até 30 de abril para crescer nas pesquisas.

Principais destaques:

o professor e acadêmico diante do fisiologismo da política;

o salário do prefeito durante 4 anos e o custo da campanha eleitoral;

as divergências com os dirigentes do PDT de Ilhéus;

o prazo para viabilizar a candidatura e crescer nas pesquisas;

disputou 19 eleições e perdeu apenas uma;

o rompimento com a Plenária Unificada;

as conversas com o ex-prefeito Jabes Ribeiro.

Ouça a entrevista gravada em 27/03/2012.

 

 

 

“O PARQUE SERRA DO CONDURU FOI UM GANHO DA SOCIEDADE CIVIL”, DIZ GESTOR

Do blog Esperança-Conduru

A mais importante unidade de conservação (UC) da Mata Atlântica no nordeste brasileiro, o Parque Estadual Serra do Conduru (PESC), completou 15 anos de criação em fevereiro último. Nesse período, muitas lutas e conquistas em favor da proteção de uma floresta considerada como uma das mais importantes para a proteção da biodiversidade.

Marcelo Barreto, 45, gestor do PESC, fala sobre sua gestão e dos desafios do Corredor Ecológico Esperança- Conduru, anuncia novos investimentos e garante que a área obterá ganhos significativos ainda em 2012.

Marcelo é biólogo, engenheiro agrônomo e técnico concursado da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) do Estado da Bahia, cedido ao Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEMA). Confira a entrevista a seguir:

Qual a abrangência e os limites do Parque?

O parque está inserido em três municípios: 15% na área norte de Ilhéus; 45% em Uruçuca – que corresponde a 12% desse município; e o restante, 40%, no município de Itacaré. Isto complica um pouco a administração do Parque, pois temos que lidar com três comarcas, três prefeituras, três municípios totalmente independentes.

Clique aqui e confira toda a entrevista.

RECADO PARA O CAPITÃO BARRETO: “SE ELE QUISER DIÁLOGO EU TOPO, SE QUISER CONFRONTO EU TAMBÉM TOPO”

Zé Carlos Santos.

No programa Alerta Geral de ontem (quarta, 21), o radialista Gil Gomes conversou com o presidente do Sindlimp, Zé Carlos, que comentou as mudanças ocorridas na coleto de lixo em Ilhéus. 

Na conversa, o sindicalista falou das péssimas condições  de trabalho dos funcionários do setor, da ingerência do secretário de serviços urbanos, Gerson Marques, nas decisões do prefeito e de possíveis irregularidades no contrato da prefeitura com a empresa Solar Ambiental.

Zé Carlos também afirmou que vem sofrendo ameaças do secretário de segurança, transporte e trânsito de Ilhéus, o Capitão Marcelo Barreto, para quem deixou um recado.

Confira o áudio.

 

 

 

“O MUNICÍPIO TEM DIFICULDADES FINANCEIRAS PARA ADMINISTRÁ-LO”, DIZ GESTOR DO PARQUE DA BOA ESPERANÇA

Eduardo Rodrigo Ferreira.

Do Blog Esperança-Conduru

A antiga Fazenda Boa Esperança, que se transformou no Parque Municipal da Boa Esperança, já era uma área oficialmente protegida desde a década de 20. Hoje, mesmo localizada nos limites da zona urbana de Ilhéus, ainda contempla 437 hectares de floresta, sendo refúgio de espécies muito raras, e santuário de fontes de água doce.

À frente do parque, o biólogo Eduardo Rodrigo Ferreira, também coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ilhéus. Eduardo fala, nessa entrevista, sobre a sua gestão na Unidade de Conservação: problemas, conquistas e desafios.

O parque está localizado em área urbana. Quais os problemas que isto acarreta à sua conservação?

O parque da Boa Esperança possui 437 hectares, e ele é circunvizinho de cinco grandes bairros de nosso município: Banco da Vitória, Fundão, Malhado, Distrito Industrial e Jardim Savóia. Então, é comum que a gente tenha uma ligação entre zona norte e Banco da Vitória. Os limites são abertos. Hoje dispomos de guardas florestais, que inclusive foram capacitados pelo projeto Corredor Ecológico, e a função desses guardas é fiscalizar esse perímetro. Como a gente não dispõe ainda de infraestrutura adequada para visitação, para um controle total na íntegra do parque, ficamos com nossas divisas desprotegidas; mas isso não quer dizer que esses limites não sejam monitorados.

Clique aqui e confira a entrevista completa no blog Informativo do Corredor Ecológico Conduru-Esperança.

‘MINISTRA FRACA LEVA CÓDIGO A UM DESASTRE’, DIZ JOSÉ ELI DA VEIGA

Professor critica texto da nova lei ambiental que está na Senado e diz que Dilma está mal assessorada sobre o tema.

Entrevista publicada no Estadão

A tramitação do Código Florestal com ministro de Meio Ambiente fraco é um desastre. A avaliação é do professor do Instituto de Relações Institucionais da USP, José Eli da Veiga. Acompanhando o processo de feitura no Congresso da nova legislação ambiental do País, em análise na Câmara, ele acredita que a presidente Dilma Rousseff está mal assessorada no assunto, diz que a ministra Izabela Teixeira é “fraca” politicamente e acrescenta que o Planalto pode acabar aprovando uma lei que vai causar prejuízos ambientais, econômicos e institucionais ao País.

Segundo Veiga, o texto contém avanços em relação ao que foi aprovado no ano passado, mas precisa de mais discussão. Leia trechos da entrevista:

Qual é a sua impressão sobre esse movimento na Câmara sobre o texto do novo Código Florestal?

Já não é mais uma impressão. Está absolutamente confirmado que o governo, o Executivo, com acordo do principal partido, o PT, queria que aquilo que foi aprovado no Senado já se tivesse promulgado. O grande atropelo, na verdade, foi no Senado. E foi uma pena porque o Senado acabou melhorando e muito, mas com atropelamentos que acabaram por anular os avanços. E o Senado atropelou muito porque a ordem era que o Congresso liquidasse a fatura até dezembro. Mas houve surpresa na Câmara. Os ditos ruralistas racharam e acabaram não aprovando em dezembro. Tudo ficou para a retomada, que ocorre agora.

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“HOJE, O CONFLITO É SÉCULO 20 VERSUS 21”, DIZ FABIO FELDMANN

Do Estadão

Fabio Feldmann.

O resultado da Rio+20 é um mistério. Só se sabe que o encontro está pautado sob o tema The Future We Want – o futuro que a gente quer. Fabio Feldmann, consultor e ex-candidato ao governo do Estado pelo PV, acha que o atual formato da reunião pode transformá-la num desperdício. “Se nada mudar, tende a ser um fracasso”, avisou em conversa com a coluna.

Para o antigo ambientalista, um dos fundadores da SOS Mata Atlântica, está faltando liderança. Inclusive de Dilma, que ele diz ter visão atrasada sobre o tema. “Eu me coloco nos chinelos da presidente. No momento em que alcanço o maior cargo do Brasil, quando o País está bombando no mundo inteiro, minha preocupação é com o meu legado. Se ela tiver isso em mente, tenderá a liderar a Rio+20 na direção correta”, pondera.

O Brasil quer entrar no Conselho de Segurança da ONU? “É só se sair bem na Rio+20 que entra”, receita. E defende uma visão diferente de mundo. “Em toda palestra que faço, eu digo: o conflito não é mais o de esquerda e direita, da nossa geração. O conflito, hoje, é século 20 versus século 21″.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Por que você resolveu escrever Sustentabilidade Planetária: Onde Eu Entro Nisso?

Apesar de o tema estar na boca das pessoas, é grande a dificuldade em mobilizar a sociedade. Quis atrair o leitor para nossos temas de maneira compreensível. Por isso o livro é bastante baseado no que a comunidade científica está falando.

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RECADO PARA GERALDO SIMÕES: “QUEM SERVE PARA APOIAR, TAMBÉM SERVE PARA SER APOIADO”

Davidson Magalhães. Foto: Emilio Gusmão.

O Blog do Gusmão conversou com o presidente da Bahia Gás, Davidson Magalhães, um dos nomes do PCdoB para a prefeitura de Itabuna.

Destaques da entrevista:

o projeto do gasoduto Ilhéus-Itabuna, que será iniciado em 2013;

a candidatura de Israel Nunes (PCdoB) em Ilhéus, e uma possível aliança, costurada por cima, com o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP);

Davidson Magalhães e Jabes Ribeiro em família e na política.

possibilidade de uma composição com o PT de Geraldo Simões;

o histórico de derrotas de Geraldo Simões e sua esposa Juçara, em Itabuna.

Confira a entrevista.

 

 

 

ENTREVISTA COM ROMUALDO LISBOA, O NARRADOR SATÍRICO DA CORRUPÇÃO ILHEENSE

Chega a Ilhéus, com a primeira apresentação na noite dessa sexta (24), o espetáculo O Inspetor Geral – Sai o Prefeito, entra o Vice. A peça, uma sátira inspirada numa cidade litorânea do sul da Bahia, retrata a turbulência política vivida pela pequena Ilha Bela, onde a troca de prefeitos mexe com todo o município.

O Blog do Gusmão conversou com o dramaturgo Romualdo Lisboa, diretor e idealizador da peça. Principais destaques da entrevista:

o grande período que a peça ficou em cartaz fora da cidade;

a expectativa sobre a presença dos políticos que inspiraram os personagens;

o sucesso e o reconhecimento do espetáculo pelo país;

a universalidade e a estética da obra;

a indicação ao Prêmio Shell;

a abordagem satírica que o espetáculo faz da corrupção.

O Inspetor Geral será encenado nessa sexta-feira (24) e sábado (25), às 21h. No domingo (26), às 20h, no Teatro Municipal de Ilhéus. O ingresso custa 20 reais e a meia R$ 10,00.

Confira a entrevista com Romualdo Lisboa.

 

ENTREVISTA DE JAQUES WAGNER AO BOM DIA BRASIL

O governador Jaques Wagner foi entrevistado, na manhã dessa terça-feira (07), no telejornal Bom dia Brasil, da rede Globo.

Na entrevista, Wagner admitiu que pode conceder aos grevistas a Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, a principal exigência do movimento, mas disse não ter recursos para que o pagamento seja feito imediatamente. A proposta é que os valores sejam diluídos nos salários no decorrer dos próximos anos, até 2015.

O governador não deu prazos para a greve acabar, mas afirmou que há avanços nas conversas. Nesta manhã, uma nova rodada de negociações deve ser realizada.

Confira abaixo a entrevista feita na manhã dessa terça-feira (07).

 

WAGNER AFIRMA QUE NÃO FOI OMISSO EM RELAÇÃO À GREVE DOS PMS

Da Folha de São Paulo

Governador da Bahia nega ter sido omisso na greve dos policiais e afirma que não dará reajuste ao movimento.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são “coisa de bandido”.

O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.

O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.

Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Folha – Esta greve poderia ter sido evitada?

Jaques Wagner - Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois “berros” [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.

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EXCLUSIVO! BLOG DO GUSMÃO ENTREVISTA ASSESSOR JURÍDICO DA ASPRA, DIRETO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Por volta das 20h desse domingo (05), conseguimos entrevistar via celular, Ícaro Argolo, advogado e assessor jurídico da ASPRA, associação que iniciou a greve da Polícia Militar baiana.

Ícaro Argolo é braço direito de Marco Prisco, líder dos grevistas, e nesse momento está na Assembléia Legislativa, em Salvador.

Principais destaques da entrevista:

a possibilidade de confronto com a Força Nacional de Segurança;

as negociações com o governo estadual;

as reivindicações que permanecem na pauta;

a situação dos familiares dos grevistas, incluindo as crianças, que permanecem na Assembléia Legislativa, apesar do prazo para a desocupação, previsto para a meia-noite;

os 11 mandados de prisão contra os líderes do movimento.

Ouça na Rádio Gusmão.

 

 

 

A UESC HOJE É A INSTITUIÇÃO DE MAIOR CREDIBILIDADE NA REGIÃO

Após oito anos à frente da maior instituição pública do sul da Bahia, o professor Joaquim Bastos concedeu entrevista ao Núcleo Web, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde fez uma avaliação de sua gestão, destacando os novos cursos criados, os avanços na pesquisa, extensão e assistência estudantil, novas construções e a expansão do ensino à distância.

Joaquim, que deixa a reitoria da universidade em janeiro de 2012 fazendo sucessora, fala ainda dos novos desafios do ensino superior.

Núcleo WEB – Reitor, após quase oito anos de mandato à frente da Universidade Estadual de Santa Cruz, como o senhor avalia a posição da Universidade no cenário da educação superior na Bahia?

Antônio Joaquim Bastos da Silva - Inicialmente, nós poderíamos dividir essa pergunta em dois focos. O primeiro foi a fase da consolidação de uma série de ações que estavam sendo implementadas à época da nossa posse. E no segundo momento, não só expandir, como, acima de tudo, dar qualidade aos programas e projetos que estavam sendo desenvolvidos na Universidade. Ao longo desses oito anos, a UESC passou a ter um reconhecimento não só em nível de Bahia, mas, principalmente, em nível nacional, por ser uma Universidade bem ranqueada pelo Governo Federal. Em nível de Estado da Bahia, ela está em segundo lugar, atrás apenas da UFBA. E se nós levarmos em conta que entre nós e a terceira ranqueada há uma diferença de quase 140 pontos, demonstra o quanto a Universidade Estadual de Santa Cruz evoluiu qualitativamente ao longo desse período. 

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BAHIA VAI EXPANDIR REDE DE UPAS

O governador Jaques Wagner comentou, na edição dessa terça-feira (21), no programa Conversa com o Governador sobre a viagem que fez a China, na última semana, lembrando das possibilidades de negócios que se abrem após a visita.

Wagner falou ainda da expansão das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que vem cumprindo papel importante principalmente para desafogar os pronto atendimentos em todo o estado.

Por fim, Wagner deixou uma mensagem de agradecimento ao povo baiano, desejando um ótimo natal e um ano novo de muita paz. Confira na íntegra a edição dessa semana.

 

 

 

GEDDEL ENTREVISTA FHC

O ex-ministro da Integração Nacional e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, publicou em seu blog (clique aqui) neste final de semana uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na conversa, que foi gravada no Instituto que leva seu nome, FHC falou do legado de seus oito anos de governo, da relação com o ex-presidente Lula e com Dilma Rousseff, da crise econômica internacional, da importância das redes sociais no mundo moderno, da crise dos partidos brasileiros e de suas perspectivas para o futuro aos 80 anos de idade.

A entrevista foi dividida em quatro partes, confira os demais vídeos abaixo. 

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MARINA DEFENDE AUDITORIA EXTERNA EM BELO MONTE

Do jornal O Globo

Marina defende paralisação da obra "até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais".

Em meio às negociações para a votação do novo Código Florestal, que ocorrerá semana que vem no Senado, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, sem partido, abriu espaço na agenda para uma conversa por telefone sobre um dos projetos mais polêmicos do país: a hidrelétrica de Belo Monte.

Marina defendeu a realização de “uma auditoria internacional, com a presença de cientistas e jornalistas do mundo todo para garantir e comprovar que os problemas sociais e ambientais foram resolvidos”. Marina crê que a obra deve ser paralisada “até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais”.

O GLOBO: A senhora viu o vídeo dos artistas que pedem a paralisação da obra de Belo Monte? A obra deve ser mesmo paralisada?

MARINA SILVA: A obra tem problemas reais. O empreendimento não tem viabilidade econômica. Vai custar R$ 30 bilhões de dinheiro público, quando a expectativa era de que fosse feito pela iniciativa privada. Dois diretores do Ibama saíram por causa de pressões para a liberação da licença de instalação. Ela não tem viabilidade social, pois cerca de cem mil pessoas vão ser deslocadas. Além de não ser viável ambientalmente, como mostram várias entidades, o Ministério Público e grande parcela dos cientistas.

O GLOBO: Ou seja, a senhora também defende a paralisação da obra?

MARINA: Ela deve ser interrompida até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais. Depois que estiver pronto não tem como retroceder. Se tudo for resolvido, não tenho nada contra a realização da obra.

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MARINA SILVA EXPLICA O MOVIMENTO POR UMA NOVA POLÍTICA

O Coletivo Paulista do movimento será lançado neste sábado (19) em São Paulo.

O evento será transmitido pela internet às 10 horas.

Ouça a entrevista da ex-senadora Marina Silva à Rádio CBN.

 

 

 

COMUNIDADE DA SAPETINGA NÃO ESTÁ CONTRA O GBARBOSA

Alisson Mendonça.

Esclarecimento do secretário municipal de governo, Alisson Mendonça, sobre a polêmica envolvendo os moradores da Sapetinga e a rede de atacado GBarbosa, em Ilhéus.

Nessa entrevista, Alisson afirma que o embargo da obra caminha para uma solução rápida, desmente uma suposta rejeição do governo ao empreendimento e informa uma data provável de inauguração.

Ouça as explicações.

 

 

 

RUI ROCHA: “MUITOS PROBLEMAS NOVOS SURGIRÃO COM O PORTO SUL”

O professor Rui Barbosa da Rocha, 45 anos, é um homem tranquilo de hábitos simples. Sua cordialidade e polidez são traços característicos de sua personalidade.

Sempre compreensivo, costuma dizer: “o homem como ser humano é intocável”, frase que demonstra seu humanismo cristão, ligado ao protestantismo da Igreja Batista Lindinópolis.

Esse engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento e agricultura pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fugiu à regra dos acadêmicos escondidos nos ambientes confortáveis das universidades. Professor da UESC, Rui decidiu lutar contra um projeto do governo baiano, que se for implantado, vai causar diversos problemas ao Sul da Bahia. Mesmo discreto, naturalmente assumiu a liderança do movimento contrário, e por isso, constantemente é vítima de calúnias e leviandades. Mesmo assim, jamais respondeu com agressões. É um homem do conhecimento, do debate civilizado. Suas explicações, sempre lúcidas, ultrapassam a barreira da ignorância e estremecem os argumentos nada confiáveis de muitos defensores do projeto.

Nessa entrevista ao Blog do Gusmão, Rui Rocha esclarece pontos obscuros do projeto Porto Sul, munido de um prêmio recente concedido pela UNESCO, por sua luta em defesa da Mata Atlântica.

Rui Rocha com o troféu Muriqui, concedido pela UNESCO no dia 06 de outubro desse ano, em São Paulo.

BG- A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, fala que o Relatório de Impacto Ambiental do Porto Sul, no que diz respeito à geração de empregos, segue exemplos de sucesso, de outros portos já construídos. Você concorda com essa comparação feita pela secretária?

RR- Eu não concordo. As experiências que temos com esses portos de escoamento de minério de ferro não geram desenvolvimento como o governo tem dito. A estrutura portuária e ferroviária presta basicamente aos interesses de um setor, que é o mineral. Ele não transforma a economia regional, como se diz, de um porto de uso múltiplo, que vai alavancar muitos negócios e indústrias. Isso não acontece. Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou. Poderíamos imaginar que toda a estrutura produtiva da Amazônia, em torno dessa logística, poderia fazer e atrair pra essa região uma base industrial. Isso não aconteceu.

Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou.

BG- Eraci Lafuentes, assessor da Casa Civil, afirma que as políticas de compensação ambiental serão prioridades do governo do estado. Ele também garante que as famílias do assentamento Bom Gosto (situado na área destinada ao Porto) serão reassentadas para melhor. Dá para confiar?

RR- Primeiro, temos que imaginar o que o Estado está fazendo para melhorar as condições de vida da população do Sul Bahia. Acreditar que o governo vai fazer uma série de coisas no futuro, quando o porto vier, nos deixa numa situação muito vulnerável. A sociedade regional tem que solicitar do governo uma ação imediata de qualificação dessa região. Temos vários investimentos, super necessários, colocados o tempo todo na ordem do dia, nos jornais e nos rádios. Os investimentos que a nossa região precisa, não devem ser associados ao porto, devem ser associados ao passivo que a região já tem, de 40 ou 50 anos. Precisamos melhorar a rodovia Ilhéus-Itabuna, os sistemas de educação e de saúde são precários e a nova ponte Ilhéus-Pontal, prometida há muito tempo, não se vê nenhum passo nessa direção. Precisamos da qualificação urbana de Ilhéus e das outras cidades da região cacaueira e também do saneamento básico. Esses investimentos, que são obrigação do estado, deveriam estar sendo feitos agora, ou ontem, ou anteontem.

BG- Isto significa que o Porto, com os novos moradores que aqui chegarão, vai aumentar a demanda por serviços públicos?

RR- Exatamente. Temos um conjunto de necessidades que não foram atendidas até hoje, e o porto e a ferrovia, por tudo que vão acarretar com a expectativa de novos empregos, e o grande fluxo migratório que será gerado, vão exercer uma forte pressão na cidade. Muitos problemas novos surgirão com o porto. E os problemas velhos que não foram resolvidos ainda? Não podemos receber essa mensagem, de que um paraíso vai descer sobre Ilhéus, com o Porto, na medida em que hoje, não temos provas contundentes de que o governo vai fazer a sua parte, ou já fez a sua parte.

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A DAMA DE FERRO DO PORTO SUL

Eva Chiavon lembra, pelo menos um pouco, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Foto: José Nazal.

O Blog do Gusmão entrevistou na manhã de ontem (segunda, 10) a secretária estadual da Casa Civil, Eva Chiavon.

Lugar tenente do governador Jaques Wagner, a secretária se destaca por fazer uma defesa intransigente do projeto da empresa Bahia Mineração.

Enfática, ela impõe: “o Porto Sul não tem volta, está consolidado”. A frase, pronunciada durante a apresentação do relatório de impacto ambiental, na câmara de vereadores de Ilhéus, denota ponto final e impossibilidade de diálogo com os grupos contrários ao empreendimento. Subentende que o IBAMA concederá, sem sombra de dúvida, a tão sonhada licença reivindicada pelo governo do estado.

Na pauta da entrevista com Eva Chiavon, alguns questionamentos que só este modesto blog tem coragem pra fazer.

A mineração, no estado do Pará, é fortíssima. Apesar da riqueza, os indicadores sociais são terríveis. Na Bahia esse modelo será diferente?

O governo defende arduamente a exportação de commodities, mas a lei Kandir, nessa atividade econômica, retirou dos estados grande parte do que deveria ser arrecadado com o ICMS.

Segundo o RIMA, o porto público e o terminal privado serão construídos “simultaneamente”. O estado já tem orçamento para essa obra?

Na Bahia, as políticas de compensação ambiental, normalmente, não saem do papel. Com o Porto Sul será diferente?

Ouça a entrevista.

 

 

 

“A NATUREZA É UM SUJEITO DE DIREITO”

Iara Pietricovsky.

Durante o II Encontro Nacional por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, realizado em Salvador no final de agosto, este blogueiro teve a oportunidade de bater um papo com Iara Pietricovsky.

Antropóloga, atriz, intelectual e ativista das causas sociais, Iara Pietricovsky viaja pelo mundo defendendo questões relacionadas aos direitos humanos e às políticas públicas. Ela coordena o Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC).

Nessa entrevista, ela questiona com muita propriedade a maneira como os desenvolvimentistas encaram a natureza, um ser passivo, cuja importância é secundária nos processos que buscam o crescimento econômico.

O assunto se encaixa perfeitamente na pauta do Blog do Gusmão, já que somos um dos poucos canais contrários ao modelo de desenvolvimento do projeto Porto Sul.

Carinhosamente, dedicamos esse post aos professores Álvaro Degas e Carlos Pereira Neto, comentaristas frequentes deste blog, defensores fiéis do empreendimento da Bamin.

Outros temas: ética e estética, jornalismo e corrupção, desilusão e utopia, também foram discutidos. A entrevista proporciona grandes reflexões.

Façam bom proveito. Basta ouvir!

 

 

 

WAGNER VAI DISPUTAR VAGA NA CÂMARA EM 2014

O governador Jaques Wagner, em entrevista à revista Isto É desta semana, falou de seus planos políticos para 2014, ano em que deixará o comando do Estado.

Wagner afirmou que está realizado politicamente, por ter mudado os cenários social e econômico da Bahia, e que deve concorrer a uma cadeira na câmara, na próxima eleição geral. “Serei candidato a deputado federal, para deixar as vagas de vice-governador e senador livres para a composição com os aliados”.

Se essa pretensão se confirmar, o governador  terá que se licenciar do cargo seis meses antes do início do pleito, e dez meses para o fim do mandato. Assim,  cabendo a Otto Alencar (PSD), atual vice-governador, assumir o comando.  

Ainda na entrevista, o governador confirmou a preferência da presidente Dilma Rousseff pela Bahia, citando o recente anúncio da criação de duas universidades federais no estado.

Clique aqui e leia a entrevista completa. 

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