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	<title>BLOG DO GUSMÃO :: Multimídias, polêmica e reflexão &#187; Entrevistas</title>
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		<title>ENTREVISTA DE JAQUES WAGNER AO BOM DIA BRASIL</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 11:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[governador Jaques Wagner]]></category>
		<category><![CDATA[Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4]]></category>

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		<description><![CDATA[O governador Jaques Wagner foi entrevistado, na manhã dessa terça-feira (07), no telejornal Bom dia Brasil, da rede Globo. Na entrevista, Wagner admitiu que pode conceder aos grevistas a Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, a principal exigência do movimento, mas disse não ter recursos para que o pagamento seja feito imediatamente. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador Jaques Wagner foi entrevistado, na manhã dessa terça-feira (07), no telejornal Bom dia Brasil, da rede Globo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na entrevista, Wagner admitiu que pode conceder aos grevistas a Gratificação de Atividade Policial (GAP) de nível 4, a principal exigência do movimento, mas disse não ter recursos para que o pagamento seja feito imediatamente. A proposta é que os valores sejam diluídos nos salários no decorrer dos próximos anos, até 2015.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador não deu prazos para a greve acabar, mas afirmou que há avanços nas conversas. Nesta manhã, uma nova rodada de negociações deve ser realizada.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confira abaixo a entrevista feita na manhã dessa terça-feira (07).</span></h4>
<p style="padding-left: 90px;"> <object width="380" height="244" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/FbiAex8rAWY?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="380" height="244" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/FbiAex8rAWY?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>WAGNER AFIRMA QUE NÃO FOI OMISSO EM RELAÇÃO À GREVE DOS PMS</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 13:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<description><![CDATA[Da Folha de São Paulo Governador da Bahia nega ter sido omisso na greve dos policiais e afirma que não dará reajuste ao movimento. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são &#8220;coisa de bandido&#8221;. O petista se referia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Da Folha de São Paulo</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2012/02/06/wagner-afirma-que-nao-foi-omisso-em-relacao-a-greve-dos-pms/wagner-entrevista-folha/" rel="attachment wp-att-63889"><img class="alignleft  wp-image-63889" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid; margin: 10px;" title="wagner entrevista folha" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/wagner-entrevista-folha.jpg" alt="" width="175" height="240" /></a>Governador da Bahia nega ter sido omisso na greve dos policiais e afirma que não dará reajuste ao movimento.</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são &#8220;coisa de bandido&#8221;.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Folha &#8211; Esta greve poderia ter sido evitada?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Jaques Wagner</strong> - Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois &#8220;berros&#8221; [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.</span></h4>
<p><span id="more-63888"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Mesmo com motivação nacional, houve uma adesão forte dos PMs daqui por melhores salários.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem não quer ganhar mais? Todo mundo quer, mas precisa saber da legalidade e das consequências. Não é pouca coisa o aumento de 30% acima da inflação que policiais tiveram em cinco anos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>No momento em que a greve foi deflagrada, o sr. estava em Cuba. O sr. foi surpreendido?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu estava monitorando. A assembleia [de grevistas] foi dia 31 à tarde, cheguei na madrugada do dia 2. Havia autoridade aqui. Tinha o governador em exercício e o secretário de Segurança. A primeira ligação que eu recebi foi informando que a assembleia deu mais gente do que eles achavam que ia dar. A avaliação que as estruturas de segurança tinham [do movimento] não se confirmou na assembleia. Isso é fato.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O governo não negocia com a Aspra (entidade que lidera a greve) por isso?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a associação que tem o menor número de associados.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Mas tem o controle do movimento. O sr. já foi sindicalista. Não é um equívoco não negociar com quem lidera?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não acho que a categoria tenha apreço por essa liderança. Ninguém do governo vai receber o [presidente da Aspra, Marco] Prisco. Ele está com ordem de prisão decretada.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em 2001, quando a PM parou por duas semanas e também houve uma onda de violência na Bahia, o sr. era de oposição e apoiou o movimento.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu não.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O partido do sr. apoiou.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vários parlamentares apoiaram, eu não apoiei. Eu entrei para negociar e ajudar a sair da greve.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Pode haver invasão da Assembleia, onde estão acampados os líderes do movimento?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Invasão, não, porque é um prédio de outro poder [Legislativo]. Mas o próprio poder está incomodado com a presença de pessoas com ordem de prisão sentadas ali.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O Estado baiano ou as Forças Armadas irão prender essas pessoas?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tem uma ordem judicial para ser cumprida. A estrutura militar e policial está montando uma estratégia para cumprir a ordem.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O sr. pode anistiar os grevistas?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não vou assinar anistia nenhuma a quem cometeu crime, invadiu ônibus, matou mendigos ou moradores de rua, como foi feito. A figura da anistia não existe, ela só existe quando se encerra um regime de exceção. Não estamos em um regime de exceção. Anistia é presente e estímulo a esse processo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O sr. tem informações concretas que grevistas mataram pessoas?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Óbvio que não tenho prova. Como a estratégia deles é a criação de pânico, é muito estranho que nesses dias morram moradores de rua na proximidade da associação deles. Você pode perguntar se estou sendo leviano. Estou falando de uma suspeita; será acusação se a gente conseguir provas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O governo pode fazer alguma concessão para encerrar o impasse?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não tem acordo. Não dá para a gente ficar alimentando isso como método de reivindicação salarial. Isso não existe. Qual é a segurança que posso lhe dar amanhã se é a polícia quem está tirando cidadão de ônibus? Isso é coisa de bandido. Estou falando até como ex-grevista.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os militares darão segurança ao Carnaval de Salvador?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda estamos a 10 ou 11 dias do Carnaval. Não há hipótese de esse planejamento da PM para o Carnaval não ser cumprido. Até lá estará acabado esse processo [de greve].</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O sr. vai cortar o ponto de quem aderiu à greve?</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma separação gritante entre os marginais, que estão cometendo esses troços, de quem está querendo ganhar mais e aderiu. Tenho de separar o joio do trigo. Quem cometeu crime vai responder na Justiça. Para os outros, não, [o corte de ponto] será instrumento da negociação do comando da PM com eles.</span></h4>
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		<title>EXCLUSIVO! BLOG DO GUSMÃO ENTREVISTA ASSESSOR JURÍDICO DA ASPRA, DIRETO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 00:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por volta das 20h desse domingo (05), conseguimos entrevistar via celular, Ícaro Argolo, advogado e assessor jurídico da ASPRA, associação que iniciou a greve da Polícia Militar baiana. Ícaro Argolo é braço direito de Marco Prisco, líder dos grevistas, e nesse momento está na Assembléia Legislativa, em Salvador. Principais destaques da entrevista: a possibilidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/greve-pm.jpg" rel="lightbox[63725]"><img class="alignleft size-full wp-image-63730" style="margin: 10px;" title="greve pm" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/greve-pm.jpg" alt="" width="180" height="167" /></a>Por volta das 20h desse domingo (05), conseguimos entrevistar via celular, Ícaro Argolo, advogado e assessor jurídico da ASPRA, associação que iniciou a greve da Polícia Militar baiana.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ícaro Argolo é braço direito de Marco Prisco, líder dos grevistas, e nesse momento está na Assembléia Legislativa, em Salvador</span>.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Principais destaques da entrevista:</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a possibilidade de confronto com a Força Nacional de Segurança;</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>as negociações com o governo estadual;</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>as reivindicações que permanecem na pauta;</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a situação dos familiares dos grevistas, incluindo as crianças, que permanecem na Assembléia Legislativa, apesar do prazo para a desocupação, previsto para a meia-noite;</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>os 11 mandados de prisão contra os líderes do movimento.</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ouça na Rádio Gusmão.</strong></span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" rel="lightbox[63725]"><img class="alignleft  wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="203" height="36" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="200" height="30" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/1119332153/c6b21fe8" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="200" height="30" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/1119332153/c6b21fe8" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>A UESC HOJE É A INSTITUIÇÃO DE MAIOR CREDIBILIDADE NA REGIÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 19:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[UESC]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[assistência estudantil]]></category>
		<category><![CDATA[extensão]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Bastos]]></category>
		<category><![CDATA[Uesc]]></category>

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		<description><![CDATA[Após oito anos à frente da maior instituição pública do sul da Bahia, o professor Joaquim Bastos concedeu entrevista ao Núcleo Web, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde fez uma avaliação de sua gestão, destacando os novos cursos criados, os avanços na pesquisa, extensão e assistência estudantil, novas construções e a expansão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2011/12/29/a-uesc-hoje-e-a-instituicao-de-maior-credibilidade-na-regiao/joaquim_int/" rel="attachment wp-att-59869"><img class="alignright  wp-image-59869" style="border-image: initial; border-width: 1px; border-color: black; border-style: solid; margin: 10px;" title="joaquim_int" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/joaquim_int.jpg" alt="" width="180" height="240" /></a>Após oito anos à frente da maior instituição pública do sul da Bahia, o professor Joaquim Bastos concedeu entrevista ao Núcleo Web, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), onde fez uma avaliação de sua gestão, destacando os novos cursos criados, os avanços na pesquisa, extensão e assistência estudantil, novas construções e a expansão do ensino à distância.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Joaquim, que deixa a reitoria da universidade em janeiro de 2012 fazendo sucessora, fala ainda dos novos desafios do ensino superior.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Núcleo WEB &#8211; Reitor, após quase oito anos de mandato à frente da Universidade Estadual de Santa Cruz, como o senhor avalia a posição da Universidade no cenário da educação superior na Bahia?</strong><strong><br />
</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong>Antônio Joaquim Bastos da Silva -</strong><strong> </strong>Inicialmente, nós poderíamos dividir essa pergunta em dois focos. O primeiro foi a fase da consolidação de uma série de ações que estavam sendo implementadas à época da nossa posse. E no segundo momento, não só expandir, como, acima de tudo, dar qualidade aos programas e projetos que estavam sendo desenvolvidos na Universidade. Ao longo desses oito anos, a UESC passou a ter um reconhecimento não só em nível de Bahia, mas, principalmente, em nível nacional, por ser uma Universidade bem ranqueada pelo Governo Federal. Em nível de Estado da Bahia, ela está em segundo lugar, atrás apenas da UFBA. E se nós levarmos em conta que entre nós e a terceira ranqueada há uma diferença de quase 140 pontos, demonstra o quanto a Universidade Estadual de Santa Cruz evoluiu qualitativamente ao longo desse período. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-59868"></span></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; No período de sua administração, a UESC criou 10 novos cursos de graduação e promoveu mudanças significativas na política de acesso à Universidade. Quais as perspectivas agora para essa área?</p>
<p>AJBS -</strong> A Universidade, inicialmente, vai precisar identificar qual o seu tamanho ideal. Nós percebemos que algumas universidades brasileiras primaram por se desenvolver de maneira muito forte na pós-graduação, tendo na graduação a sustentação de seus cursos de mestrado e doutorado. Outras primam por desenvolver uma graduação muito forte e com pouca ou quase nenhuma ênfase na pós-graduação. A UESC, nesses últimos anos, buscou entender como funciona o mercado global, haja vista que, recentemente, criamos quatro novos cursos de Engenharia em função da necessidade que o mercado, principalmente o mercado de petróleo, exige hoje para o país. Isso demonstra que a UESC é uma Instituição que está antenada com a globalização e faz com que as suas ações sejam voltadas, exatamente, para o atendimento das demandas da sociedade. Com relação à política de acesso, desenvolvemos inicialmente um projeto piloto chamado de Bantuiê que, ao longo de três anos, nos mostrou e nos deu a convicção de que programas de inclusão social desenvolvidos na nossa Universidade não trariam interferência na qualidade de seus resultados. E, com isso, adotamos um sistema de cotas diferenciado de muitas outras universidades, porque o nosso sistema é para alunos de instituição pública e há também um viés racial, mas a predominância do nosso sistema de cotas está voltada para o aluno de escola pública. E com isso, conseguimos avançar nas discussões junto ao Governo Federal, o que faz com que esse ano nós estejamos aproveitando 50% das nossas vagas via INEP &#8211; são as vagas do ENEM -, e 50% de vagas através do vestibular. O grande problema de se criar um programa de acesso à Universidade não remete à fase inicial da entrada do aluno e sim à fase de permanência. Isso nós vamos ter que pensar: de que maneira, futuramente, o nosso programa vai ser ampliado? Hoje, já se atende a aproximadamente, 2.000 estudantes com bolsas permanência, que inclui transporte, alimentação, auxílio-residência. Enfim, são ações que fazem com que o aluno que tem menor poder aquisitivo possa desenvolver as suas ações de ensino, as ações como acadêmico de forma necessária e suficiente para o seu aprendizado e, acima de tudo, para que ele se transforme em um verdadeiro cidadão. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Professor, e no que diz respeito ao ensino na modalidade a distância, quais os projetos da Universidade?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> A UESC iniciou suas ações na área de modalidade a distância, educação a distância e UAB, a partir de 2007. Tínhamos um projeto aprovado e, inicialmente fizemos uma experiência participando do Consórcio Setentrional, onde a UNB capitaneava esse programa. E no momento que nos sentimos em condições de desenvolver cursos na modalidade à distância através da própria Universidade, assim o fizemos. Hoje, entendemos que esse tipo de ensino não só permite a qualificação de pessoas em nível de graduação, mas, principalmente, nós temos de pensar em cursos de pós-graduação. Hoje, no mundo, a maneira mais eficiente de se fazer a qualificação de profissionais que já estão alocados no mercado de trabalho é através de cursos na modalidade a distância. Isso nós percebemos nos países que fazem parte da Comunidade Europeia, percebemos isso nos Estados Unidos, na Austrália. Como nós estamos tentando fazer, hoje, em nível de graduação com a qualificação de professores, principalmente da rede pública de ensino, tanto em nível municipal quanto em nível estadual. Isso dá não só a capacidade de interferir na qualificação de recursos humanos, mas, acima de tudo, de adequar, de maneira apropriada, esses profissionais dentro das diversas disciplinas que eles ministram nessas redes de ensino. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; A partir de agora, professor, que diretrizes vão nortear a nova política de assistência e permanência estudantil?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> A UESC, desde 2007, vem promovendo o seu programa de assistência estudantil, se não de forma 100% suficiente, mas, se levarmos em consideração que a assistência estudantil que é desenvolvida é oriunda dos recursos da própria Universidade – nós não temos auxílio externo com relação à manutenção desse programa – entendemos que ele conseguiu funcionar de forma bastante satisfatória. Nós temos a expectativa de que, a partir de 2012, com a utilização do ENEM no acesso dos alunos à Universidade, passaremos a ter recursos extraorçamentários que vão permitir fazer com que essa assistência estudantil seja consolidada, até porque esses recursos permitem não só bolsas para manutenção do aluno na Universidade, como também podem ser utilizados em investimento, como por exemplo, na construção de residência universitária. Além disso, nós temos disponibilizados, de uma emenda parlamentar, R$ 800 mil que serão incorporados para construção da residência universitária. Acredito que a UESC está no caminho certo e que, em 2012, com certeza, vamos estar num patamar de melhor qualidade, num patamar de maior acessibilidade por parte dos alunos carentes ao nosso programa de assistência estudantil. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Na área de pós-graduação, que avaliação o senhor faz com base na realidade da UESC nesse cenário?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>Quando assumimos a Universidade, nós tínhamos uma visão clara de como vinha funcionando o ensino em nível mundial. Isso se nós pensássemos dentro do conceito de Universidade do futuro, onde muitas missões são estabelecidas, como por exemplo: educar é um conceito de Newman; pesquisar é um conceito de Humboldt; profissionalizar que foi um conceito muito usado na era napoleônica; organizar o conhecimento que foi um conceito desenvolvido por Aquino; e acima de tudo, interagir fortemente com a sociedade, que é um conceito moderno, é um conceito que está sendo usado plenamente. Porque comumente nos questionamos: qual o papel das universidades públicas para o desenvolvimento regional, para o desenvolvimento do estado, para o desenvolvimento da nação? Se levarmos em conta que o desenvolvimento de recursos humanos é promovido por todas elas, precisamos de algo mais, ou seja, de ter aquele salto de qualidade que fizesse com que a Universidade fosse diferente. E para que nós atingíssemos essas metas e, principalmente, pudéssemos estar conceituados ao nível das melhores universidades brasileiras, fizemos a opção de desenvolver a pós-graduação dentro da Instituição. Se levarmos em conta que, nos últimos oito anos, nós tivemos um crescimento, pois saímos praticamente de dois mestrados próprios para 14 mestrados e três doutorados, isso demonstra realmente a velocidade com que a Universidade tem crescido na área da pós-graduação. Temos cursos que são bem classificados, estão dentro de um conceito de qualidade muito grande. Sabemos que isso também é fruto do programa de qualificação do corpo docente que foi implementado de forma muito robusta pela nossa Instituição. Ao longo desses oito anos, tivemos, aproximadamente, 100 professores afastados para qualificação, na sua grande maioria em cursos de doutorado, alguns em cursos de pós-doutoramento, e isso fez com que o nosso corpo docente se transformasse num agente captador de recursos muito grande e de uma importância fundamental para o crescimento da Instituição. Então, a pós-graduação foi a vertente escolhida pela nossa gestão para desenvolver o crescimento da Universidade. E, com certeza, eu posso afirmar que fizemos a escolha certa, haja vista que hoje nós conseguimos atingir a meta 14 do PNE (Plano Nacional de Educação), já de maneira bem antecipada ao prazo que o MEC estabelece para que as universidades tenham 75% do seu corpo docente qualificado com, no mínimo, 35% de doutores. A UESC já ultrapassou &#8211; e muito &#8211; essa qualificação. Nós hoje temos mais de 80% do nosso corpo docente qualificado com mestrado e doutorado, e esperamos, nos próximos dois anos, chegar a aproximadamente 95% de qualificação do nosso corpo docente. Isso fez com que a pós-graduação ganhasse qualitativamente, não apenas quantitativamente, no número de cursos e no número de alunos matriculados mas, principalmente, se levamos em consideração a posição da UESC no ranking de publicações em revista indexadas. A Universidade Estadual de Santa Cruz, hoje, tem o melhor ranqueamento, em nível de Estado da Bahia, com relação à publicação em revistas indexadas internacionais. Isso é fruto exatamente da qualidade do nosso corpo docente que trabalha nos programas de mestrado e doutorado, principalmente nas ações que são desenvolvidas nas diversas áreas de pesquisa. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Professor, uma das referências dessa administração é a grande quantidade de obras realizadas no campus universitário. O que representa essa expansão para o futuro da UESC?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> Esse casamento entre expansão física e expansão acadêmica vai existir permanentemente em qualquer instituição que queira se desenvolver, que queira crescer, e acima de tudo se consolidar como sendo instituição referencialmente de qualidade. Ao longo desses oito anos, tivemos que trabalhar de maneira muito forte na busca de recursos externos, pois entendíamos – e continuamos entendendo – que os recursos que são disponibilizados pelo Tesouro do Estado são insuficientes para investimentos. No primeiro mandato, tivemos uma série de obras inauguradas e para esse segundo momento, no próximo mês de janeiro, nós pretendemos, pelo menos, inaugurar dez novas obras na Instituição. Quase todas elas remetendo-se à ampliação de espaço físico. Obviamente que o espaço físico que vem sendo construído não só é utilizado para sala de aula, mas acima de tudo, para laboratórios de pesquisa, laboratórios de diversos cursos de pós-graduação. E temos certeza, de que, para o presente momento, para o tamanho atual da nossa Universidade, o espaço físico que nós temos a ser inaugurado vai contemplar plenamente as nossas ações. Obviamente que se a Universidade continuar se expandindo, porque existe ainda essa possibilidade de criação de novos cursos, novos espaços físicos deverão ser demandados e para isso a Universidade precisa continuar nessa busca permanente de recursos externos, que tanto pode ser em nível de Governo Federal, como pode ser em nível de agência de fomento internacional, ou em nível da iniciativa privada. Todas essas ações voltadas para a captação de recursos externos terão que ser mantidas e, se possível, ampliadas, até porque algumas necessidades ainda precisam ser atendidas dentro da Instituição. Mas isso é um processo contínuo, é um processo que nós temos levado em consideração na distribuição desses espaços novos, principalmente o estágio meritório de cada setor, de cada segmento, de cada departamento dentro da Instituição. E isso faz com que a UESC, realmente, possa trabalhar com tranquilidade no desenvolvimento das suas atividades acadêmicas. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Na área tecnológica, que avanços foram proporcionados à comunidade acadêmica?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> A UESC tem buscado participar de ações que venham transformar tecnologicamente a Instituição. No primeiro momento, ampliamos sua capacidade de rede. No segundo momento, dotamos todos os departamentos e professores com os equipamentos necessários. Hoje, praticamente, todos os nossos professores com dedicação exclusiva, ou que estão focando ações de pesquisa, possuem um computador pessoal: isso melhora a sua qualidade de rendimento na sala de aula e não impede que ele acompanhe ou desenvolva trabalhos fora do seu ambiente uesqueano. E gostaríamos imensamente de ter aqui na Universidade tecnologias sendo desenvolvidas de modo a trabalhar, por exemplo, com redução do consumo de energia, desde quando a Universidade tem projetos na área de energia renovável. Nós poderíamos trabalhar programas de estrutura de rede, não só internas, mas, acima de tudo, com outras universidades, com outros organismos internacionais, principalmente que nos permitissem funcionar de maneira clara e diária com todos esses organismos. Temos um problema que precisa ser resolvido pelo Governo do Estado com relação à Lei de Informática. Hoje, o Polo de Informática poderia estar alocando aqui em nossa região, principalmente em nossa Instituição, boa parte dos recursos que são possibilitados de aplicação da Lei de Informática, e isso não ocorre. Nós somos o quinto estado nordestino fixador de recursos da Lei de Informática; perdemos para Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, em virtude das dificuldades da legislação existente no Estado da Bahia. Isso já foi solicitado ao Governo – a reformulação dessa legislação. Nós temos no CEPEDI (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Informática e Eletro-eletrônica), em Ilhéus, uma Instituição que tem o suporte da Universidade para seu funcionamento, e também tem as mesmas dificuldades. Por vezes é muito mais fácil fazer uma captação de recursos externos ao Estado da Bahia, de empresas que venham desenvolver tecnologias no CEPEDI ou na própria Universidade, quando nós poderíamos ter um volume infinitamente superior ao que hoje é aportado não só na UESC como também no CEPEDI. Então é uma área que precisa ser desenvolvida. Eu acredito que as engenharias vão dar um salto de qualidade nas pesquisas doravante, principalmente nas áreas de energia, produção de material, de desenvolvimento de software, de hardware, enfim, equipamentos que tecnologicamente consideramos de primeira necessidade, mas que a Universidade está numa fase ainda bastante embrionária. Com certeza, através do NIT, através do NBCGIB, das diversas engenharias, do curso de Computação e do próprio CEPEDI, a tendência natural é de que, nos próximos anos, nós passaremos a desenvolver tecnologias mais requisitadas pela sociedade, até porque estamos numa fase inicial de registro de patentes. Isso demonstra já certa preocupação dos nossos pesquisadores com relação à produção que é desenvolvida na área tecnológica. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; E na área de Extensão, professor, o que o senhor poderia dizer?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> Nós entendemos que a Universidade tem um papel preponderante no desenvolvimento regional, e com isso as ações de extensão se tornam carro-chefe nesse processo. Temos ações que buscam contribuir com a integração regional; fazemos o desenvolvimento de uma massa crítica,aqui, na região, de alto nível; temos ações que são de formação continuada e, acima de tudo, permitem que a Universidade faça a interação com a sociedade. Só pra se ter ideia, nas ações de extensão desenvolvidas no ano de 2010, nós atendemos a mais de 240 mil pessoas com ações voltadas para o meio ambiente, para a educação, comunicação, cultura, trabalho, saúde e direitos humanos. Acho que a extensão é a porta de saída da Universidade, principalmente para tudo o que é produzido na área de pesquisa. De que maneira nós podemos levar para a sociedade os conhecimentos ou os resultados que são obtidos através do desenvolvimento das pesquisas realizadas nas diversas áreas? Nós poderíamos dizer que a Universidade é bem posicionada com relação à interação com os diversos municípios do seu entorno. Nós temos, aproximadamente, convênios com 80 municípios, trabalhamos ações do programa TOPA, do programa Universidade para Todos, detecção precoce do câncer infantil, temos o programa de implantação do banco de ovinos, criamos a Universidade Aberta à Terceira Idade, que é um programa muito procurado e bastante interessante; buscamos desenvolver o conhecimento na rede de ensino do segundo grau, com as Olimpíadas da Matemática. Enfim, são ações extensionistas desenvolvidas pela UESC. Por vezes, nos preocupa a falta de compreensão ou de comprometimento dos governos municipais. Nós poderíamos, sem citar nomes, dizer que muitas das ações que poderíamos estar desenvolvendo, por exemplo, na área de turismo, deixam de ser desenvolvidas porque não há uma linha de interação ou de conexão entre o que a Universidade produz os trabalhos que são desenvolvidos dentro dos municípios. Na área cultural, a mesma coisa. Se formos verificar o quanto a nossa Região já perdeu da sua história nessa área cultural, se você for olhar todos os eventos que há 30 ou 40 anos eram desenvolvidos ao longo do ano em todos os municípios, na Região Cacaueira, hoje muito pouco está preservado, muito pouco é cuidado no sentido de desenvolver ações que façam a preservação cultural da região. Nós temos um programa de assistência a arquivos públicos que, em alguns momentos, parece que é função da Universidade manter o arquivo público em funcionamento, quando na realidade a nossa função é orientar, estruturar, é criar um projeto de funcionamento para o arquivo público no município. Eu acho que precisa – e muito – mudar a mentalidade regional com relação ao funcionamento dos municípios quando a Universidade se predispõe ou se propõe a auxiliar, a orientar ou a fazer encaminhamentos de programas que são de interesse do município. Não é que a Universidade possa fazê-lo ao seu bel-prazer. É porque na realidade fugiria a muitas das nossas funções, se nós começássemos a desenvolver dentro dos municípios ações ou funções que são estritamente municipais. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Que avaliação o senhor faz sobre o início do intercâmbio da UESC com instituições de ensino superior de outros países?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> O intercâmbio, independentemente dele ser em nível interno ou externo – onde nós poderíamos dizer que a mobilidade pode acontecer em nível do próprio estado da Bahia ou dentro dos estados brasileiros, e também pode ser em nível internacional – tem sido uma ação instigada pelo Governo Federal. Existem professores nossos que saem e existem professores de outros países que vêm ao Brasil para também se qualificar. O Governo Federal criou o programa Ciência sem Fronteira, que espera, até 2014, estar mandando 100 mil jovens acadêmicos para o exterior. Obviamente que o Governo está direcionando para as áreas de interesse maior. Nesse primeiro momento, são as áreas de engenharia, principalmente, desde quando o pré-sal vai fazer com que nós tenhamos necessidade de 60 mil novos engenheiros só para a Petrobrás. Então percebemos o volume necessário de mão de obra que precisa ser qualificada num curto espaço de tempo. Esse programa dá 100 mil bolsas: são 75 mil bolsas financiadas pelo Governo Federal, 25 mil bolsas financiadas pela iniciativa privada. E a UESC entende que é um momento apropriado para dar não só oportunidade aos nossos alunos de pós-graduação, mas principalmente aos nossos alunos da graduação de ter uma nova visão de mundo, de conhecer novas culturas, novas identidades. Enfim, um aluno que passa dois anos numa universidade europeia, onde ele vai ter dupla titulação, ele recebe um título que é reconhecido tanto em nível da UESC quanto a sua instituição do exterior, e volta com a visão de mundo totalmente diferenciada. Ele volta um cidadão com a visão muito mais ampla dos problemas mundiais, do contexto que está sendo discutido com relação às diversas áreas de conhecimento. E para nós isso é importante porque a UESC faz parte de grupos hoje reconhecidos no mundo, como, por exemplo, Grupo Coimbra Universidades Brasileiras. Nós somos uma das seis universidades estaduais que participam desse projeto; somos membro fundador do grupo Coimbra. São 52 universidades brasileiras que, através da criação desse grupo – reconhecido pelo governo brasileiro e pelo governo português – fazem com que nós tenhamos acesso às 38 universidades da comunidade europeia, que são as mais antigas do mundo. Na Universidade de Coimbra, por exemplo, nós temos hoje mais de 10 alunos em áreas de licenciatura. É uma Universidade que foi fundada em 1292, salvo engano. A Universidade de Bolonha, na Itália, é um pouco mais antiga. Enfim, nós temos alunos hoje na Espanha; alunos que estiveram na Alemanha; que vão à França dentro do programa do curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Relações Internacionais, o que faz com que ao retornarem à nossa Universidade, tenham um ganho de conhecimento que, com certeza, melhora o seu currículo. Outro ponto que tem de ser levado em consideração é que, na avaliação dos diversos cursos feitos, principalmente pela CAPES – cursos de pós-graduação – há uma necessidade ou quase uma obrigatoriedade de que haja essa mobilidade que nós chamamos de “conexão sanduíche”, que pode ser um ano até dois anos para o doutorado e seis meses ou até um ano para o mestrado. O aluno pode fazer disciplinas no exterior que são aproveitadas no seu curso de qualificação. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Professor, como a pesquisa, especificamente falando, tem contribuído para fortalecer a posição da Universidade no contexto de nosso Estado?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>O viés que nós escolhemos para desenvolver o crescimento e o reconhecimento qualitativo da Universidade foi através da pós-graduação e da pesquisa. Hoje, nós temos dentro da Instituição laboratórios considerados de ponta. Temos o laboratório de genética e biotecnologia e o laboratório de microscopia, com equipamentos fantásticos e estaremos inaugurando agora, em janeiro, o Instituto de Análise Físico-Química para produtos orgânicos e inorgânicos, do qual o CNRS da França vai ser um dos nossos parceiros, não só ajudando na fase inicial de implantação, mas principalmente na transferência de tecnologia e de equipamentos para o seu funcionamento desse centro. Com isso, a Universidade vai ter um Instituto para análise de produtos, como disse, orgânicos e inorgânicos. A fase inicial a ser trabalhada deve ser a fase alimentar, desde quando a Comunidade Econômica Europeia e os EUA, hoje, exigem certificação dos produtos na origem. Então, nós precisamos ter, no Brasil, um laboratório reconhecido internacionalmente que possa fazer a certificação desses produtos na sua origem. E, com isso, a Universidade vai dar um salto não só qualitativo, mas, acima de tudo, vai criar possibilidades de geração de receitas adicionais pela produção de serviços que serão prestados. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; O senhor se encontra em fase final do segundo mandato como Reitor. Nesse sentido, como vê a significação institucional da UESC no cenário regional?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>A UESC comemorou 20 anos de existência. Obviamente que nós somos fruto da junção de três faculdades, duas de Itabuna e uma de Ilhéus: a Faculdade de Economia foi criada em 1965, a de Direito, em Ilhéus, em 1959, e a de Filosofia, em Itabuna, em 1960. E em 1974, passaram a fazer parte do sistema FESPI, que era a Federação de Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna. Ao longo desse período, muitas dificuldades tiveram que ser superadas. Eu digo sempre que o maior legado do cacau para essa Região foi a construção da Universidade. Nós não podemos deixar de reconhecer o quão importante foi a criação dessa Instituição, na década de 1970, quando seus idealizadores pensaram em criar uma universidade no Sul da Bahia. Ao longo desse período, a UESC cresceu, se consolidou em muitas ações, em outras ainda precisa passar pelo processo de consolidação, mas, com certeza, a UESC hoje é a Instituição de maior credibilidade existente na Região Cacaueira. Temos o reconhecimento não só nacional, mas somos reconhecidos por uma série de institutos internacionais, como uma Instituição altamente qualificada no desenvolvimento de uma série de ações e isso faz com que tenhamos mantido essa Região respirando depois da crise do cacau. A partir da década de 1990, com o acontecimento da vassoura de bruxa, se essa região não tivesse a UESC estaria numa situação muito mais difícil do que se encontra hoje. Não só pelo movimento financeiro que a Universidade faz circular anualmente, mas acima de tudo, pelas possibilidades de reconhecimento e de ações que são feitas através da Universidade para a Região. Então, entendo que a UESC passou da fase não só de fazer a integração regional, a construção dessa massa crítica regional e ter uma interação muito forte com a sociedade, mas tem, hoje, uma série de planos e programas estabelecidos para a Região que passam pela própria Universidade. Quando nós, em um momento de crise, fizemos o pedido ao Governo do Estado para transformar a FESPI numa universidade federal de ensino superior, não tivemos êxito, mas, de certa forma, o nosso pleito foi atendido porque nós passamos a ser uma instituição de ensino superior pública e gratuita com a criação da Universidade Estadual de Santa Cruz. E, mais recentemente, o papel da Universidade Estadual de Santa Cruz foi preponderante, eu poderia, inclusive, dizer, decisivo, para a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia. A discussão foi promovida nos últimos quatro anos em Brasília, de maneira muito concreta, dentro do Ministério da Educação, e em maio de 2010, nós fizemos um documento mostrando ao MEC que a UESC era insuficiente para atender a comunidade da Região Cacaueira. Nós temos uma população de mais de 2 milhões de habitantes, temos uma quantidade de jovens muito pequena com acesso ao ensino superior. A Bahia já tem um percentual inferior ao percentual nacional. Temos 13% da população de 18 a 24 anos com acesso em nível nacional e na Bahia, 9%, e se formos olhar comparativamente para a Região Cacaueira, o índice de acesso ainda fica menor. Então, esse foi um dos motivos pelo qual nos empenhamos em fazer o pleito e provar ao Governo Federal a necessidade de se criar uma nova universidade federal. E esperamos que, até 2013, essa Universidade inicie o seu funcionamento, como esperamos também que o Instituto Federal – que nós temos dado, de certa forma, suporte de funcionamento, não só com orientação e participação de alguns professores, mas com liberação e utilização de algumas estruturas da Universidade para o seu funcionamento provisório – também inicie o seu funcionamento a partir de 2012. Eu acho que tudo isso é importante para mudar o perfil da nossa Região. E se nós pensarmos dentro do contexto da Região Cacaueira como um todo, vamos perceber que a estrutura existente de ensino superior nessa área geográfica ainda é incipiente e insuficiente para atender realmente às necessidades regionais. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Professor, certamente devem existir projetos que o senhor gostaria de ter executado, no seu mandato como Reitor, e não foi possível. O senhor poderia falar sobre algum desses projetos?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>Nós estamos tentando, por exemplo, conseguir recursos de agência internacional para fazer o saneamento básico do Salobrinho, no lado que fica vizinho à cerca da Universidade. Porque há uma necessidade de que seja feito; a UESC, há 20 anos, quando se transformou em Universidade, perdeu, naquela época, a oportunidade de adotar o Salobrinho para ser um bairro não só universitário, mas que fosse um verdadeiro laboratório para todas as ações que são desenvolvidas pela Universidade. Sempre houve aquele contraditório porque as ações são do Município, não são ações, na realidade, de uma instituição de ensino, mas eu acredito que uma das coisas que, de certa forma, me frustra é ver que nós poderíamos participar de forma muito mais efetiva e muito mais atuante nessas ações. Internamente, lógico, a Universidade – como o conceito de universalidade já diz – representa uma instituição num grau de pluralidade muito grande: nós temos professores aqui de mais de 40 países, temos alunos de todos os estados brasileiros, nós temos alguns alunos de outros países, e isso faz com que a nossa responsabilidade cresça, e ela precisa ser voltada principalmente para o lado da assistência direta aos nossos membros acadêmicos. Para nossa população acadêmica, nós precisaríamos desenvolver (o que foi uma tentativa que em dois momentos não obteve êxito), a criação de um posto médico. Para isso, temos que conseguir autorização do Governo do Estado para a contratação de médicos fora do corpo docente, porque esse posto médico atenderia não apenas à comunidade acadêmica, que hoje está em torno de 11 mil pessoas, mas atenderia a todo o entorno da Universidade, como, por exemplo, Salobrinho, Rio do Braço, Vila Cachoeira, Banco da Vitória e, com isso, aumentaria consideravelmente o número de demandantes. Então são ações que ficaram pendentes, não por falta de tentativa ou por falta de empenho, mas pelas próprias dificuldades inerentes à obtenção de recursos externos que permitam a construção de alguns equipamentos necessários à Universidade, mas, acima de tudo, equipamentos que são necessários para o desenvolvimento regional. E nós temos hoje uma participação bastante efetiva junto ao Governo Federal, temos participado de quase todos os programas e editais do Governo, temos buscado apoio junto aos parlamentares da bancada baiana e isso faz com que nós também tenhamos que assumir uma série de compromissos. Hoje nós participamos como membro do grupo COIMBRA, temos a presidência do CEPEDI em Ilhéus, somos o presidente do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais Baianas, somos membro da Biofábrica, da Fundação Pau Brasil, membro efetivo do Conselho de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, somos vice-presidente do CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras), presidente da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, enfim, todas essas participações, que devem ser registradas como participações em organismos nos quais não há remuneração, na realidade existem porque nós queremos que a Universidade Estadual de Santa Cruz sempre esteja presente nas grandes discussões do ensino superior brasileiro. Comumente nos reunimos com ministros, temos relações com o Ministério dos Esportes, com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério da Educação, Ministério da Saúde. E isso faz com que a UESC realmente seja não só conhecida, mas, acima de tudo, reconhecida como uma Instituição de qualidade, uma Instituição que tem atingido patamares que, talvez, nunca imaginássemos de atingir se nós não tivéssemos o espírito de buscar, de participar, de agregar e de compartilhar as ações que são desenvolvidas na nossa Universidade. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Professor, considerando essa experiência acumulada como vice-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, também como presidente atual da Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, que perspectivas o senhor vê para a educação superior do Brasil, de modo bem amplo?<br />
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<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>O Brasil está buscando atingir metas realmente auspiciosas. No momento em que se imagina, até 2020, ter 50% dos jovens de 18 a 24 anos dentro das universidades públicas, ou seja, essa taxa bruta que hoje está em torno de 15% chegar a 50%, não é um programa que busque resultados pequenos. Eu acho que nós temos que ter grandeza nas nossas ações. Não podemos pensar pequeno, porque quem pensa pequeno normalmente não consegue levar sua instituição a lugar algum. Então eu acho que vai haver uma transformação com relação ao ensino superior. O Governo tem investido muito, principalmente nas universidades federais, e isso é uma coisa que faz com que nós, permanentemente, estejamos brigando com o Governo Federal, porque nós queremos um tratamento uniforme para as universidades estaduais. Hoje nós sentamos na primeira fila no momento que o MEC convida as universidades para discutir o Programa Nacional de Educação. Então, todas essas metas que o Governo Federal está colocando como prioridade, se realmente forem efetivadas até 2020, eu acredito que o Brasil vai dar um salto muito grande em termos qualitativos no ensino superior. Obviamente que a educação é fundamental para fazer qualquer outra transformação. Se você pensa em saúde, tem necessidade da educação, se pensa em segurança, tem necessidade da educação, ou seja, a educação é um segmento a ser trabalhado por qualquer governo, porque ela faz com que haja modificação em todos os demais setores. Então eu acredito que o governo, hoje, dentro dessa interação maior que está havendo com o mundo globalizado – hoje nós discutimos a educação com instituições americanas, francesas, alemães, italianas e chinesas - nós percebemos que temos modificado bastante, de forma muito rápida, o conceito de ensino superior no Brasil. E, com certeza, nos próximos 20 anos o Brasil vai estar com suas instituições de ensino superior colocadas entre as 50 melhores do mundo. Senão, pelo menos, entre as 100 melhores do mundo. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW &#8211; Chegando ao final da nossa entrevista e também considerando que chegamos ao final de mais um ano, deixamos o senhor à vontade, nesse momento, para que possa enviar sua mensagem à comunidade acadêmica.<br />
</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><strong>AJBS - </strong>Quem encerra mandato, na realidade só tem a agradecer. Ao longo desses oito anos, não só pude participar do crescimento, da consolidação e, acima de tudo, do reconhecimento da nossa Universidade, não só pela comunidade acadêmica, mas pela comunidade externa, independentemente de ser ela baiana ou da área de ensino em nível nacional. Isso faz com que tenhamos a sensação de que se não atingimos a totalidade das nossas ações, com certeza o resultado da própria avaliação da Universidade dá a nota do trabalho que nós fizemos. Eu digo sempre que talvez a minha maior capacidade como gestor seja a de aglutinar pessoas que buscam os mesmos objetivos. Consegui ter, ao longo desses oito anos, uma equipe dedicada, eficiente, uma equipe escolhida de forma meritória e por isso os resultados foram atingidos. Então, nesse momento, só me resta agradecer a essas pessoas que estiveram presentes na minha equipe de trabalho, agradecer à comunidade acadêmica como um todo, aos professores, principalmente, que enxergaram de maneira muito clara os caminhos que nós estabelecemos para o desenvolvimento da Universidade; aos servidores técnicos administrativos, que são os eternos componentes de sustentação do funcionamento da Instituição, e aos nossos alunos que, dentro das diversas discussões do contraditório – eles, como todo segmento estudantil – buscam sempre ser oposição, mas as respostas, no momento em que eles foram avaliados em termos de conhecimento, demonstram que eles também têm buscado o melhor e dado o melhor para a nossa Instituição. Então é um agradecimento que deve ser feito a todos. E dizer que, em 2012, a Universidade, com certeza, vai continuar trilhando o seu caminho de crescimento, de desenvolvimento, porque uma Instituição que trabalha dentro de metas que são preestabelecidas, buscando atingir essas metas que são discutidas pela comunidade acadêmica, a possibilidade de errar é muito pequena. Eu tenho certeza que a nova administração que a Universidade terá, a partir de 02 de fevereiro, não só terá a qualidade necessária como, acima de tudo, o compromisso e a vontade de trabalhar para que a UESC continue dentro desse cenário atual, cada vez mais no estágio crescente e no estágio de reconhecimento. Buscamos, obviamente sabendo de todas as dificuldades, atingir a classificação que a UFBA tem hoje em nível nacional, por ser uma Instituição que tem quase três vezes mais idade do que a UESC e tem uma Faculdade de Medicina com mais de 200 anos. É difícil, mas não é uma missão impossível. E hoje muitos dos nossos cursos já têm um reconhecimento e uma qualidade superior a qualquer outra instituição de ensino superior na Bahia. Com certeza, a UESC vai continuar pensando grande, vai continuar crescendo muito, vai continuar sendo bem administrada, e as possibilidades de que a nova gestão venha a apresentar resultados até melhores e maiores do que nós obtivemos se vislumbra como muito real, como muito possível, até porque a UESC está muito bem encaminhada nesse momento. É uma Instituição que iniciará 2012 com recursos externos disponíveis bastante vultosos, e com recursos da fonte 40 – recursos próprios – que permitirão não só trabalhar na ampliação de espaço físico, mas inclusive de equipamentos ou de ações de manutenção que são necessárias ao dia-a-dia da Instituição. Com certeza, a gestão de Adélia e de Evandro vai ter um sucesso maior do que a minha. Eu aposto nisso, porque a situação atual está muito mais propícia, principalmente pelo relacionamento que a Universidade criou hoje com diversos ministérios, com diversas entidades externas. Nossa relação com a Capes, CNPQ, nossa relação com a FINEP, com a FAPESB, hoje, é infinitamente maior do que era há oito anos. E essas instituições são de financiamento externo. Eu seria capaz de apostar que tanto Adélia quanto Evandro vão ter um sucesso maior do que nós tivemos nesse nosso período de mandato. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>NW – Professor, muito obrigado pela entrevista.<br />
</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"><strong>AJBS -</strong> Sou eu que agradeço.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>BAHIA VAI EXPANDIR REDE DE UPAS</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governador Jaques Wagner comentou, na edição dessa terça-feira (21), no programa Conversa com o Governador sobre a viagem que fez a China, na última semana, lembrando das possibilidades de negócios que se abrem após a visita. Wagner falou ainda da expansão das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que vem cumprindo papel importante principalmente para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governador Jaques Wagner comentou, na edição dessa terça-feira (21), no programa Conversa com o Governador sobre a viagem que fez a China, na última semana, lembrando das possibilidades de negócios que se abrem após a visita.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Wagner falou ainda da expansão das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que vem cumprindo papel importante principalmente para desafogar os pronto atendimentos em todo o estado.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, Wagner deixou uma mensagem de agradecimento ao povo baiano, desejando um ótimo natal e um ano novo de muita paz. Confira na íntegra a edição dessa semana.</span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2010/06/15/entrevista-com-john-um-dos-assassinos-de-larissa/topo_gusmaopodcast2/" rel="attachment wp-att-15987"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="200" height="30" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="200" height="30" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/1029791299/d2f4e15a" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="200" height="30" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/1029791299/d2f4e15a" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>GEDDEL ENTREVISTA FHC</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 12:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ex-ministro da Integração Nacional e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, publicou em seu blog (clique aqui) neste final de semana uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na conversa, que foi gravada no Instituto que leva seu nome, FHC falou do legado de seus oito anos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ex-ministro da Integração Nacional e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, publicou em seu blog (<span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><a href="http://www.blogdogeddel.com.br/"><span style="text-decoration: underline; color: #808080;">clique aqui</span></a></span>) neste final de semana uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na conversa, que foi gravada no Instituto que leva seu nome, FHC falou do legado de seus oito anos de governo, da relação com o ex-presidente Lula e com Dilma Rousseff, da crise econômica internacional, da importância das redes sociais no mundo moderno, da crise dos partidos brasileiros e de suas perspectivas para o futuro aos 80 anos de idade.</span></h4>
<p><object width="380" height="244" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/inWmRqEVimc?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="380" height="244" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/inWmRqEVimc?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A entrevista foi dividida em quatro partes, confira os demais vídeos abaixo. </span></h4>
<p><span id="more-58114"></span></p>
<p><object width="380" height="244" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9Mnfd_jDyB8?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="380" height="244" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/9Mnfd_jDyB8?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><object width="380" height="244" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OTcz_y7c2hk?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="380" height="244" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/OTcz_y7c2hk?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><object width="380" height="244" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nx0bhty_51o?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="380" height="244" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/nx0bhty_51o?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>MARINA DEFENDE AUDITORIA EXTERNA EM BELO MONTE</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 14:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do jornal O Globo Em meio às negociações para a votação do novo Código Florestal, que ocorrerá semana que vem no Senado, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, sem partido, abriu espaço na agenda para uma conversa por telefone sobre um dos projetos mais polêmicos do país: a hidrelétrica de Belo Monte. Marina defendeu a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Do jornal O Globo</span></strong></h4>
<div id="attachment_57176" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2011/12/03/marina-defende-auditoria-externa-em-belo-monte/marina-entrevista/" rel="attachment wp-att-57176"><img class="size-full wp-image-57176 " title="Marina entrevista" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/Marina-entrevista.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Marina defende paralisação da obra &quot;até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais&quot;.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em meio às negociações para a votação do novo Código Florestal, que ocorrerá semana que vem no Senado, a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, sem partido, abriu espaço na agenda para uma conversa por telefone sobre um dos projetos mais polêmicos do país: a hidrelétrica de Belo Monte.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Marina defendeu a realização de &#8220;uma auditoria internacional, com a presença de cientistas e jornalistas do mundo todo para garantir e comprovar que os problemas sociais e ambientais foram resolvidos&#8221;. Marina crê que a obra deve ser paralisada &#8220;até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais&#8221;.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O GLOBO</strong>: A senhora viu o vídeo dos artistas que pedem a paralisação da obra de Belo Monte? A obra deve ser mesmo paralisada?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA SILVA: A obra tem problemas reais. O empreendimento não tem viabilidade econômica. Vai custar R$ 30 bilhões de dinheiro público, quando a expectativa era de que fosse feito pela iniciativa privada. Dois diretores do Ibama saíram por causa de pressões para a liberação da licença de instalação. Ela não tem viabilidade social, pois cerca de cem mil pessoas vão ser deslocadas. Além de não ser viável ambientalmente, como mostram várias entidades, o Ministério Público e grande parcela dos cientistas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O GLOBO</strong>: Ou seja, a senhora também defende a paralisação da obra?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Ela deve ser interrompida até que sejam respondidos todos os questionamentos sociais e ambientais. Depois que estiver pronto não tem como retroceder. Se tudo for resolvido, não tenho nada contra a realização da obra.</span></h4>
<p><span id="more-57175"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: Voltando ao financiamento público. Não é assim em qualquer lugar do mundo? Toda a grande obra de infraestrutura não é financiada pelo governo?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Estamos falando de um financiamento de 30 anos com juros de 4%.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: Se fosse um projeto de energia eólica teria as mesmas condições, não?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: A eficiência energética de Belo Monte é baixíssima, menos de 40%. Precisamos saber onde o governo bota o dinheiro. Com o custo da transmissão, o preço da energia gerada ficará próximo do preço da eólica, que pode ser construída perto dos grandes centros.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: Mas o fator de capacidade da energia eólica é mais baixo ainda, cerca de 30%.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Não tenho nada contra as hidrelétricas, mas o Brasil está ficando refém delas. Precisamos investir muito mais em energias alternativas como eólica, solar e biomassa.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: No vídeo do movimento Gota D’Água eles dizem que a energia hidrelétrica não é limpa. A senhora concorda?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Essa é uma discussão que acontece muito na Europa. A energia hidrelétrica é limpa, mas causa sérios problemas sociais e ambientais. Eu acho que está havendo uma campanha para demonizar os artistas que fizeram o vídeo. É justo que a sociedade coloque as suas observações. Se eles tivessem feito um vídeo em favor da usina de Belo Monte ninguém falaria nada.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: A senhora não acha que existe um problema de credibilidade? Todos os problemas levantados pelos ambientalistas o governo diz que estão sendo resolvidos ou que serão resolvidos.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Certamente falta credibilidade. Essa polêmica se arrasta há mais de 20 anos. Questionamentos feitos quando a índia Tuíra atacou o presidente da Eletronorte José Antonio Muniz com um facão continuam válidos até hoje. O governo deveria contratar uma auditoria internacional, com a presença de cientistas e jornalistas do mundo todo para garantir e comprovar que os problemas sociais e ambientais foram resolvidos. Não dá para atropelar o processo. Tratar como fato consumado. Melhor resolver tudo antes e depois retomar a obra.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: No vídeo, os artistas dizem que serão destruídos 640 quilômetros quadrados de floresta. O presidente da EPE afirma que parte da área ocupada é o próprio leito do rio e que o resto será compensado numa área de preservação permanente.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Não tenho os números precisos comigo. Sei que bilhões de toneladas de terra serão removidas e sei também que nem tudo que o governo diz ele faz. Mais uma vez estamos falando de credibilidade. A licença de instalação estabelecia 42 condicionantes e só 23 foram contempladas até agora. Não sou contra o desenvolvimento, contra o progresso. Mas as questões sociais, ambientais e econômicas precisam ser integradas. Não dá mais para tratar o social e o ambiental como externalidades. Estão passando o rolo compressor nas questões ambientais. O Ibama perde poder, o Código Florestal é um retrocesso. Vai haver destruição de floresta, sim.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: Um dos poucos pontos em que ambientalistas e governo concordam é que nenhuma tribo será removida.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: O impacto não se dá só com a remoção. São 28 etnias vivendo lá que serão afetadas pela mudança na navegabilidade do rio e no volume de peixes. Os impactos indiretos são enormes.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O GLOBO: As licenças de instalação das usinas de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira, foram liberadas quando a senhora ainda era ministra do Meio Ambiente. Qual a diferença entre aquelas licenças e a licença de Belo Monte?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MARINA: Tem uma grande diferença. Na época eu fiquei conhecida como a ministra dos bagres, pois não liberei a licença antes de ser resolvida a questão dos bagres que iam ser atingidos. O mesmo aconteceu com o problema do mercúrio e da malária na região. E mesmo assim, depois que eu saí, vários outros compromissos deixaram de ser cumpridos. Se eu ainda estivesse lá pararia essas obras também ou pediria demissão.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>MARINA SILVA EXPLICA O MOVIMENTO POR UMA NOVA POLÍTICA</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 18:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
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		<category><![CDATA[Coletivo Paulista]]></category>
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		<description><![CDATA[O Coletivo Paulista do movimento será lançado neste sábado (19) em São Paulo. O evento será transmitido pela internet às 10 horas. Ouça a entrevista da ex-senadora Marina Silva à Rádio CBN. &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/03/marina.jpg" rel="lightbox[55690]"><img class="alignright size-full wp-image-32362" style="margin: 10px;" title="marina" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/03/marina.jpg" alt="" width="123" height="123" /></a><span style="color: #000000;">O Coletivo Paulista do movimento será lançado neste sábado (19) em São Paulo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O evento será transmitido pela internet às 10 horas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ouça a entrevista da ex-senadora Marina Silva à Rádio CBN.</span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" rel="lightbox[55690]"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="203" height="36" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="200" height="30" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/964557069/601a0287" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="200" height="30" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/964557069/601a0287" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>COMUNIDADE DA SAPETINGA NÃO ESTÁ CONTRA O GBARBOSA</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 13:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ilhéus]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio Gusmão]]></category>
		<category><![CDATA[Alisson Mendonça]]></category>
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		<description><![CDATA[Esclarecimento do secretário municipal de governo, Alisson Mendonça, sobre a polêmica envolvendo os moradores da Sapetinga e a rede de atacado GBarbosa, em Ilhéus. Nessa entrevista, Alisson afirma que o embargo da obra caminha para uma solução rápida, desmente uma suposta rejeição do governo ao empreendimento e informa uma data provável de inauguração. Ouça as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_27369" class="wp-caption alignright" style="width: 130px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/01/alisson.jpg" rel="lightbox[53845]"><img class="size-thumbnail wp-image-27369   " title="alisson" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/01/alisson-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a><p class="wp-caption-text">Alisson Mendonça.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esclarecimento do secretário municipal de governo, Alisson Mendonça, sobre a polêmica envolvendo os moradores da Sapetinga e a rede de atacado GBarbosa, em Ilhéus.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessa entrevista, Alisson afirma que o embargo da obra caminha para uma solução rápida, desmente uma suposta rejeição do governo ao empreendimento e informa uma data provável de inauguração.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Ouça as explicações.</span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" rel="lightbox[53845]"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="203" height="36" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="200" height="30" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.4shared.com/embed/879065277/9a5f9c5a" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="200" height="30" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.4shared.com/embed/879065277/9a5f9c5a" allowfullscreen="false" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>RUI ROCHA: &#8220;MUITOS PROBLEMAS NOVOS SURGIRÃO COM O PORTO SUL&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 02:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Imagens]]></category>
		<category><![CDATA[Porto da BAMIN]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Rui Rocha]]></category>
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		<category><![CDATA[Complexo Intermodal]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Muriqui]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva da Biosfera da Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[UNESCO]]></category>

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		<description><![CDATA[O professor Rui Barbosa da Rocha, 45 anos, é um homem tranquilo de hábitos simples. Sua cordialidade e polidez são traços característicos de sua personalidade. Sempre compreensivo, costuma dizer: &#8220;o homem como ser humano é intocável&#8221;, frase que demonstra seu humanismo cristão, ligado ao protestantismo da Igreja Batista Lindinópolis. Esse engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O professor Rui Barbosa da Rocha, 45 anos, é um homem tranquilo de hábitos simples. Sua cordialidade e polidez são traços característicos de sua personalidade.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre compreensivo, costuma dizer: &#8220;o homem como ser humano é intocável&#8221;, frase que demonstra seu humanismo cristão, ligado ao protestantismo da Igreja Batista Lindinópolis.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse engenheiro agrônomo, mestre em desenvolvimento e agricultura pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fugiu à regra dos acadêmicos escondidos nos ambientes confortáveis das universidades. Professor da UESC, Rui decidiu lutar contra um projeto do governo baiano, que se for implantado, vai causar diversos problemas ao Sul da Bahia. Mesmo discreto, naturalmente assumiu a liderança do movimento contrário, e por isso, constantemente é vítima de calúnias e leviandades. Mesmo assim, jamais respondeu com agressões. É um homem do conhecimento, do debate civilizado. Suas explicações, sempre lúcidas, ultrapassam a barreira da ignorância e estremecem os argumentos nada confiáveis de muitos defensores do projeto.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessa entrevista ao Blog do Gusmão, Rui Rocha esclarece pontos obscuros do projeto Porto Sul, munido de um prêmio recente concedido pela UNESCO, por sua luta em defesa da Mata Atlântica.</span></h4>
<div id="attachment_52813" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/P1220863.jpg" rel="lightbox[52800]"><img class="size-large wp-image-52813  " title="P1220863" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/P1220863-1024x921.jpg" alt="" width="368" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Rui Rocha com o troféu Muriqui, concedido pela UNESCO no dia 06 de outubro desse ano, em São Paulo.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, fala que o Relatório de Impacto Ambiental do Porto Sul, no que diz respeito à geração de empregos, segue exemplos de sucesso, de outros portos já construídos. Você concorda com essa comparação feita pela secretária?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu não concordo. As experiências que temos com esses portos de escoamento de minério de ferro não geram desenvolvimento como o governo tem dito. A estrutura portuária e ferroviária presta basicamente aos interesses de um setor, que é o mineral. Ele não transforma a economia regional, como se diz, de um porto de uso múltiplo, que vai alavancar muitos negócios e indústrias. Isso não acontece. Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou. Poderíamos imaginar que toda a estrutura produtiva da Amazônia, em torno dessa logística, poderia fazer e atrair pra essa região uma base industrial. Isso não aconteceu.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Um exemplo mais claro disso é o Porto de Itaqui no Maranhão, que já tem algum tempo funcionando, com a super ferrovia de Carajás, que traz minério de ferro de Marabá, região Sul do Pará. Essa região não se industrializou.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Eraci Lafuentes, assessor da Casa Civil, afirma que as políticas de compensação ambiental serão prioridades do governo do estado. Ele também garante que as famílias do assentamento Bom Gosto (situado na área destinada ao Porto) serão reassentadas para melhor. Dá para confiar?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Primeiro, temos que imaginar o que o Estado está fazendo para melhorar as condições de vida da população do Sul Bahia. Acreditar que o governo vai fazer uma série de coisas no futuro, quando o porto vier, nos deixa numa situação muito vulnerável. A sociedade regional tem que solicitar do governo uma ação imediata de qualificação dessa região. Temos vários investimentos, super necessários, colocados o tempo todo na ordem do dia, nos jornais e nos rádios. Os investimentos que a nossa região precisa, não devem ser associados ao porto, devem ser associados ao passivo que a região já tem, de 40 ou 50 anos. Precisamos melhorar a rodovia Ilhéus-Itabuna, os sistemas de educação e de saúde são precários e a nova ponte Ilhéus-Pontal, prometida há muito tempo, não se vê nenhum passo nessa direção. Precisamos da qualificação urbana de Ilhéus e das outras cidades da região cacaueira e também do saneamento básico. Esses investimentos, que são obrigação do estado, deveriam estar sendo feitos agora, ou ontem, ou anteontem.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Isto significa que o Porto, com os novos moradores que aqui chegarão, vai aumentar a demanda por serviços públicos?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Exatamente. Temos um conjunto de necessidades que não foram atendidas até hoje, e o porto e a ferrovia, por tudo que vão acarretar com a expectativa de novos empregos, e o grande fluxo migratório que será gerado, vão exercer uma forte pressão na cidade. Muitos problemas novos surgirão com o porto. E os problemas velhos que não foram resolvidos ainda? Não podemos receber essa mensagem, de que um paraíso vai descer sobre Ilhéus, com o Porto, na medida em que hoje, não temos provas contundentes de que o governo vai fazer a sua parte, ou já fez a sua parte.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-52800"></span>BG- O estado, neste caso, está investindo apenas no setor produtivo, deixando de lado o investimento na melhoria da qualidade de vida das pessoas?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Existe um discurso do governo e dos teóricos que estão propagando essa idéia, de que o desenvolvimento acontece quando se traz investimento produtivo. Eles acreditam que uma ferrovia construída, empresas, o porto da Bamin e o porto público vão trazer o desenvolvimento. Precisamos mudar essa visão. Essas estruturas produtivas acontecem no Brasil há séculos. A BR-101, por exemplo, corta essa região, entretanto, como estão as pessoas que vivem no entorno da BR-101? Todos esses municípios que estão na margem da BR-101 vivem uma vida precaríssima. Não sou contra as rodovias e ferrovias. Apenas quero dizer que o surgimento delas, não significa, obrigatoriamente, que a vida das pessoas vai melhorar como prega o governo. A gente precisa de investimento real na vida das pessoas. Isso significa investimento em saúde, em saneamento básico, em boas ruas, praças e jardins, na qualidade de vida. O que vemos hoje em Ilhéus é a negação disso, são ruas esburacadas, hospitais precários e salários ruins para os prestadores de serviços públicos. A vida da cidade é precaríssima! Então, não posso acreditar que a construção de um porto no litoral norte de Ilhéus vai desenvolver essa região. Na verdade, vai desenvolver os negócios de quem vai usar essa estrutura portuária. A vida das pessoas pode piorar depois que esse projeto vir pra cá.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Muitos problemas novos surgirão com o porto. E os problemas velhos que não foram resolvidos ainda? Não podemos receber essa mensagem, de que um paraíso vai descer sobre Ilhéus, com o Porto, na medida em que hoje, não temos provas contundentes de que o governo vai fazer a sua parte, ou já fez a sua parte.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- O governador Jaques Wagner tem afirmado, insistentemente, que poucas pessoas da região são contra o projeto. Segundo ele, grupos do sul do país tramam contra o Porto Sul. Essa afirmação subentende que os ambientalistas grapiúnas estão a serviço de grupos do sul. Como você responde ao governador?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu respondo que na verdade o governo não tem debatido o assunto do porto, de uma forma transparente com a sociedade. O que o governo tem feito é empurrar, nessa região, um conjunto de propagandas gigantesco, dizendo que esse projeto é bom. Ele não abre esse assunto pra debate com a sociedade. Agora por exemplo, o que temos visto antes da audiência pública, é um conjunto de reuniões públicas, onde o governo simplesmente fala, e a sociedade não tem nenhum espaço para ser ouvida. Nós fomos convidados, na câmara de vereadores de Ilhéus, para um diálogo, em que simplesmente ouvimos a secretária Eva Chiavon e seus secretários. Nós entramos calados e saímos mudos. Os interesses da nossa sociedade não estão sendo analisados pelo governo. Essa estória de dizer que o sul do Brasil é contra o projeto é um absurdo. Nós da sociedade regional, que temos um pouco de conhecimento sobre esse projeto, não temos tido a oportunidade de colocar isso na imprensa regional, muito menos num debate com o governo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Então esses grupos de fora não existem?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Existe sim no Brasil, uma preocupação sobre a utilização dos recursos públicos, e sobre qual a visão de desenvolvimento que o governo federal tem pra Bahia. Se o governo federal apresenta pra essa região um projeto de desenvolvimento equivocado, obviamente que nós que temos aliança com a sociedade civil brasileira, vamos provocar esses grupos para discutir esse assunto no nível federal. Eu considero esse projeto uma negação dos interesses do Brasil, da Bahia e dessa região. É uma empresa do Cazaquistão que impôs sobre o estado uma agenda dela. Dizer que são interesses do sul do Brasil contra interesses regionais é um absurdo. São interesses do Brasil contra uma empresa do Cazaquistão que deseja consumir os nossos recursos minerais, passando por cima das nossas cabeças.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Pesquisas indicam que a maioria esmagadora da população de Ilhéus é favorável ao projeto. Como fica a posição dos ambientalistas?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- O que a população quer nós queremos também. Ela quer emprego, desenvolvimento e melhoria de vida. Quer a região fora de uma situação de crise. Nós, por uma questão óbvia, queremos o mesmo. Nós temos, inclusive, uma pauta de desenvolvimento que realmente trabalha a questão do emprego e da qualidade de vida. O que aconteceu nesses últimos anos foi uma propaganda violenta do governo, que colocou outdoors afirmando que a região terá dezenas de milhares de empregos, que vai ter capacitação pra todo mundo, que vai sair do marasmo e que esse projeto vai ser a salvação da lavoura. A gente observa que isso não é verdade.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">Não posso acreditar que a construção de um porto no litoral norte de Ilhéus vai desenvolver essa região. Na verdade, vai desenvolver os negócios de quem vai usar essa estrutura portuária. A vida das pessoas pode piorar depois que esse projeto vir pra cá.</span></h4>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Então a população foi mal informada?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- A população não teve acesso às informações desse projeto. O que existe é a propaganda, inclusive com mentiras, afirmando, por exemplo, que pescadores vão ser beneficiados com esse projeto. O próprio estudo da Bahia Mineração e do Porto Sul afirma que os pescadores serão prejudicados. A propaganda coloca o pescador como beneficiário do projeto. Então existe realmente, não só omissão de informações importantes pra sociedade, como existem mentiras que estão sendo veiculadas pela propaganda do governo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Recentemente, você recebeu o troféu Muriqui, um prêmio que tem a participação da UNESCO, devido à sua luta em defesa da Mata Atlântica. Contextualize essa premiação.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Eu fico muito feliz por ter esse reconhecimento nacional, de uma entidade de relevância internacional, que é a UNESCO. Todo ano ela concede esse prêmio, a pessoas que tiveram papel destacado na luta pela conservação da Mata Atlântica. Esse é um prêmio da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, programa ligado a UNESCO. É um reconhecimento ao meu trabalho durante os últimos 20 anos, especialmente aqui no Sul da Bahia. Nós atuamos não só pela preservação da Mata Atlântica, como também, pelo desenvolvimento humano. A intenção da UNESCO, nesse programa, é valorizar pessoas que tenham uma visão integrada, entre meio ambiente e desenvolvimento social. Eu tenho feito isso, desde que cheguei ao Sul da Bahia, em 1996, trabalhando não somente com colegas daqui, mas com pessoas de todo o Brasil. Eu fico muito feliz e vejo isso como um sinal da credibilidade que nós temos, na sociedade brasileira, pelo trabalho que nós fazemos aqui em Ilhéus.</span></h4>
<blockquote>
<h4><span style="color: #000000;">O que aconteceu nesses últimos anos foi uma propaganda violenta do governo, que colocou outdoors afirmando que a região terá dezenas de milhares de empregos, que vai ter capacitação pra todo mundo, que vai sair do marasmo e que esse projeto vai ser a salvação da lavoura. A gente observa que isso não é verdade.</span></h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">BG- Como é pra você viver numa atmosfera tão adversa às suas convicções?</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">RR- Não é fácil Gusmão. Muitas vezes aquilo que acreditamos e as informações que temos relacionadas a outros lugares do mundo, não estão disponíveis para a maioria da população. Então, o desafio que temos é comunicar,  saber explicar o que nos preocupa. Ser capaz de discutir ideias e sair do embate pessoal, pois não existe inimizade com pessoas que tenham opiniões diferentes. Precisamos valorizar, respeitar as pessoas e discutir as idéias. Respeito o governo e o governador Jaques Wagner, mas o que está sendo analisado é um projeto colocado como política pública. Nós da sociedade civil ambientalista questionamos exatamente isso, pois esse projeto não tem caráter de política pública. É um projeto privado, viabilizado pela máquina pública, para defender interesses privados. Não existirão ganhos para a sociedade como um todo. O número de empregos que será gerado é muito pequeno. A sociedade regional tem um milhão de habitantes, o número de pessoas que precisam de trabalho são centenas de milhares. Um projeto de dois, três, ou seis bilhões, que vai gerar dois mil empregos, é um investimento público de altíssimo custo para a sociedade, com pouquíssimo benefício. Se o governo quer realmente transformar a economia regional, precisa falar na geração de centenas de milhares de empregos provocados por investimentos dessa ordem. Isso é possível! Coloca 100 milhões para melhorar Ilhéus, que você vai ver quantos empregos serão gerados com a qualidade de vida que a cidade vai ter. Investe em saúde e educação. Hoje, a maior parte dos investimentos de qualidade, na área produtiva, está relacionada com a qualidade de vida do lugar. Com esse projeto, o que vai acontecer, é a deterioração da cidade de Ilhéus, e com isso, nós teremos fuga de investimentos, um efeito inverso. Se você quer melhorar e desenvolver a cidade, invista na vida das pessoas. Se Ilhéus tiver um bom sistema de saúde e de educação, virão pessoas do mundo todo morar aqui. Isso já acontece, em pequena monta, com a universidade. A UESC hoje atrai muita gente do Brasil e do mundo. A qualidade de vida em Ilhéus, que ainda existe, por ter um litoral, um teatro, um pequeno cinema e etc, já confere a cidade um poder de atração. Se nós melhorarmos ainda mais, incluindo os bairros em situação precária, desenvolvendo a cidade como um todo, não apenas no centro, imagine o desenvolvimento que isso pode trazer para a região.</span></h4>
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