história
QUE “CARNAVALZINHO” FULEIRO!
Moro em Ilhéus desde 1982, e de lá pra cá, nunca vi um carnaval tão fuleiro como o deste ano. É um simulacro! Falta tudo: atrações, alegria, bom humor, rei momo, rainha, prefeito. Para mim é um total desrespeito com a nossa cidade.
O carnaval de Ilhéus vem sendo descaracterizado desde o início da década de oitenta. Esse problema aconteceu por toda a Bahia, depois que o trio elétrico se tornou um elemento massificador e único, assumindo a posição de símbolo maior da folia baiana.
Por aqui, percebe-se que os danos foram muito piores. Onde estão os blocos de arrasto (Tengão, A Zorra, Arrastão, Só o Amor Constrói, Cachambi, 56, Os Sonecas, Bloco dos 30). As Escolas de Samba onde estão?
Perdemos até os bailes do Clube Social, que hoje, permanece decrépito, abandonado pela “nova elite emergente” que só enxerga o Iate Clube.
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OS CRIMINOSOS TROTES ESTUDANTIS
Por Rizzatto Nunes para o Terra Magazine.
Conforme já tive oportunidade de relatar nesta coluna, consta que o trote estudantil nasceu nas Universidades européias na Idade Média. Tendo em vista o terrível baixo nível de higiene da época, por razões profiláticas, isto é, para evitar doenças e sua proliferação, raspava-se a cabeça dos alunos ingressantes (os calouros) e muitas vezes queimava-se suas roupas. Essas questões, inicialmente higiênicas, muito provavelmente influenciadas pelo grau de selvageria reinante, já no século XIV, nas Universidades de Bolonha, Paris e Heidelberg, haviam se transformado em rituais bárbaros claramente sadomasoquistas: Os veteranos arrancavam pelos e cabelos dos calouros, que muitas vezes eram obrigados a ingerir urina e comer excrementos. (Fatos observados em Faculdades de Medicina no Brasil do Século XX!).
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ONDE ESTÁ A ESQUERDA?
Por Mino Carta, para a revista Carta Capital.
Às vésperas da votação do Supremo Tribunal Federal que se decidiu pela extradição do ex-terrorista italiano Cesare Battisti, cinco deputados petistas visitaram José Antonio Toffoli, recém-nomeado ministro do STF. Na qualidade de advogado-geral da União, ele já se manifestara contra a extradição e os visitantes pretendiam convencê-lo a votar na sua nova função, a despeito do claro, inevitável impedimento precipitado pelo pronunciamento anterior. Toffoli não cedeu.
Figurava entre os cinco petistas o deputado José Eduardo Cardozo, aquele que o ministro da Justiça, Tarso Genro, queria em seu lugar quando da sua iminente desincompatibilização, primeiro passo da candidatura ao governo de seu estado, o Rio Grande do Sul. Até terça 2, Genro insistiu a favor de Cardozo. Na quarta, o presidente Lula preferiu-lhe o secretário-executivo do ministério, Luiz Paulo Barreto.
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MUSEU DA PIEDADE ATRAI MUITOS VISITANTES
Texto de Jonildo Glória.
Um dos pontos turísticos mais visitados na cidade de Ilhéus é o Museu da Piedade. Situado na Rua Madre Thais, 197 – Alto da Piedade, faz parte do Conjunto Arquitetônico do Instituto Nossa Senhora da Piedade, uma tradicional instituição educacional dirigida pelas Irmãs Ursulinas, radicadas em Ilhéus desde 1916.
O Museu da Piedade tem a missão de revelar a história regional, ao reunir tesouros que guardados na memória, representações dos séculos XIX e XX na Região Sul da Bahia, tornou-se um pólo de visitação turística pela sua arquitetura neo-gótica, única na região.
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DR. RUY NÃO DEIXOU O PT ENTRAR NO GOVERNO VALDERICO
Deu no Politica Etc.
Revelação feita pelo blog do jornalista Ricardo Ribeiro informa sobre um namoro antigo do PT ilheense com o poder, antes do início do “desgoverno” Valderico Reis.
Josias Gomes – na época (2004) deputado federal – articulou a aliança que colocaria Ruy Carvalho como secretário de saúde e a recém-eleita Carmelita Ângela no comando da educação.
Dr. Ruy, segundo o blog, teria “melado” as pretensões dos petistas (clique aqui para mais detalhes).
A HISTÓRIA QUE “UNE” O HAITI AOS EUA
Contribuição do visitante Marco Oliveira, ilheense que mora em San Francisco, nos EUA.
Por Bill Van Auken.
Em sua declaração sobre o terremoto haitiano de quarta-feira, o presidente Barack Obama referiu-se à “longa história que une” os dois países. Nem ele nem os meios de comunicação dos EUA, no entanto, têm demonstrado qualquer inclinação para investigar a história das relações EUA-Haiti e a conduta do primeiro na presente catástrofe que confronta o povo haitiano.
Em vez disso, a hesitação e a pobreza, que têm desempenhado um papel importante na condução do número de mortos para dezenas, senão centenas de milhares de pessoas, são apresentadas como um estado natural das coisas e, às vezes, inclusive como culpa dos próprios haitianos. Os Estados Unidos são retratados como um benfeitor abnegado, pronto para vir para o auxílio do Haiti com doações, equipes de salvamento, navios de guerra e fuzileiros navais.
Em um editorial cínico e desonesto, o New York Times afirmou quinta-feira: “Mais uma vez o mundo chora com o Haiti”, um país que continua a ser caracterizado pela “pobreza, o desespero e a disfunção, elementos que seriam uma catástrofe em qualquer outro lugar, mas no Haiti são a norma”.
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DIREITO À INTIMIDADE: INFORMAR E MANTER O RESPEITO
Por Carlos Brickmann.
Durante muitos anos, a imprensa americana publicou fotos do presidente Franklin Roosevelt apenas da cintura para cima. Evitava, assim, chamar a atenção para seus problemas físicos: Roosevelt, paralítico, usava cadeira de rodas.
A imprensa francesa jamais noticiou que o presidente François Mitterrand tinha duas famílias. O fato se tornou publicamente conhecido apenas em seu enterro, quando as duas esposas e os filhos de ambos os relacionamentos lhe prestaram as últimas homenagens. Para os jornalistas franceses, Mitterrand tinha de ser avaliado por sua vida pública, não por seus momentos íntimos.
O presidente Getúlio Vargas teve relacionamentos amorosos que os meios de comunicação ignoraram – por exemplo, com a famosíssima Virginia Lane, “A Vedete do Brasil”. O presidente Juscelino Kubitschek teve por longos anos um caso com a elegantíssima Maria Lúcia Pedroso. Nos dois casos, muita gente sabia, mas ninguém publicou. E por um motivo fortíssimo: tirando os envolvidos na história, ninguém tem nada com isso. Excetuando-se os casos em que o amante, ou a amante, interfere na vida pública, intimidade é intimidade e deve ser respeitada.
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GALILEU E O PALÁCIO EPISCOPAL
O Teatro Popular de Ilhéus prepara com muito afinco, mais um grande espetáculo que será apresentado no primeiro semestre deste ano.
Trata-se de “A vida de Galileu”, adaptação do diretor Romualdo Lisboa para o texto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, com trilha sonora do músico Cabeça, líder da banda Dr. Imbira.
Como cenário, a peça utilizará o Palácio Episcopal, suntuoso prédio construído em 1928, que durante muito tempo, serviu como moradia aos bispos da diocese ilheense.
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JABES RIBEIRO, O “BLACK POWER”
O incendiário imprescindível, O Sarrafo, tirou do fundo do baú esta foto do ex-prefeito Jabes Ribeiro, quando era adepto do movimento “black power”, ícone da negritude nos anos 60 e 70.
Nesta época, Jabes dançava ao som de James Brown, no Clube dos Bancários.
Vale lembrar que este blogueiro ainda não havia nascido.
Entenda o contexto da foto, clique aqui.
“O ESTUDO, O TRABALHO E O FUSIL”
Discurso do Comandante Ernesto Che Guevara aos cubanos, após a vitória da revolução (1959).
CÂMARA DE VITÓRIA DA CONQUISTA HOMENAGEIA PEDRAL SAMPAIO
Faltou um poquinho de criticidade, mesmo assim, vale a pena dar uma olhada.
QUANTO VALE UM “PUM” NA BOLSA DE VALORES?
Com informações do blog do Professor Israel Nunes.
Maria Conceição da Silva, ex-funcionária de uma empresa Paulista, foi demitida por justa causa, devido ao hábito de soltar “flatos” no local de trabalho.
O caso foi parar na justiça e ganhou contornos de uma comédia.
No julgamento, o juiz acabou explicando rapidamente todo o funcionamento do aparelho digestivo de uma pessoa – mostrando-se muito sábio em biologia – e alegou que é inevitável um ser humano controlar os gases que necessitam sair do corpo.
O juiz exigiu a readmissão da funcionária e o pagamento de uma multa por danos morais.
“Expelir gases é algo absolutamente natural e, ainda por cima, ocorre mais vezes em pessoas que adotam dietas mais saudáveis. Desse modo, a flatulência tanto pode estar associada à reação de organismos sadios, sendo sinal de saúde”, argumentou o juiz.
Se divirta com o vídeo Flatulência no Trabalho.
ARRUDA: A FASE DO AUTISMO
Por Leandro Fortes.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.
Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.
O trauma do afastamento (o impeachment só seria votado, dois meses depois, em novembro) havia tornado a personalidade de Collor ainda mais estranha. Diariamente, ele acordava cedo, se vestia impecavelmente de paletó e gravata, se fazia acompanhar de assessores e seguranças e, então, atravessava a rua para ir à biblioteca. Isso mesmo: o cômodo não ficava na Casa da Dinda, mas numa casa menor, em frente à residência do presidente. Todo santo dia, um Collor soturno, com olhar vidrado e andar robótico, fazia aquela travessia surreal em direção a um poder imaginário.
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MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O ABANDONO DO MUSEU DO CACAU EM ILHÉUS
E-mail enviado por Edson de Souza Carvalho
A III Conferência Estadual de Cultura, que ocorreu de quinta a domingo(26 a 29/11) no Centro de Convenções em Ilhéus, contou com aproximadamente 3.000 participantes, entre delegados, convidados e ouvintes dos 26 Territórios de Identidade da Bahia, que teve como tema central “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”.
Foram discutidos cinco eixos temáticos: I-Produção Simbólica e Diversidade Cultural; II-Cultura, Cidade e Cidadania; III-Cultura e Desenvolvimento Sustentável; IV-Cultura e Economia Criativa e V-Gestão e Institucionalidade da Cultura.
Os eixos que mais chamaram a atenção foram: Cultura, Cidade e Cidadania e Cultura e Desenvolvimento Sustentável, nos seus sub-eixos, Memória e Transformação Social e Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo, respectivamente. Pelo simples fato de Ilhéus abrigar uma conferência a nível estadual e não cuidar de seu patrimônio, neste caso o Museu do Cacau que se encontra abandonado há mais de dez anos.
ARTIGO DE CÉSAR BENJAMIN: A GRANDE LÁSTIMA É SABER QUE TEM GENTE QUE ACREDITA
Quando o sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo sofreu uma intervenção em 1980, e Lula, o seu presidente, foi preso pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), a opinião pública já tinha conhecimento do operário que desafiou o governo militar, trazendo de volta as greves, com o apoio em massa dos trabalhadores do ABC paulista.
Lula já era por demais conhecido e já surgia como uma liderança em ascensão, respeitada devido à capacidade notável de mobilizar a classe trabalhadora, ao carisma e poder de convencimento.
Várias personalidades da política, que já tiveram oportunidade de conviver com Lula, relatam que ele é um gozador, um brincalhão, que gosta de “curtir” com a cara dos amigos, ou como se diz na Bahia, “é um escroto”, definição extremamente coloquial do amigo que gosta de “sacanear os outros” usando palavrões, inventando “mentirinhas cabeludas”.
Decidi comentar o artigo do César Benjamin, que acusou o sindicalista Lula de querer “estuprar” um jovem (crime que antes era chamado “atentado violento ao pudor”) do MEP (movimento de emancipação do proletariado), durante os 30 dias de cárcere em 1980 (clique aqui).
O relato é ridículo, não guarda nenhuma verossimilhança, pois o Lula perseguido pelo regime militar, levado à cela diante das câmeras de TV, jamais agiria de forma tão abjeta, já que sua prisão repercutiu em toda a imprensa, foi acompanhada de perto por várias lideranças políticas. Quando o Lula deixou a clausura para participar do velório da mãe, o fato causou comoção.
Com essa descrição rebato a tese que pretende justificar o comportamento desprezível, alegando que ele era “tosco” e sem “modos”, por ser um desconhecido, quase um “bárbaro”, devido também à barba mais longa do que a usada nos dias de presidente, modo de pensar típico dos reacionários e da elite preconceituosa da época, que por incrível que pareça, ainda persiste.
Benjamin engana quando afirma não lembrar do publicitário que também ouviu Lula admitindo que tentou usar o jovem. Como pode um publicitário não lembrar do outro, sendo que este outro se trata de Silvio Tendler, um ícone do cinema brasileiro, premiadíssimo, e muito conhecido pelo meio, por pessoas que produzem conteúdo audiovisual?
Tendler tem muitos filmes relacionados à ditadura militar, sendo assim, como pode um cara que passou anos encarcerado por “crimes políticos” (como no caso de Benjamin), não lembrar se Tendler ( pesquisador notório dos porões da ditadura) ficou ou não chocado com o relato?
A “interpretação” maldosa de Benjamin sobre uma brincadeira contada por Lula é na verdade uma resposta do mau-caratismo ao filme “Lula, o filho do Brasil”, que pode até cometer exageros, porém, não merecia um revide tão baixo e asqueroso como esse. Ainda bem que está sendo negada, inclusive, por opositores do presidente (clique aqui).
Além do mais, confunde-se o termo “culto a personalidade”, que não deve ser admitido como regime de propaganda instituído pelo governo, nos moldes que a história nos lembra (URSS, China e etc..). O filme sobre Lula é cinema produzido em um país democrático, que valoriza o passado da personalidade, portanto, não é propaganda governamental, oficializada pelas estruturas do poder.
Leia a entrevista de Silvio Tendler para o site Terra Magazine, desmentindo Benjamin, clique aqui.
FILME SOBRE LULA EMOCIONA, SUSCITA DEBATE E PROVOCA IRA DA OPOSIÇÃO
Do JB Online.
A direção e o elenco juram que é uma obra sobre a trajetória pouco conhecida do retirante miserável que virou presidente da República e um fenômeno de popularidade. Mas o filme Lula, o filho do Brasil estreou na terça-feira à noite na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília provocando uma discussão que promete esquentar até que o longa entre no grande circuito: trata-se de uma obra de arte ou apenas uma das peças destinadas a influenciar a cabeça do eleitor nas eleições do ano que vem? O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo – filho de um retirante pernambucano que também migrou, em 1949, num pau-de-arara para São Paulo – avaliou os efeitos da produção de forma irônica, mas precisa:
– O filme vai deixar a oposição nervosa. Mas ela não deveria ficar nervosa. É só escolher alguém e também fazer um filme. Poderia ser a história dos Maia, do Cesar e do Rodrigo – cutucou o ministro, citando o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e seu filho, o deputado Rodrigo Maia (DEM). Sugeriu, inclusive, o nome da obra: Os Maia, disse Bernardo, logo depois de assistir ao filme. A cena que mais chamou sua atenção, naturalmente pela familiaridade, foi a da viagem de 13 dias no caminhão pau-de-arara.
Bernardo admite que o filme, que estreia em janeiro em circuito nacional, em cerca de 400 salas, vai causar um impacto positivo na imagem do presidente.
– A popularidade deve aumentar uns 10 pontos e a oposição vai propor mais uma CPI – prevê o ministro, em mais uma tirada de ironia.
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ANTÔNIO OLÍMPIO MERECE RESPEITO
Pelo que representou a Ilhéus como homem público, e pelo que representa como cidadão, o ex-prefeito Antônio Olímpio, hoje com 77 anos, não merecia ter sido tratado da forma estúpida, que um locutor a serviço de um pretenso candidato a prefeito, teve a coragem de pronunciar, em uma emissora local.
O livro Notícias Históricas de Ilhéus, do historiador Arléo Barbosa, destaca a excelente administração de “AO” em sua primeira gestão ( 1977 a 1982).
Como pessoa, além de ser muito educado, é dotado de uma inteligência que surpreende. É um homem culto, um professor, que propicia conversas em alto nível, para quem tem a sorte do seu convívio.
O Blog do Gusmão manteve contato com o vereador Marcos Flávio (PPS), na tarde desta segunda-feira (16), para saber qual a reação da família. Fomos informados que a solicitação da fita já foi encaminhada à justiça, e que após a constatação dos termos ofensivos, utilizados de maneira inescrupulosa, o ex-prefeito moverá processos contra o atual diretor da emissora e o radialista responsável pelas infâmias.
Marcos Flávio informou que fez queixas ao proprietário da rádio, e que este ficou de tomar providências.
TELEANÁLISE: NÓS QUE AMÁVAMOS TANTO A REVOLUÇÃO
Por Malu Fontes.
No ano e no período em que o mundo e suas emissoras de TV comemoram ininterruptamente com programas especiais os 40 anos do Festival de Woodstock e os 20 anos da queda do Muro de Berlim, a televisão brasileira foi forçada a abrir amplo espaço em sua grade, no telejornalismo e fora dele, para falar de uma reação medieval. Sim, em meio às duas festas ancoradas na idéia de liberdade e expressão dos direitos individuais, à troca de balas entre navios norte e sul-coreanos, às imagens da marcha de Jesus no Rio com Madona e ao apagão causado em 18 estados, nas capitais mais ricas do país e no Paraguai pela primeira pane plena na Usina de Itaipu, o fato é que o vestido curto pink da estudante de turismo Geisy Arruda foi o tema mais abordado na TV e na imprensa brasileira nos últimos dias.
Após, por meio de um anúncio publicado em grandes jornais de São Paulo no último final de semana, a Universidade Bandeirante, anunciar que a moça estava sendo expulsa em nome da moral e dos bons costumes, por ter ido à aula com um vestido curto, o país inteiro começou a bater o pé achando que a palhaçada de republiqueta de bananas já estava indo longe demais. A asneira foi tão federal, que pela primeira vez na história, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Ministério da Educação chegaram a um consenso. Desde quando o Brasil tem Polícia do Comportamento? Desde quando universidades dessas que se multiplicam a cada esquina e disputam a tapa os filhos das classes médias baixas esperam que suas alunas freqüentem as aulas vestidas de tailleur de tweed?
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GOSTEI! GOSTEI MUITO DO FILME “BESOURO”
Alguns motivos me levam a elogiar o filme que assisti ontem (sábado/14), no tradicional Cine Santa Clara (Ilhéus), onde até o final da década de 80, ninguém podia entrar vestido com uma bermuda (entrei também de sandálias havaianas, os tempos mudaram).
O filme é muito carinhoso com a cultura afro-brasileira, trata o candomblé com respeito, revelando através de imagens que apelam para o imaginário místico e altamente representativo em relação à natureza, características de orixás importantes, como Iansã e Exu. O candomblé, religião genuinamente brasileira, é reverenciado em sua riqueza simbólica, o que representou para mim, também uma espécie de desagravo, já que é vítima constante do preconceito gerado pelo “ortodoxismo cristão protestante”, refratário e cego diante de uma visão plural e compreensiva, sobre as culturas que colocam o cristianismo de lado.
Mas, o filme não é só candomblé, é essencialmente capoeira, evidenciada através de uma adaptação livre, bem montada sobre a história de “Besouro Mangangá”, capoeirista e ícone importante, jamais esquecido, sempre homenageado nas rodas que se formam no Brasil e pelo mundo afora.
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LANÇAMENTO DO LIVRO SOBRE SARNEY ACABA EM PANCADARIA
Da Folha Online.
Terminou em tumulto e pancadaria o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, na sede do Sindicato dos Bancários, em São Luís (MA), na noite de última quarta-feira.
A noite de autógrafos de Dória foi marcada para ocorrer na sede do sindicato, porque as livrarias do Maranhão se recusaram a lançar a obra.
Segundo o sindicato, estudantes ligados à família Sarney jogaram ovos e uma torta na direção de Dória, em protesto contra o livro. Houve também uma discussão entre os participantes do evento e os manifestantes.
Em nota, o Sindicato dos Bancários do Maranhão condenou a violência.
“Os atos de vandalismo provocado por 10 a 15 baderneiros, quando da ocasião de lançamento do livro ‘Honoráveis Bandidos’ do jornalista Palmério Dória, nessa quarta-feira(04/11) em nossa sede, relembra os tristes fatos históricos das décadas de 50 e 60 em nosso Estado, que acreditávamos sucumbidos. Naquela época, prevalecia no Maranhão a lei da força bruta, da intolerância, em que as diferenças eram resolvidas pela pancadaria”, citou a nota.
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VENCESTE CARLOS
Do site do MST.
VENCESTE CARLOS
Ademar Bogo
“Se a tarde caiu e não voltaste
Sem consciência do tempo…
Nem percebeste que a morte,
Não significara uma vitória.
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HOMENAGEM A CARLOS MARIGHELLA
“Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social”.
Antonio Candido.






















