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	<title>BLOG DO GUSMÃO :: Multimídias, polêmica e reflexão &#187; história</title>
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		<title>O BLOG DO GUSMÃO NÃO ESQUECE: EM 2004, JOSIAS CONVENCEU ROLAND A DESISTIR DA PREFEITURA</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 19:29:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dinâmica da política é capaz de fabricar heróis, antes tidos como vilões. O médico Roland Lavigne (ex-parlamentar) hoje ataca o deputado federal Josias Gomes (PT), acusando-o de morrer de amores pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro. Em 2004, quando foi candidato a prefeito pelo PSDB, Roland desistiu da candidatura, defendida por uma frente ampla de partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_44486" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/08/Roland-Lavigne.jpg" rel="lightbox[61623]"><img class=" wp-image-44486 " title="Roland Lavigne" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/08/Roland-Lavigne-300x224.jpg" alt="" width="210" height="157" /></a><p class="wp-caption-text">Convencido por Josias em 2004.</p></div>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A dinâmica da política é capaz de fabricar heróis, antes tidos como vilões.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O médico Roland Lavigne (ex-parlamentar) hoje ataca o deputado federal Josias Gomes (PT), acusando-o de morrer de amores pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 2004, quando foi candidato a prefeito pelo PSDB, Roland desistiu da candidatura, defendida por uma frente ampla de partidos (PPS, PSDB, PTB, PMN e outros que a memória não recorda).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Faltando 30 dias para a eleição, Roland foi convencido por Josias a desistir da candidatura e apoiar o concorrente do PT, Ruy Carvalho.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os candidatos a vereador ficaram revoltados com Roland. A presidente do seu partido, Rubia Carvalho, e o falecido vereador, Marcos Paiva, disseram horrores dele. Muitos preferiram Valderico Reis (vitorioso no final) do que o PT.<br />
</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Até hoje, não se sabe por que Roland abriu mão da disputa. Os motivos reais viraram um segredo indesvendável da história política.</span></h4>
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		<title>ILHÉUS: A MESMA AGENDA DESDE 1954</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 02:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[mendigos em Ilhéus]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo foi publicado no antigo jornal Diário da Tarde em 21 de dezembro de 1954. Observe que os anseios e problemas de Ilhéus, da época, se encaixam perfeitamente na agenda atual da cidade. Contribuição de Elizabeth Cerqueira Lima via Maria do Socorro Mendonça. &#8220;Cacau Society A cidade de Ilhéus, dia a dia vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O texto abaixo foi publicado no antigo jornal Diário da Tarde em 21 de dezembro de 1954. Observe que os anseios e problemas de Ilhéus, da época, se encaixam perfeitamente na agenda atual da cidade.</span></strong></h4>
<h4><strong><span style="color: #000000;">Contribuição de Elizabeth Cerqueira Lima via Maria do Socorro Mendonça.</span></strong></h4>
<h4><span style="color: #000000;">&#8220;Cacau Society</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cidade de Ilhéus, dia a dia vem apresentando em suas ruas mais centrais fisionomias novas de pedintes que se transladam para cá na esperança de encontrarem melhores dias.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espetáculo da mendicância nas ruas além de desagradável é a prova evidente da miséria que caminha ao nosso lado. Concluindo-se que enquanto há miséria não há civilização perfeita, é mister que todos aqueles que possam viver em foros de gente civilizada, antes de mais nada procurem resolver com a sua parcela o problema dos esmoleres, dos famintos ou daqueles que se arrastam pelo chão.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se cada cidade cuidar dos seus mendigos a mendicância fatalmente desaparecerá; e Ilhéus, que muito tem falado, mas nada a respeito tem feito, ao lado de seus problemas mais premente, como o do porto, ou da ponte, deve enfrentar com maior razão o problema da mendicância, oferecendo proteção aos mendigos que aqui estão, evitando que numa terra tão rica exista gente tão pobre&#8221;.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Confira a nota publicada no Diário da Tarde.</span></h4>
<p><span id="more-59661"></span></p>
<div id="__ss_10704076" style="width: 477px;"><strong style="display: block; margin: 12px 0 4px;"><a title="Notícia 1954 diário de ilhéus0001" href="http://www.slideshare.net/emiliogusmao/notcia-1954-dirio-de-ilhus0001">Notícia 1954 diário de ilhéus0001</a></strong><object id="__sse10704076" width="477" height="510" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=notcia1954diriodeilhus0001-111227203146-phpapp02&amp;stripped_title=notcia-1954-dirio-de-ilhus0001&amp;userName=emiliogusmao" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed id="__sse10704076" width="477" height="510" type="application/x-shockwave-flash" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=notcia1954diriodeilhus0001-111227203146-phpapp02&amp;stripped_title=notcia-1954-dirio-de-ilhus0001&amp;userName=emiliogusmao" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<div style="padding: 5px 0 12px;">View more <a href="http://www.slideshare.net/">documents</a> from <a href="http://www.slideshare.net/emiliogusmao">emiliogusmao</a>.</div>
</div>
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		<title>ONDE NASCEU JORGE AMADO?</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2011/12/25/onde-nasceu-jorge-amado/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 14:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Isaac Albagli Encarregado de preencher as &#8220;fichas&#8221; da Academia de Letras de Ilhéus criada em 1958, o seu primeiro secretário, jovem advogado Francolino Neto, aguardou quatro anos para, pessoalmente, colher os dados do acadêmico Jorge Amado. De caneta em punho e após preencher o nome, endereço e filiação do romancista, à época já famoso, fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Isaac Albagli</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/Isaac1.jpg" rel="lightbox[59502]"><img class="alignright  wp-image-59504" style="margin: 10px;" title="Isaac" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/Isaac1-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a>Encarregado de preencher as &#8220;fichas&#8221; da Academia de Letras de Ilhéus criada em 1958, o seu primeiro secretário, jovem advogado Francolino Neto, aguardou quatro anos para, pessoalmente, colher os dados do acadêmico Jorge Amado. De caneta em punho e após preencher o nome, endereço e filiação do romancista, à época já famoso, fez a pergunta: &#8220;Local de nascimento?&#8221;. &#8220;Pergunte ao meu pai&#8230;&#8221; - se esquivou Jorge Amado. Na sua carteira de identidade constava a cidade de Itabuna como local do nascimento, mas no fundo ele sabia que havia uma polêmica tanto familiar como &#8220;de ordem pública&#8221;. Francolino Neto não se fez de rogado e foi até Itajuípe para se encontrar com o fazendeiro João Amado, pai do escritor. O Coronel João não vinha a Ilhéus há muito tempo, pois tinha pavor a vergalho de boi&#8230; Diziam as más línguas que o coronel se engraçou com uma mulher casada e acabou tomando uma surra de vergalho de boi. Mas voltemos ao encontro de Dr. Francolino com o Coronel João Amado. Encontraram-se na firma compradora de cacau Wildberg &amp; Cia. e o secretário da Academia foi direto ao assunto. O Coronel  João Amado disse então a Francolino: &#8220;Jorge nasceu na Fazenda Auricídia que ficava na zona do Repartimento no limite entre os municípios de Itabuna e Itajuípe.&#8221; </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A maior parte da fazenda pertencia em 1912, ano do nascimento de Jorge, a Itabuna, antiga Tabocas que em 1910 tinha se emancipado de Ilhéus. Mais precisamente no distrito de Ferradas, na época próspero entroncamento de tropeiros. A outra parte da fazenda pertencia ao 7º Distrito de Ilhéus, denominado de Pirangí, mais tarde emancipado e que originou o município de Itajuípe. Dr. Francolino, rápido no raciocínio fez então a pergunta fatal. &#8220;E de que lado ficava a sede da fazenda?&#8221; João Amado não titubeou: &#8220;Ficava em Pirangí&#8221;. Francolino deu uma risadinha marota e tascou na &#8220;ficha&#8221; de Jorge Amado &#8211; Local de Nascimento: Ilhéus, Bahia, Brasil. A Lei 807 de 28 de julho de 1910, que criou o município de Itabuna, sancionada pelo então governador Araújo Pinho, não era muito precisa nas indicações dos limites territoriais, principalmente quando não existiam rios ou ribeirões para delimitação com maior precisão. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-59502"></span>Naquela ocasião a linha demarcatória &#8220;seca&#8221; como era chamada, causava muitos desencontros, e até mesmo nos limites de Ilhéus, o município mãe, com Itabuna, as dúvidas persistiram. Na Fazenda Auricídia passava um ribeirão denominado de Limoeiro, mas segundo as informações ele não servia de limite territorial. Em 1952, portanto 40 anos após o nascimento de Jorge Amado, o Distrito de Pirangí foi desmembrado de Ilhéus, passando a denominar-se de Itajuípe e em seu território foi criado o Distrito de Limoeiro, onde ficava a zona do Repartimento. Região de terras nobres para o cultivo do cacau, Limoeiro logo se expandiu e em 1962 de desmembrou de Itajuípe sob a denominação de Barro Preto. Hoje, Barro Preto de chama &#8220;Governador Lomanto Júnior&#8221;, nome por sinal de péssimo gosto, sem querer entrar no mérito dos méritos do homenageado. A sede da Fazenda Auricídia situava-se, portanto, em território que hoje pertence ao município de Lomanto Júnior. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como se pode verificar, a polêmica está armada. Na Certidão de Nascimento de Jorge Amado consta que ele é itabunense. O velho João Amado disse que ele nasceu em Pirangí, que então pertencia a Ilhéus. As emancipações posteriores colocaram a sede da Fazenda Auricídia no território de Barro Preto, hoje Lomanto Júnior. Itabuna, Ferradas, Ilhéus, Pirangí, Itajuípe, Limoeiro, Barro Preto e Governador Lomanto Júnior. Cidades, distritos, vilas, denominações velhas e novas. Jorge Amado lá de cima deve estar dando grandes gargalhadas. De minha parte, quando vereador, resolvi propor o título de Cidadão Ilheense ao nosso escritor. Quem registra é dono, e Itabuna registrou Jorge Amado, mas nós, ilheenses, estamos na posse mansa e pacífica, que às vezes vale mais do que papel registrado em cartório. Mas de certo não é necessária tanta polêmica. Jorge não é itabunense, nem ilheense, nem itajuipense e nem lomantense (?). Jorge é grapiúna e Cidadão do Mundo.  </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Artigo publicado originalmente em março de 2003 nos jornais Agora e Diário de Ilhéus. Contato com o autor ialbagli@uol.com.br</span><span style="color: #000000;"><br />
</span></strong></h4>
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		<title>HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE CARLOS MARIGHELLA</title>
		<link>http://www.blogdogusmao.com.br/v1/2011/12/05/homenagem-a-carlos-marighella/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 23:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4449" class="wp-caption alignleft" style="width: 222px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/11/mariguella.jpg" rel="lightbox[4448]"><img class="size-full wp-image-4449" title="mariguella" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2009/11/mariguella.jpg" alt="Este homem morreu pelo Brasil." width="212" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">Este homem morreu pelo Brasil.</p></div>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social&#8221;.</span></h3>
<p><strong><span style="color: #000000;">Antonio Candido.</span></strong></p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, dia 05 de dezembro de 2011, a história nos lembra os 100 anos de um verdadeiro herói do povo brasileiro, assassinado no dia 04 de novembro 1969. Um homem e &#8220;mulato baiano&#8221;, indignado, inquieto, que escreveu: &#8220;É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer&#8221;. </span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carlos Marighella dedicou toda a sua vida ao combate à injustiça social. É certo que tenha cometido erros, como qualquer ser humano, porém, nunca perdeu a coerência de herói. Ao saber das atrocidades cometidas por Stalin (seu ídolo e referência obrigatória aos comunistas), após a divulgação do relatório Krushev em 1956, chorou copiosamente de decepção e constrangimento.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vivemos uma época em que as lutas pelas causas coletivas estão cedendo lugar aos interesses pessoais. Ler sobre a vida de Marighella nos possibilita uma reflexão profunda, que vai de encontro a esta tendência.</span></h4>
<h4><strong><a href="http://www.carlos.marighella.nom.br/" target="_blank"><span style="color: #000080;">Abaixo, texto do site www.carlos.marighella.nom.br.</span></a></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-4448"></span>Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911. Era filho de imigrante italiano com uma negra descendente dos haussás, conhecidos pela combatividade nas sublevações contra a escravidão.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De origem humilde, ainda adolescente despertou para as lutas sociais. Aos 18 anos iniciou curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e tornou-se militante do Partido Comunista, dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiria na militância política, interrompendo os estudos universitários no 3o ano, em 1932, quando deslocou-se para o Rio de Janeiro.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1o de maio de 1936 Marighella foi novamente preso e enfrentou, durante 23 dias, as terríveis torturas da polícia de Filinto Müller. Permaneceu encarcerado por um ano e, quando solto pela “macedada” – nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação &#8212; deixou o exemplo de uma tenacidade impressionante.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Transferindo-se para São Paulo, Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas, duramente atingidos pela repressão, e o combate ao terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Voltaria aos cárceres em 1939, sendo mais uma vez torturado de forma brutal na Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, mas se negando a fornecer qualquer informação à polícia. Na CPI que investigaria os crimes do Estado Novo o médico Dr. Nilo Rodrigues deporia que, com referência a Marighella, nunca vira tamanha resistência a maus tratos nem tanta bravura.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recolhido aos presídios de Fernando de Noronha e Ilha Grande pelo seis anos seguintes, ele dirigiria sua energia revolucionária ao trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista na legalidade. Deposto o ditador Vargas e convocadas eleições gerais, foi eleito deputado federal constituinte pelo estado da Bahia. Seria apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferindo, em menos de dois anos, cerca de duzentos discursos em que tomou, invariavelmente, a defesa das aspirações operárias, denunciando as péssimas condições de vida do povo brasileiro e a crescente penetração imperialista no país.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o mandato cassado pela repressão que o governo Dutra desencadeou contra o comunistas, Marighella foi obrigado a retornar à clandestinidade em 1948, condição em que permaneceria por mais de duas décadas, até seu assassinato.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos anos 50, exercendo novamente a militância em São Paulo, tomaria parte ativa nas lutas populares do período, em defesa do monopólio estatal do petróleo e contra o envio de soldados brasileiros à Coréia e a desnacionalização da economia. Cada vez mais, Carlos Marighella voltaria suas reflexões em direção do problema agrário, redigindo, em 1958, o ensaio “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, o primeiro de uma série de análises teórico-políticas que elaborou até 1969. Nesta fase visitaria a China Popular e a União Soviética, e anos depois, conheceria Cuba. Em suas viagens pôde examinar de perto as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após o golpe militar de 1964, Marighella foi localizado por agentes do DOPS carioca em 9 de maio num cinema do bairro da Tijuca. Enfrentou os policiais que o cercavam com socos e gritos de “Abaixo a ditadura militar fascista” e “Viva a democracia”, recebendo um tiro a queima-roupa no peito. Descrevendo o episódio no livro “Por que resisti à prisão”, ele afirmaria: “Minha força vinha mesmo era da convicção política, da certeza (&#8230;) de que a liberdade não se defende senão resistindo”.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Repetindo a postura de altivez das prisões anteriores, Marighella fez de sua defesa um ataque aos crimes e ao obscurantismo que imperava desde 1o de abril. Conseguiu, com isso, catalisar um movimento de solidariedade que forçou os militares a aceitar um habeas-corpus e sua libertação imediata. Desse momento em diante, intensificou o combate à ditadura utilizando todos os meios de luta na tentativa de impedir a consolidação de um regime ilegal e ilegítimo. Mas, mantendo o país sob terror policial, o governo sufocou os sindicatos e suspendeu as garantias constitucionais dos cidadãos, enquanto estrangulava o parlamento. Na ocasião, Carlos Marighella aprofundou as divergências com o Partido Comunista, criticando seu imobilismo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em dezembro de 1966, em carta à Comissão Executiva do PCB, requereu seu desligamento da mesma, explicitando a disposição de lutar revolucionariamente junto às massas, em vez de ficar à espera das regras do jogo político e burocrático convencional que, segundo entendia, imperava na liderança. E quando já não havia outra solução, conforme suas próprias palavras, fundou a ALN – Ação Libertadora Nacional para, de armas em punho, enfrentar a ditadura.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O endurecimento do regime militar, a partir do final de 1968, culminou numa repressão sem precedentes. Marighella passou a ser apontado como Inimigo Público Número Um, transformando-se em alvo de uma caçada que envolveu, a nível nacional, toda a estrutura da polícia política.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na noite de 4 de novembro de 1969 – há exatos 40 anos &#8212; surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista, Carlos Marighella tombou varado pelas balas dos agentes do DOPS sob a chefia do delegado Sérgio Paranhos Fleury.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Documentário Marighella &#8211; Retrato Falado do Guerrilheiro, de Silvio Tendler.</span></h4>
<p style="padding-left: 60px;"><object width="425" height="344" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aP7PDWsVgUA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/aP7PDWsVgUA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>O BLOG DO GUSMÃO NÃO ESQUECE: &#8220;JABES TROUXE INÚMEROS PREJUÍZOS PARA ILHÉUS&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 18:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2012]]></category>
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		<description><![CDATA[“Se o governo Newton tem enfrentado dificuldades elas foram decorrentes da má administração de Jabes, que trouxe inúmeros prejuízos para Ilhéus. Hoje estamos apenas consertando os desmandos deixados por ele” Palavras do vereador Alcides Kruschewsky (PSB), ao JBO, em junho desse ano, sobre a gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro. Hoje, o parlamentar constrói uma aliança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/02/Alcides-Kruschewsky.jpg" rel="lightbox[53346]"><img class="size-thumbnail wp-image-29099  alignleft" style="margin: 10px;" title="Alcides-Kruschewsky" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/02/Alcides-Kruschewsky-150x150.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a></p>
<h4><span style="color: #000000;">“Se o governo Newton tem enfrentado dificuldades elas foram decorrentes da má administração de Jabes, que trouxe inúmeros prejuízos para Ilhéus. Hoje estamos apenas consertando os desmandos deixados por ele”</span></h4>
</blockquote>
<h5 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Palavras do vereador Alcides Kruschewsky (PSB), ao JBO, em junho desse ano, sobre a gestão do ex-prefeito Jabes Ribeiro. Hoje, o parlamentar constrói uma aliança com JR, o favorito. As conversas entre ambos são frequentes.</span></h5>
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		<title>O BLOG DO GUSMÃO NÃO ESQUECE: &#8220;EU SOU SUBSERVIENTE A ACM&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 13:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Senador Antônio Carlos Magalhães]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu sou completamente subserviente ao senador Antônio Carlos Magalhães. Sou do grupo político dele e cumpro suas ordens da forma que ele determinar&#8221;. Roland Lavigne em 1996, na época deputado federal pelo PL, durante entrevista à Rádio Cultura de Ilhéus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/08/Roland-Lavigne.jpg" rel="lightbox[53112]"><span style="color: #000000;"><img class="size-thumbnail wp-image-44486 alignleft" title="Roland Lavigne" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/08/Roland-Lavigne-150x150.jpg" alt="" width="84" height="84" /></span></a></span></p>
<h4><span style="color: #000000;">&#8220;Eu sou completamente subserviente ao senador Antônio Carlos Magalhães. Sou do grupo político dele e cumpro suas ordens da forma que ele determinar&#8221;.</span></h4>
</blockquote>
<h4></h4>
<h5><span style="color: #000000;">Roland Lavigne em 1996, na época deputado federal pelo PL, durante entrevista à Rádio Cultura de Ilhéus.</span></h5>
]]></content:encoded>
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		<title>A MORTE DO PRESIDENTE ITAMAR, OS 80 ANOS DE FHC E A IMPRENSA</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 04:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Emílio Gusmão O primeiro presidente a despertar a atenção deste blogueiro, quando menino, foi o general João Figueiredo (1979 a 1985), derradeiro do regime militar. Encerrou seu período com todo o peso do fracasso da ditadura em suas costas. Com José Sarney (1985 a 1990), o primeiro presidente civil após 21 anos dos milicos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/07/Itamar-Franco-2.jpg" rel="lightbox[41998]"><img class="size-full wp-image-42000 alignright" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="Itamar-Franco-2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/07/Itamar-Franco-2.jpg" alt="" width="279" height="211" /></a></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Emílio Gusmão</strong></span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro presidente a despertar a atenção deste blogueiro, quando menino, foi o general João Figueiredo (1979 a 1985), derradeiro do regime militar. Encerrou seu período com todo o peso do fracasso da ditadura em suas costas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com José Sarney (1985 a 1990), o primeiro presidente civil após 21 anos dos milicos, não foi muito diferente. Deixou o Palácio do Planalto certo de ser fragorosamente vaiado, após descer a rampa. O contentamento de vê-lo deixar o poder sufocou os gritos de um final ainda mais melancólico.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fernando Collor (1990 a 1992) colocou a democracia em risco. Fracasso econômico, confisco nas contas bancárias, falência do cinema nacional (fim da Embrafilme), redução do poder aquisitivo dos aposentados (negou o reajuste de 147%), impeachment e por pouco suicídio (Brizola o aconselhou a não seguir o exemplo de Vargas).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este blogueiro sempre foi um admirador de Leonel Brizola, um nacionalista-trabalhista, maior construtor de escolas da nossa história. Também fui petista, e assim como muitos, acreditava piamente no Plano Real como um golpe para vencer as eleições de 1994. A teoria conspiratória, formulada por Brizola, recebeu a aceitação dos trabalhadores. Vale lembrar a chapa Lula (presidente), Brizola (vice) nas eleições daquele ano.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história provou o contrário. Hoje é possível analisá-la sem a cegueira partidária e ideológica.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Itamar Franco foi o primeiro presidente, visto por este blogueiro, a deixar o governo com alto índice de aprovação (83%). Lembro que ao tomar posse, fez questão de apresentar diante da imprensa, a sua declaração de bens (outros também o fizeram, mas de maneira protocolar). Determinou ao ministro da previdência, Antônio Brito, o pagamento imediato do reajuste de 147% aos aposentados, negado pelo antecessor.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Itamar criou todas as condições políticas para a implementação do Plano Real. Depois da nomeação de FHC como ministro da fazenda, consciente do acerto, costumava dizer: &#8220;eu acredito mais em Fernando Henrique, do que ele em si&#8221;.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1993, deu o aval para que FHC (não tem formação em economia) reunisse a equipe de &#8220;economistas modernos&#8221; para a formulação do Plano Real. Itamar decretou o fim da hiperinflação.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em novembro de 1993, afastou o amigo de muitos anos e homem de confiança, Henrique Hargreaves, então ministro chefe da casa civil, denunciado na CPI do orçamento, por ter desviado dinheiro público. Provada a inocência, o reconduziu à função.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devolveu  a área da antiga sede da UNE, no Rio de Janeiro, aos estudantes, e  comemorou a decisão tomando chope com a direção da entidade, no Lamas  (choperia carioca).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teve  condições de aprovar no congresso a emenda da reeleição. Sempre foi  contra e manteve a coerência. FHC também era, mas na presidência  trabalhou pela aprovação e conseguiu (na época surgiram denúncias sobre  compras de votos).</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1998, após rejeitar convites de outros partidos, Itamar tentou ser candidato a presidente pelo PMDB (o único que poderia impedir a reeleição de FHC). Os fisiológicos do partido conseguiram atraí-lo, e depois numa convenção suja, desrespeitosa e com momentos de humilhação, lhe aplicaram uma rasteira. O resultado foi comemorado no Palácio do Planalto. FHC, Michel Temer, Jader Barbalho e José Sarney posaram de mãos dadas.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Solteiro, aproveitou muitas oportunidades. Não era adepto do falso moralismo.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No último mês (junho) muitos setores da imprensa comemoraram junto com o PSDB, os oitenta anos de FHC, reverenciado como o &#8220;Pai do Real&#8221;. A morte do presidente Itamar e sua repercussão, bem como a análise do seu legado político, feita por alguns historiadores nos canais de TV, restauram a verdade e o reconhecimento que lhe é merecido.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sua morte deixa uma lacuna. Entretanto, propiciou a grande parte da imprensa, desviar a memória do ninho tucano, e refletir sobre o papel do verdadeiro autor político do Plano Real.</span></h4>
]]></content:encoded>
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		<title>ILHÉUS 130 ANOS DE CIDADE: O MARQUÊS DE PARANAGUÁ SÓ FEZ ASSINAR</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jun 2011 21:11:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ilhéus 130 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Marques de Paranaguá]]></category>
		<category><![CDATA[o mellhor prefeito da história de Ilhéus]]></category>

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		<description><![CDATA[Na tarde desta terça-feira (28), o Blog do Gusmão teve o prazer de entrevistar, por telefone, o professor e historiador Arléo Barbosa. O assunto principal foi a história do cenário político ilheense, há 130 anos, que propiciou a elevação da vila de São Jorge dos Ilhéus à categoria de cidade. Arléo falou sobre a importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"></p>
<div id="attachment_16570" class="wp-caption alignright" style="width: 190px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/Arléo+Barbosa.jpg" rel="lightbox[41624]"><img class="size-full wp-image-16570 " title="Arléo+Barbosa" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/07/Arléo+Barbosa.jpg" alt="" width="180" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Arléo Barbosa.</p></div>
<p>Na tarde desta terça-feira (28), o Blog do Gusmão teve o prazer de entrevistar, por telefone, o professor e historiador Arléo Barbosa. O assunto principal foi a história do cenário político ilheense, há 130 anos, que propiciou a elevação da vila de São Jorge dos Ilhéus à categoria de cidade.</p>
<p>Arléo falou sobre a importância da cacauicultura e das principais personalidades políticas da época, dentre elas o Marques de Paranaguá, figura bastante homenageada, nome do principal calçadão e do prédio histórico onde funciona a prefeitura.<span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em tempos de péssima administração, fizemos uma pergunta difícil, pedimos ao historiador que identificasse o melhor prefeito da história de Ilhéus. Os dias atuais também foram analisados.</span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">Ouça a entrevista.</span></p>
<p></span></h4>
<p><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" rel="lightbox[41624]"><img class="alignleft size-full wp-image-15987" title="topo_gusmaopodcast2" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/06/topo_gusmaopodcast2.jpg" alt="" width="203" height="36" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><embed width="200" height="30" src="http://www.4shared.com/embed/675632783/906d6355" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>NEWTON LIMA NÃO CUIDA DO PALÁCIO</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 22:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_37787" class="wp-caption aligncenter" style="width: 440px"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/prefeitura-em-ruinas-1.jpg" rel="lightbox[37786]"><img class="size-large wp-image-37787  " title="prefeitura-em-ruinas-1" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2011/05/prefeitura-em-ruinas-1-1024x768.jpg" alt="" width="430" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Os prédios antigos de Ilhéus emitem sinais nítidos de abandono e falta de zelo. Até mesmo o suntuoso Palácio Paranaguá, sede da prefeitura e símbolo da opulência que caracterizou a cidade nos bons tempos, começa a apresentar indícios de ruínas. O sempre atento Correia Neles, blogueiro que não para de fiscalizar as ações do governo municipal, tirou algumas fotos que provam o descaso com um dos ícones do nosso patrimônio histórico, arquitetônico e cultural.</p></div>
<h4 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><a href="http://cn2012.wordpress.com/2011/05/15/editorial-prefeito-newton-lima-e-negligente-ate-na-propria-casa/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><strong>Clique aqui</strong></span></a>.</span></h4>
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		<title>SOBRE PORCOS, HOMENS E A UNIVERSIDADE PÚBLICA NA BAHIA</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 13:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrei Sansil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Roque Pinto Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000000">Por Roque Pinto</span></strong></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">De fato, na obra “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica uma circunstância histórica específica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura.</span></h4>
<p><span style="color: #000000"><span id="more-36641"></span></span></p>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Nesse sentido, a metáfora orwelliana poderia ser transposta e inspirar o entendimento de contextos outros, em tempos e espaços diversos daqueles em que fora originalmente concebida. Um desses cenários, em particular, apresenta similitudes espantosas. Falo do Estado da Bahia, no ano de 2011.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">A Bahia, como se sabe, foi governada por quase 30 anos por um grupo político que comandava orgânica e hegemonicamente praticamente todas as instâncias formais da vida civil, servindo-se das mesmas táticas de propaganda, censura, perseguição, privilégios e controle social modeladas no fascismo italiano, e cujo artífice, mentor e chefe supremo foi o temido prefeito biônico, governador e senador Antônio Carlos Magalhães – ou Toninho Malvadeza para os movimentos sociais, sindicatos, jornalistas, políticos de esquerda e toda a ampla gama de gente que padeceu sob os cassetetes dos seus comandados.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">ACM viveu ainda para, estupefato, amargar uma derrota acachapante nas urnas, em 2006, com a eleição de Jaques Wagner (PT) para o governo do Estado, sindicalista ligado à indústria petroquímica. A vitória de Wagner deu-se, portanto, pela irrevogável vontade popular de dar cabo ao império carlista e à ingerência dos seus caprichos sobre a coisa pública. E então fez-se a luz, a grande surpresa das eleições gerais de 2006 no Brasil: o novo, o fim de uma era obscura e autoritária: emerge o “governo de todos nós”.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Mas não tardou, para desapontamento dos trabalhadores baianos, que o “governo de todos nós” logo se transformasse no “governo de todos os nós”: o nó da segurança pública, o nó da saúde, o nó da educação… Triste Bahia.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Pobre educação baiana. Neste exato momento todas as quatro universidades estaduais se encontram em greve por tempo indeterminado, num movimento unificado cujos pleitos, comum a todas, são velhos conhecidos de cada um dos governadores que passaram pelo Palácio de Ondina: melhoria das condições trabalho, mais recursos para a educação, respeito aos servidores.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Concretamente, o governo Wagner, a partir de um decreto (12.583) e uma portaria, re-emitidos em fevereiro, de um só tacão promove a inanição financeira das instituições, com o estrangulamento das suas atividades fins, e solapa a autonomia universitária ao transferir para a tecnocracia do estado uma miríade de resoluções ordinárias que desde sempre coube às universidades fazê-lo, em função de suas próprias dinâmicas, tornando as ações de progressão laboral, concurso público, alocação de recursos para atividades extensionstas e de pesquisa, ou mesmo a compra de pipetas, luvas e sabão um verdadeiro pesadelo kafkiano.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">No campo da negociação salarial, os acordos que vinham sendo pacientemente engendrados há  mais de um ano foram suspensos unilateralmente com a chamada “cláusula da mordaça”, que textualmente vincula a incorporação de direitos trabalhistas ao impedimento dos docentes de pleitear qualquer demanda salarial até 2015.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Sobretudo, as normativas do governo Wagner representam uma excrescência legal, e no limite a própria suspensão do Estado de Direito: o dito decreto e seus apêndices violam frontal e acintosamente a Constituição do Estado da Bahia, especificamente no seu capítulo XIII, artigo 262, que rege sobre a autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial das suas universidades estaduais.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">É notável que o contingenciamento de recursos para a educação superior se dê num contexto de bonança da economia baiana, com um aumento de PIB na monta de 7,5% em 2010. Portanto, injustificável sob o ponto de vista econômico. E mais ainda sob o ponto de vista político e jurídico, posto que a intervenção do Estado nas universidades, a subtração evidente da sua autonomia, é um assalto à legalidade e um retrocesso que é a concretização extemporânea de um velho sonho carlista: uma Bahia de joelhos, acéfala, obediente às volições imperiais do seu déspota, esclarecido ou não.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Do Palácio de Ondina à Granja Solar. Desde a primeira eleição de Jaques Wagner ao presente se tem, curiosamente, o mesmo lapso de tempo em que se deu, na fábula Orwell, a transformação do militante Napoleão num tirano incontrolável. Pois que, gradualmente, os mesmos instrumentos de dominação da repulsiva era ACM são reabilitados aqui e ali pelos “companheiros de luta” ora ocupantes do Palácio de Ondina: o contingenciamento de recursos, a propaganda, os privilégios, a recusa da negociação, o corte de salários, as ameaças, o terror. A peça final dessa transformação grotesca se deu com o corte de salários dos professores e a troca da negociação pela propaganda. De fato, o PT da Bahia tem demonstrado ser um aluno exemplar e vem aplicando sistematicamente os ensinamentos da escola de terror da era ACM: <span style="text-decoration: underline;color: #888888"><a href="http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/0000/00/00/92762,governo-da-bahia-faz-mais-pelo-ensino-superior.html#" target="_blank">Veja aqui.</a></span></span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Pois agora se sabe que o novo já nasceu velho e não se sabe mais qual diferença há entre ACM e Jaques Wagner. Ambos se igualam no tratamento dispensado aos amigos, à publicidade e aos trabalhadores do Estado da Bahia. Triste Bahia. Donde cabem à perfeição as palavras finais da obra de George Orwell: “mas já se tornara impossível distinguir quem era homem quem era porco.”</span></h4>
<h4 style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><strong>Roque Pinto é doutor em antropologia e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz.</strong></span></h4>
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