EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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história

“ELE” PARTICIPOU DA PRISÃO DE DILMA

Uma informação quentíssima, que poucas pessoas em Ilhéus sabem.

Reside na cidade um ex-agente do DOI-CODI (destacamento de operações de informações – centro de operações de defesa interna). Este órgão foi criado para reprimir os “subversivos” ao governo militar, entre os anos de 1964 a 1979 (o regime durou até 1985).

O ex-integrante do sistema repressivo afirma ter participado da operação que prendeu a guerrilheira Dilma Roussef em 1970, >| Leia a matéria completa »

O PASSADO “NEBULOSO” DO PROVÁVEL VICE DE DILMA

Michel Temer

O deputado federal Michel Temer (PMDB) foi secretário de segurança pública de São Paulo, no governo de Luís Antônio Fleury Filho, nomeado após o massacre do Carandiru, em outubro de 1992. Sobre ele, assim escreveu um excelente jornalista:

“Os admiradores e eleitores sabem que, paradoxalmente, ao mesmo tempo em que conteve o crime organizado, foi a época de melhor coexistência pacífica entre o jogo do bicho e cassinos clandestinos de um lado, e de outro lado o alto comando da polícia. Não se sabe de escândalo em sua gestão, mas não há quem não saiba em São Paulo que o comando da jogatina organizada e o impoluto jurista encarregado de reprimi-Ia se davam às mil maravilhas”.

Palmério Dória, no livro: Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, editora: Geração Editorial.

ARMANDO NOGUEIRA, UM SEDUTOR IRRESISTÍVEL

Com a morte, os erros dos que se foram, muitas vezes são esquecidos.

O texto abaixo merece atenção pela sinceridade de quem escreveu.

Por Eliakim Araújo.

Como jornalista, Armando Nogueira foi um excelente poeta e um prosista de texto refinado. Entrou no jornalismo da TV Globo em 1966, quando o golpe militar estava ainda fresquinho, e lá ficou até 1990, quando o novo presidente, Fernando Collor, convenceu Roberto Marinho a promover Alberico Souza Cruz ao posto máximo do jornalismo global, não que tivesse qualquer objeção a Armando, simplesmente porque precisava premiar o amigo Alberico que teve participação decisiva na edição do debate presidencial e ainda palpitou nos programas especiais que transformaram Collor no indômito “caçador de marajás”.

Armando não foi demitido, pior que isso, sofreu uma “capitis diminutio”. Foi “promovido” a assessor especial da presidência, o que a plebe chama carinhosamente de “aspone”. Dedicou-se então ao jornalismo esportivo, onde, aí sim, foi um verdadeiro mestre da palavra escrita e falada. Fui revê-lo anos mais tarde apresentando um programa de esportes num dos inúmeros canais a cabo da Globo.

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ELE JÁ FOI SEGURANÇA DE LULA

E-mail enviado pelo meu fraterno companheiro Alfredo Morais Filho.

Caro amigo.
Recordei… em meus devaneios, que na primeira visita de LULA à Ilhéus, quando da disputa contra Collor (1989), abandonei o trabalho na EMBRATEL e fui esperá-lo no aeroporto.
A carreata foi até á Praça do Correio onde de cima da carroceria do PT móvel (Pick up gurgel do ELIEZER), fez um comício. Ao chegar, tinha terminado e deparei com o casal LULA e D. MARINA, embarcados em um Monza tendo ao volante NELSOM SIMÕES, cercados por uma multidão que queria carregar o carro! O único segurança, o LUIZÃO, tentava em vão demover a multidão emocionada. Passei a cuidar do lado esquerdo do veículo e LUIZÃO da direita. Abrimos um funil e o Nelson saiu em disparada.

COM MUITO ORGULHO , EU JÁ FUI SEGURANÇA DE LULA!!!!

QUE “CARNAVALZINHO” FULEIRO!

Moro em Ilhéus desde 1982, e de lá pra cá, nunca vi um carnaval tão fuleiro como o deste ano. É um simulacro! Falta tudo: atrações, alegria, bom humor, rei momo, rainha, prefeito. Para mim é um total desrespeito com a nossa cidade.

O carnaval de Ilhéus vem sendo descaracterizado desde o início da década de oitenta. Esse problema aconteceu por toda a Bahia, depois que o trio elétrico se tornou um elemento massificador e único, assumindo a posição de símbolo maior da folia baiana.

Por aqui, percebe-se que os danos foram muito piores. Onde estão os blocos de arrasto (Tengão, A Zorra, Arrastão, Só o Amor Constrói, Cachambi, 56, Os Sonecas, Bloco dos 30). As Escolas de Samba onde estão?

Perdemos até os bailes do Clube Social, que hoje, permanece decrépito, abandonado pela “nova elite emergente” que só enxerga o Iate Clube.

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OS CRIMINOSOS TROTES ESTUDANTIS

Por Rizzatto Nunes para o Terra Magazine.

Conforme já tive oportunidade de relatar nesta coluna, consta que o trote estudantil nasceu nas Universidades européias na Idade Média. Tendo em vista o terrível baixo nível de higiene da época, por razões profiláticas, isto é, para evitar doenças e sua proliferação, raspava-se a cabeça dos alunos ingressantes (os calouros) e muitas vezes queimava-se suas roupas. Essas questões, inicialmente higiênicas, muito provavelmente influenciadas pelo grau de selvageria reinante, já no século XIV, nas Universidades de Bolonha, Paris e Heidelberg, haviam se transformado em rituais bárbaros claramente sadomasoquistas: Os veteranos arrancavam pelos e cabelos dos calouros, que muitas vezes eram obrigados a ingerir urina e comer excrementos. (Fatos observados em Faculdades de Medicina no Brasil do Século XX!).

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ONDE ESTÁ A ESQUERDA?

Por Mino Carta, para a revista Carta Capital.

Às vésperas da votação do Supremo Tribunal Federal que se decidiu pela extradição do ex-terrorista italiano Cesare Battisti, cinco deputados petistas visitaram José Antonio Toffoli, recém-nomeado ministro do STF. Na qualidade de advogado-geral da União, ele já se manifestara contra a extradição e os visitantes pretendiam convencê-lo a votar na sua nova função, a despeito do claro, inevitável impedimento precipitado pelo pronunciamento anterior. Toffoli não cedeu.

Figurava entre os cinco petistas o deputado José Eduardo Cardozo, aquele que o ministro da Justiça, Tarso Genro, queria em seu lugar quando da sua iminente desincompatibilização, primeiro passo da candidatura ao governo de seu estado, o Rio Grande do Sul. Até terça 2, Genro insistiu a favor de Cardozo. Na quarta, o presidente Lula preferiu-lhe o secretário-executivo do ministério, Luiz Paulo Barreto.

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MUSEU DA PIEDADE ATRAI MUITOS VISITANTES

Texto de Jonildo Glória.

Mobiliário antigo, exposto no Museu da Piedade.

Um dos pontos turísticos mais visitados na cidade de Ilhéus é o Museu da Piedade. Situado na Rua Madre Thais, 197 – Alto da Piedade, faz parte do Conjunto Arquitetônico do Instituto Nossa Senhora da Piedade, uma tradicional instituição educacional dirigida pelas Irmãs Ursulinas, radicadas em Ilhéus desde 1916.

O Museu da Piedade tem a missão de revelar a história regional, ao reunir tesouros que guardados na memória, representações dos séculos XIX e XX na Região Sul da Bahia, tornou-se um pólo de visitação turística pela sua arquitetura neo-gótica, única na região.

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DR. RUY NÃO DEIXOU O PT ENTRAR NO GOVERNO VALDERICO

Deu no Politica Etc.

Revelação feita pelo blog do jornalista Ricardo Ribeiro informa sobre um namoro antigo do PT ilheense com o poder, antes do início do “desgoverno” Valderico Reis.

Josias Gomes – na época (2004) deputado federal – articulou a aliança que colocaria Ruy Carvalho como secretário de saúde e a recém-eleita Carmelita Ângela no comando da educação.

Dr. Ruy, segundo o blog, teria “melado” as pretensões dos petistas (clique aqui para mais detalhes).

A HISTÓRIA QUE “UNE” O HAITI AOS EUA

Contribuição do visitante Marco Oliveira, ilheense que mora em San Francisco, nos EUA.

Por Bill Van Auken.

Em sua declaração sobre o terremoto haitiano de quarta-feira, o presidente Barack Obama referiu-se à “longa história que une” os dois países. Nem ele nem os meios de comunicação dos EUA, no entanto, têm demonstrado qualquer inclinação para investigar a história das relações EUA-Haiti e a conduta do primeiro na presente catástrofe que confronta o povo haitiano.

Em vez disso, a hesitação e a pobreza, que têm desempenhado um papel importante na condução do número de mortos para dezenas, senão centenas de milhares de pessoas, são apresentadas como um estado natural das coisas e, às vezes, inclusive como culpa dos próprios haitianos. Os Estados Unidos são retratados como um benfeitor abnegado, pronto para vir para o auxílio do Haiti com doações, equipes de salvamento, navios de guerra e fuzileiros navais.

Em um editorial cínico e desonesto, o New York Times afirmou quinta-feira: “Mais uma vez o mundo chora com o Haiti”, um país que continua a ser caracterizado pela “pobreza, o desespero e a disfunção, elementos que seriam uma catástrofe em qualquer outro lugar, mas no Haiti são a norma”.

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DIREITO À INTIMIDADE: INFORMAR E MANTER O RESPEITO

Por Carlos Brickmann.

Durante muitos anos, a imprensa americana publicou fotos do presidente Franklin Roosevelt apenas da cintura para cima. Evitava, assim, chamar a atenção para seus problemas físicos: Roosevelt, paralítico, usava cadeira de rodas.

A imprensa francesa jamais noticiou que o presidente François Mitterrand tinha duas famílias. O fato se tornou publicamente conhecido apenas em seu enterro, quando as duas esposas e os filhos de ambos os relacionamentos lhe prestaram as últimas homenagens. Para os jornalistas franceses, Mitterrand tinha de ser avaliado por sua vida pública, não por seus momentos íntimos.

O presidente Getúlio Vargas teve relacionamentos amorosos que os meios de comunicação ignoraram – por exemplo, com a famosíssima Virginia Lane, “A Vedete do Brasil”. O presidente Juscelino Kubitschek teve por longos anos um caso com a elegantíssima Maria Lúcia Pedroso. Nos dois casos, muita gente sabia, mas ninguém publicou. E por um motivo fortíssimo: tirando os envolvidos na história, ninguém tem nada com isso. Excetuando-se os casos em que o amante, ou a amante, interfere na vida pública, intimidade é intimidade e deve ser respeitada.

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GALILEU E O PALÁCIO EPISCOPAL

Imagem: www.ilheusamado.com.br

O Teatro Popular de Ilhéus prepara com muito afinco, mais um grande espetáculo que será apresentado no primeiro semestre deste ano.

Trata-se de “A vida de Galileu”, adaptação do diretor Romualdo Lisboa para o texto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, com trilha sonora do músico Cabeça, líder da banda Dr. Imbira.

Como cenário, a peça utilizará o Palácio Episcopal, suntuoso prédio construído em 1928, que durante muito tempo, serviu como moradia aos bispos da diocese ilheense.

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JABES RIBEIRO, O “BLACK POWER”

Acredite se quiser! Jabes, sem óculos e de cabeleira.

O incendiário imprescindível, O Sarrafo, tirou do fundo do baú esta foto do ex-prefeito Jabes Ribeiro, quando era adepto do movimento “black power”, ícone da negritude nos anos 60 e 70.

Nesta época, Jabes dançava ao som de James Brown, no Clube dos Bancários.

Vale lembrar que este blogueiro ainda não havia nascido.

Entenda o contexto da foto, clique aqui.

“O ESTUDO, O TRABALHO E O FUSIL”

Discurso do Comandante Ernesto Che Guevara aos cubanos, após a vitória da revolução (1959).

CÂMARA DE VITÓRIA DA CONQUISTA HOMENAGEIA PEDRAL SAMPAIO

Faltou um poquinho de criticidade, mesmo assim, vale a pena dar uma olhada.

QUANTO VALE UM “PUM” NA BOLSA DE VALORES?

Com informações do blog do Professor Israel Nunes.

Maria Conceição da Silva, ex-funcionária de uma empresa Paulista, foi demitida por justa causa, devido ao hábito de soltar “flatos” no local de trabalho.

O caso foi parar na justiça e ganhou contornos de uma comédia.

No julgamento, o juiz acabou explicando rapidamente todo o funcionamento do aparelho digestivo de uma pessoa – mostrando-se muito sábio em biologia – e alegou que é inevitável um ser humano controlar os gases que necessitam sair do corpo.

O juiz exigiu a readmissão da funcionária e o pagamento de uma multa por danos morais.

“Expelir gases é algo absolutamente natural e, ainda por cima, ocorre mais vezes em pessoas que adotam dietas mais saudáveis. Desse modo, a flatulência tanto pode estar associada à reação de organismos sadios, sendo sinal de saúde”, argumentou o juiz.

Se divirta com o vídeo Flatulência no Trabalho.

ARRUDA: A FASE DO AUTISMO

Por Leandro Fortes.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.

Arruda virou um espectro humano desagradável, e mesmo para jornalistas experientes não deixa de ser penoso se defrontar com a degradação moral de um político caído em desgraça.

Eu era repórter da Zero Hora, em Brasília, e presidente do Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto, em setembro de 1992, quando Fernando Collor de Mello foi afastado do cargo por decisão da Câmara dos Deputados e, em seguida, exilou-se na biblioteca da Casa da Dinda, no Setor de Mansões do Lago Norte da capital federal. Setorista no Palácio do Planalto, acompanhei a agonia de Collor desde as primeiras denúncias, centradas na vida e na obra de Paulo César Farias, o PC, até a derrocada do primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. De tudo que se passou naqueles tempos, o que mais me interessou foi a fase de Collor na biblioteca da Casa da Dinda. A fase do autismo.

O trauma do afastamento (o impeachment só seria votado, dois meses depois, em novembro) havia tornado a personalidade de Collor ainda mais estranha. Diariamente, ele acordava cedo, se vestia impecavelmente de paletó e gravata, se fazia acompanhar de assessores e seguranças e, então, atravessava a rua para ir à biblioteca. Isso mesmo: o cômodo não ficava na Casa da Dinda, mas numa casa menor, em frente à residência do presidente. Todo santo dia, um Collor soturno, com olhar vidrado e andar robótico, fazia aquela travessia surreal em direção a um poder imaginário.

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ACREDITE! JORNALISTA DEFENDE A DITADURA MILITAR

Está no youtube. Veja e confira.

MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O ABANDONO DO MUSEU DO CACAU EM ILHÉUS

E-mail enviado por Edson de Souza Carvalho

A III Conferência Estadual de Cultura, que ocorreu de quinta a domingo(26 a 29/11) no Centro de Convenções em Ilhéus, contou com aproximadamente 3.000 participantes, entre delegados, convidados e ouvintes dos 26 Territórios de Identidade da Bahia, que teve como tema central “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”.

Foram discutidos cinco eixos temáticos: I-Produção Simbólica e Diversidade Cultural; II-Cultura, Cidade e Cidadania; III-Cultura e Desenvolvimento Sustentável; IV-Cultura e Economia Criativa e V-Gestão e Institucionalidade da Cultura.

Os eixos que mais chamaram a atenção foram: Cultura, Cidade e Cidadania e Cultura e Desenvolvimento Sustentável, nos seus sub-eixos, Memória e Transformação Social e Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo, respectivamente. Pelo simples fato de Ilhéus abrigar uma conferência a nível estadual e não cuidar de seu patrimônio, neste caso o Museu do Cacau que se encontra abandonado há mais de dez anos.

ARTIGO DE CÉSAR BENJAMIN: A GRANDE LÁSTIMA É SABER QUE TEM GENTE QUE ACREDITA

Quando o sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo sofreu uma intervenção em 1980, e Lula, o seu presidente, foi preso pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), a opinião pública já tinha conhecimento do operário que desafiou o governo militar, trazendo de volta as greves, com o apoio em massa dos trabalhadores do ABC paulista.

Lula já era por demais conhecido e já surgia como uma liderança em ascensão, respeitada devido à capacidade notável de mobilizar a classe trabalhadora, ao carisma e poder de convencimento.

Várias personalidades da política, que já tiveram oportunidade de conviver com Lula, relatam que ele é um gozador, um brincalhão, que gosta de “curtir” com a cara dos amigos, ou como se diz na Bahia, “é um escroto”, definição extremamente coloquial do amigo que gosta de “sacanear os outros” usando palavrões, inventando “mentirinhas cabeludas”.

Decidi comentar o artigo do César Benjamin, que acusou o sindicalista Lula de querer “estuprar” um jovem (crime que antes era chamado “atentado violento ao pudor”) do MEP (movimento de emancipação do proletariado),  durante os 30 dias de cárcere em 1980 (clique aqui).

O relato é ridículo, não guarda nenhuma verossimilhança, pois o Lula perseguido pelo regime militar, levado à cela diante das câmeras de TV, jamais agiria de forma tão abjeta, já que sua prisão repercutiu em toda a imprensa, foi acompanhada de perto por várias lideranças políticas. Quando o Lula deixou a clausura para participar do velório da mãe, o fato causou comoção.

Com essa descrição rebato a tese que pretende justificar o comportamento desprezível, alegando que ele era “tosco” e sem “modos”, por ser um desconhecido, quase um “bárbaro”, devido também à barba mais longa do que a usada nos dias de presidente, modo de pensar típico dos reacionários e da elite preconceituosa da época, que por incrível que pareça, ainda persiste.

Benjamin engana quando afirma não lembrar do publicitário que também ouviu Lula admitindo que tentou usar o jovem. Como pode um publicitário não lembrar do outro, sendo que este outro se trata de Silvio Tendler, um ícone do cinema brasileiro, premiadíssimo, e muito conhecido pelo meio, por pessoas que produzem conteúdo audiovisual?

Tendler tem muitos filmes relacionados à ditadura militar, sendo assim, como pode um cara que passou anos encarcerado por “crimes políticos” (como no caso de Benjamin), não lembrar se Tendler ( pesquisador notório dos porões da ditadura) ficou ou não chocado com o relato?

A “interpretação” maldosa de Benjamin sobre uma brincadeira contada por Lula é na verdade uma resposta do mau-caratismo ao filme “Lula, o filho do Brasil”, que pode até cometer exageros, porém, não merecia um revide tão baixo e asqueroso como esse. Ainda bem que está sendo negada, inclusive, por opositores do presidente (clique aqui).

Além do mais, confunde-se o termo “culto a personalidade”, que não deve ser admitido como regime de propaganda instituído pelo governo, nos moldes que a história nos lembra (URSS, China e etc..). O filme sobre Lula é cinema produzido em um país democrático, que valoriza o passado da personalidade, portanto, não é propaganda governamental, oficializada pelas estruturas do poder.

Leia a entrevista de Silvio Tendler para o site Terra Magazine, desmentindo Benjamin, clique aqui.

FILME SOBRE LULA EMOCIONA, SUSCITA DEBATE E PROVOCA IRA DA OPOSIÇÃO

Do JB Online.

lula-o-filho-do-brasilA direção e o elenco juram que é uma obra sobre a trajetória pouco conhecida do retirante miserável que virou presidente da República e um fenômeno de popularidade. Mas o filme Lula, o filho do Brasil estreou na terça-feira à noite na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília provocando uma discussão que promete esquentar até que o longa entre no grande circuito: trata-se de uma obra de arte ou apenas uma das peças destinadas a influenciar a cabeça do eleitor nas eleições do ano que vem? O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo – filho de um retirante pernambucano que também migrou, em 1949, num pau-de-arara para São Paulo – avaliou os efeitos da produção de forma irônica, mas precisa:

– O filme vai deixar a oposição nervosa. Mas ela não deveria ficar nervosa. É só escolher alguém e também fazer um filme. Poderia ser a história dos Maia, do Cesar e do Rodrigo – cutucou o ministro, citando o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e seu filho, o deputado Rodrigo Maia (DEM). Sugeriu, inclusive, o nome da obra: Os Maia, disse Bernardo, logo depois de assistir ao filme. A cena que mais chamou sua atenção, naturalmente pela familiaridade, foi a da viagem de 13 dias no caminhão pau-de-arara.

Bernardo admite que o filme, que estreia em janeiro em circuito nacional, em cerca de 400 salas, vai causar um impacto positivo na imagem do presidente.

– A popularidade deve aumentar uns 10 pontos e a oposição vai propor mais uma CPI – prevê o ministro, em mais uma tirada de ironia.

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ANTÔNIO OLÍMPIO MERECE RESPEITO

aoPelo que representou a Ilhéus como homem público, e pelo que representa como cidadão, o ex-prefeito Antônio Olímpio, hoje com 77 anos, não merecia ter sido tratado da forma estúpida, que um locutor a serviço de um pretenso candidato a prefeito, teve a coragem de pronunciar, em uma emissora local.

O livro Notícias Históricas de Ilhéus, do historiador Arléo Barbosa, destaca a excelente administração de “AO” em sua primeira gestão ( 1977 a 1982).

Como pessoa, além de ser muito educado, é dotado de uma inteligência que surpreende. É um homem culto, um professor, que propicia conversas em alto nível, para quem tem a sorte do seu convívio.

O Blog do Gusmão manteve contato com o vereador Marcos Flávio (PPS), na tarde desta segunda-feira (16), para saber qual a reação da família. Fomos informados que a solicitação da fita já foi encaminhada à justiça, e que após a constatação dos termos ofensivos, utilizados de maneira inescrupulosa, o ex-prefeito moverá processos contra o atual diretor da emissora e o radialista responsável pelas infâmias.

Marcos Flávio informou que fez queixas ao proprietário da rádio, e que este ficou de tomar providências.

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