história
TELEANÁLISE: NÓS QUE AMÁVAMOS TANTO A REVOLUÇÃO
Por Malu Fontes.
No ano e no período em que o mundo e suas emissoras de TV comemoram ininterruptamente com programas especiais os 40 anos do Festival de Woodstock e os 20 anos da queda do Muro de Berlim, a televisão brasileira foi forçada a abrir amplo espaço em sua grade, no telejornalismo e fora dele, para falar de uma reação medieval. Sim, em meio às duas festas ancoradas na idéia de liberdade e expressão dos direitos individuais, à troca de balas entre navios norte e sul-coreanos, às imagens da marcha de Jesus no Rio com Madona e ao apagão causado em 18 estados, nas capitais mais ricas do país e no Paraguai pela primeira pane plena na Usina de Itaipu, o fato é que o vestido curto pink da estudante de turismo Geisy Arruda foi o tema mais abordado na TV e na imprensa brasileira nos últimos dias.
Após, por meio de um anúncio publicado em grandes jornais de São Paulo no último final de semana, a Universidade Bandeirante, anunciar que a moça estava sendo expulsa em nome da moral e dos bons costumes, por ter ido à aula com um vestido curto, o país inteiro começou a bater o pé achando que a palhaçada de republiqueta de bananas já estava indo longe demais. A asneira foi tão federal, que pela primeira vez na história, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Ministério da Educação chegaram a um consenso. Desde quando o Brasil tem Polícia do Comportamento? Desde quando universidades dessas que se multiplicam a cada esquina e disputam a tapa os filhos das classes médias baixas esperam que suas alunas freqüentem as aulas vestidas de tailleur de tweed?
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GOSTEI! GOSTEI MUITO DO FILME “BESOURO”
Alguns motivos me levam a elogiar o filme que assisti ontem (sábado/14), no tradicional Cine Santa Clara (Ilhéus), onde até o final da década de 80, ninguém podia entrar vestido com uma bermuda (entrei também de sandálias havaianas, os tempos mudaram).
O filme é muito carinhoso com a cultura afro-brasileira, trata o candomblé com respeito, revelando através de imagens que apelam para o imaginário místico e altamente representativo em relação à natureza, características de orixás importantes, como Iansã e Exu. O candomblé, religião genuinamente brasileira, é reverenciado em sua riqueza simbólica, o que representou para mim, também uma espécie de desagravo, já que é vítima constante do preconceito gerado pelo “ortodoxismo cristão protestante”, refratário e cego diante de uma visão plural e compreensiva, sobre as culturas que colocam o cristianismo de lado.
Mas, o filme não é só candomblé, é essencialmente capoeira, evidenciada através de uma adaptação livre, bem montada sobre a história de “Besouro Mangangá”, capoeirista e ícone importante, jamais esquecido, sempre homenageado nas rodas que se formam no Brasil e pelo mundo afora.
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LANÇAMENTO DO LIVRO SOBRE SARNEY ACABA EM PANCADARIA
Da Folha Online.
Terminou em tumulto e pancadaria o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, na sede do Sindicato dos Bancários, em São Luís (MA), na noite de última quarta-feira.
A noite de autógrafos de Dória foi marcada para ocorrer na sede do sindicato, porque as livrarias do Maranhão se recusaram a lançar a obra.
Segundo o sindicato, estudantes ligados à família Sarney jogaram ovos e uma torta na direção de Dória, em protesto contra o livro. Houve também uma discussão entre os participantes do evento e os manifestantes.
Em nota, o Sindicato dos Bancários do Maranhão condenou a violência.
“Os atos de vandalismo provocado por 10 a 15 baderneiros, quando da ocasião de lançamento do livro ‘Honoráveis Bandidos’ do jornalista Palmério Dória, nessa quarta-feira(04/11) em nossa sede, relembra os tristes fatos históricos das décadas de 50 e 60 em nosso Estado, que acreditávamos sucumbidos. Naquela época, prevalecia no Maranhão a lei da força bruta, da intolerância, em que as diferenças eram resolvidas pela pancadaria”, citou a nota.
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VENCESTE CARLOS
Do site do MST.
VENCESTE CARLOS
Ademar Bogo
“Se a tarde caiu e não voltaste
Sem consciência do tempo…
Nem percebeste que a morte,
Não significara uma vitória.
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SER IGUAL AOS OUTROS POLÍTICOS ME FEZ MENTIR, DIZ GOVERNADOR DO DF
O caso é antigo. Assista o vídeo e entenda.
LIVRO “HONORÁVEIS BANDIDOS” FAZ UMA DEVASSA NA VIDA DE SARNEY
Sinopse
Um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.
Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.
PAI CIDÃO, MARIA LUIZA HEINE E HITLER
Por mais estranha que pareça esta relação, os três têm um discurso em comum.
Hitler pregava a pureza dos arianos, Maria Luiza e Cidão “acham” que o caboclo é um índio “impuro”.
Tal como o “Fuhrer”, ambos fazem apologia do conceito de “raça pura”, que se baseia nas características fenotípicas, ou seja, da aparência, desconsiderando a genética e a cultura.
Digamos que o filho de um alemão e uma negra brasileira, nasça com as características do pai, branco, de olhos azuis. A criança não é negra? Em relação a aparência, ela não tem a pele da mãe, mas, se pensarmos em sua genética, com certeza o cidadão germano-brasileiro é também um negro, e isto é o que interessa para a antropologia moderna, praticada e estudada por profissionais sérios.
Acredito que a professora Maria Luiza Heine tenha cometido erros conceituais graves, pois é evidente que ela não é nazista, sendo pelo que tudo indica, apenas despreparada para debater o tema.
No caso de Pai Cidão, notável por falar besteiras, trata-se de um fanfarão, um “atropólogo mambembe” que fala bonito e com garbo, mas que, na verdade, não diz nada, absolutamente nada.
O assunto será motivo de uma publicação esclarecedora, tratada com muito cuidado por este Blog.
É so aguardar.
TRAILER DO FILME “LULA, O FILHO DO BRASIL”
Do Blog do Gusmão.
O que me preocupa neste filme é a direção de Fábio Barreto.
Ele dirigiu a adaptação do romance Gabriela, Cravo e Canela para o cinema. De interessante, só a exuberância de Sonia Braga. O próprio Jorge Amado chamou de “pornozinho”.
CÂMARA DE ILHÉUS DISCUTE O DIA MUNICIPAL DA CONSCIÊNCIA INDÍGENA
ASCOM: câmara de vereadores de Ilhéus.
A Câmara de Vereadores de Ilhéus realizará amanhã a tarde uma sessão especial para discutir o dia municipal da consciência indígena. Comemorado todo dia 30 de setembro, o dia municipal da consciência indígena foi instituído através do parágrafo 10 do art. 282 da Lei Orgânica Municipal e visa resgatar a história do massacre indígena ocorrido no Rio Cururupe.
O requerimento de nº 153/2009 para a realização da sessão foi de autoria da vereadora Carmelita Ângela, que espera que os povos indígenas sitiados em Ilhéus tenham seu devido reconhecimento. “É preciso valorizar o povo indígena, afinal nos brasileiros temos um pouco de índio em nossa raça”, lembrou a vereadora.
Foram convidados para a sessão: O Executivo Municipal, Conselho Municipal de Educação, Direc 6, Secretaria Municipal de Educação, APPI/APLB, Movimento Negro Unificado (MNU), Movimento Indígena, Movimento da Negralidade e o Grupo Dilazenze.
A sessão acontecerá na Câmara de Vereadores, no Plenário Gilberto Fialho a partir das 16h.
TUPINAMBÁS DE OLIVENÇA LEMBRAM SEUS MÁRTIRES
Enviado pelo CIMI (conselho indigenista missionário).
Cerca de 900 pessoas participaram hoje, 27 de setembro de 2009, da nona edição da caminhada dos Mártires realizada pela comunidade Tupinambá de Olivença. Com saída da Igreja Nossa Senhora da Escada em Olivença percorrendo 09 kilometros até a praia do Cururupe.
O evento é uma memória de acontecimentos datados da época de trinta. Dona Nivalda mãe da cacique Valdelice dizia na sua fala: “No dia 26 de setembro de 1937 aconteceu nas margens do (RIO CURURUPE), próximo a cidade de Ilhéus (BA), mais um grande massacre dos nossos antepassados, conhecido pelos mais velhos como:”A ULTIMA REVOLTA DO CABOCLO MARCELINO”. Neste massacre, foram mortos vários parentes,e nunca se fez um julgamento para punir os culpados.
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A PARADA GAY E O DEDO QUEBRADO DE SAPHO
Estão dizendo que Ilhéus não é conservadora, já que tem em sua praça mais conhecida, uma estátua da poetisa grega Sapho, referência literária importante, não só pelo lirismo irretocável dos seus poemas, como também, pela coragem de assumir o amor por Átis, sua amada companheira.
Já que Sapho justifica “A Parada Gay”, sugiro aos seus organizadores que desenvolvam uma campanha para a recuperação do monumento.
Movimentos sociais efetivos promovem a conscientização dos valores através de ações.
Homens musculosos dançando em cima de trios elétricos, podem até servir para a quebra de paradigmas e preconceitos, mas, na modesta opinião deste blogueiro, ficam mais caracterizados pela ruborização que provocam aos que se sentem tentados ou afrontados.
Sinceramente, ouso dizer que prefiro os poemas de Sapho à histeria ‘rebolante” que só acontece uma vez por ano, causando risos.
É a minha opinião, aberta para discussões.














