Índios
PF DESISTE DE EXPULSAR ÍNDIOS DE FAZENDA
De nada adiantaram as oito horas de negociação entre a Polícia Federal e lideranças indígenas para que os índios Tupinambá de Olivença desocupassem uma fazenda invadida há mais de 3 anos, na cidade de Una. A reintegração de posse era para ser cumprida ontem (sexta-feira, 27).
“Os índios decidiram não sair e, como no local haviam muitas crianças e idosos, decidimos recuar para fazer um novo planejamento, evitando conflitos”, informou Denise Oliveira, chefe da delegacia da PF em Ilhéus.
Segundo o Cacique Porã Valdenison Oliveira dos Santos, no local vivem 32 famílias que não têm para onde ir, caso sejam retiradas do local. No terreno, segundo o jornal A Tarde, existem plantações de mandioca e criações de aves e suínos.
A fazenda ocupada tem mais de 250 hectares e pertence a uma empresa de mineração. Uma nova ação da PF pode acontecer na próxima semana.
MPF ACIONA UNIÃO PELA DEMORA NA DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS
O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) propôs uma ação indenizatória contra a união pela demora na demarcação das terras indígenas no sul do estado.
O MPF em Ilhéus pede um milhão de reais pelo atraso de 23 anos no cumprimento da lei e pela demora, de oito anos, da Fundação Nacional do Índio (Funai) em demarcar as terras, localizadas em Ilhéus, Buerarema, Una, São José da Vitória e Belmonte.
A constituição determina o prazo de cinco anos, a partir de sua promulgação, para concluir a demarcação das terras indígenas. Segundo a ação proposta, passados mais de 23 anos, esses povos continuam sem a definição de seu território. Levando os indígenas à extrema aflição, por não poder ocupar terras suas por direito.
Segundo inquérito do MPF, a Funai sabe da existência das terras desde 1996, mas nunca iniciou o processo de demarcação.
O texto da ação alega que, sem o território definido legalmente, a população indígena vive em condições precárias de moradia e saúde, sem área suficiente para o cultivo de alimentos que proporcione sua subsistência.
A ação busca reparar a comunidade indígena Tupinambá de Olivença pela aflição e sofrimento por causa da demora.
PARA COMPENSAR DERRUBADAS, TUPINAMBÁS PLANTAM ÁRVORES
Para compensar a derrubada de árvores durante a tradicional Puxada do Mastro de São Sebastião (veja fotos aqui), que aconteceu em Ilhéus, no domingo (08), os Índios Tupinambá de Olivença realizaram o plantio de várias espécies de plantas.
No total, foram 500 mudas plantadas logo após a festa, numa parceria entre a Ceplac e a Associação Cultural e Ambientalista Ação Tupinambá.
Segundo o presidente da associação, Cláudio Magalhães, a iniciativa demonstra claramente o compromisso que o povo indígena de Olivença tem em preservar o meio ambiente.
MUTIRÃO DE SAÚDE EM OLIVENÇA
Aconteceu ontem (domingo, 02), em Olivença, o Mutirão de Saúde e Cidadania, promovido pelas secretarias de Assistência Social e Saúde do município de Ilhéus, com participação da Ação Saúde Indígena.
O evento começou as 8h, disponibilizando serviços como aferição de pressão, atendimento odontológico, ginecologista, pediátrico, além de aulas de corte e pintura de cabelo.
Aconteceram também palestras educativas sobre a prevenção à AIDS, dengue, câncer de boca, raiva e hepatite.
ÍNDIOS LEMBRAM MASSACRE DO RIO CURURUPE
A comunidade indígena Tupinambá de Olivença realizou, ontem (domingo, 25), a 12ª Caminhada em Memória aos Mártires do Massacre do Rio Cururupe.
O evento contou com a participação de mais de mil índios e foi iniciado com a apresentação de uma dança tradicional (Porancyn), na Praça Cláudio Magalhães, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Escada, no distrito de Olivença, em Ilhéus.
Em seguida, os índios caminharam até a praia do Cururupe – num percurso de oito quilômetros –, relembrando a Batalha dos Nadadores (1559), que resultou no maior massacre indígena das Américas.
ÍNDIO DE 65 ANOS É SUSPEITO DE ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS
Um índio de 65 anos foi preso na segunda-feira (25) suspeito de abuso sexual contra cinco crianças no povoado ‘Boca do Córrego’, a 60 km de Belmonte, sul da Bahia. O suspeito pertence à tribo Tupinambá e é integrante da aldeia Patubiri.
Segundo a polícia, o caso foi descoberto após denúncia de uma cacique da aldeia, que teria flagrado um sangramento em uma criança de três anos.



















