EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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José Serra

SERRA: “SE A DILMA GANHAR, O LULA NÃO SE ELEGE NEM DEPUTADO”

Com informações do Estadão.

Ontem (10/09), o candidato à presidência do Brasil, José Serra (PSDB), comparou a relação do presidente Lula à candidata Dilma Rousseff (PT), na sabatina promovida pelo jornal O Globo.

Segundo o tucano, se a petista for eleita, Lula não conseguirá concorrer mais ao cargo de presidente, nem deputado nas eleições de 2014. “O Lula só tem uma chance de ser candidato de novo em 2014: se eu ganhar. Se a Dilma ganhar, o Lula não se elege nem deputado” declarou. E acrescentou, dizendo que esse modelo de governo vigente está esgotado.

OUTUBRO ESTÁ CHEGANDO

Por Carlos Pereira Neto.

O dia três de outubro se aproxima e com os resultados eleitorais advindos do pleito teremos o novo mapa institucional do país. Saberemos quais os eleitos em todos os níveis e, conseqüentemente, ficaremos sabendo qual o perfil dos governos estaduais, assim como, idem, das Assembléias Estaduais e do Congresso Nacional, Câmara e Senado.

A grande eleição sem sombra de dúvidas é a presidencial (a sexta, através do voto direto, após o fim da ditadura civil-militar, a eleição congressual de Sarney, a convocação da constituinte e a promulgação da Constituição Cidadã). Os governadores são importantes, normalmente eles têm grande controle sobre a bancada federal, sem contar com o peso político e do orçamento em estados fortes, como São Paulo e Minas. Mas, a eleição congressual (câmara e senado), depois da presidencial, é a que mais importa para a governança e o avanço institucional do país.

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TELEANÁLISE: A MÃE DO POVO, ZÉ DO MUTIRÃO E O APOCALIPSE

Por Malu Fontes.

Como o nível de politização e informação da media da população brasileira é baixíssimo e boa parte do repertório compartilhado socialmente chega através da televisão, considera-se que a campanha eleitoral só começa, de verdade, quando estreia o horário eleitoral no radio e na TV. A estreia se deu na tarde desta terça-feira e, emulando a teledramaturgia nacional, o gênero mais consolidado da TV brasileira, os marqueteiros dos candidatos investiram, já no primeiro programa, em três personagens que reivindicam nada menos do que o ingresso na antologia definitiva dos tipos políticos brasileiros: a mãe do povo, Zé do mutirão na Portelinha e a Santa Guerreira contra o Apocalipse.

No primeiro programa, veiculado à tarde (na versão noturna todos exibiram outro conteúdo), os três tipos, representados pelos três principais candidatos, apareceram nítidos na tela. O PSDB, depois do fracasso de “Geraldo”, o Alckmin, criou “Zé”, o Serra, e o obrigou a sorrir muito, a sentar-se à mesa de pobres, deficientes e velhinhas chorosas salvas da cegueira nos dois olhos pelos mutirões de cirurgias de cataratas promovidos por José Serra, quando ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso. Como se fosse pouco para um homem com a sisudez de Serra, as imagens tinham como jingle versos que, inacreditavelmente, traziam o nome de Lula da Silva. A musiquinha dizia que, depois de Lula, fica Zé, um homem sorridente que dialoga com o Brasil doente, pois tem Idea fixa em mutirão de tratamento médico e só fala em remédios e patologias. Não foi à toa que no primeiro debate televisivo o candidato do PSOL à Presidência e franco atirador, Plínio de Arruda Sampaio, chamou Serra de hipocondríaco, por só falar em doença.

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CHARGE DO JUNIÃO

DÁ UMA RISADINHA SERRA, DÁ!

LEITOR RECLAMA DE PROPAGANDA ELEITORAL

Segundo o leitor do blog do Gusmão, Matheus Braz, existem duas faixas de propaganda presas em postes, para o candidato à presidência José Serra, no bairro Pontal.

Ele afirma que de acordo com a nova legislação eleitoral, esse tipo de propaganda é ilegal – fixas e em locais públicos – sendo permitido divulgações, como faixas móveis apenas no horário de 6 às 22 horas.

O MESTRE EM SEU RITUAL

Eduardo Anunciação, autor da coluna "Política, Gente, Poder", do jornal Diário.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista.

Seus textos e sua coluna (quase diária) fluem através de um ritual peculiar, propiciado pelo reconhecimento conquistado e por um estilo único.

Ele escreve com o auxílio de uma régua, ele manuscreve mesmo tendo máquina de escrever e computador. Sua métrica é capaz de levar políticos à loucura, sua construção leva vereadores à tribuna do desespero, deputados à plenaria dos lamentos, etc e etc.

Nele, a criticidade está sempre presente, com rigor, respeito e perspicácia, afinal, eis um jornalista, eis um instrumento da liberdade de expressão.

Seus elogios agraciam e enobrecem, seduzem aqueles anteriormente criticados. A corda da liberdade lhe impôs processos judiciais, calúnias e até mesmo infâmias, mas, ele passa longe disso, não demonstra rancor, não suporta mágoas.

Todos os dias, nesta mesa, quase sempre forrada com uma toalha vermelha (tapete vermelho?) ele escreve a história grapiúna, sentado na mesma cadeira, carinhosamente recebido por um grande amigo de “priscas eras”.

Não vou revelar o local, para que não façam romarias, para que não interropam demasiadamente a sua criação.

Este homem é jornalista, essencialmente jornalista. Um homem de erros e virtudes como outro qualquer, porém, um jornalista, um grande jornalista (de estilo e texto) meu amigo e companheiro, conselheiro e mestre.

OS VERDADEIROS ALOPRADOS

Por Daniel Thame.

O ´esquema´ é sempre o mesmo: a revista Veja fabrica uma denuncia supostamente bombástica a partir de uma bobagem e a Rede Globo repercute em seus telejornais.

Bingo! Está armado mais um escândalo, com vistas a prejudicar o PT. Mesmo que a denuncia seja vazia, que os fatos não se sustentem, a revista publica e a tevê reverbera, dando ares de gravidade a algo que não faça de um factóide.

A tática se repete naquele que já está ficando conhecido como o “escândalo” dos Aloprados 2, referência aos petistas que na campanha de 2006 tentaram comprar de uns picaretas um dossiê com supostas denuncias contra José Serra, então candidato ao Governo de São Paulo.

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ENTREVISTA COM O POETA FERREIRA GULLAR: “O LULA É UM FARSANTE”

Entrevista do poeta Ferreira Gullar à Folha Ilustrada. Data 02/06/2010.

Prestes a completar 80 anos, Ferreira Gullar prepara livro inédito de poesia

Por Marco Rodrigo Almeida enviado especial a São Francisco Xavier.

O poeta brasileiro Ferreira Gullar, que venceu a edição 2010 do prêmio Camões.

“Não me sinto com 80 anos. O calendário é que fala isso. Mas não tenho essa idade”, diz, sério, o poeta Ferreira Gullar quando o assunto é seu próximo aniversário, em 10 de setembro.

A tranquilidade associada à velhice, realmente, não se aplica a ele, como sabem os leitores de sua coluna na Ilustrada.

Gullar, que lança em setembro um livro inédito de poesia, “Em Alguma Parte Alguma”, preserva intacto há mais de 50 anos o espírito crítico que faz dele um dos principais, e mais controversos, pensadores do país.

No domingo, um dia antes de ganhar o Prêmio Camões, o principal da língua portuguesa, ele participou do Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier.

Logo após o debate, recebeu a Folha.

Na entrevista, fala sobre governo Lula, o comunismo, eleições presidenciais, criação poética, drogas e sexo.

Leia a íntegra:

Folha – Por sua história política, muita gente estranha o senhor ser um dos principais críticos do Lula.

Ferreira Gullar – Não é que seja um crítico ferrenho, tento ser objetivo. Eu me preocupo com o futuro do meu país. O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz.

Como abraçar o Ahmadinejad [presidente do Irã], de um regime que é uma ditadura teocrática, que realizou uma eleição fraudada. O povo protestou contra o resultado e o Lula disse que aquilo é choro de perdedor, como se fosse uma partida de futebol.

E o povo tá na rua, sendo reprimido, gente morrendo. Por que um presidente brasileiro vai dar apoio a um governo desse? Não entendo o interesse do Lula lá. Por que reatou relações com a Coreia do Norte? A Coreia é um regime atrasado, o povo morre de fome, muito atrasado. O povo com fome e o governo fazendo bombas. Não entendo o Lula. É um governo para enganar as pessoas.

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PROGRAMA DO PT ATRAPALHOU ESTRATÉGIA DE SERRA DE EVITAR FHC

Por Vitor Hugo Soares para o Terra Magazine.

Quinta-feira passada foi um 13 de Maio para não esquecer na política brasileira. Não pelos atos e fatos relacionados com a data histórica em si, destinada a recordar a longa luta contra a escravidão e a discriminação racial no País, ofuscada pela movimentação dos dois principais pré-candidatos à Presidência da República, em situações diferentes mas destinadas a levantar poeira e polêmica por alguns dias, pelo menos enquanto a seleção de Dunga não entra em campo.

Mais cedo foi a movimentação de José Serra, do PSDB, em seu “tour” nordestino (campanha é palavra que o candidato recusa) por Pernambuco. Na Rádio Jornal do Comércio – famosa por falar para o mundo desde o tempo em que o grande Antonio Maria andava por seus estúdios – o tucano até arriscou alguns versos do samba canção “Fim de Caso”, de Dolores Duran, clássico da criativa e explosiva fase de rompimento de Dolores com o notável compositor e cronista pernambucano.

Isso tudo entre um elogio e outro do tucano ao presidente Lula em cada entrevista, encontro ou esquina do Recife por onde Serra passou. O pré-candidato do PSDB fez mais: proclamou Lula como “cidadão acima do bem e do mal” e ainda prometeu, se eleito, tocar adiante todas as obras em andamento do governo petista, incluindo a polêmica transposição das águas do Rio São Francisco, cantiga cara, problemática desde o tempo do Império, e que não soa maviosa aos ouvidos de todos os nordestinos.

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JABES RIBEIRO NA MOITA

Uma fonte ligada ao ex-prefeito Jabes Ribeiro, pré-candidato a deputado estadual (PP), garante que ele não moverá uma palha para conquistar os cargos da deputada estadual Ângela Sousa.

“Se vierem serão bem recebidos, mas, esse assunto diz respeito ao governador e Ângela, não quero me envolver”, teria dito JR.

Sobre a dificuldade com o governo estadual, devido a uma suposta aliança do PP com o PSDB, no plano nacional, o informante diz que não tem cabimento, pois essa proposta de união com os tucanos, veio de uma minoria do PP, ligada ao senador Francisco Dorneles (RJ),  que insinuou pretensão de ser candidato a vice-presidente, na chapa de José Serra.

A maioria do partido apóia o governo Lula, e o deputado federal Mário Negromonte, líder do PP na câmara, garante que os progressistas não têm nenhuma pretensão de abandonar o barco governista.

CHARGE DO AROEIRA

CHARGE DO AMORIM

CHARGE DO FAUSTO

CHARGE DO AROEIRA

“ZÉ DA MEIA E TIETÊ”

Charge do Bessinha.

A DECISÃO DE AÉCIO NEVES

Por Mauro Santayana.

CONGRESSO/PSDBQuando, instado por importantes personalidades da sociedade brasileira, entre elas líderes políticos regionais, a candidatar-se à sucessão presidencial, Aécio Neves sugeriu consultas prévias às bases partidárias. Seria a forma mais democrática de escolha. Não deveria o partido, que surgiu da dissidência do PMDB, em oposição ao mando do governador de São Paulo, Orestes Quércia, ficar submetido à vontade de duas ou três personalidades paulistas, como vinha ocorrendo desde a Presidência de Fernando Henrique.

Em uma Federação, os diretórios regionais devem ter o direito de expor suas ideias e suas preferências, de acordo com as condições políticas locais. Não podem transformar-se em caudatários resignados de um diretório em particular. O problema não houve em 1995, porque o PSDB não elegeu o sociólogo; quem o elegeu foi Itamar Franco. O PSDB não o elegeria, sem o claro apoio do presidente da República, que dispunha de prestígio equivalente ao do atual chefe de Estado.

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CHAPA PURO-SANGUE DO PSDB REFLETE ”SENTIMENTO NACIONAL”, DEFENDE FHC

Do Estadão.

m dia após o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), desistir da corrida pelo Palácio do Planalto, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o mineiro “não fechou a porta” para composição numa chapa puro-sangue liderada pelo governador de São Paulo, José Serra. FHC afirmou, no entanto, que esse assunto ainda deverá ser debatido com Aécio.

“O governador Aécio nega (que venha a aceitar a vice), mas não fechou a porta. Eu preciso conversar com ele porque não quero criar uma situação que dificulte”, afirmou o ex-presidente ao Estado. De acordo com o tucano, há um “sentimento nacional” a favor da unidade entre os governadores. “Hoje (ontem) independentemente de qualquer pessoa ter dito qualquer coisa a esse respeito, toda mídia fala disso. Acho que há um sentimento nacional nessa direção.”

Leia mais.

DESESPERO NA CLASSE MÉDIA PRECONCEITUOSA: SERRA PROMETE “REFORÇAR” O BOLSA FAMÍLIA

Entrevista do governador de São Paulo, José Serra, ontem (terça/24), no programa do Ratinho.

CRISE DEMO-TUCANA: CESAR MAIA COMPARA SERRA A “PIORES CAUDILHOS”

César_Maia

Do portal Vermelho.

A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo nesta segunda-feira (16). A exemplo do filho — o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ) —, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), “lembra os piores caudilhos” ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.

Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Maia chamou Serra de personalista em entrevista ao portal iG e reiterou às críticas em depoimento à Folha de S.Paulo.

“O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si”, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.

Muito contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. “O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.”

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