EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Literatura

ONDE NASCEU JORGE AMADO?

Por Isaac Albagli

Encarregado de preencher as “fichas” da Academia de Letras de Ilhéus criada em 1958, o seu primeiro secretário, jovem advogado Francolino Neto, aguardou quatro anos para, pessoalmente, colher os dados do acadêmico Jorge Amado. De caneta em punho e após preencher o nome, endereço e filiação do romancista, à época já famoso, fez a pergunta: “Local de nascimento?”. “Pergunte ao meu pai…” - se esquivou Jorge Amado. Na sua carteira de identidade constava a cidade de Itabuna como local do nascimento, mas no fundo ele sabia que havia uma polêmica tanto familiar como “de ordem pública”. Francolino Neto não se fez de rogado e foi até Itajuípe para se encontrar com o fazendeiro João Amado, pai do escritor. O Coronel João não vinha a Ilhéus há muito tempo, pois tinha pavor a vergalho de boi… Diziam as más línguas que o coronel se engraçou com uma mulher casada e acabou tomando uma surra de vergalho de boi. Mas voltemos ao encontro de Dr. Francolino com o Coronel João Amado. Encontraram-se na firma compradora de cacau Wildberg & Cia. e o secretário da Academia foi direto ao assunto. O Coronel  João Amado disse então a Francolino: “Jorge nasceu na Fazenda Auricídia que ficava na zona do Repartimento no limite entre os municípios de Itabuna e Itajuípe.”

A maior parte da fazenda pertencia em 1912, ano do nascimento de Jorge, a Itabuna, antiga Tabocas que em 1910 tinha se emancipado de Ilhéus. Mais precisamente no distrito de Ferradas, na época próspero entroncamento de tropeiros. A outra parte da fazenda pertencia ao 7º Distrito de Ilhéus, denominado de Pirangí, mais tarde emancipado e que originou o município de Itajuípe. Dr. Francolino, rápido no raciocínio fez então a pergunta fatal. “E de que lado ficava a sede da fazenda?” João Amado não titubeou: “Ficava em Pirangí”. Francolino deu uma risadinha marota e tascou na “ficha” de Jorge Amado – Local de Nascimento: Ilhéus, Bahia, Brasil. A Lei 807 de 28 de julho de 1910, que criou o município de Itabuna, sancionada pelo então governador Araújo Pinho, não era muito precisa nas indicações dos limites territoriais, principalmente quando não existiam rios ou ribeirões para delimitação com maior precisão.

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TEODORICO MAJESTADE E GILTON MUNHECA NO PAPEL

O dramaturgo Romualdo Lisboa, diretor do Teatro Popular de Ilhéus, é um inquieto ativista cultural. Sempre na trilha da ousadia, imerso na cultura grapiúna, ele decidiu lançar os textos de "Teodorico Majestade" e "O Inspetor Geral" em livro. As duas obras foram escritas em cordel. Reunidas num livro de acabamento impecável, propiciam a leitura de uma deliciosa sátira envolvendo as falcatruas dos políticos corruptos de Ilha Bela. O lançamento aconteceu na Casa dos Artistas, no último sábado (01), e foi a estréia do selo Mondrongo, editora que objetiva a publicação de obras produzidas por autores regionais, em pequenas tiragens. No evento, o Blog do Gusmão bateu um papo com o criador de Malote, Teodorico, Gilton Munheca, Pai Didão Jorge Paraíba e cia. Ouça a entrevista.

 

 

 

  

Veja mais fotos.

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ILHÉUS TEVE A PRIMEIRA BIBLIOTECA DA BAHIA, E HOJE…

Por Carlos Mascarenhas

Na sua coluna publicada no Jornal A Tarde de 24.09.2011, com o título de “A primeira biblioteca da Bahia”, o antropólogo Luiz Mott, professor titular de Antropologia da UFBA, informa que “salvo erro, tenho o privilégio de ter descoberto no arquivo da Inquisição de Lisboa a primeira biblioteca particular da Bahia, quiçá do Brasil, datada de 1574, propriedade de Rafael Olivi, italiano de Florença morador na Fazenda São João, no termo de Ilhéus. Foi acusado ao Santo Ofício de ter dito uma série de proposições heréticas, do tipo “a religião fora inventada para sujeitar os povos e os milagres dos santos não passavam de artes mágicas”. Ao ser preso pelo vigário e alcaide de Ilhéus, encontraram 27 livros em sua fazenda! Entre eles obras religiosas como o Breviário, A Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Tesouro dos Pobres; obras literárias, como Viagi Fallida, Rime de Monsenhor Pero Lobo Pirotichiria, Comédia de Sacrifícios e, sobretudo, livros científicos: La Nova Ciencia, de Nicoló Tertaglia, Aristóteles, Libelus de Tactus, Discorsi de Nicoló (Machiavel), Josefus Judaico e outros.”

Vale acrescentar que Luiz Carlos Villalta, no seu artigo Bibliotecas Privadas e Práticas de Leitura no Brasil Colonial, quando fala de estudos quantitativos da posse de livros no Brasil colônia, assim se refere a Rafael Olivi e à sua biblioteca “O maior proprietário de livros no século XVI, foi provavelmente Rafael Olivi, italiano estabelecido em Ilhéus, no atual estado da Bahia, dono de 27 volumes.”

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UESC PROMOVE CURSO SOBRE CULTURA POPULAR

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) disponibiliza 60 vagas para o curso de extensão Metodologia da Pesquisa em Cultura Popular.

As inscrições acontecerão no próximo dia 15, e serão preenchidas das 12h30 às 13h30, por ordem de inscrição, na Sala 2201, 2º andar do Pavilhão Adonias Filho da UESC.

O curso será ministrado nos dias 15, 16, 22 e 23 deste mês, das 13h30min às 18h. A inscrição é gratuita.

“O REINO DOS KARAMÁZOV” II

Fiódor Dostoiévski

Fiódor Dostoiévski.

A importância da fé na imortalidade, segundo o ateu Ivan Fiódorovitch, um dos personagens de Os Irmãos Karamazov, romance de Fiodor Dostoiévski.

Não faz muito tempo que eu e Israel Nunes (meu amigo e irmão) dialogamos sobre o tema.

“Em toda a face da Terra não existe terminantemente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu à lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiódorovicth acrescentou, entre parênteses, que é isso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia. Mas isso ainda é pouco: ele concluiu afirmando que, para cada indivíduo particular, por exemplo, como nós aqui, que não acredita em Deus nem na própria imortalidade, a lei moral da natureza deve ser imediatamente convertida no oposto total da lei religiosa anterior, e que o egoísmo, chegando até ao crime, não só deve permitido ao homem mas até mesmo reconhecido como a saída indispensável, a mais racional e quase a mais nobre para sua situação. Com base nesse paradoxo podem concluir, senhores, também sobre tudo mais que o nosso amável, excêntrico e paradoxista Ivan Fiódorovicth haverá por bem ou talvez ainda esteja propenso a proclamar”.

O PRAZER DE TROCAR IDÉIAS E O SER DISCRETO

Discutir as complexidades do mundo com o professor Otávio é sempre muito bom.

As divagações sobre as agruras da condição humana, os dilemas, as perguntas propositivas e necessárias, e, sobretudo, a obra do jogador, do quase fuzilado no frio siberiano.

O prazer do bom papo, da discussão proveitosa, mesmo que rara, persiste.

É importante que haja sensibilidade e franqueza entre as partes. Respeito entre quem ensina e quem está disposto a aprender, ler, escrever, apreender.

Bem melhor assim, desse jeito, sem armas guardadas, na ausência do ser discreto que ouve tudo e se ofende por não ter lido, que alcunha por desconhecer.

No final, um livro emprestado, muitas referências, pouquíssimas certezas e a alegria de conversar com um professor de verdade.

O FACÃO IMPONENTE

Trecho retirado do livro “Uma trufa e…1000 lojas depois”, de Alexandre Tadeu da Costa, fundador e presidente da Cacau Show:

“Quem construiu algo a partir do próprio esforço tende a ter uma visão bem diferente sobre dinheiro do que a de quem teve uma vida mais confortável (…) Muitas pessoas se espantam ao tomar conhecimento de que só recentemente, aos 37 anos, comprei meu primeiro carro zero quilômetro, apesar dos impressionantes números de expansão da Cacau Show. O fato é que, como eu já contei, sempre priorizei os reinvestimentos na empresa.

A nossa preocupação constante em cortar custos se materializou em um objeto: um facão que ganhei de presente de um dos trabalhadores da lavoura cacaueira de Ilhéus (BA). Uma peça muito bonita, com detalhes trabalhados. Nas reuniões de orçamento, basta colocá-lo em cima da mesa para dar o recado… “

O LIVRO DE NAZAL

LANÇAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DE “DIÁLOGOS”

A obra “Diálogos – Panorama da Nova Poesia Grapiúna” (Editus/Via Litterarum) chega à sua segunda edição. O lançamento acontecerá no dia 11 de dezembro (sábado), às 18:00 horas, na academia de letras de Ilhéus.

Na oportunidade, haverá um bate-papo sobre a poesia baiana contemporânea, com o organizador da obra, Gustavo Felicíssimo, o prefaciador Jorge de Souza Araujo e Aleilton Fonseca, membro da Academia de letras da Bahia.

O ACADÊMICO

Um membro da Academia Ilheense de Letras disse a este blogueiro que o professor Josevandro Nascimento é alheio aos clássicos da literatura universal.

Segundo a fonte, além dos livros relacionados à ciência jurídica, Josevandro só gosta ler coisas fúteis, amenidades e fofocas.

A prova cabal desta afirmação pode ser constatada na coluna do professor (publicada no Diário de Ilhéus) sempre carregada de mesmices e lugares comuns.

Afirmação de um acadêmico, tal como Josevandro.

CENTENÁRIO DE JORGE AMADO: ILHÉUS VAI SE PREPARAR?

Em 2012, o Brasil vai comemorar o centenário de Jorge Amado, escritor que, segundo João Ubaldo Ribeiro, deu “forma, expressão e identidade” à cultura baiana.

“A Bahia não pode ser compreendida — e, por via de conseqüência, o Brasil não pode ser inteiramente compreendido — sem Jorge Amado e Dorival Caymmi”, escreveu João Ubaldo, após ser informado sobre o falecimento do amigo (clique aqui).

É do conhecimento de todos (até mesmo das pessoas que nunca o leram), que Ilhéus fez parte da vida e é um referencial importante na obra do escritor, que viveu aqui grande parte de sua infância.

Este blogueiro está preocupado. Que tipo de homenagem o atual governo municipal pensa em fazer para Jorge Amado? Estou receoso, pois uma administração que não consegue recolher o lixo, diariamente, tudo indica, não terá condições de preparar nada à altura do romancista.

A Fundação Cultural de Ilhéus, por mais que o presidente seja uma pessoa atenta e de bons propósitos, está perdida em meio ao baixo orçamento, e ações equivocadas, como a Caravana Cultural, que se propõe a levar “cultura” para as localidades. Ué! As localidades não têm cultura?

Está na hora do prefeito Newton Lima criar uma comissão que envolva diversos atores sociais da cidade (incluindo também a UESC e as escolas públicas e particulares) para começar a planejar ações relacionadas à data. Os principais veículos de comunicação (principalmente a Globo, que bebeu da obra e se lambuzou) provavelmente darão grande ênfase. Sendo assim, está mais do que na hora de manter contato com a família, de refletir e idealizar.

Em 2008, ano em que se comemorou 50 anos da publicação do romance “Gabriela, Cravo e Canela”, a prefeitura fez uma singela homenagem, ao promover a exibição do filme “Gabriela”, do diretor Fábio Barreto.

Jorge Amado odiava essa adaptação, a qual chamava de “pornozinho”, por se prender apenas à sensualidade da protagonista. Quem leu sabe a diferença, não só de linguagem (cinema e literatura), como também da opção do diretor, que apelou ao erotismo para lotar as salas de exibição.

Em 2012, não teremos o direito de cometer o mesmo erro, nem muito menos algo parecido.

“TURISMO CULTURAL”: UMA OBRA DA UESC

Indicação de leitura, em especial, para o secretário de turismo de Ilhéus, Paulo Moreira, gestor de uma cidade turística. A obra serve para ampliar o conhecimento, pois traz um conteúdo rico sobre turismo cultural e planejamento do turismo, já conferida pelo editor desse blog.

O livro Turismo Cultural: Estratégias, Sustentabilidade e Tendências foi publicado pela Editus – editora da universidade estadual de santa cruz (UESC) e, escrita por 19 autores de diversos países (Brasil, Equador, Peru, Espanha, Itália e Argentina).

A obra, organizada pelo professor Gustavo da Cruz, coordenador do mestrado em cultura e turismo da UESC, em conjunto com a professora Patrícia de Camargo, do master internacional de turismo da ULPGC – Espanha, foi indicada para leitura pela edição especial comemorativa dos 12 anos da revista “Aventura & Ação”, de circulação nacional, especializada em destinos turísticos.

As estratégias, diretrizes e políticas voltadas para o turismo cultural apresentadas no livro servem para inspirar gestores de entidades oficiais locais, regionais e nacionais que atuam na atividade turística em busca de um desenvolvimento mais equilibrado e harmônico.

VIRADA CULTURAL DE ILHÉUS

Clique na imagem para ampliar.

A virada cultural, realizada nas principais capitais do país, reunindo artistas de diferentes segmentos, serve de referência para Ilhéus, que nesta quinta-feira (04) a partir das 18:00 horas, em frente ao Teatro Municipal, até amanhã (sexta-feira/05), dia nacional da cultura, realizará um evento com características semelhantes.

A programação terá a participação de cantores e bandas de estilos variados. Do rock à MPB, passando pelos grupos afros, reggae e rap da cidade. Haverá também visitas abertas às casas de cultura da cidade, galerias e museus, além de atividades literárias, teatrais e cinema nacional, afinal também é o dia do cinema brasileiro.

A TERRA DE JORGE?

“Ilhéus é a terra de Jorge Amado”. Disso ninguém duvida. Aqui ele viveu alguns anos de sua vida, e a cidade e a região, serviram de pano de fundo para alguns dos seus mais lidos romances, a exemplo de Terras do Sem Fim, São Jorge dos Ilhéus e Gabriela Cravo e Canela.

Mas há de se convir que é uma grande contradição sermos a terra de Jorge e por aqui a prática da leitura seguir relegada  à segundo plano. Isso mesmo. Caso resolvamos tomar como base a lamentável ausência de políticas públicas de incentivo à cultura, por parte da secretaria municipal de Educação. Sem falar na triste situação da Biblioteca Municipal, que segue simplesmente caindo aos pedaços. Aos que duvidam, basta verificar empiricamente.

Ou seja, somos a terra do homem, mas aqui ninguém o lê. E quem deveria incentivar que os jovens conhecessem suas obras, cruzam os braços, em um manifesto de ineficiência. São coisas de Ilhéus.

GUSTAVO FELICÍSSIMO LANÇA “SILÊNCIOS”

Nesta quinta-feira (21), a partir das 19:00 horas, a Casa de Arte Baiana abre oficialmente suas portas em Ilhéus, na rua Antônio Lavigne de Lemos, próximo à academia de letras, com o lançamento do livro “ Silêncios”, do poeta e estudioso Gustavo Felicíssimo.

O espaço, cuja gestão cultural está a cargo de Dida Moreno, possui um acervo raro de artes plásticas, com obras de mestres como Kennedy Bahia, Sante Scaldaferri, Saulo Portela e Washington Sales. A Casa de Arte Baiana pretende estabelecer interações com outras formas de arte, incluindo a literatura, por isso a abertura do espaço com o lançamento do primeiro livro de Gustavo Felicíssimo, obra totalmente autoral.

Silêncios é uma obra com formas poéticas originárias no Japão. No livro, além do popular haikai, que é uma forma poética completa com apenas três versos, há outras configurações como a tanka, o haibun, senryu e haikais encadeados, estes sobre a agonia do Rio Cachoeira

RESENHA LITERÁRIA: “TUDO QUE NÃO É LITERATURA ME ABORRECE”

Por Evorah Landi.

Acordei hoje pela manhã com essa frase em minha cabeça; estava atordoado, nem imaginava de onde isto viera, só tinha a certeza de que não era uma autoria minha, mas bem que poderia adotá-la, pensei; pois, em contato com livros fico muitas horas dentro de casa e não sinto mais vontade de ir lá fora, onde sei que brilha a luz do sol e que tem gente caminhando pelas ruas, porém prefiro viver os meus dias de folga acomodado, inerte, lendo na penumbra da minha sala.

Ufa! Isso me faz lembrar Franz Kafka, o dono da frase e a sombria atmosfera de uma de suas melhores obras: “A Metamorfose”; faz tempo que a li, mas ela é extremamente atual, mesmo sendo escrita em 1912, época do momento histórico que ocorreu a crise da “Bélle Époque” que antecede a Primeira Guerra Mundial e o autor está em meio a uma crise existencial.

E talvez seja por isso que neste livro fica caracterizada a desesperança do ser, a falta de resposta para as questões mais simples e o pessimismo em relação ao futuro; neste clima “A metamorfose” é agressiva, mordaz, verídica e de resgate a valores perdidos. Existem muitos estudos psicológicos desta controversa obra apontando para os estados antagônicos que vivem o ser humano onde depois da fase coletiva vem à solidão, o isolamento, até chegar à neutralidade e finalmente a morte.

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LANÇADA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO “ANÁLISES COTIDIANAS”

O livro Análises Cotidianas (Direitos editora) do professor e jornalista-fundador do grupo Direitos (jornal, revista, site e editora) Vercil Rodrigues, atingiu 100% de vendas na sua 1ª edição, no período de 20 dias. Devido o sucesso, foi lançado a 2ª edição da obra.

Seu segundo livro tem o prefácio do escritor, sociólogo e professor-doutor , Selem Rachid Asmar, apresentações do escritor e jornalista Daniel Thame e do advogado e professor-mestre, Paulo Bomfim. “Nesse novo livro, Vercil Rodrigues passeia por mais de três dezenas de artigos de áreas do conhecimento de sua formação acadêmica (história e direito), pelas ciências afins (sociologia e política) e por lembranças de suas vivências (religião e professor)”, declarou Selem Asmar.

RESENHA LITERÁRIA: EM TEMPOS DE BIG BROTHER

Por Evorah Landi.

Um local onde convivem confinados, vigiados por câmeras e microfones, um grupo de pessoas que nunca se viram antes, gente de costumes e pensamentos contraditórios disputando a glória efêmera e um grande prêmio para o vencedor, aquele que permanecer na casa; desta forma está armado o grande teatro televisivo BBB, ou Big Brother Brasil.

Todas as semanas três dos participantes são empurradas ao “paredão” pelos colegas, enquanto que, fora da casa, milhões de expectadores se encarregam em votar a saída de um deles. O programa televisivo é na verdade um jogo inventado na Holanda e é propriedade da Endemol, uma empresa de produção de programas de TV que já o exportou para mais de 40 países.

Como quase tudo que exibe a nossa TV nada tem de educativo, ele é tão somente feito para divertir; isso realmente fica patente nos apelos do programa que escala sempre pessoas jovens, malhados e mulheres bonitas que se exibem diante das câmeras, sempre com muito pouca roupa.

Mas, afinal o que é Big Brother?

É o nome do ditador bigodudo, o Grande Irmão do livro de George Orwell intitulado 1984 (em inglês, Nineteen Eighty-Four) O romance se tornou famoso por ser o retrato da fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

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PROFESSOR LANÇA LIVRO SOBRE OBRA DE CAYMMI

Com informações do Correio.

Após dez anos de pesquisa, Marielson Carvalho, professor de letras da UNEB (universidade do estado da Bahia) apresenta o livro sobre a obra do cantor e compositor baiano Dorival Caymmi.

O lançamento será amanhã (10), às 18 horas, em Salvador, na galeria do espaço Unibanco Glauber Rocha.

O livro “Acontece que eu sou baiano: Identidade e memória cultural no cancioneiro de Dorival Caymmi” reúne desenhos, ilustrações e fotos do compositor e conta também com uma análise crítica de dez obras do músico que representam a baianidade.

ENCONTRO LOCAL DO PROLER

Começou hoje (08) na UESC, o VIII encontro local do PROLER (programa nacional de incentivo à leitura). O evento vai até sexta-feira (10),com início às 08:00 horas.

O objetivo do encontro é promover a produção e divulgação de estudos e experiências com a leitura e práticas leitoras desenvolvidas em nossa região. Esse ano será abordado o tema: Leitura: letramentos, políticas e práticas cidadãs.

A programação do evento conta com debates, estudos e propostas de ações de incentivo à leitura, além de atividades culturais e oficinas para alunos, professores da educação básica e grupos da terceira idade.

Hoje às 18:00 horas, terá a apresentação dramatizada do poema “Iararana” de Sosígenes Costa, com a participação do ator José Delmo e a conferência “Escritor/leitor: produção/recepção” realizada por Jorge Araujo, um dos mais conceituados escritores e estudiosos da literatura brasileira.

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“TEODORICO MAJESTADE” AGRADA CRÍTICO DO RIO DE JANEIRO

O espetáculo ilheense “Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito” está em cartaz no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro, até 12 de setembro.

A peça foi agraciada com boas críticas. O enredo, inspirado na literatura de cordel, é leve, próximo da realidade e voltado para as “massas”. Por isso, fez com que os alunos de uma escola estadual se divertissem muito. Essa característica é apontada  pelo crítico  Norton Tavares como positiva, pois desperta o interesse pelo cordel.

No site (Teatrando) ele enfatiza que o texto é utilizado como ferramenta de educação e mobilização popular. O roteiro aborda a corrupção política e foi criado em 2007, momento em que a população de Ilhéus saiu às ruas para pedir a renúncia do prefeito Valderico Reis. “O relacionamento do Teatro Popular de Ilhéus e a comunidade é o que faz de Teodorico Majestade um espetáculo que vale a pena ser assistido”, declara Norton.

“ANÁLISES COTIDIANAS”: NOVO LIVRO DE VERCIL RODRIGUES

Vercil Rodrigues, professor e jornalista-fundador do grupo Direitos, lançou seu novo livro “Análises Cotidianas”, pela Direitos editora.

Essa obra tem o prefácio do escritor, sociólogo e professor-doutor da UESC Selem Rachid Asmar, apresentações do escritor e jornalista Daniel Thame e Paulo Sérgio dos Santos Bomfim, advogado e professor-mestre do curso de Direito da FTC. “Com seu texto leve e, ao mesmo tempo denso, Vercil Rodrigues brinda-nos com um daqueles livros para se saborear artigo a artigo e guardar, fonte de consulta que também é para estudantes e profissionais de diversas áreas”, declara Daniel Thame.

O lançamento para a academia de letras de Ilhéus (ALI) está previsto para o mês de setembro.

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