EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 34 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Pós-graduando em artes visuais pelo SENAC. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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EXPEDIENTE:

Layout:
Jamile Ocké
Sistema:
Marcelo Guerra
Fotografia:
Sandro Andrade


Malu Fontes

TELEANÁLISE: TOMBAMENTOS LITERAIS

Por Malu Fontes.

Em uma cidade com um sítio histórico tão amplo como Salvador, literalmente narrado em prosa, verso e imagens na tela, o telespectador tem todos os motivos do mundo para supor que o tombamento desse patrimônio arquitetônico pelos órgãos competentes é algo positivo, bom, e que, portanto, deveria ser comemorado e tido como garantia de manutenção e preservação. Se há entidades públicas, movidas à custa do santo e árduo dinheirinho do contribuinte, voltadas para a garantia de preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, como, então, os governantes querem que o senso comum acredite que essas instituições não passam de estruturas de nomes pomposos, mas ineficientes?

A semana começou com mais um desabamento de um casarão no Centro Histórico de Salvador. Dezenas semelhantes já caíram e outros cairão. Desta vez, no entanto, o assunto rendeu mais tempo em imagens e páginas porque uma mulher morreu sob os escombros e o Corpo de Bombeiros levou mais de 20 horas para resgatar um sobrevivente. Para exacerbar a tragédia, foi preciso, para resgatá-lo com vida, que um dos seus braços fosse amputado. Uma estrutura de madeira sobre o membro ameaçava desmoronar o resto dos escombros, caso fosse tocada, fazendo com que a amputação fosse a única forma de retirar a vítima com vida.

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TELEANÁLISE: OS BASTIDORES POLÍTICOS NÃO CABEM NA TV

Por Malu Fontes.

A campanha eleitoral há muito tempo está no ar, nas páginas, nas telas, embora a burocracia diga que ela só vai começar para valer após a estréia do Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na TV. No entanto, os guapos e guapas candidatos à hospedagem, durante um mínimo de quatro anos no Palácio do Planalto e no Alvorada, não têm dado muita sorte em termos de mídia espontânea no telejornalismo, a cereja do bolo dos presidenciáveis. Afinal, uma matéria positiva a seu favor, ou uma negativa contra os adversário no horário nobre, em espaços como o Jornal da Band, da Record, o Nacional ou o Fantástico, literalmente não tem preço.

Mas, desde o início do ano, o desfile de tragédias, os casos escabrosos de violência, terremotos no exterior, alagamentos aqui, desabamentos e soterramentos ali, é bom combinar, têm, sim, roubado preciosas fatias de tempo midiático e de atenção do telespectador. Tempo e espaço que, uma vez perdidos, são como a perda de faturamento do comércio durante greves do sistema de transporte: da ordem do irrecuperável, quantitativamente. E isso sem falar que a cada um desses episódios, dependendo de onde e como eles aconteçam, sempre cai um estilhaço da responsabilidade pelo estrago no colo de um ou outro entre os candidatos com alguma chance de vitória. Sim, pois uma meia dúzia deles, os chamados nanicos, além de caricatos ou caducos, pode ser classificada, na novelinha eleitoral brasileira, como aquele que, na teledramaturgia, é chamado de apoio, figuração ou de núcleo pobre.

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TELEANÁLISE: A PRISÃO DOS CACHORROS

Por Malu Fontes.

No fim da tarde da última quarta-feira, uma cena insólita era exibida por alguns dos telejornais sensacionalistas nacionais do fim da tarde. Carros de Corpo de Bombeiros, dezenas de viaturas, uma multidão de policiais e um mar de gente aglomeravam-se em frente a uma casa de classe média na cidade de Vespasiano, nas imediações de Belo Horizonte. Os bombeiros e a Polícia estavam no local para, antes de qualquer coisa, apreender uma matilha composta por 10 rottweilers e um vira latas. Os cachorros eram ‘acusados’ de ter devorado, para eliminar provas, após o esquartejamento, o corpo de Eliza Samúdio, amante do goleiro Bruno, do Flamengo, acusado de matá-la para livrar-se da assunção de uma paternidade indesejada de um bebê de quatro meses.

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TELEANÁLISE: TUDO DE NOVO OUTRA VEZ

Por Malu Fontes.

Há semanas em que as manchetes de jornais parecem remeter a algum tempo e lugar no passado. A Copa do Mundo continuou sendo o papel de parede e o protetor da tela televisiva da semana. No entanto, no que se refere a notícias do cotidiano, do país e do mundo, alguns dos fatos mais veiculados, locais, nacionais e internacionais, tinha um quê intenso de Déjà Vu. Como ver a destruição das cidades alagoanas e pernambucanas sem associar as cenas às imagens do Haiti após o terremoto? A levar-se em conta as marcas deixadas pelos rios sobre as vidas dos moradores soa um milagre o número de mortos não ter atingido uma centena.

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TELEANÁLISE: A DOR DOS OUTROS E A MORTE COLETIVA DE CIDADES

Por Malu Fontes.

Entre a cobertura onipresente da Copa do Mundo e seus bastidores e a mobilização da população das capitais do nordeste para as comemorações do São João, o telespectador foi surpreendido por uma tragédia traduzida em imagens apocalípticas só comparáveis em dimensão às cenas do terremoto do Haiti e do soterramento dos moradores do Morro do Bumba, em Niterói, no Rio de Janeiro. Pelo menos 17 cidades dos estados de Alagoas e Pernambuco foram quase que completamente destruídas por enchentes desde o início desta semana. Em Branquinha, Alagoas, mais de 90% de toda a estrutura urbana, incluídas residências, ruas e todos os órgãos administrativos, foram destruídas, numa escala jamais vista no Brasil.

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TELEANÁLISE: DO BICHO AOS BICHOS

Por Malu Fontes.

O tema local preponderante nos telejornais foi o desdobramento do caso do bebê Rickelmy, encontrado sozinho, abandonado dentro de um carro num condomínio na Paralela, recentemente. Desde as primeiras notícias sobre o assunto, o bom senso do consumidor de informação lhe advertia que o anúncio, pela Polícia, do encontro do corpo da mãe ou da sua morte era tão somente uma questão de tempo. E assim foi. O episódio Camila Frias, a mãe do bebê, geraria mais repercussão no noticiário policial baiano do que se poderia imaginar, com desdobramentos, no mundo do crime, para bem além das fronteiras da Bahia. A morte da moça tem potencial de nitroglicerina suficiente para gerar expectativas de que as conseqüências do fato estejam apenas começando.

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TELEANÁLISE: QUEM SÃO ELAS?

Por Malu Fontes.

O aborto é um tema tão submetido ao peso do tabu no Brasil, por questões de fundo religioso e principalmente católico, que nem mesmo as telenovelas, sempre tidas como vanguardistas na abordagem de temas tabus, como relações entre pessoas do mesmo sexo, barriga de aluguel, prostituição e dependência de drogas entre jovens da classe média, ousam tocar no assunto. E antes do telespectador insatisfeito com isso cobrar tal abordagem na teledramaturgia, é bom saber que tanto a telenovela quanto seus criadores obedecem a certas fronteiras temáticas sociais. Sabem até aonde os deixam ir. Não é a telenovela que é conservadora. O telespectador mediano é que não quer saber de certos temas. Não quer ouvi-los, vê-los.

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TELEANÁLISE: PALMADA NÃO PODE. TIROS, SIM

Por Malu Fontes.

Nada mais inverossímil que o comportamento dos parlamentares brasileiros, de todos os níveis: dos vereadores das câmaras mais paroquiais do Brasil profundo aos nobres e respeitáveis senadores da República. Embora o tema televisivo da semana tenha sido o sorriso amarelecido prematuramente do presidente Lula logo após o que se considerava como tendo sido o maior feito da diplomacia nacional na história deste país, a intermediação do tal acordo com o Irã, eis que entra na cena política televisiva um parlapatão com mandato, destes que nem Dias Gomes nem Aguinaldo Silva conseguiriam construir ficcionalmente com tamanha falha de caráter.

O personagem político brasileiro do telejornalismo na semana não foi o presidente Lula, frustrado em seu papel de mediador da paz em turnê pelo mundo, tampouco os pré-candidatos em romaria país adentro em busca de votos, mas o senador paraibano, do DEM, Efraim Morais. >| Leia a matéria completa »

TELEANÁLISE: ALHOS, BUGALHOS E ESTADO BANDIDO

Por Malu Fontes.

Durante a semana, qualquer notícia relevante que por ventura possa ter sido veiculada na TV foi encaminhada automaticamente à vala comum das coisas desimportantes, devidamente escanteada pela importância a ser dada à pauta praticamente única da semana: o anúncio dos nomes da equipe de Dunga. Em meio a isso, no entanto, um ou outro assunto conseguiu driblar um pouquinho a agenda obrigatória da imprensa e se firmar de algum jeito nos telejornais. Um deles foi a relação perigosíssima mantida pelo Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, que também responde pela presidência do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, com um dos principais chefes da máfia chinesa em São Paulo, Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, preso recentemente pela Polícia Federal, corporação à qual Tuma é hierarquicamente ligado.

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TELEANÁLISE: JUSTIÇA ESTIMULA NOVELIZAÇÃO DA VIDA

Por Malu Fontes.

Entre as cenas mais desagradáveis e desrespeitosas à dignidade da infância pobre já exibidas na televisão brasileira destacam-se as imagens da (des)troca dos dois bebês de pouco mais de um ano realizada, esta semana, diante de uma Vara de Família em Goiânia (GO). Há cerca de um ano, duas mulheres de classe média baixa deram à luz, cada uma a um menino, no mesmo hospital. Trata-se de um hospital que, não se sabe se por uma coincidência maldita ou por sistematização da irresponsabilidade de algumas de suas enfermeiras, já tinha no currículo outros episódios da mesma crueldade. Neste caso, mais uma vez, entregaram cada um dos bebês à mãe que não era a sua.

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TELEANÁLISE: YES, YOU CAN!

Por Malu Fontes.

Se este não fosse o bordão imortalizado na indústria cultural do mundo por ter sido usado na campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, bem que poderia ser aplicado ao boom econômico relacionado à chamada nova classe média brasileira. Não há uma semana em que a mídia impressa, os programas de televisão e sobretudo os telejornais não tragam entre suas abordagens o fenômeno dos consumidores que emergiram da pobreza e hoje representam a salvação da economia nacional. Os mais pobres consomem menos e produtos mais baratos. No entanto, são milhões. São tantos que seu consumo interessa hoje a todos os segmentos econômicos. Todos querem aproximar-se deles, saber o que pensam, o que desejam, do que precisam.

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TELEANÁLISE: UM VULCÂO INOMINÁVEL ESCANCARA A IMPOTÊNCIA MODERNA

Por Malu Fontes.

Um fenômeno natural de nome impronunciável e insoletrável, até mesmo pelos meninos mais habilidosos vencedores do concurso Soletrando, de Luciano Huck, o vulcão islandês Eyjafjallajökull, foi o grande personagem da semana da TV em todo o mundo. Diante das cenas que mostravam em todos os telejornais os saguões e as áreas de embarque caóticos nos aeroportos mais importantes dos países mais ricos, as imagens do apagão aéreo brasileiro, em 2006-2007, mais pareciam flagrantes de reuniões zen em centros de yôga. E sem Marta Suplicy para, ironicamente, aconselhar os amontoados nos aeroportos a relaxar e gozar.

Em seis dias de interrupção das decolagens de vôos partindo ou chegando à maioria das capitais e grandes cidades da Europa, mais de 95 mil vôos deixaram de ser realizados. Com isso, os prejuízos financeiros, somente no setor aéreo, foram da ordem de centenas de milhões de euros por dia, sem mensurar os prejuízos mundiais gerados pelos negócios que deixaram de ser feitos e pelos efeitos nos setores hoteleiro e turístico, a partir do quais há reflexos em todos os segmentos econômicos dos países que têm no turismo uma fonte de renda significativa.

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TELEANÁLISE: IGREJA RECORRE AOS BEATLES E CULPA GAYS

Por Malu Fontes.

Com a idéia de aldeia global cada vez mais superdimensionada, sobretudo em função do poder instantâneo e multiplicador das mídias digitais e móveis, a repercussão dos fatos produz em seus protagonistas sociais, caso queiram ficar bem na fita, a necessidade de reagir em uma velocidade e imediatismo tais que tem levado até mesmo a sisuda Igreja Católica a uma sucessão de tropeços e intempestividades. Se durante muito tempo a Santa Madre se ocupava em punir seus liderados que infringissem suas normas doutrinariamente e tratar de disfarçar, esconder, silenciar e perdoar os pecados dos que cometiam desvios morais, os tempos são outros e essa estratégia dois e duas medidas já não se presta a dar conta de nada.

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TELEANÁLISE: ÁGUAS DE ABRIL

Por Malu Fontes.

As águas de março são tão habituais no fechamento do verão carioca que fizeram Tom Jobim homenageá-las em uma das canções mais belas da música brasileira. Este ano, no entanto, chegaram em abril e inscreveram sobre a cidade e seu entorno metropolitano rastros de uma tragédia cuja dimensão não encontra semelhança no passado recente. As emissoras de TV exibem, desde terça-feira, imagens dos deslizamentos, desabamentos, alagamentos, inundações, mortes e desespero. Ao mesmo tempo, contextualizando-as, re-exibe cenas de tragédias passadas, de décadas passadas, até.

PRAGA – O mundo mudou, as informações sobre a dinâmica da natureza e do meio ambiente hoje são acessíveis a muitos e a percepção sobre as (ir)responsabilidades do poder público e da própria sociedade sobre as chamadas tragédias naturais já é outra. Daí a estranheza, o ruído, o desconforto do telespectador de telejornais diante das muitas tentativas de autoridades de repetir o discurso monocórdico de que, para determinada quantidade de chuva, nenhuma cidade do mundo está preparada. Certo. Chove nas cidades mais ricas do mundo, alagamentos ocorrem, tempestades de neve, gelo, gerado imagens inacreditáveis, como as de Praga, submersa no ano passado. Mas, onde mais morrem centenas de pessoas em três dias de chuva?

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TELEANÁLISE: O OVO DA SERPENTE

Por Malu Fontes.

O atentado terrorista mais devastador da história caminha para completar sua primeira década. Após o 11 de setembro de 2001, quando as emissoras de televisão de todo o mundo repetiram ininterruptamente as imagens surreais das torres gêmeas explodindo em chamas, fumaça e poeira no ar em Nova Iorque por aviões cheios de gente e combustível, arremessados por terroristas contra um dos símbolos mais caros do capitalismo, a geopolítica mundial nunca mais parou de experimentar estertores. A conseqüência política mais visível foi a invasão do Iraque. As conseqüências subliminares até hoje são esquadrinhadas e já são em quantidade suficiente para preencher desde as paranóias mais esdrúxulas ao medo mais concreto de todo o mundo, sobretudo entre os países mais poderosos do ocidente.

Depois do 11 de setembro, outros ataques de menores proporções, mas igualmente cruéis e violentos elegeram o metrô de Londres, o sistema ferroviário de Madri e hotéis no Egito e no Marrocos. Nesta semana as imagens mais importantes, em escala global, na TV mundial mostravam pessoas mortas, sangrando ou sendo socorridas em duas estações de metrô em Moscou, o segundo do mundo em movimentação diária de pessoas, ficando atrás apenas do metrô de Tóquio, no Japão.

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TELEANÁLISE: PRESENTEAR É CRIME?

Por Malu Fontes.

A semana televisiva começou sob o impacto do assassinato do cartunista Glauco juntamente com seu filho e todos os desdobramentos surreais que o sucederam. Das circunstâncias absurdas da motivação, ao modo como se deu e ao desfecho, com um rapaz de classe média atormentado pela mistura explosiva de drogas com disfunções psíquicas sabe-se lá de que ordem. Na segunda-feira, todas as emissoras de televisão exibiam o rosto alucinado e sorridente de um homem atrás das grades após atirar contra policiais federais ao tentar fugir em um carro roubado para o Paraguai.

Desde a divulgação do crime o que se viu na TV foram advogados e familiares argumentando em favor da inimputabilidade do assassino, sob a tese de desordem mental severa, e jornalistas costurando toda a sorte de argumentos associando ou desvinculando o crime duplo e as propriedades alucinógenas do chá usado nos rituais do Santo Daime. As relações entre o cartunista e seu assassino tiveram início pela freqüência de Carlos Eduardo Sundfeld ao Céu de Maria, templo criado por Glauco para rituais do Santo Daime. A família do moço, para além do seu envolvimento com drogas, já tratou de deixar bem claro quais serão seus argumentos: trata-se de um menino ótimo, mas (agora) com um ‘diagnóstico’ de esquizofrenia, herdado geneticamente da mãe, que somente teria se tornado sintomático e violento apenas após freqüentar o tempo e ingerir o chá.

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