EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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EXPEDIENTE:

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Jamile Ocké
Sistema:
Marcelo Guerra
Fotografia:
Sandro Andrade

Marcos Pennha

A INSUSTENTÁVEL PROEZA DO TER

Por Marcos Pennha.

A região serrana do Rio de Janeiro foi invadida pelas águas da chuva. Dramas e tragédias de uma cidade. Casas destruídas. Agricultura comprometida. Estragos nos comércios. Gente desabrigada. Centenas de pessoas mortas, o pior. Frutos da irresponsabilidade de seres humanos, em especial os governantes. Muito dificilmente um município cresce o sistema habitacional, organizadamente; ou melhor, não há planejamento para tal. O povo vai formando moradias em tudo quanto é lugar, desde a beira de mangues e rios até nos morros. Tudo isso sob o olhar aquiescente das autoridades competentes (?).

Infelizmente, ainda presenciaremos muitos fatos dessa natureza, que, diga-se de passagem, não é castigo divino. É pagamento por erros, nesse caso, que podem ser do simples jogar de papelzinho de bala ou picolé no chão até o descaso dos detentores de cargos eletivos. A falta de educação do cidadão que suja as ruas também contribui com a catástrofe, acreditem. O acúmulo de papeizinhos é levado às bocas de lobo, que terminam entupidas. Contudo, o mal maior reside na insustentável ganância por dinheiro ou votos de empreendedores e políticos. Os políticos fazem vistas grossas às irregularidades para serem ‘simpáticos’ aos eleitores. O ideal é que não se permita a formação de moradia irregular. No entanto, é preciso que se planeje e execute conjuntos habitacionais populares.

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SENSATO CORAÇÃO

Por Marcos Pennha.

Segunda semana do governo Dilma Rousseff (PT). Tempo suficiente para concluir, praticamente, que há uma substancial diferença entre a presidenta e o ex-presidente Lula. Dilma não tem o carisma com o povo como o seu antecessor e correligionário. Ela aparenta ser mais objetiva, centrada nos problemas e respectivas soluções, sem se esquecer das questões relacionadas às leis. Dilma, parece, não sente a necessidade de querer aparecer para reforçar a imagem de popular. Não é muito dada ao populismo. Isso é muito bom.

A mulher deu um grande passo com a eleição de Dilma. A presidenta tem a grande responsabilidade de dignificar o nome da mulher, bem como deve ter o máximo de cuidado para não frustrar as expectativas de milhões de brasileiras e brasileiros. Dos trinta e oito ministérios (ou com status para tal), nove serão ocupados por mulher na titularidade; ou seja, representa aproximadamente 21 % do total das pastas. Dilma é a mulher de confiança do povo brasileiro. Anote aí as pastas e as respectivas mulheres de confiança da presidenta:

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CACAU DE OURO 2010

Recentemente, o teatro Municipal de Ilhéus foi palco da entrega do Troféu Destaque Melhores do Ano Cacau de Ouro 2010. O evento, realizado anualmente, é uma promoção de Quinto de Souza, radialista que completou 47 anos de profissão. Quinto apresenta o programa “Show da Cultura”, de segunda à sexta, das 10 h ao meio dia, na rádio Cultura de Ilhéus.

Na foto de Gidelzo, um dos contemplados com o troféu, Marcos Pennha (pelo terceiro ano consecutivo), acompanhado de seu pai Genésio (Ex-Combatente), Gabrielle Lopes e Quinto de Souza (à direita).

MENSAGEM À PRESIDENTA ELEITA

Por Marcos Pennha.

Mais um ano à beira do término. Logo, logo, começa 2011 e, desta vez, com nova direção na República Federativa do Brasil. Sai Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entra Dilma Vana Rousseff, do mesmo partido, primeira mulher a ocupar este posto.

São diversas as preocupações relacionadas aos destinos do Brasil, que trilha o caminho do desenvolvimento. O presidente Lula lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual delegou à Dilma a responsabilidade, chegando a cognominá-la de “mãe do PAC”.

Não podemos desconhecer que o crescimento econômico é de grande importância para o país. A população aumenta e os pais de família precisam de emprego para sustentar suas proles. Para tanto, no entender do governo, há a necessidade da produção industrial alavancada ao máximo. O problema é que devemos levar em consideração a questão ambiental, tão em voga no mundo inteiro. Esse é o xis da questão: encontrar o equilíbrio entre o crescimento econômico e a tão necessária preservação ambiental. Há de se considerar que, frequentemente, acontece o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que é tudo produzido no país, mas que, por outro lado, não se reflete no desenvolvimento social. Significa que o povo ajuda a fazer crescer o bolo e, miseravelmente, na divisão, tem que se contentar com os farelos.

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PASSEIO PELA LIMA CITY

Por Marcos Pennha.

Estou a passear pelos encantos e desencantos da city. Claro que atento para não cair numa das inúmeras crateras das calçadas da lama. O governo, na época do feijão com arroz, encantou a galera com a eletrizante “operação tapa-buraco”. Hoje, sem nenhuma intenção de agradar a quem quer que seja, iniciou a “operação ‘abre-buracos’”.

É buraco em todo canto da cidade: na ladeira da Morada do Bosque, na Cidade Nova, em toda extensão de um dos considerados cartões postais, Avenida Soares Lopes, e, dentre tantos outros, na contabilidade da administração pública – Que lástima! O povo não aguenta mais esse jogo de buraco governamental. Com a “Operação Vassoura de Bruxa” e investigações da Controladoria Geral da União (CGU), há a esperança de que se mude o jogo dos astutos jogadores. Que sejam mandados todos para o xadrez. Possivelmente, haverá o efeito dominó com as pedras enfileiradas. O governo Newton Lima (PSB) administra uma conta deficitária há muito tempo, é sabido. Habilmente, uma alma iluminada mostrou criatividade, apelando para a poderosa máquina fotográfica do professor Pardal. E o contribuinte motorista não pode fugir, porque se correr o bicho pega. Se ficar, a caneta come. Lembrei-me daquele velho caso em que o sujeito avistou a placa escrita “devagar – quebra-mola”. O cara acelerou o que pôde. O carro, ao passar pelo quebra-mola, subiu e desceu, ficando todo desmantelado, quando o motorista falou: “Eta droga. Ligeiro também quebra”.

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O (I) MUNDO ANIMAL

Por Marcos Pennha.

Gostaria de falar sobre algo sério, mas resolvi que vou contar uma historinha. Pode ser que haja quem me condene por isso. Contudo, achei que tenho que contar essa fábula. Ora, o Lula gastou altas somas em dinheiro público (o qual o meu, como contribuinte, tá inserido) para relatar o conto do tremzinho da alegria em Ilhéus, e ninguém reclamou. Ele poderia ter contado a mesma história, sem sair de Brasília. Seria mais econômico para nós, pagadores de impostos. Fazer o que? Há quem encontre um porto seguro em conversas inseguras. O Lula é um homem a frente do tempo. Já está em campanha para 2014.

Bom, quero viajar na onda da história tipo anticlímax. Não sabe o que é anticlímax? Espera aí, que já explico.

Era uma vez um porquinho levado, que resolveu abandonar o chiqueiro – mas ainda continua grudado no lodaçal. Apesar de se encontrar numa fria, ele resolveu chorar suas mágoas numa gelada. Não, não encheu a cara com a loura. Ele procurou abrigo na câmara: na câmara frigorífica. Lá, porquinho confidenciou que vivia muito bem no palácio dos ratos, dos lobos, dos crocodilos e tantos outros animais. Os lobos andam vestidos com uma bonita pele de cordeiro. Os ratos comem, comem, comem e depois esquecem tudo, alegando que queijo provoca amnésia. Os jacarés viram-se com o rabo. Aliás, por que protestam contra quem faz bolsa com couro de jacaré, e se calam em favor de quem faz bolsa com o couro dos microempresários?

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TROFÉU DESTAQUES DO ANO CACAU DE OURO

Quinto de Souza e Gabrielle entregam troféu a Marcos Pennha, um dos destaques do ano 2009, que será agraciado pela 3ª vez consecutiva.

Acontece hoje (09), no teatro municipal de Ilhéus, às 18:00 horas, mais uma edição do Troféu Destaques do Ano Cacau de Ouro, promovido pelo radialista Quinto de Souza. A festa comemora os 47 anos do radialista, que apresenta o programa Show da Cultura, na rádio Cultura.

O evento, realizado anualmente, além da entrega dos troféus a personalidades que mais se destacaram em suas atividades no ano, terá animação de cantores, escolas de balé, calouros, grupos de teatro e dança. A novidade é o show de calouros e a participação especial do cantor Benner Show.

Para prestigiar o evento, basta apenas levar uma lata de leite e 2kg de alimento não perecível, que será doados a entidades assistenciais de Ilhéus.

PENDURICALHOS

Por Marcos Pennha.

É, minha gente, caiu o número de moradores em Ilhéus. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ilhéus, que já beirou a casa dos 250 mil, hoje, tem aproximadamente 182 mil habitantes. Os motivos da queda são inúmeros. Muita gente foi embora. Muitos morreram e muitos deixaram de nascer. Tudo, podes crer, por culpa das sucessivas más administrações municipais. Simples assim, como diz uma operadora de telefonia celular.

Quem partiu para outros centros, foi porque não encontrou emprego. Quem partiu dessa para melhor, foi naturalmente, incidentalmente (se é que isso é possível) ou por desgosto em face de tanto desmando ao longo do tempo. Por fim, diga-me se há tesão no sujeito com tudo lhe acontecendo a contragosto? Daí a baixa no número de gente produzindo bebê, sacou aí?

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SALVE, SALVE

Por Marcos Pennha.

Não poderia deixar de apresentar algumas ressalvas a respeito do que escrevi no artigo imediatamente anterior. Digo que não sou partidário, não tenho cor partidária. Sou um cidadão brasileiro, interessado nas causas brasileiras. Chamo a atenção de que não conheço o secretário de Saúde de Ilhéus, médico sanitarista Jorge Arouca, nem tenho nada contra o pretendente ao cargo de Arouca, Alexandre Simões. Jorge foi içado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), porque Ilhéus vive em clima de SOS Emergência. A disputa entre os nomes Alexandre e Jorge teve, ao fundo, uma guerra de TITÃS.

Sempre apresento minhas opiniões, de preferência, em forma de humor. Infelizmente, existem pessoas não espirituosas, que se zangam à toa. Torço para que o novo secretário obtenha bom êxito na sua nova missão pública, como torceria pelo Alexandre ou outro qualquer que assumisse o cargo. Apesar de que houve quem torcesse o nariz, justifico que eu tive que citar que o Alexandre é filho do Nelson Simões, afinal se trata de verdade irrefutável. Desculpe-me a franqueza, mas o Alexandre é um ilustre desconhecido. Conhecidíssimo é o seu pai Nelson. Não é nenhum demérito referenciá-lo dessa forma. Muito pelo contrário, é privilégio, maior do que ser apoiado por todos aqueles apontados por parcela da mídia. Nelson, pelo meu gosto, seria prefeito de Ilhéus, por seu caráter, seriedade e competência. Votei nele, quando foi candidato, porque lhe prezo muito, principalmente como pessoa humana. Levando-se em consideração a vivência, comparado a Nelson, ainda falta muito para o Alexandre tornar-se “O Grande”.

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O PULSO AINDA PULSA

Por Marcos Pennha.

Fofoca, papo furado, blablablá, conversa fiada, interesses escusos, picuinha. O pulso ainda pulsa.

Depois de muito bafafá, ficou acertado que o médico Jorge Arouca é o novo secretário de Saúde de Ilhéus. Nada mais justa a escolha de alguém do Corpo de Bombeiros para apagar o fogo, cada vez mais incandescente, num ambiente de muita gente queimada.

Pretensão, mágoa, ódio, desejo contrariado, desilusão. O pulso ainda pulsa.

O biomédico Alexandre Simões, filho do chefe de gabinete do governador Jaques Wagner (PT), Nelson Simões, tinha a pretensão de assumir a pasta. Através de e-mails enviados por jornalista, o garoto alardeava que era apoiado por deputados estaduais, deputados federais, senadores, secretários estaduais, secretários municipais, ministros, presidente Lula, presidenta eleita Dilma, presidente dos EUA Obama e, incrivelmente, contou ainda com o apoio incondicional do presidente do planeta Marte, o sr. Ykrysth Kwiudda. Sem harmonia, Xande rebolou, perdendo o compasso da bandinha do ptdilheus. Ficou à atoa na vida, vendo a banda tocar. No entanto, se tiver juízo e quiser ajudar, de verdade, aos munícipes ilheenses a terem as condições dignas de atendimento médico melhoradas, o menino tem que colaborar, junto aos seus altos padrinhos. Aludindo o humorístico da Globo, “Faça Humor, Não Faça Guerra”, dos anos 60 e 70, que tinha como uma das estrelas o humorista Jô Soares: “Faça amor. Não faça guerra”.

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ATCHIM … SAÚDE

Por Marcos Pennha.

Um espirro gera a ligeira sensação de alívio. É comum, sabe-se lá qual a origem, alguém por perto de quem espirrou falar ‘saúde’. Partindo desse pressuposto, podemos dizer tranquilamente (?) que a gente de Ilhéus está resfriada, devido ao constante acesso de ‘émintira’. Não se fala noutra coisa que não seja saúde. Melhor explicando, o setor de saúde pública municipal passa por periclitante momento de agonia. Encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os postos de saúde estão desabastecidos de remédios. Os atendimentos médicos, precários ou inexistentes. Há muito tempo que as coisas não andam. A UTI do hospital São José está desativada, por falta do repasse da verba do governo municipal, referente a convênio firmado. O hospital Santa Isabel, há muito tempo, fechado, apesar de que, em 2009, o secretário estadual Jorge Solla, em entrevista concedida a mim para um jornal, disse que o governo do Estado estava à disposição para colaborar no que fosse preciso para a reativação daquele importante equipamento, desde que o município apresentasse uma proposta. O prefeito Newton Lima (PSB), por conseguinte, refutou dizendo que o hospital é privado e que a prefeitura não tem dinheiro pra isso. Claro e evidente. Só que, em nome do povo carente, valeria à pena um esforço.

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A BÊNÇÃO, MÃE!

Por Marcos Pennha.

Na terça-feira, 2 de novembro, foi o dia de Finados e, como praxe, data de comemoração dos vivos. Lembrei-me, com sofreguidão, da minha mãe Nira, que partiu desse plano no 15 de outubro de 1993. Não costumo visitá-la no Campo Santo, em Salvador, onde ela fora sepultada há pouco mais de 17 anos, simplesmente pelo motivo de não acreditar que ela esteja exatamente nesse local. Até porque ela permanece viva na mente e no coração de inúmeras pessoas as quais ela fez o bem (Ela só fez isso, se é que podemos dizer que SÓ). Acredito que somos imortais, sem necessariamente sermos acadêmicos. Mudamos, constantemente, de veículo. Ao tempo em que caminhamos com o Fusca 77, poderemos estar no Vectra, Peugeot, Citroën, BMW ou Landau. Creio que, algum dia, nos encontraremos no juízo inicial (não, final).

Tudo de bom do que sou, credito a meu pai Genésio e minha mãe, seguidos de meus mestres escolares e outros por onde passei, a exemplo dos senseis de judô Helena Cristina (Tri campeã brasileira, vice sul americana) e padre Alberto Kruschewsky. O judô é a arte marcial japonesa, criada por Jigoro Kano, composta das sílabas ju (suave, gentil) e dô (caminho). Seu significado, portanto, CAMINHO da SUAVIDADE. Mais do que arma de defesa pessoal, a arte de Kano ensina a prática do respeito, da humildade, da disciplina, do cair e, sobretudo, do levantar. Não existe vencido, nem vencedor. Existem resultados de disputas em que se envolvem adversários, nunca inimigos, pois não se trata de conflitos.

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A HORA DA VERDADE: SERRA x DILMA

Por Marcos Pennha.

Das inúmeras vezes em que fui perguntado sobre em que votaria para presidente, respondi que me dei o prazo até o dia 30 (véspera da eleição) para me decidir. No primeiro turno, eu já sabia, desde o início, que votaria em Marina Silva (PV). A explicação é simples. Marina discute acerca de programa de governo, e se mantem longe das intrigas entre os dois mais votados, que não contribuem com o que interessa, de verdade, aos brasileiros.

Os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), até hoje, não apresentaram, oficialmente, seus programas de governo. O povo precisa saber os rumos do país no que concerne a economia, saúde, educação, segurança, emprego, meio ambiente, etc. Mas, necessário se faz que esses compromissos sejam assumidos, por escrito, ainda antes do resultado da eleição. Não temos certeza de nada do que pretendem fazer os postulantes ao cargo maior da política brasileira. A gente encontra-se a mercê do papo furado dos militantes, além da predominância da fofoca recorrente.

QUE PAPEL É ESSE, COMPANHEIRO?

Por Marcos Pennha.

Os dias passam e a campanha para presidente da República do Brasil caminha por trilhas tortuosas. Os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) partiram com força, no 2º turno, à base do vale tudo eleitoral- conforme classifica a ex-candidata à presidência senadora Marina Silva/PV. A Globo, por sua vez, cumprindo o seu papel de meio de comunicação de massa, tem mostrado um dos lados pérfidos da administração pública federal, a quebra de sigilo nas instituições. O repórter Cesar Tralli, como é de se esperar, tá fazendo bonito no jornalismo investigativo. As nuances da declaração do sujeito que fez o trabalho sujo de quebra de sigilo de gente do PSDB, a mando do jornalista Amaury Ribeiro Jr., não interessam aqui expor, pelo simples motivo disso já ser batido e rebatido, exaustivamente, pelos diversos meios de comunicação.

Depois do debate sobre o aborto, de cunho religioso, vem agora o lance da bolinha de papel atirada na careca do Serra. O canal de TV SBT focalizou apenas o tucano atingido pela inofensiva bolinha. A equipe do jornal Folha de São Paulo, por outro lado, flagrou o momento em que atiraram um objeto mais consistente, que, de acordo com a avaliação do perito Ricardo Molina, se tratava de rolo de fita crepe. Sendo um ou outro dos citados objetos, não era motivo para gastar tanto tempo de exposição na mídia. O que dói é ter que aturar tudo isso.

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PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE …

Por Marcos Pennha.

A coisa tá pegando fogo na peleja pela vitória no 2º turno da eleição para presidente da República do Brasil. O festival de bate-boca, bem ao gosto do povo, entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) esquentou. Sinal de que o melhor nível da campanha no 1º turno deveu-se a presença de Marina Silva (PV), que manteve uma campanha propositiva. Pode-se constatar nos debates. Se as energias são concentradas na discussão dos programas de governo, o debate é considerado morno, modorrento, para a maioria da população.

A turma gosta de ver o mar pegando fogo, pra comer peixe assado. Vejam que, no debate da Band, domingo (10), Dilma encrespou para cima do seu oponente Serra. Ao que parece, sua equipe de marketing autorizou-lhe a ser ela própria. O jeito turrão dela, talvez, explica o fato de, nas constatações dos institutos de pesquisa, o presidente Lula ter 81 % de aprovação e sua candidata só ter tido pouco mais de 47 % no 1º turno. O povo entende que esturrar, bater na mesa, não condiz competência administrativa.

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ESSA TAL DEMOCRACIA

Por Marcos Pennha.

Enfim, a realização do 1º turno da eleição 2010. Mais uma etapa do teste de cumprimento da cidadania. Claro que o voto não representa a totalidade da ação cidadã; contudo, num país em desenvolvimento como o Brasil, votar é o ponto crucial da democracia. O acompanhamento da atuação dos eleitos, bem como a cobrança relacionada ao trabalho dos mesmos, constitui o complemento. Estamos caminhando, passo a passo, na trilha do cidadão (considerando a genuína acepção da palavra).

No domingo, dia 3 de outubro, caminhei até a zona (ops! no bom sentido) para cumprir a minha obrigação (ou direito?). Zona, mesmo, foi como ficaram as ruas da cidade atapetadas por santinhos, panfletos, cartilhas, impressos de toda ordem (ou desordem?) dos candidatos.

Muito já trilhamos em busca do ideal. Ontem, em passado recente, se podia quase tudo: comitês para distribuição de inúmeros favores aos eleitores; showmícios (comícios com posterior show musical); distribuição de brindes diversos; ou seja, tudo que colaborava para o bom êxito dos poderosos, econômica e financeiramente, nas eleições. Os políticos de “poucas posses” e os partidos nanicos entravam na disputa em condições desiguais.

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AVANTE, BRASIL!

Por Marcos Pennha.

Tá chegando a hora do grande momento cívico que é a eleição para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Mais uma oportunidade do brasileiro começar a transformar o Brasil num país digno para todos, principalmente para os da classe do sopé da pirâmide social. O povo, graças a Deus, tem dado provas de que já não está mais tão bobo assim. O político malandro vem perdendo espaço por conta de ações, embora que de forma lenta, dos cidadãos comuns.

É preciso distinguir bem os políticos enganadores dos sérios (existem, acredite!). As pessoas estão colocando a cabeça pra raciocinar. É comum ouvir cabos eleitorais afirmando que tá recebendo uma graninha do ‘malandro’, mas que votará no (a) candidato (a) que tem escrúpulo. Conforme questionei aqui no artigo “Toques e retoques eleitorais”, o político que gasta, excessivamente, na campanha, se eleito, terá compromisso com quem? Com o eleitor ou com o investidor?

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TOQUES E RETOQUES ELEITORAIS

Por Marcos Pennha.

Vou começar falando sobre mais um escândalo envolvendo gente de Dilma. Dessa vez, envolveu a neta dela. Lembram daquela famosa foto em que Dilma aparece com a neta no colo? Pois é. Um escândalo de precocidade. A neta de Dilma, no colo, falou: “Vó, vó, …” Dilma, encantada, chamou às pessoas, para apreciarem, e exibiu: “Olha só o que ela fala”, quando a recém –nascida falou “vó, vó, … vote no ‘calenta e tlês’ ”.

Brincadeira à parte, falemos sério. Quem de nós há de brincar com um Congresso Tiririca que anuncia vir? Engraçado como o suposto analfabeto faz uma campanha cara, com recursos além das suas possibilidades econômicas, a qual lhe proporcionará, provavelmente, a eleição e ainda levará à rodo mais cinco, dentre as quais a do deputado federal Valdemar da Costa Neto (PR), aquele réu no processo do mensalão capitaneado pelo petista José Dirceu, lembra? Concretizando tudo isso, a palhaçada estará instalada no Congresso, oficialmente.

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OLHAR 43

Por Marcos Pennha.

O grande dia das eleições está chegando. O brasileiro não vê a hora de se livrar dessa lenga-lenga proporcionada pela troca de farpas entre os partidários dos candidatos a presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Essas discussões são frutos de um país em que os políticos não levam a sério o trato com o dinheiro do erário. Os gestores públicos mostram-se despreparados, política e administrativamente, à medida que fazem vistas grossas a tudo que acontece de irregular na sua administração. Conforme reportagem da revista semanal Época, da Editora Globo, de 20 de setembro último, a amiga de Dilma, Erenice Guerra, sempre beneficiou seus parentes nos diversos cargos que ocupou até chegar à Casa Civil. Difícil é acreditar que isso tudo aconteça sem que os superiores nunca tomem conhecimento. Mais interessante ainda é que sempre tem um petista histórico envolvido em falcatrua ou prática de favorecimento pessoal. Erenice, por exemplo, é filiada do partido há 29 anos. Parece que os ex-defensores dos trabalhadores transformaram os cargos do governo em alicerce para a solução dos problemas de seus apaniguados. Igualmente lamentável o fato de nunca haver punição aos culpados pelos desmandos.

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SEGUNDO PRESIDENTE

Por Marcos Pennha.

Não pretendo alongar-me nesse tema. Acredito, meu caro leitor, minha cara leitora, que eu caminharei pela trilha do segundo presidente. Vamos que vamos, conforme anima a companheira Socorro. No inesquecível humorístico Viva o Gordo, apresentado durante bom tempo na TV Globo, o humorista Jô Soares interpretava um político convidado a ser vice numa chapa. Ele não aceitava, alegando que vice é insignificante, não tem função, é só peça decorativa. Daí, questionava, desfilando um montão de exemplos de que o vice nunca é homenageado: “Já viu alguém erguer uma estátua em homenagem a um vice?” Concluía afirmando: “Tirante Aureliano (Chaves, vice do general João Batista de Oliveira Figueredo), que fala, vice não tem valor.

Boas lembranças à parte, notamos que houveram mudanças significativas ao longo do tempo. O personagem do Jô estava certo. Ninguém atenta para o vice do cargo executivo da administração pública. Quem era, por exemplo, o vice do presidente general Ernesto Geisel? Adalberto Pereira da Silva. Um espaço para o piteco de humor. Houve época em que a ‘porra’ era considerada palavrão. Segundo a piada (ou foi verdade?) o povo ficou sabendo que o tal palavrão passou a não sê-lo. Um repórter, para confirmar, perguntou: “Presidente, é verdade que o senhor liberou a porra?” Geisel, que governou o país de 1974 a 1979, respondeu, com seu jeitão fechado de militar no poder: “Eu não liberei porra nenhuma”.

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MISTUREBA POLÍTICA

Por Marcos Pennha.

Estou cada vez mais satisfeito com o resultado do que escrevo internet afora, notadamente aqui neste importante site. No artigo “Lula, esquemas e sucessão” (Veja aqui), li, vi e ouvi comentários. Fiquei surpreso ao ser informado de que Lula foi aposentado por tempo de serviço, e não por mutilação do dedo mindinho, de acordo com o conhecimento geral – Aposentou-se cedo, hein, danado!?. Notem o quanto eu ganho escrevendo. Tenho a plena convicção de que não sou conhecedor de tudo e todos. É bom quando alguém vem e traz, à tona, fatos desconhecidos da maioria das pessoas. Meu objetivo é promover o debate sadio, muito embora aconteça de eu ser mal interpretado por aqueles que destoam, apresentando argumentos totalmente fora do contexto.

Fico feliz com tudo isso e, ao mesmo tempo, refletindo que não sei como consegui viver, até hoje, desconhecendo os fatos ‘verdadeiros’ sobre o metalúrgico que se tornou presidente. Peço, encarecidamente, que sempre me contem historinhas interessantes como essa e outras de igual teor, tipo chapeuzinho vermelho e lobo mau.

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LULA, ESQUEMAS E SUCESSÃO

Por Marcos Pennha.

Há poucos dias, comemoramos o dia da independência do Brasil. Quanto a tal independência, digamos que “há controvérsias”, como diria o Pedro Pedreira, personagem do saudoso comediante Francisco Milani. Isso, no entanto, é assunto para ser debatido, exaustivamente. Hoje, o Brasil é governado por um civil vindo do sopé da base da pirâmide social. Luiz Inácio Lula da Silva, nascido na pequena e pacata Garanhuns, do nordestino estado brasileiro Pernambuco. Como metalúrgico, aposentou-se pela perda do dedo mindinho. Ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT). Dizem as más línguas que, depois da fundação da sigla partidária, ele deixou de trabalhar.

Disputando, pela quarta vez, o maior posto de cargo eletivo brasileiro, Lula foi eleito presidente da República em 2002. No ano 2006, mesmo com as turbulências provocadas por denúncias de corrupção envolvendo seus companheiros, ele reelegeu-se. Um fenômeno! A equipe de marketing do PT conseguiu blindar seu ícone maior. Houve até a onda da formação do Lulismo, movimento dos admiradores de Lula, totalmente independente do petismo (partidários do PT).

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