Com ameaças veladas de deixar o PV, a ex-senadora Marina Silva reforçou ontem (segunda-feira, 13) a pressão contra a direção de seu partido. Destacando o capital eleitoral obtido com seus 20 milhões de votos na eleição presidencial, Marina disse que os dirigentes precisam ser trocados.
Terceira colocada no pleito de 2010, Marina Silva fará uma caravana pelo Brasil pregando a renovação de sua legenda, o PV. O principal motivo da comitiva é o projeto de democratização do partido.
Hoje, amanheci em estado de graça. Aliás, isso não me é mais novidade, visto que esse é o meu natural. Acordei e a primeira coisa que fiz, literalmente, foi abrir os olhos. Ouvindo a música “O que será que será”, na voz do nosso estimado Bituca, o impagável Milton Nascimento, pus-me a refletir sobre os diversos fatos acontecidos em especial na cidade em que vivo, nossa majestosa Ilhéus.
Das inúmeras vezes em que fui perguntado sobre em que votaria para presidente, respondi que me dei o prazo até o dia 30 (véspera da eleição) para me decidir. No primeiro turno, eu já sabia, desde o início, que votaria em Marina Silva (PV). A explicação é simples. Marina discute acerca de programa de governo, e se mantem longe das intrigas entre os dois mais votados, que não contribuem com o que interessa, de verdade, aos brasileiros.
A coisa tá pegando fogo na peleja pela vitória no 2º turno da eleição para presidente da República do Brasil. O festival de bate-boca, bem ao gosto do povo, entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) esquentou. Sinal de que o melhor nível da campanha no 1º turno deveu-se a presença de Marina Silva (PV), que manteve uma campanha propositiva. Pode-se constatar nos debates. Se as energias são concentradas na discussão dos programas de governo, o debate é considerado morno, modorrento, para a maioria da população.
Marina Silva, a candidata do Partido Verde à Presidência da República, derrotada no primeiro turno das eleições no último domingo, conseguiu o que queria. Como ela mesma disse, ‘perdeu ganhando’. Saiu das urnas com 20 milhões de votos e impediu o que ela chamava de consulta plebiscitária nas urnas, entre Dilma Roussef, a candidata do Governo, e José Serra, o candidato da oposição. Os votos de Marina, mesmo que tucanos ingratos de alta plumagem, como o senador Álvaro Dias, neguem peremptoriamente essa tese, determinaram, sim, a existência do segundo turno. Os eleitores de Marina são os órfãos ideológicos de um PT de tempos puristas e os famintos de ideologias. Votando nela, parte desse eleitorado acreditava piamente estar submetendo a campanha eleitoral a uma lavanderia ética obrigatória. Num outro extremo de perfil, a chapa de Marina serviu de abrigo para os votos dos eleitores religiosos mais dados ao radicalismo, desconfiados de Dilma e Serra quanto ao apoio futuro a uma eventual legislação de descriminalização do aborto.
Enfim, a realização do 1º turno da eleição 2010. Mais uma etapa do teste de cumprimento da cidadania. Claro que o voto não representa a totalidade da ação cidadã; contudo, num país em desenvolvimento como o Brasil, votar é o ponto crucial da democracia. O acompanhamento da atuação dos eleitos, bem como a cobrança relacionada ao trabalho dos mesmos, constitui o complemento. Estamos caminhando, passo a passo, na trilha do cidadão (considerando a genuína acepção da palavra).Com quase 20% dos votos em todo o país, Marina Silva (PV) comemorou o resultado e disse que saiu vitoriosa da disputa. A candidata verde superou as pesquisas, e foi o principal motivo para a eleição ser definida no segundo turno.
Parte dos eleitores reclamava, quando nos debates, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se enfrentavam e trocavam acusações, em um tom sarcástico e agressivo, em que o embate “Caso Erenice Guerra x Quebra do sigilo fiscal” prevalecia.