EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Marina Silva

MARINA SILVA EXPLICA O MOVIMENTO POR UMA NOVA POLÍTICA

O Coletivo Paulista do movimento será lançado neste sábado (19) em São Paulo.

O evento será transmitido pela internet às 10 horas.

Ouça a entrevista da ex-senadora Marina Silva à Rádio CBN.

 

 

 

MARINA COBRA A RENOVAÇÃO DO PV

Com ameaças veladas de deixar o PV, a ex-senadora Marina Silva reforçou ontem (segunda-feira, 13) a pressão contra a direção de seu partido. Destacando o capital eleitoral obtido com seus 20 milhões de votos na eleição presidencial, Marina disse que os dirigentes precisam ser trocados.

A renovação, indiretamente, a colocaria no centro da disputa de poder entre os verdes, embora ela negue tal interesse. Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, afirmou que o partido não pode manter  sempre as  ”mesmas pessoas nos mesmos cantinhos”.

Presidente do PV desde 1999, José Luiz Penna é contra as mudanças propostas pelo grupo de Marina – que inclui, entre outros, Fábio Feldmann, Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira.

Sobre a possibilidade de deixar o partido, Marina disse que prefere se manter no desafio de fazer com que o partido interaja com “órgãos vivos” da sociedade, que mude internamente para agir de forma correta externamente, e deixou clara sua intenção de disputar a eleição presidencial de 2014.

Informações do jornal O Globo.

DEMOCRATIZAÇÃO OU DEBANDADA NO PV

Terceira colocada no pleito de 2010, Marina Silva fará uma caravana pelo Brasil pregando a renovação de sua legenda, o PV. O principal motivo da comitiva é o projeto de democratização do partido.

Marina Silva chegou ao PV com uma proposta de democratização e renovação do partido. Renovação que  não será fácil de acontecer, já que a direção nacional se reuniu na última quinta feira (17) e reelegeu o deputado Luiz Penna (SP) para presidir o partido pelo 13º ano seguido, sem a necessidade de eleições internas.

A reeleição indireta e o adiamento da convenção nacional, marcada para o início desse ano irritou Marina e deu origem a uma crise que expõe as fissuras do PV e a resistência de alguns setores à presença da ex-ministra. Para alguns grupos, mais próximos do presidente Penna, a candidatura de Marina não trouxe tantos benefícios ao PV como se imaginava.  E citam o fato da bancada federal continuar com as mesmas 14 cadeiras que tinha antes.

Na própria transição democrática existem diferenças. Enquanto o deputado Alfredo Sirkis (RJ), mais próximo de Marina, eleva o tom e fala abertamente na possibilidade de novo partido, o amigo e ex-deputado

Fernando Gabeira acredita que o debate produzirá um acordo interno, unificando novamente o partido.

Caso a andança pelo país não dê certo, o grupo de Marina não descarta tomar o mesmo rumo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e fundar um novo partido.

Informações do Estadão

O QUE SERÁ QUE SERÁ

“O que será que me dá
Que me bole por dentro
O que será que me dá?
Que brota à flor da pele
O que será que me dá?
E que me sobe às faces
E me faz corar
E que me salta aos olhos
A me atraiçoar
E que me aperta o peito
E me faz confessar …”

Por Marcos Pennha.

Hoje, amanheci em estado de graça. Aliás, isso não me é mais novidade, visto que esse é o meu natural. Acordei e a primeira coisa que fiz, literalmente, foi abrir os olhos. Ouvindo a música “O que será que será”, na voz do nosso estimado Bituca, o impagável Milton Nascimento, pus-me a refletir sobre os diversos fatos acontecidos em especial na cidade em que vivo, nossa majestosa Ilhéus.

“… O que não tem mais jeito de dissimular

E que nem é direito ninguém recusar

E que me faz mendigo

Me faz suplicar …”

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), é um especialista no uso do “promessômetro” (utilizando a expressão da nossa querida Marina Silva/ PV). Há alguns dias, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, ele teve a cara de pau de conclamar aos deputados, a sociedade civil e a imprensa para se mobilizarem em prol do porto sul. Ora, governador, tá pensando que em Ilhéus só tem trouxa? O governo ainda não apresentou o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) a fim de que se realize a audiência pública. Ou será que o governador tá pedindo pelo amor de Deus pelo terminal de uso privativo para exportação de ferro da Bahia Mineração (BAMIN), que teve recentemente sua licença prévia negada pelo IBAMA? Algum dos assessores do governador tem que lhe explicar a diferença entre o porto público do dito terminal. Eu sugeriria o nome do talentoso jornalista Daniel Thame, o qual nutro admiração por seus escritos, embora nem sempre concorde com suas ideias. O problema é que Daniel nunca comparece nos eventos ligados a esse assunto. Posso afirmar isso com segurança, pois estive na maioria deles, às vezes até sem ser convidado. Por outro lado, tem que se levar em consideração que Daniel é um fã confesso de Wagner e Lula. Ele, que hoje vive como um bon vivant, fumando charuto cubano e tudo, tem lá seus motivos.

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MARINA USARÁ INSTITUTOS PARA TENTAR VOLTAR EM 2014

Marina Silva

Apesar de ter afirmado em seu discurso de despedida do Congresso que, “a priori”, não se colocará como presidenciável em 2014, os aliados de Marina Silva já traçam os planos para a verde continuar nos holofotes e manter o capital político dos quase 20 milhões de votos obtidos em outubro.

Marina trabalha para criar em Brasília o Instituto Marina Silva e a expectativa é que surjam convites para palestras no Brasil e no exterior. Um aliado acredita que ela irá se sustentar financeiramente com o dinheiro arrecadado nas palestras.

Em São Paulo, Marina irá reassumir a presidência do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), criado em 2009, com recursos do Instituto Arapyaú, do empresário Guilherme Leal, sócio da Natura e candidato a vice na chapa de Marina. A entidade propõe realizar debates de propostas e ideias que contribuam para aprofundar a democracia e a sustentabilidade.

Crédito: O Globo

“SEM INTERNET NÃO HAVERIA SEGUNDO TURNO”, DIZ COORDENADOR DE CAMPANHA

Os coordenadores das campanhas nas redes sociais de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) concordam que a web foi fundamental para levar o candidato José Serra (PSDB) e a petista ao segundo turno. Para eles, Marina Silva conseguiu mobilizar muitos eleitores na web.

De acordo com o jornalista Caio Túlio Costa, estrategista da campanha de Marina Silva nas mídias sociais, a internet ajudou a candidata “verde” a conquistar grande parte dos 20 milhões de votos. Para ele, “sem a internet, não haveria segundo turno”. O Orkut era usado para manter contato com evangélicos, o Facebook com a classe intelectualizada e o Twitter com o público mais jovem, além da atuação em mais nove redes sociais.

Marcelo Branco, coordenador da campanha da presidente eleita, também concorda. “A internet foi fundamental para o segundo turno, mas antes a grande mídia dizia que a internet não tinha servido de nada nas eleições”, disse durante o 4º seminário internacional de jornalismo online (MediaOn), ontem (quarta-feira/10), em São Paulo.

Com informações do Comunique-se.

A HORA DA VERDADE: SERRA x DILMA

Por Marcos Pennha.

Das inúmeras vezes em que fui perguntado sobre em que votaria para presidente, respondi que me dei o prazo até o dia 30 (véspera da eleição) para me decidir. No primeiro turno, eu já sabia, desde o início, que votaria em Marina Silva (PV). A explicação é simples. Marina discute acerca de programa de governo, e se mantem longe das intrigas entre os dois mais votados, que não contribuem com o que interessa, de verdade, aos brasileiros.

Os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), até hoje, não apresentaram, oficialmente, seus programas de governo. O povo precisa saber os rumos do país no que concerne a economia, saúde, educação, segurança, emprego, meio ambiente, etc. Mas, necessário se faz que esses compromissos sejam assumidos, por escrito, ainda antes do resultado da eleição. Não temos certeza de nada do que pretendem fazer os postulantes ao cargo maior da política brasileira. A gente encontra-se a mercê do papo furado dos militantes, além da predominância da fofoca recorrente.

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE …

Por Marcos Pennha.

A coisa tá pegando fogo na peleja pela vitória no 2º turno da eleição para presidente da República do Brasil. O festival de bate-boca, bem ao gosto do povo, entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) esquentou. Sinal de que o melhor nível da campanha no 1º turno deveu-se a presença de Marina Silva (PV), que manteve uma campanha propositiva. Pode-se constatar nos debates. Se as energias são concentradas na discussão dos programas de governo, o debate é considerado morno, modorrento, para a maioria da população.

A turma gosta de ver o mar pegando fogo, pra comer peixe assado. Vejam que, no debate da Band, domingo (10), Dilma encrespou para cima do seu oponente Serra. Ao que parece, sua equipe de marketing autorizou-lhe a ser ela própria. O jeito turrão dela, talvez, explica o fato de, nas constatações dos institutos de pesquisa, o presidente Lula ter 81 % de aprovação e sua candidata só ter tido pouco mais de 47 % no 1º turno. O povo entende que esturrar, bater na mesa, não condiz competência administrativa.

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PT DISCUTE O PROGRAMA DE GOVERNO COM O PV

Com informações do Estadão.

O coordenador do programa de governo de Dilma Rousseff (PT), Marco Aurélio Garcia, reuniu-se ontem (quinta-feira/13) com responsáveis pelo programa da candidata derrotada do PV, Marina Silva.

Em entrevista ao Portal Terra, Marina afirmou que tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) manifestaram interesse de incorporar propostas verdes aos seus planos de governo, e admitiu que a revisão do Código Florestal é o maior obstáculo para a adesão. “Foram feitas as primeiras conversas de pessoas sugeridas por mim com o Marco Aurélio Garcia. Não falei com o Alfredo Sirkis, (vice-presidente do PV), mas acredito que o outro lado esteja fazendo o mesmo”, disse a senadora.

Marina admitiu também, que voltará a se candidatar em 2014, e classificou a disputa de 2010 como um ensaio geral. “É o embrião do que chamo uma terceira via, não está consolidado. Tínhamos que receber esse resultado (quase 20 milhões de votos) com alegria”, declarou. A senadora não descartou a neutralidade no segundo turno e, afirmou que essa 2ª etapa “é uma benção” que Dilma e Serra precisam valorizar.

CÓDIGO FLORESTAL DIFICULTA APOIO DO PV A SERRA

Com informações da Folha de S. Paulo.

A exigência do PV para que José Serra (PSDB) se comprometa a barrar o novo Código Florestal tornou-se o principal entrave na campanha tucana para incorporar o programa de governo de Marina Silva (PV).

O sétimo item da “Agenda por um Brasil justo e sustentável” cobra “o veto a propostas de alteração do Código Florestal que reduzem áreas de reserva legal, preservação permanente ou promovam anistia a desmatadores”.

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DEBATE NÃO AGRADA MARINA SILVA

O primeiro debate do segundo turno entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), na TV Bandeirantes, não agradou a candidata derrotada Marina Silva (PV).

No twitter, Marina “largou o verbo” contra ambos. “Pelo que vi os dois continuam a apostar no vale-tudo eleitoral. Quando a política com P maiúsculo vai entrar em cena?”, perguntou. “Falta a ambos serenidade para tratar dos erros e dos novos desafios para o Brasil”.

Diante do aumento da agressividade no tom do debate, Marina aconselhou: “É melhor descer do ringue e subir no palanque. Ainda espero que Serra e Dilma aproveitem a chance generosa que os brasileiros lhes deram”. Ao fim do embate, lamentou. “Os eleitores continuam sem saber quais são as propostas de Serra e Dilma, quais são suas visões de país e ainda desconhecem suas trajetórias”.

TELEANÁLISE: O PLEBISCITO DO ABORTO

Por Malu Fontes.

Marina Silva, a candidata do Partido Verde à Presidência da República, derrotada no primeiro turno das eleições no último domingo, conseguiu o que queria. Como ela mesma disse, ‘perdeu ganhando’. Saiu das urnas com 20 milhões de votos e impediu o que ela chamava de consulta plebiscitária nas urnas, entre Dilma Roussef, a candidata do Governo, e José Serra, o candidato da oposição. Os votos de Marina, mesmo que tucanos ingratos de alta plumagem, como o senador Álvaro Dias, neguem peremptoriamente essa tese, determinaram, sim, a existência do segundo turno. Os eleitores de Marina são os órfãos ideológicos de um PT de tempos puristas e os famintos de ideologias. Votando nela, parte desse eleitorado acreditava piamente estar submetendo a campanha eleitoral a uma lavanderia ética obrigatória. Num outro extremo de perfil, a chapa de Marina serviu de abrigo para os votos dos eleitores religiosos mais dados ao radicalismo, desconfiados de Dilma e Serra quanto ao apoio futuro a uma eventual legislação de descriminalização do aborto.

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MARINA PROPÕE PROGRAMA AOS PRESIDENCIÁVEIS

Com informações do Estadão.

Marina Silva (PV) apresentou ontem (08) dez tópicos – subdivididos em 42 propostas ou exigências – do seu partido para negociar o apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) no segundo turno. O texto começa com uma exigência: não adotar nenhum mecanismo de restrição à mídia.

O documento denominado “Agenda por um Brasil mais justo e sustentável” traz propostas de reforma política, com adoção do voto distrital misto e financiamento público de campanha. Para a educação, o aumento do investimento na área para  7% do PIB e a erradicação do analfabetismo até 2018.

Na área de segurança pública, a principal proposta é a criação de um fundo nacional “para complementar os salários dos policiais civis e militares”. No meio ambiente, que dá a Marina suas principais bandeiras, o destaque é a recusa a propostas do código florestal que promovam “anistia a desmatadores”. Além disso, o documento propõe um reforma tributária que simplifique impostos e também em uma política externa “orientada pela promoção da paz”.

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ESSA TAL DEMOCRACIA

Por Marcos Pennha.

Enfim, a realização do 1º turno da eleição 2010. Mais uma etapa do teste de cumprimento da cidadania. Claro que o voto não representa a totalidade da ação cidadã; contudo, num país em desenvolvimento como o Brasil, votar é o ponto crucial da democracia. O acompanhamento da atuação dos eleitos, bem como a cobrança relacionada ao trabalho dos mesmos, constitui o complemento. Estamos caminhando, passo a passo, na trilha do cidadão (considerando a genuína acepção da palavra).

No domingo, dia 3 de outubro, caminhei até a zona (ops! no bom sentido) para cumprir a minha obrigação (ou direito?). Zona, mesmo, foi como ficaram as ruas da cidade atapetadas por santinhos, panfletos, cartilhas, impressos de toda ordem (ou desordem?) dos candidatos.

Muito já trilhamos em busca do ideal. Ontem, em passado recente, se podia quase tudo: comitês para distribuição de inúmeros favores aos eleitores; showmícios (comícios com posterior show musical); distribuição de brindes diversos; ou seja, tudo que colaborava para o bom êxito dos poderosos, econômica e financeiramente, nas eleições. Os políticos de “poucas posses” e os partidos nanicos entravam na disputa em condições desiguais.

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O VERMELHO E O VERDE

Por Antonio Martins.

Agora, quando o resultado das eleições de 3 de outubro está emergindo em seu conjunto, já é possível fazer balanços mais abrangentes, menos enevoados por manipulações da mídia ou expectativas frustradas. Distinguem-se, no panorama que se abre, duas tendências consolidadas: as “ondas” vermelha e verde. Enxerga-se, além delas, uma oportunidade histórica: a possibilidade de articulá-las – não num acordo eleitoral fugaz, mas num diálogo e possível construção de longo prazo.

A “onda vermelha” veio antes, cronologicamente. Atingiu seu ápice em meados de setembro, recuando em parte nas três semanas anteriores às urnas. Significou um vasto desafio a alguns dos fatores que marcam a submissão social no Brasil, no passado e no presente. Entusiasmadas pelo tímido – porém inédito – movimento de redistribuição de riqueza ensaiado no governo Lula, as maiorias questionaram o poder dos coronéis (locais e regionais); a ditadura da mídia piramidal (inclusive a TV Globo); a influência dos “formadores de opinião” da classe média conservadora; a força dos velhos preconceitos econômicos, segundo os quais investimento público é sinônimo de “gastança”.

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NOVA RODADA

Por Miriam Leitão para o Blog do Noblat.

Obrigada, Marina, por ter dado ao Brasil mais uma chance de discutir e pensar; por ter mostrado que um presidente, mesmo popular, não garante a eleição em primeiro turno; por ter tornado a conversa mais inteligente com seus semitons, entre o vermelho e o azul; por ter elevado a agenda ambiental ao ponto de encontro de outros grandes temas nacionais.

Obrigada pela alegria do discurso em que comemorou os resultados eleitorais que não a levaram para o segundo turno. Foi uma aula de política, num país onde a política anda tão deseducada. Por ter lembrado a questão mais fundamental em qualquer democracia: o eleitor é dono do seu voto. E por ter alertado os dois candidatos que continuam na disputa, Dilma Rousseff e José Serra, que eles têm agora um privilégio e uma responsabilidade.

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“ESTAMOS EM PRIMEIRO LUGAR DE UMA NOVA POLÍTICA”, DECLARA MARINA.

Com informações do O Globo.

Marina Silva (PV), durante seu primeiro pronunciamento, após o primeiro turno.

Com quase 20% dos votos em todo o país, Marina Silva (PV) comemorou o resultado e disse que saiu vitoriosa da disputa. A candidata verde superou as pesquisas, e foi o principal motivo para a eleição ser definida no segundo turno.

Agora, seus 19.620.234 votos são alvos tanto para Dilma Rousseff (PT) como para José Serra (PSDB).  O tucano, em seu primeiro pronunciamento depois do primeiro turno, lhe fez um afago . “Eu queria me congratular com Marina Silva pela votação expressiva. Ela contribuiu com o jogo democrático do Brasil”, afirmou Serra, além de elogiar a candidata por atrair a participação dos jovens na política.

Segundo analistas, o tucano precisa de mais de 80% dos votos da candidata derrotada para conseguir ultrapassar Dilma. O PV tende a apoiar José Serra, porém, Marina defendeu a realização de uma plenária no partido. Ela afirmou que agora, sua plataforma tem “audiência”, por isso, quem quiser seu apoio terá que adotar algumas de suas propostas, em especial, as ambientais.

Abaixo, confira o pronunciamento de Marina Silva e do seu companheiro de chapa, Guilherme Leal.

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MARINA CONVOCA BRASILEIROS PARA O 2º TURNO, COM DUAS MULHERES

A CLASSE MÉDIA VAI ESVERDEAR?

Por Marina Sanches para Revista Época.

A campanha da petista Dilma Rousseff tem se dedicado a fazer pesquisas qualitativas – aquelas em que um grupo de até 12 pessoas conversa entre si sobre os temas propostos por um moderador – em todas as regiões do país e em todos os grupos de renda.

Um dos pesquisadores da campanha de Dilma diz que nas últimas semanas há uma tendência inequívoca e persistente: o crescimento de Marina Silva entre a classe média em todas as regiões do Brasil.

O dado percebido pela campanha de Dilma é comprovado pelo bom desempenho de Marina Silva nas regiões metropolitanas mais ricas, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Em todos esses municípios ela ultrapassou Serra. Em BH, segundo a última pesquisa Ibope, ela está empatada com Dilma, ambas com 32% das intenções de voto, contra 19% do tucano José Serra.

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EM DEBATE MORNO, SERRA E DILMA NÃO SE ENFRENTAM

Os primeiros colocados nas pesquisas, Dilma e Serra, não se confrontaram.

Parte dos eleitores reclamava, quando nos debates, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) se enfrentavam e trocavam acusações, em um tom sarcástico e agressivo, em que o embate “Caso Erenice Guerra x Quebra do sigilo fiscal” prevalecia.

Na noite de ontem (quinta/30), a Rede Globo realizou o último evento da campanha eleitoral antes do 1º turno, marcado pelo tom ameno, morno, e candidatos na defesa. O comentário dessa sexta-feira (01) é sobre a ausência do confronto direto entre o tucano e a petista. Serra, por sua vez, preferiu questionar Marina Silva. A senadora foi a que mais atacou os adversários, enquanto Plínio Sampaio (PSOL) estava mais sério do que de costume, com poucas “alfinetadas”.

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“MARINA É UM PASSO À FRENTE”, AFIRMA WAGNER MOURA

DILMA DEVE VENCER ELEIÇÕES NA ‘ABA DE LULA’

A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, deve vencer as eleições presidenciais neste domingo (03) graças ao carisma e apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma reportagem do jornal americano Washington Post nesta quinta-feira (29).

Com título “Na aba do popular presidente brasileiro, ex-radical deve ganhar”, o jornal lembra que, apesar de não ser candidato à reeleição, Lula está constantemente presente na campanha eleitoral, prestando seu apoio à Dilma.

“Com 80% de aprovação depois de oito anos no governo, o ex-líder sindical gordinho e barbudo que exala carisma está em toda a parte, virtualmente garantindo a vitória de sua sucessora escolhida a dedo, Dilma Rousseff.”

Mas o jornal comenta que, apesar do apoio de Lula, Dilma não tem o apelo popular que é a marca registrada do presidente.

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