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	<title>BLOG DO GUSMÃO :: Multimídias, polêmica e reflexão &#187; Mário Quintana</title>
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		<title>MÁRIO QUINTANA RECITA: PEQUENA CRÔNICA POLICIAL</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 17:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio Gusmão]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre Mário Quintana, assim escreveu Manuel Bandeira: Meu Quintana, os teus cantares Não são, Quintana, cantares: São, Quintana, quintanares. Quinta-essência de cantares&#8230; Insólitos, singulares&#8230; Cantares? Não! Quintanares! Quer livres, quer regulares, Abrem sempre os teus cantares Como flor de quintanares. São cantigas sem esgares. Onde as lágrimas são mares De amor, os teus quintanares. São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/02/Mario-Quintana.jpg" rel="lightbox[10354]"><img class="alignleft size-full wp-image-10355" style="border: 1px solid black; margin: 10px;" title="Mario Quintana" src="http://www.blogdogusmao.com.br/v1/wp-content/uploads/2010/02/Mario-Quintana.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><span style="color: #000000;">Sobre Mário Quintana, assim escreveu Manuel Bandeira:</span></span></h4>
<h4><span style="color: #000000;"> Meu Quintana, os teus cantares<br />
Não são, Quintana, cantares:<br />
São, Quintana, quintanares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Quinta-essência de cantares&#8230;<br />
Insólitos, singulares&#8230;<br />
Cantares? Não! Quintanares!</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Quer livres, quer regulares,<br />
Abrem sempre os teus cantares<br />
Como flor de quintanares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">São cantigas sem esgares.<br />
Onde as lágrimas são mares<br />
De amor, os teus quintanares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">São feitos esses cantares<br />
De um tudo-nada: ao falares,<br />
Luzem estrelas luares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">São para dizer em bares<br />
Como em mansões seculares<br />
Quintana, os teus quintanares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Sim, em bares, onde os pares<br />
Se beijam sem que repares<br />
Que são casais exemplares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">E quer no pudor dos lares.<br />
Quer no horror dos lupanares.<br />
Cheiram sempre os teus cantares</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Ao ar dos melhores ares,<br />
Pois são simples, invulgares.<br />
Quintana, os teus quintanares.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Por isso peço não pares,<br />
Quintana, nos teus cantares&#8230;<br />
Perdão! digo quintanares.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mário Quintana perdeu três vezes a eleição para uma vaga na Academia Brasileira de Letras.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recusou o convite para a quarta tentativa, mesmo tendo a certeza de que seria escolhido por unanimidade.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro&#8221;.</span></h4>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No faixa de áudio abaixo, o &#8220;POETA DAS COISAS SIMPLES&#8221; recita: &#8220;Pequena Crônica Policial&#8221;.</span></h4>
<h4><span style="color: #000000;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="30" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.humyo.com/E/9691173-2584169770" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="30" src="http://www.humyo.com/E/9691173-2584169770"></embed></object></span></h4>
<h4><span style="color: #000000;">Jazia no chão, sem vida,<br />
E estava toda pintada!<br />
Nem a morte lhe emprestara<br />
A sua grave beleza&#8230;<br />
Com fria curiosidade,<br />
Vinha gente a espiar-lhe a cara,<br />
As fundas marcas da idade,<br />
Das canseiras, da bebida&#8230;<br />
Triste da mulher perdida<br />
Que um marinheiro esfaqueara!<br />
Vieram uns homens de branco,<br />
Foi levada ao necrotério.<br />
E quando abriam, na mesa,<br />
O seu corpo sem mistério,<br />
Que linda e alegre menina<br />
Entrou correndo no Céu?!<br />
Lá continuou como era<br />
Antes que o mundo lhe desse<br />
A sua maldita sina:<br />
Sem nada saber da vida,<br />
De vícios ou de perigos,<br />
Sem nada saber de nada&#8230;<br />
Com a sua trança comprida,<br />
Os seus sonhos de menina,<br />
Os seus sapatos antigos!</span></h4>
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