Meio Ambiente
JUSTIÇA ANULA LICENÇA AMBIENTAL CONCEDIDA AO GRUPO VOTORANTIM EM MINAS GERAIS
Do Estado de Minas
A Justiça anulou a licença ambiental concedida ao “Projeto Extremo Norte”, da Votorantim Metais Zinco, no município de Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual em razão de várias irregularidades que impactariam o meio ambiente.
A juíza responsável pelo caso considerou que os estudos apresentados pela mineradora são insuficientes para demonstrar a viabilidade ambiental do empreendimento, principalmente em razão dos impactos decorrentes do rebaixamento do lençol freático. “O princípio da prevenção, dirigido aos impactos ambientais já conhecidos, e o princípio da precaução, alusivo aos impactos ambientais ainda não sabidos, orientam que em casos como os dos autos a atitude legal seria a realização dos estudos condicionantes em etapa anterior à própria Licença Prévia, pois dependendo do resultado dos estudos, em especial o impacto na zona urbana de Vazante, a localização do empreendimento ficaria prejudicada. Sem esses estudos o Estado não pode afirmar, portanto, a viabilidade locacional do empreendimento”, disse a Mônika Alves.
Para o promotor de Justiça Marcelo Maffra, a decisão reconheceu que a implantação do “Projeto Extremo Norte”, sem a realização de estudos técnicos mais aprofundados, poderá contribuir para o surgimento de depressões no solo, características de relevos cársticos, que poderiam representar risco à população, além de prejudicar dois rios e nove grutas que estariam dentro da área de influência da mineradora.
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A DAMA DE FERRO DO PORTO SUL

Eva Chiavon lembra, pelo menos um pouco, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Foto: José Nazal.
O Blog do Gusmão entrevistou na manhã de ontem (segunda, 10) a secretária estadual da Casa Civil, Eva Chiavon.
Lugar tenente do governador Jaques Wagner, a secretária se destaca por fazer uma defesa intransigente do projeto da empresa Bahia Mineração.
Enfática, ela impõe: “o Porto Sul não tem volta, está consolidado”. A frase, pronunciada durante a apresentação do relatório de impacto ambiental, na câmara de vereadores de Ilhéus, denota ponto final e impossibilidade de diálogo com os grupos contrários ao empreendimento. Subentende que o IBAMA concederá, sem sombra de dúvida, a tão sonhada licença reivindicada pelo governo do estado.
Na pauta da entrevista com Eva Chiavon, alguns questionamentos que só este modesto blog tem coragem pra fazer.
A mineração, no estado do Pará, é fortíssima. Apesar da riqueza, os indicadores sociais são terríveis. Na Bahia esse modelo será diferente?
O governo defende arduamente a exportação de commodities, mas a lei Kandir, nessa atividade econômica, retirou dos estados grande parte do que deveria ser arrecadado com o ICMS.
Segundo o RIMA, o porto público e o terminal privado serão construídos “simultaneamente”. O estado já tem orçamento para essa obra?
Na Bahia, as políticas de compensação ambiental, normalmente, não saem do papel. Com o Porto Sul será diferente?
Ouça a entrevista.
“A NATUREZA É UM SUJEITO DE DIREITO”
Durante o II Encontro Nacional por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, realizado em Salvador no final de agosto, este blogueiro teve a oportunidade de bater um papo com Iara Pietricovsky.
Antropóloga, atriz, intelectual e ativista das causas sociais, Iara Pietricovsky viaja pelo mundo defendendo questões relacionadas aos direitos humanos e às políticas públicas. Ela coordena o Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC).
Nessa entrevista, ela questiona com muita propriedade a maneira como os desenvolvimentistas encaram a natureza, um ser passivo, cuja importância é secundária nos processos que buscam o crescimento econômico.
O assunto se encaixa perfeitamente na pauta do Blog do Gusmão, já que somos um dos poucos canais contrários ao modelo de desenvolvimento do projeto Porto Sul.
Carinhosamente, dedicamos esse post aos professores Álvaro Degas e Carlos Pereira Neto, comentaristas frequentes deste blog, defensores fiéis do empreendimento da Bamin.
Outros temas: ética e estética, jornalismo e corrupção, desilusão e utopia, também foram discutidos. A entrevista proporciona grandes reflexões.
Façam bom proveito. Basta ouvir!
MINÉRIO DE FERRO AMEAÇA ESTÁTUAS DE ALEIJADINHO EM MINAS
Além de ameaçar um patrimônio histórico da humanidade, o minério de ferro atormenta a vida dos habitantes de Congonhas (MG), com muita poluição.
É o “progresso” que a BAMIN e seus adoradores desejam trazer para Ilhéus.
Veja.
CARTA AO SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE DA BAHIA
Do GAMBÁ – Grupo Ambientalista da Bahia. Ao Secretário de Meio Ambiente, Sr. Eugênio Spengler.
Como representantes das entidades que integram o tecido da sociedade civil organizada e por total respeito e zelo a nossa representação no Conselho Estadual de Meio Ambiente – CEPRAM, no Conselho Estadual de Recursos Hídricos -CONERH, que igualmente assumem uma responsabilidade coletiva e difusa, vimos, respeitosamente, manifestar o nosso descontentamento com o processo de discussão sobre as Minutas dos Projetos de Lei (PLs) das Políticas de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos, que foi desencadeado por essa Secretaria.
Nossas divergências se iniciaram no dia 11 de fevereiro de 2011, no salão do antigo INGA, momento em que o Senhor nos acenou as mudanças significativas no ordenamento jurídico ambiental do Estado da Bahia, comunicando-nos, dentre outros aspectos, que o CEPRAM perderia sua competência licenciatória, que seriam criadas duas leis, uma lei que trataria da reforma administrativa do Estado e a outra que cuidaria conjuntamente das políticas de meio ambiente e de recursos hídricos.
ÁREA ONDE SERIA CONSTRUÍDO O PORTO DA BAMIN SOFRE INVASÕES
Parte da área onde seria construído o terminal portuário da BAMIN, em Ponta da Tulha (Ilhéus), está sendo invadida.
Segundo o decreto 12724 de 11/04/2011, no local deverá ser instituída uma reserva legal da mata atlântica.
Cabe ao governo do estado determinar a retomada e impedir o crescimento das invasões.
A ocupação desordenada, efeito prejudicial do projeto Porto Sul, previsto na avaliação ambiental estratégica da COPPE (UFRJ), já começou.
ZÉ CLÁUDIO RIBEIRO ANUNCIOU A PRÓPRIA MORTE
O castanheiro Zé Cláudio Ribeiro, defensor incansável da floresta amazônica, foi assassinado na manhã de ontem (terça, 24), junto com a sua esposa, Maria do Espírito Santos da Silva, em Nova Ipixuna, no Pará.
Os assassinos também cortaram a orelha do extrativista. A Polícia Federal foi acionada para investigar a execução. O casal deixou um filho de 15 anos.
Neste vídeo de novembro de 2010, Zé Cláudio Ribeiro anuncia a própria morte, pois já vinha recebendo muitas ameaças.
PORTO DA BAMIN AMEAÇA O ESTUÁRIO DO RIO ALMADA
O projeto da empresa do Cazaquistão (BAMIN) pretendia destruir os recifes de corais da Ponta da Tulha. Graças à interferência do IBAMA foram salvos (relembre aqui).
Agora, o estuário do Rio Almada, localizado na nova área desapropriada pelo governo do estado, próxima a Aritaguá, pode ser destruído.
A supressão do local que serve como berçário dos peixes (área de manguezal) já despertou preocupação nas comunidades envolvidas, principalmente em Aritaguá e Juerana.
Pessoas ligadas à empresa, que antes juravam a inexistência de Mata Atlântica em Ponta da Tulha, já preparam mais uma desculpa esfarrapada. Daqui em diante vão espalhar que o Rio Almada não tem peixes, apenas esgoto despejado pelas cidades margeadas.
Mais uma mentira! Nada que o IBAMA não possa desmentir posteriormente.
MAIS INFORMAÇÃO, ECONOMIA MELHOR
Por Washington Novaes
Se se prestasse mais atenção à informação precisa, ver-se-ia, como tantos estudos têm mostrado, que o País não precisa de mais desmatamento, mais ocupação de áreas de preservação, para aumentar a produção agropecuária. Ao contrário. A produção depende da conservação da biodiversidade, até em coisas que a alguns parecem estapafúrdias – como a preservação de morcegos e de abelhas.
Um mínimo de prudência e bom senso poderia ter evitado ao Brasil o vexame de se tornar objeto de uma decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), pedindo que suspenda imediatamente o licenciamento e a construção da usina de Belo Monte, por causa do ‘potencial prejuízo da obra aos direitos das comunidades tradicionais da bacia do Rio Xingu’.
Ao longo de muitos anos, o autor destas linhas tem escrito sobre esse tema neste espaço, mostrando a inacreditável falta de informações consistentes sobre o valor da obra (agora ‘estimado’ em R$ 26 bilhões, mas que ‘poderão ser mais’); o potencial efetivo (que dependerá de transposição de águas de outro canal e, possivelmente, da escavação de um canal maior que o do Panamá – sem saber onde colocar os sedimentos retirados); a destinação da energia a ser produzida (a da usina de Tucuruí, por exemplo, só agora, décadas depois da construção, chega a Manaus e Macapá, para beneficiar a população amazonense, e não apenas a exportação de alumínio); os prejuízos reais para as populações indígenas e ribeirinhas (razão do comunicado da OEA); e, mais que tudo, a real necessidade dessa usina, dentro de uma discussão ampla sobre a matriz energética brasileira.
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ONGS PEDEM CAUTELA
Do Poder Online
A decisão do governador da Bahia, Jaques Wagner, de excluir definitivamente a Ponta da Tulha, em Ilhéus, como local para instalação do Porto Sul foi bem recebida pela coalização de 11 ONGs envolvidas na questão. Mas, o grupo ainda faz questão de registrar sua cautela.
“Temos muitas dúvidas em relação à nova localidade e estamos abertos para discutir junto com a sociedade e com o governo essa possibilidade. Certamente houve um avanço, pois o olhar se voltou para a questão da preservação dos recifes de corais e da biodiversidade” – afirma Renato Cunha, coordenador-executivo do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e coordenador da Rede Sul.
Segundo Cunha, o novo local fica a apenas 5 km de distância da Ponta da Tulha. As ONGs pedem uma distância bem maior.
GOVERNO ESTUDA NOVA LOCALIZAÇÃO PARA O PORTO DA BAMIM
Por Paulo Paiva
O IBAMA solicitou a Bahia Mineração – BAMIN, um estudo de alternativa locacional, desaconselhando categoricamente a construção de um porto na região da Ponta da Tulha. Mas o anuncio de uma nova área de estudo está sendo interpretada pela empresa e pelo movimento local Pró-Porto Sul, como um manobra para garantir o seu licenciamento. Prova dessa estratégia é a declaração da empresa de que seria estudada uma nova localização, mas, desde que o IBAMA apontasse a opção mais viável.
Os jornalistas que defendem o projeto já complementaram essa ideia de manobra ao publicarem suas conclusões: Porto Sul será construído em Aritaguá ! Pode até ser, mas não é verdadeira essa notícia. O que foi pedido ao órgão foram novos estudos de viabilidade, e são esses estudos que serão avaliados para a emissão de uma licença de instalação. Não cabe ao órgão licenciador informar “a localização mais viável”, e sim, ao empreendedor.
BAMIN SE RENDE AO PARECER TÉCNICO DO IBAMA
Editorial do Blog do Gusmão
O respeitado Pimenta na Muqueca noticia em primeira mão que o governo do estado dará uma nova guinada no projeto Porto Sul.
Agora, os executivos da empresa do Cazaquistão, Bamin, vão tentar construir o terminal de exportação de minério de ferro nas proximidades do distrito de Aritaguá.
A mudança na localização confirma notícia publicada neste espaço (clique aqui), no dia 03 de fevereiro, onde trouxemos à tona a existência de um parecer técnico, do IBAMA, que não recomenda a construção do empreendimento em Ponta da Tulha.
Na época, este blog foi chamado de mentiroso, acusado de publicar “barrigadas”. O fotógrafo Ed Ferreira, no seu Photossintese, chegou a cobrar mais ética na informação, afirmando que haveria apenas um pequeno recuo “mais para o sul, e que o projeto não sairia daquela poligonal (clique aqui).
A BAMIN depois de espernear e se dizer vítima de um complô, se curva diante da lei e do alto profissionalismo do IBAMA.
Enquanto cria expectativas através do “Mina de Talentos”, a mineradora, mergulhada num mar de incertezas, terá que fazer novos estudos (agora sobre Aritaguá) para depois voltar ao crivo certeiro dos analistas ambientais.
Este humilde blog estará sempre atento. Pronto e curioso para desmistificar aquilo que não é sério, feito para enganar uma população que anseia por oportunidades, mas que até agora, vem sendo utilizada como massa de manobra.
HOJE PRAÇA, AMANHÃ UM BOSQUE
Na última sexta-feira (25), o Centro das Águas – espaço cidadão plantou 15 mudas de flamboyant na Praça do Rio Cachoeira, em Itabuna.
O plantio, que no futuro vai propiciar ao espaço um lindo bosque, foi coordenado pelo advogado Jorge Almeida, também especialista em plantas, e membro da comissão de meio ambiente da OAB/Itabuna.
Segundo a professora Maria Luzia de Mello, coordenadora do Centro das Águas, o plantio das árvores faz parte do projeto de recuperação da bacia do Rio Cachoeira, que dentre as metas, pretende melhorar a paisagem ao longo do leito do rio, incluindo o perímetro urbano. A concepção é de Alex Sá, da Natura Paisagismo.
Crianças da escola “Saber Viver” ajudaram a plantar e receberam informações sobre a importância das árvores para o equilíbrio ecológico.
Integrantes do Clube dos Poetas de Itabuna recitaram poemas em homenagem ao Rio Cachoeira, que infelizmente, recebe 100% do esgoto produzido na cidade.
Jorge Almeida afirmou que a tendência do projeto é envolver mais as crianças, doando mudas para que elas mesmas possam plantar.
Antes dos flamboyants, 35 cibipirunas foram plantadas na praça.
Veja as fotos.
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CONTRADIÇÕES DO PROJETO DA BAMIN
Gil Gomes, o único radialista de Ilhéus que abre espaço às pessoas contrárias ao Porto Sul, convidou este blogueiro para falar sobre o parecer técnico do IBAMA, divulgado com exclusividade neste espaço (clique aqui).
Na oportunidade, divulgamos alguns erros do projeto da BAMIN, apontados no parecer, que é taxativo quando recomenda que a licença de construção do empreendimento, não seja concedida para Ponta da Tulha. Falamos também sobre a importância da causa ambiental.
A entrevista foi ao ar no programa Alerta Geral desta terça-feira (22).
ILHA DE BOIPEBA É DESTAQUE NO THE NEW YORK TIMES
Do blog O Recôncavo
Situada no município-arquipélago de Cairu, no baixo sul baiano, a Ilha de Boipeba foi destaque no site do jornal americano The New York Times. Na matéria intitulada ‘Próximo a Salvador, um lugar paradisíaco para se desligar do mundo’, publicada no dia 11 deste mês, o repórter Andrew Jacobs descreve os aspectos rústicos e as belezas naturais do local.
No texto, Jacobs cita que a ilha já foi descoberta por turistas europeus – italianos, alemães e franceses – e ressalta que “os 20 quilômetros de praias desertas e imaculadas permanecem bem conservados”. Também destaca as trilhas entre a floresta tropical, “que podem ser exploradas sem que se encontre uma alma sequer”.
O repórter ainda dá dicas de cavalgadas e mergulhos para os turistas de espírito mais aventureiro. “Minha preferência pessoal é tomar o que eu chamo de ‘expresso hedonista’, uma lancha que pula de um bar de ostras flutuante – onde, por R$ 15, se pode comprar uma dúzia de ostras frescas, recém-pescadas – a uma nesga de areia, visível apenas na maré baixa, onde dois amigos empreendedores, chamados Washington e Jefferson, servem caipifrutas de maracujá”.
EXCLUSIVO: BLOG DO GUSMÃO DIVULGA O PARECER TÉCNICO DO IBAMA QUE DISSE NÃO À BAMIN
De acordo com os documentos apresentados, esta equipe entende que não deve ser concedida licença prévia para o empreendimento no local proposto e sugere que a área de Floresta Atlântica sob foco, por sua relevância ambiental, seja transformada em Unidade de Conservação.
No dia 03 de fevereiro deste ano, o Blog do Gusmão publicou com exclusividade a informação de que o IBAMA negou a licença ambiental à empresa do Cazaquistão (BAMIN).
A mineradora deseja erguer um porto de exportação de minério de ferro no distrito de Ponta da Tulha, em Ilhéus.
A informação caiu como uma bomba na opinião pública regional, sendo logo refutada pela BAMIN, que mais uma vez utilizou da mentira para ludibriar a população de Ilhéus.
A mineradora cazaque utiliza mecanismos de propaganda nazifacista para enganar o povo, veiculando através de intensa publicidade que o seu projeto é sustentável, respeita o meio ambiente e vai gerar muitos empregos.
Felizmente, o governo federal possui em sua estrutura o IBAMA. Seus técnicos altamente especializados, admitidos através de concurso público, não se deixam levar por influências perniciosas de empresas que procuram comprar a consciência do povo através de promessas falsas.
No dia 8 de novembro de 2010, cinco analistas ambientais que estiveram na região de Ponta da Tulha, e que analisaram minuciosamente todo o projeto da empresa cazaque, chegaram à conclusão de que a licença não deve ser concedida para o local.
O parecer técnico chega às seguintes conclusões:
Diante da análise exposta neste parecer, e considerando:
que a análise de alternativas locacionais apresentada no EIA não apresentou metodologia adequada e com a profundidade necessária, desconsiderando aspectos relevantes relacionados ao meio biótico;
que a instalação do Terminal Portuário da Ponta da Tulha no local proposto acarretará na supressão de 70 ha de Floresta Atlântica em estágios médio e avançado de regeneração;
que esta área de mata apresenta uma rica e preservada fauna associada, dependente dos recursos florestais, com altos índices de espécies ameaçadas e de endemismo, além de espécies não descritas para a região;
que a avaliação de impactos detectou todos os impactos negativos para fauna como “muito significativos”;
que a instalação do empreendimento no local proposto causara impactos de grande monta e não avaliados na sua totalidade sobre a sub-bacia do Rio do Mangue e de sua planície de inundação.
que existem recifes com a presença de corais classificados como importantes e com boas condições de vitalidade na ADA (área diretamente afetada) e AID (área de influência direta) do empreendimento e que os impactos identificados não são mitigáveis;
que a instalação do Terminal Portuário da Ponta da Tulha no local proposto deverá preceder a instalação do Porto Sul, cujos impactos não foram avaliados e que necessitaria supressão de uma área ainda maior de Floresta Atlântica;
que podem existir na região, alternativas locacionais menos impactantes do ponto de vista ambiental, sem a necessidade de supressão de um importante remanescente preservador de Floresta Atlântica e sem a presença de recifes de corais na ADA (área diretamente afetada) e na AID (área de influência direta) do empreendimento;
que a ADA é composta em 94,68% de sua área por Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas em estágio médio e avançado de regeneração, e que, de acordo com a lei nº11.428/06:
Artigo 11. O corte e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração do bioma Mata Atlântica ficam vedados quando: I- a vegetação: a) abrigar espécies da flora e da fauna silvestres ameaçadas de extinção, em território nacional ou âmbito estadual, assim declaradas pela União ou pelos Estados, e a intervenção ou o parcelamento puserem em risco sobrevivência dessas espécies;
Artigo 14. A supressão de vegetação primária e secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estagio médio de regeneração poderá ser suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto, ressalvado o disposto inciso I do art. 30 e nos 1º e 2º art. 31 desta Lei.
De acordo com os documentos apresentados, esta equipe entende que não deve ser concedida licença prévia para o empreendimento no local proposto e sugere que a área de Floresta Atlântica sob foco, por sua relevância ambiental, seja transformada em Unidade de Conservação.
Ressalta-se, ainda, que esta equipe entende que o empreendimento traria benefícios sócio-econômicos para o município de Ilhéus, não sendo contrária a instalação do empreendimento no município, mas sim na área atualmente proposta. Diante disto, deve haver uma melhor avaliação de alternativas locacionais para a instalação do empreendimento.
À consideração superior,
Daniel Santos Pinho, Elizabeth Eriko Uema, Fabiola Nunes Derossi, Fernando Dantas Campello, Leandro Hartleben Cordeiro.
O Blog do Gusmão entende que a desinformação tomou conta do debate. A propaganda enganosa da BAMIN está prevalecendo diante da verdade e do conhecimento técnico.
Recomendamos aos nossos estimados visitantes que leiam o parecer do IBAMA (dividido em 4 partes), e não se permitam sucumbir a esta grande falácia que é o projeto Porto Sul.
Parecer técnico ibama 186.2010 1ª parte
ANDERSON, BAIANO, FÁBIO OU FABIANO?
Era uma vez um jovem que saiu de Ilhéus para ganhar a vida como ator, Brasil afora. Anos depois, retorna sem que ninguém tenha a certeza de que se trata dele mesmo ou uma de suas personagens.
Por Marcos Pennha
Era uma vez um jovem que saiu de Ilhéus para ganhar a vida como ator, Brasil afora. Anos depois, retorna sem que ninguém tenha a certeza de que se trata dele mesmo ou uma de suas personagens. O ator Fábio Lago esteve como garoto-propaganda da empresa do Cazaquistão, exportadora de ferro. Na sua declaração, explicando a condição de ícone do ‘complexo’, afirma que a empresa “poderia ter sido Bamin, Bavocê, Baeles”. Se não houvesse a conclusão dessa frase, o imaginário popular concluiria assim: “… desde que rolasse o dindim”. O resultado é que, quando a estrela da mineradora de ferro leu o script no ar, dizendo que a arapuca formada atrairia peixes, beneficiando aos pescadores, pareceu que se tratava do intrépido Anderson, do humorístico SOS Emergência (programa dominical exibido pela TV Globo em 2010). Não é o que consta no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), apresentado pela Biodinâmica Engenharia e Meio Ambiente Ltda (contratada da empresa interessada em exportar ferro). Não precisa ser ambientalista para saber que a construção do terminal de uso privativo (tup) para exportação de ferro, juntamente com sua retroárea, mudaria completamente o curso da água do mar, afastando os peixes e, consequentemente, os barcos e pescadores.
Um grupo coeso, porta-voz do complexo, articulou a vinda do astro global nascido em Ilhéus. Pelo uso excessivo da expressão “se for da vontade de meu povo”, ficou implícito que o bom ator estava travestido de político. Político gosta dessa onda de fazer “pelo meu povo”. Fábio, que já se encontra longe de Ilhéus há anos, deve ter-se contaminado pelo dito grupo ou por seu irmão militante petista.
É louvável o envolvimento de Fábio Lago nessa questão do complexo porto sul, pois diz respeito ao futuro de toda região sul da Bahia, em especial Ilhéus. Afinal, ele não se cansa de afirmar que ama essa terra. É necessário, no entanto, que ele amplie seu leque de informações, ouvindo a opinião de gente versada nos diversos temas: ambientais, sociais, geográficos, etc. Humildade não lhe faltará, principalmente porque, ao dar ouvidos tão somente a políticos e seus serviçais, o talentoso artista corre o risco de ser confundido com o atrapalhado Fabiano (o traído da novela global Caras & Bocas, lembra?).
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EM SEPETIBA O MINÉRIO DE FERRO SÓ TROUXE DESTRUIÇÃO
A comunidade que vive nas proximidades da Baía de Sepetiba, zona oeste do estado do Rio de Janeiro, tem mil motivos para reclamar da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), recentemente construída.
A dragagem realizada na Baía tem prejudicado os pescadores, gerando grande insatisfação.
Tem líder comunitário contrário à empresa, vivendo escondido, sob ameaça de morte.
Trata-se de mais um péssimo exemplo do modelo de desenvolvimento defendido pelos adoradores da empresa do Cazaquistão, camuflada de BAMIN.
Veja.
A PICADA QUE SUBSTITUI O VIAGRA
Do Extra
Diz a lenda que os amantes latinos são os mais fogosos do mundo. Se, entre os humanos, essa história, por enquanto, não passa de conto da carochinha, entre as aranhas, a máxima está se provando verdadeira. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Georgia, nos Estados Unidos, descobriram um aracnídeo brasileiro que, com uma picada, é capaz de causar uma ereção de quatro horas de duração. Coincidência ou não, a criaturinha peluda atende pelo sugestivo nome de “Aranha Armadeira” (Phoneutria nigriventer).
A descoberta pode significar uma revolução no tratamento da disfunção erétil. Os cientistas acreditam que o veneno da aranha pode vir a servir como base para uma nova cura para o problema. Seria o fim das famosas pilulinhas azuis?
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PROTESTO NO LITORAL NORTE CONTRA O DERBA

Moradores do litoral norte de Ilhéus fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira de cinzas (09). Eles reclamam do DERBA, que através de muita pressão e falta de respeito, deseja desapropriar áreas residenciais para facilitar o projeto da empresa do Cazaquistão (BAMIN). O movimento iniciou na Vila Paraíso (Km 11), passando pelo loteamento Barramares, até a Ponta da Tulha (Km 20). Os manifestantes pararam no local que dá acesso à area onde a BAMIN deseja construir o porto de exportação de minério de ferro. Mesmo sem ter a licença do IBAMA, que já foi negada para Ponta da Tulha, a empresa do Cazaquistão mantém um serviço de vigilância (24 horas) na localidade. Além da caminhada, durante os dias de carnaval, os moradores aproveitaram para distribuir panfletos, avisando aos turistas que este paraíso está ameaçado.
PROGRESSO
Compreensivelmente, parte da população local defende a construção do porto e da siderúrgica. O projeto trará desenvolvimento para a cidade e o entorno. Mas, antes de sonhar com os benefícios do progresso, aconselho os interessados a entrarem em contato com a Prefeitura do Rio de Janeiro.


















