Meio Ambiente
ATENÇÃO DEFENSORES DO MINÉRIO DE FERRO: VAZAMENTO ATINGE RIO DE MINAS GERAIS
O grupo Votorantim já pensa em trazer um mineroduto de 470 km para Ilhéus. Perigo à vista! Para mais detalhes, clique aqui.
Veja o péssimo exemplo de Minas Gerais.
Do jornal O Globo.
BELO HORIZONTE – Um furo em um mineroduto provocou o vazamento de minério de ferro no rio São Sebastião, que abastece a cidade de Espera Feliz, na Zona da Mata mineira neste domingo. Funcionários da Mineradora Samarco e policiais de Meio Ambiente de Minas Gerais estão nesta segunda-feira no município para avaliar a extensão do acidente ambiental. O rio São Sebastião abastece a cidade.
A operação do mineroduto, que transporta o minério das cidades de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais, até o porto de Ubú, em Anchieta, Espírito Santo, foi suspensa pela Samarco. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) interrompeu a captação de água do rio São Sebastião. A Copasa informou também o abastecimento da cidade não foi afetado porque a empresa mantém reserva de água.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Espera Feliz disse que muitos peixes morreram. A assessoria de imprensa da Samarco já afirmou que a substância que vazou não é tóxica, mas que está organizando caminhões-pipa para abastecer asilos e hospitais da cidade.
A Prefeitura de Espera Feliz disse que vai decretar situação de emergência. O município pede que os moradores economizem água e que os produtores rurais não deixem os animais beberem dos rios São Sebastião, São João e Caparaó..
O volume do vazamento ainda não foi calculado.
Os órgãos de defesa civil de Minas Gerais e do Rio de Janeiro estão em alerta. A mancha de polpa de minério de ferro pode atingir 13 cidades dos dois estados. A água do rio São Sebastião está vermelha, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
CRISE DE VALORES
O jornalista Paulo Paiva escreveu um artigo lúcido e perspicaz sobre o comportamento de alguns setores da imprensa regional, dirigido às pessoas que são contrárias ao Porto da Bamin.
Do blog Acorda Meu Povo.
O país que cresce e oferece novas oportunidades de desenvolvimento regional, redescobre regiões esquecidas e mergulhadas em crises de identidade. Chegou a vez do sul da Bahia também receber tais investimentos, através do desenvolvimento de projetos muito reivindicados como a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna e um novo aeroporto. Mas esses projetos vêm acompanhados de outros, que nunca pensamos, e isto tem nos provocado uma crise ainda mais profunda, a crise de valores.
Um dia desses entrevistei o jornalista Vilmar Berna, uma autoridade e referência quando o assunto é a democratização da informação, e pelo seus serviços à causa foi contemplado com diversos prêmios internacionais,como o Prêmio Global 500 da ONU.
Vilmar me dizia que Ilhéus ainda não definiu qual é a sua vocação, qual é a sua identidade. Segundo ele, a informação é fundamental nesse processo, e ela precisa vir aliada a valores, valores esses, que são construídos através da educação. Assim, cada um toma as suas decisões em função dos valores que possui, sejam eles positivos para a coletividade, como os valores da solidariedade e da democracia, ou negativos, como os valores associados ao egoismo e a ganância.
Leia mais.
PINGO NO “I”
Por Marcos Pennha
No último domingo (18), deu na coluna Radar, de Lauro Jardim, na revista Veja, publicação semanal da Editora Abril: “Guilherme Leal não cometeu crime ambiental”. A garantia da afirmação é do presidente do Ibama, Abelardo Bayma.
Confira aqui: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/guilherme-leal/
A denúncia foi feita pelo fotógrafo Ed Ferreira ao Ibama e Ministério Público/ BA. Segundo Ed, ele denunciou como cidadão, sem acusar ninguém. Atitude sensata. A insensatez reside no fato de ter levado ao conhecimento público, através de alguns meios de comunicação, provocando tempestade em copo d’água. Deu a entender que a intenção da ação denunciatória era a de ‘tisnar’ a imagem de Guilherme, de acordo com a definição apropriada da candidata a presidente Marina Silva (PV). Guilherme, por ser candidato a vice de Marina e defensor do desenvolvimento sustentável, como fator de geração de emprego e renda, provavelmente, continuará sendo alvo de ataques insanos.
Com o alarde, o acusado terminou sendo julgado e condenado, injustamente, pela opinião pública, quando na verdade o parecer técnico válido é o expedido pelo órgão competente, no caso o Ibama. Como se pôde constatar, prevaleceu a verdade. Mentira tem perna curta e se derrete facilmente no tempo, tal qual o picolé.
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DENÚNCIA CONTRA FAZENDA DE GUILHERME LEAL É UMA FARSA
Desfigurando o jornalismo sem critérios, que apenas voa, sem colocar os pés no chão.
O Blog do Gusmão ficou intrigado com a denúncia envolvendo o empresário Guilherme Leal, sócio da gigante dos cosméticos, Natura, acusado de devastar áreas protegidas pela legislação ambiental. Como pode uma pessoa que tanto prega o desenvolvimento sustentável, cometer tamanha contradição?
Decidimos visitar a fazenda que foi “alvo” de uma reportagem elaborada por profissionais simpáticos à causa da BAMIN. Mantivemos contato com pessoas ligadas ao administrador do empreendimento e descobrimos que ele já estava convidando jornalistas para que fossem ao local. Não fomos de helicóptero (quem pagaria?), decidimos ir de carro para conferir “in loco”.
O que vimos ontem (quarta-feira/14), de perto, não bate em nada com as informações amplamente divulgadas pela blogosfera regional.
Guilherme Leal comprou a área há cinco anos, que era propriedade de um italiano conhecido como Federico, dono da CAMPARI (fabricante de bebidas alcoólicas). Mede 78,4 hectares (bem menos do que os 200 divulgados) e tinha plantações de abacaxi nos espaços sem vegetação típica. O empreendimento é residencial, sendo assim, segundo a legislação, não é passível de um EIA-RIMA.
Toda a construção, segundo relatório entregue pelo administrador (preferiu não se identificar) ao IBAMA, ao todo, ocupa apenas 0.48 hectare, bem menos do que os 3% permitidos pela lei. Tudo, absolutamente tudo, foi realizado buscando uma harmonia máxima com a natureza, adequado ao conceito de sustentabilidade. Áreas antropizadas foram aproveitadas, sem que fosse necessário derrubar o que restou da mata nativa.

Área reflorestada. Observe com atenção. Fotos aéreas não conseguiram captar as mudas de árvores nativas, plantadas há pouco tempo.
As casas e os bangalôs (9 no total) foram erguidos com madeira certificada ou reutilizada (adquirida em demolições). Apenas uma pequena instalação foi construída com cimento, devido às exigências da COELBA. Atraiu a nossa atenção, o cuidado com algumas árvores que permaneceram intactas, apesar das construções. Veja as fotos.

Área reflorestada. Observe com atenção. Fotos aéreas não conseguiram captar as mudas de árvores nativas, plantadas há pouco tempo.
O tráfego de carros movidos por combustíveis convencionais só é permitido até a entrada. Para ter acesso às instalações, o transporte é feito através de carros elétricos.
As áreas “abertas” estão sendo reflorestadas com árvores e plantas nativas (aroeira, araçá, pau-brasil e etc).
Toda a água utilizada vem das chuvas, armazenada através de um sistema que faz a captação a partir dos telhados, encaminhando para um moderno sistema de tratamento.
A fazenda dispõe de sistemas de captação de energia solar que abastece, inclusive, chuveiros elétricos. Há dois geradores movidos a diesel, porém, o empresário está compensando o carbono emitido, através do reflorestamento de 50 hectares, em outra propriedade, cuja área devastada pelo proprietário anterior foi bem maior.
Todo o esgoto é jogado em fossas sépticas, elaboradas em três compartimentos. O primeiro, na parte superior, recebe os resíduos dos vasos sanitários. O segundo, na parte inferior, é preenchido com pedriscos, e recebe do primeiro compartimento, o material já decomposto por bactérias existentes em nosso organismo. Em seguida, os dejetos sobem, sendo filtrados pelos pedriscos, passando para o sumidouro (compartimento três) que junto com a água das pias (previamente decantada) são devolvidos ao solo.
Algumas fotos aéreas tentaram denunciar supostos espaços devastados. Segundo o administrador, no local foram enterrados dutos para a passagem da fiação elétrica, originada da Coelba. O objetivo é evitar o uso dos geradores. Em volta das bromélias, tidas como uma espécie de “camuflagem” pelos denunciadores, foram plantadas mudas de árvores nativas, algumas em tamanho avançado, compradas no sul do país.
O empreendimento utiliza mão de obra do distrito de Serra Grande (Uruçuca), no total, 108 trabalhadores estão empregados. Setenta na fase de construção e trinta e oito fixos .
A fazenda, por ser um projeto sustentável, é objeto de pesquisa de estudantes do curso de Biologia da UESB (universidade estadual do sudoeste da Bahia), de Vitória da Conquista. Em contrapartida, a instituição prometeu um estudo sobre o estuário do Rio Tijuípe, que, por não passar em zonas urbanas, não tem poluição.
Guilherme Leal e o Instituto Arapyaú de Educação e Desenvolvimento Sustentável, através de um diagnóstico participativo com a comunidade de Serra Grande, estão viabilizando um plano de referência urbanística para o distrito.
Toda a documentação foi entregue ao IBAMA, que mandou fiscais ao local. O proprietário não foi multado, e sim, notificado a prestar esclarecimentos. Técnicos da secretaria estadual de meio ambiente e do CRA estiveram na fazenda e fizeram elogios ao projeto. Neste momento, uma equipe está trabalhando para provar à opinião pública que o projeto está totalmente adequado à legislação ambiental. O autor da denúncia provalmente responderá a um processo no judiciário.
Uma equipe do jornal A Tarde esteve no local. Segundo relatos, todos perceberam que se tratava de uma “fria”, pois o que encontraram não correspondeu ao “estardalhaço” divulgado.
O Blog do Gusmão não foi contratado para produzir esta matéria.
TCU RECEBE DENÚNCIA CONTRA O COMPLEXO INTERMODAL NA PONTA DA TULHA
Notícia enviada por Daniela Garrafoni.
Uma denúncia apontando irregularidades do Complexo Intermodal Porto Sul, projetado para a região de Ilhéus, no sul da Bahia, foi protocolada ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar. O autor da ação é o Grupo de Ambientalistas da Bahia (Gambá), uma organização não-governamental com atuação na Bahia. No documento é pedida a revisão das análises ambientais do Terminal Portuário Privado Ponta da Tulha e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), bem como a suspensão de qualquer ato de implantação da FIOL e do Complexo Porto Sul.
A ONG também solicita a realização de auditoria ambiental nos processos de licenciamento ambiental já realizados para os dois empreendimentos. Neste caso, o objetivo é anular os atos realizados até então e a recomendação de que seja feita uma avaliação ambiental sistêmica de todo o complexo.
Os ambientalistas elencaram uma série de irregularidades para fundamentar a denúncia. A primeira é a de que recursos públicos estão sendo utilizados indevidamente, uma vez que o terminal portuário é privativo da empresa Bahia Mineração (BAMIN) e não para atender a interesses públicos. Do ponto de vista de planejamento logístico, estudo da Fundação Vanzolini revela que o projeto do Terminal Portuário de Uso Privativo e o traçado da FIOL desconsideram a possibilidade da implementação dos mesmos em outros locais que não a cidade de Ilhéus, em detrimento aos impactos socioambientais que a região sofrerá.
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AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PORTO DA BAMIN NA CÂMARA DOS DEPUTADOS APONTA IRREGULARIDADES DO PROJETO
Representantes do governo baiano, da Bamin e do Ibama não compareceram à sessão
Brasília, 17 de junho de 2010 – Foi realizada nesta quinta-feira, dia 17, a audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília, para obter esclarecimentos acerca da implantação do Complexo Intermodal Porto Sul, em Ilhéus (BA). Requerida pelos deputados Ricardo Trípoli, Fernando Gabeira, Sarney Filho, Edson Duarte e Luiz Bassuma, a audiência propunha um debate entre as partes pró e contra a instalação de um porto para escoação de minério de ferro em Ilhéus.
Prestaram esclarecimento às autoridades e à sociedade Eduardo El Hage, procurador da República em Ilhéus; Hugo Yoshizaki, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Emílio La Rovere, professor do Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE-UFRJ); Luigi Massa, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), além de Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional do Brasil e Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Não compareceram à sessão os representantes do Governo do Estado da Bahia, da empresa cazaquistaneza-indiana Bahia Mineração (Bamin) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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PREFEITURA USA HERBICIDA SUSPEITO DE CAUSAR CÂNCER PARA LIMPAR MEIOS-FIOS
Um verdadeiro atentado à saúde pública vem sendo cometido todos os dias nas ruas e avenidas de Ilhéus.
A prefeitura está usando um herbicida perigoso, que pode trazer danos à saude das pessoas, e que possui alto poder de contaminação do solo. Servidores municipais estão aplicando “Roundup” nas calçadas, com o objetivo de evitar o crescimento dos “matinhos” que crescem junto aos meio-fios.
O produto é feito à base de glifosato, uma substância que pode causar intoxicação nos seres humamos, dando origem aos seguintes sintomas: irritações na pele e nos olhos, náuseas e tonturas, edema pulmonar, queda da pressão sangüínea, alergias, dor abdominal, perda de líquido gastrointestinal, vômito, desmaios, destruição de glóbulos vermelhos no sangue e danos no sistema renal. Além do mais, alguns componentes do “Roundup” são suspeitos de causarem câncer.
Fontes da secretaria de serviços públicos garantem que o uso indiscriminado do produto segue uma determinação do secretário de governo Alcides Kruschewsky. Ele exigiu que o secretário Carlos Freitas, responsável pela limpeza, usasse a substância “para deixar a cidade limpa”, explicaram os informantes.

Funcionário da prefeitura, de sandálias, com uma máscara pendurada no pescoço, aplicando o "Roundup" em uma calçada do Hernani Sá. Imagem feita no dia 10/06/2010.
Leia abaixo artigo sobre os efeitos nocivos do produto.
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PESCADORES NÃO FORAM OUVIDOS, RECLAMA ZÉ NEGUINHO SOBRE O PORTO DA BAMIN
O vereador Reinaldo Oliveira, o Zé Neguinho (PPS), é uma liderança política antenada com a história e preocupada com futuro de Ilhéus. Essa foi a impressão que o líder dos pescadores passou ao Blog do Gusmão.
Ele cita o Porto do Malhado, construído na década de 70 sem a preocupação necessária com o meio ambiente, que nos deixou efeitos indesejáveis, como por exemplo, prejuízos aos pescadores e a invasão do São Miguel (resposta destruidora do mar).
Zé Neguinho não é contra o porto da BAMIN, que pretende exportar minério de ferro, mas afirma que os pescadores não foram ouvidos e nunca foram procurados. Ele explica que sua classe tem o dever de zelar pela natureza, e ele como presidente da Colônia Z-34, tem a obrigação legal de lutar pela preservação da biodiversidade. Ele quer a garantia de que o minério de ferro não trará problemas ambientais, e que no futuro, o novo terminal portuário não se transforme em um elefante branco, assim como o Porto do Malhado, hoje praticamente sem atividades de exportação.
O vereador definiu compromisso com ex-prefeito Jabes Ribeiro (pré-candidato a deputado estadual), pois nunca a Bahia Pesca trabalhou tanto pelos trabalhadores do mar. Contente com o anúncio da construção do Terminal Pesqueiro, na oportunidade, ele também falou sobre o relacionamento com o prefeito Newton Lima, que no início do ano passado, passou por algumas divergências.
Ouça a entrevista.
ILHÉUS: UMA FONTE INESGOTÁVEL DE RIQUEZAS
Por Marcos Penha.
Sei que o título acima soa como utopia. Não para os realistas, otimistas. Sem dá pelota para a galera de pessimistas, reafirmo que Ilhéus é uma fonte inesgotável de riquezas. Uma das alternativas econômicas viáveis é o turismo. Claro que essa opção não é plenamente visualizada, em conseqüência de não ter sido trabalhada profissionalmente pelas iniciativas pública (em todas as instâncias) e privada.
Ilhéus, incontestavelmente, é linda por natureza. Culturalmente, é reverenciada por causa das obras do saudoso renomado escritor Jorge Amado. É uma pena que essas potencialidades sejam tão pouco aproveitadas. A cidade foi cenário de novelas da Globo, como Gabriela, Cravo e Canela (nos anos 70) e Renascer (anos 90). Não houve estratégia de marketing bem feita que tirasse proveito máximo desses eventos. Também, não poderia ser de outra forma. A extinta central de turismo não tinha nem material de divulgação da cidade suficiente. Esse órgão, como é hoje a Ilheustur, possui equipe de ‘trabalho’ formada por gente desinformada, desconhecedora do assunto e do local onde mora. Daí é que digo que não adianta um excelente secretário de Turismo, se o restante do pessoal não desempenha a função como deveria. Podemos citar como craques, que passaram por Ilhéus, os profissionais Raimundo Mazzei e Sérgio Barbosa.
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GRATIDÃO E CONSCIÊNCIA
Por Marcos Pennha.
Tá fechado o ciclo que se iniciou em fins de 2007, com o anúncio velado, tímido, da intenção do Governo da Bahia de construir porto, aeroporto e ferrovia na estrada Ilhéus/ Itacaré. De lá pra cá, debates proveitosos em torno de alternativas econômicas para a região sul da Bahia. Para mim, um aprendizado e tanto. Só agradecimentos a tudo e a todos.
Agradeço aos companheiros, que compartilham com o meu ideal. Todos que não têm o intermodal como alternativa viável para a população. Não tenho procuração para falar em nome de cada um, incluindo membros de ONGs e entidades diversas, professores universitários especialistas em meio ambiente, empresários e gente simples das variadas comunidades; contudo, afirmo, sem medo de errar, que somos democráticos.
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UM CONVITE PARA REFLEXÃO
Por Rui Barbosa.
Ontem à tarde chegaram dois convites pela internet. O primeiro veio da UESC. Um debate acontecerá no dia 28 de maio pela manhã, com dois representantes do estado, para tratar dos portos baianos. Quase ao mesmo tempo, o CDL Ilhéus, a Prefeito Municipal de Ilhéus, a Associação Comercial de Ilhéus, o Sindicato do Comercio Varejista de Ilhéus, o Sindicato das Indústrias de Informática e o Secretário de Desenvolvimento Econômico estão nos convidando para o ato de apoio de toda ( ) a sociedade ilheense à implantação do Projeto “Complexo Intermodal PORTO SUL” em Ilhéus, que segundo os nossos anfitriões, trará benefícios para toda o Litoral Sul da Bahia. Como é bom encontrar tamanho otimismo nos dias atuais, mas não deixa de ser preocupante.
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LUTA CONTRA A DESTRUIÇÃO DA LAGOA ENCANTADA SERÁ VENCIDA NA JUSTIÇA, GARANTE RUI ROCHA
Entrevistamos nesta segunda-feira (24), o professor Rui Rocha, engenheiro agrônomo, mestre em meio ambiente e secretário executivo do Instituto Floresta Viva, entidade que se opõe corajosamente à construção do Porto da Bamin, projeto que pretende desmatar uma grande extensão de Mata Atlântica, que pertence a APA da Lagoa Encantada, área protegida pela legislação ambiental.
Principais destaques:
O encontro com a ministra do meio ambiente Isabela Teixeira.
A postura equivocada do governo de Ilhéus.
O apoio da rede Globo à causa ambientalista.
O projeto, caso seja implementado, vai gerar problemas muito graves na região.
Ouça na Rádio Gusmão.


















