EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Meio Ambiente

O QUE SERÁ QUE SERÁ

“O que será que me dá
Que me bole por dentro
O que será que me dá?
Que brota à flor da pele
O que será que me dá?
E que me sobe às faces
E me faz corar
E que me salta aos olhos
A me atraiçoar
E que me aperta o peito
E me faz confessar …”

Por Marcos Pennha.

Hoje, amanheci em estado de graça. Aliás, isso não me é mais novidade, visto que esse é o meu natural. Acordei e a primeira coisa que fiz, literalmente, foi abrir os olhos. Ouvindo a música “O que será que será”, na voz do nosso estimado Bituca, o impagável Milton Nascimento, pus-me a refletir sobre os diversos fatos acontecidos em especial na cidade em que vivo, nossa majestosa Ilhéus.

“… O que não tem mais jeito de dissimular

E que nem é direito ninguém recusar

E que me faz mendigo

Me faz suplicar …”

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), é um especialista no uso do “promessômetro” (utilizando a expressão da nossa querida Marina Silva/ PV). Há alguns dias, na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, ele teve a cara de pau de conclamar aos deputados, a sociedade civil e a imprensa para se mobilizarem em prol do porto sul. Ora, governador, tá pensando que em Ilhéus só tem trouxa? O governo ainda não apresentou o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) a fim de que se realize a audiência pública. Ou será que o governador tá pedindo pelo amor de Deus pelo terminal de uso privativo para exportação de ferro da Bahia Mineração (BAMIN), que teve recentemente sua licença prévia negada pelo IBAMA? Algum dos assessores do governador tem que lhe explicar a diferença entre o porto público do dito terminal. Eu sugeriria o nome do talentoso jornalista Daniel Thame, o qual nutro admiração por seus escritos, embora nem sempre concorde com suas ideias. O problema é que Daniel nunca comparece nos eventos ligados a esse assunto. Posso afirmar isso com segurança, pois estive na maioria deles, às vezes até sem ser convidado. Por outro lado, tem que se levar em consideração que Daniel é um fã confesso de Wagner e Lula. Ele, que hoje vive como um bon vivant, fumando charuto cubano e tudo, tem lá seus motivos.

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JUSTIÇA SUSPENDE LICENÇA PARCIAL DA USINA DE BELO MONTE

Do G1

Rio de Janeiro, 25 fev (EFE).- Um juiz do Tribunal Federal do Pará ordenou nesta sexta-feira a suspensão imediata da licença que autorizava o início das obras da gigantesca central hidroelétrica de Belo Monte na floresta amazônica.

A construção da represa, que será a terceira maior do mundo com uma capacidade máxima de 11.233 megawatts, gerou diversas críticas de ecologistas, camponeses e indígenas, que temem pela degradação do rio Xingu, um dos principais afluentes do Amazonas.

A sentença também proíbe a transferência de fundos às construtoras por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que fornecerá 80% dos recursos, informou o Tribunal em comunicado.

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NOVO AEROPORTO DE ILHÉUS

Atual aeroporto de IlhéusA Infraero iniciou os trabalhos do Estudo de Impacto Ambiental e da elaboração do Plano Diretor para o novo Aeroporto de Ilhéus (BA).

A primeira parte vai comparar as alternativas de localidade.

A elaboração do Plano Diretor do aeroporto envolverá as análises de possibilidades de desenvolvimento, capacidade operacional e previsão de demanda para os setores da aviação.

Após a aprovação do estudo de alternativas pelo Instituto do Meio Ambiente da Bahia (IMA), terão início os estudos preliminares de engenharia e arquitetura, que estarão prontos no primeiro semestre de 2012.

DESVENDANDO BELO MONTE

EDITORIAL: ESSA LUTA NÃO É DE TODOS NÓS

O debate sobre o Porto Sul, protagonizado por quem o defende,  acontece à margem da lucidez, com discursos, textos e argumentos apaixonados, que escondem a verdade.


O jornalista Daniel Thame, profissional capaz de articular vocábulos com perfeição e arte, está desinformado, não sabe o que diz (clique aqui) quando de maneira apaixonada, defende o discurso do governador Jaques Wagner (o insensato timoneiro do complexo intermodal).

Ao classificar o Porto Sul como um empreendimento adequado ao desenvolvimento sustentável, Daniel ignora o conceito, demonstra não estar preparado para discutir o tema.

Estes são os princípios da sustentabilidade:

1- Integração entre conservação e desenvolvimento;

2- Satisfação das necessidades básicas humanas;

3- Alcance da equidade e justiça social;

4- Autodeterminação social e diversidade cultural;

5- Preservação ecológica.

Um parecer técnico emitido pelo IBAMA, em novembro de 2010, aponta falhas grotescas no projeto da empresa do Cazaquistão, camuflada com o nome BAMIN. Dentre elas, há uma constatação de que a área de 70 hectares, situada em Ponta da Tulha, onde a empresa deseja construir o  terminal privativo, é composta por Mata Atlântica, em estágios médio e avançado de regeneração.

De acordo com a lei 11.428/06, no artigo 14: A supressão de vegetação primária e secundária, do Bioma Mata Atlântica, no estágio avançado de regeneração, somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública.

O projeto da empresa do Cazaquistão não pode ser considerado sustentável, uma vez que não pretende conservar a Mata Atlântica, e sim, devastar 70 ha.

Não é de utilidade pública, já que pertence a um modelo econômico que privilegia a concentração de renda, através da mera exportação de uma commodity, riqueza que sairá do Brasil sem valor agregado.

Os dólares arrecadados com a extração do minério de ferro (da mina de Caetité) ficarão nas mãos de poucos, sendo assim, o projeto não promoverá equidade social. Sobre commodities e concentração de renda, vale a pena assistir a entrevista do editor da revista The Economist (clique aqui).

O nível de empregabilidade será baixo, pois na fase de operação do Porto, a empresa Cazaque afirma que vai gerar apenas 450 empregos. As redes de atacado: Makro, Atacadão, Maxxi e GBarbosa, juntas, vão gerar uma quantidade bem maior de vagas.

O relatório do IBAMA é contundente ao alertar sobre a expectativa ludibriosa que o projeto exerce na população: “por outro lado, a expectativa de geração de empregos vem influenciando, sobremaneira, o grau de aceitação do empreendimento por parte da população. Neste sentido, torna-se necessário que a população local seja informada sobre as reais possibilidades de contratação de mão de obra (quantitativo, qualificação necessária, duração da obra, postos temporários e permanentes, etc)”.

O debate sobre o Porto Sul, protagonizado por quem o defende,  acontece à margem da lucidez, com discursos, textos e argumentos apaixonados, que escondem a verdade.

O governador Jaques Wagner tem consciência de que se comprometeu com um projeto repleto de erros, ofensivo à legislação que ele mesmo ajudou a redigir (lei de proteção à mata atlântica).

É inadmissível que Jaques Wagner, uma liderança política consubstanciada na luta pela democracia, e no confronto direto  ao “carlismo”, e todo mal que ele representou, encaminhe este debate para o sensacionalismo.

Quais são as “forças ocultas” contrárias?

Ao invés de criar inimigos imaginários, não seria melhor explicar o projeto e expor todas as implicações que começam a surgir?

Por que a empresa do Cazaquistão e o governo do estado consideram a divulgação do parecer técnico do IBAMA, uma ação temerária?

Informações de interesse público que deveriam ser levadas à população, são encaradas como documentos ultra-secretos.

Manter as pessoas fora da discussão lúcida, através de apelos sensacionalistas, não é, e nunca será, um componente da “revolução democrática” que Jaques Wagner tanto apregoa.

Sobre Daniel Thame, merecedor do meu respeito, penso que não lhe é digno o título “desinformado útil”.

NOVAS REGRAS AMBIENTAIS

A presidente Dilma Roussef prepara para depois do carnaval um pacote de decretos que diminuirá os prazos e custos das licenças ambientais para obras do governo.

Além de acelerar a liberação de licenças com regras mais claras e menos burocracia, o pacote deverá reduzir o custo do processos junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA). As novas regras não se aplicarão às obras polêmicas, como a rodovia BR-319, localizada numa área  preservada da Amazônia.

Os decretos vão fixar novas normas por setores e os primeiros a passarem por reformas serão: poços de petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia.

A área ambiental é alvo de críticas no governo por supostamente impor atrasos nos cronogramas de empreendimentos.

PORTO SUL, DEGRADAÇÃO AMBIENTAL E MISTIFICAÇÃO

Antes de eleger um porto como salvador da pátria, é preciso que assumamos a nossa responsabilidade em relação ao passado e, principalmente, frente ao futuro.


Por Fabrício Kc

Sobre o debate

Todos nós estamos de acordo sobre os fins, mas discordamos quanto aos meios.

Todos nós buscamos uma solução, mas não uma solução qualquer. Afinal, nosso país é uma potência rica mas cheia de pobreza, e nós somos pobres com ele. Num país com uma História como a nossa sempre haverá – em debates como esse – aproveitadores de todos os lados, cujas atitudes, por si só, poderiam explicar a atual conjuntura de nossa sociedade tão doente (incluindo aí tanto os falsos ambientalistas quanto os políticos e empresários irresponsáveis e corruptos). Dirijo-me, contudo, àqueles que querem debater com sinceridade – e estou convencido de que não somos poucos.

Particularmente, não sou favorável à construção do Porto Sul, considerando a forma como está proposto o projeto. Contudo, o meu intuito – antes de defender a minha posição que não pode estar isenta do risco de equívocos – é colaborar para a ampliação do debate.

Uma sociedade e uma região como a nossa – que quer e precisa renascer – não pode prescindir de uma preocupação elementar com a clareza e o discernimento. Aliás, as injustiças sociais (e, logo, ambientais) contra as quais nos levantamos, têm sua origem, muitas vezes, na falta de conhecimento, de ideias claras e de aprofundamento das discussões e reflexões que resultam em ações sustentáveis ou não e, não raro, irreversíveis.

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DEU NA GLOBO NEWS: REPRESENTANTES DE 40 ONGS DISCUTEM PROJETO DO PORTO SUL

Do site da Globo News

A obra para construção do Complexo Porto Sul provoca polêmica em Ilhéus, litoral sul da Bahia. A área onde está prevista a construção é reconhecida pela Unesco como reserva de biosfera da Mata Atlântica.

O empreendimento, que conta com recursos do PAC, prevê a criação de uma logística para o escoamento de minério de ferro. À frente do empreendimento está uma empresa do Cazaquistão. Diante da polêmica que a construção vem gerando, ambientalistas, técnicos e advogados se reuniram para discutir o projeto.

Veja a reportagem.


MATA ATLÂNTICA TEM 80% DE SUA ÁREA EM TERRAS PRIVADAS

Mais ameaçado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atlântica estão concentrados nas mãos de proprietários privados, o que torna a floresta mais suscetível a desmatamentos – principalmente se for adiante a proposta de alteração do Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.

Há no País pelo menos 17 milhões de hectares que descumprem as premissas do atual Código Florestal e podem ser recuperados. São áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e topos de morros, e de reserva legal nas propriedades agrícolas. Caso seja reduzida a área destinada à proteção permanente, como prevê a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o País não cumprirá os compromissos internacionais firmados em outubro na Convenção de Biodiversidade da ONU, realizada em Nagoya, no Japão.

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CAETANO VOLTA A CRITICAR O PORTO SUL

Coluna de Caetano Veloso publicada ontem (domingo/06) em O Globo.

Na Bahia faz-se força para evitar a construção do Porto Sul, com sua ferrovia e seu pátio de minérios. Sou pelo desenvolvimento e por Dilma, torço pela economia brasileira, mas amo demais a Mata Atlântica ao redor de Ilhéus.

Minha posição pessoal referente à questão dos direitos autorais é idêntica à que atribuí a Jorge Mautner no domingo passado: ninguém toca em nem um centavo dos meus direitos. Um amigo me escreveu da Bahia dizendo que eu usei Mautner como as Forças de Defesa de Israel usam escudos humanos palestinos. Claro que meu amigo anda em ambiente de esquerda: quando fala em escudos humanos palestinos não pensa sequer que extremistas muçulmanos possam fazer uso do expediente — tem que ser a força israelense. Mas talvez ele quisesse dizer que minha posição, que deveria estar lhe parecendo pró-internetetes, coincide com a direita. Bem, não dá para decifrar o que ou quem é esquerda ou direita nessa discussão complicada. O Creative Commons é tido como comunismo cibernético. Não é. Mas há um inglês, radical na mesma linha, que assim se caracteriza. E a complicação da discussão pode ser medida pelo fato de que outro amigo meu, também baiano, me escreveu e, parece que supondo que eu estou com os letristas mineiros e com o Aldir, acusa quem defende os direitos autorais contra a troca livre na internet de “neofobia”.

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BAMIN ATORDOADA

Os diretores da empresa Bahia Mineração estão atordoados. Eles sabem que desde  o início o projeto não foi bem recebido pelo IBAMA. Entretanto, difundem uma onda de informações “positivas”, para sufocar a dúvida que pode tomar conta da opinião pública.

Vale destacar que o governo do estado e também o federal estão retendo informações importantes. Na verdade, busca-se manter a população fora do debate, para que prevaleçam os interesses da empresa.

Até quem é a favor do projeto deve exigir informações. Não devemos aceitar que só a “cúpula” saiba o que está rolando.

Na última sexta (04), 3 funcionários da BAMIN estiveram no Makena Resort, onde pediram acesso à praia. Equipados com aparelhos de medição, eles procuraram um ponto onde duas correntes marítimas  se encontram. Depois de um tempo, os pesquisadores da BAMIN disseram que o  local fica em frente ao hotel.

Porque a BAMIN não acalma essa dúvida. Já que o porto será construído na Tulha, o que ela quer encontrar no Makena Resort?

Será que os rapazes fardados pescavam vermelho-dentão, peixe que deixará de existir no litoral norte, caso o porto saia do papel? (veja o RIMA).

O Blog do Gusmão mantém a notícia de que o IBAMA negou à Bahia Mineração, a licença de construção do porto em Ponta da Tulha (clique aqui).

Nesta semana traremos mais informações sobre o assunto. É só aguardar.

MINÉRIO DE FERRO. QUAIS OS PERIGOS DE UMA ECONOMIA BASEADA NA EXPORTAÇÃO DE COMMODITIES?

O editor-chefe da revista The Economist, a maior e mais importante revista de economia do planeta, conversa sobre a sustentabilidade do crescimento econômico brasileiro no cenário globalizado.

Nesta entrevista à Globonews, John Micklethwait alerta que uma economia baseada na exportação de commodities (soja, petróleo, minério de ferro e etc.) geralmente não faz grandes avanços. Ele cita o exemplo do mundo árabe, onde a riqueza oriunda da exploração do petróleo ficou nas mãos de uma minoria rica. “Se pegar petróleo e não transformar em nada, outra pessoa ficará com boa parte do valor agregado”.

A discussão sobre commodities é pertinente ao Sul da Bahia, onde os governos estadual e federal querem destruir uma extensa área de mata atlântica, para construir um complexo intermodal (ferrovia, porto e aeroporto). O empreendimento logístico facilitará a exportação de minério de ferro, cuja maior interessada é uma empresa do Cazaquistão, fantasiada com o nome Bahia Mineração.

Veja a entrevista, que trata também de outros assuntos.

DIGNIDADE, JÁ!

Por Marcos Pennha.

Bastou a notícia de que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Brasília (DF), negou a licença à Bahia Mineração (BAMIN) – interessada na construção de um terminal de uso privativo (tup) de embarque de ferro no distrito Ponta da Tulha em Ilhéus/ BA – para as pessoas favoráveis apresentarem suas peculiares ações de ódio e desrespeito aos seres humanos. Infelizmente, cazaques, indianos e chineses, com o apoio da cúpula política, disseminam o digladiar entre o bom povo da região sul da Bahia, mormente de Ilhéus.

É um triste traço característico, dos simples serviçais dos poderosos políticos, o ato de confundir a opinião pública, alardeando inverdades. Veja que, quando foi noticiado que o assentamento Tijuípe em Uruçuca/ BA tornou-se alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), tentaram em vão associar a irregularidade ao empresário Guilherme Leal, um dos sócios da Natura Cosméticos e ex-candidato a vice-presidente de Marina Silva (PV) em 2010. Confira o que foi publicado sobre o assunto aqui.

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EM PRIMEIRA MÃO: IBAMA NEGA LICENÇA AO PORTO DA BAMIN

O Blog do Gusmão, com exclusividade, obteve a informação de que a Diretoria de Licenciamento do IBAMA negou a licença ambiental para a construção do porto de exportação de minério de ferro, da empresa Bahia Mineração (Bamin).

Fontes confiáveis deste blog, residentes em Brasília, tiveram acesso à notícia através de membros da alta cúpula do IBAMA. A ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, já tem conhecimento da decisão.

O projeto analisado seria construído no distrito de Ponta da Tulha (Ilhéus), numa área protegida pela legislação ambiental e tombada pela UNESCO, como posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica.

A proposta é uma afronta à lei de proteção da Mata Atlântica, uma vez que ameaçaria várias espécies da fauna e da flora, em risco de extinção.

A Diretoria de Licenciamento do IBAMA solicitou aos proponentes outro projeto, que indique outro local para a construção.

LIXO RURAL RECICLADO EM ILHÉUS GERA EMPREGO E RENDA

Do A Região:

O reaproveitamento dos recursos materiais já existentes e a utilização da mão-de-obra local foram fundamentais para o sucesso do projeto de reciclagem implantado pela Prefeitura de Ilhéus desde o ano passado.

A iniciativa beneficia as comunidades de Inema e Pimenteira, na zona rural. Além de dar solução final adequada aos resíduos sólidos, o projeto vem mudando a realidade dos moradores, gerando emprego e renda para a população.

Com a necessidade de atender à crescente demanda de produção de lixo na zona rural, a secretaria municipal de Governo e Assuntos Estratégicos propôs a criação de um projeto que solucionasse o recolhimento e a destinação final do lixo.

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DERAM UMA MOTOSERRA A CARLOS FREITAS

Freitas, o destruidor de amendoeiras.

O secretário de serviços urbanos de Ilhéus, Carlos Freitas, continua espalhando insatisfação entre os ilheenses, devido a seus métodos autoritários.

Depois que destruiu a Praça Rui Barbosa, sem projeto de reforma e previsão orçamentária, Freitas, em mais um ato intempestivo (traço notório de sua incompetência), mandou derrubar várias árvores (amendoeiras) que sombreavam o bairro Cidade Nova.

Socorro Mendonça, presidente do movimento Ação Ilhéus e integrante dos conselhos municipais do meio ambiente e da cidade, fez severas críticas ao secretário.

Segundo a conselheira, não há justificativas para a derrubada das árvores, pois a decisão não passou pelo crivo de especialistas. “Ele pode fazer isso na casa dele, no quintal dele. Mas na cidade que é do povo, ele não pode”.

Freitas será convocado a prestar esclarecimentos aos conselhos responsáveis. Caso não compareça, poderá ser denunciado ao Ministério Publico Estadual.

Este blog espera que os conselheiros ajam com firmeza, invocando o devido respeito à sociedade civil organizada. Loucuras não devem nortear a administração pública.

Ouça os questionamentos de Socorro Mendonça, feitas no programa de Gil Gomes, na edição de segunda-feira (31), na rádio Santa Cruz.


DERRUBAR MATA ATLÂNTICA NÃO É NADA FÁCIL: LEI MINEIRA QUE LIBERAVA DESMATE É SUSPENSA

Do Estadão.

A Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) confirmou ontem a decisão que considera como inconstitucional e suspende os efeitos de uma polêmica lei que autoriza o desmatamento da mata seca no Norte do Estado.

Com 16,1 mil quilômetros quadrados, a mata seca mineira foi incluída na área de preservação da Mata Atlântica por um decreto federal de 2008.

Em junho do ano passado, porém, a Assembleia Legislativa de Minas aprovou um projeto do deputado estadual reeleito Gil Pereira (PP) que retira a mata seca da área de preservação e autoriza o desmatamento de até 70% dessa vegetação.

Ouvido pelo Estado na ocasião, o deputado Gil Pereira afirmou que essa lei criaria “oportunidade para que pessoas possam trabalhar e produzir”. O político também alegou que o projeto se referia a “áreas que já foram mexidas”.

O governo mineiro não se pronunciou e a Lei 19.096/2010 foi promulgada pelo próprio Legislativo, em agosto.

Mas o polêmico texto foi alvo de severas críticas de ambientalistas e a então procuradora-geral de Justiça de Minas, Maria Odete Souto Pereira, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adi).

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BELO MONTE ATRAIRÁ 100 MIL PESSOAS, SEM CUMPRIR CONDICIONANTES

Por Jorge Américo, da Radioagência NP, para Carta Capital:

A decisão do Ibama que autorizou o início da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, deverá gerar uma nova ação judicial. No mês de novembro, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará recomendou que nenhuma licença fosse concedida até que as condicionantes fossem cumpridas. O custo dessas contrapartidas está avaliado em R$ 1,5 bilhão.

O procurador da República no estado, Ubiratan Cazetta, alerta que é preciso preparar a região de Altamira para receber aproximadamente 100 mil pessoas que serão atraídas pela obra.

“Isso significa dobrar o tamanho daquela região, que hoje já tem um problema muito sério nas políticas públicas de saúde, educação, segurança pública, no combate à prostituição infantil e prostituição de um modo geral. O que estamos cobrando objetivamente é que as condicionantes que dizem respeito a toda essa preparação social – não só ela, mas especialmente ela – tenham sido efetivamente cumpridas.”

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DESIGUALDADE E BEM-ESTAR

Desenvolvimento econômico a qualquer custo gera bem-estar? Riqueza significa bem-estar? Abaixo, eis um excelente texto para tirar algumas mentes das trevas, da enganação e do senso comum.

Por André Lara Resende, para o Valor.

1 – O crescimento sempre foi o objetivo da política econômica. A teoria associa o crescimento ao aumento da renda e ao aumento do bem-estar. Até muito recentemente, utilizar o crescimento como o objetivo primordial de uma economia bem administrada não merecia maiores explicações. O aumento da renda nacional estava de tal forma associado a uma vida melhor que não era preciso introduzir indicadores de bem-estar entre os objetivos da política econômica. Se a economia crescesse e a renda aumentasse, todos os demais indicadores de bem-estar acompanhariam. Tão alta era a correlação entre o crescimento e o aumento de bem-estar que não se perdia grande coisa ao simplificar a análise e definir o crescimento como o objetivo da política econômica. Como crescimento econômico é um conceito simples e as estatísticas da renda nacional estão disponíveis, é uma grande vantagem, tanto teórica como empírica, utilizar o crescimento como a variável-objetivo da teoria e da política econômica.

Diante da evidência de que o estrago da atividade econômica sobre o planeta se aproxima do limite do tolerável, a identificação do crescimento econômico com o aumento do bem-estar tornou-se obrigatoriamente questionável.

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AMBIENTALISTA DIZ QUE TRAGÉDIA É RESULTADO DO DESRESPEITO À MATA ATLÂNTICA

Por Paulo Virgilio, repórter da Agência Brasil:

Mata Atlântica. (Foto: Fabio Coppola)

Tragédias como a que ocorreu nas cidades serranas do Rio de Janeiro são nada mais que o resultado do processo de ocupação da Mata Atlântica. A afirmação é da escritora e ambientalista Anne Raquel Sampaio, que mora no Parque do Imbuí, um dos bairros mais afetados pela catástrofe em Teresópolis.

“Nós não estamos aqui simplesmente sobre o solo de Teresópolis, e sim sobre o solo da Mata Atlântica, um bioma que precisa ser mais respeitado”, diz a escritora. Como muitos cariocas, ela se mudou há 25 anos para a cidade serrana fugindo da violência urbana do Rio e em busca de paz e de contato com o verde. “Na época, o clima era mais frio, e a cidade tinha menos favelas e menos gente.” >| Leia a matéria completa »

IBAMA PERMITE O DESMATE DE 238 HECTARES PARA CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE

O Ibama concedeu nesta quarta-feira (26) autorização para o começo da construção do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (uma das principais obras do PAC), no Rio Xingu (PA). A empresa responsável pelas obras será a Norte Energia.

A autorização de supressão de vegetação, assinada pelo presidente substituto do Ibama, Américo Ribeiro, permite o desmate de uma área de 238 hectares no local de construção da usina. Na prática, ela equivale a uma licença parcial de instalação, que não está prevista no processo regular de licenciamento ambiental.

O Ministério Público Federal já havia anunciado que irá entrar com uma nova ação na justiça caso o Ibama emitisse alguma autorização parcial antes da licença de instalação.

Do total de 238,1 hectares de vegetação, 64,5 hectares pertecem a Área de Proteção Permanente. A autorização emitida prevê uma série de condicionantes que deverão ser cumpridas pelo consórcio, incluindo a recuperação dessa área.

Com informações da Carta Capital.

INFORMAÇÃO IRRESPONSÁVEL SOBRE VALEC CIRCULA NA INTERNET

A leitora Maria Socorro Mendonça, da Associação Ação Ilhéus, entrou em contato conosco comentando uma informação postada por um conhecido blog da região.

Na postagem, o editor afirma que o canteiro de obras da Valec, em Ubatã, deveria ter sido construído em Ilhéus, porém, devido ação de ambientalistas, isso não se concretizou.

Em contato com Neville Barbosa da Silva, superintendente de construção da Valec, Maria Socorro foi informada que o canteiro em Barra do Rocha (a 10km de Ubatã) é provisório e alugado pela construtora EIT.

O superintendente ainda acrescentou que a licença concedida pelo IBAMA é válida a partir da primeira ponte sobre o Rio Almada, no sentido oeste. O canteiro em Ilhéus só existirá quando o IBAMA conceder a licença desse trecho de Barra do Rocha para a mesma.

Uma série de informações falsas circula pela internet com o intuito de denegrir a imagem de ambientalistas. Esses ataques se intensificaram na região quando o projeto do  Complexo Intermodal passou a ser questionado pelos mesmos.

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