EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 34 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Pós-graduando em artes visuais pelo SENAC. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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setembro 2010
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Minério de ferro

ONGS QUESTIONAM LICITAÇÕES

Deu no Estado de São Paulo.

A Rede Sul da Bahia Sustentável, conjunto de ONGs que atuam na região de Ilhéus (BA), está questionando a licitação das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que prevê, entre outros pontos, a construção de um terminal portuário em uma Área de Preservação Permanente (APA).

Terminou ontem o prazo para que as empresas interessadas em construir a ferrovia entregassem suas propostas à Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. De acordo com a Rede Sul, a licitação deveria ocorrer somente após o licenciamento ambiental do empreendimento, que ainda não ocorreu.

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OS PROTETORES DISSERAM SIM À DESTRUIÇÃO

No dia 14 de agosto, o conselho de gestores da APA da Lagoa Encantada disse “sim” à construção do terminal de exportação de minério de ferro na Ponta da Tulha.

O estranho é que a pauta do dia não previa a discussão, que repentinamente veio à tona, seguindo orientações e pedidos especiais.

Teve gente que afirmou ser importante estar “próximo” da empresa.

Veja abaixo algumas cenas estranhas a serviço de interesses específicos.

Untitled from Socorro on Vimeo.

MORADORES DE SANTA CRUZ SOFREM COM O MINÉRIO DE FERRO

Para aqueles que consideram o minério de ferro a “salvação da lavoura”.

Siderúrgica inaugurada recentemente em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, espalha fuligem e atormenta o dia-a-dia dos moradores.

Ouça o comentário de Ricardo Boechat para a Band News.


CNI E SIDERÚRGICAS QUESTIONAM INVESTIMENTO CHINÊS

Publicado no Jornal Estado de São Paulo em 15.08.2010

O movimento recente dos investidores chinesas em direção aos ativos minerais do Brasil, que anunciaram negócios de US$ 7 bilhões este ano, deixou os setores de siderurgia e mineração com o radar ligado. Esse será um dos temas do encontro do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), formado por representantes de empresários e pelo governo, que acontece em Brasília no dia 18.

Entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Aço Brasil (IABr) têm uma série de argumentos prontos para apresentar a Guido Mantega, ministro da Fazenda, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

Há quem defenda que a invasão chinesa é uma ameaça à soberania brasileira. Mas os riscos comerciais parecem ser o verdadeiro temor nacional. Ao explorarem o minério brasileiro, dizem os empresários, os chineses teriam condições de aumentar a produção de aço, da qual são líderes mundiais e vendê-lo no mercado internacional, inclusive no Brasil, a preços mais baixos.

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O PORTO SUL, A SECRETARIA E OS AREAIS

Ilhéus vive um período em que muito se fala em desenvolvimento, progresso e geração de empregos. Obras que vão causar impactos ambientais irreversíveis (segundo o EIA da BAMIN) estão sendo debatidas com intensidade. A maioria, infelizmente, deseja o crescimento com destruição, a todo custo.

Porém, na parte sul da cidade, os areais não estão sendo fiscalizados pela secretaria municipal de meio ambiente. Alguns possuem licenças para pesquisa, mas realizam extrações, o que é proibido por lei.

A secretaria não dispõe de estrutura satisfatória, recursos financeiros e servidores de carreira capazes de impedir que os areais clandestinos funcionem.

Esse fato levanta uma dúvida.

Na realização de uma obra com nível imensamente maior de degradação ambiental, como o Complexo Intermodal, o município, com a estrutura atual, terá condições de acompanhar de forma efetiva todos os problemas ambientais que surgirão?

PORTO SUL AFETA JOVEM DEMOCRACIA BAIANA

Por Suzana Padua, doutora em educação ambiental e presidente do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.

Para o projeto “Pedra de Ferro”, da Bahia Mineração (BAMIN) sair do papel, o governo da Bahia parece estar querendo sacrificar dois coelhos com uma só cajadada. Para fins de ilustração, as vítimas são meio ambiente e a própria democracia brasileira. O cenário de ambos é uma área de proteção ambiental, a Lagoa Encantada, detalhe que está sendo sumariamente ignorado.

Meio ambiente, como tem sido continuamente percebido em projetos de grande monta como o que está em questão, acaba por sofrer impactos irreversíveis. No caso da construção do Porto Sul, na região entre Ilheus e Itacaré, Sul da Bahia, as perdas são irreparáveis. Segundo especialistas do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA), da COPPE/UFRJ, a paisagem costeira, a biodiversidade e as populações que vivem nesta zona do litoral brasileiro sofrerão para sempre com a poluição atmosférica. Além disso, a supressão de centenas de hectares de Mata Atlântica compromete a integridade de corais e recursos pesqueiros. A atividade turística fica severamente alterada por conta da perda da natureza e das belezas cênicas, entre outros impactos indicados pelos especialistas.

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PÓ DE MINÉRIO DE FERRO ATORMENTA MORADORA DA ILHA DO BOI, NO ESPÍRITO SANTO

Se o IBAMA autorizar a construção do terminal de exportação de minério de ferro, em Ponta da Tulha (Ilhéus), muito provavelmente, a zona norte da cidade sofrerá com os mesmos danos que atormentam os moradores da Ilha do Boi, no Espírito Santo.

O local fica próximo ao complexo industrial do Porto de Tubarão, em Vitória.

Assista o vídeo e comente. Ecoterrorismo ou constatação?

REPORTAGEM DO JORNAL DA GLOBO SOBRE O PORTO DA BAMIN

Matéria que foi ao ar na última sexta-feira (06) e que fala sobre a audiência pública realizada no mesmo dia.

SUBSOLO BAIANO SERÁ MAPEADO

Foi iniciado, no dia 21 de julho, pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), dois novos Levantamentos Aerogeofísicos no Estado, para o mapeamento do subsolo das regiões entre Ipirá – Ilhéus e Porto Seguro – Caravelas.

Aproximadamente 109 municípios serão visitados, onde aviões sobrevoarão as localidades em uma altura mínima.

Tais levantamentos visam descobrir novas jazidas minerais na área. O trabalho será finalizado em 2011.

A BAMIN E O ENGODO DOS EMPREGOS

Três grandes redes de atacado estão chegando ao eixo Ilhéus-Itabuna. Atacadão (já inaugurada), Maxxi e Makro, juntas, vão oferecer cerca de oitocentos empregos, com um detalhe mais do que importante, não vão devastar áreas de Mata Atlântica.

Caso o terminal de exportação de minério de ferro da BAMIN saia do papel, ao iniciar as operações empregará 450 pessoas, bem menos que os atacadões e com um agravante seríssimo: terá que devastar  de 80 a 200 hectares de mata. Além do mais, diversas espécies animais estarão em risco de extinção. O trabalho dos pescadores também será afetado, uma vez que o minério deixará a água do mar “turva” (informação contida no EIA/RIMA do projeto).

Ilhéus que hoje já carece de infraestrutura necessária para abrigar dignamente seus habitantes, sofrerá um aumento vertiginoso em sua população. Segundo estimativa da COPPE/UFRJ, em 10 anos, 150 mil pessoas chegarão na “Terra de Gabriela”,

Teremos hospitais e escolas suficientes? Os novos bairros (prováveis favelões) serão planejados com esgotamento sanitário, energia elétrica e fornecimento de água?

Precisamos discutir se vale a pena aceitar tantos efeitos ruins em troca de 450 empregos.

O empreendimento trará outros prejuízos ao meio ambiente, assunto que este blog pretende destacar em outras ocasiões.

ATENÇÃO DEFENSORES DO MINÉRIO DE FERRO: VAZAMENTO ATINGE RIO DE MINAS GERAIS

O grupo Votorantim já pensa em trazer um mineroduto de 470 km para Ilhéus. Perigo à vista! Para mais detalhes, clique aqui.

Veja o péssimo exemplo de Minas Gerais.

Do jornal O Globo.

BELO HORIZONTE – Um furo em um mineroduto provocou o vazamento de minério de ferro no rio São Sebastião, que abastece a cidade de Espera Feliz, na Zona da Mata mineira neste domingo. Funcionários da Mineradora Samarco e policiais de Meio Ambiente de Minas Gerais estão nesta segunda-feira no município para avaliar a extensão do acidente ambiental. O rio São Sebastião abastece a cidade.

A operação do mineroduto, que transporta o minério das cidades de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais, até o porto de Ubú, em Anchieta, Espírito Santo, foi suspensa pela Samarco. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) interrompeu a captação de água do rio São Sebastião. A Copasa informou também o abastecimento da cidade não foi afetado porque a empresa mantém reserva de água.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Espera Feliz disse que muitos peixes morreram. A assessoria de imprensa da Samarco já afirmou que a substância que vazou não é tóxica, mas que está organizando caminhões-pipa para abastecer asilos e hospitais da cidade.

A Prefeitura de Espera Feliz disse que vai decretar situação de emergência. O município pede que os moradores economizem água e que os produtores rurais não deixem os animais beberem dos rios São Sebastião, São João e Caparaó..

O volume do vazamento ainda não foi calculado.

Os órgãos de defesa civil de Minas Gerais e do Rio de Janeiro estão em alerta. A mancha de polpa de minério de ferro pode atingir 13 cidades dos dois estados. A água do rio São Sebastião está vermelha, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE O PORTO DA BAMIN NA CÂMARA DOS DEPUTADOS APONTA IRREGULARIDADES DO PROJETO

Representantes do governo baiano, da Bamin e do Ibama não compareceram à sessão

Brasília, 17 de junho de 2010 – Foi realizada nesta quinta-feira, dia 17, a audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília, para obter esclarecimentos acerca da implantação do Complexo Intermodal Porto Sul, em Ilhéus (BA). Requerida pelos deputados Ricardo Trípoli, Fernando Gabeira, Sarney Filho, Edson Duarte e Luiz Bassuma, a audiência propunha um debate entre as partes pró e contra a instalação de um porto para escoação de minério de ferro em Ilhéus.

Prestaram esclarecimento às autoridades e à sociedade Eduardo El Hage, procurador da República em Ilhéus; Hugo Yoshizaki, professor do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Emílio La Rovere, professor do Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE-UFRJ); Luigi Massa, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), além de Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional do Brasil e Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica. Não compareceram à sessão os representantes do Governo do Estado da Bahia, da empresa cazaquistaneza-indiana Bahia Mineração (Bamin) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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PESCADORES NÃO FORAM OUVIDOS, RECLAMA ZÉ NEGUINHO SOBRE O PORTO DA BAMIN

Vereador Zé Neguinho.

O vereador Reinaldo Oliveira, o Zé Neguinho (PPS), é uma liderança política antenada com a história e preocupada com futuro de Ilhéus. Essa foi a impressão que o líder dos pescadores passou ao Blog do Gusmão.

Ele cita o Porto do Malhado, construído na década de 70 sem a preocupação necessária com o meio ambiente, que nos deixou efeitos indesejáveis, como por exemplo, prejuízos aos pescadores e a invasão do São Miguel (resposta destruidora do mar).

Zé Neguinho não é contra o porto da BAMIN, que pretende exportar minério de ferro, mas afirma que os pescadores não foram ouvidos e nunca foram procurados. Ele explica que sua classe tem o dever de zelar pela natureza, e ele como presidente da Colônia Z-34, tem a obrigação legal de lutar pela preservação da biodiversidade. Ele quer a garantia de que o minério de ferro não trará problemas ambientais, e que no futuro, o novo terminal portuário não se transforme em um elefante branco, assim como o Porto do Malhado, hoje praticamente sem atividades de exportação.

O vereador definiu compromisso com ex-prefeito Jabes Ribeiro (pré-candidato a deputado estadual), pois nunca a Bahia Pesca trabalhou tanto pelos trabalhadores do mar. Contente com o anúncio da construção do Terminal Pesqueiro, na oportunidade, ele também falou sobre o relacionamento com o prefeito Newton Lima, que no início do ano passado, passou por algumas divergências.

Ouça a entrevista.


PENSAR E AGIR GRANDE

Por Marcos Pennha.

Os ambientalistas entregaram um manifesto em defesa da Lagoa Encantada à ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, em Brasília, dia 19 de maio último. O momento foi noticiado pelos jornalísticos globais Jornal Nacional e Jornal da Globo. A imprensa regional sulbaiana noticiou com bastante ênfase.

Eu, nas minhas escritas, revezo entre os tons sérios e bem humorados. Mas, de uma forma ou de outra, sempre falo com base na verdade. Embora eu sempre coloque assuntos relevantes em debate, já fui chamado de “bobo da corte”. Não me incomodei, porque a alcunha partiu de um bobo de fora da corte, portanto sem importância.

Quando estudei Ciências Econômicas na antiga Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), no 5º semestre, fui monitor de Introdução a Economia. Não recebi essa missão, gratuitamente. A minha então professora de Microeconomia, Ieda Lisboa, submeteu vinte dos seus alunos ao teste para tal. Com a aprovação, ganhei bolsa integral – a FESPI era particular – e ainda recebia 50 % do valor da mensalidade em dinheiro até a conclusão do curso.

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DEU NO JORNAL NACIONAL: ONGS PEDEM A DEFESA DA LAGOA ENCANTADA

Veja a matéria do Jornal Nacional, edição desta quinta-feira (19).

TERGIVERSAÇÃO

Por Marcos Pennha.

“Sinto o maior orgulho do meu pai Genésio. Este grande homem, que completará 85 anos de idade no próximo domingo, 2 de maio, ensinou-me a lição de dignidade, a qual não permite que o ser humano agache-se diante de outro, principalmente dos poderosos, implorando migalhas ou farelos.

Professor Rui Rocha, sinto-me feliz por ser teu amigo e poder beber um pouco da tua vasta sabedoria.

Aos ignorantes, digo que o “bobo da corte”, normalmente, era intelectual e artista de teatro, que vivia muito bem de vida.

Obrigado pela parte que me toca. Ah, ah, ah, ah, …

Um forte abraço ENCANTADO!” Marcos Pennha

A citação acima foi minha na seção de comentários do meu texto “AQUELE ABRAÇO ENCANTADO!” (Veja aqui). Mas não é sobre isso que desejo falar. Quero dizer que tô muito feliz com o caminhar dos acontecimentos em nossa Ilhéus. Estamos caminhando bem na linha (Não a do trem. Pé de pato mangalô três vezes. Isola.) >| Leia a matéria completa »

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