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:: ‘Brasil’

A PEDIDO DE TEMER, SBT DEFENDE REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Silvio Santos e Michel Temer: unidos pela reforma previdenciária.

Silvio Santos e Michel Temer. Montagem mostra pergunta da propaganda do SBT.

Da CartaCapital

Um dia após um jantar entre Michel Temer e o empresário e apresentador de TV Silvio Santos, o SBT passou a veicular, na sexta-feira 21, propagandas próprias em defesa da reforma da Previdência nos intervalos de sua programação.

As peças são curtas e diretas, sempre em tom alarmista: “Você sabe que se não for feita a reforma da Previdência você pode deixar de receber o seu salário?”, diz uma das mensagens, lida pelo locutor oficial da emissora. “Você sabe que o Brasil quebra se não aprovar a nova lei da Previdência?”, diz outra.

Conforme noticiado na imprensa, Temer pediu que Silvio Santos use seu poder de influência junto às camadas populares para conseguir apoio à impopular reforma da Previdência.

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“MITO DO GESTOR” EMPOBRECERÁ DEBATE NAS ELEIÇÕES DE 2018

Paulo BarretoPor Paulo Barreto/publicado no O Eco

“Eu não sou um político. Sou um gestor”. Esse é um dos chavões de alguns dos novos políticos que querem se diferenciar do lamaçal da política brasileira. Embutido nele está a ideia de que o gestor é eficiente e objetivo – a gestão tem a resposta certa. Eu acreditava no mito do gestor como a solução definitiva dos problemas. Porém, ao fazer mestrado na Universidade de Yale aprendi que mais importante do que os métodos de gestão, são os valores que orientam as decisões. Precisamos discutir que valores devem orientar o Brasil. Conto aqui como desmistifiquei o mito do gestor e o que aprendi sobre valores.

No curso de economia da gestão de recursos naturais“, aprendi a estimar custos e benefícios de projetos. Porém, é inviável estimar em termos monetários todos os custos e benefícios. Por exemplo, podemos estimar que uma hidrelétrica gerará “x” milhões de receita. Mas é impossível estimar o valor das “y” espécies que serão extintas pelo alagamento de um ecossistema único e do sofrimento dos índios que terão seus cemitérios alagados e das pessoas que serão deslocadas. O curso “métodos quantitativos para tomada de decisão” foi mais iluminador do que a economia. Aprendi técnicas que permitem organizar e comparar muitas variáveis além das financeiras. No caso da hidrelétrica, eu poderia comparar “x” de receita gerada, as perdas de “x” espécies extintas, “y” pessoas a serem deslocadas, “z” cemitérios e terras indígenas inundados. Mas os programas e cálculos matemáticos não decidem a relevância dessas variáveis. Eles criam um meio para o gestor revelar suas preferências, seus valores. O gestor decidirá se constrói ou não a hidrelétrica que alaga as terras indígenas, extingue espécies e desloca pessoas.

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LÍDER TUPINAMBÁ LUTA POR DEMARCAÇÃO E RESGATE DAS ORIGENS EM ILHÉUS

Cacique Ramon Tupinambá.

Cacique Ramon Tupinambá.

Da Rede Sustentabilidade

Garantir a demarcação do Território Ancestral Indígena Tupinambá de Olivença tem sido uma das principais lutas de Ramon Souza Santos, 32 anos, também conhecido como cacique Ytajibá. Uma das principais lideranças da região, localizada em Ilhéus, no sul da Bahia, ele busca uma homologação que, caso seja viabilizada pelo governo federal, vai beneficiar mais de 8 mil índios, divididos em 22 comunidades.

Filiado à Rede Sustentabilidade, Ytajibá é cacique de sua comunidade há 11 anos. Ele explica que o território já foi delimitado em abril de 2009 e conta com 47.360 hectares. No entanto, ainda falta a demarcação definitiva. Apesar da luta, considera que a homologação está cada vez mais difícil de acontecer, ainda mais com a sinalização do atual governo. Ele aponta a escolha de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça e as mudanças no sistema de demarcação adotadas pelo antecessor na pasta, Alexandre de Moraes, como os principais sinais de retrocesso nas questões indígenas do país. “Como esperar avanços se o presidente chama o relator da PEC 215 para comandar o ministério responsável por demarcar territórios indígenas?”, questionou.

Em entrevista à REDE, o cacique conta sobre essa batalha pela demarcação e por que decidiu se filiar ao partido. Ele também fala sobre o importante trabalho de resgatar o idioma nativo junto ao povo Tupinambá de Olivença:

Como tem sido a sua luta como uma das principais lideranças indígenas da sua região?

Ramon Souza Santos, o cacique Ytajibá – A batalha por aqui está bastante árdua. A nossa principal luta aqui na região é pela demarcação definitiva do Território Ancestral Indígena Tupinambá de Olivença. Essa área já está delimitada desde 20 de abril de 2009 pelo governo, mas falta a assinatura definitiva para que seja demarcada e passe definitivamente para os índios. É uma região importante e essa luta vai muito mais além, pois já há uma tentativa de transferir essas terras aos indígenas desde 1926, quando o então governador da Bahia mandou marcar uma área com 50 léguas de cada lado em formato quadrado (ou 58.274 quilômetros quadrados). Isso mostra que é uma briga bastante antiga e vai garantir um território para o povo Tupinambá de Olivença, que foi o primeiro a ter o contato com os colonizadores portugueses ainda nos tempos de Descobrimento do Brasil.

E qual foi o tamanho da área delimitada pelo governo federal em 2009?

Cacique Ytajibá – O território delimitado pelo governo naquela ocasião foi de 47.360 alqueires (473,6 quilômetros quadrados). Ou seja, isso mostra que a comunidade indígena tem perdido muito espaço em uma área que é de direito dos índios Tupinambá. Apesar do tamanho ser muito inferior, a demarcação do território é essencial para a sobrevivência dos indígenas aqui da região. Por esse motivo, travamos essa batalha, porque quando isso for oficializado, esse território indígena vai abranger três municípios: Ilhéus, Una e Buerarema. E também mais de 8 mil índios divididos em 22 diferentes comunidades indígenas. E essa demarcação também apresenta uma importância fundamental, pois irá contribuir na preservação de uma área localizada na Mata Atlântica e que também conta com uma estância hidromineral. É uma maneira de garantir a nossa permanência nesse território, pois sempre estivemos aqui. Mas infelizmente a conjuntura atual nos ameaça cada vez mais, com os indícios de retrocesso nas questões indígenas.

Como você avalia a forma que o governo lida com as questões indígenas hoje e, inclusive, esse novo formato de demarcação?

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NA DEGRADAÇÃO COLETIVA NÃO HÁ REDENÇÃO MORAL PARA O PT

wilson-gomes-destPor Wilson Gomes

Vou dizer de outro modo, na esperança de ser melhor compreendido: amigos, entendam, não vai haver reabilitação moral do PT para a o opinião popular. Não importam os fatos, as imagens públicas predominantes do PT, de Dilma e de Lula estão irremediavelmente comprometidas. Não há redenção política possível, mesmo que (o que não é o caso) a revelação dos Esquemas das Empreiteiras provassem que todos os que conspiraram contra Dilma e todos os detratores de Lula constituem a mais desprezível escumalha política nacional. Para a percepção pública dominante, que pode não ser sofisticada mas tem lá a sua lógica, o PT é o objeto simbólico que condensa e representa “tudo o que de errado há na política”.

E não adianta insistir que os antipetistas do sistema político são uma escória abjeta, atestada e certificada pela exibição dos porões da Odebrecht. Acreditem, quanto mais se remexer no lodo político, mostrando toda sorte de animais que vivem dele, mais cresce a rejeição ao PT, por mais paradoxal que isso lhes possa parecer. Para vocês, o PT, Dilma e Lula foram VÍTIMAS do conluio de sistema político degradado. Para a percepção pública, hoje, o PT, Dilma e Lula SÃO o sistema político brasileiro em sua natureza mais degradada. Queriam que as pessoas odeiem Serra, Aécio e Eduardo Cunha? Pois bem, as pessoas estão desprezando de coração Serra, Aécio e Eduardo Cunha, mas isso não diminuiu, antes, aumentou, o ódio ao PT. Lamento ser eu a lhes dizer que puxar Serra, Aécio e Cunha para baixo não está erguendo o PT. Nem vai. O telejornal diz que Serra recebeu milhões de uma empreiteira, mas as pessoas gritam “fora PT”.

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PESQUISA: MORO SÓ PERDE PARA LULA NO NORDESTE

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula.

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula.

Da coluna Painel

É um ou outro Pesquisa qualitativa encomendada por um governador do Nordeste mostrou que, quando o eleitor foi instado a citar um nome para o Planalto que não o do ex-presidente Lula, quem apareceu como primeira opção foi o juiz Sergio Moro.

Outra canoa Lindbergh Farias vem perdendo apoio para a presidência do PT. Integrantes do Novo Rumo que demonstravam simpatia ao senador mudaram de lado.

É lucro Fernando Haddad estava na plateia da peça “5 X Comédia”, sábado (15), e foi citado por Bruno Mazzeo nos agradecimentos. O ator brincou que o petista será muito bem recebido se se mudar para o Rio. Houve aplausos discretos, mas nenhuma vaia.

Leia a coluna na íntegra aqui.

UM SINAL PARA O LULISMO

O jornalista Paulo Henrique Amorim e o ex-presidente Lula.

O jornalista Paulo Henrique Amorim e o ex-presidente Lula.

Por Thiago Dias

Manhã de sábado (15), um amigo ex-petista pergunta no WhatsApp:

– PHA [Paulo Henrique Amorim] criticou Lula. O que achou?

Respondi que não tinha visto a crítica, e fui ver. O comentário que se segue é a tentativa de resposta para a pergunta sobre o vídeo do jornalista conhecido por seu alinhamento com o PT.

“A relação do ex-presidente Lula com os donos da Odebrecht pode não ser ilegal, mas não é ética, não é republicana, não é digna de um líder popular”, afirma Paulo Henrique Amorim. Para ele, as delações revelaram que o líder do PT manteve “relação promíscua” com os empresários baianos.

O vídeo tem um valor pedagógico diretamente ligado ao seu autor, porque abre caminho para a crítica dentro do lulismo. É um sinal do militante da informação para a militância das redes.

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INSTITUTO LULA RESPONDE DELATORES DA ODEBRECHT

Ex-presidente Lula. Imagem: Instituto Lula.

Ex-presidente Lula. Imagem: Instituto Lula.

Nesse domingo (16) o Instituto Lula emitiu nota pública em que responde acusações de delatores da Odebrecht. Leia a íntegra.

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

São Paulo, 16 de abril de 2017

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.

Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.

No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.

E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.

E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.

Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa teia de mentiras.

Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?

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PREVIDÊNCIA: TEMER SE REÚNE COM DEPUTADOS NO DOMINGO DE PÁSCOA

Presidente Michel Temer. Imagem: José Cruz/Agência Brasil.

Presidente Michel Temer. Imagem: José Cruz/Agência Brasil.

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), vai promover reunião sobre o projeto de reforma da Previdência Social. O encontro será nesse domingo de Páscoa, no Palácio do Planalto, onde receberá lideranças da Câmara dos Deputados e ministros envolvidos na discussão da proposta de emenda constitucional, como Henrique Meirelles (Fazenda).

O objetivo da reunião é garantir a aprovação rápida do projeto. O anfitrião quer evitar que as acusações dos delatores da Odebrecht prejudiquem o ritmo de trabalho dos deputados.

O presidente também defenderá a manutenção de regras que considera importante para a reforma, a exemplo da idade mínima de 65 anos para a aposentaria e vinte e cinco anos de contribuição para o direito ao vencimento integral.

O PT E O TRIUNFO DA RAZÃO CÍNICA

César Benjamin.

César Benjamin.

O carioca César Benjamin, 62 anos, participou da luta armada contra o regime militar. Fez parte do MR-8 e foi preso em 1971, aos 17 anos. A ditadura o expulsou do país. Exilou-se na Suécia, onde o irmão Cid Benjamin já havia sido acolhido como exilado político. Voltou ao Brasil em 1978, após a anistia. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e integrou o seu Diretório Nacional. Em 1989, coordenou a campanha de Lula a presidente da República. Deixou o partido seis anos depois. Também militou no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Atualmente é secretário de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em paralelo à vida política, consolidou trajetória intelectual sólida.

Em 2003, no auge da euforia com o início do primeiro governo Lula, César Benjamin escreveu que o PT estava morrendo. No texto publicado na edição oitenta da revista Caros Amigos, disse que o partido já havia deixado tudo o que lhe dava autenticidade, em troca de um projeto de poder.

Quatorze anos depois, quando a imprensa noticia que PMDB, PSDB e PT se uniram pela “sobrevivência política em 2018”, a releitura daquele artigo revela o quão acertada foi a análise de César Benjamin. Leia abaixo.

O triunfo da razão cínica

Por César Benjamin

A crise do PT é a mais profunda crise da esquerda brasileira. para o bem e para o mal, foi o PT a vanguarda política da nossa esquerda nos últimos vinte anos.

O Partido dos Trabalhadores está morrendo. Nele não resta mais nenhum espírito transformador, nenhuma autenticidade, nenhum impulso vital. Não tem princípios a defender. Não tem mais referências sobre coisa alguma, pois suas posições históricas – sobre a previdência, os transgênicos, a política econômica, o FMI ou qualquer outro assunto – estão sempre prontas a ser sacrificadas no balcão em que se fazem as negociações do momento.

O PT não tem, nem pretende mais ter, projeto de sociedade. Tem apenas projeto de poder. Essa volúpia desenfreada, sem ideal, cria o ambiente propício ao cinismo e à corrupção crescentes, a que estamos assistindo, pois a melhor maneira de se manter em cima é copiar os poderosos e se aliar a eles. Hoje, o militante de que o PT precisa, o que é valorizado pela direção, é o carreirista obcecado pelo sucesso rápido e a trajetória meteórica, disposto a dizer amém, pronto a desmentir amanhã, por qualquer pretexto, aquilo que defendia até hoje.

Os que construíram o partido e não se corromperam nele não têm mais lugar. Tornaram-se um estorvo. São enxovalhados. Estão sendo substituídos por filiados pela Internet e por gente arrebanhada pelos esquemas políticos tradicionais. Esquemas caros, como se sabe, pois esvaziados da militância voluntária que impulsionou o partido quando ele era jovem. Para financiar essa operação e esse novo modo de ser, é cada vez mais tênue, no andar de cima, a separação entre política e negócios. Candidatos a deputado, até ontem meros assalariados, falam abertamente em levantar 10 ou 20 milhões de reais para suas campanhas, sabe-se lá de que forma. Candidatos a cargos mais altos aventuram-se em todos os tabuleiros. São as regras do jogo. Não há mais pudor. Todos caminham nus pelos salões.

Valores esquecidos

O PT tornou-se uma via de ascensão individual para a afluência material e o poder. Multiplicam-se as pessoas que se tornam subitamente importantes e que se sentem, assim, sem ter história nem biografia, sem ter passado nem futuro. Pobres de espírito, sempre ocupados nas articulações do momento – para a próxima convenção, a próxima nomeação ou a próxima eleição -, não leem um livro, não se dedicam a conhecer bem assunto nenhum, não são solidários às dificuldades do povo brasileiro, não pretendem ser fiéis a uma ideia de nação. Suas lealdades se esgotam nos limites do grupo de interesse a que estão vinculados. Valores como humildade, perseverança e ideal estão definitivamente fora de moda. Tudo agora é cálculo. Liberado para florescer, o oportunismo tem pressa. Tempo é poder. Tempo é dinheiro. A crise do PT é a mais profunda crise da esquerda brasileira. Para o bem e para o mal, foi o PT a vanguarda política da nossa esquerda nos últimos vinte anos, e dentro dele foi vanguarda a Articulação. Além de perseguir com coerência uma estratégia política e controlar com competência os principais aparatos de poder, ela propunha a toda a esquerda uma forma de luta estratégica, que, uma vez vitoriosa, seria capaz de abrir um período novo de ação política em nosso país: a eleição de Lula à presidência. Participávamos de múltiplas iniciativas militantes no cotidiano, e a cada quatro anos renovávamos nossa esperança em uma possibilidade especial, a de colocar Lula lá.

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TEMER, LULA E FHC ARTICULAM PACTO POR SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA EM 2018

Lula, Temer e FHC contariam ainda com a ajuda do ministro do STF Gilmar Mendes e do ex-ministro Nelson Jobim.

Lula, Temer e FHC contariam ainda com a ajuda do ministro do STF Gilmar Mendes e do ex-ministro Nelson Jobim.

Da Folha de S. Paulo

Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer eliminar a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por aqueles que comandam a investigação.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

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MARÃO REPRESENTA ILHÉUS EM ENCONTRO DE CIDADES HISTÓRICAS

Encontro nacional aconteceu nessa semana em Brasília. Imagem: Secom-Ilhéus.

Encontro nacional aconteceu nessa semana em Brasília. Imagem: Secom-Ilhéus.

O prefeito Mário Alexandre (PSD) participou do 3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial. O secretário municipal de Turismo, Roberto Lobão, também representou Ilhéus ao lado do prefeito. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, sediou o evento realizado nos dias 11 e 12 de abril.

O objetivo do encontro foi discutir ações para a gestão das cidades históricas brasileiras. Segundo o secretário de turismo, o congresso foi engrandecedor, especialmente para quem trabalha em Ilhéus e em toda a Costa do Cacau. Isso porque o sul da Bahia é um destino turístico “com forte apelo histórico e cultural”.

Lobão também destacou a possível formação de redes de cooperação entre governo, sociedade civil e iniciativa privada para ampliar as potencialidades dos municípios.

Conforme Mário Alexandre, o encontro nacional é um importante elemento para alavancar o crescimento econômico e social de cidades que fazem parte da rica histórica do país. “Isso alia a preservação do nosso patrimônio cultural e o desenvolvimento sustentável em ações transversais, com o uso das diversas políticas públicas, como turismo e educação. Ainda de acordo com o prefeito, as atividades turísticas são importantes indutores de “emprego e renda para os munícipes”.

O encontro é fruto da parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a CNM e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBMN).

SARNEY ACUSA GOLPE RURALISTA EM LICENCIAMENTO

Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente. Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados.

Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente. Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados.

Do Observatório do Clima

O caldo entornou no processo já bem complicado de construção de uma proposta de lei geral do licenciamento ambiental. Na última quinta-feira (6), um texto apresentado pela bancada ruralista fez o ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) interromper uma reunião de discussão do projeto, acusando os parlamentares de “quebra de confiança”. O debate, que já estava adiantado entre a área ambiental do governo e a Câmara dos Deputados, voltou à estaca zero.

O texto que causou cizânia circulou ainda pela manhã, distribuído por e-mail para os participantes da reunião pelo coordenador técnico da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), Gustavo Carneiro. Ele traz uma série de retrocessos em relação à versão que vinha sendo negociada entre Sarney e representantes da FPA e da indústria.

É uma espécie de lista de desejos de fazendeiros, empreiteiros e outros atores do setor produtivo: caso seja aprovado, até mesmo pavimentação de estradas na Amazônia poderá ser feita sem necessidade de licença ambiental.

À tarde, após ler o documento, Sarney abriu a reunião com representantes da FPA, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Ibama no ministério furioso.

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ERROS SEM CONTA

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Por Janio de Freitas/publicado ontem na Folha S. Paulo

Apesar de tudo, ainda é do Congresso que vem alguma defesa do interesse público. A recusa à aprovação apressada e leviana da “reforma” da Previdência, como pretendida pelo governo, deparou-se com erros perturbadores no projeto comandado por Henrique Meirelles.

Fora do Congresso, mas também nele, outros erros foram identificados como comprometedores das previsões oficiais e das perspectivas econômicas apregoadas. Bem a propósito, fracassada a previsão de que o crescimento retornaria ainda em 2016, Meirelles anunciou-o para o final de março. Abril está aí, e nem parece que o ministro da Fazenda está.

O governo encerrou a semana corrigindo o rombo previsto para 2018: a estimativa de R$ 79 bilhões sobe, em um pulo só, para R$ 129 bilhões. Pouco antes, o governo decidira, em “atenção ao Congresso”, rever a regra de transição dos já pagadores de Previdência para novas e mais duras possibilidades de aposentadoria.

A regra inicial foi uma das cinco recusas do Congresso, sobre as quais o governo passou da exigência persistente à dócil reconsideração. O jornalista José Paulo Kupfer –presença constante no que de melhor se publica sobre economia brasileira– dá a explicação para a virada atribuída a negociações: “pelo menos em parte”, o recuo do governo tem como “objetivo corrigir erros de avaliação política” e “proposições técnicas mal costuradas, que levariam a distorções na aplicação das novas regras”.

Coisas assim: pessoas de mesma idade e mesmo tempo de contribuição, mas nascidas um pouco antes ou um pouco depois das novas regras, se aposentariam com menos cinco anos ou com mais 20 de contribuição, para receber o mesmo. Além de erro técnico, soma de doidice e violência. Mas Meirelles não erra sozinho.

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JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DO PP E DE 11 POLÍTICOS DO PARTIDO

Mário Negromonte Júnior, Mário Negromonte  e Roberto Britto estão entre os políticos com bens bloqueados.

Mário Negromonte Júnior, Mário Negromonte e Roberto Britto estão entre os políticos com bens bloqueados.

Do Uol

A 1ª Vara Federal de Curitiba decretou nesta sexta-feira (7) a indisponibilidade dos bens do PP (Partido Progressista) e de 11 políticos da legenda, no valor total de aproximadamente R$ 477 milhões.

A decisão do juiz Friedmann Anderson Wendpap foi dada 16 dias após a força-tarefa da Lava Jato ajuizar ação civil pública pedindo responsabilização por atos de improbidade administrativa contra o PP.

Ao todo, a ação pede o pagamento de R$ 2,3 bilhões. Trata-se da primeira vez que um partido é responsabilizado pelos crimes cometidos no âmbito da operação.

O valor total inclui multa de ressarcimento aos cofres públicos de R$ 460 milhões equivalentes à propina paga pelo partido dentro da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, além do pagamento de uma multa civil de R$ 1,3 bilhão.

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GOVERNO VAI USAR FALAS DE LULA A FAVOR DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Da coluna Painel/Folha de São Paulo

Quem te viu… O Planalto decidiu explorar ao máximo as diversas declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor de uma reforma da Previdência para combater os críticos das mudanças nas regras de aposentadoria nas redes sociais. Declarações de Dilma Rousseff sobre o tema também foram coletadas, mas o governo desistiu de usá-las. Auxiliares do presidente Michel Temer afirmaram que as falas da petista são “tão confusas” que ficaria difícil trabalhar com elas.

Destinatária A decisão do presidente de aceitar diminuir em dois ou três anos a idade mínima para a aposentadoria de mulheres atende a pleito da bancada feminina da Câmara e do PSDB.

E o povo? O esforço para agradar a base aliada contraria o resultado de pesquisas contratadas pelo Planalto. Segundo os levantamentos à disposição de Temer, 60% da população diz ser a favor de que homens e mulheres sejam submetidos às mesmas regras de aposentadoria.

Venham todos O governo organiza grande evento para toda a base aliada, no Palácio do Planalto, dia 17, antes da votação do relatório sobre a reforma da Previdência. Temer e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, serão os anfitriões.

Leia a íntegra aqui.

VITÓRIA DUPLA PARA TEMER NO TSE

Presidente Michel Temer. Imagem: José Cruz/Agência Brasil.

Presidente Michel Temer. Imagem: José Cruz/Agência Brasil.

Da Coluna Painel/Folha de S. Paulo

Dois coelhos Herman Benjamin entrou no TSE nesta terça (4) sabendo que seria derrotado. Era consenso que, se insistisse em negar o prazo pedido pela defesa, o caso poderia ser anulado. Por isso, o relator da ação que pode cassar o mandato de Michel Temer recuou. Só não contava que abriria espaço para o encaixe de novas testemunhas, o que vai alongar o processo. No fim, Temer obteve dupla vitória: tempo e a certeza de que nomeará não só um, mas dois dos nomes que julgarão sua cassação.

Consenso O Planalto e a cúpula do Congresso já esperavam uma mudança na rota do processo do TSE. Um ex-ministro consultado por uma das partes do caso resumiu o escorregão de Benjamin. É ponto pacífico, explicou, que juiz pode dar mais prazo para a defesa, mas nunca restringir o especificado em lei.

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