Porto da BAMIN
MINÉRIO DE FERRO AMEAÇA ESTÁTUAS DE ALEIJADINHO EM MINAS
Além de ameaçar um patrimônio histórico da humanidade, o minério de ferro atormenta a vida dos habitantes de Congonhas (MG), com muita poluição.
É o “progresso” que a BAMIN e seus adoradores desejam trazer para Ilhéus.
Veja.
ÁREA ONDE SERIA CONSTRUÍDO O PORTO DA BAMIN SOFRE INVASÕES
Parte da área onde seria construído o terminal portuário da BAMIN, em Ponta da Tulha (Ilhéus), está sendo invadida.
Segundo o decreto 12724 de 11/04/2011, no local deverá ser instituída uma reserva legal da mata atlântica.
Cabe ao governo do estado determinar a retomada e impedir o crescimento das invasões.
A ocupação desordenada, efeito prejudicial do projeto Porto Sul, previsto na avaliação ambiental estratégica da COPPE (UFRJ), já começou.
SOBRE A SAÍDA, NADA SIMPLES, DE CLÓVIS TORRES DA BAMIN
A saída do advogado Clóvis Torres da vice-presidência da BAMIN não foi tão simples como defendem os diretores da empresa.
O executivo deixou a mineradora para trabalhar na gigante Vale do Rio Doce, rival na extração de minérios, principal do ramo no Brasil.
A BAMIN se esforça para montar uma estrutura de logística paralela à da Vale. Ao longo da discussão sobre o Porto Sul, alguns de seus diretores justificaram o não uso da Ferrovia Centro Atlântica, apenas com uma desculpa: “pertence à Vale, nossa concorrente”.
Antes de defender os interesses da empresa do Cazaquistão, Torres já havia trabalhado na Vale. Sendo assim, a mudança na sua carreira profissional – na verdade um retorno – levanta uma questão: existe a possibilidade da Vale comprar a BAMIN?
Diante do silêncio tranquilo, supostamente normal, cabe ao tempo responder.
CLÓVIS TORRES DEIXA A BAMIN
O advogado baiano Clóvis Torres retorna à Vale (agora como consultor-geral jurídico global e secretário do Conselho de Administração), de onde saiu em 2009 para assumir a vice-presidência da Bahia Mineração.
A notícia publicada na coluna Radar (Veja) e assinada por Lauro Jardim confirma os boatos que davam conta da mudança, principalmente por causa das declarações de Torres sobre a relocalização do projeto do Porto Sul, que escoará a produção da empresa. Outra versão desmente a Veja e informa que o executivo recebeu proposta irrecusável da Vale.
A Bamin hoje pertence ao grupo do Cazaquistão Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC), que adquiriu o controle acionário do grupo indiano Zamin Ferrous. O Projeto Pedra de Ferro, previsto para operar em 2013, investirá US$ 1,8 bilhão na mina situada na região de Caetité (BA), onde extrairá 19,5 milhões toneladas de minério de ferro anuais de suas reservas estimadas em 500 milhões tons.
Com informações do Jornal Bahia Negócios.
EMPRESA QUE CONTROLA A BAMIM TEM DESEMPENHO FRACO
Deu hoje no jornal Brasil Econômico.
Glencore nega estar planejando oferta por mineradora ENRC, do Cazaquistão
A Glencore não está considerando uma oferta pela mineradora ENRC, afirmou o presidente-executivo da companhia, minimizando notícias sobre aquisição depois que a empresa decepcionou o mercado com resultado fraco de primeiro trimestre.
“A Glencore monitora uma ampla variedade de oportunidades no setor e vamos continuar fazendo isso”, afirmou o presidente-executivo, Ivan Glasenberg.
MPE QUESTIONA CONCESSÃO DO PORTO SUL
O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou ao Departamento de Infra-Estrutura de Transportes do Estado da Bahia (Derba), na última quarta-feira (1), que não conceda gratuitamente a área onde será construído o Porto Sul e o Pólo Industrial de Serviços do Município de Ilhéus, no distrito de Aritaguá.
O documento assinado pelas promotoras de justiça Heliete Viana e Rita Tourinho, diz que o contrato não pode ser feito sem que as formalidades legais sejam cumpridas.
Elas se baseiam num documento da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus, que fala de possíveis ilegalidades administrativas, como a dispensa indevida de licitação, no acordo firmado entre o Derba e a Bahia Mineração.
O contrato concede à Bamin uma área pública de quase cinco milhões de metros quadrados, em Ilhéus, onde será construído o porto, que terá uso exclusivo da empresa do Cazaquistão por 30 anos, para a exportação de minério de ferro.
Ainda segundo Heliete Viana e Rita Tourinho, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) demonstrou preocupação com o real interesse público na utilização das terras pela Bamin, e com o modelo de gestão que será usado no terminal de exportação.
Com informações da ASCOM do MPE.
PORTO SUL: MLT DISCUTE SITUAÇÃO DE PEQUENOS AGRICULTORES
Em reunião ocorrida ontem (quinta-feira, 26), em Ilhéus, o Movimento de Luta pela Terra (MLT), a Secretaria de Relações Institucionais (SERIN), e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), discutiram a situação das famílias que residem na nova área destinada ao Porto Sul, em de Aritagua.
Na área, de aproximadamente 4700 hectares, moram 40 famílias que fazem parte do Assentamento Bom Gosto, coordenado pelo MLT.
O movimento mostrou preocupações com a possível realocação dos assentados e o fim das pequenas plantações que existem na área, além do descontentamento com o baixo valor das indenizações.
Essas e outras demandas devem ser apresentadas na próxima rodada de negociações.
BEL “QUEIMADO” DO VILELA SÓ QUER APARECER
Um ambientalista corajoso, que desafia o senso comum, pode levantar “a guia” de um vereador “queimadíssimo” em sua comunidade?
Em Ilhéus isto é mais do que possível.
Bel do Vilela quando sugere uma moção de repúdio ao professor Rui Rocha, busca subir no picadeiro da fama, para tentar amenizar o desgaste do seu mandato pífio.
Recentemente, o ministério público estadual investigou um caso de nepotismo cruzado envolvendo a esposa do vereador, que usufruía de um cargo na prefeitura. Com a investigação, o prefeito Newton Lima foi obrigado a exonerá-la. O fato pegou mal na base do parlamentar, que agora deseja aparecer às custas do projeto Porto Sul.
O Dr. Bonfá, advogado sexagenário que todos os dias comenta os acontecimentos políticos de Ilhéus, no programa de Gil Gomes (Rádio Santa Cruz), explica o alto nível de conhecimento de Bel do Vilela sobre o assunto.
Ouça e dê boas risadas.
PEQUENOS AGRICULTORES DO ITARIRI DIZEM NÃO À BAMIN
Vídeo do site R2cpress.
Para ler a matéria completa, clique aqui.
INSATISFAÇÃO NO ITARIRI
A empresa do Cazaquistão (Bamin) causa grande insatisfação no Itariri, localidade incorporada à nova poligonal do projeto Porto Sul, em Aritaguá.
Representantes da empresa estão mantendo contatos com pequenos proprietários de terra, na tentativa de convencê-los a aceitar, de maneira mansa, o valor das indenizações pagas pelo governo do estado.
Os valores propostos são: R$ 3.000,00 por hectare sem benfeitoria e R$ 5.000,00 com benfeitoria.
A maioria dos proprietários considera que o governo do estado oferece “mixarias” e pretende buscar ajuda no judiciário.
A ENTREVISTA DE RUI ROCHA NO PROGRAMA DO JÔ
Nesta entrevista, o professor Rui Rocha, diretor do Instituto Floresta Viva, comenta a situação da Mata Atlântica, por sinal, em franca recuperação e com o desmatamento estagnado.
Ruy fala sobre o Porto Sul, projeto que não se encaixa no perfil do Sul da Bahia, por ameaçar a rica biodiversidade e as vocações naturais da região.
O bate-papo foi direcionado a quem não vive diariamente o ritmo incessante do debate. É evidente que para as pessoas da região, muitos dos tópicos abordados já foram explicitados e discutidos, porém, o restante do país pouco conhece do assunto.
Além do mais, a entrevista seguiu o controle do tempo, sendo impossível a produção de um tratado detalhado. Quando Rui Rocha tentou explicar a atual situação do projeto, previsto agora para Aritaguá, o apresentador o interrompeu para saber se já havia contratos assinados.
Rui caminhou no seu ritmo habitual, sempre cortês, sem citar nomes e fazer ataques diretos a ninguém. Ao contrário de muitos adeptos da empresa do Cazaquistão, que trilham sempre a superficialidade, fazem uso de rótulos, acusações descabidas e preconceituosas.
Rui falou sobre a pelotização, intenção velada dos empreendedores, mas não teve tempo de criticar as “intenções siderúrgicas” de alguns grupos, a exemplo do Votorantim.
Confira a entrevista e deixe sua opinião.
RUI ROCHA NO PROGRAMA DO JÔ
O ambientalista Rui Rocha, professor da UESC e diretor do Instituto Floresta Viva, será um dos entrevistados do Programa do Jô, desta segunda-feira (16).
Rui Rocha vai falar sobre o polêmico projeto Porto Sul, que prevê a construção de um complexo portuário no sul da Bahia para escoamento de minério de ferro, explorado por uma empresa do Cazaquistão (Bamin). Contrário ao projeto, o ambientalista vai explicar como a construção pode prejudicar e devastar a natureza da região.
O Programa do Jô começa depois do jornal da Globo (01h00).
Comentário bem humorado.
Atenção pessoas que vendem chumbinho (veneno proibido). Este blog recomenda que os vendedores, a partir de hoje, procurem investigar se os interessados recebem mídia da Bamin. Qualquer sinal suspeito indica um risco alto de suicídio. Todo cuidado é pouco!
JOÃO CAVALCANTI E O BAIXO NÍVEL
O geólogo, empresário e ricaço, João Cavalcanti, baixou o nível da discussão sobre o complexo intermodal.
Entrevistado pelo jornal Sudoeste da Bahia, na edição de 08 de maio, Cavalcanti afirmou que os ambientalistas são “babacas” e “cheiradores de maconha que impedem o progresso”.
O empresário, responsável pela descoberta da mina de ferro em Caetité, e que depois conseguiu vendê-la para a empresa do Cazaquistão (Bamin), disse que falta ao Ministério Público Federal e a “esses ambientalistas, responsabilidade social com o povo”.
As palavras de Cavalcanti foram questionadas por Jorge Gomes, membro do Modera (Movimento Pela Despoluição e Conservação do Rio do Antonio). O ambientalista disse que o géologo usou de baixo nível, foi preconceituoso e genérico. “Não senti seriedade na argumentação do empresário. Ele deveria ter explicado os benefícios da ferrovia e rebater com dados e fatos a posição contrária defendida pelos ambientalistas. Ele teria se saído melhor se tivesse mostrado os impactos positivos frente aos negativos”, concluiu Jorge Gomes.
Depois que o governo do estado mudou a localização do Porto da Bamin para Aritaguá, a baixaria impregnou o discurso de alguns desenvolvimentistas.
PORTO DA BAMIN AMEAÇA O ESTUÁRIO DO RIO ALMADA
O projeto da empresa do Cazaquistão (BAMIN) pretendia destruir os recifes de corais da Ponta da Tulha. Graças à interferência do IBAMA foram salvos (relembre aqui).
Agora, o estuário do Rio Almada, localizado na nova área desapropriada pelo governo do estado, próxima a Aritaguá, pode ser destruído.
A supressão do local que serve como berçário dos peixes (área de manguezal) já despertou preocupação nas comunidades envolvidas, principalmente em Aritaguá e Juerana.
Pessoas ligadas à empresa, que antes juravam a inexistência de Mata Atlântica em Ponta da Tulha, já preparam mais uma desculpa esfarrapada. Daqui em diante vão espalhar que o Rio Almada não tem peixes, apenas esgoto despejado pelas cidades margeadas.
Mais uma mentira! Nada que o IBAMA não possa desmentir posteriormente.
INFORMAÇÃO PARA CONTRAPOR A MENTIRA
O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de “projetos” a partir de propagandas mentirosas.
Pessoas que respeito sonham com a instalação de várias siderúrgicas em Ilhéus.
A falta de informação, somada à natureza de certas convicções (prisões), impede figuras inteligentes de enxergar a um passo à frente.
A lógica do “é necessário pra agora” permanece rígida diante de fatos inquestionáveis.
O modelo industrial convencional não é capaz de garantir o bem-estar das populações pelo mundo afora. O exemplo abaixo merece destaque.
“A siderurgia brasileira destruiu o Vale do Rio Doce. Para a recuperação de uma pequena parte, se estima que vai custar mais de 1 bilhão de dólares. Muitas das empresas que arruinaram o Rio Doce não existem mais, são de 80 anos atrás. Então, quem acaba pagando a conta é o cidadão comum”. Rubens Ricupero (clique aqui).
Um argumento como esse, normalmente se defronta com respostas tacanhas, do tipo “paisagem não enche barriga”. O problema é que a maioria das comunidades vítimas de problemas ambientais pensa diferente.
Neste caso, para romper as barreiras da ignorância, só resta um caminho. Levar informação às pessoas, a partir de exemplos muito próximos. Mostrar que o caminho proposto pelo governo do estado para o Sul da Bahia, guarda pelo país afora, casos diversos de muita destruição e impactos negativos ao meio ambiente, acompanhados da exploração de uma classe trabalhadora pouco qualificada (clique aqui).
As autoridades garantem que os projetos relacionados ao minério de ferro têm grande aceitação entre os grapiúnas, sobretudo os ilheenses.
O número grandioso de “equivocados” sugere ausência quase absoluta de informação honesta. Poucas são as pessoas dispostas a acabar com essa cortina de fumaça. Alguns abnegados, como este blog, insistem diante de surdos, e de uma ressonância insatisfatória, que esbarra no acesso restrito à internet e sua banda larga.
O clamor popular, historicamente, nem sempre está próximo da verdade. Basta analisar o resultado de muitas eleições e o desempenho dos eleitos. Essa afirmação não contesta a democracia, e sim, a aceitação de “projetos” a partir de propagandas mentirosas.
Os enganados carecem de boa informação. Lamentavelmente poucos falam a verdade simples, capaz de esclarecer.
ILHÉUS É A MESMA DOS ANOS 70, LAMENTA SOCORRO MENDONÇA
Do site Porto Gente
Conhecida por ser uma das vozes mais ativas no combate ao projeto que previa a instalação do Porto Sul em Ilhéus, no Sul da Bahia, a presidente da ONG Ação Ilhéus, Maria do Socorro Mendonça, fez uma reflexão sobre os quase três anos de luta e embates com quem defendia a construção do porto na Ponta do Tulha. Segundo ela, o que chama mais atenção é o estágio atual de desenvolvimento da cidade de Ilhéus.
“O problema é que a Ilhéus de hoje é a mesma da década de 1970, carente do básico. Naquela época, a cidade tinha 66 mil habitantes. Hoje, são 180 mil usando a mesma infraestrutura. Lá, a BR-101 e o Porto do Malhado estavam sendo inaugurados. Agora, estão superados. O centro de Ilhéus foi ligado ao restante da cidade em 1966 por uma ponte que continua a mesma, gerando um caos no que se refere à mobilidade urbana, sem planejamento”.
Para a ambientalista, o que o Governo da Bahia oferece ao propor a instalação do Porto Sul na região é a opção de ir além do caos atual, agravando-o e tirando a possibilidade de se manter a qualidade ambiental local, sem poluição do ar e com uma movimentação de cargas que mudaria radicalmente a rotina do Sul da Bahia.
“O papel de todo cidadão é estar atento ao que planejam os nossos governantes, os quais são humanos e erram. Eu não lutei contra o Porto Sul, isso é um equívoco. A nossa luta é a favor de um modelo de desenvolvimento possível, respeitando as vocações naturais dessa região tão rica que é o Sul da Bahia. Encerro dizendo que toda cautela será pouca neste momento. Não temos vencedores ou vencidos, mas sinto um certo alívio porque os técnicos que contribuíram com o que afirmávamos estavam certos lá atrás”.
O Porto Sul não será mais construído na Ponta da Tulha. A intenção das autoridades baianas é erguê-lo em uma área de 48 milhões de metros quadrados no distrito de Aritaguá, também em Ilhéus.
PORTO SUL: ARITAGUÁ NÃO É ALTERNATIVA LOCACIONAL
Por Paulo Paiva
O anuncio de Aritaguá como alternativa do porto é um retrocesso perigoso, pois indica claramente que os técnicos do IBAMA, ao analisarem o projeto isoladamente, tende agora ao licenciamento, ainda que repleto de condicionantes, por considerarem resolvidos os principais impasses, os corais da Ponta da Tulha e o desmatamento, já que no trecho de Aritaguá, a vegetação é menos densa.



















