EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Marcelo Guerra
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Sandro Andrade

Porto Sul

CÁRITAS DIOCESANA PROMOVE CAMINHADA CONTRA O PORTO SUL

Objetivando a reflexão das pessoas com relação ao projeto do Porto Sul, a Cáritas Diocesana de Ilhéus irá realizar a caminhada da luz no dia 14 de abril. A concentração será na Praça da Catedral de São Sebastião, às 19:00 horas. O percurso será pela Avenida Soares Lopes.

A Cáritas solicita a toda comunidade que levem velas que serão acessas para mostrar que “neste momento de escuridão surgem luzes”. A caminhada acontece no dia anterior a audiência pública sobre o complexo minerário da Bahia Mineração.

CATÓLICOS PROMOVEM DEBATE SOBRE O PORTO SUL

Será realizado no dia 9 de abril, no auditório da Justiça Federal de Ilhéus, às 19 horas, um evento para refletir a implantação do Porto Sul no município. Os assuntos mais abordados serão relacionados com os impactos sociais e ambientais que esse projeto causará.

O encontro será realizado pela Cáritas Diocesana do município e compõe a programação da Campanha da Fraternidade 2010, cujo tema é “Fraternidade e Economia: Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

O debate será aberto a toda sociedade.

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PARA ONDE VAI O LULA E O BRASIL? O FERRO SUBSIDIADO PARA A CHINA PELA FERROVIA OESTE LESTE

Por Rui Rocha.

Lula esteve em Ilhéus no dia 26 de março, sexta feira passada. O prato principal era o Gasoduto, ou Gasene, uma obra que conduzirá gás natural da região Sudeste para a Bahia, passando por muitos municípios da região cacaueira. Mas, o que mais chamou a atenção do ato político foi o edital para a Ferrovia Oeste Leste, no meio de um sistema que se convencionou chamar Porto Sul.

As 17 horas Lula chegou, junto com políticos como Geddel, Cézar Borges, Dilma e mesmo o prefeito de Ilhéus, que falaram na abertura do evento. Não mais do que hum mil pessoas estavam no Centro de Convenções, muitos dos quais curiosos, querendo ver o presidente. Lula estava visivelmente cansado por uma agenda pesada de inaugurações e anúncios de obras, nem sempre sinalizadoras de sustentabilidade.  A ferrovia Oeste Leste é uma destas obras que acontecem cheias de polêmicas e perguntas não respondidas. Vai terminar aonde ? Vai transportar o que ? Quais os impactos sobre Ilhéus e região ? E o porto da BAMIN, é ou não o fim de linha da ferrovia ? Como se combina turismo com porto de minério de ferro ?

Foi-se o tempo que Ilhéus tinha uma ferrovia que atendia a sua própria economia, a do cacau. Agora, segundo a Valec, empresa estatal responsável pela obra, 90 % da sua carga será  do minério de ferro da Bahia Mineração, aquela empresa que pertence a Zamin Ferrous, do Pramod Agarval e Cia. Isso faz lembrar o livro de Eduardo Galeano – As Veias Abertas da América Latina. Uma empresa estrangeira explora nossos recursos minerais e a exporta, com o mínimo de beneficiamento, para clientes chineses, que industrializarão o aço e outros produtos finais com tecnologia embutida, para o Brasil. Nós exportamos a matéria prima e compramos produtos transformados. Para não ficar só nisso, vamos comprometer o nosso litoral norte, tão apreciado por centenas de milhares de pessoas que visitam Ilhéus todo o ano.

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DEPUTADA ÂNGELA SOUSA VAI PARA A DISNEYLÂNDIA!

É desta forma que interpreto os releases da deputada estadual Ângela Sousa (PSC).

Nada contra os profissionais que escrevem, por sinal, sempre sacrificados pela escassez de pauta.

Os textos são legítimas peças para o “colunismo social”, futilidade pura, não acrescentam nada ao interesse público.

Ontem (quarta/18), ela determinou que sua assessoria divulgasse um comunicado, afirmando que vai integrar a comitiva do presidente Lula, no dia 26, na visita que  o “baianinho” fará a Itabuna e Ilhéus.

Sim deputada! E daí?

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PROJETO PORTO SUL

Por Dom Mauro Montagnoli.

“A criação está gemendo como em dores de parto” (Rm 8,22).

Queremos acompanhar os passos que estão sendo dados para a concretização do projeto Intermodal. Manifestamos nossa grande preocupação com um projeto de tal envergadura e que está sendo visto como algo já aprovado pelo poder público estadual e municipal.

Muitos questionamentos estão sendo feitos e até agora não foram devidamente esclarecidos. Qual a vantagem para a população local com este projeto? Qual o impacto ambiental que causará com os prejuízos para a fauna e a flora da região afetada? Quais as garantias de que esse projeto não vai trazer mais prejuízos e danos à região do que efetivamente os ganhos para a população: melhoria de vida, trabalho, desenvolvimento sustentável?

No Brasil, muitos projetos desse tipo têm trazido graves conseqüências tanto para as pessoas que residem na região afetada quanto para o meio ambiente, deixando um rastro de problemas para a vida da população, aumentando assim a dívida social.

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ZONA COSTEIRA – UM ECOSSISTEMA VALIOSO

“Tendo-se esta visão, destaco a importância da presença da ferrovia e do porto Sul na região cacaueira, sem perder de vista o desenvolvimento sustentável, para que a presente e as futuras gerações possam se utilizar dos recursos naturais”.

Por Ronaldo Lavigne.

Os ambientes marinhos e costeiros do Brasil vêm sofrendo nos últimos anos um considerável processo de degradação ambiental gerado pela crescente pressão sobre os recursos naturais marinhos e continentais e pela capacidade limitada desses ecossistemas absorverem os impactos resultantes.

Esses ambientes, em função de suas características e atributos, são utilizados para a atividade petrolífera, portuária, agricultura e agroindústria, aqüicultura, carcinicultura, extração mineral, extração vegetal, extrativismo, pecuária, pesca, reflorestamento, salinas, recreação, urbanização e zonas de conservação dos ecossistemas.

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HIENAS TRAVESTIDAS DE OVELHAS

Texto do blog Conselho de Cidadania que contesta os métodos da empresa Bahia Mineração (BAMIN).

Conhecem aquela história de lobos vestidos de cordeiros? Existe outra, ainda mais cruel, são as das hienas travestidas de ovelhas. Podemos traduzi-las assim: Grandes empresas ou grandes projetos (mineradoras, empresas plantadoras de eucaliptos, de soja, de cana de acuçar, hidrelétricas, etc) chegam em comunidade previamente escolhidas, principalmente rurais com o discurso já pronto e bem articulado e muito bem elaborado, mas sempre o mesmo discurso, de que, aquele determinado projeto que elas representam e trazem para aquela determinada região, trará progresso, benefícios, empregos, desenvolvimento.

E como muitos políticos, prometem justamente aquilo que devido a omissão e a falta de responsabilidade do poder público é carente naquela região; geração de empregos (e geralmente prometem muito), construção de hospitais, estradas, colégios. Com estes investimentos elas tentam iludir as comunidades para que estas aceitem o empreendimento. Em todo caso, quando estas estratégias não funcionam, apela-se para a velha e tradicional forma do uso da força, da violência física, da expulsão por meio de recursos econômicos, políticos e jurídicos.

IMPRESSÕES SOBRE A AUDIÊNCIA PÚBLICA DA FERROVIA OESTE-LESTE, EM ILHÉUS

A audiência pública que apresentou à sociedade ilheense o projeto da Ferrrovia de Intregração Oeste-Leste mostrou que há uma divisão acentuada entre pessoas favoráveis à construção, adeptas do desenvolvimentismo positivista, cujo lema é o progresso e a geração de empregos, e os contrários, alcunhados como ambientalistas, que pregam o desenvolvimento sustentável com respeito às vocações econômicas naturais da região.

Foi uma noite do exercício da democracia, onde as opiniões foram externadas com liberdade, porém, muitos questionamentos relacionados à organização do evento e suas regras foram direcionados à mesa.

No início, com o auditório já lotado, o ar condicionado insistia em não funcionar, situação que causou mal-estar nos participantes.

O horário estabelecido para o começo dos trabalhos (19:00 h) recebeu muitas críticas, pois a medida que o tempo foi passando, as pessoas foram se retirando, já que o transporte coletivo de Ilhéus funciona até meia-noite.

A data marcada, em um sábado, não foi bem recebida pelas comunidades rurais envolvidas no projeto (Juerana, Ponta da Tulha, Lagoa Encantada), já que o dia da semana foi considerado inapropriado para a participação plena dos seus representantes, uma vez que costumam trabalhar nas feiras populares, vendendo seus produtos.

Perguntas relacionadas ao Porto-Sul não foram aceitas pela mesa, sob a alegação de que são projetos diferentes, analisados de forma distinta, que renderão dois processos de licença ambiental.

Os ambientalistas não receberam bem a advertência, já que as estimativas de cargas que serão transportadas pela ferrovia, prevêem que o minério de ferro (a ser exportado pelo porto) é na verdade o principal motivo para colocação dos trilhos.

Pedidos de cancelamento da audiência foram encaminhados, mas, negados. Defensores e contrários dividiram opiniões, com alguns momentos tensos.

De qualquer forma o civilismo e o debate educado prevaleceram.

Veja fotos de alguns participantes, e imagens com legendas que sintetizam determinados momentos.

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O PORTO-SUL E O DEBATE APEQUENADO

Segundo um visitante do Blog do Gusmão, “ambientalista” teria “furtado” panfletos na recepção do hotel.

E-mail enviado por Eriksson Vinicius Moraes Bastos.

Realizada no auditório do Ilhéus Hotel entre os dias 29 e trinta deste mês de janeiro, a IV Conferência Municipal das Cidades reuniu cerca 150 (cento e cinquenta) delegados e fora iniciada pelo prefeito do município, Newton Lima.

O evento contou com a participação de pessoas de várias áreas da sociedade, como líderes comunitários, agentes de saúde e alguns representantes políticos.

Dentre tais pessoas encontrava-se a presidente da ONG Associação Ação Ilhéus, a distinta senhora Maria do Socorro Mendonça. Para quem não sabe, o movimento prega o crescimento sustentável, colocando sempre o meio-ambiente em primeiro lugar. Assim, é de se depreender que a ONG e seus integrantes opõem-se à construção do novo sistema intermodal no norte de Ilhéus, o chamado Porto Sul.

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MAIS AGILIDADE NA IMPLANTAÇÃO DO PORTO SUL

O Ministro dos Portos Pedro Brito, em audiência, confirmou ao governador da Bahia, Jaques Wagner, que permitirá a ANAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) realizar o primeiro leilão de concessão de um porto público no país, sendo este o Porto Sul em Ilhéus.

Para a implantação do Porto Sul, a ANAQ considera fundamental a elaboração de um Projeto Básico de Engenharia, um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) e uma licença ambiental.

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O PORTO SUL É NOSSO!

Por Elias Reis.

O índice de Desenvolvimento Humano é um indicador da qualidade de vida dos povos. O IDH foi criado na última década de 70, pela Organização das Nações Unidas e esse índice compõe-se dos seguintes elementos: expectativa de vida, analfabetismo adulto (pessoas acima de 15 anos) e renda per capita. A partir desses parâmetros, podemos classificar muitas cidades em três níveis, variando de zero (nenhum desenvolvimento) a 10 (desenvolvimento total).

De acordo com essa escala, estariam no patamar de alto desenvolvimento as cidades com IDH igual ou maior que 0,8, ficando no pelotão intermediário os com entre 0,5 e 0,79. As cidades com índices inferiores a 0,5 são consideradas de baixo desenvolvimento. Vale lembrar que as 30 melhores cidades brasileiras em promoção humana – índice superior a 0,9 – são todas economicamente fortes, socialmente justas e politicamente corretas.

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NAZAL NO MEIO AMBIENTE

Uma opinião construtiva deste blogueiro, direcionada aos homens do Palácio, não vale um real. Agora que Pai Cidão – especialista em pedir a cabeça de assessores de imprensa – assumiu a condução política do governo, é provável que não mereça dez centavos.

Como sou ousado e preocupado com Ilhéus, gostaria muito de ver José Nazal na pasta de meio ambiente, pois não tenho dúvidas, de que é um nome preparado para a função, onde teria condições políticas de aparelhar a estrutura da secretaria, que terá uma importância cada vez mais crescente, de agora em diante.

Muitos ambientalistas, assim como, muitos desenvolvimentistas concordam com minha opinião.

Na discussão sobre o Porto-Sul, como secretário de governo, Nazal demonstrou interesse e conhecimento sobre o tema, sendo assim, considero que seja necessário não perdê-lo de vista.

O ex-prefeito Antônio Olímpio poderia presidir a Maramata, onde teria condições de recuperar  a importância que ela possuía, nos tempos que o professor Soane Nazaré servia como “norte”.

MESSIANISMO A DOENÇA INFANTIL DO ECO-LOGISMO

gerson marques

Por Gerson Marques.

As manifestações de alguns ambientalistas de Ilhéus contrárias à realização aqui de um evento internacional de surf, somente porque este tem o patrocínio da Bahia Mineração, confirma os maiores temores que tenho em relação a esta campanha anti-Porto Sul.

Há bem da verdade, já estava difícil entender uma associação de grupos tão diferentes em torno de um só objetivo: Barrar a construção do Porto Sul em Ilhéus.

Nesta campanha existe uma maquiavélica aliança do movimento ambientalista de Ilhéus com especuladores imobiliários que fatiam e loteiam a Praia do Norte há anos, hoteleiros estrangeiros e seus mega resorts construídos com madeira ilegal retirada da Mata Atlântica e um grupo de origem britânica, que por sinal esta envolvido até o pescoço em crimes internacionais de lavagem de dinheiro e outras mazelas mais, pelas quais inclusive respondiam a processos criminais em seis países, antes de desaparecerem de forma misteriosa em um avião que nunca foi achado, episódio, aliás, sobre o qual pairam diversas dúvidas inclusiv e na polícia.

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EDSON DUARTE VOTA CONTRA PORTO DE ILHÉUS

Do Bahia Notícias.

EdsonDuarteA Câmara Federal aprovou na noite de ontem a Medida Provisória 462/09, que acrescenta o Porto de Ilhéus ao do Plano Nacional de Viação, possibilitando mais investimentos. Da Bahia, só quem votou contra a proposta foi Edson Duarte, do PV, alegando questões ambientais e necessidade de estudos de impacto ecológico. A MP uniu governo e oposição. Encaminharam favoravelmente à votação os deputados José Carlos Aleluia (DEM), Jutahy Júnior (PSDB), Geraldo Simões (PT), Colbert Martins (PMDB) e Lídice da Mata (PSB). O Porto de Ilhéus é importante para o escoamento de toda a produção de soja, tanto do Centro-Oeste quanto do Oeste da Bahia.

CUBATÃO NA BAHIA. O SECULO XX PEDE PASSAGEM

Artigo sobre o porto sul, de Fábio Feldmann para a Terra Magazine.

Tenho insistido muito na idéia de que o mundo hoje está polarizado entre duas visões: a do século XX versus século XXI. O pré-sal, a era do petróleo, estaria claramente no século passado.

Este conflito está claramente refletido no nosso cotidiano, coexistindo as duas visões do mundo, de modo que o setor empresarial cosmopolita assume um papel inovador e responsável diante da sociedade, bem como o conceito de crescimento econômico e do PIB passa por uma reformulação, incorporando novas dimensões. Do ponto de vista político, o Brasil mantém práticas das capitanias hereditárias e sesmarias, que de tão conhecidas e escancaradas dispensam comentários…

Infelizmente temos no Brasil poucas lideranças governamentais com a visão do século XXI, o que se reflete claramente em políticas governamentais atrasadas e perpetuadoras de modelos superados. Na Bahia, estou acompanhando um “projeto governamental”, que me parece reproduzir Cubatão naquele estado, quando este exemplo se revelou completamente superado em termos de uma idéia de desenvolvimento sustentável, ou seja, aquele que incorpora as dimensões econômica, ambiental e social.

O Governo Federal pretende implantar uma ferrovia ligando Ilhéus-BA a Figueirópolis-TO, a denominada Ferrovia Oeste-Leste (FOL), com o objetivo de permitir principalmente o escoamento de ferro de Caetité e outras commodities, associando a implantação daquele modal à implantação de um porto em Ilhéus (na Ponta da Tulha). A ferrovia tem um custo estimado de 6 bilhões de reais, mediante financiamento do orçamento público, ou seja, o contribuinte brasileiro será o grande financiador. O porto seria objeto de eventual concessão de acordo com a legislação portuária. Quer dizer que num país com pouquíssima capacidade de investimentos públicos, estar-se-ia alocando verdadeira fortuna para um conjunto de obras de infra-estrutura com pouquíssima preocupação em otimizar alternativas já existentes, localizadas em regiões que não possuem os ativos ecológicos do sul da Bahia.

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