EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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Resenha Literária

RESENHA LITERÁRIA: “TUDO QUE NÃO É LITERATURA ME ABORRECE”

Por Evorah Landi.

Acordei hoje pela manhã com essa frase em minha cabeça; estava atordoado, nem imaginava de onde isto viera, só tinha a certeza de que não era uma autoria minha, mas bem que poderia adotá-la, pensei; pois, em contato com livros fico muitas horas dentro de casa e não sinto mais vontade de ir lá fora, onde sei que brilha a luz do sol e que tem gente caminhando pelas ruas, porém prefiro viver os meus dias de folga acomodado, inerte, lendo na penumbra da minha sala.

Ufa! Isso me faz lembrar Franz Kafka, o dono da frase e a sombria atmosfera de uma de suas melhores obras: “A Metamorfose”; faz tempo que a li, mas ela é extremamente atual, mesmo sendo escrita em 1912, época do momento histórico que ocorreu a crise da “Bélle Époque” que antecede a Primeira Guerra Mundial e o autor está em meio a uma crise existencial.

E talvez seja por isso que neste livro fica caracterizada a desesperança do ser, a falta de resposta para as questões mais simples e o pessimismo em relação ao futuro; neste clima “A metamorfose” é agressiva, mordaz, verídica e de resgate a valores perdidos. Existem muitos estudos psicológicos desta controversa obra apontando para os estados antagônicos que vivem o ser humano onde depois da fase coletiva vem à solidão, o isolamento, até chegar à neutralidade e finalmente a morte.

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RESENHA LITERÁRIA: EM TEMPOS DE BIG BROTHER

Por Evorah Landi.

Um local onde convivem confinados, vigiados por câmeras e microfones, um grupo de pessoas que nunca se viram antes, gente de costumes e pensamentos contraditórios disputando a glória efêmera e um grande prêmio para o vencedor, aquele que permanecer na casa; desta forma está armado o grande teatro televisivo BBB, ou Big Brother Brasil.

Todas as semanas três dos participantes são empurradas ao “paredão” pelos colegas, enquanto que, fora da casa, milhões de expectadores se encarregam em votar a saída de um deles. O programa televisivo é na verdade um jogo inventado na Holanda e é propriedade da Endemol, uma empresa de produção de programas de TV que já o exportou para mais de 40 países.

Como quase tudo que exibe a nossa TV nada tem de educativo, ele é tão somente feito para divertir; isso realmente fica patente nos apelos do programa que escala sempre pessoas jovens, malhados e mulheres bonitas que se exibem diante das câmeras, sempre com muito pouca roupa.

Mas, afinal o que é Big Brother?

É o nome do ditador bigodudo, o Grande Irmão do livro de George Orwell intitulado 1984 (em inglês, Nineteen Eighty-Four) O romance se tornou famoso por ser o retrato da fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo.

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RESENHA LITERÁRIA: PAULO COELHO; GÊNIO OU EMBUSTE?

Por Evorah Landi.

Ora, estava eu a andar, – digo navegar pela internet – quando avistei um blog com uma lista de discussão imensa; falando sobre que? Agora é que vocês não adivinham mesmo! Bem, vamos lá, que se diga logo; falando sobre o nosso maior vendedor de livros: o mágico Paulo Coelho.

E explico este titulo que estou dando a ele, pela proeza que tem realizado em sua caminhada literária, que, não é pequena, digna de um grande bruxo mesmo; como diz esta informação que peguei lá no tal blog: Em 2003, Paulo Coelho entrou para o Guinness Book of Record como o autor que mais assinou livros em edições diferentes. Cinco anos depois, apareceu pela segunda vez no Guinness, por conta de “O Alquimista”, como o livro mais traduzido do mundo – 67 idiomas! Ele tem 20 livros publicados e já vendeu mais de 100 milhões de exemplares.

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RESENHA LITERÁRIA: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Por Evorah Landi.

Cada dia que passa fico mais propenso a crer que a vida realmente imita a ficção, e esta também à vida; relembro um parente meu, que apesar de nascido de família ilustre, jamais fez algo de importante; uma pessoa sem projetos que passou pela existência sem construir qualquer realização efetiva; não se casou, nem teve filhos, tampouco trabalhou, vivendo sempre do sustento da sua família. E, até o momento que escrevo, permanece com setenta anos neste mesmo labor; bebendo, comendo e dormindo! Uma vida inteiramente desperdiçada, vazia, sem conhecer vitórias nem derrotas!

Este é a vida e cópia fiel de Brás Cubas, personagem da ficção classificado pelos críticos como o grande hipócrita da literatura brasileira, criação de Machado de Assis (1839-1908) em seu livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”,

Se José de Alencar foi o grande expoente do romance, Machado colocou a prosa brasileira no mais alto nível mundial do seu tempo. Sua obra não apenas divertia, moralizava os costumes ou os valores nacionais, mas a sua pena esmiuçava o espírito humano, a realidade psicológica dos personagens, desviando o foco de espaços externos e investindo no interior das pessoas, expondo-as em suas contradições e problemáticas existenciais.

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LÍDER GREVE DA PM
Carga Pesada






Funk do valentão.
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