Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
Publicado no Jornal Estado de São Paulo em 15.08.2010
O movimento recente dos investidores chinesas em direção aos ativos minerais do Brasil, que anunciaram negócios de US$ 7 bilhões este ano, deixou os setores de siderurgia e mineração com o radar ligado. Esse será um dos temas do encontro do Grupo de Acompanhamento do Crescimento (GAC), formado por representantes de empresários e pelo governo, que acontece em Brasília no dia 18.
Entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Instituto Aço Brasil (IABr) têm uma série de argumentos prontos para apresentar a Guido Mantega, ministro da Fazenda, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Sergio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.
Há quem defenda que a invasão chinesa é uma ameaça à soberania brasileira. Mas os riscos comerciais parecem ser o verdadeiro temor nacional. Ao explorarem o minério brasileiro, dizem os empresários, os chineses teriam condições de aumentar a produção de aço, da qual são líderes mundiais e vendê-lo no mercado internacional, inclusive no Brasil, a preços mais baixos.
Segundo o blog Pimenta na Muqueca (clique aqui), Ilhéus poderá “ganhar”um presente de grego (opinião deste blog), uma siderúrgica, que se não for construída e gerenciada com o mais absoluto cuidado, trará destruição ao meio ambiente, e perda da qualidade de vida.
Vejam neste documentário, o sofrimento de 300 famílias que moram no distrito de Pequiá, em Açailândia, no Maranhão, próximas a um pátio de descarga de minério de ferro, da Vale do Rio Doce, rodeado por cinco siderúrgicas e um britador.