EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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EXPEDIENTE:

Layout:
Jamile Ocké
Sistema:
Marcelo Guerra
Fotografia:
Sandro Andrade

Televisão

TELEANÁLISE: VITÓRIA E FRACASSO EM DUAS CENAS

Por Malu Fontes.

Em 2007, o Fantástico, o show da vida, como foi batizado ao nascer, contou uma história de sucesso dessas que emocionam o telespectador que se recusa a capitular diante das tragédias do mundo e sempre acredita que, sim, o mundo tem jeito, e que a vida sempre traz uma surpresa boa, mesmo que seja uma vez na vida e outra na morte ou que seja sob a forma de milagre. Através do Fantástico, o Brasil ficou sabendo que Alcides do Nascimento Lins, pobre, negro, sem pai, filho de uma catadora de lixo da periferia de Recife, fora aprovado, em primeiro lugar entre os alunos egressos de escola pública, no vestibular de Biomedicina, na Universidade Federal de Pernambuco.

No último domingo, no mesmo programa, o otimismo ou a esperança do mesmo telespectador que certamente ainda lembrava da felicidade gritada da mãe do estudante com o ingresso do filho em uma universidade conceituada, foram abatidos com a sentença apresentada à família do rapaz pela realidade brasileira, desta vez sob a forma de uma tragédia. Um dia antes, no sábado, Alcides, cuja formatura seria no final deste ano, fora assassinado por marginais na periferia de Recife, dentro de casa, com dois tiros, por não ter a informação sobre o paradeiro de dois vizinhos seus, os reais alvos da perseguição dos assassinos.

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ESTRESSADO COM O SUCESSO

O ator ilheense Fábio Lago, sucesso na última novela Caras e Bocas, da Rede Globo, tem demonstrado nervosismo no contato com os “fãs” que insistem em identificá-lo como “Fabiano”, o personagem cômico de grande repercussão.

Muitos desavisados não sabem distinguir o ator do personagem, e, de maneira maledicente, chegam a chamá-lo de “corno”, ou então, repetem exaustivamente o bordão da trama (não me absorva Fabiano).

O ator, que recentemente tirou alguns dias de descanso em Ilhéus, tem se queixado para amigos mais próximos, reclamando do incômodo gerado por comentários inoportunos e grosseiros, além do fim da privacidade.

Em alguns casos, infelizmente, Fábio perdeu a paciência, sendo levado a responder as agressões no mesmo nível.

Como diz o lugar comum, o “sucesso tem dessas coisas”.

GARI PEDE INDENIZAÇÃO POR COMENTÁRIO DE BORIS CASOY

Do site Comunique-se.

O polêmico comentário de Boris Casoy sobre dois garis rendeu mais uma ação judicial contra o apresentador do Jornal da Band e a emissora. Demilson Emidio dos Santos, que trabalha como gari na cidade de Campina Grande, na Paraíba, pede indenização por danos morais.

“Boris Casoy trouxe ao promovente, bem como a toda sua família, danos profundos. Os seus familiares perceberam o quanto o renomado jornalista, formador de opinião pública, pensa a respeito de tão nobre e indispensável profissão”, diz a ação, ajuizada no dia 28/01 na 8ª Vara Cível da Comarca de Campina Grande/PB.

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OS MELHORES DO ANO

Por Elias Reis.

Todo ano sempre é a mesma coisa – as pessoas insistem na mania de eleger aquele ou aquela que mais se destacou no ano. Quem foi a melhor atriz, melhor apresentador de televisão, melhor cantora, melhor médico, melhor deputado, melhor executivo, melhor vereador, melhor advogado, melhores prefeitos da região, melhor esse, melhor aquele e por ai vai…

Esse hábito é universal e, claro, também acontece no eixo Ilhéus/Itabuna e não é infundado. Todos gostamos de ser enaltecidos. Porém, pelo amor ao trabalho ou por um feito que realizamos. Quem é íntegro tem essa vaidade, mas de forma profunda. Um exemplo é o Prêmio Nobel. Poucos ganham. Ele é concedido apenas a quem se destaca de verdade, em algumas áreas para o bem da humanidade. E é positivo que a humanidade saiba o que esse pesquisador fez, porque ele servirá de exemplo para as pessoas progredirem. Creio que nenhum ganhador do Nobel tenha trabalhado em função do prêmio, mas pelo resultado do trabalho. O prêmio é um mero reconhecimento, por maior que seja.

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TELEANÁLISE: O HAITI TAMBÉM É AQUI

Por Malu Fontes.

“Os haitianos que rezem para que as câmeras do mundo demorem muito por lá, pois depois que elas partirem, os humanitários de última hora não vão achar a menor graça em ajudá-los. Se ninguém vai ver, que graça tem?”

Há dias as emissoras de TV de todo o mundo, especialmente as brasileiras, em função da presença das tropas do Exército Brasileiro no Haiti, veiculam diariamente imagens e notícias do terremoto, uma das maiores tragédias naturais ocorridas nos últimos tempos. À medida que o tempo passa, as informações sobre o terremoto em si vão se tornando corriqueiras, gerando a necessidade de incorporar diariamente à cobertura midiática novas formas de abordagem e ilustração do caos no país, tido e havido como o mais pobre das Américas.

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SEXO ORAL EM DISCUSSÃO NO BBB

O íntimo ao público.

Integrante do BBB deixa de lado a preservação da intimidade, revelando como age no sexo oral.

Vídeo não recomendado para crianças.

DONA ENEDINA NA GLOBO

Um dos exemplos de superação retratados hoje (29) pelo Globo Repórter é o da dona Maria Enedina, a ilheense que foi alfabetizada pelo TOPA aos 100 anos de idade. O programa dessa sexta-feira conta histórias de pessoas que chegaram à terceira idade e estão em plena atividade física e mental.

Mas não é a primeira vez que a simpática senhora aparece na telinha. Dona Enedina já esteve no Jornal Nacional e participou de um vídeo do Governo da Bahia.

TELEANÁLISE: AS VASSOURAS DA MORALIDADE E A VACA

Por Malu Fontes.

Quaisquer programas na linha reality show, como A Casa dos Artistas, A Fazenda e o clássico do gênero, o Big Brother Brasil, não se caracterizam exatamente por ter em seus elencos e repertórios pessoas que se destacam por suas performances intelectuais e temas elevados e enriquecedores para os telespectadores. O formato é um fenômeno cuja idéia central é ancorada na certeza de que um contingente populacional imenso do país vai passar meses assistindo a um bando de anônimos dizendo coisa com coisa e fazendo absolutamente nada produtivo.

Há quem diga, inclusive, que os telespectadores se identificam tanto com o formato do programa porque nele podem ver um bando de ninguéns, os BBBs, iguais a eles próprios (telespectadores), fazendo exatamente o que ambos mais sabem e querem fazer na vida: nada! Passam o dia fazendo e falando besteiras e bobagens e esmo. Portanto, a questão é: do lado de cá da tela, a rapaziada, como dizem os sambistas, com o mesmo perfil e pertencente aos mesmos grupos sociais da amostragem daqueles que vão para os BBBs da vida, é diferente em quê, em termos de conteúdo e comportamento, desses que são os novos ídolos nacionais da última semana?

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PRA SUBIR, A AUDIÊNCIA

Sábado e domingo o número de visitantes cai, cai muito.

Para melhorar os “índices” decidimos recorrer a uma receita infalível, sempre utilizada pelos canais abertos de televisão: mulheres de biquini!

Então, vai este vídeo com a baiana do momento, a PM Anamara do BBB.

Aliás, depois que ela sair da “casa”, em que tipo de filme ela pretende atuar?

“EU COMPRARIA UMA PLAYBOY DELA”

Frase do blogueiro Lucas Vitorino sobre a competente e belíssima repórter da TV Santa, Suzi Martins.

Lucas “escarafunchou” a net e encontrou fotos da beldade (clique aqui).

Encontramos este vídeo, com uma reportagem feita por Suzi sobre um tema palpitante: “o acasalamento das baleias”.



TELEANÁLISE: O ZOOLÓGICO HUMANO E OS JEGUES

Por Malu Fontes.

Os movimentos sociais organizados, os grupos de estudos acadêmicos e a militância política de determinados segmentos e ONGs sentem os estertores da morte de raiva. Passam anos estudando, publicando, fazendo assembléias, tudo para agendar nos meios de comunicação as chamadas temáticas das minorias, dos vulneráveis. Aí, vem a televisão, justamente com os formatos tidos como os mais rasos, fúteis e dita o assunto sobre o qual o país inteiro vai falar nos próximos meses. É assim com as novelas, quando usam temas espinhosos ou polêmicos como pretexto para alimentar suas tramas, a exemplo de racismo, homossexualidade, drogas na classe média e violência doméstica. E é assim também no Big Brother (no ar, em sua décima edição, desde a última terça-feira), quando escolhe seus personagens da temporada.

Há quem torça o nariz para o modo como a televisão aborda ou enquadra determinados temas, grupo sociais ou causas, uma vez que quase sempre ela o faz sobrecarregando nas tintas da caricaturização. Mas também, se há um debate inócuo, é esse de ficar esperneando enquanto cobra-se da indústria cultural do entretenimento que ela, de fato, imprima um tom de seriedade e consistência aos temas que elege em busca de audiência. Televisão é feita para o senso mais que comum e este se dá muito mais que satisfeito com seus respectivos modos de representação.

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A SENSAÇÃO DO ALAMBRADO

No alambrado, todos queriam ser entrevistados pela repórter.

Impedido de ter acesso às cabines de imprensa do estádio Mário Pessoa, o editor deste blog foi para o alambrado.

Apesar da goleada sofrida pelo Colo-Colo, percebi que a turma, em pé, continuava atenta, sem se preocupar muito com a bola, e sim, para um “colírio”.

A elegância da belíssima repórter da TV Santa Cruz, Suzy Martins, chamou a atenção da galera do alambrado, amenizando a decepção gerada pelo placar que detonou o Tigrão.

Com todo respeito, esta sim jogou um bolão!

O CACAU DÁ SAMBA

Do Blog do Daniel Thame.

O cacau pode não estar dando muito dinheiro, mas pelo menos está dando samba.Isso mesmo: o cacau é o tema da Escola de Samba Rosas de Ouro no carnaval deste ano em São Paulo.

Vá lá que falta uma referência explícita ao Sul da Bahia, mas só o fato de ter o nosso principal produto mostrado por uma das principais escolas de samba de São Paulo, com o desfile transmitido ao vivo pela Rede Globo, com inevitável citação cenográfica a Jorge Amado, é uma divulgação e tanto.

Confiram a letra, de autoria do carnavalesco Jorge Freitas:

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TELEANÁLISE: SEUS PROBLEMAS COM A VIOLÊNCIA ACABARAM

Por Malu Fontes.

Algum gênio, expert ou autoridade em sociologia, antropologia, semiótica, ou, melhor ainda, em comunicação, é capaz de explicar o objetivo, a função, o sentido, a eficácia e o efeito público da campanha institucional, produzida e veiculada pela Prefeitura de Salvador, para anunciar o site <www.salvadordapaz.com.br>, em defesa da paz? Muita coisa abaixo de qualquer classificação de ridícula se tem feito e refeito em nome da promoção da paz. E talvez seja justamente por isso, ou seja, por assustar-se com tamanho mau gosto e tamanha breguice e ineficácia das campanhas e manifestações em seu nome, que a coitada da paz cada vez mais dá as costas a esse país e, mais recentemente, especialmente a Salvador.

Quem quiser saber como a banda toca na relação paz versus violência na cidade, preferencialmente antes de entrar no site anunciado em horário nobre, com o dinheiro dos contribuintes encurralados pela violência, que pergunte a alguma voz privilegiada que vê literalmente o número abissal de cadáveres objetos de violência que chegam todos os dias ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Se não quiser chocar-se um tanto mais, que pergunte tão somente sobre o número de corpos vitimados pela violência e que lá chegam como não identificados. Mas transparência no que se refere a estes ou outros números da violência não é o forte dos órgãos oficiais que usam o gasto nome da democracia em vão.

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TELEANÁLISE: CUIDADO COM O BALANÇO DO DIA

Por Malu Fontes.

Sobre a fragilidade da existência humana, o arquiteto Oscar Niemeyer, aos 102 anos, disse, de forma singular: a vida é um sopro. De modo tão poético quanto o do papa da arquitetura brasileira, mas de forma ainda mais desconcertante, como se espera daqueles que experimentam hoje um outro tipo de desencantamento do mundo, a banda baiana Cascadura adverte em uma de suas canções: ‘muito cuidado com o balanço do dia/qualquer coisinha, já não estamos aqui’. Essas duas perspectivas sobre o quanto a vida é efêmera, transitória e fugaz, não apenas pela sua própria natureza, mas por conta das contingências do mundo contemporâneo e dos surtos ininterruptos de violência, como ocorre no Brasil, são ilustradas, diariamente, em todas as emissoras de TV, em quaisquer telejornais.

A paisagem urbana e também televisiva, sobretudo nessa época do ano, é predominantemente publicitária e festiva. Uma profusão de gente (in)feliz e de mercadorias sedutoras buscando-se ávidas entre si, por conta do espírito de natal, do décimo-terceiro, do clima de Ano Novo, da chegada do verão, da proximidade do Carnaval. Todos fazem de conta que a normalidade dá o tom das rotinas de cada dia, mas qualquer cidadão brasileiro de bom senso sabe, mesmo sem querer saber, que qualquer nesguinha de alegria depende mesmo e tão somente é da sorte de o balanço do dia permitir.

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BBB, QUE SACO!

Por Maria José Moreno.

Esta será a décima edição.

Mais uma vez  a TV Globo vai faturar alto com a falta de opção do povo brasileiro, que em grande maioria corre pra assistir. Como diz o mestre Ariano Suassuna: o cachoro só gosta de osso, porque nunca lhe dão filé. A partir do momento que ele tiver o costume do filé, deixará o osso de lado”.

Que saco! Que chatice! É a mesma fórmula: musculosos e gostosas se exibindo para as câmeras, dançando em festas massantes, discutindo questiúnculas, engalfinhando-se, disputando fama e dinheiro, só efemeridades.

O antipático BBB possibilita um voyerismo superficial, com uma análise psicológica repetitiva.

Não vejo a hora do “teleeeeespéctador” se cansar e o ibope cair.

Não irei ver e não recomendo.

Chega de BBB!

TELEANÁLISE: VINDE A MIM OS DESVENTURADOS

Por Malu Fontes.

A televisão adora uma tragédia e mais ainda transformá-la em melodrama. Nesta época do ano, juntando-se os fatos estarrecedores que nunca param de acontecer aqui e no mundo ao espírito de porco daqueles que mal podem esperar o Natal para levar a alma a uma lavanderia de consciências sujinhas, tem-se a receita ideal para os corvos existentes tanto do lado de cá da tela da TV quanto dentro dela. Pródiga em tragédias, a realidade brasileira deu neste Natal um combustível e tanto para os corvos televisivos: o drama do menino cujo padrasto, o tipo mais lombrosiano visto na TV nos últimos tempos, enfiou-lhe dezenas de agulhas. Apelidado dramaticamente por segmentos da imprensa baiana de ‘o soldado Márcio’, pode-se dizer que o menino e seu drama não foram objeto de cobertura por parte do telejornalismo, mas de uma transmissão quase ininterrupta.

Transmite-se tudo. Repórteres gravam na brinquedoteca do hospital com informações imprescindíveis: ali é o lugar onde a mãe do menino vai várias vezes por dia pegar um carrinho. Narra-se que dezenas de pessoas já fizeram romaria ao hospital para deixar presentes. Mostra-se um berço hospitalar vazio e ao lado uma poltrona e explica-se para o telespectador demente que o garotinho, todo o tempo assim, no diminutivo, está numa UTI pediátrica num berço exatamente igual àquele mostrado pela repórter. E que a mãe fica o tempo inteiro numa poltrona amarela também igual àquela.

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TELEANÁLISE: NA BAHIA DA TV, AS TROMBETAS DO PARAÍSO

Por Malu Fontes.

Quem é minimamente crítico condena os anúncios publicitários ancorados na família feliz de margarina, nos quais tudo é lindo, colorido, iluminado, nunca chove e não só a família é branca e loura como os cachorros quase sempre são labradores amarelos de olhos azuis e não apenas sorriem, mas também argumentam, embora com o rabo. Ou seja, é praticamente consenso entre as pessoas normais que as famílias de propaganda de margarina só existem no intervalo comercial da TV. Coitadas das famílias de margarina. Além de condenadas à não existência, são caricaturizadas por gato e cachorro só porque seus integrantes são lindos, ricos, e nórdicos, têm cachorros que gargalham e moram na Casa Cor.

É consenso que, tratando-se de televisão, tudo parece e aparece exagerado. Há quem ache que tudo o que é veiculado na TV é mentira, até mesmo as verdades, de tão exageradas que aparecem no mundo das imagens. Outro dia, numa edição do Profissão Repórter, uma velhinha do sertão nordestino, disse que não queria dar entrevista nenhuma a Caco Barcelos, pois, segundo ela, na televisão tudo é mentira. Argumentou: mora naquele torrão há décadas e nunca viu ali um carro pegando fogo com todo mundo saindo vivo de dentro, muito menos um carro que passasse com as rodas fora do chão. Já na TV, o carro explode e não mata ninguém e alguns ainda avoam (sic).

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TELEANÁLISE: OS FILHOS DO AXÉ

Por Malu Fontes.

malu fontesNasceu o filho da brasileira mais famosa em todo o mundo e em todos os tempos, afinal, nunca na história deste país houve mulher tão globalizada. Na última quarta-feira, notinhas curtas em sites anunciavam de forma lacônica que Gisele Bündchen havia parido um bebê do sexo masculino. E ponto. E pronto. Nada sobre detalhes, nenhuma imagem, nenhum texto meloso de parentes, nenhuma carta aberta de puxa saco, nenhuma imagem de visita famosa acenando da janela do hospital, em Boston (EUA). E olha que no departamento paparazzi os americanos estão anos luz à frente dos brasileiros. O diagnóstico é óbvio: perto da trajetória midiática dos filhos do axé (leia-se o filho de Cláudia Leite, o filho de Ivete Sangalo e a neta de Daniela Mercury), o nascimento do filho de Gisele, que antes de nascer nem o sexo ninguém sabia (nem mesmo a mãe), que no dia em que nasceu nem nome tinha, passou em brancas nuvens.

Certamente não se pode dizer que nesse filete de discrição da mãe de primeira viagem mais cobiçada do mundo por tablóides, sites e paparazzi não haja um dedinho da própria Gisele. Fale-se tudo da modelo gaúcha, mas ninguém nunca a viu escornada numa banheira na capa da revista Caras ou enfiada num ofurô de leite de cabra numa ilha tropical ou num castelo alugado numa roça européia. Já na província, mesmo que os paparazzi inexistam para fotografar as celebrities tomando sorvete na Ribeira, o babado midiático em torno de suas crias é fortíssimo. Como exemplo textual, visual e pontual do quanto as referências aos filhos do axé são onipresentes na mídia, basta adotar como amostra o último domingo televisivo.

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POR QUE OS CANDIDATOS A VEREADOR E A PREFEITO DE ILHÉUS NÃO APARECEM NA TV?

E-mail enviado ao Blog do Gusmão, por Gilson Dantas.

tv+3Ilhéus e Itabuna, cidades vizinhas que dividem tantas coisas, como a água, as praias e o comércio, no que se refere ao uso da TV, não usufruem das mesmas facilidades.

A irmã mais nova “Itabuna” tem seus candidatos presentes na telinha, pelas repetidoras sediadas em seu território e tem freqüentemente grandes reviravoltas no resultado eleitoral.

Bairrismos à parte, a irmã mais velha “Ilhéus”, não possuindo repetidora de nenhum grande canal, no horário político não veicula seus candidatos. Aqui a campanha inicia e termina sem mudanças, o candidato que sai na frente é sempre o que ganha.

Nós de Ilhéus sentimos falta de conhecer nossos políticos, de ver “a cara” deles na televisão. Só o rádio e os meios impressos não nos possibilitam escolher com mais critério nossos candidatos.

Não sou do campo político, mas gostaria de assistir os candidatos daqui garimpando votos na TV. Confesso que sempre vejo a propaganda eleitoral de Itabuna, até porque também é entretenimento, devido aos candidatos engraçados, aquelas figuras pitorescas que de repente nos arremessam laranjas, pepinos e abacaxis. Há também os que levam toda a família pra chorar e rezar por sua vitória. Tem os debates, que às vezes na terra dos papa-caranguejos, no rádio, os principais candidatos sequer comparecem. Na TV os prefeituráveis de Itabuna normalmente não faltam.

Precisamos fazer uma nova campanha, como a do “ilheense vota em ilheense”, que nos rendeu 2 deputados.

Que tal: “ilheense só assiste a programação da TV itabunense se na campanha política tiver candidato ilheense”?

Afinal também consumimos os produtos que são anunciados lá, não é mesmo?

Do Blog do Gusmão.

Gilson, muito obrigado pela contribuição.

Os candidatos a vereador e a prefeito de Ilhéus não participam do horário eleitoral gratuito porque os partidos e as coligações normalmente não aceitam. Havendo um acordo entre todos, requerendo o espaço, a legislação permite que eles apareçam na telinha das tvs regionais.

Na última eleição (2008), os candidatos de Porto Seguro conseguiram espaço, depois de um entedimento.

Um abraço.

FILHO MATA O PAI POR CAUSA DO CONTROLE-REMOTO

da TV Sudoeste / Blog do Marcelo

Uma discussão terminou com o assassinato de um lavrador, pelo próprio filho, em Belo Campo. O crime chocou os moradores da cidade.



TELEANÁLISE: DENTÕES, COLARES E RISCOS LÚDICOS

Por Malu Fontes.

malu fontesEsperta que só ela, Ana Maria Braga resolveu inaugurar seus dentões novos num período em que os olhos da mídia inteira estavam voltados ora para a fumaça ainda em torno do vestido da aluna da Uniban, ora para a politização, a arrogância e as trapalhadas das autoridades em torno do blecaute que deixou metade do país no escuro. Inspirada, não se sabe, se nos mordedores estreados um dia desses pelo ator Stênio Garcia, ou, quem sabe, acompanhando o que pode ser uma tendência dentária eqüina, pela proporção da verticalidade dos dentes, o fato é que o rosto da apresentadora ficou estranhíssimo.

Como bem já disseram os meninos do quadro “Exagerados’, do Fantástico, esse negócio de ficar bonito já está começando a ficar feio. Mas, diante das tantas estranhezas outras que se sobrepõem ininterruptamente neste país, que mente sã iria atentar justo para a nova coleção de dentões de uma apresentadora? Mesmo porque, como deter os olhos nos dentes se o que a mesma apresentadora mostra em sua tela é mais tão dantesco? Na segunda-feira, por exemplo, ela mostrava centenas de desabrigados das chuvas na baixada fluminense, muitos sem dentes, chafurdando como porcos na lama disputando donativos entre si.

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