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:: ‘Tostão’

COLUNA DO TOSTÃO: BRASIL ELIMINADO

Por Tostão.

O Brasil fez o melhor primeiro tempo e o pior segundo tempo da Copa. No primeiro, poderia ter feito mais de um gol. No segundo, quando perdia por 2 a 1, foi todo para frente, e a Holanda teve mais chances de fazer o terceiro, que o Brasil de empatar.

O Brasil, que fez, durante os quatro anos sob o comando de Dunga, um grande numero de gols em jogadas aéreas, levou dois gols nesse tipo de lance.

O Brasil, que procurou, durante quatro anos, um lateral-esquerdo, levou dois gols em jogadas que se iniciaram por esse setor.

O Brasil, que sempre teve um armador pela direita para ajudar Maicon (Elano ou Daniel Alves), nunca teve um armador, pela esquerda, para ajudar Michel Bastos. Desse lado, começaram as duas jogadas dos gols.

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COLUNA DO TOSTÃO: FORÇA DA TRADIÇÃO

Por Tostão.

Trouxe dois livros para reler, durante a Copa, nos intervalos entre um jogo e outro, um treino e outro, uma refeição e outra, uma conversa e outra e um devaneio e outro. Desassossego, de Fernando Pessoa, e Veneno Remédio, do ensaísta, músico, compositor, professor de literatura e amante do futebol, José Miguel Wisnik, um dos mais belos sobre este esporte.

Entre as oito seleções classificadas para as quartas-de-final, quatro são sul-americanas, um feito notável e inédito. As quatro podem ir à semifinal. A classificação dos quatro times sul-americanos diminuirá a euforia de parte da imprensa com o futebol europeu, especialmente o inglês.

Os estádios na Inglaterra são tão cheios e tão bons, os gramados tão perfeitos, e a organização das competições tão exemplar, que peladas entre times pequenos parecem grandes jogos.

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COLUNA DO TOSTÃO: BELÍSSIMA VITÓRIA

Por Tostão.

Qual é o comportamento de um atleta antes de um jogo importante? É variável. Cada um tem seu jeito. Garrincha não sabia nem o nome da outra seleção. Eu, pelo contrário, ficava tenso, pensava no jogo e não dormia bem.

No vestiário, antes de entrar em campo, a maioria dos jogadores tem um ritual. Uns beijam a medalhinha dez vezes (não pode ser nove ou 11). Gerson ia para o canto para fumar. Era mais vício que ritual. Pelé deitava e fechava os olhos. Ninguém podia incomodar a fera. Ninguém sabia se ele dormia, sonhava, se pensava no gol que faria ou apenas descansava.

O estádio está lotado, e faz muito menos frio que no primeiro jogo. Vesti tantas roupas, que sinto até calor.

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COLUNA DO TOSTÃO: JOGO DIFÍCIL

Por Tostão.

Costa do Marfim e Portugal têm boas chances de vencer a Coreia do Norte pela diferença de mais de um gol. Por isso, empatar amanhã com a Costa do Marfim é um resultado ruim, perigoso. O Brasil teria de ganhar de Portugal.

A Costa do Marfim é uma seleção alta, forte e com bom sistema defensivo. O bom ataque de Portugal foi totalmente anulado. Por outro lado, o time africano não criou chances de gol. O jogo só poderia terminar em 0 a 0.

A Costa do Marfim atua com quatro defensores, dois volantes, uma linha de três meias e um centroavante. Mas como marcou muito atrás, com nove jogadores em seu campo, esperando Portugal para contra-atacar, o centroavante ficou isolado. Hoje, Drogba inicia a partida. Ele é excepcional nas jogadas aéreas e nas finalizações.

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A ARTE NÃO MORREU

Por Tostão.

É injustificável uma Copa do Mundo ser jogada com uma bola que a maioria dos goleiros, defensores e atacantes, não gostam. Só os que têm contrato de publicidade com o fabricante elogiaram a bola. Seria como se um grande pianista tocasse em um dos grandes teatros do mundo com um piano que ele não gostasse.

Nos treinos em Johannesburgo, o Brasil se preparou para jogar contra a Coreia do Norte. A equipe marcou por pressão, o que raramente faz, e os reservas atuaram com duas linhas bastante recuadas de quatro jogadores, como jogam os coreanos. Hoje, contra a seleção do Zimbábue, o Brasil deve repetir a estratégia.

Se a seleção, em vez de viajar e fazer dois amistosos contra fraquíssimos adversários, repetisse os ótimos e intensos treinos que tem feito, seria melhor tecnicamente, os jogadores ficariam mais descansados e correriam menos riscos de contusões. Mas a rica CBF só pensa em faturar.

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COLUNA DO TOSTÃO: A MESMICE NO FUTEBOL

Por Tostão.

Johannesburgo & É minha sétima Copa, duas como jogador e cinco como comentarista. O Mundial é a maior competição de futebol, mas não é uma guerra nem a coisa mais importante do mundo.

O novo caderno de esportes da Folha recebeu muitos elogios e também críticas. Um leitor disse que continua a mesmice de algumas opiniões. Não citou nomes. Ele tem certa razão.

Sempre que escrevo, tenho a sensação de que eu, ou alguém, já disse o mesmo ou coisa parecida, com outras palavras.

É difícil fugir da mesmice. Só os gênios são originais. A vida, na maior parte do tempo, é uma mesmice. Ela só é especial quando emociona e surpreende.

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COLUNA DO TOSTÃO: QUEM SABE E QUEM NÃO SABE

Por Tostão.

Dunga já definiu, há muito tempo, uma única estratégia e praticamente o time titular. Isso é perigoso. Ainda mais em uma Seleção Brasileira com tantas possibilidades.

As seleções comuns, mesmo quando vencem, ficam geralmente prontas com antecedência. As grandes seleções, mesmo quando não vencem, são definidas durante ou próximo da Copa. Por causa dos excelentes resultados, Dunga acha que só há um jeito de vencer.

A estratégia será a mesma de quase todas as seleções: iniciar a marcação no meio-campo, diminuir os espaços na defesa e contra-atacar. A Espanha é a única que privilegia a posse de bola, a troca de passes no meio-campo e o domínio da partida.

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COLUNA DO TOSTÃO: METÁFORA DA VIDA

A Copa do Mundo, a convocação da Seleção Brasileira e os discursos ufanistas de Dunga e Jorginho despertaram opiniões e sentimentos contraditórios. As discussões estão nas ruas e na mídia, não só na esportiva. As análises refletem os diferentes comportamentos humanos.

Nas discussões técnicas, existem os que concordam com as escolhas de Dunga e com seu jeito operatório e obsessivo pelo resultado. Acham que só assim os jogadores terão raça e disciplina para ganhar o Mundial.

Outros criticam a falta de ousadia, de flexibilidade e de comprometimento do técnico com a beleza, com a qualidade do jogo e com as características e a história do futebol brasileiro.

É preciso lembrar, para não ser injusto, que não foi Dunga quem mudou o estilo brasileiro. Houve, durante décadas, uma progressiva transformação em nossa maneira de jogar. O Brasil exportou a fantasia e a habilidade e importou a força física, o pragmatismo e a disciplina tática. Os europeus levaram vantagem na troca. Ficou quase tudo igual.

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PRONTA ANTES DA HORA

O Blog do Gusmão, a partir de hoje, pretende publicar as colunas de Tostão, considerado por muitos, o melhor articulista de futebol da crônica esportiva brasileira.

As palavras de Dunga, e também de Jorginho, estão cada dia mais parecidas com as das pessoas superconservadoras, “patriotas” e com as dos motivadores de autoajuda, com seus discursos repetitivos e óbvios, como se existisse uma regra, um perfil, um manual para ser vencedor.

Para manter a coerência, Dunga não convocou Adriano, que não joga bem e não tem tido comportamento profissional. Será que foi correto? Não sei.

Como se esperava, Ronaldinho, Ganso e Neymar ficaram de fora. Eu convocaria Ganso e Ronaldinho. Não levaria Neymar porque é jovem e franzino, e sim porque há excelentes e experientes jogadores em sua posição. Prefiro Tardelli a Nilmar e Grafite.

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