EMÍLIO GUSMÃO

Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.

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EXPEDIENTE:

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Jamile Ocké
Sistema:
Marcelo Guerra
Fotografia:
Sandro Andrade

violência

TELEANÁLISE: CANGAÇO URBANO

Por Malu Fontes.

Entre as centenas de horas de imagens armazenadas nos centros de documentação das emissoras de televisão, gravadas durante a cobertura da guerra nos morros do Rio, uma, em especial, chamou a atenção: dezenas de ‘soldados do tráfico’ fugindo em bando, pelo mato, em desabalada carreira, como diriam vetustos escritores, no cume do morro da Vila Cruzeiro em direção ao Complexo do Alemão. Alguns só de bermudas, outros descalços, mas todos armados até os dentes com fuzis e outras peças de grosso calibre, muitas delas de uso ‘exclusivo’ das Forças Armadas, como a imprensa adora repetir.

A certa altura, enquanto uns caíam atingidos por tiros, dezenas de outros eram colhidos por uma potente pick-up preta que, saberia-se depois, era blindada. Era também roubada e clonada, avaliada em mais de R$ 100 mil, antes da blindagem. A imagem, pela natureza da cena e pela quantidade de homens, é uma das melhores traduções do paradoxo que é o Brasil. O país do Pré-Sal e dos aviões ultramodernos da Embraer é o mesmo que produz milhares de cangaceiros urbanos dispostos a tudo em nome do tráfico e a mais ainda em nome da mera sobrevivência, a qualquer custo, ao cerco do Estado, na primeira vez em que este se dá nessa escala e com esse propósito, o de retirar dos traficantes não apenas as drogas e as armas, mas o território geográfico.

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É HORA DE LEGALIZAR?

Por Leonardo Attuch.

Como todas as guerras, a do Rio de Janeiro é também econômica. Durante décadas, os governantes conduziram uma política de boa vizinhança com os criminosos. O passo seguinte foi a transformação das autoridades em sócios informais do crime. As explosões de violência eram pontuais. Em geral, estavam mais ligadas a guerras internas de traficantes pelo domínio de bocas de fumo do que a confrontos com policiais. Uma disputa territorial, com foco na conquista de mercados.

Com o passar dos anos, esse negócio foi se sofisticando. Passou a utilizar armas poderosas e a movimentar cifras bilionárias, que vão além do comércio local de drogas. O Rio se transformou num entreposto do tráfico internacional, comandado a partir das favelas. Nesse modelo perverso, a maior vítima era a população trabalhadora dos morros. Gente alvejada pelo fogo cruzado e morta “em combate” nas subidas das tropas de elite. Enquanto os consumidores continuavam enrolando em paz seus baseados, os policiais corruptos faziam seu pé-de-meia protegendo bandidos e liberando usuários endinheirados. Capitães Nascimento reais, se existem, colocavam a vida em risco a troco de nada.

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IMPRENSA, LIMITES!

Por Mara Thais.

A imprensa tem o papel (ou pelo menos, deveria ter) de informar, formar idéias e conceitos, fiscalizar, conscientizar os cidadãos dos seus direitos e deveres. Mas, o que se vê, em demasia, é a contradição desses valores.  A busca desenfreada por audiência acaba por se tornar prioridade, e nesse sentido, acontecimentos de comoção nacional, como o caso Isabela Nardoni e Eloá Cristina, ou episódios que envolvem famosos como Bruno do flamengo e a filha de Glória Perez, Daniella Perez, apresentam-se como ‘abrigo perfeito’ para o sensacionalismo.

O último e vigente acontecimento no Brasil, de repercussão mundial, é a luta contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, iniciada no último domingo (21). Devido às lentes das câmeras, a população brasileira tomou consciência da gravidade da situação, que muitas vezes só é sentida na pele pelas comunidades mais carentes. Esse é um ponto positivo, apesar de triste. Negros, brancos, ricos e pobres, passaram a conhecer a Vila Cruzeiro e o conjunto de favelas do Alemão.

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TELEANÁLISE: FATALISMO PIORADO

Por Malu Fontes.

Às imagens espetaculares e hollywoodianas de automóveis e ônibus incendiados sob as ordens dos traficantes, no Rio de Janeiro, somaram-se o assombro causado pelo assassinato bárbaro de duas meninas em Salvador, de 13 e 16 anos, e pela morte, causada por uma bala perdida deflagrada pela Polícia, do garoto Joel Castro, 10 anos, atingido na cabeça quando se preparava para dormir, em casa, no Nordeste de Amaralina, Salvador. Mais trágica que a ocorrência desses três fenômenos  ilustrativos do cotidiano brasileiro só mesmo a cantilena que dia sim e outro também se vê na TV, lê-se nos jornais, ouve-se nas rádios, nas ruas: como, deste jeito, o Brasil vai poder receber os turistas quando sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada? Ou seja, a província é aqui. Dorme-se muito bem no chão duro e come-se em pratos de plástico; a cama macia, os lençóis de seda e a louça inglesa são coisas que devem ser reservadas a quem de direito: às visitas.

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A NECESSÁRIA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA

Editorial do jornal O Globo.

As deploráveis cenas que mostram cinco jovens (quatro deles menores de idade) agredindo rapazes na Avenida Paulista, sem motivo aparente e, tudo indica, apenas pela suspeita (ou pelo “incômodo”) de as vítimas serem homossexuais, devem ser vistas como preocupante advertência de que as cada vez mais constantes manifestações de intolerância no país precisam ser combatidas com ações imediatas e exemplares do Estado. Este não foi um episódio isolado. Dias antes, um soldado do Exército atirou num jovem que, pouco antes, havia participado no Rio de uma passeata em protesto contra a homofobia.

A estes exemplos juntam-se outros, materializados em atos discriminatórios que nem sempre chegam à violência de fato, mas que, igualmente, são inaceitáveis evidências de sério desvio social. Autores de agressões físicas, verbais ou psicológicas a cidadãos unicamente por suas opções sexuais são movidos pela mesma linha de pensamento, retrógrado e destituído de qualquer traço de racionalidade, que leva grupos incivilizados a atacar prostitutas, a agir de forma racista, a agredir correntes religiosas com as quais não comungam – enfim, a praticar toda sorte de intolerância.

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FIM DE SEMANA VIOLENTO EM ILHÉUS

Material apreendido com o menor.

O fim de semana em Ilhéus foi marcado por disparos de armas de fogo em todos os pontos da cidade (zona sul à zona norte e centro). A violência resultou em duas vítimas, segundo o coordenador da ASPRA (associação dos policiais e bombeiros militares – Ilhéus), Augusto Júnior.

A polícia militar por meio de ações da ronda especial (RONDESP–SUL), apreendeu três pistolas, munições, aparelho celular, dinheiro e 13 pedras de crack nos bairros Ilhéus II e Alto do Coqueiro e, nas proximidades de Mamoã. Entre os envolvidos, estava um menor.

TELEANÁLISE: A FITA BRANCA

Por Malu Fontes.

Três acontecimentos bárbaros e tradutores do grau incompreensível a que pode chegar a intolerância de pessoas tidas socialmente como normais foram amplamente noticiados nos telejornais durante a semana. Nos três, a marca do ódio cego, burro, animalesco e indistinto por um outro a quem sequer o agressor conhece, sabe de quem se trata, se tem nome, passado, futuro, sonhos, planos, memórias, família, afetos, enfim, uma vida para trás e para a frente.

No fim de semana, em São Paulo, três rapazes foram brutalmente agredidos. Foram chutados, espancados e tiveram os rostos talhados por cacos pontiagudos de lâmpadas fluorescentes retiradas do lixo por cinco adolescentes, em plena Avenida Paulista. Os agredidos: rapazes em quem os agressores enxergaram signos de homossexualidade, razão considerada suficiente para despertar as agressões; os agressores: cinco garotos bem nascidos, o mais velho com 19 anos, bem criados, alunos de boas escolas privadas e com ódio a homossexuais, sentimento declarado explicitamente durante os ataques, sem motivos, segundo testemunhas.

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GOVERNO AFASTA POLICIAIS ACUSADOS DE TORTURAR MÃE DE SANTO EM FORMIGUEIRO

Nesta quarta-feira (10), 0 governador Jaques Wagner recebeu a ialorixá Bernadete Souza Ferreira dos Santos, que acusa policiais militares de intolerância religiosa e tortura. O encontro ocorreu na governadoria.

Segundo relato da sacerdotisa do candomblé, no dia 23 de outubro, PMs a arrastaram pelos cabelos e a colocaram em cima de um formigueiro (clique aqui para mais detalhes).

Participaram da reunião lideranças do movimento negro, sem-terras e parlamentares, além dos secretários César Nunes (Segurança Pública) e Luiza Bairros (Sepromi), o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo e o comandante geral da PM, coronel Nilton Mascarenhas.

O caso será apurado com rigor. A investigação terá o acompanhamento do comandante da PM, coronel Nilton Mascarenhas, que já determinou o afastamento dos policiais.

BLOGUEIRO É ESPANCADO EM ITAPETINGA

Na última sexta-feira (05), o advogado e blogueiro Davi Ferraz foi agredido por vereadores, em Itapetinga, quando transitava de carro com sua esposa e seus filhos.

Segundo Davi, o vereador Jaci Almeida (DEM) gritou de longe palavras de baixo calão, porém o blogueiro pediu a sua esposa, que conduzia o veículo, continuasse o trajeto. De repente, um carro dirigido pelo advogado Hildérico Nogueira e, que levava os vereadores Romildo Teixeira (PDT) e Nilton do Bicho (PDT), parou em frente ao seu veículo, interrompendo a passagem.

Jaci Almeida o agrediu com murros e pedaços de pau, e ainda, lhe ameaçou de morte. Davi foi encaminhado ao hospital Cristo Redentor e, segundo o Dr. Marcelo Campanário ele sofreu traumatismo craniano e permanecerá hospitalizado para verificar a profundidade das lesões sofridas.

O prefeito de Itororó Adroaldo Almeida (PT) e a ordem dos advogados do Brasil (OAB), subseção de Itapetinga, prestaram solidariedade ao blogueiro.

Com informações do SudoesteHoje.

TELEANÁLISE: CRIATIVIDADE DO CRIME E LUTA DE CLASSES

Por Malu Fontes.

Nas últimas semanas, o telejornalismo brasileiro voltou praticamente todos os seus holofotes para a cobertura das eleições de hoje. Entretanto, mesmo assim, as escaladas de todos os telejornais nacionais foram forçadas a dedicar espaços generosos e quase diários para a série de arrastões que, durante todo o mês de outubro, vem aterrorizando motoristas nas vias de diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. A violência urbana, nunca é demais ressaltar, não é um problema de proporções gigantescas apenas no Rio ou nas principais capitais brasileiras. Entretanto, até mesmo pelas posições estratégicas que ocupam no cenário nacional, o Rio de Janeiro e São Paulo têm seus casos de violência, dos grandes aos prosaicos, repercutidos com muito mais frequência e intensidade no telejornalismo.

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REPERCUSSÃO

Diversas entidades da região, a exemplo do Terreiro Matamba Tombenci Neto,  Casa dos Bonecos de Itacaré, Ong Filtro dos Sonhos, dentre outras, estão se manifestando através de notas de repúdio, ante a ação de alguns policiais militares que invadiram o assentamento Dom Helder Câmara, em Ilhéus.

Na ocasião os PMs pegaram uma Mãe de Santo, líder espiritual da comunidade, que durante a ação incorporou uma entidade, e a jogaram em cima de um formigueiro, para que, segundo eles, o diabo fosse tirado do seu corpo.

Confiram a Nota de Repúdio do Matamba Tombenci, terreiro de importância histórica inquestionável para a região:

O Terreiro de Matamba Tombenci Neto, fundado em 1885 e situado na cidade de Ilhéus, vem manifestar seu mais veemente repúdio aos atos de abuso de autoridade, violência, tortura, racismo, sexismo e intolerância religiosa
praticados no último dia 23 de outubro de 2010 por um pelotão da Polícia Militar da Bahia, que invadiu o assentamento Dom Helder Câmara, em Ilhéus.

Além de praticar uma invasão ao arrepio da lei, os policiais apontaram armas para homens, mulheres e crianças, torturaram a coordenadora do assentamento e sacerdotisa do candomblé (que se encontrava, ademais, incorporada com seu orixá), atirando- a, em seguida, em uma cela onde havia homens.

O Terreiro de Matamba Tombenci Neto exige que as autoridades, em especial o governo do Estado da Bahia, investiguem e punam exemplarmente esse crime bárbaro, que viola todas as liberdades individuais e coletivas, civis e religiosas, que os membros da religião do candomblé são os primeiros a exaltar e a defender.

LEITORA DENUNCIA POLICIAL MILITAR DE ALMADINA

Policial militar, que deveria ser um guardião da sociedade, assusta jovens da pacata cidade de Almadina. Descrevemos o email recebido pelo Blog do Gusmão.

Segundo o autor, há dois anos, o policial militar Sd. Luciano Barbosa Lessa foi acusado de matar dois jovens da cidade, porque eram usuários de drogas. Um deles foi morto dentro do pelotão.

Nesta semana, outro jovem foi vítima de barbárie do militar. O soldado invadiu a casa de Moabe Borges e o espancou, sem ao menos se importar com os apelos de sua sogra, uma senhora de 72 anos, portadora de uma grave doença, que presenciou toda a agressão.

POLICIAIS MILITARES ACUSADOS DE TORTURAR MÃE DE SANTO EM UM FORMIGUEIRO

Policiais militares lotados em Ilhéus são acusados de invasão ao assentamento Dom Helder Camara, no Banco do Pedro, e  de terem torturado a mãe de santo e líder comunitária, Bernadete Santos. O fato teria acontecido no último sábado (23). Os PMS, desprovidos de ordem judicial, buscavam um traficante que supostamente teria escondido drogas no local.

A líder religiosa (Candomblé) questionou a atitude e se opôs à presença dos policiais. Ao receber voz de prisão, ela incorporou um entidade espiritual, e por isso, teria sido arrastada até um formigueiro, e submetida ao ataque de formigas. Como justificativa, os policiais teriam dito que havia necessidade de tirar o demônio incorporado em Bernadete. Em seguida, ela foi levada para a 7ª Coorpin, onde foi presa em uma cela masculina.

Entidades que defendem os direitos humanos pretendem se reunir hoje (26), à tarde, na sede do PT em Ilhéus. O objetivo é tomar medidas judiciais e mover uma ação de repúdio contra a atitude da polícia militar.

Os policiais acusados são Julio Guedes de Souza, soldado Jesus e o aspirante a oficial Adjailson.

ENXUGANDO GELO

Assassinatos, ajustes de conta entre quadrilhas rivais, tráfico de drogas, assaltos à mão armada, corpos encontrados alvejados em áreas de desovas. Para alguns essa realidade está presente apenas em filmes policiais, ou nos noticiários dos grandes centros urbanos do país. Mas para muitos, em especial da nossa cidade, essas são situações quase que onipresentes em seus cotidianos.

Essas temáticas muitas vezes ganham destaque nas manchetes dos noticiários locais. Mas, de fato, só chamam a atenção quando rompem as barreiras sociais dos bairros periféricos e abalam a tranquilidade dos, digamos, mais abastados. Se há nesse mundo algo genuinamente democrático, podemos afirmar que é a violência. Ela, não faz distinção de cor, credo, nem classe, para se manifestar. Mas, enquanto ela estiver limitada a se suceder nos bolsões de miséria, muitos agirão como se tais fossem obras ficcionais. Ledo engano.

Enquanto políticas públicas sérias não começarem a ser implantadas, a exemplo de incentivos à cultura e ao esporte, visando evitar que centenas de jovens sigam sendo recrutados para a criminalidade, em nada adiantará aumentar o efetivo de policiais e disponibilizar mais vagas nas penitenciárias. Seria como querer combater a dengue, tendo como alvo apenas os mosquitos. A violência é uma mazela social com profundas raízes na nossa história. E se ela, não for combatida na sua citada raiz, será como literalmente, enxugar gelo.  Alguém discorda?

BRIGA POR TERRA FAZ UMA VÍTIMA

No último sábado (23), foi assassinado o pataxó Hã-Hã-Hãe José de Jesus Silva (cerca de 37 anos), na estrada que liga o município de Pau Brasil a Itajú do Colônia.

O índio, conhecido como Zé da Gata, foi morto com um tiro, disparado por indivíduos em uma moto, quando a vítima chegava à área retomada da fazenda Bela Vista.

Devido à demora no julgamento da ação de nulidade de títulos sob a terra indígena Caramuru Catarina Paragusssu, os Pataxó Hã-Hã-Hãe retomaram no dia 04 de outubro cerca de 06 fazendas nos municípios de Pau Brasil e Itajú do Colônia, ocasionando ataques violentos por parte dos pistoleiros contratados pelos fazendeiros.

Zé da Mata é a 20ª liderança Hã-Hã-Hãe que morre, em 28 anos de luta pela reconquista de terras.

SE MORREREM ÍNDIOS E AGRICULTORES, DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

Por Luiz Henrique Uaquim.

A Associação de Pequenos Agricultores de Ilhéus, Una e Buerarema, vem alertando constantemente as autoridades competentes do Governo federal, quais sejam, Policia Federal, Ministério Público Federal, Justiça Federal e Funai, incluindo em especial, a Procuradoria do Ministério Público Federal, de que os Pequenos Agricultores vêm sofrendo constantes invasões em suas propriedades, por supostos indígenas Tupinambá de Olivença, que se apossam, através de ações violentas, das propriedades e residências, com armas de fogo de grosso calibre. Não tendo outra morada, os agricultores, desamparados e sem meios de sobrevivência, ficam reféns da própria sorte.

Apesar de tudo estar registrado em todos os órgãos competentes, nenhuma ação corretiva ou preventiva é oferecida pelo Estado, que, em sua política de vale tudo pelo poder, se comporta de maneira omissa, empurrando com a barriga mais um grande problema, como aliás, tem feito com a saúde, a educação, a segurança e outros, onde até hoje não se percebe suas ações de enfrentamento.

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POLÍCIA CIVIL DESVENDA ASSASSINATO DE JOVEM EM ITAPETINGA

Com informações do Itapetinganamídia.

Renato Oliveira, 21 anos, foi assassinado depois de ter ferido "Lecão" em festa.

Renato Santana Oliveira, 21 anos, morador de Itapetinga, sudoeste da Bahia, foi assassinado a tiros na madrugada do dia 09 de agosto deste ano, quando caminhava próximo ao muro do Tiro de Guerra da cidade, no bairro Primavera.

A polícia civil concluiu ontem (quarta-feira/12) as investigações. Alenilton Almeida Rocha, vulgo “Lenito”, 20 anos, e Alex Souza de Carvalho, o “Lecão”,  25 anos, são apontados como suspeitos do crime.

Durante as investigações, os policiais civis descobriram que há dois anos, em uma festa na cidade de Firmino Alves, houve um desentendimento entre Renato e “Lecão”. Renato, de posse de uma faca, o golpeou, lhe causando lesão. Motivado por vingança, “Lecão” fez os disparos contra o jovem, em uma motocicleta Honda/Titan, conduzida por “Lenito”.

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GAYS PROTESTAM CONTRA VICE DE SERRA E HOMOFOBIA

Com informações de O Dia Online.

Pastor Silas Malafaia espalhou outdoors pelo Rio de Janeiro. Indio afirma que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos.

A afirmação feita por Indio da Costa (PSDB), vice de José Serra, de que o tucano se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o país.

Na próxima terça-feira (12), a associação brasileira de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (ABGLT) discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).

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CABOS ELEITORAIS DE EDSON PIMENTA, DO PC DO B, TENTARAM MATAR RADIALISTAS

Do blog Achei Brumado.

Os invasores tentaram matar os radialistas que denunciaram um forte esquema de corrupção envolvendo o grupo político do deputado federal Edson Pimenta (PC do B).

Um grupo de cem pessoas, cabo eleitorais do deputado federal Edson Pimenta invadiram na manhã desta segunda feira (04) a Rádio Brilhante FM da cidade de Morro do Chapéu, quando os radialistas Fábio Marcio e Ribeiro Sousa apresentavam o programa jornalístico do meio dia Canal Aberto.

Os invasores estavam tentando matar os radialistas que vem denunciando um forte esquema de corrupção envolvendo o grupo político do Deputado Edson Pimenta, liderado por seu primo Erico Sampaio, que foi candidato a prefeito em Morro do Chapéu em 2008 e que é presidente da Cooperativa Coopaf.

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MATARAM ROBINHO DA CAIXA D’ÁGUA

Robson Ferreira dos Santos, conhecido como “Robinho da caixa d’água”, foi assassinado na manhã desta terça-feira (28), por volta das 11:10, no Alto do Basílio, em Ilhéus, próximo ao “jatium”, local muito conhecido pelos moradores do bairro.

Segundo informações, os autores chegaram à cena do crime através de um motoboy. Após despacharem o transporte, foram ao encontro da vítima e  cometeram o assassinato.

ALERTA AOS RESPONSÁVEIS POR CRIANÇAS E IDOSOS

Crianças e idosos merecem carinho e afeto. Com eles, toda atenção e cuidado é pouco, uma vez que são indefesos e, consequentemente, alvos em potencial de agressores.

Um idoso com mais de 92 anos, deficiente visual, morador do distrito de Castelo Novo, em Ilhéus, pode ter sido vítima de abuso sexual. Segundo seu filho, uma mulher de 50 anos, obrigava o ancião a praticar sexo oral, nela, para depois roubá-lo  e cometer pequenos furtos em sua residência.

O caso será investigado pela polícia.

DOIS HOMICÍDIOS EM 24 HORAS

Nas últimas 24 horas, ocorreram dois homicídios na cidade de Ilhéus.

O primeiro aconteceu ontem (17/09), às 08:30 horas, no bairro do Malhado. Um rapaz chamado Alan foi morto com tiros à queima- roupa, dentro de sua residência. A companheira da vítima informou que desconhece a autoria do crime.

Neste sábado (18), um corpo foi encontrado nas imediações da cabana Praia dos Sabores, na Praia do Sul, boiando no mar. A polícia civil foi acionada para fazer o levantamento cadavérico.

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