BEBETO GALVÃO X RAYMUNDO VELOSO
A disputa por uma vaga na câmara dos deputados, nas eleições deste ano, reserva uma briga acirrada em Ilhéus, entre o deputado Raymundo Veloso (PMDB) e o sindicalista Bebeto Galvão (PSB).
Muitas lideranças que antes se diziam “firmes e fortes” com Veloso, agora estão com Bebeto, alegando quebra de compromissos.
Um grupo de pastores evangélicos da zona sul, rompeu com o peemedebista, e já declarou apoio a Bebeto, que a cada dia vai incorporando mais correligionários à sua campanha.
Pela força que vem demonstrando, muitos apostam que Galvão terá mais votos que Veloso em Ilhéus.
TELEANÁLISE: TOMBAMENTOS LITERAIS
Por Malu Fontes.
Em uma cidade com um sítio histórico tão amplo como Salvador, literalmente narrado em prosa, verso e imagens na tela, o telespectador tem todos os motivos do mundo para supor que o tombamento desse patrimônio arquitetônico pelos órgãos competentes é algo positivo, bom, e que, portanto, deveria ser comemorado e tido como garantia de manutenção e preservação. Se há entidades públicas, movidas à custa do santo e árduo dinheirinho do contribuinte, voltadas para a garantia de preservação do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, como, então, os governantes querem que o senso comum acredite que essas instituições não passam de estruturas de nomes pomposos, mas ineficientes?
A semana começou com mais um desabamento de um casarão no Centro Histórico de Salvador. Dezenas semelhantes já caíram e outros cairão. Desta vez, no entanto, o assunto rendeu mais tempo em imagens e páginas porque uma mulher morreu sob os escombros e o Corpo de Bombeiros levou mais de 20 horas para resgatar um sobrevivente. Para exacerbar a tragédia, foi preciso, para resgatá-lo com vida, que um dos seus braços fosse amputado. Uma estrutura de madeira sobre o membro ameaçava desmoronar o resto dos escombros, caso fosse tocada, fazendo com que a amputação fosse a única forma de retirar a vítima com vida.
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“RUY! AJUDE BETH, SUA AMIGA DE MUITOS ANOS”, PEDIU WAGNER
Esta frase foi pronunciada pelo governador Jaques Wagner, dirigida ao médico Ruy Carvalho, durante uma reunião de 90 minutos, no dia 16 deste mês, na governadoria, em Salvador.
Ruy, que apesar de ter saído do PT, manteve seu discurso afinado com o de Wagner, não teve como recusar o pedido, e além de apoiar o ex-secretário estadual de relações institucionais, Rui Costa, dará uma força para Beth Wagner (ex-esposa do governador), que dirigiu recentemente o IMA (instituto do meio ambiente), órgão que faz parte da estrutura administrativa do governo baiano.
Em 1990, Ruy Carvalho, na época vereador pelo PSB, apoiou a chapa “Lídice, Salete e Beth” que disputou o governo do estado e uma vaga para o senado.
FREI BETTO NA CAROS AMIGOS
Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, escritor e personalidade importante, notabilizado no combate à ditadura militar e na militância dentro dos movimentos sociais, é amigo do presidente Lula e foi seu assessor durante o primeiro mandato, com a responsabilidade de coordenar o programa Fome Zero.
Decidiu sair quando percebeu que estavam enterrando a iniciativa que coordenava, mas não saiu atirando. Considera o atual governo como “o melhor da história republicana do Brasil’.
Na entrevista à revista Caros Amigos, edição de julho, ele faz críticas certeiras, adota postura contrária a de muitos petistas (oportunistas e cegos), que não conseguem admitir sequer um equívoco do período “lulista”.
“A principal crítica que eu tenho (ao governo Lula) é que serão oito anos sem nenhuma reforma estrutural, nem agrária, nem a tributária, nem a política, nem a da saúde, nem da educação”, opina Frei Betto.
Vale a pena comprar a Caros Amigos, número 160.
CRISE DE VALORES
O jornalista Paulo Paiva escreveu um artigo lúcido e perspicaz sobre o comportamento de alguns setores da imprensa regional, dirigido às pessoas que são contrárias ao Porto da Bamin.
Do blog Acorda Meu Povo.
O país que cresce e oferece novas oportunidades de desenvolvimento regional, redescobre regiões esquecidas e mergulhadas em crises de identidade. Chegou a vez do sul da Bahia também receber tais investimentos, através do desenvolvimento de projetos muito reivindicados como a duplicação da Rodovia Ilhéus-Itabuna e um novo aeroporto. Mas esses projetos vêm acompanhados de outros, que nunca pensamos, e isto tem nos provocado uma crise ainda mais profunda, a crise de valores.
Um dia desses entrevistei o jornalista Vilmar Berna, uma autoridade e referência quando o assunto é a democratização da informação, e pelo seus serviços à causa foi contemplado com diversos prêmios internacionais,como o Prêmio Global 500 da ONU.
Vilmar me dizia que Ilhéus ainda não definiu qual é a sua vocação, qual é a sua identidade. Segundo ele, a informação é fundamental nesse processo, e ela precisa vir aliada a valores, valores esses, que são construídos através da educação. Assim, cada um toma as suas decisões em função dos valores que possui, sejam eles positivos para a coletividade, como os valores da solidariedade e da democracia, ou negativos, como os valores associados ao egoismo e a ganância.
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O BISPO, O FOGO DO INFERNO E UMA TAL DE MEDICILÂNDIA
Por Daniel Thame
Vejo no Jornal Nacional uma reportagem mostrando que policiais do Corpo de Bombeiros desviaram donativos destinados às vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco, uma tragédia de proporções bíblicas. É preciso ser desumano para surrupiar coisas que serviriam de alento a quem perdeu tudo e que só sobrevive da solidariedade alheia.
O desvio de donativos me remete a um fato ocorrido no início da década de 90. Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a TV Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.
A Cabrália, da qual era diretor de jornalismo, entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas de donativos, que seriam enviados a Santa Catarina. Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de generosidade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa dos apresentadores. De repente, veio o estalo.
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CDL DE ILHÉUS PROMOVE O 9º FEIJÃO COMPANHEIRO
A diretoria da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Ilhéus promove a 9ª edição do Feijão Companheiro, amanhã (sábado), no Hotel Jardim Atlântico, às 12 horas.
Na oportunidade, serão homenageados veículos e profissionais de TV, rádio, jornal, site, revista, jornalista, radialista, programa de rádio, agência de publicidade, fotógrafo e uma nova categoria que este ano passou a fazer parte da premiação, a de blogs. Marcelo Oliveira, presidente da CDL, destaca que a imprensa local contribui para o crescimento e fortalecimento do comércio da cidade.
A CDL espera contar com a solidariedade dos convidados, arrecadando 2kg de alimentos por pessoa, para serem doados a instituições carentes de Ilhéus.
DILMA DEFENDE LIBERDADE DE IMPRENSA, MAS CRITICA PARTE DA MÍDIA
Do site Comunique-se.
Em sabatina realizada nesta quinta-feira (22/07) pelo R7, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, voltou a defender a liberdade de imprensa, mas criticou parte da mídia, que faz “julgamentos abruptos, sem provas”.
“Mais vale uma mídia com julgamentos abruptos e livre do que uma mídia de mãos amarradas e boca fechada”, afirmou.
De acordo com a petista, às vezes a imprensa dificulta “no debate democrático” no País. “Eu não falo a mídia em geral, não, mas é localizado. Há julgamentos muito rápidos das pessoas, abruptos sem provas. Acho que não é boa prática. O Brasil tem um mérito: uma imprensa livre”, disse.
MEMÓRIA DO PAÍS AMEAÇADA
A ANPUH – Associação Nacional de História vem tornar público sua repulsa ao novo código do processo civil (Projeto de Lei nº 166), que tramita no senado federal. O projeto traz um artigo que autoriza a eliminação completa de processos arquivados há mais de cinco anos, “por incineração, destruição mecânica ou por outro meio adequado”.
A proposta fere os direitos constitucionais de acesso à informação e de produção de prova jurídica, além de ser uma grave ameaça à história do país, uma vez que inexiste sem documentação. Segundo ANPUH, cada documento tem seu valor histórico e interessa ao historiador. Os juízes ou magistrados não têm formação na área arquivística ou da historiografia, sendo assim, não podem definir se um documento merece ou não ser destruído.
O grande jurista Ruy Barbosa comenteu um grande equívoco ao determinar a destruição dos documentos relacionados ao período da escravidão. Ele queria apagar um período desabonador da nossa história. Infelizmente, sua atitude impossibilitou a pesquisa ampla sobre uma época sombria que até hoje repercute desfavoravelmente no panorama social do país.
AGENTES DE COMBATE À DENGUE RECLAMAM INSALUBRIDADE
Segundo leitora do Blog do Gusmão, a secretaria de saúde de Ilhéus, não paga aos agentes de combate à dengue, o valor referente a insalubridade, desde o tempo em que foram contratados, há seis meses. Como se não bastasse, a secretaria prorrogou o contrato por mais dois meses, sem constar na carteira de trabalho esse período, desconsiderando a contribuição previdenciária.
PREFEITO RECONHECE ERROS NA REFORMA ADMINISTRATIVA
O prefeito Newton Lima durante reunião ocorrida na tarde de hoje (22) reconheceu que a reforma administrativa “expelida” por seu secretário de governo, Alcides Kruschewsky, contém erros crassos que inviabilizam a máquina municipal, e que passam por cima das leis (inconstitucionalidade).
Tudo será reelaborado, e depois, reenviado à câmara de vereadores.
IMPEDIDO DE CUMPRIR A LEI

A secretaria de trânsito de Ilhéus é uma comédia de mau gosto. No dia 11 de abril, deste ano, o diretor muncipal de trânsito, Jorge Farias, foi autuado por uma guarnição da polícia militar, por dirigir um carro particular sem a placa dianteira. Recentemente, o agente de trânsito Valério Bomfim foi surpreendido, ao receber o comunicado de que não poderia usar o talão eletrônico de notificações. Ele notificou um caminhão da prefeitura estacionado em local proibido, por isso, está sofrendo perseguições. Nesta foto, flagramos o agente observando um veículo estacionado na calçada, em plena infração. Infelizmente, ele não pôde fazer nada.











