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Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018
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CATARSE DIANTE DA TELA NÃO DERRUBA PRESIDENTE

Ala dos fantoches no desfile da Paraíso Tuiuti.

Por Thiago Dias.

Não acredito que a TV Globo seja um problema para o povo brasileiro. Na verdade, vejo na emissora um espaço importante para o discurso liberal. Ela dá lugar a vozes que costumam ser silenciadas ou menosprezadas em outros canais abertos, como as dos movimentos identitários. À sua maneira, abre brechas valiosas para o movimento negro, o feminismo, a causa LGBT e para ativistas que defendem a descriminalização do consumo de drogas.

Dito isso, o óbvio não passa despercebido: o liberalismo do canal é mais acentuado quando o assunto é economia e gestão pública. Aí ele é liberal até os ossos.

Quando o assunto é economia, o jornalismo global não quer saber de debate. A visão é única e não tolera vozes dissonantes. Foi essa convicção econômica que levou a família Marinho a apoiar os militares em 1964 e a “solução” Temer em 2016. Quando aumentou a artilharia contra o presidente, o fez porque imaginou que o peemedebista não teria força política para conduzir “as reformas de que o país precisa”. É isso que o canal anuncia toda vez que fala da “desfiguração” da reforma da Previdência, com as concessões do governo para viabilizar o avanço da proposta no Congresso.

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FICHA QUASE SUJA: FERNANDO PODE, LULA NÃO?

Vitória de Fernando Gomes contra a Lei da Ficha Limpa ilustra a trilha de incertezas em que o eventual impedimento de Lula nos lançaria.

Por Thiago Dias.

Condenado em decisão colegiado do Tribunal de Contas da União (TCU), Fernando Gomes  (sem partido) conquistou em 2016 o seu quinto mandato de prefeito de Itabuna e deu uma banana para a Lei da Ficha Limpa. A vitória do veterano abriu um período de dúvidas sobre o destino da política itabunense. A novela ganhou novo capítulo no último dia 18, quando o Tribunal Superior Eleitoral manteve Gomes no comando da prefeitura, por meio da decisão monocrática da ministra Rosa Weber.

Conforme a Lei Complementar nº 135/2010, que ampliou os casos de inelegibilidade, o cidadão perde o direito de disputar cargo político eletivo caso sofra condenação judicial transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado. A ampliação da abrangência da lei incidiu justamente nos casos em que os réus foram condenados em decisões colegiadas, mas, tinham ainda o direito de recorrer às instâncias superiores. Fernando Gomes estava nesse time, contudo, como atesta a decisão da ministra Rosa Weber, sua ficha não era tão suja assim.

Em Itabuna, por enquanto, prevalece a vontade da maioria dos eleitores contra as idas e vindas do sistema jurídico.

No próximo dia 24, em Porto Alegre, os três magistrados da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região vão julgar o recurso da defesa do ex-presidente Lula no caso do triplex. Se a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro for confirmada, Lula será enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo nessa hipótese, ele ainda teria direito a recursos, como o teve Fernando Gomes.

A expectativa em torno da inelegibilidade de Lula deve considerar essas possíveis idas e vindas do Judiciário. Como impedi-lo de disputar as eleições pela via judicial, se o mesmo sistema jurídico garante a possibilidade de sanar os vícios que o tornariam inelegível?

A mesma expectativa deve levar em conta também a possibilidade de termos uma disputa presidencial sem aquele que lidera todas pesquisas de intenções de voto.

São esses cenários possíveis que põem em cheque a constitucionalidade da Lei da Ficha limpa, pois as suas sanções causam grande impacto na democracia quando antecipam punições graves contra réus que poderão provar inocência ao fim dos seus processos na Justiça.

Esses mesmos cenários levam muita gente a questionar quão precário seria o resultado das eleições de 2018 com a sombra de um Lula impedido. 

Thiago Dias é repórter e articulista do Blog do Gusmão desde 2013.

A SOARES LOPES NÃO DEVE SER PISTA DE ESPORTES PARA SEMPRE

Avenida Soares Lopes. Imagem: Thiago Dias/Blog do Gusmão.

Por Thiago Dias.

Um amigo me deu o argumento do título. Segundo ele, a cidade precisa repensar a ocupação da Avenida Soares Lopes, cartão postal de Ilhéus. Na sua opinião, a mudança deve começar pela recuperação dos espaços de esporte e de lazer dos arredores, sobretudo da pista de corrida que se estende paralela às pistas asfaltadas.

Uma vez recuperada, a pista de corrida poderá servir também aos praticantes de outros esportes, como ciclistas e skatistas, desde que a restauração amplie a sua largura e use material adequado na composição do piso.

Ao ler isto, o (a) caro (a) leitor (a) provavelmente pensa que “esse é um cenário ideal”. E eu digo: desconfio dos mundos ideais, porém, a política carece deles. Quero dizer que a cidade ideal é inalcançável, mas isso não nos impede de caminhar em sua direção.

Nessa Soares Lopes ideal, esportistas não precisam disputar espaço com carros e motos, porque a cidade destinou uma pista para eles. Isso parece mesmo inalcançável?

Sei que esse não é um problema prioritário para a vida virtuosa em Ilhéus. A maioria dos ilheenses está muito mais preocupada com a falta de médicos nos postos de saúde e de segurança nas ruas. Eu também, contudo, não podemos admitir que o problema seja eterno, especialmente nesses dias dramáticos para quem precisa transitar na cidade. Daí a importância de, pelo menos, constatar que o problema existe, para um dia nos ver com ele. Não precisa ser assim para sempre.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão desde 2013.

JABES NÃO VAI TER VIDA FÁCIL NA VOTAÇÃO DAS CONTAS DE 2016

O ex-prefeito Jabes Ribeiro. Imagem: Emílio Gusmão.

Por Thiago Dias.

No último dia 16, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) reprovou as contas de 2016 da Prefeitura de Ilhéus e exigiu que o ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) pague mais de dois milhões de reais aos cofres públicos. Cabe recurso, e JR avisou que vai recorrer – lembre aqui.

A prevalecer a lógica, para que o recurso do ex-prefeito produza mudanças significativas no humor hermenêutico do TCM, a primeira decisão da corte deverá ser revisada substancialmente.

O conselheiro Paolo Marconi, relator das contas no TCM, viu motivo para encaminhar representação contra o ex-prefeito ao Ministério Público do Estado da Bahia, com o propósito de se investigar a suposta prática de crime contra o erário e de eventual ato de improbidade administrativa.

O posicionamento do tribunal colocou Ribeiro em apuros diante da expectativa da apreciação das contas de 2016 pela Câmara de Vereadores de Ilhéus. É um ingrediente negativo a mais numa receita que já não se anunciava favorável ao ex-prefeito.

Diferente das votações anteriores, quando JR comandava a prefeitura, o cenário para a apreciação das suas contas agora é muito adverso. Basta lembrar que o governo do prefeito Mário Alexandre (PSD), adversário do grupo político de Jabes, tem uma base ampla no Legislativo. Além disso, o atual presidente da Câmara, Lukas Paiva (PSB), ganhou força na cena política com dura oposição ao jabismo. 

Hoje também falta expectativa de poder em torno do ex-prefeito. Isso é normal no ocaso de uma carreira política longa, sobretudo depois de um índice de reprovação que bateu a marca de 80 por cento no fim do quarto mandato de JR.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão desde 2013.

A FALA DO POVO ABRE ALAS PARA BOLSONARO

Bolsonaro encarna o espírito do tempo.

Por Thiago Dias.

Ficou no passado o contexto político em que a eleição a presidente de um sujeito como Jair Messias Bolsonaro (PSC) soaria absurda, algo sem sentido e extremamente improvável. Os sinais disso são fartos e brotam sobretudo da linguagem cotidiana, porque Messias fala a língua do povo.

Com a autoridade conferida pelo status de deputado com mais votos no fabuloso estado fluminense, o parlamentar tem um discurso afinado com sentenças caras ao espírito do tempo.

Duas frases populares nos ajudam a exemplificar esse processo de identificação entre Messias e seus seguidores. A primeira – “Bandido bom é bandido morto!” – é a mais popular. A segunda – “Direitos humanos para humanos direitos!” – não fica muito atrás.

É essa presença na linguagem cotidiana, como médium do espírito do tempo, que dá potencial de vitória a Jair Bolsonaro.

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JOESLEY NEGOCIA ÁUDIOS ESCONDIDOS EM TROCA DE IMPUNIDADE

Joesley tem uma carga na manga. Um blefe?. Imagem: Folhapress.

Joesley tem uma carga na manga. Um blefe?. Imagem: Folhapress.

Por Thiago Dias

O empresário Joesley Batista, corrupto confesso, entregou-se ontem (10) à Polícia Federal. Segundo a repórter Daniela Lima, editora da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o maior produtor de proteína do mundo tem uma carta na manga.

Guardou-a para a segunda rodada de negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Joesley diz que tem gravações inéditas escondidas em algum lugar fora do Brasil. Porém, afirma que só vai entregá-las se os termos generosos do seu acordo de delação premiada forem mantidos.

Ele quer a impunidade penal, o passe-livre da corrupção. Funciona assim. O sujeito enriquece com a ajuda de agentes públicos corruptos. Admite tudo isso à PGR e lista, entre os que corrompeu, o presidente da República e seus antecessores no cargo, além da gentalha ministerial.

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DEFESA DE JAMIL PODE REVERTER CASSAÇÃO DO MANDATO NA JUSTIÇA

Vereador Jamil Ocké.

Vereador Jamil Ocké.

Por Thiago Dias

Ontem (8), o presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Lukas Paiva (PSB), acolheu parecer que recomenda a cassação do mandato do vereador Jamil Ocké (PP).

A decisão foi monocrática, ou seja, o presidente não a submeteu ao plenário nem à mesa diretora.

Conforme o parecer do procurador jurídico da Câmara, Daniel Mendes Mendonça, a perda do mandato se justifica pelo afastamento de mais de 120 dias do vereador, que está preso desde o último dia 21 de março.

É muito provável que a defesa de Jamil Ocké recorra à Justiça para anular a decisão do presidente da Câmara.

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LAÇOS E FITAS

Governador Rui Costa. Imagem: Secom/GOVBA.

Governador Rui Costa. Imagem: Secom/GOVBA.

Por Thiago Dias

Em pouco mais de um mês, o governador Rui Costa (PT) fez pelo menos quatro visitas ao sul da Bahia. Nelas, participou dos aniversários de Ilhéus, de Itabuna, de Una e do prefeito Fernando Gomes (DEM), além de marcar presença no festival do chocolate.

Títulos, convênios e projetos animaram os trabalhos. Se os planos da administração estadual finalmente emplacarem, Rui vai poder usar o sul do estado como uma das vitrines da sua gestão.

A obra da nova ponte Ilhéus-Pontal, por exemplo, vai ficar bem na foto para as eleições de 2018, caso avance no ritmo esperado. Afinal, enquanto estreita laços com o sul da Bahia, é bom que o governador também garanta inaugurações para cortar as fitas.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão.

PROXIMIDADE COM TEMER É “BARRIL”

ACM Neto deve calcular preço político do apoio a Temer.

ACM Neto deve calcular preço político do apoio a Temer.

Por Thiago Dias

O léxico baiano consagrou a expressão “barril” como sinônimo de problemão. Não conheço o contexto semântico que engendrou o significado. Mas sei, por exemplo, que também podemos chamar um lugar perigoso ou ruim de “barriado” e seremos compreendidos na maior parte da Bahia.

Do ponto de vista político, é exatamente nesse lugar, nesse “barril”, que estão os avalistas da manutenção de Michel Temer na Presidência da República.

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UMA TRISTEZA SEM COMOÇÃO

Imagem: Wikipedia.

Imagem: Wikipedia.

Por Thiago Dias

Presenteei um amigo com um livro de entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A coletânea remete ao líder de greve dos estertores da ditadura civil-militar. Traz um autógrafo muito parecido com o de Lula. “É dele!”, atestou o cara do sebo onde comprei o exemplar. Palavra de mercador.

Lula é reconhecido por muitos como o melhor presidente que o Brasil já teve. Estou entre esses. Porém, não deixo de reconhecer as limitações do homem por trás do ídolo.

Quando assumiu a Presidência da República, Lula já era um ex-líder de greve. Conscientemente, a maior liderança popular do Brasil se afastou da própria origem.

O ponto de separação irreparável entre o líder de greve e o presidente separou também o homem da autoconsciência sobre o seu papel num país tão desigual.

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QUEDA DE TEMER PODE FACILITAR REFORMAS

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Por Thiago Dias

Entre aliados do presidente Michel Temer (PMDB) circula a ideia de que, nessa altura, ele é o maior obstáculo ao avanço das reformas trabalhista e previdenciária. A sua saída daria lugar a alguém identificado com os projetos, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A ideia não é nova. O ministro da Fazenda disse em maio que, mesmo com a eventual queda de Temer, permaneceria no governo. Estávamos no auge do impacto das gravações de Joesley Batista. Henrique Meirelles acenou ao mercado como o fiador das reformas, haja o que houver.

O mercado – esse ente sem rosto – cobra o tripé reformista. A emenda constitucional que congelou os gastos públicos foi a primeira perna. As outras duas são justamente as reformas em curso. Há pressa, porque o tempo reformador pode não sobreviver às eleições de 2018. Didático, o próprio Temer costuma dizer que não se preocupa com votos.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos aliados que defendem a renúncia do presidente. Aconselhou o gesto “nobre” ao peemedebista em tom professoral, por meio de uma carta.

FHC talvez não entenda a situação de Temer. Ao que parece, o príncipe nunca teve medo de ser preso. Poderia ter, caso os procuradores da Lava Jato se interessassem pelo que disse Emílio Odebrecht sobre a existência de caixa dois há pelo menos trinta anos.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão desde 2013.

RUAS NÃO MOSTRAM FORÇA PARA DEPOR TEMER

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Presidente Michel Temer. Imagem: Dida Sampaio/Estadão.

Por Thiago Dias

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ontem (26) o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva. A denúncia considera o episódio vexatório em que o então assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, entrou para a história como o “homem da mala”.

As gravações de Joesley Batista e da Polícia Federal poderiam ser o combustível para aquecer os protestos contra o presidente. Mas o que se vê nas ruas é calmaria. Como diz aquela música da banda Skank, a nossa indignação mais se parece com “uma mosca sem asas, que não ultrapassa as janelas das nossas casas”.

Para avançar no Supremo Tribunal Federal, a denúncia de Janot precisa de 342 votos na Câmara dos Deputados. Diferente do cenário que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a oposição do momento não marcha com o embalo de grandes atos públicos. No ambiente atual, a pressão sobre os parlamentares parece muito menor. Além do mais, sem o menor pudor, o discurso de Temer e do seu ministro da Justiça vende aos aliados a promessa de proteção contra a Lava Jato.

Nesse clima de embotamento, as ruas não mostram força para depor o peemedebista. A greve geral da próxima sexta-feira (30) poderá ser a última oportunidade para virar o jogo e pressionar a Câmara a afastar Temer.

Thiago Dias é repórter do Blog do Gusmão.

O DOGMA COMO PRISÃO DA IDOLATRIA

Os ex-presidentes Lula e Dilma no congresso do PT. Imagem: G1.

Os ex-presidentes Lula e Dilma no congresso do PT. Imagem: G1.

Por Thiago Dias

Um dogma vigora até a ruptura da convenção sobre a qual se sustenta. Isso os dogmas têm em comum com os ídolos. Ambos duram tanto quanto o sistema de valores e crenças que os mantêm. Dogmas e ídolos compartilham outra característica. Devem ser incontestáveis, porque a contestação ameaça as convenções.

Dogmática e idolatria se misturam na política. A depender das circunstâncias, podem ser motores da mobilização popular. Na maioria das vezes, servem para deixar as coisas como estão.

Tomemos o exemplo do Partido dos Trabalhadores. Justifico a escolha: parte significativa da esquerda brasileira vê no ex-presidente Lula a única figura capaz de conter o avanço de nomes como o do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na corrida presidencial. Eis um dogma diante do ídolo.

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O AGROPOP QUER NOS LEVAR À ALTA IDADE MÉDIA

O deputado Nilson Leitão quer substituir o salário do trabalhador rural por moradia e comida.

O deputado Nilson Leitão quer substituir o salário do trabalhador rural por moradia e comida.

Por Thiago Dias

Na classificação sumária da história, chamamos a época seguinte à queda do império romano de alta idade média, período marcado pelo modo de produção feudal. Do ponto de vista formal, saltamos o feudalismo.  Nosso ponto de partida foi o retrocesso à antiguidade com a barbarização colonizadora. O Brasil fundou-se no escravagismo. Os representantes da aristocracia agropecuária querem preencher a lacuna histórica. Esse ideal missionário ganhou corpo no projeto de lei 6442/16, que trata das regras do trabalho rural.

O projeto propõe a substituição da obrigatoriedade do salário pelo fornecimento de comida e moradia. Numa relação de trabalho desse nível, inauguraríamos o feudalismo-escravagista. Nele, o agropop poderia extrair o melhor do material humano disponível no campo, tratando o trabalhador como vassalo ou escravo, a depender das conveniências. É significativo que a Coordenação Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo tenha se manifestado pela rejeição integral do projeto, assim como a Procuradoria-Geral do Ministério Público do Trabalho.

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UM SINAL PARA O LULISMO

O jornalista Paulo Henrique Amorim e o ex-presidente Lula.

O jornalista Paulo Henrique Amorim e o ex-presidente Lula.

Por Thiago Dias

Manhã de sábado (15), um amigo ex-petista pergunta no WhatsApp:

– PHA [Paulo Henrique Amorim] criticou Lula. O que achou?

Respondi que não tinha visto a crítica, e fui ver. O comentário que se segue é a tentativa de resposta para a pergunta sobre o vídeo do jornalista conhecido por seu alinhamento com o PT.

“A relação do ex-presidente Lula com os donos da Odebrecht pode não ser ilegal, mas não é ética, não é republicana, não é digna de um líder popular”, afirma Paulo Henrique Amorim. Para ele, as delações revelaram que o líder do PT manteve “relação promíscua” com os empresários baianos.

O vídeo tem um valor pedagógico diretamente ligado ao seu autor, porque abre caminho para a crítica dentro do lulismo. É um sinal do militante da informação para a militância das redes.

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CRISE DO SAC DE ILHÉUS ILUSTRA PRECARIEDADE DO TRABALHO TERCEIRIZADO

Imagem: Photos Síntese.

Imagem: Photos Síntese.

Por Thiago Dias

Imagine, caro leitor, que a escola particular onde seu filho estuda poderá ter professores terceirizados. No limite, é isso o que o projeto de terceirização irrestrita pretende autorizar. Aprovada pela maioria dos deputados, a proposta aguarda a sanção da Presidência da República.

Segundo o Blog Agravo, 90 por cento dos trabalhadores do SAC de Ilhéus são terceirizados. De acordo com o representante do sindicato da categoria (Sindlimp), Cláudio Couto, esses funcionários sofrem “constantemente” com o atraso de salários e de vale-transporte. Hoje (24), decidiram cruzar os braços em protesto. A paralisação prejudica a emissão de documentos e outros serviços da unidade.

Ainda de acordo com o sindicalista, as empresas terceirizadas também não cumprem regularmente suas obrigações com o INSS e o FGTS. Mais prejuízo para os terceirizados do SAC.

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