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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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A DESTRUIÇÃO. TEORIA E PRÁTICA

Por Mohammad Jamal.

Com sua licença! Por favor. Dirijo-me inicialmente àqueles que, ociosos, movidos pela curiosidade, dão-se ao trabalho de ler-me aqui e neste blog. Aqueles que já conhecem a estilística dos meus artigos sabem do onipresente sentido da dúvida com que, precavidamente, me resguardo dos conceitos impositivos e diagnósticos irrecorríveis comuns aos sábios “sociólogos” do nosso cotidiano existencial. Por isso, recorro ao célebre – que não é da TV. – filósofo Sócrates que, humilde, declarou irrestritamente: “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.”. Continuo aprendo e me surpreendendo com as coisas inimagináveis que me vem ao conhecimento, mas fugindo como dizem os cristãos “como o diabo, da cruz”, das adaptabilidades requeridas.

“A catraca do buzu tá travada pra nóis!”. Numa encruzilhada de três vertentes, duas já foram fechadas ao cidadão brasileiro. Já não podemos optar; perdemos o sagrado direito de escolher, estamos índios para a cidadania. Alguém toca o berrante lá no Planalto Central e, toda a manada do proletariado muge afirmativamente. Somos os bois de tração que aram, gradeiam e carregam o país às costas, para o gáudio exclusivo das “nossas lideranças” ou políticos que “pecuarisam” (desculpem o neologismo) o proletariado nos currais eleitorais com clientelismo oportunista barato.

Reflexologia das massas na betoneira do filosofismo. Diante das diversas vertentes que apontam no sentido de que toda ação ou reação políticosociológica advêm da psique e reflexologia das massas; bate aquela humildade socrática, aí me pego muitas vezes mergulhado por dias em textos, teorias e estudos de pensadores famosos assertivos, portanto, difíceis senão impossíveis de se contraditar.  Às vezes vou até textos mitológicos e às tragédias gregas como Édipo Rei (Sófocles); Electra (Eurípedes), Ésquilo, que foram os dramaturgos de maior importância àquela época, em busca das razões da razão coletiva. Aristóteles concluiu que a vida é o teatro do realismo existencial, a cada cena uma surpresa nos impacta.  Ele concluiu sabiamente, que o espetáculo trágico para se realizar como obra de arte deveria sempre provocar a “Katarsis”, a catarse, isto é, a purgação das emoções dos espectadores. Forçar um reencontro entre a realidade íntima mais oculta com a existencialidade cotidiana e, forçar a harmonização entre as suas gritantes diferenças quase irreconciliáveis. Recorri também aos poemas de Homero e até aos textos bíblicos em busca de respostas para essa tragédia que se abate persistente sobre o proletariado.

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O PODER DE PODER NO REINO DE SÃO SARUÊ

Por Mohammad Jamal.

Imaginários ficcionais: Da serie Ilações sobre o Brasil de hoje passado a sujo.

Um levantamento exclusivo realizado pela Revista Congresso em Foco mostrou que cerca de metade dos deputados e senadores da atual legislatura (2015-2018) responde a algum procedimento investigatório no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, são 238 parlamentares às voltas com a Justiça no âmbito do STF. Estamos falando apenas dos legisladores, faltando incluir ex-presidentes, ex-governadores, ex-prefeitos, diretores de estatais e de outras instituições no âmbito político federativo. Muitos deles pretendem reeleição, outros almejam retorno ao poder após quatro anos sem mandato; várias centenas de pretendentes novatos também se acotovelam tentando debutar no melhor, mais rentável e lucrativo negócio no Brasil: a política. A caça ao tesouro é brutal e sanguinária. Do cabelo pra baixo é canela! Faz-nos relembrar os Programas Rolaentrando e Tudo Por dinheiro do canal SBT!

A propósito: Há alguns dias tive o privilegio de ouvir numa reunião, à seguinte pérola ou diria diamante, pronunciado por um postulante político profissional de múltiplos mandatos, mas ainda tentando reeleição: “Eu não me pertenço mais. Doei-me de corpo e alma ao povo! Servir e ajudar à sofrida população da minha região é o meu destino. Não sei fazer outra coisa senão trabalhar pelo povo!”. Quanto patriotismo altruísta! Quanta entrega e doação de si por nada em troca! É lindo!

O silencio foi quebrado nos Jardins em Alphaville!

_ Que palhaçada é essa em volta da minha mansão? Sirenes e luzes piscando. Já não se pode jogar golfe em paz no centro de São Paulo? Se continuar assim, vou ter que mudar para minha residência em Dubai. Ananias!… ANANIAS!… Olha aí nas câmeras pra ver o que é isso. Liga pra polícia especial.

Cumprida a determinação, Ananias, após olhar num painel de mais de cem câmeras de segurança, assustado, volta esbaforido com a resposta para o patrão.

O mordomo cearense: _ Doutor, é a polícia!

Bilionário político incomodado.

_ Polícia? Que polícia que nada, eu não pedi nenhuma segurança especial no entorno da mansão… Será que o Damião levou as minhas Yorkshire Mimi e Fifi para passear? Bastava cinco viaturas para a segurança das minhas cadelinhas. Humm… Ananias!… ANANIAS! Olha lá de novo e vê se é polícia mesmo? Se não é aquele japonês pegajoso que mandei encostar? 

Ananias volta às cem câmeras de segurança e retorna correndo, mais esbaforido e assustado ainda. _ Doutor, é polícia mesmo, e tem duas letras douradas nas portas, nos tetos das viaturas e nos coletos pretos que os homens estão vestidos.

_ As letras são PP? (polícia de Político) que está escrito?

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PEGA, MATA, ESFOLA

Por Mohammad Jamal.

Pega, mata… Esfola! – O momento político da cidade é crítico, trágico, patético, dramático, burlesco ou o amargo pastelão embalado por contumazes expertises dos seus personagens no cenário parlamentar? Não sei bem o nome da Operação; se Operação Pega-ratos, Operação Corta Prepúcio, acho que é a Operação Prelúdio! Mais uma tentativa de passar rodo e o rastelo na corrupção que se alastre como pandemia no país. Só que lá na frente, passadas as agruras presenciais impostas pelo rito enérgico e a correição da Primeira Instância, eles relaxam, folgam o cinto e, às vezes, ate gozam o usufruto do Capital integralizado acostado aos Ativos financeiros pelas expertises da corrupção. Nos tribunais as Ações que respondem encontram discreta a discreta cortesia, o aplomb e algum fair-play das discussões recursais em absenteísmo do dos réus, a essa altura, com caras untadas em finíssimo óleo de peroba… E por ai vão.

Caolhos míopes, mandriões estagnados – Em Ilhéus não é diferente. Aqui tudo em si assemelha à transliteração do amargor dramático do Nelson Rodrigues mesclado à intuitiva verve prosélita empregada no sentido literal das Críticas à organização e ao funcionamento da sociedade russa da primeira metade do século XIX, examinadas sob a ótica de Nikolai Gogol. O Inspetor Geral; que, alias, serviu de inspiração ao escritor, dramaturgo e diretor teatral, Romualdo Lisboa, para escrever produzir e dirigir a peça: Teodorico, as últimas horas de um prefeito, levada com muito sucesso aqui e em grande parte no Brasil e exterior.  Na obra de Nikolay Gogol, confrontamos as presenças marcantes do sentido e humor satírico com nítido realismo social. Ele sugere reformas sociais e políticas, embora não fosse um político, para a Rússia. Faz observações minuciosas. Aduz magistralmente a criação de personagens exuberantes. Usou metáforas e simbolismos para escapar da censura do governo russo da época e até utilizou formas de prosas não convencionais e fez uso frequente de elementos relacionados ao fantástico em metalinguagem. À semelhança das situações esdrúxulas tais como as que confrontamos no atual momento político ilheense: densamente tosco e irracionalmente equivocado em suas proporcionalidades exageradas em feéricas fantasias baratas do inexequível.

Quibe de moscas – Vendo sonhos! Bolinhos de Esperanças, de anelos, de indulgência, terrenos no céu, e as porras, tudo embalado na mais fina farinha de quimeras. Está aberta a disputa pela caça ao tesouro! Não aquele tesouro do pirata Barba Negra, nem aquele outro que supõem encontrar-se numa das pontas do arco-íris. É coisa muito maior que fica num califado riquíssimo nas terras das mil e uma noites, Brasília e capitais dos estados das terras brasileiras. Captou?  

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O ÂNUS ELOQUENTE E SEUS FLATOS PROGRAMÁTICOS

Por Mohammad Jamal.

Cruz credo. Nunca vou esquecer o horror que congelou minhas glândulas, quando a palavra funesta cicatrizou em meu cérebro vertiginoso. Andei desorientado pelas ruas como um homem com concussão. A cena que assisto teria destruído minha sanidade. Eu estava em pé na porta do Palácio, de onde presenciei estarrecido à terrível cena quando suas hemorroidas explodiram no carro em movimento e se enroscaram na roda traseira do veículo. Ele ficou completamente estripado, deixando para trás uma carcaça vazia, ali sentada no estofamento de pele de canguru do carro. Ate os olhos e o cérebro, ambos se foram com um barulho gutural horrível. Um plóft! Como o sacar duma rolha numa garrafa de vinho.

Incutindo o terror. Acho que já lhes relatei aquele caso do político que ensinou o ânus a falar, ou não? Não, não era do PT não… O abdome dele mexia-se para cima e para baixo e ele peidava palavras em um som borbulhante, denso, estagnado… Um som que dava para cheirar a estilística socialista marxista da retórica. O homem trabalhava com afinco a própria campanha e de mais alguém. Aquilo começou por ser um novo número de ventriloquias onde promessas e atributos personalíssimos eram peidados em praças públicas em promessas inexequíveis e loas factoides exorbitadas a bem candidato. E ia dando certo. O candidato crescia a cada dia nas pesquisas de intenção de voto.

Doa males, o pior. Só que depois um tempo, incompreensivelmente, o eloquente ânus, personagem mais importante do seu marketing político, começou a falar sozinho. O “dono” entrava num diálogo político-ideológico sem script previamente ensaiado e seu ânus, mente agudizada e infamante, respondia às piadas sobre outros políticos e às conjecturas ideológicas com risível e sarcástica ironia. Um ânus controverso, opositivo, crítico e contestador. Uma ameaça ideológica convincente com verve prosélita e incisivamente cooptativa, que peidava frases intelectualmente complexas e difíceis de contestar, começara a se fazer predominar sobre a situação.

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MULHER

Por Mohammad Jamal.

A emasculação no cepo. Pode crer. O mundo sem a mulher? Pode ser? Claro que não. Fico pensando e, quanto mais penso mais concluo pela absoluta incapacidade de coexistirmos sem a onipresença da mulher. Sem sua “química”, sua mágica, sua metafísica, sua alquimia cósmica, seus feitiços. Dá um frio danado na espinha quando imagino um mundo sem a mulher. Um apavoramento indescritível, um vazio inenarrável, um pavor.

O PT voltou? Vige! Dia desses tive um sonho, melhor dizendo, um pesadelo horrível em que me via exausto de caminhar à procura de um rosto feminino e, por mais que procurasse, só encontrava barbados, bigodudos. Só homens; nem uma Nuri, uma ninfa sequer. Acordei suado, agitado, taquicárdico com a minha Nuri, Edimunda, se desvencilhando de mim e gritando ao meu ouvido: _ Me solta Mehmed! Estas me sufocando, me apertando demais… Isso e hora homem! Ainda bem, graças a Deus, era só um pesadelo. Logo abracei suavemente minha musa por trás. O contato com a sua rica “poupança” e suas costas aveludadas, acalmou-me como um passe de mágica, seu calorzinho, seu perfume suave, sua maciez, meu céu! Refeito do susto; dei-lhe um beijo no cangote e, cheio de amor pra dar, lutei pra conciliar o sono outra vez. A contragosto, com algum esforço e tempo, consegui voltar a dormir.

CC? Não. Vejam se não estou correto de pensar assim: O homem faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra quê? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? A verdade é que a é mulher o mítico objetivo do homem. Tudo que eu quis e quero dizer, é que o homem vive em função da mulher. Vivemos e pensamos em mulher o dia inteiro, a vida inteira. Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente, evoluído. Homem algum iria fazer algo na vida para impressionar outro homem, para conquistar outro sujeito igual a ele, de bigode, peito e sovacos cabeludos, “CC”, chulé e toda sua catinga masculina carregada na testosterona.

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DAS RAZÕES: SOBRE O PORQUÊ DO NÃO ME CALAR AO SILENCIO DE MIM MESMO

Por Mohammad Jamal.

Palavras são palavras, nada mais que palavras” (Dep. Justo Veríssimo, do Chico Anísio).

Não é incomum para quem escreve ver-se compelido pela necessidade de escrever e de produzir muito e depressa. Sairmos da letargia e, lentamente mirarmos as palavras como se fossem flechas que devam atingir certeiras os alvos cernes das emoções, e que nenhuma delas caia sobre o barro ou a pedra onde não ecoam compreensão e sentimentos.

Sou fróida digitando erudições no Whatsapp!

Para escrever rápido e fluente é preciso termos pensado muito sobre o tema, ter debruçado sobre as ideias inspiradoras, termos levado o assunto ao passeio, ao banheiro, ao barzinho – por quem os frequenta – ao restaurante e até às vezes à casa da namorada. Já dizia E. Delacroix enquanto degustava palavras; “A arte é uma coisa tão ideal e tão fugitiva que as ferramentas nunca são bastante apropriadas nem os meios bastante expeditos”. E isso acontece na literatura tanto quanto na pintura, no cinzelar de uma escultura quanto ao escrever uma partitura musical ou um artigo despretensioso para a mídia que admiramos.

Atanásio quer sair como Destaque na Escola de Samba do Vilela! Imagina?

Algumas pessoas que conheço e que escrevem por impulso, por necessidade, por profissão, começam por carregar montes de papéis, rabiscos e esboços imaginários escritos sobre quase tudo que lhes ofereça uma face plana ou flexível. Eles chamam isso de cobrir sua tela; as tintas que as preenchem são o imaginário das palavras que supõe impregnadas a coerência e harmonia das razões. Essa operação confusa tem por objetivo não se perder nada daquilo que, observem que agora passo a primeira pessoa, intuímos no esboço mentalizado com todos os elementos literários. Mas ainda assim, depois de lerem, relerem, copiarem, seus criadores, compulsivos, ficam cortando, podando, reinserindo e desbastando palavras e os ímpetos das emoções que elas infligirão ou farão refletir àqueles que as lerem. Mesmo que o resultado seja considerado excelente e satisfatório, continuamos abusando do tempo e do talento como se eles fossem algo inexaurível em nossa compulsiva busca pela perfeição.

“Me amarrei” na Cora Coralina: O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.”.

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AGORA É “NÓIS”! PROTAGONISMO OU FIGURAÇÃO? VOCÊ ESCOLHE

Por Mohammad Jamal.

Bem aventurados os autistas.

Vivemos sob um processo moral e ético sociologicamente apenso do relativismo. Coisa que não podemos minimizar com meros eufemismos para um atávico niilismo coletivo ou uma simples derivação da moral social na plenitude da sua informalidade. Nesse caso, os pressupostos da inocência dão lugar à ambiguidade e põe dúvidas sobre velhos comportamentos agora considerados popularescos, quanto do cultivo da honradez; da verdade, da justiça… É tudo muito relativo; um relativismo impositivo e convenientemente direcional.

A Democracia plural. “In alio pediculum, in te ricinum non vides” (Petronius) Tu vês um piolho no outro, mas não um carrapato em si mesmo.

O que representa a verdade para mim; pode não ser verdade para outrem; mas isso não tem importância alguma. A verdade no relativismo é aquilo que eu “percebo” como verdade. E não importam as origens de fatores indutivos que incidem verticalmente do particular para o coletivo. Tudo ocorre independentemente da opinião alheia ou das conclusões obtidas pelos outros sobre o mesmo tema refletido. Claro, neste caso, o relativismo deteriora as relações humanas e conduz a um ambiente de desconfiança mútua; de suspeição permanente; do desagrado ao questionável, ao ambíguo, etc. que alguns relativistas denominam em política, de Democracia plural.

Lá no Sul dizem que morcegos perdem as asas e viram rato! Imagina se não perdesse as asas?

Esse relativismo não é congênito; ele advém dum evolucionismo sociológico; aquele mesmo que também influi na inserção de novas condutas sociais e políticas, novos termos à prosódia e jargão ou, na supressão de outros por caduquice da semasiologia das línguas vivas. Modismos, maneirismos, neologismos… Quase inescapáveis. Tudo num ambiente fugidio das subjetividades, das mentiras quase verdades e das verdades subjetivamente mentirosas. Eu não queria cair no quase inescapável lugar comum; o processo onde assistimos impassíveis a reformatação da nova moral social e a criminalização da ética e seus sucedâneos filosóficos. Isso porque ha nos ares democráticos do país o cheirinho de comida farta, gratuita e fácil para aqueles ditos mais expertos, os penetras simulacros de líderes do povo. Há um clima de Black Friday açulando os impulsos de consumo, um alvoroço nunca visto, como se os alvoroçados entes da política, putas velhas e quengas neófitas estreantes no “brega” eleitoral, um salve-se-quem-puder, um agora-está-fácil, é agora ou nunca, numa ganancia desenfreada ao escancaro do pudor e ao destemor das vítimas eleitoras àqueles mais afoitos que estão colocando até mãe no fazemos-qualquer-negócio um “التجارة” um comerciozinho, um lucrinho… Diria um saudita.  (mais…)

O AMULETO DE PAI AL-ATOCHÁ!

Por Mohammad Jamal.

(Da série: “Epopeias da Capitania”)

O “homi” já chegou chegando: carnavalesco, espalhafatoso, alegórico, um Joãozinho Trinta e suas fantasias de brilho ofuscantes; como se Cleópatra adentrando ruidosa a Roma ao encontro do seu Marco Antonio ao tempo em que estarrece o mundo incivilizado da Colônia, exibindo luxo e riqueza aos senadores e à louca e desesperada população, em êxtase. O místico afoxé Filhos de Gandhi adentrando a Avenida Sete para socorrer com o “descarrego” os quebrantos dos agônicos soteropolitanos e neobaianizados em suas abadas coloridas.

Alto, bonito, corpulento, trazia um enorme sorriso cinzelado sobre o mármore branco-ofuscante dos dentes alvejados, perfeitos, instalados no semblante vitorioso/conquistador, tipo Alexandre Magno entrando na Pérsia submetida. Tinha em si, o que propositalmente deixava transparecer em evidente marketing pessoal: uma enorme bateria supercarregada muito acima da sua capacidade nominal de volts, a ponto de impregnar a todos à sua volta com o magnetismo e condutiva “eletrostática” arrebatadora que emanava isótropos irradiantes que a todos energizava com simpatias, autoconfiança, esperanças. Uma usina açucareira pronta pra derramar toneladas de glicose às bocas do povo hiperglicêmico, insulinodependente e desassistidos do SUS, um espanto; um Sidenafil em hipotenso! Podia-se dizer que trazia consigo, a tiracolo, o ufanismo meritório dos grandes vencedores, como se portasse o poderoso amuleto de Oxóssi e sua lança fálica vindos diretamente do Gantoir!

E cavalgou assim garboso, impassível e poderoso pelas ruas da decadente cidade, montado a seu cavalo branco, um árabe puro-sangue ricamente ajaezado que pisava cuidadoso, saltando ao desviar-se de montes de merda e lixo aqui e acolá espalhados a esmo. Em vultosa procissão, o povão, loucos e lazarentos, ao seu redor, desesperados, gritava o seu nome “Hão” entre rogos e súplicas lacrimosas. A certa altura do desfile ele estacou seu bagual puro sangue ali, – (ali, é advérbio de lugar e não Ali nome próprio árabe. O nome do cavalo é Bucéfalo, viu?) – bem no meio da praça, acionou os freios de estacionamento do corcel dos emirados e, “amuntado mermo” (em nordestinês), sem apear, promulgou a plenos pulmões a lá Consul Júlio Cesar, o seu Veni, Vidi, Vici: “Quando vi nessa cidade, tanto horror e iniquidade, resolvi tudo acudir*”. O “acudir*” é nosso e, aqui há um perceptível control C, control V, da Ode a Geni; poema musical do Chico Buarque.

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JUDITH, A MOÇA ESTELIONATO. EM LONGOS PARÁGRAFOS METAPSICOLÓGICOS…

Por Mohammad Jamal.

O dia transcorreu soturno, pesado e tedioso, um sepulcro atemporal. Hoje carreguei toneladas de apatia; confrontei rostos banidos da esperança cujos corpos e suas texturas transpareciam personagens extraditados da Divina Comédia. O estupor do medo desenha olhos de barro em seus rostos macilentos. A üzüntü, Dünya… “Kasvetli olmanın nesi mükemmel?”, diria assim vovô, no seu turco carregado de expressionismo linguístico (tristeza, depressão… “O que há de tão grande nesta depressão?”). Tento escapar ileso desse redemoinho de existencialidades sem perdas e danos. A palavra é a ficção de um vazio; um parcel de questionamentos existenciais de onde assisto a moral, essa desavergonhada, entregar-se lasciva à vida de pública da devassidão por trinta moedas de um real, ou muito menos, ou por quase nada… Mixaria.

Lapso, me pego de pé, totalmente despido de pudores, nu no meio daquele quarto/alcova. Que mais poderia eu fazer nesse fim de tarde, quando a escuridão sepulta sem dó o dia ainda agonizante para mim com pesado atraso? Que fazer senão atender ao apelo, apoiar meu corpo suado sobre o corpo daquela mulher de “negócios” esparramada nua; pernas abertas e olhar macilento fitando a impassibilidade da própria apatia que vê estampada no bolor que desenha mapas no teto, nas paredes, na memória? Que fazer senão copular burocraticamente como num tedioso rito processual de agravos restringentes como montam ao povo políticos corruptos? A mulher é só a sombra de um constitutivo abstrato numa ficção de palavras surreais traçadas a pinceladas impressionistas. Salvador Dali não é, nem de longe, o que eu chamaria de o louco daqui. Dali abstraiu-se no surreal; aqui é concretismo existencial.

Havia silêncio no ar e uma única lâmpada no ambiente, tal como se fora enforcada no centro do quarto pendendo no bocal por um fio coberto pelas teias do tempo.  Debilitada e mortiça, sua fraca luminescência tingia os poucos móveis, além da cama e o criado mudo, de um amarelo ictérico como a bile que também me amarelecia fantasmagoricamente as feições a ponto da memória gustativa me fazer sentir amarga a saliva que me brotava sob a língua. E desabei inteiro, inapetente e sem ganas sobre aquele corpo feminino, um serventuário com manchas roxas da lida ali e acolá. Passei em seguida aos movimentos rítmicos ondulares, como se coreografando um funk fúnebre ou réquiem litúrgico para exéquias de uma vagina pós-exumada. Foi quando a vagina exumada, ou melhor, a voz da mulher serventuária, de negócios baratos, deu sinais de vida. Ela fala!

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ENXUGANDO GELO, EU? FALA SÉRIO, VAI.

Por Mohammad Jamal.

Um “pancada” como sou. O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que “o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.”. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração. Liberdade não é um terno novo ou uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento alienante ou disfarce para se vestir. Como eu, voluntariamente desestereotipado e íntegro no comum da minha trivialidade doméstica. Mas ainda assim, um homem literalmente intransparente, desculpem-me pelo forçoso neologismo para acompanharem a minha linha de pensamento crítico auto filosófico. No entanto, em contrapartida, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado ao pescoço. 

Botocudos ou Cherbongs? Diga-me qual é a sua tribo e, eu lhe direi qual é a sua clausura. São cativeiros bem mais agradáveis do que os ex-Carandirus, Bangus e Papudas da vida: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luís Estevão, Lula, figurões; só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar. O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza, submete e serviliza sob o peso de Contrato irrecorrível e inquebrantável onde o contratante é a sociedade maniqueísta e as carentes fraquezas da sua própria vaidade. A carcereira de você.

Nem andarilho nem sultão. Viver sem laços igualmente pode nos reter e manietar. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma grande vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente e voluntária. Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real e concreto, entre quatro paredes.

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EU EXISTO

Por Mohammad Jamal.

Equívoco petulante. (“Die Religion… Sie ist das Opium des Volkes.“). “A religião é o ópio do povo” esta é uma frase muito presente na Introdução da obra, em Alemão “Zur Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie – Einleitung”, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, de Karl Marx. Alias, não foi, todavia Karl Marx, o primeiro a se utilizar dessa impactante analogia, muito embora se lhe atribuam frequentemente à outorga autoral. Ele, de fato, sintetizou uma ideia que esteve presente em diversas obras literárias e filosóficas de grandes autores do século XVIII.

O Xis da questão. Se nos fixarmos no sentido lato dessa ideia, no seu filosofismo sintético, sua hermenêutica crítica e seu tendencioso antropomorfismo; vamos confrontar à frente, caso tenhamos projetado essa “ideia”, amálgama de doutrina sociológica de concepções heterogêneas, rolando-a ao longo dos séculos XVIII ao XXII, dentro de um torvelinho de equívocos axiomáticos mutagênicos que jamais alcançarão o pretenso sentido de regra geral; as dimensões de “A religião é o ópio do povo” não transcendem os processos sociopolíticos, embora os balizem de alguma forma.

A silagem suplementar está servida! O homem, sua língua, seus costumes, necessidades e anseios coletivos, não diria que evoluem cultural e sociologicamente racionais em sintonia e adequação à sobrevivência e consonância coletiva. Entretanto, percebemos implícita uma indisfarçável ambivalência multipolarizada, instável e imprevisível como as alternâncias das marés nos oceanos, diferente em cada um deles. O homem enquanto elemento de observação sociológica é deslumbrante e admirável conceitualmente nesse instante, mas logo se torna repulsivo e abjeto no momento seguinte. Suas instabilidades humorais, seus impulsos e carências, sua gana pelo abstrato sensorial, sua exagerada autoestima, sua ânsia entre o Borderline e o bipolar o faz (touro de Minos) o Minotauro que afrontou à razão lógica, aqui trato figurativamente a “razão” como sendo a Poseidon, seu álter ego de plantão.

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28 DE JUNHO DE 2018. CONFIDÊNCIAS AO MEU QUERIDO DIÁRIO. FESTEJAR O QUE?

Por Mohammad Jamal.

Aimra’at qunbula (Mulher bomba). Querido diário. Não repare por não te dar Bom Dia. É que hoje é uma daquelas manhãs, do Chico, “Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente.”. Pois é, hoje acordei e estanquei de repente pra lá de Bagdá, quiçá em Baquba, Aleppo… Faixa de Gaza… Devastadinha da Silva, raivosa, antropofágica, e não é TPM garanto, não tenho mais hormônios nem idade pra isso. É overdose de homens ruins… Bofes montados sobre uma velha em menopausa.

“caia matano em cima dos homi”. E Agamenilda, é minha secretária do lar e, às vezes, confidente; vêm toda condoída querer me consolar com seus conselhos feministas-sodomitas de usuária e consumidora inveterada de homens de todas as marcas, modelos e anos de IPVA. “_D. Ilhéus, faça como eu, caia matano em cima dos homi, minha neguinha!”.  Sempre reajo com respostas onomatopeicas tipo arre, arg… Ela não entenderia minha adjetivação puritana e ortodoxa de mulher recatada. Estou cansada de homens; eu não sou dessas mulheres comuns, meu querido Diário. Sou uma mulher “maçaneta”, reconheço, mas involuntariamente compelida a essa promiscuidade mundana. Sou levada a isso por mera imposição do sistema que impera sobre os bons partidos. Sou bom partido, por isso, caça e presa fácil para aos “casamentos” por conveniências com figurões financeiramente combalidos, à cata de financiamento a fundos perdidos; os meus. Meus fundos já eram! Estou empobrecida e abandonada, uma indigente à minha própria sorte.

A Inês de, rainha póstuma. Querido Diário. Você conhece a maior parte das estórias da minha vida. Pra você eu não devo repetir catarses existenciais envoltas em arrependimentos e lágrimas tardias. Lembra-se do primeiro homem, do Jorge? O Jorge Figueiredo, aquele português supostamente rico e nobre? Meu primeiro casamento por pressão familiar e conveniências mis. Eu ainda na flor da idade, uma menina virgem pura, casta e inexperiente, oferecida em casamento àquele estranho que vivia de bar em bar e nos bregas das noites do Algarve e da Beira; o Jorge. E tudo por Carta Precatória, “por correspondência”, a Internet daquela época! Não sei se foi por problemas de disfunção erétil, por falta de grana pra viagem longa, por desinteresse por mulher. Más é fato, e você sabe Querido Diário, que ele não deu as caras, não veio! Mandou um representante pra cá tomar conta de mim, ou melhor, dos meus bens, porque continuei sozinha e virgem ardendo em brasas sem que homem algum tocasse sequer num solitário pelinho pubiano meu, minha caranguejeira faminta!

A inesquecível Bubalina, de Níkos Kazantzákis, em “Zorba o grego”. Querido Diário, você sabe que fui para meu segundo casamento virgem, literalmente intocada. Minha Lua de Mel foi lá na Fazenda de papai. Banhos de rio, passeios no mato, etc. Foi lá que pela primeira vez ele brincou de médico comigo! Teria sido ótimo sem aquelas formigas caga-fogo que nos deixaram encalombados. O idiota me deitou sobre o formigueiro e, pra completar, teve um episódio de ejaculação precoce! O fdp me deixou lá pra trás sozinha no meio do mato!

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A CULPA É DESSE CARA!

Por Mohammad Jamal.

A culpa é desse cara! Epicuro imaginou o sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo. Seu pensamento filosófico afirma que o sentido da vida é o prazer, que por sua vez seria o objetivo imediato de cada ação humana. Mas por aqui estão levando tudo muito a sério. Menos, menos por favor. 

Culpa do Rohipnol genérico. A verdade quando dita sem eufemismos, costuma atingir os conformistas; os preguiçosos; aqueles que ainda não se aperceberam que seus sobrenomes foram, na atualidade, solenemente substituídos por uma simples sequência de onze números. Essa verdade também incomoda aqueles que mamam nos úberes fartos dos órgãos públicos, a exemplo da Prefeitura e Câmara, como atributados “líderes do povo”, a despeito da degradação da cidade. Uma piada!

Martinho Lutero com ajudantes de pedreiros. Aí vem os reformistas de “araque” com suas tardias demonstrações de coragem e oportunismo, induzir o estímulo cívico alheio! Claro, se calados, eles seriam menos ridículos em seus proselitismos e retórica barata. Nós, os insurrectos, somos apenas pragmáticos. É racional reconhecer a derrota do SER pelo TER imoral que predomina em todas as representações político-administrativas, com raríssimas exceções, nessa colônia exaurida por demagogos oportunistas alçados como gestores e/ou legisladores em Ilhéus. Isso é fato para nós. Dizer o que a mais?

O teu passado te condena. A antologia política e a casuística resultante constroem os históricos incontestáveis das “práticas” comezinhas, perpetradas sistemática e cinicamente como metodologia do racionalismo programático dos nossos sucessivos políticos citadinos diga-se, trágicos devastadores de esperanças.  A locupletação, as vantagens do poder, a usurpação dos direitos e a malversação dos recursos públicos em benefício próprio ou de grupos em detrimento e dilapidação da nossa colônia, indiferentes ao empobrecimento e à miséria como produto final para maioria da população de carentes. Frases de ordem tais como: “Insurreição, renovação, recuperação, esse é diferente, vamos à luta, vamos tirá-los dai“ soam-nos prosaicas, tolas, utópicas; porquanto inconsistentes e vazias de sentido prático exequível ou minimamente construtivista.

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PARODIANDO O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, (OBRA PRIMA DE ALDOUS LEONARD HUXLEY). VOCÊ LEU?

Por Mohammad Jamal.

Maquiavelismo-oportunismo. Quando o Estado se sobrepõe à vida das pessoas, certo grau de corrupção exerce um efeito benéfico sobre o caráter das mesmas. Mas, apenas quando até determinado ponto, é claro; uma vez que o estado se torne o todo-poderoso e a corrupção oficial também se torne total como assistimos, ambos sufocarão a criação de riquezas, e haverá um empobrecimento generalizado. No final desse processo, será constatada uma desmonetarização aguda da economia, tal como se deu no comunismo e socialismos.

Eu quero mamar. O Brasil, não obstante sua aparente pujança, está chegando a esse estágio, economia e finanças enfraquecidas, governo débil, ordem social vulnerável, justiça lenta, gigantismo dos delitos contra o patrimônio da nação e aceleração da corrupção em todas as frentes delegadas por critérios meramente políticos a agentes incompetentes.  O país agoniza, seu povo sofre e morre de inanição, carentes ante as privações impostas pelo estado via omissões, incompetências, desvios e corrupções praticadas sistematicamente por entes investidos no Estado e dos altíssimos custos para a manutenção dessa máquina pública sequiosa e servil que sustenta luxos e mimos nababescos aos três poderes da nação, cuja conta bancamos em lágrimas secas.

Votos de safra. Mas nossos políticos, especialistas do agronegócio eleitoral, sempre se mostram espertos o suficiente para não necessitar abater sua fonte produtora, matar a galinha dos ovos de ouro, de onde os preciosos zigotos albuminados são pontual e sistematicamente extraídos sem anestésicos; do ovopositor do povo, sem gemidos ou reclamações pontuais.

Cevando o porquinho. Quanto mais a sociedade enriquece, mais se pode extrair dela na forma de impostos. Nesse sentido, o que é bom para os negócios é bom para eles, os políticos corruptos. Nessas circunstâncias, o uso da influência pessoal e do suborno praticados por um ente público no balcão da corrupção para locupletamento pessoal e/ou do seu grupo político pode representar um valioso incremento e prova de eficiência no fortalecimento do capital político concomitantemente à discreta evolução nos negócios e meios circulantes financeiros do país, sem evidências, alardes ou estrelismos que caracterizam os repentinos novos ricos de primeiro mandato.

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A NÊMESE DEVIDA

Por Mohammad Jamal.

Vão “veno”. Há no horizonte político brasileiro, não mais a miragem do abstrato utópico que sempre norteou e iludiu as aspirações da massa nesses últimos trinta anos. Com quase certeza da concretude sonhada, já simulamos próximo o vislumbre previsível do descortinar de situações onde a tão ansiada nêmesis se corporificará impávida e dolorosa sobre realidade sobre nossos representantes políticos, os lordes da Corte de São Saruê onde fazemos figurações humilhantes como bobos da corte. A justa administração de uma retaliação manifestada por um agente apropriado, personificada, nesse caso, por um sujeito horroroso: o eleitor revoltado.

O Gabinete do Dr. Caligari. Dr. Caligari chega com seu assessor, Cesare, a um pequeno vilarejo, Holstenwall, mas poderia ser Ilhéus; numa região quente e úmida, tipo Sul da Bahia; e logo vai à administração palaciana pedir autorização para apresentar o seu show de palavras eufêmicas na feira da cidade, com seu partner, Cesare, o qual assegura estar dormindo a 25 anos. O Show não passa de um tedioso e ambíguo jogo de palavras com as quais submete a complacente assistência à mais ridícula demonstração de humilde subserviência; algo massivo-coletivo entre afásico e autismo idiótico hipnoticamente induzidos. E Quando perguntado sobre o tipo de apresentação que faria ele afirma “Sonambulismo” … Sonambulismo Político.

Dados viciados, cartas marcadas, consultórios, consistórios fechados… O jogo patológico é um transtorno que possui grande impacto na sociedade, responsável por prejuízo social, financeiro e emocional para os indivíduos. Tal transtorno pode ser definido como o comportamento recorrente de apostar em jogos de azar, apesar das consequências negativas, onde a vítima perde o controle do tempo e dinheiro gastos; dos desperdícios, da boa-fé. Legal e compulsoriamente somos forçados a praticar o jogo do “voto cidadão”; expomo-nos tal e qual o dependente químico a essa mazela.

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EU QUERO SER CLAQUE!

jamalPor Mohammad Jamal

Eu quero ser claque, aliás, preciso mesmo ser claque! Não se deve deixar que as grandes oportunidades que o destino coloca no caminho das nossas vidas passem assim, desapercebidas e inaproveitadas; é desperdiçar a sorte grande. Tem gente que não perde uma sequer! Que lê fluente nas entrelinhas da vida os anagramas da sorte disfarçados. Engraçado; só nessa eleição é que fui me dar conta da sorte grande! Vou ser claque. Ah… Vou sim!

Ainda essa semana eu estava vendo as mudanças no padrão de seu Abdias; aquele senhor amigo, que já vive uma relação estável com seu esposo e companheiro, seu Adalberto, coisa já beirando as Bodas de Prata. Depois que os dois começaram no emprego de claque; passaram a andar bem vestidos, com roupas de marcas; tênis Nike; as porras! Ainda ontem à tardinha, vi chegar um caminhão de entrega de uma grande rede de lojas à casa do casal e, descerem lá uma cama Box de primeira; uma geladeira duplex e um som parrudo – que agora mesmo, enquanto escrevo essas mal traçadas linhas, está tocando “Beijinho no ombro” da Valesca Popozuda! Claro, está a meio volume, mas ainda assim sei que dá pra ouvir lá na Vila Juerana e no Itariri! É lindo! Dá uma inveja danada deles. Eu quero ser claque! Sei que tenho currículo pra isso!

Hoje de manhãzinha passou por mim quase voando, a toda velocidade, D. Nilvanésia. Impressionante! Ela que por duas ou três vezes pegou carona na garupa da minha bicicleta mambembe toda desconjuntada que já foi da marca Monark, mas que depois de tantos transplantes com peças adquiridas nas sucatas, passou à marca tutti frutti, porque tem de um tudo!… Pois é; D. Nilvanésia acabou de passar agorinha por mim, toda garbosa trepada em cima de uma Scooter! Uma Cinquentinha socada entre as pernas; sufocada sob aquela imensa abundância de bumbum; ou seria bumbo? Estalando de nova! Ela também é claque, minha gente!

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