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Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018
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JUDITH, A MOÇA ESTELIONATO. EM LONGOS PARÁGRAFOS METAPSICOLÓGICOS…

Por Mohammad Jamal.

O dia transcorreu soturno, pesado e tedioso, um sepulcro atemporal. Hoje carreguei toneladas de apatia; confrontei rostos banidos da esperança cujos corpos e suas texturas transpareciam personagens extraditados da Divina Comédia. O estupor do medo desenha olhos de barro em seus rostos macilentos. A üzüntü, Dünya… “Kasvetli olmanın nesi mükemmel?”, diria assim vovô, no seu turco carregado de expressionismo linguístico (tristeza, depressão… “O que há de tão grande nesta depressão?”). Tento escapar ileso desse redemoinho de existencialidades sem perdas e danos. A palavra é a ficção de um vazio; um parcel de questionamentos existenciais de onde assisto a moral, essa desavergonhada, entregar-se lasciva à vida de pública da devassidão por trinta moedas de um real, ou muito menos, ou por quase nada… Mixaria.

Lapso, me pego de pé, totalmente despido de pudores, nu no meio daquele quarto/alcova. Que mais poderia eu fazer nesse fim de tarde, quando a escuridão sepulta sem dó o dia ainda agonizante para mim com pesado atraso? Que fazer senão atender ao apelo, apoiar meu corpo suado sobre o corpo daquela mulher de “negócios” esparramada nua; pernas abertas e olhar macilento fitando a impassibilidade da própria apatia que vê estampada no bolor que desenha mapas no teto, nas paredes, na memória? Que fazer senão copular burocraticamente como num tedioso rito processual de agravos restringentes como montam ao povo políticos corruptos? A mulher é só a sombra de um constitutivo abstrato numa ficção de palavras surreais traçadas a pinceladas impressionistas. Salvador Dali não é, nem de longe, o que eu chamaria de o louco daqui. Dali abstraiu-se no surreal; aqui é concretismo existencial.

Havia silêncio no ar e uma única lâmpada no ambiente, tal como se fora enforcada no centro do quarto pendendo no bocal por um fio coberto pelas teias do tempo.  Debilitada e mortiça, sua fraca luminescência tingia os poucos móveis, além da cama e o criado mudo, de um amarelo ictérico como a bile que também me amarelecia fantasmagoricamente as feições a ponto da memória gustativa me fazer sentir amarga a saliva que me brotava sob a língua. E desabei inteiro, inapetente e sem ganas sobre aquele corpo feminino, um serventuário com manchas roxas da lida ali e acolá. Passei em seguida aos movimentos rítmicos ondulares, como se coreografando um funk fúnebre ou réquiem litúrgico para exéquias de uma vagina pós-exumada. Foi quando a vagina exumada, ou melhor, a voz da mulher serventuária, de negócios baratos, deu sinais de vida. Ela fala!

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ENXUGANDO GELO, EU? FALA SÉRIO, VAI.

Por Mohammad Jamal.

Um “pancada” como sou. O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que “o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver.”. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração. Liberdade não é um terno novo ou uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento alienante ou disfarce para se vestir. Como eu, voluntariamente desestereotipado e íntegro no comum da minha trivialidade doméstica. Mas ainda assim, um homem literalmente intransparente, desculpem-me pelo forçoso neologismo para acompanharem a minha linha de pensamento crítico auto filosófico. No entanto, em contrapartida, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado ao pescoço. 

Botocudos ou Cherbongs? Diga-me qual é a sua tribo e, eu lhe direi qual é a sua clausura. São cativeiros bem mais agradáveis do que os ex-Carandirus, Bangus e Papudas da vida: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luís Estevão, Lula, figurões; só que temos que advogar em causa própria e habeas corpus, nem pensar. O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impede de chutar o balde e arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza, submete e serviliza sob o peso de Contrato irrecorrível e inquebrantável onde o contratante é a sociedade maniqueísta e as carentes fraquezas da sua própria vaidade. A carcereira de você.

Nem andarilho nem sultão. Viver sem laços igualmente pode nos reter e manietar. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que poder escolher a própria prisão já é, em si, uma grande vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente e voluntária. Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real e concreto, entre quatro paredes.

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EU EXISTO

Por Mohammad Jamal.

Equívoco petulante. (“Die Religion… Sie ist das Opium des Volkes.“). “A religião é o ópio do povo” esta é uma frase muito presente na Introdução da obra, em Alemão “Zur Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie – Einleitung”, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, de Karl Marx. Alias, não foi, todavia Karl Marx, o primeiro a se utilizar dessa impactante analogia, muito embora se lhe atribuam frequentemente à outorga autoral. Ele, de fato, sintetizou uma ideia que esteve presente em diversas obras literárias e filosóficas de grandes autores do século XVIII.

O Xis da questão. Se nos fixarmos no sentido lato dessa ideia, no seu filosofismo sintético, sua hermenêutica crítica e seu tendencioso antropomorfismo; vamos confrontar à frente, caso tenhamos projetado essa “ideia”, amálgama de doutrina sociológica de concepções heterogêneas, rolando-a ao longo dos séculos XVIII ao XXII, dentro de um torvelinho de equívocos axiomáticos mutagênicos que jamais alcançarão o pretenso sentido de regra geral; as dimensões de “A religião é o ópio do povo” não transcendem os processos sociopolíticos, embora os balizem de alguma forma.

A silagem suplementar está servida! O homem, sua língua, seus costumes, necessidades e anseios coletivos, não diria que evoluem cultural e sociologicamente racionais em sintonia e adequação à sobrevivência e consonância coletiva. Entretanto, percebemos implícita uma indisfarçável ambivalência multipolarizada, instável e imprevisível como as alternâncias das marés nos oceanos, diferente em cada um deles. O homem enquanto elemento de observação sociológica é deslumbrante e admirável conceitualmente nesse instante, mas logo se torna repulsivo e abjeto no momento seguinte. Suas instabilidades humorais, seus impulsos e carências, sua gana pelo abstrato sensorial, sua exagerada autoestima, sua ânsia entre o Borderline e o bipolar o faz (touro de Minos) o Minotauro que afrontou à razão lógica, aqui trato figurativamente a “razão” como sendo a Poseidon, seu álter ego de plantão.

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28 DE JUNHO DE 2018. CONFIDÊNCIAS AO MEU QUERIDO DIÁRIO. FESTEJAR O QUE?

Por Mohammad Jamal.

Aimra’at qunbula (Mulher bomba). Querido diário. Não repare por não te dar Bom Dia. É que hoje é uma daquelas manhãs, do Chico, “Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente.”. Pois é, hoje acordei e estanquei de repente pra lá de Bagdá, quiçá em Baquba, Aleppo… Faixa de Gaza… Devastadinha da Silva, raivosa, antropofágica, e não é TPM garanto, não tenho mais hormônios nem idade pra isso. É overdose de homens ruins… Bofes montados sobre uma velha em menopausa.

“caia matano em cima dos homi”. E Agamenilda, é minha secretária do lar e, às vezes, confidente; vêm toda condoída querer me consolar com seus conselhos feministas-sodomitas de usuária e consumidora inveterada de homens de todas as marcas, modelos e anos de IPVA. “_D. Ilhéus, faça como eu, caia matano em cima dos homi, minha neguinha!”.  Sempre reajo com respostas onomatopeicas tipo arre, arg… Ela não entenderia minha adjetivação puritana e ortodoxa de mulher recatada. Estou cansada de homens; eu não sou dessas mulheres comuns, meu querido Diário. Sou uma mulher “maçaneta”, reconheço, mas involuntariamente compelida a essa promiscuidade mundana. Sou levada a isso por mera imposição do sistema que impera sobre os bons partidos. Sou bom partido, por isso, caça e presa fácil para aos “casamentos” por conveniências com figurões financeiramente combalidos, à cata de financiamento a fundos perdidos; os meus. Meus fundos já eram! Estou empobrecida e abandonada, uma indigente à minha própria sorte.

A Inês de, rainha póstuma. Querido Diário. Você conhece a maior parte das estórias da minha vida. Pra você eu não devo repetir catarses existenciais envoltas em arrependimentos e lágrimas tardias. Lembra-se do primeiro homem, do Jorge? O Jorge Figueiredo, aquele português supostamente rico e nobre? Meu primeiro casamento por pressão familiar e conveniências mis. Eu ainda na flor da idade, uma menina virgem pura, casta e inexperiente, oferecida em casamento àquele estranho que vivia de bar em bar e nos bregas das noites do Algarve e da Beira; o Jorge. E tudo por Carta Precatória, “por correspondência”, a Internet daquela época! Não sei se foi por problemas de disfunção erétil, por falta de grana pra viagem longa, por desinteresse por mulher. Más é fato, e você sabe Querido Diário, que ele não deu as caras, não veio! Mandou um representante pra cá tomar conta de mim, ou melhor, dos meus bens, porque continuei sozinha e virgem ardendo em brasas sem que homem algum tocasse sequer num solitário pelinho pubiano meu, minha caranguejeira faminta!

A inesquecível Bubalina, de Níkos Kazantzákis, em “Zorba o grego”. Querido Diário, você sabe que fui para meu segundo casamento virgem, literalmente intocada. Minha Lua de Mel foi lá na Fazenda de papai. Banhos de rio, passeios no mato, etc. Foi lá que pela primeira vez ele brincou de médico comigo! Teria sido ótimo sem aquelas formigas caga-fogo que nos deixaram encalombados. O idiota me deitou sobre o formigueiro e, pra completar, teve um episódio de ejaculação precoce! O fdp me deixou lá pra trás sozinha no meio do mato!

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A CULPA É DESSE CARA!

Por Mohammad Jamal.

A culpa é desse cara! Epicuro imaginou o sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo. Seu pensamento filosófico afirma que o sentido da vida é o prazer, que por sua vez seria o objetivo imediato de cada ação humana. Mas por aqui estão levando tudo muito a sério. Menos, menos por favor. 

Culpa do Rohipnol genérico. A verdade quando dita sem eufemismos, costuma atingir os conformistas; os preguiçosos; aqueles que ainda não se aperceberam que seus sobrenomes foram, na atualidade, solenemente substituídos por uma simples sequência de onze números. Essa verdade também incomoda aqueles que mamam nos úberes fartos dos órgãos públicos, a exemplo da Prefeitura e Câmara, como atributados “líderes do povo”, a despeito da degradação da cidade. Uma piada!

Martinho Lutero com ajudantes de pedreiros. Aí vem os reformistas de “araque” com suas tardias demonstrações de coragem e oportunismo, induzir o estímulo cívico alheio! Claro, se calados, eles seriam menos ridículos em seus proselitismos e retórica barata. Nós, os insurrectos, somos apenas pragmáticos. É racional reconhecer a derrota do SER pelo TER imoral que predomina em todas as representações político-administrativas, com raríssimas exceções, nessa colônia exaurida por demagogos oportunistas alçados como gestores e/ou legisladores em Ilhéus. Isso é fato para nós. Dizer o que a mais?

O teu passado te condena. A antologia política e a casuística resultante constroem os históricos incontestáveis das “práticas” comezinhas, perpetradas sistemática e cinicamente como metodologia do racionalismo programático dos nossos sucessivos políticos citadinos diga-se, trágicos devastadores de esperanças.  A locupletação, as vantagens do poder, a usurpação dos direitos e a malversação dos recursos públicos em benefício próprio ou de grupos em detrimento e dilapidação da nossa colônia, indiferentes ao empobrecimento e à miséria como produto final para maioria da população de carentes. Frases de ordem tais como: “Insurreição, renovação, recuperação, esse é diferente, vamos à luta, vamos tirá-los dai“ soam-nos prosaicas, tolas, utópicas; porquanto inconsistentes e vazias de sentido prático exequível ou minimamente construtivista.

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PARODIANDO O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, (OBRA PRIMA DE ALDOUS LEONARD HUXLEY). VOCÊ LEU?

Por Mohammad Jamal.

Maquiavelismo-oportunismo. Quando o Estado se sobrepõe à vida das pessoas, certo grau de corrupção exerce um efeito benéfico sobre o caráter das mesmas. Mas, apenas quando até determinado ponto, é claro; uma vez que o estado se torne o todo-poderoso e a corrupção oficial também se torne total como assistimos, ambos sufocarão a criação de riquezas, e haverá um empobrecimento generalizado. No final desse processo, será constatada uma desmonetarização aguda da economia, tal como se deu no comunismo e socialismos.

Eu quero mamar. O Brasil, não obstante sua aparente pujança, está chegando a esse estágio, economia e finanças enfraquecidas, governo débil, ordem social vulnerável, justiça lenta, gigantismo dos delitos contra o patrimônio da nação e aceleração da corrupção em todas as frentes delegadas por critérios meramente políticos a agentes incompetentes.  O país agoniza, seu povo sofre e morre de inanição, carentes ante as privações impostas pelo estado via omissões, incompetências, desvios e corrupções praticadas sistematicamente por entes investidos no Estado e dos altíssimos custos para a manutenção dessa máquina pública sequiosa e servil que sustenta luxos e mimos nababescos aos três poderes da nação, cuja conta bancamos em lágrimas secas.

Votos de safra. Mas nossos políticos, especialistas do agronegócio eleitoral, sempre se mostram espertos o suficiente para não necessitar abater sua fonte produtora, matar a galinha dos ovos de ouro, de onde os preciosos zigotos albuminados são pontual e sistematicamente extraídos sem anestésicos; do ovopositor do povo, sem gemidos ou reclamações pontuais.

Cevando o porquinho. Quanto mais a sociedade enriquece, mais se pode extrair dela na forma de impostos. Nesse sentido, o que é bom para os negócios é bom para eles, os políticos corruptos. Nessas circunstâncias, o uso da influência pessoal e do suborno praticados por um ente público no balcão da corrupção para locupletamento pessoal e/ou do seu grupo político pode representar um valioso incremento e prova de eficiência no fortalecimento do capital político concomitantemente à discreta evolução nos negócios e meios circulantes financeiros do país, sem evidências, alardes ou estrelismos que caracterizam os repentinos novos ricos de primeiro mandato.

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A NÊMESE DEVIDA

Por Mohammad Jamal.

Vão “veno”. Há no horizonte político brasileiro, não mais a miragem do abstrato utópico que sempre norteou e iludiu as aspirações da massa nesses últimos trinta anos. Com quase certeza da concretude sonhada, já simulamos próximo o vislumbre previsível do descortinar de situações onde a tão ansiada nêmesis se corporificará impávida e dolorosa sobre realidade sobre nossos representantes políticos, os lordes da Corte de São Saruê onde fazemos figurações humilhantes como bobos da corte. A justa administração de uma retaliação manifestada por um agente apropriado, personificada, nesse caso, por um sujeito horroroso: o eleitor revoltado.

O Gabinete do Dr. Caligari. Dr. Caligari chega com seu assessor, Cesare, a um pequeno vilarejo, Holstenwall, mas poderia ser Ilhéus; numa região quente e úmida, tipo Sul da Bahia; e logo vai à administração palaciana pedir autorização para apresentar o seu show de palavras eufêmicas na feira da cidade, com seu partner, Cesare, o qual assegura estar dormindo a 25 anos. O Show não passa de um tedioso e ambíguo jogo de palavras com as quais submete a complacente assistência à mais ridícula demonstração de humilde subserviência; algo massivo-coletivo entre afásico e autismo idiótico hipnoticamente induzidos. E Quando perguntado sobre o tipo de apresentação que faria ele afirma “Sonambulismo” … Sonambulismo Político.

Dados viciados, cartas marcadas, consultórios, consistórios fechados… O jogo patológico é um transtorno que possui grande impacto na sociedade, responsável por prejuízo social, financeiro e emocional para os indivíduos. Tal transtorno pode ser definido como o comportamento recorrente de apostar em jogos de azar, apesar das consequências negativas, onde a vítima perde o controle do tempo e dinheiro gastos; dos desperdícios, da boa-fé. Legal e compulsoriamente somos forçados a praticar o jogo do “voto cidadão”; expomo-nos tal e qual o dependente químico a essa mazela.

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EU QUERO SER CLAQUE!

jamalPor Mohammad Jamal

Eu quero ser claque, aliás, preciso mesmo ser claque! Não se deve deixar que as grandes oportunidades que o destino coloca no caminho das nossas vidas passem assim, desapercebidas e inaproveitadas; é desperdiçar a sorte grande. Tem gente que não perde uma sequer! Que lê fluente nas entrelinhas da vida os anagramas da sorte disfarçados. Engraçado; só nessa eleição é que fui me dar conta da sorte grande! Vou ser claque. Ah… Vou sim!

Ainda essa semana eu estava vendo as mudanças no padrão de seu Abdias; aquele senhor amigo, que já vive uma relação estável com seu esposo e companheiro, seu Adalberto, coisa já beirando as Bodas de Prata. Depois que os dois começaram no emprego de claque; passaram a andar bem vestidos, com roupas de marcas; tênis Nike; as porras! Ainda ontem à tardinha, vi chegar um caminhão de entrega de uma grande rede de lojas à casa do casal e, descerem lá uma cama Box de primeira; uma geladeira duplex e um som parrudo – que agora mesmo, enquanto escrevo essas mal traçadas linhas, está tocando “Beijinho no ombro” da Valesca Popozuda! Claro, está a meio volume, mas ainda assim sei que dá pra ouvir lá na Vila Juerana e no Itariri! É lindo! Dá uma inveja danada deles. Eu quero ser claque! Sei que tenho currículo pra isso!

Hoje de manhãzinha passou por mim quase voando, a toda velocidade, D. Nilvanésia. Impressionante! Ela que por duas ou três vezes pegou carona na garupa da minha bicicleta mambembe toda desconjuntada que já foi da marca Monark, mas que depois de tantos transplantes com peças adquiridas nas sucatas, passou à marca tutti frutti, porque tem de um tudo!… Pois é; D. Nilvanésia acabou de passar agorinha por mim, toda garbosa trepada em cima de uma Scooter! Uma Cinquentinha socada entre as pernas; sufocada sob aquela imensa abundância de bumbum; ou seria bumbo? Estalando de nova! Ela também é claque, minha gente!

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MAIS FUMO NÃO

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

O Brasil vive a pior crise moral da sua história política. O brasileiro já não sabe se vive num país democrático ou numa corruptocracia marginal escancarada.  E não vislumbramos nesse atoleiro geral sequer uma possibilidade ou saída para tantos assaltos bilionários, tanta bandalheira, descaminhos, roubos, instrumentalização da máquina pública e sua exploração por oligarquias políticas de direita; de esquerda, do centro, dos bairros nobres, dos sindicatos, de cima e debaixo. Diria seu Epaminondas, evangélico fervoroso: _ “Soltaram o capeta… O que ronca e fuça!” Traduzindo: agora fodeu de vez.  Imaginemos o seguinte diálogo:

“Otoridade” irritado:  – VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

“Inleitor” submisso: – Com um corrupto ladrão?…

“Otoridade”, com tranquilidade: OLHA ZÉ INLEITOR: POSSO ESTAR RESPONDENDO ÀS CENTENAS DE PROCESSOS; MAS ATÉ PROVA EM CONTRARIO, SOU HONESTÍSSIMO… CONFIABILÍSSIMO! NENHUM DOS MEUS PROCESSOS FOI TRANSITADO EM JULGADO… ALÉM DISSO, AINDA CABEM VÁRIOS RECURSOS!… ME CHAME DE EXCELÊNCIA VIU!

Hoje estamos assim: A Constituição Brasileira e o nosso Código Penal foram, de tal forma, “enxertados” com privilégios legislados em causa própria por nossos representantes na Câmara e Senado, que a própria justiça nos parecer recurvada e submissa sob o peso dos recursos conquistados por representantes dos Poderes políticos em direitos e privilégios supraimunitários inimagináveis. Eles estão quase intocáveis! Flagrante delito para eles, nem pensar; as materialidades das provas jamais são encontradas e os ritos processantes, julgamentos e sentenças prescrevem à mofa no mofo, parados e inconclusos. Tem um candidato lá no Norte cujo pai, político, pregressamente enlameado até o pescoço, mas exercendo mandato, que discretamente, optou por suprimir o sobrenome paterno da sua propaganda eleitoral engrenada em bombástica campanha para uma frutuosa carreira política no executivo! Sem alusões parentais à própria árvore genealógica obscura, mas implícita e subentendidamente poderosa e conhecida, ainda assim lidera as intenções de votos. Está na sala de parto, o nascimento de mais um novo oligarca chefe.

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ANAMNESIA DO CHILIQUE E DO FALO NO CONSULTÓRIO DO DR. CALIGARI

Na crônica a seguir, Mohammad Jamal desvela as camadas de sentido subjacentes ao gesto fálico desta imagem.

Na crônica a seguir, Jamal desvela as camadas de sentido subjacentes ao gesto fálico representado nesta imagem.

Por Mohammad Jamal

As perdas momentâneas do autocontrole, do equilíbrio emocional, da razão ou, o tal do “ir pra cima”, tinham em recente passado, raras e pontuais ocorrências episódicas. Com o evoluir do tempo, passou à condição de usual e corriqueira, sobretudo, quando nos referimos às emolduradas classes sociais mais altas e, àquelas ligadas ao poder político direta ou indiretamente, cujas personagens são mais susceptíveis e vulneráveis a esses convulsivos chiliques midiáticos. Não raro, essas refregas de furor na sua quase totalidade, não passem de simbólicos cânticos de guerra territorialista, como o dos pássaros que delimitam suas áreas de alimentação ou dos sapos-boi que bufam contra invasores que se insinuam para suas sapas no seu charco. Nada que se conclua em olho roxo; dentes amolecidos, galos e pintos à cabeça (pintos galinhos) ou coisa que exija uma visitinha ao médico particular ou o disfarçar-se atrás de um óculo escuro de alguma grife famosa tipo Maui Jim; Oakley; Fendi ou Prada, dentre outras preciosidades mais caras do mundo Top. Chilique é coisa de gente chique; grã-fina e importante. Não é pra nós não. Aqui em baixo, no proletariado, a gente sai é no pau, na porrada mesmo; depois vai pra fila do SUS, sem frescuras ou pudores, tomar uns pontos; curar as lesões corporais, sem B.O’s. Raras diferenças ficam pra depois.

Povo quando azeda, é porque sofre de Síndrome congênita da Brutalidade Social Periférica. Famosos quando se exaltam é Síndrome traumática pós-estresse ou, o tédio existencial, longe de Aspen, Veneza, Paris… Quando os sintomas são mais brandos dizemos que a pessoa tem episódios de descontrole emocional, mas quando são tão intensos a ponto de causar graves prejuízos pessoais pode caracterizar um transtorno bipolar. Tem também a distimia, que refere ao “mau humor” contínuo, considerado como um tipo de depressão. Quando não faz parte da personalidade desta pessoa, tendo sido iniciado, quando em políticos, a partir de algum momento específico e nunca mais retrocedeu depois de mandatos consecutivos ou intercalados. São as pessoas que tem a irritabilidade como uma característica marcante e constante, quando no poder. São ameaçadoras, desconfiadas, combativas e destrutivas. Talvez por decorrência da má interpretação das intercorrências da própria existencialidade… A vida é tão fugaz. No derradeiro momento da morte, todos exalam o mesmo fedor, sendo que alguns até necessitam socorro, porque no final cagam e urinam a cama, a despeito do dinheiro, da classe social; o do poder… Sem privilégios com o Ceifador.

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DÊ! AJUDAÊ VAI!

jamal-padilha-11Por Mohammad Jamal

A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor…

Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha…

Flor da Idade, do Chico.

Foi lendo esta semana o texto abaixo da manchete no Blog Agravo: “Ilhéus: Jabes pede empenho de cargos comissionados para a eleição de Rui Costa”, que me veio à mente esses versos do Chico Buarque, acima. Tal como diria alguém que mantém às suas expensas um imenso contingente de serviçais volíveis à sua vontade e decisão; como o fato. O “emprego em cargo comissionado”, mesmo sendo temporário e susceptível aos diversos fatores de ordem política e humoral dos empregadores, ainda assim, é uma fonte de renda bem importante numa cidade onde milhares carecem emprego formal, mas não o encontram. E quando por milagre alguém encontra um “empreguinho”, a lei da oferta e da procura interfere insidiosamente em desvalor do salário a ser auferido; porque há excessiva oferta de mão de obra e exagerada demanda por emprego. Na maioria das vezes é só um pingado Salário Mínimo mesmo, e olhe lá!

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MÍSTICOS, MITÔMANOS E PRESTIDIGITADORES

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

Vinte meses são transcorridos em ócio governamental relativizado sob o olhar complacente e a silenciosa passividade da população. A cidade está que é um buraco só e, desboroando no centro e nas beiradas como uma broa mofada. Claro, não podemos apontar que aqui ou ali está ruim nessa broa apodrecida; que pra lá está pior do que pra cá. Se juntarem o lá com o cá concluirão que o deblaterar que a todos acomete tem lá suas razões inquestionáveis e cá também. Há pesadas nuvens de estupor e estarrecimento pairando sobre o estado de espírito e o consciente coletivo da população a ponto de fazer oscilar os humores entre os sentimentos de repúdio e depressão reprimidos na resignação. Dizem alguns, vencidos pelas inevitabilidades das argumentações impregnadas de filosofismo político relativista, ditadas pelo prefeito a ouvidos moucos do povo: “Adianta não! É daí pra pior.”.

A mentira é inata, é algo congênito da filosofia política, senão, o seu principal artifício-ferramenta capaz de manipular a verdade e fantasiar de rosa o aniquilamento de uma promessa quase sonho, frustrado-a com outra miríade promessas substitutivas. A mentira faz despertar ilusões e esperanças no povo enganado; como se o Gênio da Lâmpada que povoa as fantasias no imaginário dos carentes houvesse de fato se materializado como remédio miraculoso na iracunda abstração coletiva. Mas “gênio” de alguns políticos expertos também é capaz de desestabilizar a fé nos “deuses” de papel marchê, dos “santinhos”, susceptíveis à água, às traças, ao tempo e, algumas vezes, ate ao voto. Isso nos faz refletir com alguma especificidade sobre o quem é quem à frente do governo da cidade. Quem é o artista e quem é a obra? Seria o “comando” do Gepeto? Ou da sua obra, o Pinóquio, corporificado em madeira, tinta, mídias e bordões? Sabe-se lá… Ao que nos transparece, cidade estrebucha sob as botas de um mitômano.

Em seu livro “A Grande Mentira”, o psicólogo Jose Maria Martinez fala sobre a mitomania e os grandes fabuladores da história. Martinez explora brilhantemente casos de políticos; intelectuais; esportistas; jornalistas, dentre outros personagens que enganam o público para obter vantagens – ou simplesmente para conquistar o afeto indevido das pessoas ou posicionar-se na confiança imerecida do povo, pelo voto. O político é por natureza, um falacioso mestre na mitomania; de outra forma não subsistiria arquiteto e construtor de castelos de areias à custa do povo!   

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ISRAEL NUNES. DAS RAZÕES DO EXISTIR; DA MEMÓRIA AO PÓ CÓSMICO DE ESTRELAS

Israel discursando durante evento do PC do B.

Israel discursando durante evento do PC do B. Foto: O Sarrafo.

Por Mohammad Jamal

Sexta-feira, enquanto lia o Blog Agravo, foi que me dei conta do falecimento do Israel. Li e reli a publicação, imaginando-a um equívoco; uma falha de redação, de edição, mas infelizmente era verdade; o cidadão Israel Nunes havia nos deixado para sempre. Como ele se dizia sem vínculos com deidades e religiões, o respeito e a consideração que devoto à memória do Israel me faz dizer metafisicamente, que ele “redimensionou-se” na quântica do universo cósmico que nos cerca. Entretanto, para mim, um muçulmano xiita convicto, não escapa a certeza de que ele está agora, bem quisto, nos “Jardins onde correm rios de águas cristalinas incorruptíveis, e onde reina a paz eterna”.

Todo esse infausto e prematuro acontecimento pegou-me com estarrecimento e profundo pesar.   Após assistir à sua última e pungente entrevista e ler a homenagem póstuma prestada pelo amigo Gusmão; seu último desejo, que não houvesse nenhum rito ou cerimônia religiosa exequial em seu velório. Removi da minha cabeça o takia, o kafie e o ikal islâmicos e, em minha casa, postei-me em oração pela sua paz misericordiosa. Temi desagradar seu último pedido, comparecendo para despedir-me do admirável amigo como o muçulmano que sou.

Queiramos ou não, todos os homens, mesmo aqueles mais resistentes e refratários às crenças das espiritualidades de fundo teológico religioso, são crédulos de Deus. Há uma tênue linha que separa os ateus agnósticos; que consideram atitudes inúteis às discussões sobre questões metafísicas, já que estas tratam de realidades incognoscíveis; postados que estão, segundo Henry Huxley, em posição metodológica que só admite os conhecimentos adquiridos pela razão e evitam qualquer conclusão não demonstrada. Paradoxalmente muitos intelectuais agnósticos praticam, mesmo que inconscientemente, manhã, tarde e noite, todo o simbolismo religioso de quem acredita no Deus Supremo, à sua maneira. Eles o fazem através a religião da ética. Amam ao próximo; acreditam no ser humano; agem com extrema lisura e honradez em todas as atitudes; justos e imparciais; são ainda solidários, amigos fiéis e, capazes em altruísmo e sacrifício próprios, de despenderem tempo e trabalho para melhorar a vida dos seres humanos; de fazer respeitar os direitos dos cidadãos comuns, de lutar pela harmonia no convívio social das populações; de crer no homem e antever esperanças em um Estado humanizado e evoluído política e socialmente. Esses são os ateus agnósticos que, mesmo sem desejarem, possuem além da razão e, carregam consigo a alma: essência humanitária da ética e amor ao próximo. São os fiéis acólitos da religião da moral.  

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JOGO POLÍTICO, CARTAS MARCADAS E FICHAS SUJAS

jamalPor Mohammad Jamal

Começo esse artigo alertando aos doutos e capacitados, aos já habilitados e àqueles que ainda dependem de decisões judiciais sobre liminares e recursos impetrados, que os permitam disputar um cargo eletivo às próximas eleições, não obstante apresentarem despudoradamente, Fichas pregressas tão imundas quanto poleiro de galinhas ou sanitários públicos; que meus sentimentos de cidadania, moralmente constrangidos, foram acometidos por intensa melancolia eleitoral. Que esse tédio eleitor incidente obstaculiza todas as minhas atitudes voltadas para o sublime propósito de votar.

Li recentemente um belo ensaio sobre o tema – A Teoria Política da Corrupção – de Fernando Filgueiras; doutorando em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ); Mestre em Ciência Política (DCP/UFMG); Professor de Teoria Geral do Estado da Universidade – Juiz de Fora e, Membro do Centro de Pesquisas Estratégicas “Paulino Soares de Sousa” da UFJF.

Foi nesse belo artigo que nos demos conta de quão abandonado e esquecido por cientistas políticos; criminalistas; sociólogos e jornalistas esse tema de interesse geral, porquanto denota o gigantismo metastático que acomete o tecido político e as administrações públicas do nosso país de forma implacável. O autor nos deixa antever via essa metateoria da corrupção, a possibilidade de identificarmos uma simples e inefável constante lógica: que a corrupção é a sobreposição das vantagens privadas sobre o bem comum, significando um ato de decoro para com a ética. É assustador nos depararmos com uma realidade comportamental sociopolítica tão cruel para com o bem comum. Ela desavergonhadamente extrai do povo como se fosse um apêndice inadequado e indevido, algo que somente “eles” sabem manusear. Esses “apêndices” suprimidos sem dó nem piedade, são os recursos financeiros que deveriam se destinar ao suprimento das necessidades básicas das populações; as tais políticas públicas: educação, saúde pública, saneamento básico, segurança, transporte, assistência social, cidadania…

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AS ESTAÇÕES DA VIDA

jamal-padilha-1Por Mohammad Jamal

Há coisa de um ano atrás, eu escrevia aqui sobre o “velho”, seu esquecimento e abandono. Digo “velho”, porque idoso traduz uma conotação humana e, velho, nos remete a algo objeto, descartável e prescindido.

Falava da progressiva transparência que, gradativamente, vai acometendo os velhos, fragmentando os seus átomos, apagando seus fótons, emudecendo seus sons, extraindo-lhe a própria sombra através a remoção da matéria junto aos ectoplasmas da sua alma.

Que a partir de certo ponto da temporalidade percorrida pelo velho, até já se pode enxergar através sua silhueta diáfana, absolutamente desprovida dos elementos da razão, da sensibilidade, dos sentimentos, dos méritos da alma.

Que as velhas medalhas de latão oxidadas pelo tempo, agora são apenas quinquilharias inúteis; que as lembranças antigas são obsolescências na atualidade; que as “gratidões” são rapidamente prescritíveis mercê dos curtíssimos prazos de validade hoje postos em pratica.

Que o antigo e tão ansiado perfume de amor, de afeto, de carinho e do aconchego paternal se tornou intolerável porquanto se mesclou ao passar do tempo, ao odor azedo que caracterizam os “velhos” de poucos banhos, do pijama respingado pela sopa da semana passada; do odor de urina que a próstata não permitiu escorrer por completo ou que a bexiga baixa nas velhas, relaxou os esfíncteres para um contínuo gotejar incontrolável.

Lembro que também falei dos beijos babados fugidos pelos filhos e netos que tanto amávamos. Hoje beijos abstratos, beijos ansiados pelo supremo toque da alma carente, tardiamente prenhe do amor que transcende o tempo; mas que só nós, os velhos, sabemos disso, pois a ninguém mais interessa.

Das mãos ressequidas e frágeis, amarelecidas pelo tempo. As mesmas mãos com que seguramos nossos filhos ainda bebês por noites a fio com seus corpinhos encostados ao nosso peito, às vezes febris, de tal forma que sentíamos o bater acelerado daquele coraçãozinho sobre o nosso coração de pai. Mãos hoje suspeitas de duvidosa assepsia, de precavidas e humilhantes recomendações de “vá lavar as mãos primeiro”.

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ILHÉUS VIVE DIAS INVERNAIS

jamal-padilha (1)Por Mohammad Jamal

Ilhéus vive dias invernais, sua longa e penosa temporada nessa estação de enfermidade debilitante que a domina e consome ha aproximadamente dois anos e a confina num estágio de ócio patológico intratável. Uma pasmaceira indolente e preguiçosa que já começa a contaminar até o povo que, endemicamente, já demonstra sintomas clássicos, indicativos que caracterizam essa terrível doença. O derrotismo, a perda da coragem para lutar contra ela; a depressão, a “hurzun”, grave melancolia que acometia alguns turcos nos longos invernos gelados. E tudo isso acontece por absoluta inexistência de um amargo remédio jurídico ou um forte unguento cidadão capaz de remover do lombo da cidade essas imensas colônias de parasitas vetores de mais enfermidades.

A cidade está doente, ou melhor, exógena e impositivamente adoecida por aqueles que, tendo prometido de mãos postas soergue-la para níveis muito acima daqueles que apresentava antes das eleições e a elevá-la para o pódio das cidades prósperas e desenvolvimentistas; mas mentiram-nos desavergonhadamente. Ilhéus está mil vezes pior que quando se encontrava sob o domínio de um experto banana que a desadministrou e exauriu por longo tempo.

Já estamos cansados de ouvir discursos de puxa-sacos e babaovistas de plantão, remunerados, a nos dizer que ilhéus convalesce sequelas deixadas pelo banana que a atochou sem dó nem piedade por longo mandato e meio. Que nada: conversa mole para tolos credos. A eloquência teatralizada não passa de eufemismos e ambiguidades típicas da retórica linguística da política proferidas a partir de alguém que, por toda a sua vida supostamente útil e contributiva, vivida “para o bem do povo”, nada mais fez senão AL bazar e comadrear nos balcões da rendosa política, onde é dando que se recebe. Ao que transparece, teria recebido muito mais do que se propôs dar. Ao povo deu só empáfias e desesperanças.

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