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:: ‘Cacique Babau’

PF IMPEDE CACIQUE BABAU DE VER O PAPA

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Do Cimi. Por Renato Santana, de Brasília (DF)

Menos de 24 horas depois de receber um passaporte para viajar ao Vaticano e se encontrar, durante celebração, com o papa Francisco, a convite da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Rosivaldo Ferreira da Silva, o cacique Babau Tupinambá, da Bahia, está sendo impedido pela Polícia Federal (PF) de sair do país por conta de três mandados de prisão. Porém, as ordens judiciais estão arquivadas desde 2010. A PF diz que tais mandados não estão revogados.

Para a liderança indígena, o governo federal, por intermédio de sua polícia, tenta impedir o encontro dele com o papa Francisco. “O governo não quer que eu denuncie o que vem acontecendo com os povos indígenas no Brasil. A Polícia Federal não sabe que os três mandados foram arquivados e nem processo existe? Claro que sabe! O governo sabe disso!”, protesta cacique Babau.

Outro mandado de prisão teria sido expedido contra Babau nesta quinta. De acordo com informações extra-oficiais, obtidas junto a PF, em Brasília, a Polícia Civil do município de Una (BA) pediu apoio aos agentes federais na Capital Federal para efetuar a prisão de Babau. Este suposto mandado de prisão, emitido pela Justiça Estadual de Una, pede a prisão temporária do cacique. Porém, não há confirmação no sistema judicial dessa ordem e a que processo ela se refere.

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VÍDEO: COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE ENTREVISTA O CACIQUE BABAU

A Comissão Nacional da Verdade entrevistou o Cacique Babau. Trata-se de um registro importante do ponto de vista do líder tupinambá sobre a luta pela terra no sul da Bahia.

Babau lembra o avanço dos coronéis sobre a posse da terra, por meio da violência e do aparelhamento do Estado. O cacique relata acontecimentos históricos, cuja compreensão é determinante para os que se propõem o desafio de pensar a realidade atual.

Segundo ele, na década de 1930, paramilitares formavam grupos integralistas. Um desses bandos apontou pataxós e tupinambás como comunistas, devido às formas de organização social dos aldeamentos.

Conforme Babau, entre 1940 e 1951, apoiados pelo governo brasileiro, paramilitares assassinaram milhares de tupinambás, que eram tidos como guerreiros perigosos a serviço da “ameaça comunista”. O massacre abriu espaço para a ocupação da terra.

A entrevista foi divulgada no último dia 16. Assista abaixo. 

DELEGADO DESMENTE “TEMPORADA DE CAÇA” AO CACIQUE BABAU

Não há ordem prisão contra o Cacique Babau, garantiu o delegado.

Não há ordem prisão contra o Cacique Babau, garantiu o delegado. Imagens: Emílio Gusmão.

Durante contato com este blog na manhã dessa segunda-feira, 03, o delegado Mario Lima, chefe da Polícia Federal em Ilhéus, desmentiu que o Cacique Babau, da etnia tupinambá, é alvo de captura “vivo ou morto”.

A informação foi publicada no blog do Bené.

Segundo o delegado, Babau é uma liderança indígena que merece respeito, “não é um animal sujeito à caça”. Enfático, afirmou desconhecer que a Polícia Federal e Força Nacional saiam “por aí” caçando indígenas.

Mario Lima confirmou a ocorrência de tiroteios na região de Buerarema, entretanto, explicou que as investigações ainda não apontam responsáveis. Sobre o cadáver em adiantado estado de decomposição, encontrado na semana passada, disse que o corpo estava na região de Sapucaieira, longe da Serra do Padeiro, área de influência de Babau.

RURALISTAS DOMINAM COMISSÃO SOBRE DEMARCAÇÕES

Agressões racistas contra indígenas marcaram sessão na Câmara Federal. Foto: Renato Santana / Brasil de Fato.

Agressões racistas contra indígenas marcaram sessão na Câmara Federal. Foto: Renato Santana / Brasil de Fato.

Se aprovada, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 vai transferir do Poder Executivo para o Legislativo a prerrogativa de decidir sobre demarcações e homologações de terras indígenas e quilombolas, no Brasil. 

Como a bancada ruralista tem muita força no Congresso, transferir a prerrogativa para o Legislativo agrada em cheio a Frente Parlamentar Agropecuária. Por outro lado, indígenas e quilombolas acreditam que a influência dos latifundiários conduzirá o debate para o jogo político, encobrindo sua dimensão técnica, para suprimir direitos de comunidades tradicionais. 

Na última quarta-feira (11), na Câmara Federal, os ruralistas conseguiram maioria na composição da comissão parlamentar que vai analisar a PEC 215. O deputado Afonso Florence (PT-BA) vai presidir o grupo e o deputado Osmar Serraglio (PMDB/PR) será o relator – ele já mostrou-se favorável quando relatou a proposta na Comissão de Constituição e Justiça. Todos os demais integrantes são da bancada ruralista – três vice-presidentes e o relator substituto. 

Segundo Brasil de Fato, a sessão  foi tumultuada. Em atitude arbitrária, pessoas vestidas com camisas da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária tentaram, em vão, impedir a entrada do Cacique Babau na “Casa do Povo”, e gritaram ofensas racistas contra os índios. A Polícia Legislativa teve que conter o deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS) quando ele tentou agredir indígenas.

ATENTADO CONTRA A COMUNIDADE DA SERRA DO PADEIRO

Caminhão transportava estudantes quando um tiro rompeu seu para-brisa.

Caminhão transportava estudantes  quando um tiro rompeu seu para brisa.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), na noite de quarta (14), estudantes da Escola Estadual Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro foram vítimas de emboscada, na estrada que liga Buerarema à Vila Brasil.

Por volta das 21 horas, perto do local conhecido como “Pau escrito”, o caminhão que transporta os alunos foi alvo de tiros disparados por um homem, que estava sobre um barranco. Um dos projéteis atingiu o para brisa do veículo. Os estilhaços feriram Lucas dos Santos e Rangel Calazans, alunos do 2° ano do curso técnico da Escola Tupinambá.

De acordo com as vítimas e o CIMI, os disparos miravam a cabine do veículo, para atingir o motorista. Para eles, o atirador tentava matar Gil – irmão do Cacique Babau e proprietário do veículo. Mas quem conduzia o caminhão era Luciano Tupinambá.

Os nativos suspeitam que os tiros partiram de alguém ligado a Giu de Moreira e Domingos Ferreira, fazendeiros da região. “O irmão de Giu, conhecido como Van de Moreira, encontra-se em Buerarema e, junto com um radialista local, incita a população contra a comunidade. Sempre que acontece um atentando contra a gente eles tentam inverter a situação, nos acusando do que fizeram”, denunciou a liderança Thokã Tupinambá.

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EXCLUSIVO! BLOG DO GUSMÃO ENTREVISTA O CACIQUE BABAU

Cacique Babau. Imagem do Blog do Gusmão.

Cacique Babau. Imagem do Blog do Gusmão.

Desde 2009 o Blog do Gusmão tentava entrevistar o Cacique Babau.

Fizemos vários pedidos à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

As entidades, sempre na defensiva, nunca deram resposta. Na verdade buscavam proteger o aguerrido e polêmico líder dos índios Tupinambá da Serra do Padeiro.

Para a nossa surpresa, na última segunda-feira, 08, encontramos o Cacique Babau no gabinete da 1ª vice-presidência da Assembléia Legislativa da Bahia. 

Na ocasião, este blogueiro assessorava o Vereador Fábio Magal (PSC) durante uma audiência com o deputado estadual Yulo Oitica (PT), vice-presidente do parlamento baiano.

Assim que o avistamos, fomos em sua direção e solicitamos a entrevista.

Mesmo desconfiado, Babau topou a conversa e pela primeira vez falou a um veículo de imprensa do Sul da Bahia.

Principais destaques:

segundo Babau, o povo Tupinambá é o verdadeiro dono da terra e tem direitos assegurados;

A incompetência do governo federal e a demora em resolver a questão;

As divisões entre os índios Tupinambá;

A suposta ligação “espiritual” entre o lendário Caboclo Marcelino e o Cacique Babau;

A Polícia Federal já prendeu o cacique. Babau analisa a relação com o braço policial do governo;

Babau critica a forma como os índios são tratados pela imprensa;

A relação conflituosa com os fazendeiros;

A possibilidade de novas ocupações, “tomar tudo”;

A marginalização da causa dos índios Tupinambá.

Ouça a entrevista.

 

CACIQUE BABAU ENTREGA MANIFESTO AO COORDENADOR DA ONU NO BRASIL

Babau entrega manifesto. Imagem do CIMI.

Babau entrega manifesto. Imagem do CIMI.

Figura polêmica na região Sul da Bahia, tido como inimigo dos fazendeiros, o Cacique Babau continua sua luta pela demarcação das terras indígenas do povo Tupinambá.

Na última semana, Babau entregou um manifesto ao coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, Jorge Chediek.

A liderança Tupinambá solicitou apoio da ONU para a resolução das questões fundiárias envolvendo os territórios indígenas e os graves desrespeitos e violações cometidos pelo governo brasileiro.

A entrega do Manifesto ocorreu durante a abertura da 11ª Conferência anual do Bramun – Brazil Model United Nations -, noHotel Iberostar, Praia do Forte, na Bahia. O evento foi aberto na noite desta quarta-feira, 20, e foi até ontem (domingo, 24), reunindo cerca de 370 jovens alunos oriundos de 18 escolas internacionais de todo o Brasil, além de Panamá e Argentina. Cacique Babau falou na abertura do evento. O manifesto entregue ao representante da ONU é uma publicação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e denuncia os decretos de extermínio impostos aos povos indígenas no Brasil.

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PAI CIDÃO, O CONCILIADOR

São Cidão de Olivença!

O vereador e ex-secretário de governo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky (Pai Cidão), tem despertado a atenção dos analistas políticos, depois que resolveu mudar o estilo.

Alcides, pretenso candidato a prefeito, trocou de verbo. Ao invés de tratorar, ele tem pronunciado conciliar. Foi assim com Carlos Freitas, Magno Lavigne, Jailson “Sarney” Nascimento e Bebeto Galvão, antes desafetos políticos.

Cidão quer ir mais longe. Aos mais chegados confidencia que deseja conversar com o ex-prefeito Jabes Ribeiro.

Para a beatificação, quiçá, a canonização, só falta fazer as pazes com os índios Tupinambá e fumar o cachimbo da paz com Claudio Magalhães e o Cacique Babau.

Milagre!

DIA DO ÍNDIO COM PROTESTO EM OLIVENÇA

Povo Tupinambá de Olivença.

A comunidade Tupinambá iniciou o dia do Índio com manifestação no Km 18 da rodovia Ilhéus – Olivença.

Os índios reclamam das péssimas condições das vias de acesso à aldeia, que impede crianças e jovens que moram distantes, de frequentarem as aulas da escola indígena.

Lideranças deverão protocolar, ainda hoje, um pedido de providências junto ao Ministério Público Federal de Ilhéus, e solicitam também um posicionamento da FUNAI  quanto à situação dos índios.

INFORMAÇÕES EXCLUSIVAS SOBRE A LIBERAÇÃO DO CACIQUE BABAU

Cacique Babau.

Depois que os advogados da FUNAI entraram com três pedidos de Habeas Corpus no tribunal de justiça da Bahia, tentando soltar o Cacique Babau e seus irmãos Givaldo e Glicéria, o caso passou a ser acompanhado pela secretaria nacional de direitos humanos, que constantemente se comunicava (por telefone) com representantes do órgãos envolvidos.

O juiz Jefferson Assis foi convocado pelo TJBA para analisar os pedidos de soltura. Por duas vezes, ele solicitou esclarecimentos ao juiz que decretou a prisão (Antônio Hygino, da comarca de Buerarema).

Hygino demorou para esclarecer o caso ao TJ. Na segunda solicitação, Jefferson Assis iniciou o ofício usando estes termos: “lamentavelmente, em caráter reiterativo, ordeno”.

Os esclarecimentos foram enviados, mas o próprio juiz Antônio Hygino decidiu liberar os três índios. A revogação ocorreu na última segunda-feira (16).

TRF CONCEDE DOIS HABEAS CORPUS AO CACIQUE BABAU

O tribunal regional federal, 1ª região (Brasília) acatou dois pedidos de habeas corpus impetrados pela fundação nacional do índio (FUNAI), pedindo a liberdade do cacique Babau, da tribo tupinambá da Serra do Padeiro (Ilhéus).

No dia 10 de março, ele foi preso pela polícia federal, que cumpriu dois mandados de prisão por invasão de terras e descumprimento de ordens judiciais relacionadas à reintegração de posses.

A expectativa é de que o Babau seja libertado nos próximos dias.

SOBRE A PRISÃO DO CACIQUE BABAU

Cacique Babau.

Médico e vereador que considera todos os índios preguiçosos, examinou o cacique.

O desenrolar da operação desenvolvida pelos policiais federais, na madrugada desta quarta-feira (10), que prendeu o Cacique Babau, um dos líderes dos índios Tupinambá de Olivença, foi acompanhada por este blogueiro, na sede da PF em Ilhéus.

A diretora da PF, Denise Cavalcanti, não permitiu que a imprensa falasse com o índio, sob a alegação de que não daria tempo. Antes, um agente informou que a FUNAI não queria permitir qualquer contato com os jornalistas, situação desmentida pelo coordenador do órgão, Rômulo Cerqueira.

Babau passou toda a manhã e o início da tarde prestando esclarecimentos relacionados a oito inquéritos movidos contra ele, todos ligados à sua atuação como líder indígena.

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