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EM MARAÚ, TEM CARNAVAL MAS NÃO TEM MÉDICO
Todo cuidado é pouco para quem for passar os dias de carnaval em Maraú.
A prefeitura local organizou a festa momesca, conhecida como Saquaíra Folia, mas não cuidou de um item básico e imprescindível: médicos para atendimento de urgência e emergência.
Fontes deste blog procuraram o pronto-socorro da cidade, na manhã deste sábado, e saíram frustrados.
O posto de saúde de Saquaíra, distrito onde acontece a folia, também está desprovido dos “homens de branco”.
Maraú tem praias belíssimas e tranquilas, mas a atual administração, comandada pelo PT, é mais do que incompetente, é também irresponsável.
UM CARNAVAL DE MENTIRINHA
Por Marcos Pennha.
“O Porto Sul, outrora, tido como “realidade”, agora é motivo do clamor do governador para que todos se mobilizem, sendo que o governo ainda não fez a sua parte de apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Hídricos Renováveis (IBAMA), para que este convoque a audiência pública”.
É tempo de carnaval. Ilhéus, apesar dos pesares, não ficou de fora. O povo caiu na folia, enquanto a festa momesca, na polêmica. Um dos motivos de tanto ti ti ti reside no fato de se realizar algo tão mixuruca, quando se sabe que Ilhéus é uma das grandes cidades brasileiras, beirando os 500 anos de existência.
O governador Jaques Wagner (PT), juntamente com seu secretário de Turismo Domingos Leonelli, trata Ilhéus com desdém. Ofereceu, apenas, um trio elétrico e duas atrações tão fora da mídia, como estão os excelentes cantores baianos Tonho Matéria e Viviane Tripodi. A Bahia, para Wagner, é só Salvador. Os demais municípios só servem para, em época de eleições, o garimpo de votos.
As opiniões dividem-se relacionadas o ter ou não o carnaval. A cidade vive um caos total nos diversos segmentos. Boa parte dos alunos das escolas públicas municipais começará a estudar um pouco mais adiante, porque alguns colégios, incluindo o Centro de Aprendizagem e Integração de Cursos (CAIC), precisam de reformas; e o governo não dispõe de recursos suficientes. A área de saúde encontra-se comprometida. Os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), há muito tempo, fazem justas reivindicações, que incluem condições de trabalho e aumento salarial. Portanto, vêm trabalhando com pequena parte do efetivo em sinal de protesto e pressão. Os servidores da Polícia Civil, identicamente, têm suas queixas, embora por questão de sensibilidade resolveram não paralisar neste momento.
Isso e muito mais acontecendo. Inevitável a pergunta: Por que carnaval? Pondero que uma cidade com a história de Ilhéus não pode ficar sem essa festa tradicional. Avaliemos que o carnaval é um fator de geração de emprego e renda. De certa forma, os turistas – mesmo não vindo por causa do evento em si – consomem nos bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, cabanas de praia e tudo o mais. Quantos pais de família sustentam-se trabalhando como ambulantes, vendendo acarajé, sanduíches, espetinhos, pizza mais bebidas em geral?
O que falta, no entanto, é a formatação do setor turismo. Profissionalização e planejamento são as palavras de ordem. É necessário que haja programação para que a festa aconteça da melhor maneira possível. Para tanto, deve-se passar o ano inteiro trabalhando em prol desse grande fomentador de emprego e renda, sem que se descuide das outras atribuições da administração pública.
A responsabilidade pelo município é da autoridade política máxima, no caso de Ilhéus, do prefeito Newton Lima (PSB). Claro que ele não deve envolver-se sozinho. Por isso é que existem secretários e demais assessores. Os vereadores devem ser mais incisivos nos seus deveres de cobrar, severamente, do executivo, bem como na formulação de leis que beneficiem a população. O povo não fica feliz só com os discursos inflamados, enquanto as práticas erradas continuam, e sem a devida punição aos culpados.
O carnaval de mentirinha acontece, também, por culpa da omissão da gente da sociedade civil, que assiste a tudo passivamente. O governador Wagner foi eleito com expressiva votação em Ilhéus para seu primeiro mandato. Nada fez pela cidade, além de promessas. Ainda assim, recebeu outra excelente votação, contribuindo com a sua reeleição em primeiro turno no último pleito (2010). A gente ilheense não pode mais permanecer na inércia, permitindo que os políticos, principalmente de fora, façam o que bem entenderem em “nossa casa”.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) começou a ser construído num local inadequado, no centro. O povo de Ilhéus, que conhece a cidade, não foi consultado para eleger um lugar apropriado, de preferência afastado do centro urbano. O Porto Sul, outrora, tido como “realidade”, agora é motivo do clamor do governador para que todos se mobilizem, sendo que o governo ainda não fez a sua parte de apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Hídricos Renováveis (IBAMA), para que este convoque a audiência pública. O exemplo de desdém e autoritarismo do governo para com Ilhéus ficou evidenciado quando se concebeu a ideia do porto sul na Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Encantada e Rio Almada, sem ao menos comunicar antes ao prefeito Newton Lima. Outro exemplo de falácia é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que teve sua obra paralisada. Falta representatividade política. Falta vergonha na cara dessa gente que só aparece para pedir voto e depois dá tchau, como se dissesse: “Até a próxima eleição, bobos”. É preciso um BASTA nesses aproveitadores que fazem de Ilhéus suas latrinas.
Contatos com o autor: marcospennha2@gmail.com
NOVAS REGRAS AMBIENTAIS
A presidente Dilma Roussef prepara para depois do carnaval um pacote de decretos que diminuirá os prazos e custos das licenças ambientais para obras do governo.
Além de acelerar a liberação de licenças com regras mais claras e menos burocracia, o pacote deverá reduzir o custo do processos junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA). As novas regras não se aplicarão às obras polêmicas, como a rodovia BR-319, localizada numa área preservada da Amazônia.
Os decretos vão fixar novas normas por setores e os primeiros a passarem por reformas serão: poços de petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia.
A área ambiental é alvo de críticas no governo por supostamente impor atrasos nos cronogramas de empreendimentos.
EM CAMAMU, PONTE VELHA E CARROS NOVOS

Esta é ponte do atracadouro de Ilha Grande, distrito de Camamu, administrada pela petista Ioná Queiroz. Observe com atenção a imagem. Há pedaços de corrimão, as madeiras do piso estão apodrecendo e a estrutura de metal está enferrujada. Por essa ligação, diariamente passam centenas de pessoas que desafiam a lei da gravidade, e correm risco de vida. No próximo carnaval, Ilha Grande terá o dobro de sua população, já que a festa momesca sempre lota a localidade. A prefeita Ioná afirma que não tem condições de fazer a reforma, por isso, bateu na porta da Petrobrás, implorando por um convênio. Moradores da ilha garantem que a obra dificilmente custará 50 mil reais. Membros da comunidade também garantem que enquanto a ponte "balança, mas não cai", parentes da prefeita, carinhosamente "bem colocados" na administração, desfilam em Camamu com pickups novas, algumas de cabine dupla. Antes, conduziam carros velhos. Será que a prefeitura de Camamu não tem condições de fazer uma simples reforma, numa pequena ponte? Não há dúvidas. Foi-se embora o tempo em que os prefeitos do PT davam exemplo.
“RATINHO” O MELHOR CANTOR DO CARNAVAL DE ILHÉUS
O vocalista Ratinho, líder da banda Caprixo (é com x mesmo) foi agraciado com o prêmio: melhor cantor do carnaval de Ilhéus 2010.
De lambuja, o artista também ganhou o troféu de melhor figurino, por ter desfilado na avenida Soares Lopes, fantasiado de Iemanjá.
A seleção de destaques da folia momesca foi escolhida pelo programa Expresso do Meio-Dia, apresentado por Rildo Mota e Ciro Zatele, na Conquista FM (105,9).
BEL DO CHICLETE TAMBÉM É FILHO DE DEUS!
A participação do cantor Cid Guerreiro (contratado pelo governo do estado), no carnaval de Ilhéus, decepcionou muitos foliões que estavam na avenida Soares Lopes.
O artista, agora protestante, deu maior ênfase ao seu repertório gospel, entrando em contradição com o espírito “pagão” da festa, acostumada com músicas que apelam para a sensualidade do corpo feminino, ou, habituada com termos de duplo sentido.
Uma pessoa que acompanhava o trio de “Guerreiro”, em um momento de pausa na apresentação, pediu em tom de clamor:
“Toca uma música do chiclete! Bel também é filho de Deus!”
QUE “CARNAVALZINHO” FULEIRO!
Moro em Ilhéus desde 1982, e de lá pra cá, nunca vi um carnaval tão fuleiro como o deste ano. É um simulacro! Falta tudo: atrações, alegria, bom humor, rei momo, rainha, prefeito. Para mim é um total desrespeito com a nossa cidade.
O carnaval de Ilhéus vem sendo descaracterizado desde o início da década de oitenta. Esse problema aconteceu por toda a Bahia, depois que o trio elétrico se tornou um elemento massificador e único, assumindo a posição de símbolo maior da folia baiana.
Por aqui, percebe-se que os danos foram muito piores. Onde estão os blocos de arrasto (Tengão, A Zorra, Arrastão, Só o Amor Constrói, Cachambi, 56, Os Sonecas, Bloco dos 30). As Escolas de Samba onde estão?
Perdemos até os bailes do Clube Social, que hoje, permanece decrépito, abandonado pela “nova elite emergente” que só enxerga o Iate Clube.
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LEONELLI: UM SOLITÁRIO NO CARNAVAL DE ILHÉUS

Em Ilhéus, Leonelli pediu para "buscar Dalila", mas, ninguém encontrou. Prestígio equivalente ao "investimento" no carnaval.
O secretário de turismo da Bahia, Domingos Leonelli, esteve ontem (segunda/15), em Ilhéus, representando o governador Jaques Wagner e “vistoriando” o carnaval que ele promoveu, com duzentos mil reais e algumas atrações “resgatadas” do ostracismo.

Em Ilhéus, Leonelli pediu para "buscar Dalila", mas, ninguém encontrou. Prestígio equivalente ao "investimento" no carnaval.















