Gosto da boa polêmica, ingrediente indispensável ao debate proveitoso. Depois que li Crime e Castigo (Dostoiévski) e A Morte de Ivan Ilitch (Tolstói), muita coisa mudou em minha cabeça. Tenho 36 anos, sou comunicólogo e microempresário do audiovisual. Preferências contraditórias: Che e de Gaulle, Bin Laden e Ghandi. Considero Manuel Bandeira, o melhor de todos os tempos da minha humilde biblioteca.
A participação do cantor Cid Guerreiro (contratado pelo governo do estado), no carnaval de Ilhéus, decepcionou muitos foliões que estavam na avenida Soares Lopes.
O artista, agora protestante, deu maior ênfase ao seu repertório gospel, entrando em contradição com o espírito “pagão” da festa, acostumada com músicas que apelam para a sensualidade do corpo feminino, ou, habituada com termos de duplo sentido.
Uma pessoa que acompanhava o trio de “Guerreiro”, em um momento de pausa na apresentação, pediu em tom de clamor:
“Toca uma música do chiclete! Bel também é filho de Deus!”