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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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ESGOTO NO JARDIM DO SABER: O TRATAMENTO PRIMÁRIO DAS FOSSAS DA UESC

A torre administrativa da UESC e o córrego dentro da universidade.

Reportagem Thiago Dias.

Essa é a história de uma contradição. A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) é o seu palco. Sob o jardim onde o saber é cultivado e cultuado, escorre a sujeira das nossas entranhas. A beleza na superfície do Campus Soane Nazaré, encravado em parte do que restou da Mata Atlântica, contrasta com a paisagem subterrânea do mecanismo de tratamento de esgoto primário dos seus prédios, que usam fossas individuais ligadas a sumidouros. O Blog do Gusmão é o primeiro veículo de imprensa a discutir esse assunto.

O sistema de tratamento da UESC é o mesmo há 32 anos, desde os tempos da antiga FESP (Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna), conforme nos explicaram o prefeito do Campus Soane Nazaré, Edmundo Ramos Pereira Filho, e o assessor de comunicação da universidade, Jonildo Glória, numa conversa em dezembro de 2017.

A universidade “ainda usa uma sistemática que era a da época, com um tratamento individualizado por prédio, o tratamento primário: o sumidouro e aquela manutenção periódica de retirada dos resíduos sólidos e limpeza. Essa é a solução que foi aprovada na época e que existe até hoje”, esclareceu o prefeito.

A nosso pedido, Edmundo deu mais detalhes sobre o tratamento da UESC. “A fossa faz a separação do sólido e do líquido e cria o chamado lodo, que é retirado, sugado e descartado adequadamente. Ele é retirado por um caminhão de vácuo-pressão, que injeta a mangueira e aspira os sólidos. Não leva o líquido, porque só o lodo fica preso na fossa. O líquido continua. Aí é que vem o sumidouro, que é o dispositivo por onde esse líquido do esgoto é infiltrado no solo. Isso é tudo calculado direitinho. É um sistema que infiltra o efluente sanitário no solo”.

O arquiteto Edmundo Ramos Pereira Filho, prefeito do Campus Soane Nazaré.

Segundo Ramos, como a UESC não tem “nenhuma captação de água do subsolo para uso potável, não há nenhum risco dessa infiltração [do esgoto na terra] contaminar com patógenos uma água que seja retirada para outra utilização”.

Perguntamos ao prefeito se esse tipo de mecanismo ameaça o lençol freático. Ele respondeu com um exemplo. “Quando você faz uma fossa na sua casa, não deve colocar nenhum poço artesiano a menos de quatorze metros desse sumidouro. Por quê? Essa infiltração vai sendo esterilizada quando vai passando no solo, mas ela mantém seu poder contaminante num determinado raio. Isso tudo é calculado no projeto. Na medida em que você vai construindo mais, adensando e colocando mais sumidouros, começa a ter a possibilidade de saturar. Mas essa é uma contaminação de orgânicos, que são [materiais] degradáveis”.

Contudo, Edmundo Ramos admitiu que a UESC não monitora periodicamente as condições dos sumidouros. “Mas foram feitas algumas análises para finalidades específicas, não como um programa de monitoramento. Não se apresentou nenhum problema maior”, explicou.

Água do córrego que corta a UESC é muito suja.

Se as fossas da UESC não apresentaram nenhum problema maior, a falta de monitoramento periódico não é um bom sinal. Essa é a opinião de um especialista consultado pelo blog, o engenheiro ambiental Alex Magalhães. Ele aceitou falar em tese sobre o mecanismo usado na universidade. “Qualquer equipamento utilizado para o tratamento de efluentes necessita de operação e monitoramento. Sem esse acompanhamento é possível a alteração no meio ambiente, causando o impacto diretamente no solo, lençol freático, nos recursos hídricos, no ar e podendo causar também doenças nos animais e seres humanos”.

Nas últimas três décadas, à medida que construiu novos prédios, a UESC aumentou também a instalação das fossas para dar conta do volume de esgoto produzido por seus habitantes. Segundo o assessor Jonildo Glória, entre estudantes (que são cerca de nove mil), professores e demais funcionários, o Campus Soane Nazaré recebe aproximadamente doze mil pessoas por dia. Na ocasião da conversa com o blog, o prefeito não tinha o levantamento da quantidade de efluentes sanitários gerada na universidade.

UESC não monitora condições dos sumidouros por onde escorrem os efluentes sanitários produzidos por quase doze mil pessoas. Imagem: José Nazal.

Perguntamos se algum dos sumidouros já emitiu sinal de que se aproxima da saturação. “Não. Para fazer o levantamento desse projeto nós vamos ter que mergulhar nos detalhes. Nós fizemos o cadastramento de todos os prédios. Com o passar do tempo, os prédios foram se modificando. A área que era estacionamento virou garagem, sala de aula. As salas foram reformadas para absorver laboratórios. Enfim: mil mudanças. As plantas originais não batiam com a realidade atual. Para fazer qualquer projeto, de qualquer natureza, a gente precisava disso atualizado, inclusive para poder quantificar a população que usa cada prédio, o que também implica na demanda de esgotamento sanitário”, respondeu Edmundo Santos.

Como a própria UESC não monitora as condições dos seus sumidouros e, portanto, não tem controle sobre a qualidade dos efluentes lançados no meio ambiente, é possível que, nos períodos chuvosos, o esgoto infiltrado no solo se junte às águas da chuva que correm para o rio Cachoeira. Essa possibilidade torna-se muito provável por causa do córrego que atravessa o campus, cuja aparência demonstra sinais de poluição.

O rio Cachoeira, que passa em frente ao Campus Soane Nazaré.

Ouvimos uma enfermeira que estudou na instituição a partir de 1996. Segundo ela, há muito tempo já se sabe que as fossas da universidade contaminam o solo e seus efluentes chegam ao rio Cachoeira. “Isso é uma coisa que é de conhecimento da UESC há vinte anos. A professora de parasitologia da época já falava sobre isso. E nunca foi feito nada para evitar esse tipo de coisa, que prejudica e afeta a comunidade do Salobrinho, que faz uso do rio para banho e pesca”.

É óbvio que o rio Cachoeira recebe muitos efluentes de Itabuna, cidade que trata menos de 20% do esgoto doméstico gerado por suas residências. A questão em si diz respeito à UESC, que, por ser um centro de pesquisa científica, jamais poderia aumentar o nível de poluição do rio.

Galinhas se alimentam no córrego que atravessa a UESC e chega numa propriedade privada.

De acordo com o engenheiro Alex Magalhães, no mundo de hoje, não faz sentido dispensar a água que utilizamos, nem mesmo a do vaso sanitário, como ocorre na UESC. “Atualmente, não existe mais o pensamento de se jogar o esgoto no solo, pois, com a escassez dos recursos hídricos, torna-se necessário o reuso das águas”.

Como a Universidade Estadual de Santa Cruz é um centro de formação e pesquisa muito importante para o Sul da Bahia, referência do potencial de desenvolvimento da região, questionamos ao prefeito do Campus se a discussão sobre as soluções para o tratamento do esgoto da universidade não está atrasada. “Eu não sei avaliar isso com muita segurança, mas, eu lhe digo que existem vários complexos de edificações institucionais Bahia à fora, Brasil à fora, mais antigos e que permanecem até hoje com esse tipo de solução e que atendem perfeitamente”, respondeu Edmundo Ramos.

O prefeito, entretanto, sabe que a UESC precisa passar por uma mudança de “paradigma” no modo como lida com seu esgoto. Na opinião dele, isso passa pela implementação de um sistema de esgotamento sanitário que contemple todo o Salobrinho, bairro de Ilhéus onde fica o Campus Soane Nazaré. “Por que nós estamos pensando hoje em desenvolver isso? Não é que vai chegar semana que vem, mês que vem, nem ano que vem, e se fazer um projeto de esgotamento sanitário. É que a mudança da concepção da solução requer um estudo apurado, e a escala exige que seja feito sob a ótica do município”, argumentou.

Edmundo Ramos acredita que uma solução integrada para o Salobrinho e a UESC deve envolver a Embasa. Hoje, a concessionária recolhe o esgoto de apenas 40% das residências do bairro. Esse percentual não inclui a universidade, que, como já dito, usa as fossas individualizadas.

Quem anda frequentemente nos arredores ou dentro da UESC já notou um córrego que atravessa o campus. A água dele é muito suja. Ramos atribui a origem dessa sujeira às ligações clandestinas de esgoto de parte das casas do Salobrinho. “Você sabe que num bairro pobre, sem infraestrutura de esgoto, todo mundo joga na via pluvial”.

O Blog do Gusmão tentou marcar uma entrevista com a reitora da UESC, Adélia Pinheiro, por meio da sua assessoria. Apesar de termos insistido muito, não conseguimos conversar com a gestora, que é médica sanitarista.

CÂMARA DE VEREADORES APROVA LEI QUE REDUZ TARIFA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Vereador Jerbson Moraes. Imagem: Clodoaldo Ribeiro.

Nessa terça-feira (5), a Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou o Projeto de Lei nº 94/2017. A finalidade da iniciativa é reduzir em 40% o percentual cobrado na tarifa do serviço de esgotamento sanitário efetuado pela Embasa.

Segundo o vereador Jerbson Moraes (PSD), responsável pelo projeto, entre as cidades observadas (Feira de Santana, Guanambi e Jequié), Ilhéus é a que tem a tarifa mais alta, até 80% do valor da conta.

Conforme o projeto, a concessionária vai ser obrigada a cobrar o percentual máximo de 40% sobre o consumo de água para a tarifa de serviço de esgotamento sanitário. Caso a empresa não cumpra a futura lei, pagará muita e ficará sujeita a outras sanções. O projeto segue para a aprovação do Executivo Municipal. 

ILHÉUS VIABILIZA PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO

Reunião que definiu condições de implantar o Plano Municipal de Saneamento Básico ocorreu em Salvador - Secom (1)

Divulgação/SECOM-Ilhéus.

Da SECOM-Ilhéus

A Prefeitura de Ilhéus vai encaminhar para a Câmara de Vereadores local um Projeto de Lei que autoriza o município a celebrar um convênio com o estado da Bahia, que facilitará o financiamento do Plano Municipal de Saneamento Básico, instrumento de planejamento e gestão participativa que estabelece as diretrizes para a prestação dos serviços públicos de saneamento.

O acordo foi firmado hoje (15) em Salvador, durante encontro mantido pelo prefeito Mário Alexandre e pelo vice-prefeito José Nazal, com o secretário estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia (SIHS), Cássio Peixoto e com o presidente da Embasa, Rogério Cedraz. A reunião também contou com a participação da deputada estadual Ângela Sousa, do deputado federal Paulo Magalhães e do secretário municipal de Administração, Bento José Lima.

O acordo foi considerado um avanço importante para a melhoria da qualidade de vida dos ilheenses, segundo o prefeito Mário Alexandre. Além de viabilizar a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico, o encontro serviu para debater questões pontuais sobre problemas na prestação de serviço da Embasa e de seus terceirizados em Ilhéus.

José Nazal explica que há alguns anos o contrato entre o município de Ilhéus e a Embasa está vencido. No entanto, revela, apesar disso as ações técnicas e administrativas prestadas pela empresa são legítimas e válidas pelo fato de tratar-se de um serviço de prestação continuada. O maior inconveniente, segundo Nazal, está no fato de a Embasa não poder fazer investimentos no setor. Por este motivo o PL proposto no encontro, garantirá repasses e recursos para a construção do Plano.

O PMSB traça os caminhos para a melhoria das condições de saúde, qualidade de vida e o desenvolvimento local comprometido com a conservação dos recursos naturais, em especial da água e do solo. O Plano deverá abranger todos os quatro componentes do Saneamento Básico: Abastecimento de água; Esgotamento sanitário; Drenagem e manejo das águas pluviais; e Limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos. “O município que não tiver o plano aprovado até 17 de dezembro deste ano não fica apto a receber recursos para o setor”, explica Nazal. “Esse plano é de extrema necessidade para o desenvolvimento sustentável de Ilhéus”, completa.

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR RUI COSTA E AO PREFEITO JABES RIBEIRO

Jabes Ribeiro e Rui Costa.

Jabes Ribeiro e Rui Costa.

O Movimento Pontalense de Cidadania e outros atores sociais de Ilhéus divulgaram hoje (4) a carta que segue abaixo. Leia.

Ilhéus, 4 de abril de 2015

Senhores governador Rui Costa e prefeito Jabes Ribeiro, foi amplamente divulgada na imprensa regional a reunião do último dia 30 de março, entre o vice-governador João Leão, o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, e o prefeito Jabes Ribeiro, visando definir a melhor ocasião para a vinda a Ilhéus do governador Rui Costa, nesse mês de abril, para a assinatura da ordem de serviço das obras de esgotamento sanitário dos bairros da zona sul de Ilhéus, inclusive o Pontal.

É fato que a implantação desse projeto de esgotamento será o coroamento da possibilidade real da expansão urbana da zona sul, hoje com inúmeros empreendimentos imobiliários lançados por empresas locais e da capital, a exemplo do loteamento luxuoso Cidadelle Praia do Sul.

Aliás, a visão inovadora e arrojada do diretor comercial do Cidadelle, Denis Guimarães, fez com que o grupo adotasse a Praça São João Batista, no bairro Pontal, por meio do programa ADOTE UMA PRAÇA, da Prefeitura de Ilhéus. A reforma já está em fase de conclusão. A população está muito orgulhosa. O Cidadelle caprichou e entregará um complexo multiuso de primeiro mundo  à comunidade.

(mais…)

ILHÉUS VAI TER OBRA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

A Baía do Pontal agradece. Foto: Edson Póvoas.

A Baía do Pontal agradece. Foto: Cid Póvoas.

Nesta quinta-feira (24), o governo federal anunciou novos investimentos para obras de pavimentação e saneamento. Os recursos beneficiarão cidades de todo Brasil, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2). 

Na Bahia, Ilhéus, Vitória da Conquista, Eunápolis, Senhor do Bonfim, Irecê e Jacobina vão receber obras de esgotamento sanitário. É provável que, em breve, os governos desses municípios se manifestem sobre seus respectivos projetos, para apresentar informações detalhadas aos cidadãos. 

Em Brasília, no Palácio do Planalto, Rui Costa – secretário estadual da Casa Civil, representou o governador Jaques Wagner durante o anúncio oficial dos investimentos. 

RUA DA HORTA: UM LUGAR ABANDONADO PELO PODER PÚBLICO

Na última terça-feira, 10, o Blog do Gusmão visitou a Rua da Horta (próxima à Central de Abastecimento do Malhado, em Ilhéus) atendendo convite do amigo Gideon Nunes.

A localidade surgiu em meados dos anos 80, quando a construtora Incon (falida), responsável pelo condomínio Moradas do Bosque (Avenida Esperança), indenizou ex-funcionários com terrenos que lhe pertenciam. No lugar onde hoje tem um campo de futebol, havia uma grande horta, daí surgiu o nome alcunhado pelos moradores.

De lá pra cá, apenas um canal que escoa água de dois córregos foi construído. A obra foi iniciada no último governo de Jabes Ribeiro (2001 a 2004) e concluída na gestão de Valderico Reis (2005 a setembro de 2007). Infelizmente, por falta de esgotamento sanitário, os moradores despejam os esgotos domiciliares no canal.

A rua principal e as transversais não são calçadas, esgoto corre a céu aberto, insetos e pestes atormentam os moradores que vivem em condições insalubres.

No dia 14 de junho, um caminhão da empresa Solar Ambiental ficou preso, após quebrar placas de cimento do canal de esgoto da Rua da Horta. Funcionários da Solar deram garantias aos moradores de que tudo seria consertado. Até a presente data, as placas continuam quebradas. Foto: Gideon Nunes.

O prejuízo deixado pela Solar Ambiental.

Mato, muito mato! A gestão do prefeito Newton Lima se nega a dar manutenções mínimas. O quadro é de total abandono.

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