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Domingo, 24 de Junho de 2018
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PESQUISA P&A: SEM LULA, MARINA LIDERA NA BAHIA

A pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva.

A P&A divulgou ontem (28) o resultado de uma pesquisa eleitoral encomendada pelo site Bahia Notícias. Na Bahia, nos dois cenários com levantamento estimulado sobre a intenção de voto para presidente da República sem o ex-presidente Lula no páreo, a ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera. Ela é a preferida de 18.2% dos 1120 entrevistados.

O segundo colocado é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 9.2%, seguido de perto pelo terceiro, o ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, que tem 8.1% das intenções de voto dos eleitores na Bahia.

No cenário baiano, chama a atenção o percentual de eleitores que, sem o ex-presidente Lula na disputa, não têm candidato: são 37.5%. Veja a pesquisa completa aqui.

TEMER CONSEGUE RETIRAR OS “ENTRAVES AMBIENTAIS” APONTADOS POR LULA

Índios protestam contra construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em maio de 2013. Foto: Paygomuyatpu Munduruku/Flickr.

Do portal O Eco.

Em novembro de 2006, na inauguração da primeira usina de biodiesel associado ao álcool no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou a necessidade de “destravar o país” e listou os fatores de insegurança jurídica e de entraves ao crescimento econômico do país: licenças ambientais, índios, quilombolas e Ministério Público.

Tal discurso repercutiu de forma extremamente negativa junto ao movimento ambientalista. Nota intitulada “Desenvolvimento, sim. De qualquer jeito, não”, assinada, dentre outros, pela Associação Brasileira de ONGs, Fundação Centro Brasileiro de Referência Cultural, Grupo de Trabalho Amazônico, Instituto Ethos de Responsabilidade Social, Instituto Socioambiental e Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, afirmava que a assertiva de Lula no sentido de que “as questões dos índios, quilombolas, ambientalistas e Ministério Público travam o desenvolvimento do País causa-nos profunda indignação”.

Essa indignação era mais do que legítima. Lula dizia que eram entraves ao crescimento os índios, os quilombolas, os ambientalistas, ou seja, os destinatários das normas constitucionais voltadas à proteção dos Direitos Humanos e da biodiversidade. A atividade administrativa e jurisdicional do Ministério Público, dos órgãos fiscalizadores e da sociedade civil eram reações legítimas às flagrantes infrações à ordem jurídica. O número de “entraves”, portanto, era praticamente equivalente ao de infrações à ordem constitucional no âmbito econômico.

Passaram-se doze anos e finalmente os “entraves ao crescimento” começam a ser desmontados, a partir da publicação da Lei n. 13.655/2018. Esta lei trouxe muitas novidades à LINDB – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Lei n. 4.657/42). Neste ponto, é necessário destacar a importância da LINDB para o Direito Brasileiro. Trata-se, na verdade, de uma lei que oferece os parâmetros para a interpretação e aplicação de todas as demais leis. Não por outro motivo, as faculdades dedicam ao menos um semestre ao seu estudo, numa disciplina denominada de “Introdução ao Estudo do Direito”.

Tal alteração legislativa afeta de forma intensa o Direito Empresarial e o Direito Administrativo e agride sobretudo o Direito Ambiental e os Direitos Humanos.

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo de 21.04.2018, dois advogados com atuação nessa área (empresarial e administrativa) e que absolutamente nada têm a ver com Lula, defenderam as alterações legislativas. Logo nas primeiras linhas, afirmam:

O Estado no Brasil virou fator de crises. Isso compromete licenciamentos ambientais, programas de concessões, serviços de saúde, obras públicas e investimentos. Há insegurança jurídica. Riscos de responsabilização injusta afastam bons servidores da administração pública”.

O argumento faz todo sentido para quem conhece as agruras do cidadão ou da empresa que, depois de haver obtido autorização administrativa ou licença ambiental e construir sua casa ou um prédio industrial numa área ambientalmente protegida, subitamente se vê ameaçado com a interdição da obra ou uma ordem de demolição. Vale o mesmo para a megaempreiteira que se vê obrigada a interromper a construção de uma grande usina hidrelétrica por conta de um ato administrativo do IBAMA ou uma liminar requerida judicialmente pelo Ministério Público.

A mudança legislativa chegou ao Congresso Nacional graças ao empenho do Senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Assim, o PSDB, no polo oposto ao do PT, atendeu aos anseios de Lula expressos naquela inauguração da usina de biodiesel. Politicamente, a manobra foi mais inteligente do que o discurso desastroso do líder do PT: não houve confronto direto com Ministério Público nem se procedeu a alterações em legislação ambiental ou sobre índios e quilombolas, pois nessas áreas há sempre o risco de disparar o alarme sonoro dos ambientalistas e militantes de direitos humanos. Subiu-se um degrau na escala de maldade, alterando-se a mais importante lei do Direito Brasileiro, sob o pretexto de proteger a confiança legítima do cidadão e acelerar o crescimento econômico. Resta saber de que cidadão estamos falando e de que modalidade de crescimento econômico estamos tratando.

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ARATACA: MST FECHA BR-101 EM PROTESTO CONTRA PRISÃO DE LULA

Manifestante bloquearam a pista na altura do trevo de Arataca. Imagem: WhtasApp/Reprodução.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueou trecho da BR-101 no trevo de Arataca, município do Sul da Bahia. O ato faz parte das manifestações que ocorrem em diversos locais do Brasil contra a iminente prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder do Partido dos Trabalhadores.

O juiz federal Sérgio Moro ordenou que o ex-presidente se entregue à Polícia Federal, até as 17 horas desta sexta-feira (6), para iniciar o cumprimento da pena de doze anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O vídeo abaixo mostra o local da manifestação.

MORO ORDENA QUE LULA SE ENTREGUE À PF E PROÍBE ALGEMAS

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula.

O juiz federal Sérgio Moro determinou hoje (5) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado a doze anos e um mês de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, apresente-se à Polícia Federal, em Curitiba, até as 17 horas dessa sexta-feira (6), para o início do cumprimento da pena. No despacho, o magistrado proibiu o uso de algemas no petista. Também informou que o ex-presidente vai ficar isolado, em segurança, numa sala reservada, em função da dignidade do cargo que ele ocupou.

PETISTAS PROPÕEM BARREIRA HUMANA CONTRA PRISÃO DE LULA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No início da madrugada de hoje (5), após o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Articulação de Esquerda, ala do Partido dos Trabalhadores, propôs uma barreira humana para evitar a prisão do líder partidário condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Segundo a Folha de S. Paulo, advogados criminalistas informaram à cúpula petista que a prisão do ex-presidente poderá ser decretada nas próximas horas ou em poucos dias. O partido marcou uma reunião de emergência para esta quinta-feira, na sede do Instituto Lula, na capital paulista.

MBL PRESSIONA ROSA WEBER A VOTAR CONTRA LULA

Ministra Rosa Weber. Imagem: Nelson Jr./STF.

Um dos rivais políticos do lulismo, o Movimento Brasil Livre (MBL) lançou campanha para pressionar a ministra Rosa Weber a votar contra o habeas corpus do ex-presidente Lula. Membros do grupo divulgaram o telefone do chefe de gabinete de Weber nas redes sociais.

As especulações sobre o julgamento indicam placar apertado.

A julgar pelo posicionamento dos ministros a respeito da execução da pena a partir da segunda instância, Lula deve ter contra o seu pedido os votos de Barroso, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Do lado oposto, Celso de Mello, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

No “Dia D”, a turma garantista da corte terá a ausência do seu representante mais emblemático, Gilmar Mendes. O ministro viaja no início do próximo mês para um evento acadêmico em Lisboa. Isso tornará impossível a sua presença no julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal, marcado para o dia 4 de abril.

Entretanto, como o empate favorece o réu, independente da viagem de Gilmar, a expectativa recai sobre a decisão da ministra Rosa Weber. Daí a pressão do MBL.

Confirmado o cenário descrito acima, caso a ministra vote a favor de Lula, o empate salvará o petista da prisão, pelo menos, até o esgotamento dos recursos nos tribunais superiores.

FACHIN NEGA HABEAS CORPUS PREVENTIVO A LULA

O ex-presidente Lula.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (9) negar habeas corpus no qual da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. No entanto, Fachin enviou a questão sobre a prisão em segunda instância para julgamento no plenário da Corte.

Ao negar o habeas corpus, o ministro entendeu que o caso de Lula não pode ser analisado por ele antes de uma decisão definitiva do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa de Lula pretende derrubar a decisão do vice-presidente do STJ, ministro Humberto Martins, que negou pedido para impedir a eventual execução provisória da condenação do ex-presidente, após o último recurso que será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre.

Martins entendeu que a decisão do TRF4 garantiu que Lula não será preso antes da apreciação do último recurso, e, dessa forma, não há urgência que justifique a concessão da medida cautelar.

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RELATOR VOTA PELO AUMENTO DA PENA DE LULA PARA 12 ANOS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu voto, o relator do processo do “triplex” no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador João Pedro Gebran Neto, reafirmou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, Neto votou pelo aumento da pena do ex-presidente de 9 anos e meio para 12 anos e 1 mês de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.

O julgamento do recurso do ex-presidente acontece em Porto Alegre, na sede do tribunal, desde as 8 horas desta quarta-feira (24). Os outros dois desembargadores da turma ainda não iniciaram a votação.

Suspenso às 14 horas (horário de Brasília), o julgamento vai recomeçar às 15 horas.

FICHA QUASE SUJA: FERNANDO PODE, LULA NÃO?

Vitória de Fernando Gomes contra a Lei da Ficha Limpa ilustra a trilha de incertezas em que o eventual impedimento de Lula nos lançaria.

Por Thiago Dias.

Condenado em decisão colegiado do Tribunal de Contas da União (TCU), Fernando Gomes  (sem partido) conquistou em 2016 o seu quinto mandato de prefeito de Itabuna e deu uma banana para a Lei da Ficha Limpa. A vitória do veterano abriu um período de dúvidas sobre o destino da política itabunense. A novela ganhou novo capítulo no último dia 18, quando o Tribunal Superior Eleitoral manteve Gomes no comando da prefeitura, por meio da decisão monocrática da ministra Rosa Weber.

Conforme a Lei Complementar nº 135/2010, que ampliou os casos de inelegibilidade, o cidadão perde o direito de disputar cargo político eletivo caso sofra condenação judicial transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado. A ampliação da abrangência da lei incidiu justamente nos casos em que os réus foram condenados em decisões colegiadas, mas, tinham ainda o direito de recorrer às instâncias superiores. Fernando Gomes estava nesse time, contudo, como atesta a decisão da ministra Rosa Weber, sua ficha não era tão suja assim.

Em Itabuna, por enquanto, prevalece a vontade da maioria dos eleitores contra as idas e vindas do sistema jurídico.

No próximo dia 24, em Porto Alegre, os três magistrados da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região vão julgar o recurso da defesa do ex-presidente Lula no caso do triplex. Se a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro for confirmada, Lula será enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo nessa hipótese, ele ainda teria direito a recursos, como o teve Fernando Gomes.

A expectativa em torno da inelegibilidade de Lula deve considerar essas possíveis idas e vindas do Judiciário. Como impedi-lo de disputar as eleições pela via judicial, se o mesmo sistema jurídico garante a possibilidade de sanar os vícios que o tornariam inelegível?

A mesma expectativa deve levar em conta também a possibilidade de termos uma disputa presidencial sem aquele que lidera todas pesquisas de intenções de voto.

São esses cenários possíveis que põem em cheque a constitucionalidade da Lei da Ficha limpa, pois as suas sanções causam grande impacto na democracia quando antecipam punições graves contra réus que poderão provar inocência ao fim dos seus processos na Justiça.

Esses mesmos cenários levam muita gente a questionar quão precário seria o resultado das eleições de 2018 com a sombra de um Lula impedido. 

Thiago Dias é repórter e articulista do Blog do Gusmão desde 2013.

TRIBUNAL NEGA ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA DE MARISA LETÍCIA

Da Agência Brasil.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faleceu em fevereiro de 2017.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou hoje (21) o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que fosse declarada a absolvição sumária de Marisa Letícia Lula da Silva em duas ações penais em decorrência da morte dela. Marisa Letícia morreu em fevereiro deste ano. 

Nas ações, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente Lula e Marisa Letícia de serem os donos de um apartamento tríplex e de outro imóvel em São Bernardo do Campo (SP), que seriam resultado de pagamento de propina da construtora Odebrecht. O apartamento é ocupado por Lula e outro seria para o Instituto Lula.  

Em março, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, declarou extinta a punibilidade da ex-primeira-dama, porém não decretou a absolvição sumária como solicitou a defesa.

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“INTENSIDADE DE REJEIÇÃO” IMPÕE TETO ELEITORAL A LULA, AVALIA SOCIÓLOGO

Felippe Ramos. Imagem: Twitter.

Felippe Ramos. Imagem: Twitter.

Na noite dessa terça-feira (5), em Salvador, o Núcleo de Práticas em Economia e Relações Internacionais da UNIFACS promoveu um debate sobre as crises institucional e política que o Brasil enfrenta.

Um dos convidados do evento, o professor e sociólogo Felippe Ramos teceu especulações a respeito do cenário que se desenha para a eleição presidencial de 2018.

Para ele, as pesquisas recentes já apontam o teto eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O último levantamento do Instituto Datafolha, realizado em julho, mostrou o petista com trinta por cento das intenções de voto.

Apesar da liderança nas pesquisas, segundo o sociólogo, a expectativa de votos para o ex-presidente tende a estagnar devido à “intensidade da rejeição” de parte significativa do eleitorado. Esse é “um ponto fundamental para entender quais candidatos terão realmente chance em 2018. Acho que o Lula tem baixas possibilidades”.

Conforme Felippe Ramos, Lula está ciente do grau de dificuldade de uma nova candidatura. Nesse sentido, as viagens do petista pelo nordeste teriam mais relação com a sua defesa na Justiça do que com a próxima corrida ao Palácio do Planalto. “A grande tendência é de que essa caravana sirva para aumentar o seu capital político no caso da [tentativa de] revisão da sua sentença na segunda instância. Isso coloca um peso político muito maior nos desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio Grande do Sul”.

Ao mesmo tempo, a caravana também poderia abrir caminho para um candidato apoiado por Lula. “Seja um [Fernando] Haddad, seja um Ciro [Gomes]”, especulou Ramos.

“MEDO”

O sociólogo avalia que o nome do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PEN-RJ) como presidenciável “mete um pouco de medo”. Ponderou, no entanto, que o partido do parlamentar fluminense “é muito fraco”. Por outro lado, não descartou a possibilidade de vivermos uma experiência parecida com a das últimas eleições dos Estados Unidos, que resultaram na vitória do republicano Donald Trump. “Mas ainda considero a chance [de Bolsonaro] muito baixa”.

Assista a íntegra do debate.

A MASSA IMÓVEL

Lula. Imagem: Ricardo Stuckert.

Lula. Imagem: Ricardo Stuckert.

Por Wilson Gomes/publicado no Facebook do autor

Do que logro a compreender sobre o Brasil contemporâneo, parece certo que para se conseguir demonstrar que as pessoas estão a favor ou contra alguma coisa você precisa colocar 1 milhão de pessoas na Av. Paulista, outro milhão na Candelária ou na Cinelândia e algum número acima de 500 mil na Esplanada dos Ministérios. Essas multidões deveriam ser replicadas, não importa se com números menores, umas três vezes pelo menos. Seria aconselhável também que houvesse multidões, por uns poucos dias, reunidas em Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Porto Alegre e Belém. Pronto, seguindo esta receita, você terá uma “voz das ruas” para chamar de sua e um argumento “o povo brasileiro exige que…” cheio de razões para esfregar na cara dos adversários.

Foi assim em 2013, naquilo que os tiozinhos de esquerda se regozijava em chamar de Jornadas de Junho, quando a esquerda começou a suicidar as suas chances de governar. E foi assim em 2016, no Grande Movimento Cívico pelo impeachment, também conhecido como a Revolução dos Patos. Entretanto, mais importante do que as ocorrências das multidões reunidas por demandas políticas foram as AUSÊNCIAS das multidões em momentos ainda mais cruciais. As multidões não apareceram para defender o mandato da presidente recém-eleita, quando este lhe foi arrancado para dar início a “isso tudo que está aí”. Nem apareceram para produzir o empurrãozinho popular necessário para que Temer fosse processado pelo STF. Nem aparecerão agora quando a 55ª Legislatura funciona basicamente como a oficina do capeta e quando a Orcrim a quem os patos entregaram o Executivo desmantela o país.

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JUSTIÇA AINDA NÃO PROVOU IMPARCIALIDADE, AFIRMA WILSON GOMES

Professor espera desfecho de processos contra adversários do PT para avaliar imparcialidade do judiciário.

Professor espera desfecho de processos contra rivais do PT para avaliar imparcialidade da Justiça.

O professor de comunicação da UFBA, Wilson Gomes, afirma que é cedo para dizer “que ninguém está acima da lei” no Brasil. O mesmo vale para o otimismo que vê em curso “o amadurecimento das instituições democráticas”.

O pesquisador das relações entre comunicação e política menciona a decisão do caso do triplex, em que o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo Gomes, “para que a condenação de Lula signifique/significasse “que ninguém está acima da lei’ e “o amadurecimento das instituições democráticas”, como declararam Marina Silva, ACM Neto e mais duas dezenas de isentos intérpretes dos fatos do mundo, precisaríamos ver condenados Aécio, Temer, Jucá e mais uma dúzia de cabeças coroadas da República. Enquanto isso não acontece, se é que vai acontecer, a condenação de Lula pode significar muitas coisas diferentes disto, inclusive o que alegam os lulistas e do que desconfiam muitos não partidários: seletividade, parcialidade, perseguição, antipetismo”.

“Seguramente”, continua o professor da UFBA, “a coincidência temporal entre Lula condenado e Michel Miguel comprando, com o nosso dinheiro, o privilégio de sequer ser julgado pelo STF, não beneficia muito a lição de moral sobre a Lei que alcança todos do lúgubre Dr. Moro. Nem o fato de toda a peça acusatória contra Miguel Miguel ter vindo de Rodrigo Janot e não dos Intocáveis de Curitiba, concentradíssimos em Lula, beneficia muito a tese de que não temos acusados de estimação. Nem vou comentar o conluio PMDB-PSDB que salvou Aécio na Comissão de Ética & Decoro, nem os votos e outras bizarras decisões do bizarro juiz do TSE e do STF cujo nome não pode ser pronunciado”.

Por outro lado, o professor diz que não mantém a mesma convicção dos que acreditam piamente na defesa de Lula.

“Também não tenho as certezas da inocência de Lula que tantos dos meus amigos exibem. Considero muito quem as tem, não sei como as conseguiram, mas de onde eu poderia recolher certezas com este alcance? Cético por instinto, tendo a retardar o meu julgamento sobre paradinhas deste tipo. Aparentemente, preciso de mais tempo do que a maioria das pessoas para formar um juízo sobre Lula e o Esquema Petrobrás e Construtoras. Por enquanto, o sentimento (e o pressentimento) não é bom, mas sigo prestando atenção. E desconfiando dos que que até já ultrapassaram a fase da certeza e estão agora na fase da indignação e da tomada de providências”, concluiu Wilson Gomes, em comentário publicado no Facebook.

DEFESA DE LULA TENTOU INTIMIDAR A JUSTIÇA, AFIRMA MORO

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula.

O juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula.

Na decisão de 260 páginas em que condenou ontem (12) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz federal Sérgio Moro disse que a defesa de Lula agiu para intimidar a Justiça.

Moro cita como exemplo a queixa-crime que a defesa do ex-presidente apresentou contra ele. Na denúncia, os advogados afirmaram que o juiz cometeu abuso de autoridade quando determinou a condução coercitiva de Lula em março de 2016 e quebrou o sigilo telefônico da conversa entre o líder petista e a ex-presidente Dilma Rousseff. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região não acolheu a denúncia.

Por outro lado, o magistrado afirma que pode ter “errado” ao levantar o sigilo da gravação, já que essa medida caberia ao Supremo Tribunal Federal, pois envolvia a então presidente da República.

O juiz também menciona o processo movido pelo ex-presidente contra o procurador da República Deltan Dallagnol, que atua na força-tarefa da Operação Lava Jato. O caso remete ao episódio conhecido como “powerpoint”, em que o procurador disse que Lula seria o chefe do esquema de corrupção na Petrobras.

“São condutas inapropriadas e revelam tentativa de intimidação da Justiça, dos agentes da lei e até da imprensa, para que não cumpram o seu dever”, argumentou Moro.

O juiz condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Cabe recurso.

Moro decidiu não determinar a prisão imediata de Lula, considerando o recurso da defesa à segunda instância e o “trauma” social que a medida poderia causar. 

WILSON GOMES: “PT VIVE DE PREVER PROTESTOS, SÓ NÃO SABE REALIZÁ-LOS”

Wilson Gomes.

Wilson Gomes.

Matéria do portal Brasil 247 informa que o Partido dos Trabalhadores “prevê protestos em todo o Brasil caso Lula seja condenado por Moro”. Hoje (4), ao comentar a notícia na internet, o professor Wilson Gomes ironizou o vaticínio petista. 

“O PT vive de prever protestos, só não sabe como realizá-los. Até hoje estou esperando “o povo na rua” previsto para impedir que Dilma fosse expulsa do cargo pelo Congresso”, comentou.

Wilson Gomes é professor da Universidade Federal da Bahia, onde coordena pesquisas sobre comunicação e política. Para ele, atualmente, “a esquerda comanda a massa, mas só na própria imaginação”.

Enquanto imagina protestos grandiosos, continua o professor, “a esquerda não consegue nem botar um milhão em alguma avenida do Rio ou de São Paulo, que é o que falta para cair o bamboleante [presidente Michel] Temer, quanto mais garantir ‘protestos em todo o Brasil’ na hipótese da prisão de Lula”.

O professor está longe de ser um antipetista. Em muitas oportunidades, critica duramente as insanidades do antipetismo. Foi assim em fevereiro deste ano, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu de Dona Marisa Letícia, sua companheira por décadas. Na ocasião, das redes sociais brotaram palavras de ódio contra toda a família Lula.

Em resposta, o professor da Faculdade de Comunicação da UFBA descreveu o ódio que o  antipetismo sempre reservou a Lula. “Uma parte da sociedade brasileira nunca se cansa de mostrar a Lula o seu lugar. E de reclamar, histérica, quando ele, impertinente, não faz o que ela quer. Tem sido assim. Lula já foi insultado de analfabeto, nordestino, cachaceiro, ignorante e aleijado, muito antes de ser chamado de corrupto e criminoso. A cada doutorado honoris causa de Lula choviam ofensas e impropérios porque ele não tinha todos os dedos, porque era o apedeuta, porque era um peão. Qualquer motivo para odiá-lo sempre foi bom o bastante para uma parte da sociedade”, escreveu Wilson Gomes.

PF INDICIA LULA POR SUPOSTA VENDA DE MEDIDA PROVISÓRIA

Ex-presidente Lula. Imagem: Instituto Lula.

Ex-presidente Lula. Imagem: Instituto Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é alvo de nova investigação criminal. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a suposta venda de Medidas Provisórias durante os governos do PT. As investigações ocorrem no âmbito da Operação Zelotes, que se concentra em fraudes contra a Receita Federal.

Segundo o jornal Estadão, outros doze investigados também foram indiciados. Entre eles, os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra e os empresários Carlos Alberto de Oliveira Andrade, da CAOA, e Paulo Ferraz, da Mitsubishi. Todos negam o envolvimento em atos ilícitos.

No caso do ex-presidente , a investigação aponta  para a MP 471, a MP do Refis, que ampliou incentivo fiscal às montadoras e fabricantes de veículos das regiões Norte, Nodeste e Centro-Oeste. O benefício seria extinto em 31 de março de 2010, mas acabou esticado para 31 de dezembro de 2015.

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