Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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FACEBOOK LANÇA RECURSO PARA CONTER NOTICIAS FALSAS

Imagem: Facebook.

O Facebook lançou no Brasil um recurso que dá contexto às notícias que aparecem no feed de notícias dos usuários. O “botão de contexto” funciona nos Estados Unidos e este mês foi expandido para o Brasil, Argentina, Colômbia e México.

A rede social também anunciou ferramentas adicionais para proporcionar mais contexto às pessoas, para que elas possam decidir por si mesmas o que ler, confiar e compartilhar. A ideia é que os usuários possam avaliar a credibilidade das fontes das notícias e conteúdos que leem na plataforma.

Elaborada com acadêmicos, a ferramenta facilita o contexto dos fatos publicados, com artigos relacionados sobre o mesmo tópico, quantas vezes foi compartilhado, bem como uma descrição da Wikipédia – site colaborativo e sem fins lucrativos – sobre o vínculo de comunicação.

Recentemente, o Facebook anunciou mudanças também no WhatsApp. O aplicativo de mensagens instantâneas alerta quando uma mensagem encaminhada de outro usuário para que as pessoas saibam que pode se tratar de uma corrente de informação, estratégia comum das campanhas eleitorais.

TÉCNICO DA SELEÇÃO ARGENTINA É VÍTIMA DE FAKE NEWS

Notícia falsa foi desmentida pela suporta vítima. Imagem: Twitter.

Jorge Sampaoli, treinador da seleção argentina de futebol, foi alvo de uma notícia falsa em seu país. A repercussão atravessou fronteiras e chegou a países como Brasil, Itália e Espanha.

Rumores criados por um radialista local indicavam que Sampaoli estaria sendo denunciado por abuso sexual contra uma cozinheira da AFA, a Associação de Futebol Argentina. O boato dizia ainda que o treinador teria sido demitido do cargo no fim de semana, às vésperas da estreia na Copa do Mundo, por causa da conduta. Na tarde dessa terça-feira, 12, a “noticia” foi confirmada, sem os cuidados necessários, pela mesa redonda Fox Sport Rádio, do canal por assinatura Fox Sports.

Tanto o presidente da AFA, Claudio Tapia, quanto o tribunal que estaria conduzindo o caso, além da própria mulher – que não é cozinheira, e tampouco trabalha para a Federação – desmentiram os boatos.

“Esse foi mais um caso de fake news (notícia falsa) em que as pessoas acreditam piamente, sem checar”, resumiu o jornalista Ariel Palacios, em participação no canal SporTV.

Com informações do site Sportv.

DEFESA CIVIL: VÍDEO QUE MOSTRA ENXURRADA NÃO FOI GRAVADO EM ILHÉUS

Imagem extraída do vídeo que circula nas redes sociais.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma enxurrada destruiu a parede e retirou móveis de uma casa. A cena é impactante. Recebemos a gravação por meio do WhatsApp. Como choveu muito em Ilhéus na quarta-feira (11), algumas pessoas compartilharam as imagens pensando que elas foram registradas no distrito de Banco do Pedro. O boato se espalhou rápido. Em contato com este blog, o coordenador da Defesa Civil no município, Joandres Neres, desmentiu a informação. Segundo ele, a apuração da sua equipe indica que o vídeo foi registrado numa cidade do Maranhão. Assista.

JUSTIÇA PODE PUNIR QUEM PUBLICAR FAKE NEWS EM REDES SOCIAIS NAS ELEIÇÕES

Fonte: Getty Images/iStockphoto.

Do UOL.

O combate às chamadas fake news (notícias falsas, em inglês) terão um novo capítulo nesta eleição: o usuário de redes sociais que publicar ou compartilhar notícias falsas poderá ter o conteúdo retirado do ar.

A previsão consta das resoluções publicadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a campanha deste ano e é mais uma ação da Justiça Eleitoral no cerco às notícias falsas.

O termo em inglês é usado para identificar publicações feitas com o intuito de aparentar veracidade, mas com o objetivo oculto de enganar o leitor, comumente para gerar algum benefício a terceiros.

É o caso de fatos inverídicos atribuídos a candidatos com a intenção de beneficiar os adversários na corrida eleitoral.

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EXCLUSIVO: INVESTIGAÇÃO REVELA EXÉRCITO DE PERFIS FALSOS USADOS PARA INFLUENCIAR ELEIÇÕES NO BRASIL

Cada funcionário seria responsável por controlar de 20 a 50 perfis falsos | Ilustração: Kako Abraham/BBC.

Da BBC Brasil.

São sete da manhã e um rapaz de 18 anos liga o computador em sua casa em Vitória, no Espírito Santo, e dá início à sua rotina de trabalho. Atualiza o status de um dos perfis que mantém no Facebook: “Alguém tem um filme para recomendar?”, pergunta. Abre outro perfil na mesma rede. “Só queria dormir a tarde inteira”, escreve. Um terceiro perfil: “Estou com muita fome”. Ele intercala esses textos com outros em que apoia políticos brasileiros.

Esses perfis não tinham sua foto ou nome verdadeiros, assim como os outros 17 que ele disse controlar no Facebook e no Twitter em troca de R$ 1,2 mil por mês. Eram, segundo afirma, perfis falsos com fotos roubadas, nomes e cotidianos inventados. O jovem relatou à BBC Brasil que esses perfis foram usados ativamente para influenciar o debate político durante as eleições de 2014.

As evidências reunidas por uma investigação da BBC Brasil ao longo de três meses sugerem que uma espécie de exército virtual de fakes foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente, no pleito de 2014.

A estratégia de manipulação eleitoral e da opinião pública nas redes sociais seria similar à usada por russos nas eleições americanas, e já existiria no Brasil ao menos desde 2012. A reportagem identificou também um caso recente, ativo até novembro de 2017, de suposto uso da estratégia para beneficiar uma deputada federal do Rio.

A reportagem entrevistou quatro pessoas que dizem ser ex-funcionários da empresa, reuniu vasto material com o histórico da atividade online de mais de 100 supostos fakes e identificou 13 políticos que teriam se beneficiado da atividade. Não há evidências de que os políticos soubessem que perfis falsos estavam sendo usados.

Com ajuda de especialistas, a BBC Brasil identificou como os perfis se interligavam e seus padrões típicos de comportamento. Seriam o que pesquisadores começam a identificar agora como ciborgues, uma evolução dos já conhecidos robôs ou bots, uma mistura entre pessoas reais e “máquinas” com rastros de atividade mais difíceis de serem detectados por computador devido ao comportamento mais parecido com o de humanos.

Parte desses perfis já vinha sendo pesquisada pelo Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, coordenado pelo pesquisador Fábio Malini.

“Os ciborgues ou personas geram cortinas de fumaça, orientando discussões para determinados temas, atacando adversários políticos e criando rumores, com clima de ‘já ganhou’ ou ‘já perdeu'”, afirma ele. Exploram o chamado “comportamento de manada”.

“Ou vencíamos pelo volume, já que a nossa quantidade de posts era muito maior do que o público em geral conseguia contra-argumentar, ou conseguíamos estimular pessoas reais, militâncias, a comprarem nossa briga. Criávamos uma noção de maioria”, diz um dos ex-funcionários entrevistados.

Esta reportagem é a primeira da série Democracia Ciborgue, em que a BBC Brasil mergulha no universo dos fakes mercenários, que teriam sido usados por pelo menos uma empresa, mas que podem ser apenas a ponta do iceberg de um fenômeno que não preocupa apenas o Brasil, mas também o mundo.

Segundo Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), a suspeita de que esse seria um serviço oferecido normalmente para candidatos e grupos políticos “faz pensar que a prática deva já estar bem disseminada nesse ambiente político polarizado e que vai ser bastante explorada nas eleições de 2018, que, ao que tudo indica, serão ainda mais polarizadas que as últimas de 2014”.

Philip Howard, professor do Instituto de Internet da Oxford, vê os ciborgues como “um perigo para a democracia”. “Democracias funcionam bem quando há informação correta circulando nas redes sociais”, afirma, colocando os fakes ao lado do problema da disseminação das fake news, ou seja, notícias falsas.

Robôs estariam tentando manipular opinião pública nas redes sociais no Brasil desde 2012.

Exército fake

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