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:: ‘feminismo’

VITÓRIA FEMINISTA

Hélio SchwartsmanPor Hélio Schwartsman/publicado na Folha de S. Paulo

Num mundo onde exista correspondência entre palavras e coisas, não dá para chamar de cultura do estupro a cultura que lincha seus estupradores. O sinal que a sociedade passa aqui não é o de que é OK estuprar uma mulher.

Faço essas observações por causa de mensagens que recebi de leitores indignados com a coluna de terça-feira (5), em que lancei dúvidas sobre a cultura do estupro. Cuidado, em nenhum momento disse que não há machismo no Brasil. Ao contrário, afirmei-o na primeira linha do texto.

E é claro que dá para listar o machismo —notadamente a ideia que alguns homens têm de que não precisam da autorização da mulher para ter acesso ao corpo dela— entre as muitas causas distais que afetam as estatísticas de estupro. Mas me parece complicado apontá-lo como a principal razão. Estupros têm etiologia multifatorial e me parece temerário afirmar, sem base em estudos empíricos, que o machismo seja mais relevante do que a ineficiência da polícia ou o nível geral de violência experimentado na sociedade.

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ENTREVISTA: PROFESSORA DA UESC EXPLICA OS DESAFIOS DO FEMINISMO

Maíra Tavares. Imagem: Facebook/Reprodução.

Maíra Tavares. Imagem: Facebook/Reprodução.

Na noite dessa terça-feira (7), via Facebook, a professora Maíra Tavares Mendes, do Departamento de Ciências Biológicas da UESC, concedeu entrevista ao Blog do Gusmão. Em pauta, o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira (8), e os desafios do feminismo.

A professora de 32 anos não titubeia ao se apresentar como feminista. Na entrevista abaixo, reflete sobre a presença do machismo e as suas particularidades dentro da universidade. Militante do Partido Socialismo e Liberdade, também fala sobre a defesa da descriminalização do aborto como causa abraçada pelo PSOL. Na segunda-feira (6), o partido levou o tema ao Supremo Tribunal Federal.

O feminismo ganhou muita força nos últimos tempos. Na entrevista, Maíra cita o papel de destaque das mulheres nas manifestações contra o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados. Leia.

Blog do Gusmão – Com qual idade você passou a se identificar com o feminismo?

Maíra Tavares Mendes – Entrei em contato com feminismo na universidade, com cerca de 18 anos, quando conheci muitos coletivos. Quando adolescente, tive contato não sistematizado com outras expressões que hoje eu chamaria de feministas, como a expressão cultural das mulheres (era muito fã de artistas que falavam em “Girl Power”) ou a indignação com professores que faziam piadas machistas em sala de aula no meu ensino médio. Teve um episódio em que meus pais foram até a escola cobrar da diretora, e ela falou que nunca gostou de “patrulhamento ideológico”. Mesmo assim, depois disso o professor nunca mais fez piadas do tipo na sala. Acho que foi minha primeira pequena vitória feminista!

Blog do Gusmão– Na universidade, ambiente com pessoas escolarizadas, o movimento feminista enfrenta menos obstáculos do que em outros meios sociais?

Maíra Tavares Mendes – O feminismo enfrenta obstáculos diferentes, mas eu não diria que na academia são menores do que em outros locais. Infelizmente existe uma falsa correlação entre machismo e ignorância, que ignora a condição estrutural do machismo na nossa sociedade – as mulheres são historicamente responsáveis por trabalho não pago. Há variados graus de machismo que se manifestam em todos os estratos sociais: o mais violento é o feminicídio. Há muitos exemplos de pessoas com boa condição financeira que não conseguem lidar com o sentimento de posse da mulher. Na UESC tivemos uma estudante que faleceu no mês de janeiro exatamente nestas circunstâncias. Também há diversos relatos, que muitas vezes ficam no silêncio, de abuso sexual entre a comunidade universitária. Segundo pesquisa recente do Instituto Anis, 85% das estudantes brasileiras têm medo de ser estupradas. Escuto diversos relatos de estudantes que são assediadas por seus colegas e professores. É uma situação muito concreta em que o medo de denunciar ainda persiste, pois a primeira reação é a de culpabilizar a vítima. Não é todo mundo que tem disposição para arcar com as consequências de uma denúncia. No entanto, o que é mais insidioso na universidade é a violência simbólica, que são as inúmeras estratégias de invisibilizar, menosprezar ou silenciar as mulheres, como acreditar que esta discussão está superada, ou não conseguir identificar quando determinadas situações estão relacionadas à condição de gênero. Estas estão amplamente distribuídas no nosso cotidiano e levam até mesmo ao adoecimento, pois muitas vezes a pessoa não encontra apoio na instituição ou nas pessoas com quem convive.

BG – Quais são as principais pautas do movimento feminista no Brasil atual?

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MULHERES E CACHORROS

João Pereira Coutinho nos lembra que "há mulheres e mulheres e cachorros e cachorros".

Colunista lembra que “há mulheres e mulheres e cachorros e cachorros”.

Por João Pereira Coutinho/publicado hoje Folha de S. Paulo

Dúvidas sobre o casamento, todos temos. Mas Charles Darwin enfrentou o dilema com o racionalismo característico do século 19. Em 1838, perante o dilema de casar ou não casar com a prima Emma Wedgwood, o eminente cientista resolveu fazer uma lista com os prós e contras do matrimônio.

Conhecia a história, mas confesso que nunca tinha lido a lista com atenção. Um jornal inglês, no aniversário do nascimento de Darwin (12 de fevereiro) e antes do dia de São Valentim, publicou essa preciosidade.
Então encontramos duas colunas, nas quais razões para não casar suplantam incentivos para dar o nó.

Entre as primeiras, Darwin elenca o fim da liberdade para ir onde quiser; a necessidade de socializar com os parentes da mulher; a diminuição do dinheiro disponível para livros (e do tempo correspondente para lê-los); e a hipótese de haver discussões conjugais que são sempre uma perda de tempo (grande verdade, Charles).

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VOCALISTA ASSOCIA MÚSICA DA BANDA VINGADORA AO FEMINISMO

Tays Reis.

Tays Reis.

A vocalista da Banda Vingadora, Tays Reis, afirmou que a música Paredão Metralhadora tem um viés feminista, pois prova que a mulher pode comandar a “arrochadeira”, universo cultural dominado por homens.

Tays concedeu entrevista hoje (8) à agência de comunicação da Prefeitura de Salvador. Além de falar sobre o sucesso da banda que estreou esse ano no Carnaval da capital, usou uma metáfora cristã para resumir a ascensão meteórica do grupo. Segundo ela, sua vida “mudou da água para o vinho”.

CULTURA DO ESTUPRO: É PRECISO PARAR!

Maira 3Por Maíra Tavares Mendes

Ela chega ligeiramente atrasada na aula e sobe correndo as escadas. Encontra um colega que vende doces, estudante de Veterinária, junto com outro colega. Ele oferece o brigadeiro e faz uma boa propaganda – dizem que são bons. Ela, afobada para chegar na aula, nega educadamente – sem grana, sabe como é. “Você pode me pagar com sexo oral”, ele responde, esperando risos de cumplicidade misógina.

Mexendo no celular, e concentrada em um dos muitos textos no final do semestre, a estudante de Ciências Sociais repara que chegou uma mensagem inbox no Facebook. Ao abrir seu celular, não sabe descrever se sente raiva, vergonha, frustração, impotência. Seu professor lhe mandou uma foto dela mesma, instantes atrás, com o comentário “você fica muito linda estudando”.

Numa roda de conversa entre os que se definem como de esquerda, uma colega alerta com preocupação a onda de estupros num bairro de Ilhéus – “avisem as meninas”. O professor entre sorrisos, comenta – “então avisa para as que estão na seca que é pra lá que devem ir”. As mulheres do recinto se indignam enquanto alguns homens gargalham.

De manhã ela escolheu o tecido e com as dobras fez um belo turbante – muito além da estética, é questão de identidade negra, coroa de rainhas. Durante um evento acadêmico que tratava de diversidade, trabalhava como bolsista. Sem lhe tirar os olhos, um professor lhe segura as mãos – “que turbante bonito, você é muito linda, tome meu cartão”.

Cultura do estupro: o que é?

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“A BUCETA É MINHA”: O CORPO COMO SUJEITO NO MUNDO

Cantora Valesca Popozuda.

Cantora Valesca Popozuda.

Quais são as intersecções possíveis entre feminismo, funk e empoderamento da mulher? A pedagoga Jaqueline Conceição se debruçou sobre essa questão em artigo que será apresentado na Universidade de Columbia

Por Marcelo Hailer / Da Revista Fórum 

O nome de Jaqueline Conceição circulou nesta semana nos meios de comunicação por dois motivos: primeiro, pela campanha online que ela lançou para angariar fundos para uma viagem aos Estados Unidos, pois o seu artigo “Só Mina Cruel – Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”, que trata da questão de gênero no universo do funk, foi selecionado para ser apresentado em um congresso da Universidade de Columbia, uma referência no mundo. O segundo motivo é que a campanha chegou na cantora de funk Valesca Popozuda, que gostou do projeto e resolveu ajudar Conceição a bancar a sua viagem para a terra do Tio Sam.

Conceição resolveu tratar de um tema que é polêmico nos debates feministas, a questão da mulher e do feminismo no meio do funk. Quando cantoras vociferam frases como “a porra da buceta é minha”, estão praticando autonomia sob seus corpos? “Na minha interpretação é isso, dizer que a buceta é dela é mais do que só dizer ‘que ela dá pra quem ela quer’ e o corpo como nossa unidade, como sujeito no mundo é a coisa mais importante, o que gente tem de mais de imediato é o nosso corpo”, analisa Conceição.

A respeito da polêmica com setores que não enxergam nuances feministas nas performances das cantoras do funk, Conceição não se furta do debate e levanta um questionamento interessante. “Pra mim, sempre que pensei em feminismo, seria algo para garantir a minha liberdade, mas para isso tenho que me livrar do trabalho doméstico e o que a maioria das feministas faz? Pagam outras mulheres, normalmente negras, para fazer o trabalho doméstico que elas não fazem. Então, de certa forma, a liberdade dela não é plena, a liberdade dela está calcada em cima do trabalho de alguém”, comenta a pedagoga.

Jaqueline Conceição.

Jaqueline Conceição.

Revista Fórum – De onde surgiu a ideia de escrever o artigo “Só Mina Cruel”?

Jaqueline Conceição – Escrevi esse artigo pra publicá-lo num evento científico que aconteceu em Marília (SP) no ano passado. Eu queria discutir a questão do feminismo, mas não queria ficar presa à questão da academia. E, na rua de casa, tinha muito pancadão e aquilo me chamava a atenção, foi daí que surgiu a ideia de fazer esse artigo.

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